Protesto contra o presidente do Gabão

O Gabão recentemente foi homenageado como um dos países que recebeu o reconhecimento da FAO pelo progresso na luta contra a  fome. Um pais que “superou grandes desafios em difíceis condições econômicas globais e ambientes políticos.  Demonstrou a vontade e mobilizou os meios”, disse Graziano da Silva,  diretor da FAO, abordando os ganhadores do prêmio.

País que abriga um dos polos de discussão sobre desenvolvimento africano. o Gabão realiza o Fórum New York da Africa, levando dirigentes de governos, sociedade civil e especialistas que  elaboraram cenários sobre o futuro do continente. Esse ano, no mês de maio, em sua capital,  Libreville,  realizou-se o 3 º Fórum. Com todas essas iniciativas , o Gabão enfrenta uma instabilidade que é uma oposição que acusa o Presidente de manipular o jogo partidário e ter proibido e  colocado na ilegalidade  o partido   União Nacional (UN), que liderava a oposição.

No sábado, dia 20, a oposição ao governo do Gabão realizou uma  manifestação contra o presidente Ali Bongo Ondimba. O evento preocupa pela  reação do governo gabonense, que respondeu ao ato com violência, gerando feridos e mortes, embora não confirmado.

“Ali, fora! 50 anos é muito tempo!”, Gritava a multidão. O presidente Ali Bongo Ondimba tomou as rédeas do país desde a morte de seu pai Omar, em 2009, no poder desde 1967. Essa tem sido a palavra de ordem da oposição.

Gabão conquistou a independência da França em 1960. Omar Bongo Ondimba tornou-se presidente em 1967 e solidificou a aderência do Partido Democrático Gabonês (PDG) ao poder. Em 1990, os protestos provocados por dificuldades econômicas levaram a eleições legislativas multipartidárias. Bongo e o PDG governante manteve o poder nos anos seguintes, através de uma série de eleições contestadas pela oposição.

O Partido Democrático Gabonês (PDG)  está no poder há mais 47 anos e um dos últimos remanescentes de monolitismo político na África.  O Multipartidarismo no país abriga mais de 50 partidos , sendo que 40 fazem parte da coligação que apoia o governo.

Com a noticia da repressão sobre a manifestação da oposição, desperta atenção sobre a fragilidade da democracia gabonesa, que não consegue lidar com manifestações populares. Embora reconheça-se que tem havido progressos na economia do pais, mas a um custo elevado do forçado silenciamento  da oposição.

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