Nigéria, Argélia, Gabão, Angola e Gana sofrem com a queda do preço do petróleo

Os preços do petróleo caíram perto de 45% este ano, o maior declínio anual desde 2008.

O preço do petróleo, assim como o das demais commodities (matérias primas), tem apresentado tendência à queda, afetando países exportadores de petróleo como Angola, Gabão, Gana e Nigéria

Nos países exportadores de petróleo o impacto geral é negativo, mas mesmo entre estes mercados deve ocorrer diferenciação, destaca o FMI, porque uns dependem mais das receitas do produto do que outros.

O petróleo é o principal recurso financeiro da Argélia, que decorre de 95% de sua renda estrangeira. Se a queda dos preços continua, a Argélia pode acabar incapaz de honrar seus compromissos financeiros.

Uma simulação do Fundo Monetário Internacional (FMI) sinaliza que a forte queda dos preços do petróleo pode fazer a economia mundial crescer mais em 2015 e 2016, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira (22). O Produto Interno Bruto (PIB) do mundo pode se expandir de 0,3% a 0,7% a mais no ano que vem, quando comparado a um cenário em que o barril da commodity não estivesse em queda. Para 2016, o PIB pode crescer de 0,4% a 0,8% a mais.

No geral, os economistas do FMI afirmam que os importadores de petróleo, sobretudo entre os emergentes, vão se beneficiar dos menores gastos com importações do produto, que deve ajudar a melhorar as contas externas, gerar maior renda disponível para as famílias e menor custo com insumos. Já os exportadores terão menos receitas com as vendas externas, o que vai colocar pressão nas contas externas e fiscais.

Os países  exportadores de petróleo terão acelerar a diversificação da economia, uma opção que em muitos países africanos dependentes do petróleo. em atrofiado outros setores que seriam de grande valia, como a agricultura industrializada, o sector mineiro e os transportes. O dinheiro que vem das receitas do petróleo deveria ser usado em políticas de investimento, de modo a que a economia do país se diversifique e produza o suficiente, mas não é isso que tem acontecido

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