O otimismo africano do 3º New York Fórum África

O Fórum New York a partir de uma articulação de governos e sociedade civil parte da ideia  de que o governo sozinho não pode resolver os problemas. Nem o setor privado sozinho, nem quadros de especialistas do governo  sozinhos. O fascínio de soluções simples, também, é ilusória. O Fórum  New York reuniu líderes do setor privado, do governo e especialistas  para trabalharem juntos em um esforço intensivo para forjar as pedras de toque de um caminho que avance.

África emerge  com um crescimento econômico positivo e um desenvolvimento macroeconômico em todo o continente. Estão a fluir novos fundos e existe um financiamento inovador.

As diferentes economias africanas registraram, nos últimos 10 anos, taxas de crescimento econômico elevadas, criando um clima de otimismo no continente. Entre as 10 economias mundiais com maiores taxas de crescimento, seis são africanas.

O presidente do Fórum acredita que África é um continente de desenvolvimento:

“África teve um forte crescimento, apesar de certos países passarem por muitas dificuldades. Teve, incontestavelmente, um crescimento económico.

Por isso, pode ser, no futuro, uma terra de desenvolvimento e crescimento para as empresas em dificuldade, do outro lado do Mediterrâneo e mesmo do Atlântico”.

O Banco Mundial está atento e diz que agora só falta incrementar a boa governança. Há mais espaço político e uma sociedade civil mais atenta, como diz o economista-chefe, Shatayanan Devarajan:

Com uma taxa de crescimento de 5 ou 6 por cento, há muito mais espaço político para uma otimização da boa governança. Constatamos um aumento da sociedade civil e muito mais transparência e informação”.

Há também um forte crescimento demográfico e as previsões dizem que, até 2050, África terá dois bilhões de habitantes.

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Lula e a porta de esperança dos países africanos

Lula foi o presidente que na historia da Politica Externa Brasileira  mais visitou o continente africano, e como ex presidente  continua a ser o principal interlocutor no Governo para todos os problemas que os africanos tem em relação ao Brasil.

Dilma Rousseff,  a presidenta não demonstra interesse, nem disposição para trabalhar com africanos, seu olhar sobre as relações internacionais é tímido e limitado a América Latina e Caribe. Consegue desagradar a todo mundo.

Desagrada os que acreditam numa política externa mais voltada para os EUA e Asia, que ficou mais difícil depois do episódio de espionagem americana e consequente  cancelamento de uma viagem oficial ao EUA.

Dilma definiu como prioridade   América do Sul, América Latina e Caribe e se empenha em fortalecer o Mercosul, a Unasul e a Comunidade dos Países da América Latina e Caribe (Celac). Já durante a campanha eleitoral do seu segundo mandato, Dilma evidenciou essa prioridade.

Aecio Neves, candidato derrotado à presidência defendia uma aproximação com Asia e EUA, não figurava nem América Latina e muito menos África. Com esse quadro, entre os dois candidatos,  os embaixadores africanos no Brasil estão em apuros para mostrar trabalho na Esplanada,  e recorrem à Lula, que é sua  porta da esperança.

A opinião pública está distante do debate sobre política externa brasileira, mas um segmento da população brasileira sempre pautou e continua a defender   uma maior aproximação com  os africanos: os negros brasileiros, que não dispõem de força política para pressionar e realizar uma  mudança na prioridade da política externa brasileira.  Os embaixadores africanos olham com distanciamento o interesse dos negros brasileiros, alguns simplesmente ignoram.

Lula continuará nos próximos quatro anos sendo a opção que atenderá a demanda dos africanos. Lula esteve há uma semana em Brasilia ouvindo as reivindicações dos embaixadores, que eram as mesmas que eles apresentaram há seis meses atrás. Dilma sequer realiza reuniões com os embaixadores africanos. Em quatro anos não realizou nenhum encontro com as 34 embaixadas africanas instaladas no Brasil. Na posse do seu 2º mandato, ficará claro quantos presidentes africanos estarão presentes.

A política externa brasileira reflete o olhar de uma sociedade que não consegue reconhecer os avanços econômicos do continente africano,  o período do renascimento africano com eleições periódicas e o surgimento de 300 milhões de pessoas na classe média, e com a grande  competição realizada por parte de chineses, turcos e indianos.

Considero hoje uma posição equivocada a que o Brasil tem  apresentado  no mercado mundial. Temos o que a oferecer de fato? Os projetos voltados para agricultura, saúde e comércio na Africa são muito pequenos em relação à demanda.

Ensino sobre a História da Africa estaria reforçando estereótipos

Na realização do Seminário Pan Africanismo e Renascimento africano, na Universidade de Brasília, nos dias 24 e 25 de novembro,um dos objetivos era uma análise critica sobre o conteúdo de livros didáticos que abordam o continente africano.

Depois da Lei Federal 10.639 de 2003, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, tem-se criticado o excessivo eurocentrismo que domina os currículos  escolares,  exige-se que a História do Negro no Brasil e a História da Africa sejam incorporados no sistema de ensino.

Na revista História Viva, Ano XI, nº 134, há uma instigante e provocativa entrevista com o paulista Alberto Costa e Silva, 83 anos , poeta, escritor, diplomata e especialista em História da Africa, ganhador do Prêmio Camões, em 2014.

“Vários livros didáticos insistem em apresentar  o africano no Brasil como o escravo oprimido, o quilombola resistente ou a mão de obra submetida a todo tipo de exploração. É  tristeza, dor, sofrimento de um lado; do outro, é festa, cantoria, dança, alegria exagerada. Os opostos formam um estereótipo cristalizado no imaginário popular. É muito pouco. Onde está a contribuição dada pelo africano para o desenvolvimento da criação extensiva de gado no Brasil? Os grandes artesãos, artífices e profissionais negros que foram fundamentais na vida do Brasil Colônia e do Brasil Império não aparecem nos livros didáticos. Quem conhece a trajetória profissional dos irmãos  Antonio e André Rebouças como engenheiros? André é um dos principais nomes da engenharia brasileira na segunda metade do século XIX, amigo de Pedro II. E nada  da África aparece nos livros. É um continente que parece só existir após a chegada do europeu”.

As críticas são duras, pois grande parte dos livros didáticos ainda não conseguiu cumprir as  Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira  e Africana:

“História da África,  fosse tratada em perspectiva positiva, não só de denúncia da  miséria e discriminações que atingem o continente, nos tópicos pertinentes se
fará articuladamente com a história dos afrodescendentes no Brasil e serão
abordados temas relativos: – ao papel dos anciãos e dos griots como guardiães da memória histórica; – à história da ancestralidade e religiosidade africana; – aos núbios e aos egípcios, como civilizações que contribuíram decisivamente para o desenvolvimento da humanidade; – às civilizações e organizações políticas pré-coloniais, como os reinos do Mali, do Congo e do Zimbabwe; – ao tráfico e à escravidão do ponto de vista dos escravizados; – ao papel de europeus, de asiáticos e também de africanos no tráfico; – à ocupação colonial na perspectiva dos africanos; – às lutas pela independência política dos países africanos; – às ações em prol da união africana em nossos dias, bem como o papel da União Africana, para tanto; – às relações entre as culturas e as histórias dos povos do continente africano e os da diáspora; – à formação compulsória da diáspora, vida e existência cultural e histórica dos africanos e seus descendentes fora da África; – à diversidade da diáspora, hoje, nas Américas, Caribe, Europa, Ásia; – aos acordos políticos, econômicos, educacionais e culturais entre África, Brasil e outros países da diáspora”.

A fala de Alberto Costa e Silva nos alerta sobre que poderemos estar reforçando os estereótipos, pois falta uma análise crítica e uma leitura atenta dos livros que vem sendo publicados para cumprir a Lei Federal 10.639/2003. E quando lemos as Diretrizes elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação percebemos que estamos distantes do objetivo inicial quando se pretendeu incentivar o ensino sobre a História da Africa.

O ensino da História da Africa está “limitado a um gueto”

A promulgação da Lei Federal  10639 em 2003, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que trata do Ensino da História do negro no Brasil e a História da Africa criou-se muita expectativa por parte da população brasileira.

Passados mais dez anos da Lei Federal e de iniciativas  do Ministério da Educação, Secretarias de Estados e Municípios Educação apresentam-se diversas críticas sobre o que tem sido realizado, ensinado e  publicado nos livros didáticos.

Alberto Costa e Silva, o vencedor do Prêmio Camões de 2014, imortal  da Academia Brasileira de Letras, poeta, pesquisador e diplomata e um especialista brasileiro em História da Africa, autor de obras como “A enxada e a lança: a Africa antes dos portugueses” e “A manilha e o libambo: a Africa e a escravidão, de 1500 a 1700. O  especialista  argumenta que tem receio de que seu estudo sobre a História da Africa termine limitado a um gueto.

Em recente entrevista à revista História Viva, Ano XI nº 134, Alberto Costa e Silva afirma o seguinte:

“A História da Africa ainda é vista com preconceito por parte da universidade  no Brasil. Tenho receio de que seu estudo termine limitado a um gueto. ele deve fazer parte do estudo da História Geral. A universidade  forma professor de História da Africa  para ela, não para o ensino fundamental ou médio. O conhecimento fica restrito a um círculo de iniciados, de interessados em algo que poucos pesquisam.

Quando da promulgação da lei federal  10639/03, um dos desafios que se impunha como consensual era a necessidade da formação de professores para o ensino fundamental e médio.

Como superar o preconceito por parte da universidade brasileira, e incorporar o ensino sobre a Africa  na História Geral, não parece ser uma tarefa que esteja restrita somente no âmbito do ensino da história da Africa. O preconceito, a discriminação sobre tudo que é relacionado ao negro na Educação é um fato denunciado por educadores, ativistas e  militantes do movimento negro  há muitas décadas.

É preciso reconhecer que a introdução do ensino da História da Africa tem o desafio de desconstruir uma cultura que inferioriza, discrimina e agredi de forma violenta a população negra. Diariamente a mídia impressa e televisa reproduz estereótipos sobre a Africa que trabalham contra o esforço da Lei Federal de 10639/03.  O ambiente da universidade brasileira não é diferente.

A Ministra da Defesa de Guiné Bissau deverá priorizar a formação dos militares em cooperação com o Brasil

O Governo de Guiné Bissau nomeou 6 mulheres para Ministras, nas áreas de Educação, Saúde, Justiça,  Família e Coesão Social, Tesouraria e Forças Armadas, um gesto importante de reconhecimento do papel da mulher na sociedade guineense.

O destaque é colocar uma mulher numa das áreas mais estratégicas, que é as Forças Armadas, que tem sido o motivo de fragilidade do processo democrático desde a independência. Há uma necessidade de reformas estruturais na instituição, que se apresenta mal equipada, pessimamente alojada, com quartéis em péssimas condições.

A Tenente Coronel Cadi Seidi,  médica pediatra, estudou em Cuba, foi diretora do Hospital Militar  Sino-guineense e  foi nomeada para ocupar o cargo  de Ministra das Forças Armadas num momento de redemocratização do país e de reorganização administrativa das forças armadas de Guiné Bissau.

O Brasil, Nigéria e Portugal têm oferecido ajuda na formação dos militares de Guiné Bissau, que não dispõe de nenhum curso de formação e nenhum critério para nomeação de oficiais,  o que acaba gerando mais conflitos.

Em novembro foi realizado o seminário  “As forças armadas e o futuro”, promovido pelo Instituto de Defesa Nacional. O evento enquadra-se no âmbito da comemoração do quinquagésimo aniversário da criação das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP) durante o congresso de Cassacá em 1964. Nessa ocasião, a Ministra declarou:

A reforma do setor de defesa e segurança é um dos pilares importantes na governação do país, mas também é uma responsabilidade de todos os guineenses. Participar nela é uma forma de contribuir  para a paz e estabilidade.

Países como Brasil e Portugal,  entre outros, se ofereceram para contribuir para a realização de cursos de formação de militares.  A ministra da Defesa da Guiné-Bissau, Cadi Seidi, visita o Brasil ainda este mês para discutir o tema com as autoridades de Brasília. Espera-se que o diálogo avance

Conceição Evaristo estará no Salão do Livro de Paris

A ministra da Cultura anunciou a lista dos escritores que representarão o Brasil no salão do Livro em Paris, em março de 2015. Entre as escritoras está a escritora Conceição Evaristo, um merecido reconhecimento de uma escritora negra brasileira. Poetisa e romancista tem trabalhado durante anos com literatura, participando de bancas de mestrado e doutorado nas universidades brasileiras. É um motivo de orgulho para os escritores negros sentir-se representado pelo trabalho desta escritora.

A seleção dos autores é resultado da parceria entre o Centro Nacional do Livro francês e do Comitê brasileiro, formado por 24 integrantes, entre titulares e suplentes, com representantes de secretarias e órgãos do Ministério da Cultura (MinC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE); do Conselho Diretivo do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL); e de entidades representativas do setor, como a Câmara Brasileira do Livro (CBL); União Brasileira de Escritores (UBE); Liga Brasileira de Editoras (LIBRE); Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU); Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Serviço Social do Comércio (SESC-SP).

As escolhas obedeceram aos seguintes critérios: autores com obras traduzidas para o francês; equilíbrio na seleção (incluindo autores novos e consagrados); abrangência de diversos gêneros literários; diversidade editorial; oportunidade igual para homens e mulheres e produções com diversidade étnica e cultural de profissionais de várias regiões do país.

Maria da Conceição Evaristo Brito (Categoria Ficção)

A escritora Maria da Conceição Evaristo Brito nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1946, e sua produção ganhou o cenário nacional e internacional. Formada em Português-Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a poetisa e romancista atua nas áreas de Literatura e Educação, com ênfase em temas de gênero e etnia.

Parte de sua produção poética aparece em “Cadernos Negros”, publicação do Grupo Quilombhoje, de São Paulo. Também é autora dos romances “Ponciá Vicêncio” e “Becos da Memória”; da antologia poética “Poemas da recordação e outros movimentos” e da antologia de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”. O romance “Ponciá Vivêncio”, indicado como obra de leitura para alguns vestibulares, foi traduzido para o inglês e o francês.

Negros de Brasilia vão ao Ministério Público e denunciam a abordagem violenta da policia

O doutorando da UnB e pesquisador do IPEA, Professor Carlos Alberto Santos de Paulo, foi abordado com truculência, imobilizado, revistado e algemado. Sob a mira de armas, ele foi abordado após não ter cedido passagem a policiais civis durante um engarrafamento no Lago Sul.

O pesquisador Carlos Alberto Santos de Paulo, de 52 anos, acompanhado de diversas lideranças e personalidades da comunidade negra do DF, denunciou, hoje, dia 15 de dezembro, ao Ministério Público a violência na abordagem policial –após ter sido vítima, durante um incidente no trânsito em Brasília.

“Saí às 18h45 da Universidade de Brasília (UnB) e estava a caminho de casa. Ao chegar à QI 23 do Lago Sul, peguei um congestionamento e não conseguia passar dos 10km/h. Quando passava por uma rotatória, uma viatura descaracterizada ficou forçando a passagem, mas eu não conseguia sair do lugar. Foi quando entrei no acostamento para liberar a via e eles ligaram a sirene para depois me abordar com arma em punho”, relata Carlos.

Uma vez liberado, o técnico foi para a 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), para registrar ocorrência sobre a violência da polícia. “No estacionamento da DP, reencontrei os policiais e tive o braço torcido, sofri um “mata leão” e fui algemado por mais de uma hora”, diz o pesquisador.

“Somente quando liguei para um coronel da Polícia Militar – porque faço parte de um grupo de trabalho que combate o racismo na Corporação -, o delegado da Civil me soltou”, desabafa. Apesar disso, Carlos foi acusado por direção perigosa e desobediência e não conseguiu registrar ocorrência.

foto: Carlos Alberto apresenta a denuncia ao MP

Presidente de Uganda contra o Tribunal Penal Internacional

Yoweri Museveni , presidente de Uganda disse que irá fazer uma campanha para que todos os países africanos se retirem do Tribunal Penal Internacional. Alega que o TPI realiza ações para desestabilizar os países da África.

Cita o caso do Quênia , que o presidente em pleno exercício sofreu acusações, que foram retiradas por falta de provas.

A questão que fica é será que o presidente Bush será acusado pelos crimes de tortura, recém descobertos e denunciados no Senado americano? Será que o TPI irá fazer alguma manifestação , ou declaração sobre o assunto.

O silêncio sobre as ações dos presidentes das grandes potencias torna a acusação dos africanos muito preocupante.

Antigos líderes africanos reunem-se para debater desenvolvimento

Dezesseis antigos chefes de Estado e de Governo africanos reuniram-se em Pretória, capital sul-africana, num encontro de carácter consultivo promovido pela Comissão da União Africana para disseminar a Agenda 2063, destinada ao desenvolvimento econômico-industrial e social do continente africano.

O presidente dos antigos líderes africanos Joaquim Chissano considera que a Agenda 2063 vai aglutinar todos os sectores e sensibilidades africanos para o desenvolvimento do continente mais pobre do mundo.

O continente africano tem 54 países com 41 antigos chefes de Estado e de Governo, mas apenas 16, representando todas as regiões do continente, foram convidados pela Comissão da União Africana, liderada pela sul-africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, para pedir sua intervenção e apoio na disseminação da Agenda 2063, lancada nas celebrações dos 50 anos da União Africana comemorados em 2013.

Joaquim Chissano promete em nome do fórum que os ex-líderes do continente vão colaborar na medida do possível, tendo em conta muitas e longas experiencias de governação, apesar do grupo enfrentar falta de recursos.

Ao que tudo indica, a Agenda 2063 da Comissão da União Africana sobrepõe-se e ofusca a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África(Nepad), que foi bastante publicitada nos tempos de governação de Joaquim Chissano, em Moçambique, Thabo Mbeki, na África, Olusegun Obasanjo, na Nigeria, Abdulaye Wade, no Senegal, Muammar Khadafi, na Líbia.

Chissano reconhece que a Nepad falhou por aquilo que considera falta de coesão entre as lideranças africanas.

Para a Comissão da União Africana, juntar 16 antigos Chefes de Estado e de Governo africanos num país africano é um sinal positivo porque no passado muitos estariam no exilio fora do seu continente.

fonte:http://www.voaportugues.com/content/antigos-lideres-africanos/2555284.html

Embaixadores africanos no Brasil estão preocupados com o futuro

Ontem, dia 9 de dezembro de 2014, o ex presidente Lula esteve com os embaixadores africanos para um jantar, na pauta o futuro das relações Brasil e Africa, conforme nossa página Agenda Africana pode conferir. Lula chegou com atraso, mas como sempre foi recebido com entusiasmo pelos embaixadores.

Há uma certa perplexidade por parte dos embaixadores africanos, sobre o que o Brasil pretende fazer na política internacional com os países africanos. Dilma preocupada com a montagem do Governo, ainda não demonstrou, como pretentende lidar com os africanos. O gesto de abrir enbaixadas em diversos países , não foi acompanhada de uma política de créditos e diminuição da burocracia.

A competição comercial com a China, India e Turquia no continente africano é muito agressiva. O Brasil carece de investimentos e uma política de crédito, e principalmente visitas de empresários aos países africanos para que materializem o comércio com os africanos.

Missões diplomáticas africanas vem sistematicamente ao Brasil, mas ficam decepcionados com o pouco resultado do trabalho, falta investimento. e uma reciprocidade maior da presidência da Republica, que viaja muito pouco para Africa.

Brasil não dispõe de nenhuma companhia aérea brasileira que faça voos para Africa, o BNDES criou uma diretoria para America Latina e Africa, mas na prática trabalha muito mais com América Latina, onde os investimentos são muitos maiores. As missões comerciais do Brasil junto aos países africanos diminuiram, por diversas razões, inclusive o medo do ébola.

A população negra, os empresários negros, ativistas negros ainda não refletiram com a importância devida, que o futuro do Brasil passa pelo continente africano. É importante que a política internacional seja tema de preocupação sobre o futuro dos brasileiros. Vivemos num mundo globalizado, mas ainda se ignora o papel que Africa tem para os brasileiros.

Afinal o que o Brasil pretende em relação à Africa?

 

 

Ivair Augusto Alves dos Santos