Fabiana desabafa contra os racistas, mas infelizmente não vai à justiça

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Uma mulher negra, jogadora de vôlei, mundialmente  famosa, é agredida num ginásio de esporte.  Torcedores se manifestam e denunciam o ato de racismo. Um fato que faz parte do cotidiano de milhões de mulheres negras no Brasil. As pessoas ficam indignadas e até  manifestam solidariedade, mas isso é pouco.

O racista é identificado mas, infelizmente, a vítima não presta queixa. A razão é porque pode “dar mais trabalho”, “um problema a mais”…A jogadora acredita que não deveria ser criado um “transtorno extra” para as vítimas do racismo.

“Refleti muito sobre divulgar ou não, mas penso que falar sobre o racismo ajuda a colocar em discussão o mundo em que vivemos e queremos para nossos filhos. Eu não preciso ser respeitada por ser bicampeã olímpica ou por títulos que conquistei, isso é besteira! Eu exijo respeito por ser Fabiana Marcelino Claudino, cidadã, um ser humano. A realidade me mostra que não fui a primeira e nem serei a última a sofrer atos racistas, mas jamais poderia me omitir. Não cabe mais tolerarmos preconceitos em pleno século XXI“, disse Fabiana Marcelino Claudino.

Fabiana conta que procurou ouvir mais do que falar. Conversou pelo telefone com os pais, o aposentado Vital Alberto Claudino, de 67 anos, e a dona de casa Maria do Carmo Marcelino Claudino. Eles lhe deram vários conselhos, entre eles, que não deveria procurar um problema a mais ao vir a Belo Horizonte para registrar a queixa.

Esse ocorrido é o retrato de milhares de vitimas de racismo que decidem não ir à Justiça, como descrevi em meu livro  “Direitos Humanos e as praticas do racismo”, e  pude constatar que é mais comum do que se imagina.

Fabiana acredita , assim como os seus familiares, que esse momento vai passar. E irão poder tocar a vida. Não é verdade. O racismo deixa marcas para vida toda. Ninguém esquece, muito menos quem é vítima de um ato tão violento como o racismo.

Ela deveria, sim, ter ido à Justiça. Por que? Muito mais por ela, por sua história de vida e  o futuro daqueles que querem um País sem racismo. Não adianta, pode ser quem você imagina que é, não está imune ao racismo estrutural em nossa sociedade.

A luta contra o racismo é a nossa unica saída.

30 de janeiro é o Dia nacional Titina Silá

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O 30 de Janeiro, Dia da heroína nacional Titina Silá, é comemorado  em todo o país com várias atividades políticas, culturais e acadêmicas.

Em  30 de janeiro de 1973, Titina Silá se deslocou com  combatentes a bordo de uma piroga sobre o Rio Farim, no norte de Guiné Bissau, a fim de assistir as cerimônias fúnebres de Amílcar Cabral, em Conacri. A piroga foi descoberta e atacada por  tropas colonialistas. Titina Silá encontra a morte ali, afogada, mas seu corpo nunca foi encontrado.

Ernestina Silá – seu nome verdadeiro – foi uma combatente e formadora de milícias que, embora morrendo jovem, conseguiu fazer a diferença e cativar todos aqueles que a conheceram.

Tal como muitas outras combatentes do PAIGC, que deram a vida pela independência do país,  também Ernestina não viveu o suficiente para ver este sonho concretizado.  É para pensar nelas que se instituiu o feriado não oficial que se celebra cada ano.

 

Professores e jornalistas negros de Brasilia discutem projetos com Embaixada dos EUA no Brasil

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No dia 1 de janeiro de 2015 iniciou-se a Década de Afrodescendentes da ONU,  com o tema “Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

A Década será celebrada de 2015 a 2024 com o objetivo de reforçar o combate ao preconceito, à intolerância, à xenofobia e ao racismo.

A meta é definir uma atuação conjunta com os negros americanos para implementação de ações para a Década de Afrodescendentes. Inicialmente,  foi estabelecido o compromisso de definir uma rotina de trabalho com os  funcionários da embaixada dos EUA.

Na reunião estiveram os professores da UnB Mario Theodoro, Ivair Augusto Alves dos Santos, Nelson Inocêncio e Marcos Moreira; os jornalistas Fausto  José Barbosa e Sionei Leão; os africanos da Guiné Bissau Gaudêncio Pedro e Mouamar Dinis Sequeira e o professor e advogado Handemba Mutana Poli Santos.

Do lado dos americanos estiveram Walter Kerr, Adido Cultural,  M. Suzanne Archuleta, Primeira Secretária da Seção de Política, e Oscar Baez, Segundo Secretário da Seção Politica, responsável pela política para os afrodescendentes.

Boa noticia! 835 trabalhadores de saúde africanos da Nigéria, Etiópia, Quênia, Republica Democrática do Congo no combate ao ebola

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835 trabalhadores de saúde – médicos , enfermeiros, paramédicos, epidemiologistas e outros profissionais – formaram a equipe da “União Africana para o combate do surto de Ebola na África Ocidental” (ASEOWA), composta por profissionais da Nigéria, Etiópia, Quênia, Republica Democrática do Congo e dos países afetados pela epidemia na Serra Leoa, Libéria e Guiné.

A doença causada pelo vírus Ebola afetou principalmente três países da África Ocidental e atraiu muita atenção na reunião dos Chefes de Estado e de Governo.

A  presidente da Comissão da União Africana,  Dra Nkosazana Dlamini Zuma, elogiou o trabalho dos 835 trabalhadores de saúde africanos, que foram distribuídos para a Guiné, Libéria e Serra Leoa, sob a bandeira do apoio da União Africana para o combate do surto de Ebola na África Ocidental (ASEOWA). Ela também estendeu  sua gratidão ao chefe da missão ASEOWA, Dr Júlio Oketta, e do setor privado africano, que está levantando fundos para manter esses profissionais no campo até que os países afetados sejam declarados livre do Ebola. Há sinais de que devido ao trabalho que vêm desenvolvendo a crise do Ebola agora  diminuiu os casos de infecção e morte pela doença.

Governo da Guiné-Bissau abre processo para compra de navios

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O governo da Guiné-Bissau lançou hoje o processo para compra de três novos navios para ligar o arquipélago dos Bijagós à parte continental do país.

De acordo com Cesário Ferreira, chefe do gabinete do secretário de Estado dos Transportes e Comunicações da Guiné Bissau, cinco empresas estrangeiras manifestaram vontade de apresentar propostas ao executivo guineense, mas apenas três se encontram em Bissau para levar propostas à equipa da avaliação.

Entre as firmas presentes na chamada “conferência de investidores” para aquisição de barcos de transportes de passageiros e cargas, figura a portuguesa Atlantic Eagle Shipbulding (concessionária dos Estaleiros Navais do Mondego, na Figueira da Foz), para além de uma outra holandesa e ainda outra espanhola.

Atualmente, as ilhas da Guiné-Bissau estão ligadas ao território continental apenas com pirogas, uma situação que o governo pretende mudar, colocando no ativo navios que possam garantir segurança aos passageiros

A Guiné-Bissau conta com mais de 80 ilhas, embora apenas cerca de dezena e meia seja habitada, e várias zonas do país descontinuas para quais apenas se pode viajar de embarcação.

O secretário de Estado da Integração Regional destacou igualmente a importância da aquisição de novos navios para as ilhas no âmbito do projeto do executivo para transformar o arquipélago dos Bijagós numa “zona de turismo por excelência” a partir deste ano.

Don Thompson, presidente mundial da McDonald vai se aposentar

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Donald ‘Don’ Thompson, de 51 anos, nasceu em Chicago e entrou no McDonald como engenheiro elétrico, em 1990. Ele ganhou 9,5 milhões dólares em 2013, de acordo com a Bloomberg.

Thompson projetou equipamentos robóticos para o transporte de alimentos e fez circuitos de controle para cozinhar. Thompson recebeu um telefonema de um recrutador McDonald que estava à procura de um engenheiro para projetar “robótica, circuitos de controle e loops de feedback”. Embora relutante em assumir o cargo no início, ele aceitou um convite de um engenheiro que trabalhava lá, para visitar a sede do McDonalds no subúrbio de Chicago. Logo após a visita, ele foi contratado.

Thompson vai se aposentar como presidente e Chief Executive Officer e como membro do Conselho de Administração da Corporação McDonald, após quase 25 anos de serviço para a Companhia, a partir de 1º de março.

McDonald é uma empresa líder mundial de alimentos, com mais de 36.000 locais servindo aproximadamente 69 milhões de clientes por dia, em mais de 100 países. 

Inonge Wina, a primeira mulher vice-presidente na História da Zâmbia, mais uma conquista das mulheres africanas

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Os jornais do mundo comentam a eleição da esquerda na Grécia, o presidente eleito, Alexis Tsipras, apresentou seus ministros e não havia nenhuma mulher, enquanto que na Zâmbia o presidente foi mais longe colocou uma mulher como vice presidente.

O novo Presidente da Zâmbia, Edgard Lungu, nomeou uma mulher, Inonge Wina, ao cargo de Vice-Presidente. Wina, que era até então ministra do Género e que é igualmente presidente do partido no poder, o Partido da Frente Patriótica, é a primeira mulher na história da Zâmbia a ocupar este cargo.

Inonge Wina tem 73 anos, e uma longa folha de serviço dedicada aos direitos humanos e a defesa da mulher.   Estudou Serviços Sociais  na Califórnia nos EUA, e na Universidade na Zâmbia, formou-se  em Artes, História e Sociologia.

Adepta ao trabalho voluntário desde da juventude, atuou junto a comunidades de mulheres.  Ela atuou em diversos de conselhos de organizações não governamentais e como presidente da nova Associação Cristã Feminina, onde foi importante na promoção da agenda de direitos humanos das mulheres.

Em 1996,  foi eleita a  Presidente Nacional do Conselho Coordenador das ONGs da Zâmbia (NGOCC). Em 2000, levou o movimento de mulheres à Campanha do Laço Vermelho em defesa da Constituição da Zâmbia. Foi eleita deputada e participou ativamente do Parlamento.

Wina foi nomeada Ministra dos chefes e dos Assuntos tradicionais, em 2011, no governo do recém falecido  ex-presidente Michel Sata, antes de ser transferida para ser Ministra de questões Gênero e Desenvolvimento Infantil. Agora como reconhecimento de sua brilhante carreira é nomeada Vice-Presidente  da Zâmbia.

O Território da Zâmbia, localizado na porção centro-sul do continente africano, não possui saída para o oceano e limita-se com a República Democrática do Congo (ao norte), Angola (a oeste), Namíbia (a sudoeste), Zimbábue (ao sul e a sudoeste), Tanzânia (a nordeste), Moçambique e Malauí (a leste). A maioria da sua área é coberta por savanas e o país também abriga extensos rios, como por exemplo, Luangwa, Kafue e Zambezi, onde estão as famosas cataratas de Vitória.

A extração e exportação de cobre é a principal fonte de receitas. Outro minério importante para o país é o cobalto. A agricultura emprega cerca de 70% dos zambianos, que cultivam batata, milho, mandioca, amendoim, café, algodão, cana-de-açúcar e tabaco. A indústria  atua nos segmentos de tratamento de minerais, produção de cimento e alimentício. O turismo também contribui para o Produto Interno Bruto Nacional (PIB). Esse setor é impulsionado pelos parques nacionais e pelas cataratas. A população, composta de cerca de 70 etnias distintas.

O céu está em festa: o primeiro Bispo negro de São Paulo

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Monsenhor Eduardo Vieira dos Santos, 49,  nomeado por sua Santidade o Papa Francisco, será empossado bispo auxiliar de São Paulo. A missa de posse será dia 7 de fevereiro às 9 horas, na  Catedral da Sé e deverá contar com a presença de Agentes da Pastoral Afro, das Irmandades todas e dos membros das Congados, entre outros.

A expectativa é de que a sagração do  bispo negro de São Paulo  fará lembrar a luta contra o racismo de grandes padres negros de São Paulo, como padre Batista e padre Toninho – que do céu devem estar fazendo uma grande festa e dizendo ” a luta continua”.

O novo bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Monsenhor Eduardo, é natural de Bom Sucesso, Arquidiocese de Maringá, e tem familiares em Sarandi, região metropolitana de Maringá.

Monsenhor Eduardo Vieira dos Santos soube de sua nomeação para bispo auxiliar, em 25 de novembro, por meio do núncio apostólico do Brasil, Dom Giovanni D´Aniello.
Confesso que para mim foi uma surpresa e uma grande alegria, porque como padre da Igreja, eu amo servir o povo de Deus e creio que, como bispo, não será diferente. As responsabilidades, as cobranças, certamente serão maiores, mas Deus me dará forças para ser fiel a esse compromisso”, afirmou à reportagem.
Sacerdote da Arquidiocese desde 2000, Monsenhor Eduardo foi por sete anos pároco da Paróquia São João Gualberto, na Região Lapa, antes de se tornar vice-reitor do Seminário de Teologia Bom Pastor, função que ocupou entre 2008 e 2013. Atual chanceler do Arcebispado de São Paulo, ele também é cura da Catedral da Sé, desde agosto de 2013. Como bispo, pretende usar toda essa experiência adquirida.
Na Arquidiocese de São Paulo e na Igreja em geral, a missão de um bispo é ser solícito, estar pronto para ouvir, para entender os sofrimentos dos padres, do povo de Deus, é ser segundo o coração de Jesus, ser pastor”.
Na mensagem que dirigiu à Arquidiocese, o Monsenhor agradeceu à confiança do Papa Francisco e de Dom Odilo e lembrou-se, com gratidão, dos pais já falecidos e dos familiares e manifestou que “o acolhimento, a alegria e o serviço, sobretudo aos que mais sofrem em nossas paróquias – crianças, jovens, idosos, negros e negras, pobres e humildes – devem aumentar em nós o amor por Jesus e por sua Palavra”. 
Monsenhor Eduardo comentou o fato de ser o primeiro negro nomeado bispo na Arquidiocese. “Ser o primeiro bispo negro da Arquidiocese de São Paulo é de grande responsabilidade, mas também motivo de grande alegria e orgulho para o povo negro. Tenho militado desde o ingresso na vida religiosa na Pastoral Afro e isso me traz certa compreensão do que é ser negro na Igreja e na sociedade, e eu espero que minha atuação episcopal contribua ainda mais para mudanças de como se vê o povo negro na cidade e na Igreja”.

Dlamini Zuma afirma que ações do Boko Haram são inaceitáveis.

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Em reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros africanos na reunião realizada hoje na sede da União Africana – UA, em Adis Abeba, a presidente da Comissão da União Africana, Nkosazana Dlamini-Zuma disse o seguinte:

“Estamos profundamente horrorizados com a tragédia Boko Haram continua a infligir ao nosso povo. Sequestrando meninas em escolas, queimando aldeias, aterrorizando comunidades inteiras e assassinando-as. Todos nós devemos declarar este fato como inaceitável. ” disse  Nkosazana Dlamini-Zuma, nessa manhã

A presidenta da UA quer articular uma ação conjunta,. ”  No início, parecia ser um grupo com um impacto meramente local agora podemos vê-lo a se  aventurar mais e mais na África Ocidental e África Central. E é hora de agir, de agir coletivamente contra esta ameaça cada vez mais importante. ».

A cidade de Luanda celebra hoje, dia 25 de janeiro, o 439º aniversário da sua fundação

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A cidade de Luanda celebra hoje, dia 25 de janeiro,  o 439º aniversário da sua fundação, em 1576.  Corria o ano de 1575 quando Paulo Dias de Novais, ao desembarcar na Ilha do Cabo, estabeleceu o primeiro núcleo de colonos portugueses.

De 1550 a 1850, Luanda passou a ser um importante centro do tráfico de escravos para o Brasil.

Enquanto apenas um quinto de suas importações era originária de Portugal, o restante era do Brasil.

Eram 700, dos quais 350 homens de armas, religiosos, mercadores e funcionários públicos. Entre o Morro de S. Miguel e o Bungo existiam algumas dezenas de casas onde vivia a população local.

Era pouca gente, porque existiam muitos pântanos e o lugar era insalubre. Hoje Luanda tem mais de seis milhões de habitantes e à sua volta nasceram novas cidades, modernas e funcionais.