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Aline Carmo, a suboficial da Marinha Mercante que é modelo

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Ser modelo negra no Brasil é tentar ultrapassar uma parede invisível que é imposta a todos negros que ousam tornar realidade o seu sonho.

Aline Carrmoi é filha de um mulher de Capivari, interior de São Paulo, que estudou Química na Universidade Federal de São Carlos, e acabou gerente de um Banco do Brasil.

Aline nasceu no Rio de Janeiro e segue carreira na Marinha Mercante, mas também é modelo, que recentemente desfilou na 39ª edição do São Paulo Fashion Week.

São Paulo Fashion Week, foi objeto de protestos pelo movimento negro por não incluir modelos negros, no passado. Acabou na formalização de Termo de Ajuste de Conduta promovida pelo Ministério Publico do Trabalho, que determinou a inclusão de negros no seus desfiles.

Para os negros e negras brasileiros não há sonho que torne-se realidade sem mobilização e pressão.

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Estilistas da Africa do Sul,Nigéria, Quênia, Mali e Camarões apresentaram suas criações em São Paulo

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Na 39ª edição do São Paulo Fashion Week , cinco estilistas africanos apresentaram suas criações no Museu AfroBrasil, no Parque Ibirapuera, como parte do projeto África Africans, que será desdobrada a partir de 25 de maio numa exposição de arte contemporânea apenas com artistas africanos que vivem ou não em seus países de origem. No desfile , 25 modelos negras brasileiras apresentaram as criações de Palesa Mokubung (África do Sul); Amaka “Maki” Osakwe (Nigéria); Jamil Walji (Quênia); Xuly Bët (Mali); e Imane Ayissi (Camarões).
Foi uma grande exposição de encher os olhos, foram selecionadas 25 modelos brasileiros. Outra grande conquista dos organizadores do evento. Destaco a modelo Aline Carmo, que também é Tenente da Marinha Mercante e arrasou no desfile com sua arte. A mãe da modelo Aline, é Benedita de Moraes que é de Capivari- SP, era só alegria.

medicina tradicional

Angola apoia a medicina tradicional

medicina tradicional

Angola está fazendo uma campanha nacional registrando milhares de terapeutas tradicionais e neste momento estão registrados milhares de membros.

Foram registrados distribuidores de medicamentos, ervanários, cultivadores de ervas, folhas e raízes, além de vendedores de medicamentos tradicionais. Todos se beneficiarão de cursos de qualificação profissional. Foram registrados profissionais das províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango.

Angola tem promovido uma medicina tradicional, que usa métodos de pesquisa de plantas naturais e do seu poder curativo. Mas também existe uma que abarca a feitiçaria, advinhas e o quimbandismo.

A medicina não convencional tem sido incentivada pelo governo de Angola. Abrangendo ervanários e naturistas.
A nível nacional, cada terapeuta tradicional positivo deve ter o seu número de identificação.

Nesse processo está envolvido médicos no controle de casos que dão entrada nas unidades hospitalares com indícios de intoxicação com medicamentos tradicionais. O objectivo é encontrar o terapeuta que está na origem do mau uso dos tratamentos.

ministra das Finanças, Cristina Duarte.

Brasil apoia Cabo Verde para dirigir o Banco de Desenvolvimento Africano

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O (A) futuro (a) presidente do BAD acumulará as funções de representante legal do Banco, presidente da Diretoria Executiva e chefe do staff do Banco. O anuncio oficial dos candidatos ocorreu em fevereiro de 2015, mas desde a reunião anual de 2014, em Kigali, Ruanda, o tema já era objeto de discussão no Banco e nos bastidores da reunião, em especial, porque cada candidato deveria contar com o apoio de um ou mais governadores de países membros regionais e as articulações nesse sentido já se desenhavam nesse momento.

Os candidatos anunciados foram: Akinwumi A. Adesina, da Nigéria; Cristina Duarte, de Cabo Verde; Jaloul Ayed, da Tunísia; Kordjé Bedoumra, do Chad; Sumara Kumara, de Serra Leoa; Thomas Zondo Sakala, do Zimbábue; Birama B. Sidibe, do Mali; e Sufian Ahmed, da Etiópia.

O Brasil anunciou apoio à candidata Cristina Duarte, atual Ministra das Finanças e Planejamento de Cabo Verde.

, Rodrigo Azeredo,

Racismo 1 X Corinthians 0

Pode um jogo de futebol ser mais importante que um ato de justiça e cidadania?
Não, não pode.
Mas foi justamente O que os jogadores, técnico e dirigente do Corinthians fizeram, diante da violência do ato do racismo sofrido pelos jogadores negros do Corinthians. O ingênuo jogador Elias  foi triplamente humilhado. Humilhado por ser agredido durante o jogo, humilhado por tentar apertar a mão do seu algoz e humilhado pelo silêncio do time, jogadores, equipe técnica e presidente.
Corinthians que aprendi amar durante a minha vida inteira, ontem me deixou envergonhado e confesso preferia ter perdido o jogo do que me calar diante do racismo. Nada é mais importante que a defesa da dignidade de ser negro
De maneira cômoda, inconsequente e medrosa, o Corinthians decidiu pelo silêncio e pelas expressões tímidas, envergonhadas, procurando negar o racismo,  o presidente do Corinthians afirmou que o problema deveria ficar no campo. Aquilo que milhões de pessoas testemunharam. Uma página de vitória para os racistas.
E os jogadores, uma fala de lamentações aqui, outra ali. Mas o fato é que esses jogadores nos deixaram envergonhados, por não exercerem a sua cidadania e no limite acabaram sendo cúmplices. Nós, negros, sofremos diariamente o racismo. Infelizmente, é mais fácil não ver  do que enfrentar.
Tite, o técnico,  disse que os jogadores tiveram maturidade em campo e fora dele, mas o que ficou para a história  foi covardia e cumplicidade diante do racismo, que todos nós, negros, sofremos.
Elias, o ingênuo, foi estender a mão a um racista. E teve como resposta o desprezo: o cara nem olhou para o Elias. O racismo é violento, e os racistas praticam o racismo não por ignorância, mas por convicção.
E tem gente que acredita que atos simples como o de estender a mão resolvem., Rodrigo Azeredo,