40 anos da Independência de São Tomé e Príncipe

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São Tomé e Príncipe comemora hoje 40 anos de independência

A República de São Tomé e Príncipe assinala hoje, 12 de Julho, o 40º aniversário da proclamação, em 1975, da sua independência do regime colonial português, fruto de vários anos de luta armada.

Em 1960, um grupo de nacionalista passou a opor-se ao domínio colonial português, para reivindicar a independência do arquipélago e, por conseguinte, vários outros ganhos como trabalho dignificante e vida condigna para os santomenses.

Este grupo, em 1972, deu origem ao Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), até que, em 1975, após cerca de 500 anos de controlo de Portugal, o arquipélago é descolonizado e Pinto da Costa torna-se no primeiro presidente do país.

Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP. Dez anos após (1985), dá-se início a abertura económica do país. Em 1990, adopta-se uma nova Constituição, que institui o multipartidarismo.

No ano seguinte, as eleições legislativas apresentam o Partido de Convergência Democrática – Grupo de Reflexão (PCD-GR) como grande vencedor, ao conquistar a maioria das cadeiras no parlamento.

A eleição para presidente contou com a participação de Miguel Trovoada, ex-primeiro-ministro do país que estava exilado desde 1978. Trovoada foi eleito para o cargo.

Nas eleições parlamentares de 1998, o MLSTP incorpora no seu nome PSD (Partido Social Democrata) e conquista a maioria no Parlamento, o que tornou possível ao partido indicar o primeiro-ministro.

O país é um Estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km², com cerca de 160 mil habitantes.

Não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.

As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Foi, então, uma colónia de Portugal desde o século XV até à sua independência.

A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVI. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos.

Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé.

A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e café. Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se estruturas administrativas complexas. Elas compunham-se de vários serviços públicos, tendo à sua frente um chefe de serviço.

As decisões tomadas por este tinham de ser sancionadas pelo governador da Colónia, que para legislar auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembleia Legislativa.

Durante muito tempo, o governador foi o comandante-chefe das forças armadas, até que com a luta armada nos outros territórios sob o seu domínio, se criou um Comando Independente. Fora da sua alçada encontrava-se a Direcção Geral de Segurança (DGS).

O governador deslocava-se periodicamente a Lisboa, para informar ao governo colonial e dele trazer instruções.

Na Ilha do Príncipe, em representação do Governo havia o administrador do Concelho com largas atribuições. A colónia achava-se dividida em dois concelhos, o de São Tomé e o do Príncipe, e em várias freguesias.

A Ilha de São Tomé, cuja capital é a cidade de São Tomé, tem uma população estimada em 133.600 habitantes (2004) numa área de 859 km².

A Ilha de Príncipe, cuja capital é Santo António, é a menor, com uma área de 142 km² e uma população estimada em 5.400 habitantes (2004). Desde 29 de Abril de 1995 que a ilha do Príncipe constitui uma região autónoma.

O ilhéu das Rolas fica a poucos metros a sul da ilha de São Tomé e apresenta a particularidade de ser atravessado pela linha do Equador.

São Tomé e Príncipe tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22°C e os 30°C.

É um país com uma multiplicidade de microclimas, definidos, principalmente, em função da pluviosidade, da temperatura e da localização. A temperatura varia em função da altitude.

O país tem apostado no turismo para o seu desenvolvimento, mas a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas abriu novas perspectivas para o futuro.

A actividade pesqueira continua a ser uma das principais da economia do país. O país continua também a manter estreitas relações bilaterais com Portugal.

Do total da população de São Tomé e Príncipe, cerca de 131 mil vivem em São Tomé e seis mil no Príncipe. Todos eles descendentes de vários grupos étnicos que emigraram para as ilhas desde 1485.

Quase todos pertencem às igrejas Católica Romana, Evangélica, Nazarena, Congregação Cristã ou Adventista do Sétimo Dia, que, por sua vez, mantém laços estreitos com as igrejas em Portugal.

A grande maioria do povo santomense fala português (95 porcento).

Manuel Pinto da Costa é o atual Presidente da República. Antes deste mandato, foi o primeiro Presidente do país e governou de 12 de Julho de 1975 a 03 de Abril de 1991.

São Tomé e Príncipe é membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2015/6/28/Sao-Tome-Principe-comemora-hoje-anos-independencia,f756a8ed-a7fa-45ef-a069-b15ef51cf476.html

“Falta Coesão Nacional” para São Tomé e Príncipe dignificar 12 de Julho de 1975

Uma palestra sobre o tema “Independência, Cultura e Desenvolvimento”, realizada terça – feira na Roça Agostinho Neto, deu arranque as celebrações do 40º aniversário da independência nacional. Fernanda Pontífice, reitora da Universidade Lusíada de São Tomé, foi a oradora.

Palestrante percorreu os caminhos que conduziram São Tomé e Príncipe a independência a 12 de Julho de 1975, revelou o estado em que se encontra o país independente, e dentre outras conclusões apontou a falta de coesão nacional, como um dos principais factores da estagnação e do atraso do país nos últimos 40 anos.

«Uma grande frustração pelo facto de muitos sonhos não concretizados, esperanças frustradas. Há um sentimento de frustração quando nós nos confrontamos com o estado de miséria e pobreza, não só a pobreza monetária, mas sim a pobreza espiritual que grassa por uma boa parte da nossa população», declarou Fernanda Pontífice, que também participou nos movimentos juvenis que em 1974, contribuíram para a independência nacional.

Durante a palestra, as autoridades políticas e governamentais, assim como o público presente em Agostinho Neto, percebeu que a falta de coesão nacional, como factor perturbador da caminhada do país para o progresso, é um problema muito antigo. É anterior a independência nacional.

O livro do doutor Guadalupe Ceita, recentemente publicado, deu subsídios ao debate. Mesmo no seio dos nacionalistas que na diáspora organizavam a luta política ara a independência nacional, havia falta de coesão. «Houve problemas na luta pela independência Houve falhas que até hoje estamos pagar, devido a falta de coesão nacional. Houve toda aquela luta para a independência nacional, mas de acordo ao livro de Guadalupe Ceita mesmo lá na diáspora faltou alguma coesão e o que constatamos hoje é que sem essa coesão não conseguiremos hoje conquistar a independência total. Temos a independência política mas falta a independência económica e por falta de coesão não conseguimos fazer com que o país descola-se para atingir o desenvolvimento», desabafou a vice – presidente da Assembleia Nacional, Maria das Neves, uma das autoridades presentes no evento.

O mais alto representante da ilha do Príncipe, também usou da palavra para suplicar pela unidade e coesão nacional. «A União Nacional, a Coesão Nacional entre todos. Porquê que eu tenho que excluir alguém porque ele é do outro partido? Porquê que eu excluo um colega porque eu quero subir na vida a todo o custo? São valores que fomos perdendo. Julgo que estamos num momento que deve servir para uma reflexão profunda entre todos nós», afirmou José Cassandra, Presidente do Governo da Região Autónoma do Príncipe.

O Presidente da Assembleia Nacional, José Diogo, também usou da palavra para enaltecer o bom trabalho da palestrante.

O primeiro evento de celebração dos 40 anos da independência nacional, diagnosticou os problemas que entravam São Tomé e Príncipe. Um barco que ao que tudo indica jamais sairá das águas turbulentas que provocam a estagnação e o atraso, enquanto os marinheiros insistirem na divisão.

Abel Veiga

http://www.telanon.info/politica/2015/07/02/19565/falta-coesao-nacional-para-stp-dignificar-12-de-julho-de-1975/

Independência de São Tomé e Príncipe  : Ato Central começa esta manhã na Praça da Independência

A meia-noite foi ateada a chama da Pátria, que percorreu cerca de 10 quilómetros do distrito de Mé-Zochi até a Praça da Independência. O Presidente da República Manuel Pinto da Costa, lançou a tocha de fogo no marco da independência nacional.

Membros do Governo, marcaram presença assim como as entidades estrangeiras convidadas para a festa maior do país, com destaque para o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, o ministro da administração territorial de Angola, Bomito de Sousa, o ministro do ordenamento do Território da Argélia, Amar Ghoul.

O acto central desta manhã conta pela primeira vez, com a presença de minist2ares do Gabão e da Guiné Equatorial que vão desfilar junto com as forças armadas de São Tomé e Príncipe.

Forças vivas da nação, nomeadamente agricultores, pescadores artesanais e outras, também tomarão parte no desfile.

O discurso do Presidente da República Manuel Pinto da Costa, será o ponto alto da cerimónia. Um momento histórico para o país. O mesmo homem que a 12 de julho de 1975, proferiu o discurso da independência, volta 40 anos depois a ser o principal orador na mesma praça.

Abel Veiga

http://www.telanon.info/politica/2015/07/12/19638/independencia-acto-central-comeca-esta-manha-na-praca-da-independencia/

EUA realçam valores da democracia em STP

Numa declaração tornada pública em alusão a independência de São Tomé e Príncipe, o Secretário de Estado dos Estado Unidos de América,  John Kerry, enaltece o compromisso de São Tomé e Príncipe para com os valores democráticos e liberdades fundamentais.

Os Estados Unidos de América, consideram São Tomé e Príncipe como defensor de questões relacionadas com o meio ambiente e a segurança. O Secretário de Estado em nome do Presidente Barack Obama, diz que a administração norte americana tem a sorte de ter um parceiro tão valioso no Golfo da Guiné,… São Tomé e Príncipe.

O Golfo da Guiné, região em que São Tomé e Príncipe se localiza no seu coração, é considerado pela administração norte americana como importante para a segurança dos oceanos assim como para o desenvolvimento energético.

Na mensagem subscrita por John Kerry, os Estados Unidos de América desejam ao povo de São Tomé e Príncipe prosperidade e progresso por ocasião da celebração do trigésimo nono aniversário da independência nacional. Os Estados Unidos manifestam também o desejo de fortalecer a a parceria com São Tomé e Príncipe nos próximos anos.

O leitor deve clicar no link seguinte, para ler na íntegra a mensagem do Governo dos Estados Unidos de América ao povo e ao Estado são-tomense.

40 anos/São Tomé e Príncipe: Pinto da Costa preside a festa em nome do consenso nacional

São Tomé, 12 jul (Lusa) – O chefe de Estado são-tomense, Manuel Pinto da Costa, preside hoje às celebrações oficiais dos 40 anos da independência de São Tomé e Príncipe, que terá como palco a Praça da Independência, no centro da capital.

O programa das celebrações inclui também o discurso de Ekineyde Santos, presidente da Câmara de Água Grande, a maior autarquia do país, e os desfiles das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe (FASTP), mas também de contingentes militares da Guiné Equatorial e do Gabão.

No seu discurso, Pinto da Costa deverá abordar aquela que tem sido uma das suas prioridades políticas: o consenso político e coesão social. Este foi, aliás, o lema escolhido para assinalar a mais importante data do país, que teve há nove meses eleições legislativas e autárquicas que deram a vitória, por maioria esmagadora, à Ação Democrática Independente (ADI), do primeiro-ministro Patrice Trovoada, adversário político de Pinto da Costa.

http://visao.sapo.pt/40-anossao-tome-e-principe-pinto-da-co…

Banco Mundial pede mais diversificação económica a São Tomé e Príncipe

O Banco Mundial considera que São Tomé e Príncipe deve capitalizar as riquezas naturais para potenciar o desenvolvimento e diversificação da economia e apela à diminuição das divergências políticas que impediram qualquer governo desde 1990 de chegar ao fim.

O crescimento da economia, que deve rondar os 4% neste e no próximo ano, beneficia de uma notável redução no nível de inflação

(DR)

«São Tomé e Príncipe tem consideráveis oportunidades para diversificar a sua economia através do turismo, pescas e hidroenergia, bem como da produção de petróleo», escrevem os peritos do Banco Mundial na última análise ao país.

No relatório, afirmam que os desafios do arquipélago «resultam principalmente da sua localização isolada, o seu limitado mercado interno, uma economia pouco diversificada, degradação ambiental e mudança climática, frequentes alterações no governo, bem como a gestão de receitas de um incipiente — e ainda incerto — setor petrolífero».

O crescimento da economia, que deve rondar os 4% neste e no próximo ano, beneficia de uma notável redução no nível de inflação, que foi descendo de 26%, em 2008, para 6% este ano, e também dos indicadores positivos na área do desenvolvimento humano.

O arquipélado, apesar de estar em 144º dos 286 países analisados pelo Índice de Desenvolvimento Humano do PNUD, está «acima da média dos países da África Subsariana e com indicadores em consistente melhoria», nomeadamente na educação e na saúde, tendo reduzido a taxa de incidência do VIH(SIDA para 1,5% e garantido uma taxa de 97% na conclusão do ensino primário.

Ainda assim, São Tomé e Príncipe é um Estado Frágil, uma classificação que resulta da «vulnerabilidade económica e a insularidade do país, e a sua vulnerabilidade a choques imprevisíveis, como a escassez alimentar e as mudanças climáticas», escrevem os analistas do Banco Mundial, que notam também uma excessiva tensão política.

«STP tem vivido relativamente isento de conflitos e violência política, desde que realizou as suas primeiras eleições multipartidárias em 1991; no entanto, as lutas políticas internas têm causado repetidas alterações nos governos e dois golpes de estado falhados, em 1995 e 2003», dizem, sugerindo que «a principal fonte de tensões políticas será provavelmente a desconfortável coabitação entre o governo de Patrice Trovoada e a presidência de Manuel Pinto da Costa, um independente, mas que foi anteriormente líder do MLSTP PSD (que agora se encontra na oposição)».

Estas tensões, consideram, não vão impedir o país de funcionar, mas é provável que a implementação de programas económicas seja atrasada, havendo também riscos significativos para a estabilidade social que resultam da «grande dependência de importações de bens essenciais», a que se juntam os «constantes cortes de energia, fraca prestação de serviços sociais básicos e recorrentes alegações de irregularidades no sector público».

http://www.africa21online.com/artigo.php?a=15074&e=Economia

São Tomé e Príncipe: Nasce uma indústria musical, mas a música ainda não paga contas

“A música não faz parte do currículo escolar e não desenvolveu muito depois de 1975,” diz o artista Guilherme

No arquipélago, está a nascer uma indústria musical depois de anos de estagnação, mas os artistas ainda não podem viver da sua produção. A afirmação é de Guilherme de Carvalho, cantor e pintor.

“A música não faz parte do currículo escolar e não desenvolveu muito depois de 1975”, diz o cantor, que lamenta o facto de nalgum momento a arte ter sido considerada pelos políticos como “algo para vadios”.

Esse tratamento marginal influenciou a queda da criatividade, mas com as mudanças que o país viveu, a partir do ano 2000, a música começou a reconquistar o espaço na sociedade.

Foi nessa fase que o país teve o primeiro estúdio móvel usando computadores e facilitando a gravação de muitos jovens.

O cantor, que é igualmente presidente da Associação de Músicos e Compositores de São Tomé e Príncipe, diz em entrevista à VOA, que mesmo com os bons ventos, “ainda é escusando dizer que vive-se de música” no país.

http://www.voaportugues.com/content/sao-tome-e-principe-nasce-uma-industria-musical-mas-a-musica-ainda-nao-paga-contas/2856831.html

Naide Gomes quer abrir escola de atletismo em São Tomé e Príncipe

A ex-atleta portuguesa Naide Gomes, nascida em São Tomé e Príncipe, disse à Lusa que pretende abrir uma escola de atletismo no país de origem para ensinar aos jovens tudo o que aprendeu.

“Faz parte dos meus sonhos, quem sabe, um dia poder também abrir uma “escolinha” de atletismo “Naide Gomes” em São Tomé e Príncipe e poder ensinar aos miúdos aquilo que aprendi ao longo da minha carreira, que não foi pouco”, disse numa entrevista à Lusa.

A ex-atleta de 35 anos despediu-se no passado dia 26 de Março da carreira no atletismo, em que se destacou na disciplina de salto em comprimento.

http://www.sabado.pt/desporto/detalhe/naide_gomes_quer_abrir_escola_de_atletismo_em_sao_tome_e_principe.html

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