Após suposta ameaça de morte, jornalista do Sudão do Sul anuncia afastamento da profissão  

O jornalista e editor-chefe do jornal The Citzen, no Sudão do Sul, Nhial Bol Aken, decidiu deixar o jornalismo após temer por sua segurança pessoal. Ele supostamente teria recebido ameaças de morte de agentes do governo.
Jornalista deixou a profissão por medo de ser morto
Segundo o Sudan Tribune, ele é um dos jornalistas mais críticos ao regime implantado no país. Durante entrevista ao site, ele revelou que está frustrado com a decisão. “Não foi uma decisão simples. Mas eu finalmente decidi deixar o jornalismo depois que minha família e eu decidimos que deveria parar por razões de segurança”, afirmou.
Para ele, os anos como jornalista foram os mais “preciosos” de sua vida. Esse tempo com repórter também o concedeu os momentos mais tristes e felizes que ele poderia viver. “Eu sofri e suportei tudo por causa de um sonho e agora ele está morto”, disse.

Jornalistas locais sempre se queixaram de perseguições e assassinatos no país. Muitos deles mudaram de profissão ou adotaram estratégias como a auto-censura para não sofrer com perseguição.

Órgãos de comunicação independentes que praticam o jornalismo investigativo são vistos como “desestabilizadores” e muitas vezes são impedidos pelo governo de publicar alguma reportagem.

Frequentemente, profissionais de imprensa são ameaçados. Desde a independência do Sudão do Sul, em 2011, nove jornalistas foram mortos.

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