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Entrevista Indústria pode mudar perfil da economia Indústria pode mudar perfil da economia angolana

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O Ministério da Indústria promove a segunda edição da Expo Indústria, enquadrada nas comemorações do 40.º Aniversário da Independência Nacional, de 10 a 13 de Dezembro no World Trade Center, em Viana.

O evento está na base da entrevista concedida ao Jornal de Angola pela ministra Bernarda Martins, na qual fala dos propósitos desta edição da principal mostra do sector, que, com mais de uma centena de expositores, tem como lema “Indústria Nacional Motor da Mudança”.

Jornal de Angola: Quais as expectativas para a edição deste ano?

Bernarda Martins: Este evento vem realçar o que de melhor se faz na indústria angolana. Os melhores produtos e as boas práticas estão aqui representados através das suas mais representativas empresas do sector da indústria. Mais uma vez, este será um espaço de debate, diálogo e conhecimento recíproco entre o sector e todos os visitantes. Em termos de visitantes, a expectativa é triplicar o número face ao registado no ano passado. Em 2014, na sua primeira edição, durante os dois dias do evento, passaram pela Expo Indústria mais de 2.000 visitantes. Sem dúvida que foi uma aposta vencedora do Ministério da Indústria, com uma forte adesão do tecido industrial nacional, tendo sido por todos reconhecido que o certame enalteceu o mérito e dignidade que o sector alcançou. Foi esse sucesso alcançado que levou a que este ano criássemos um espaço com condições para poder receber um maior número de expositores. São esperadas mais de 100 empresas industriais, bem como das empresas que lhes estão ligadas, como é o caso das do sector financeiro, segurador e da consultoria.

JA – O que motivou a escolha do World Trade Center para realização da exposição?

BM – O espaço está no coração da já chamada capital industrial de Angola, em Viana, e está integrado no Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana. Era importante também realçar-se este facto. Gostaria aqui de realçar que o Pólo de Viana, tal como o da Catumbela, duas das infraestruturas geridas pelo Ministério da Indústria para localização industrial, comemoraram muito recentemente os seus 17 anos e desde as suas constituições têm assumido um papel essencial para a competitividade da economia angolana. O World Trade Center oferece condições de exposição e promoção dos produtos e serviços dos participantes. Tem uma localização que o integra num ambiente onde se respira o contexto industrial, pois está rodeado das principais unidades produtivas da Grande Luanda. Possui acessos rápidos e fáceis, e estacionamento público em grande número.

JA – Quais as principais novidades do certame para este ano?

BM – Além da localização num espaço com mais de 3.000 metros quadrados, que permite que este ano se duplique a área útil de exposição, é possível acolher um maior número de expositores, vai ser possível também uma oferta de espaços mais diferenciados para os vários ramos de actividade ligados à indústria. Não só a indústria transformadora estará no certame, mas também tudo o que contribui para o bom desempenho do sector. E a boa disposição do espaço permite igualmente assim uma melhor configuração do certame, tornando o espaço muito agradável para visitantes e expositores. Duplicámos ainda a duração do evento, passando a decorrer ao longo de quatro dias, de quinta-feira a domingo, estando assim possível uma visita mesmo durante o fim-de-semana por toda a população, permitindo maior número e visitantes e uma diversificação de públicos. O evento oferecerá também um programa paralelo de conferências, workshops e eventos formativos e informativos, com temáticas pertinentes que muito poderão contribuir para uma melhor capacitação das empresas, procurando-se a melhoria da sua competitividade e alavancando os seus negócios.

JA – “Indústria Nacional Motor da Mudança” é o lema deste ano. Porquê?

BM – A indústria nacional reúne todas as condições para levar à mudança de um perfil económico que até agora nos caracterizou e o qual muito contribuiu para o contínuo desenvolvimento de Angola, e que estava alicerçado na indústria petrolífera. Mas factores externos levaram à diminuição do preço do barril de petróleo, pelo que temos que proceder a uma diversificação económica. E a grande alavanca é por via da industrialização do País. Com esta diversificação podemos continuar a manter o crescimento económico que temos vindo a registar há já alguns anos, e que têm sido muito acima dos valores médios mundiais. A indústria, pelas suas características, permite uma forte criação de emprego e ao mesmo tempo cria valor na transformação dos diferentes recursos nacionais, que felizmente são abundantes, diminuindo desta forma não só as nossas necessidades de importação de mercadorias, mas também levando à produção de bens transacionáveis com procura nos mercados internacionais. Angola tem já um sector industrial forte, tecnologicamente desenvolvido e muito competitivo, apresentando produtos de elevada qualidade. É esta indústria que queremos divulgar e promover, e que é o motor para a mudança desejada do perfil da economia nacional.

JA – Como é que o Ministério da Indústria assegura o financiamento do certame?

BM – Como Sua Excelência O Presidente da República, Engº José Eduardo dos Santos, teve oportunidade de salientar na sua mensagem aquando da abertura da legislatura da Assembleia Naciona “na actual conjuntura, temos de fazer mais e melhor com menos. Isto significa que temos de alterar modelos e práticas de mobilização e utilização de recursos”. Foi este importante princípio que seguimos. Solicitámos um esforço aos privados, expositores e patrocinadores empresariais, parceiros estratégicos que se associaram ao Ministério da Indústria, que entendem que a Expo Indústria é uma mais-valia para as suas estratégias empresariais, fruto do êxito da edição do ano passado. Rentabilizámos recursos, mobilizámos vontades e assim conseguimos não só diminuir os custos do evento, mas também aumentar o espaço e os dias da sua duração, sem se comprometer a qualidade do mesmo.

JA – Que papel assume a Expo Indústria no desenvolvimento da indústria nacional?

BM – Ao levar a cabo esta iniciativa o Ministério da Indústria pretende promover a diversificação e o crescimento do sector, introduzindo critérios de qualidade para que a produção angolana possa ser competitiva nos mercados internacionais. A Expo Indústria nasce não apenas com o intuito de evidenciar o que de melhor existe no sector industrial nacional, mas assumindo-se claramente como um momento de reconhecimento do mérito de todos os que se têm empenhado na modernização e no crescimento do país. Para o Ministério da Indústria existe um outro papel importante que a Expo Indústria permite, que é o de aproximar este órgão de tutela dos industriais. Apesar de todos os industriais saberem que podem contar com o Ministério da Indústria, enquanto agente dinamizador e agregador de sinergias, capaz de auscultar, antever e impulsionar a indústria nacional e os seus empresários, envolvendo todas as forças vivas da sociedade, que poderão contribuir para a continuidade do desenvolvimento de Angola.

http://jornaldeangola.sapo.ao/entrevista/industria_pode_mudar_perfil_da_economia

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Velha guarda recuperada para o governo nigeriano

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Roger Godwin |
29 de Novembro, 2015

Desde meados de Novembro que a Nigéria tem um novo governo, constituído à medida do presidente Muhammadu Buhari e que tem como principal objectivo travar um duro combate contra a corrupção.

Para o êxito dessa missão governamental, Muhammadu Buhari não pensou duas vezes quando decidiu recuperar membros da chamada “velha guarda”, de onde ele próprio vem, que haviam sido criteriosamente afastados do poder pelo anterior presidente, Goodluck Jonathan, sob pretexto de estarem a “complicar” o desenvolvimento económico do país ao colocarem “obstáculos” à facilitação de negócios.
Para tornar este novo executivo mais coeso, o Chefe de Estado nigeriano escolheu um gabinete com apenas 25 ministros e 12 secretários de Estado, concentrando neles diversas pastas que Goodluck Jonathan havia decidido separar por diferentes titulares.
Um dos nomes mais sonantes deste novo governo e que reflecte bem o sublinhado regresso à ribalta política da tal “velha guarda”, é o do antigo governador da cidade de Lagos, Babatunde Fashola, um homem respeitado por todos os partidos políticos e que havia sido afastado por Jonathan em virtude de ter ousado criticar publicamente a forma como o orçamento de estado contemplava as principais autarquias do país. O senhor Fashola será, neste governo, o grande e poderoso responsável por toda a administração pública que passará por uma profunda reforma de modo a torná-la mais ágil e eficiente face aos novos desafios do país.
Outro nome sonante é o do antigo governador de Abuja, Kayode Fayemi, que terá a responsabilidade de relançar o sector mineiro com o objectivo de compensar a crise do preço do petróleo no que respeita ao plano de diversificação da economia e com o objectivo de manter o mesmo nível de produção de riqueza. Serão estes dois homens, principalmente, que terão a dura responsabilidade de tornar mais transparente a gestão das finanças públicas no que toca à produção e à administração das receitas.
Logo, serão também eles os principais responsáveis pela criação de condições que dificultem a continuação do sistema de corrupção que mina a administração pública e que se reflecte, igualmente, na gestão e na produção de riqueza.
Foi assim com o petróleo e Muhammadu Buahri quer evitar que venha a ser, igualmente, com o sector mineiro, ao qual pretende dar um forte impulso para compensar a quebra das receitas provenientes da produção petrolífera. A indigitação deste novo governo acontece seis meses depois do presidente Buahri ter sido eleito e resulta de um aturado trabalho desenvolvido por um grupo de técnicos da sua confiança que haviam sido encarregues de diagnosticar os principais problemas que dificultavam o crescimento económico do país. Outro dos seus grandes objectivos é o de criar as condições de confiança necessárias para levar os investidores estrangeiros a acreditarem que a Nigéria está a mudar e que, por isso mesmo, a transparência acabará por vencer a anterior opacidade que se fazia sentir no estabelecimento de negócios.
Espera-se, para breve, algumas mexidas no sector económico com a indicação de novos responsáveis para o banco central e para a petrolífera nacional, de longe a maior empresa do país. Depois da recente introdução de um novo sistema de controlo do sector bancário, com os proprietários das contas a terem que usar os seus dados biométricos para as poder movimentar, evitando-se assim a fraude continuada que diariamente desviava milhões de dólares dos depositantes, deverão ser aplicadas novas regras para gerir o financiamento às empresas.
Tudo isto, para poder ter o efeito pretendido pelo presidente Buahri, segundo ele, precisa de ser acompanhado por gente responsável à frente de um sistema de fiscalização que responda directamente perante o Chefe de Estado de modo a não sofrer pressões por parte de quem se sinta eventualmente prejudicado. A verdade, porém, é que alguns dos críticos do presidente nigeriano consideram que o prazo de seis meses foi demasiado dilatado tendo em conta que os problemas da Nigéria há muito que estavam detectados. Porém o facto é que Muhammadu Buahri deu total prioridade, depois de tomar posse, ao combate ao terrorismo protagonizado pelo Boko Haram e que consumiu toda a sua atenção e uma verba bastante significativa. Agora que o terrorismo parecia fazer-se sentir com menos acutilância o presidente decidiu ter chegado a hora de olhar mais atentamente para os outros problemas do país. Mas, surpreendentemente, nos últimos dias o terrorismo mostrou uma nova faceta que se caracteriza e evidencia no ataque a navios que atravessam a região do Delta do Níger, uma das mais ricas em petróleo existentes na Nigéria.
As últimas vítimas desses ataques foram cinco tripulantes polacos, que foram atacados e levados para local desconhecido, numa acção ainda não oficialmente reivindicada mas que as autoridades não duvidam ter sido levada a cabo pelo grupo islâmico Boko Haram.
Trata-se do segundo acidente deste tipo no espaço de dois meses, uma vez que anteriormente havia sido atacado um navio petroleiro com bandeira grega, não se sabendo até agora se o assunto foi já resolvido pelas autoridades.
Esta nova etapa do terrorismo vai obrigar, forçosamente, o novo governo nigeriano a adoptar uma estratégia mais específica e talvez menos concentrada na prevenção de ataques bombistas, mas sem perder de vista aquilo que é a sua nova prioridade: o combate à corrupção para melhor conseguir diversificar a sua economia e garantia de segurança para o investimento estrangeiro.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/mundo_africano/velha_guarda_recuperada_para_o_governo_nigeriano

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Divisas para a agricultura angolana

1391624028_054720c559_b.jpgO Governo estuda a criação de um mecanismo para facilitar o acesso dos operadores do sector agrário a divisas para a aquisição de factores de produção essenciais para o desenvolvimento da sua actividade.

O assunto consta de um memorando que foi submetido ontem à análise da 14ª reunião Ordinária Conjunta da Comissão Económica e da Comissão para a Economia Real do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
Para o efeito, segundo o secretário de Estado da Agricultura, José Amaro Tati, foi criado um “comité de pilotagem”, encabeçado pelo Banco Nacional de Angola, que está encarregue de todo o processo de modo a assegurar que, através dos bancos comerciais, os operadores do sector agrário tenham acesso a divisas, através do mecanismo.
O comité de pilotagem integra os Ministérios das Finanças, da Agricultura e das Pescas. Ao Ministério da Agricultura, frisou, cabe fundamentalmente testemunhar que são apenas os operadores que vão comprar factores de produção para a agricultura. Numa conferência de imprensa, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, Amaro Tati disse que as dificuldades na disponibilização de divisas no mercado têm afectado sobremaneira o sector, com os operadores a passarem por peripécias para se manterem no activo.

Assegurar a produção

“Essa solução vai permitir adquirir no mercado internacional factores de produção e, por via disso, dinamizar a produção agrícola no nosso país”, defendeu Amaro Tati, para quem essa venda dirigida de divisas vai beneficiar os agentes do sector agrário, por destinar-se apenas à aquisição do que precisam para continuar a produzir e cumprir a sua função primária que é abastecer o mercado interno.
O Ministério da Agricultura propôs ao Executivo esse mecanismo (aquisição de dólares via banco) na perspectiva de as instituições bancárias procederem a uma venda “dirigida e disciplinada” aos operadores do sector agrário. “Essa solução vai permitir adquirir no mercado internacional factores de produção e, por via disso, dinamizar a produção agrícola no nosso país”, esclareceu.
Amaro Tati adiantou que foi feito uma espécie de arrolamento, com dados ainda não tão precisos sobre os casos e os montantes envolvidos. “Existem vários processos em banco e o que ficou claro é que são esses (processos) os que efectivamente vão ser prioritários, licenciados e pagos, por forma a garantir que a campanha agrícola tenha um momento melhor”, assinalou.
Na reunião foi apreciado o relatório de balanço das actividades do Governo referente ao II Trimestre de 2015. O documento contém os dados relativos às actividades desenvolvidas nesse período pelos órgãos da administração pública central e local, bem como pelos demais entes públicos descentralizados, no âmbito da execução do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017.
A sessão procedeu também à apreciação da execução do Orçamento Geral do Estado, referente ao III Trimestre de 2015, no que respeita à avaliação do desempenho dos indicadores macroeconómicos, orçamental, financeiro e sobre a demonstração das variações patrimoniais. Foram igualmente aprovados o balanço do plano de caixa para o mês de Outubro de 2015 e a proposta do plano de caixa para o mês de Dezembro de 2015, que contém a projecção de entradas e saídas de recursos financeiros para o referido mês.
As Comissões Económica e para Economia Real apreciaram o relatório de balanço do Gabinete Central do Censo, das actividades referentes ao mês de Setembro, tendo por base o Programa Global do Recenseamento Geral da População.
As Comissões tomaram conhecimento da informação sobre o plano de trabalho da Comissão de Reajustamento da Organização do Sector Petrolífero. Criada por Despacho Presidencial, a comissão de Reajustamento da Organização do Sector dos Petróleos é presidida pelo Titular do Poder Executivo e está encarregue de elaborar a estratégia integrada e modelos organizativos eficazes, que permitam aumentar a eficiência do sector petrolífero nacional.
A comissão é integrada pelos ministros de Estado e Chefe da Casa Civil, do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, das Finanças, da Economia, dos Petróleos, pelo Governador do Banco Nacional de Angola e pelo secretário do Presidente da República para os Assuntos Económicos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/divisas_para_a_agricultura

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Grupo Boko Haram mata civis no Níger

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Dezoito aldeões foram mortos e 11 ficaram feridos na quarta-feira à noite num ataque atribuído ao grupo radical islâmico nigeriano Boko Haram, em Wogom, localidade perto da cidade de Bosso, no sudeste do Níger, indicaram as autoridades.
“O balanço é o seguinte: 18 mortos, 11 feridos, perto de 100 habitações queimadas”, afirmou o presidente da câmara de Bosso, Bako Mamadou, à agência France Press. “Os atacantes vieram da Nigéria e apenas tiveram de atravessar o rio Komadougou Yobé”, fronteira natural entre o Níger e a Nigéria, disse Bako Mamadou.
 
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Falta de acesso a dólares compromete campanha agrícola em Angola

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Operadores do sector agrário angolano necessitam de pelo menos 24 milhões de dólares em divisas para garantirem a importação de factores de produção agrícola para a presente campanha e o sector vai ser priorizado na atribuição de reservas.
 
Para limitar os efeitos da forte crise cambial no país, decorrente da quebra das receitas com a exportação de petróleo, o Governo angolano decidiu criar uma comissão, liderada pelo Banco Nacional de Angola (BNA) e integrando representantes dos ministérios da Agricultura, Pescas e Finanças, para priorizar a entrega de divisas a estes operadores.
 
“O BNA vai fazer uma venda dirigida e disciplinada aos operadores do sector agrário, por forma a adquirirem no mercado internacional factores de produção e por via disto dinamizar a produção agrícola no nosso país”, anunciou o secretário de Estado da Agricultura, Amaro Tati.
 
A medida agora conhecida, foi analisada na 14.ª reunião ordinária conjunta das comissões Económica e da Economia Real do Conselho de Ministros, realizada quinta-feira em Luanda, com a campanha agrícola 2015/2016 em análise.
 
Estas medidas, explicou o governante, visam precisamente “socorrer a campanha agrícola” angolana, que se iniciou entre Setembro e Outubro.
 
“Precisamos de pagar de pelo menos até 24 milhões de dólares [22,6 milhões de euros]de processos já em banco [pedidos de divisas para importar matéria-prima ou máquinas]. Por forma a garantir que a campanha agrícola viva um momento melhor”, apontou Amaro Tati.
 
As dificuldades provocadas pela quebra da cotação do barril de crude no mercado internacional desencadearam no último ano uma crise financeira e económica em Angola, também com fortes repercussões no mercado cambial, já que as divisas deixaram igualmente de entrar no país, pela diminuição das exportações de petróleo.
 
A disponibilização de divisas ao sector agrícola será monitorizada pela comissão liderada pelo BNA e terá de ser validade previamente pelo Ministério da Agricultura.
 
“Pede-se divisas para comprar factores de produção para a agricultura. Compra-se tudo menos factores para a agricultura. E isto é mau”, advertiu o secretário de Estado, Amaro Tati.
 
O Governo angolano estima para 2016 um crescimento do sector da agricultura a rondar os 4,6%, com destaque para a reavaliação da produção esperada nos perímetros irrigados do Caxito Rega, Bom Jesus, Calenga, Mucosso, suportado pelo aumento da produção de cerais, raízes e tubérculos, leguminosas e oleaginosas, frutas e hortícolas.
 
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MCK está no Brasil depois de ter sido impedido de deixar Angola

 
 
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O ‘rapper’ angolano MCK chegou hoje ao Brasil depois de ter sido impedido, na terça-feira, de sair de Angola, disse à Lusa o músico angolano acrescentando que ainda não recebeu qualquer explicação sobre a “interdição”.
 
“Ainda não me responderam à carta sobre a interdição de terça-feira. Fui tentar hoje no aeroporto de Luanda e saí”, disse à Lusa MCK logo após ter desembarcado no Rio de Janeiro.
 
Na terça-feira, MCK e um acompanhante preparavam-se para embarcar num voo entre Luanda e o Rio de Janeiro, para uma atuação que vai decorrer hoje no Festival Terra do Rap.
 
No aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, dois “oficiais que não se identificaram” disseram-lhe apenas que havia um “impedimento por ordens superiores” que não o permitia embarcar.
 
MCK constituiu advogado, que apresentou uma carta de reclamação aos Serviços de Migração e Estrangeiros de Angola e disse à Lusa que a “interdição sem qualquer sustentação jurídico-legal” foi levantada sem que tenha sido comunicada justificação.
 
“Sendo o Estado um Ente de bem e pessoa de boa-fé, até prova em contrário, aproveito para condenar publicamente o ato que foge das regras de interdição, a título de exercício abusivo do poder, manchando dessa forma o bom nome que se exige às instituições públicas”, refere o ‘rapper’ angolano.
 
MCK diz ainda estar convicto de que o levantamento da interdição é a “devolução” de um direito e “não um favor do regime angolano”.
 
“Estou firme na luta e combate ao abuso de direitos e pronto para exercitar a minha liberdade de consciência no exterior, nos mesmos termos que a exerço em Angola”, acrescenta o músico após ter chegado ao Brasil.
 
O ‘rapper’ de 34 anos, formado em Filosofia, é autor de poemas que contestam o regime angolano e do álbum “É Proibido Ouvir Isto”, tendo recentemente atuado em defesa dos ativistas políticos, detidos desde junho, e que estão a ser julgados em Luanda, acusados do crime de rebelião.
 
MCK atua esta noite no Festival Terra Rap, que consagra a edição deste ano aos países lusófonos.
 
Segundo os responsáveis pela organização, o impedimento imposto a MCK na terça-feira em Luanda tornou-se num assunto mediático no Brasil e marcou as sessões do festival que ainda decorrem e que têm abordado a questão dos presos políticos angolanos e a supressão das liberdades em Angola.
 
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Angola/Guiné-Bissau: Presidente do PAIGC no país para reunião da Internacional Socialista

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Luanda – O Presidente do Partido Africano para Independência da Guiné – Bissau (PAIGC), Domingos Simões Pereira, chegou na manhã de hoje (quinta-feira), a Luanda, onde vai participar na segunda reunião anual do Conselho da Internacional Socialista (IS), que decorre de 27 a 28 de Novembro, na capital angolana.
 
 
A sua chegada ao país, o político bissau guineense deu a conhecer que, durante a sua visita de três dias, vai inicialmente “visitar e estar com os camaradas do MPLA e reforçar o intercâmbio existente entre os dois partidos”, seguindo-se a participação no encontro da IS que Angola acolhe.
 
Entrevistado pela Angop no aeroporto de Luanda, o líder do partido recordou que “a relação entre o PAIGC e o MPLA é antiga e boa”, tendo a propósito referido que, recentemente, “a Guiné-Bissau passou um período muito menos tranquilo e, na época, fomos trocando notas a distância com os membros do partido MPLA”.
 
Entretanto, acrescentou, “agora teremos a oportunidade de estar juntos para abordar também este assunto e aproveitar a ocasião para partilhar com os membros do MPLA a actual situação politica na Guiné-Bissau e, eventualmente, ouvir alguns conselhos”, realçou.
 
Segundo Domingos Simões Pereira, a Guiné-Bissau tem propósito firme de voltar a ter convívio com os partidos esquerdos e progressistas, tendo lembrado que esta será a primeira vez que o seu partido volta a participar num evento do género, depois de muitos anos ausente, pelo que reiterou que “estamos com uma grande expectativa da nossa integração plena no grupo da IS”.
 
A reunião da Internacional Socialista (IS) a ter lugar na capital do país, realiza-se no quadro da reafirmação dos seus compromissos, pela defesa da liberdade, democracia, paz, igualdade e do progresso”, aguardando-se em Luanda a presença de representantes de cerca de 160 partidos.
 
O Conselho da IS, órgão que integra todos os partidos e organizações membros, tem como missão fundamental deliberar sobre as questões políticas e organizativas, decorrentes da dinâmica da vida política internacional, entre outros assuntos.
 
A primeira reunião de 2015 do Conselho da Internacional Socialista (IS) teve lugar em Julho, na cidade norte-americana de Nova Iorque, Estados Unidos da América (EUA).
 
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ONU quer enviar reforços para proteger civis no Sudão do Sul

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O secretário-geral da ONU recomendou o envio de mais 1.100 “capacetes azuis” para o Sudão do Sul, onde a guerra civil continua apesar da assinatura de um acordo de cessar-fogo no final de agosto.


Ban Ki-moon fez a recomendação, hoje divulgada, num relatório entregue na semana passada ao Conselho de Segurança e no qual se mostra pessimista em relação a uma solução para o conflito.

Os reforços pedidos incluem 600 polícias e 500 soldados, assim como 13 “meios aéreos adicionais” como helicópteros, uma companhia de engenharia para se instalar em Bentiu (norte) e hospitais de campanha para Bentiu e para a capital, Juba.

Os “capacetes azuis”, atualmente cerca de 12.500, protegem 180.000 civis refugiados nas seis bases das Nações Unidas em todo o país.

Embora o governo sul-sudanês e os rebeldes liderados por Riek Machar tenham assinado um acordo de paz a 26 de agosto, os combates nunca cessaram verdadeiramente.

“As violações do cessar-fogo e a incapacidade dos beligerantes em respeitarem as datas limite para as primeiras fases da aplicação do acordo de paz fazem duvidar do seu compromisso em relação ao processo de paz”, considera Ban, que admite a possibilidade de “novos atrasos” na aplicação do acordo.

Ban receia igualmente “assassínios de represália”, tendo em conta as atrocidades cometidas desde o início do conflito há perto de dois anos, assim como uma “escalada da violência entre comunidades”.

O Sudão do Sul proclamou a sua independência em julho de 2011, regressando à guerra em dezembro de 2013 devido a divergências políticas e étnicas, alimentadas pela rivalidade entre o atual chefe de Estado, Salva Kiir, e o seu antigo vice-presidente Riek Machar.

Os combates e massacres provocaram uma grave crise económica e humanitária e forçaram mais de 2,2 milhões de pessoas a abandonarem as suas casas.

http://www.noticiasaominuto.com/mundo/492346/onu-quer-enviar-reforcos-para-proteger-civis-no-sudao-do-sul

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Fórum de Cooperação China-África será realizado na África do Sul

 

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Neste ano comemora-se o 15º aniversário do estabelecimento do Fórum de Cooperação entre China e África. A cúpula do fórum e a sexta reunião ministerial do fórum serão realizadas no início do próximo mês em Johanesburgo, África do Sul. Será a primeira vez que a cúpula China-África se realizará no continente africano. O presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, vão presidir em conjunto o evento e declarar novas medidas para fomentar as cooperações sino-africanas.
 
Na coletiva de imprensa realizada no dia 26 pelo Conselho de Estado da China, o vice-ministro chinês do Comércio, Qian Keming, revelou que nos últimos três anos, a parte chinesa ofereceu mais de US$ 20 bilhões de empréstimos, realizou cerca de 900 projetos de auxílio e formou mais de 30 mil talentos para os países africanos. Ele ainda citou uma série de números para explicar as cooperações entre a China e a África:
 
“A China tem sido em seis anos consecutivos o maior parceiro comercial do continente africano. Em 2014, o valor total do comércio bilateral atingiu US$ 222 bilhões, aumentando 20 vezes em comparação com o ano 2000, quando o Fórum de Cooperação China-África acabara de ser estabelecido. A África é o segundo maior mercado de obras de EPC e um novo destino de investimentos da China. Até o final de 2014, a China investiu um total de US$ 32,4 bilhões na África. Os dois lados realizaram amplas cooperações nas áreas de agricultura, manufatura, finanças, turismo, saúde, telecomunicações, entre outras.”
 
Neste ano, por causa da influência da dificuldade da economia mundial, o comércio sino-africano sofre grandes pressões de desaceleração. Porém, Qian Keming enfatizou que as importações chinesas da África não reduziram, ao contrário, as importações de alguns produtos aumentaram. Além disso, as exportações da China para a África aumentaram 5,8% em comparação com o ano passado.
 
O vice-ministro chinês sublinhou ao mesmo tempo que a estrutura do comércio sino-africano ainda é desequilibrado e precisa de uma melhoria:
 
“O comércio sino-africano tem um desequilíbrio, visto que nós ficamos com superávit e o continente africano com déficit. Outra questão é que a estrutura é simples. Importamos principalmente os produtos de recursos. No futuro, vamos tentar mudar esta situação com o aumento de importação de outros tipos de produtos. Além disso, vamos acrescentar investimentos na África para impulsionar o desenvolvimento sustentável do comércio sino-africano.”
 
Sobre as novas medidas que serão lançadas na Cúpula do Fórum de Cooperação China-África, Qian Keming adiantou:
 
“Agora, a África elaborou a Agenda de 2063, que faz detalhados projetos sobre a industrialização e a integração do continente. Devemos realizar cooperações com a África conforme as necessidades dela, ajudar os países africanos na resolução da questão de estrutura econômica simples, modernização agrícola e na construção de infraestruturas.”