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Mais de 2,2 milhões de pessoas deslocadas na Nigéria precisam de ajuda do governo, alerta ACNUR

Agência da ONU alertou para a situação precária de populações internamente deslocadas que fugiram da violência do Boko Haram para diferentes partes da Nigéria. Em Borno, quase metade dos hospitais foi destruída. O estado abriga 125 mil pessoas em 30 campos para indivíduos deslocados.

Fatouma e sua filha moravam em Borno, mas tiveram de deixar a região por conta da violência do Boko Haram. Foto: ACNUR / H. Caux

Durante visita à Nigéria, o alto comissário adjunto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Volker Türk, fez um apelo às autoridades do país para que estejam mais atentas às necessidades dos nigerianos internamente deslocados. Na nação africana, a violência do grupo Boko Haram já afetou cerca de 5 milhões de pessoas, forçando mais de 2,2 milhões de pessoas a abandonar seus lares e buscar segurança em diferentes partes da Nigéria.

“Todos nós precisamos escutar as pessoas internamente deslocadas, suas aspirações e seu sentido de dignidade e segurança”, afirmou Türk. “Em cada crise, há uma oportunidade que precisamos aproveitar, esperançosamente na forma de um novo contrato social.”

O representante do ACNUR conheceu o estado de Borno, um dos mais atingidos pelas atividades do Boko Haram. Segundo um oficial do governo, a infraestrutura social e de saúde na província é “virtualmente não existente”, de modo que a conjuntura deveria ser tratada “em pé de igualdade com a Síria”.

Na região, 16 dos 38 hospitais foram destruídos ou saqueados. Estima-se que 214 centros de saúde primária foram fechados. A província reúne 17 campos organizados para pessoas internamente deslocadas. Outros 13 locais que recebem esse público estão funcionando, mas de maneira informal. No total, os abrigos acolhem 125 mil pessoas. Bama, a segunda maior cidade do estado até 2014, era habitada por 600 mil nigerianos até ser desertada.

No início de fevereiro, em Dikwa, também em Borno, 50 pessoas morreram em ataques suicidas que ocorreram num lugar onde 50 mil deslocados estão morando. Segundo o ACNUR, a maioria dos indivíduos que buscam proteção no estado vêm de cidades que foram arrasadas nos últimos dois anos, ficando sem infraestrutura, segurança e serviços básicos.

Ao longo de sua passagem pela Nigéria, Türk solicitou ao governo que aproveite a experiência do ACNUR em programas de repatriação voluntária e trabalhe em conjunto com a agência para garantir o bem-estar das populações internamente deslocadas e daquelas que estão voltando ao país. A agência, “enquanto parte da comunidade internacional, continuará a apoiar as iniciativas locais”, disse o alto comissário adjunto.

No estado de Yola, Türk foi informado de que as pessoas precisam de comida, abrigo e roupas, pois estão expostas às oscilações do clima em cabanas feitas com vegetação.

 

https://nacoesunidas.org/mais-de-22-milhoes-de-pessoas-deslocadas-na-nigeria-precisam-de-ajuda-do-governo-alerta-acnur/

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