Angola precisa de investimento estrangeiro

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Angola necessita de aumentar em 15 por cento os influxos de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) para relançar o crescimento econômico, conclui um estudo apresentado em Abril pelo acadêmico e pesquisador angolano Paulo da Conceição Carvalho à Universidade de Harvard.
 
 
O economista cita a pesquisadora Monica Vargas Murgui que afirma que, em 2014, só a China – o maior investidor de IDE de África – concedeu a Angola crédito de 15 bilhões de dólares (2,5 trilhões de kwanzas).
 
O aumento dos fluxos de IDE, afirma Paulo da Conceição Carvalho no estudo, é o de viabilizar uma exploração “mais acentuada” de produtos e serviços com base em critérios competitivos.
 
O economista propõe reformas estruturais para captação do IDE, as quais ajudariam a compensar os desequilíbrios da economia angolana e resultariam na resolução da escassez de divisas, diversificação das fontes de influxo de capitais, no aumento do “know-how” tecnológico, transferência de tecnologia, criação e manutenção de empregos de remuneração elevada, capacidade empresarial e profissional de qualidade reconhecida, novas oportunidades de exportação de produtos resultantes e “uma panóplia” de competências administrativas e de inovação.
 
 
O objectivo do IDE, lembra, é gerar altos lucros e, para que tal aconteça, é necessária a existência de um ambiente de negócios favorável no país receptor, para que possa materializar-se e ser rentável para os investidores do projeto estrangeiro concebido.
Paulo da Conceição Carvalho define o IDE como “um investimento envolvendo uma relação de longo prazo que reflete um interesse duradouro de controlo e grau de influência do investidor sobre a gestão da empresa por uma entidade residente numa determinada economia, numa empresa registada numa economia diferente da do investidor”.
 
Paulo da Conceição Carvalho é técnico superior tributário de 2ª classe, colocado no Gabinete de Planejamento Estratégico e Cooperação Internacional (GPECI) da Administração Geral Tributária (AGT).
Tem mestrados em Administração de Empresas, com especialização em “Liderança e Sustentabilidade em Negócios Internacionais” pela Universidade de Cumbria e em Ciências das Finanças pela Universidade de Salford, ambas do Reino Unido.
 
Em 2015 foi selecionado pela Universidade da Harvard (EUA) e pela Universidade de Cumbria para reformular um modulo académico, integrando uma equipa de 22 pesquisadores internacionais liderados por personalidades como o renomado professor de Harvard Michael Porter e o ex-Presidente da Costa Rica, José Maria Figueres, quando elaborou o estudo em que apresentou estas propostas.
 
 
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