O PIB de Angola crescerá 1,2 %

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A previsão do crescimento de Angola sofre nova revisão, as perspectivas iniciais do crescimento do Produto Interno Bruto, de 3,3 por cento, tiveram de ser revistas em baixa de 2,69 por cento para 1,2 por cento.

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, enviou uma mensagem dirigida aos deputados à Assembleia Nacional, com uma nova  política fiscal a ser executada através do Orçamento Geral do Estado revisto para  o crescimento econômico e a captação de financiamento externo para execução de projetos de investimento público.

 

A estratégia macroeconômica do Executivo angolano  nos primeiros seis meses deste ano foi condicionada pelo comportamento do preço do petróleo no mercado internacional, cuja média, no primeiro semestre, ficou em torno de 37,5 dólares por barril, abaixo dos 45 dólares previstos no Orçamento Geral do Estado de 2016.Em meados de Janeiro, o preço do barril do petróleo chegou a atingir patamares inferiores a 28 dólares, os mais baixos da última década, o que influenciou o crescimento da economia angolana.

O comportamento do preço de barril de petróleo influenciou significativamente o nível de captação de divisas, de modo que, para garantir a sustentabilidade da despesa pública e a manutenção das reservas internacionais líquidas, a moeda nacional, que se mantinha estável desde Setembro de 2015 em torno dos 135 kwanzas por dólar americano, tem vindo a sofrer uma forte depreciação.

A proposta do Orçamento Geral do Estado Revisto para este ano aprovado ontem, na generalidade, pelos deputados comporta receitas estimadas em 6.959.728.851.527,00 kwanzas (seis trilhões, novecentos e cinquenta e nove bilhões, setecentos e vinte e oito milhões, oitocentos e cinquenta e um mil e quinhentos e vinte e sete kwanzas) e despesas fixadas em igual montante.

O setor social, representa 40,6 por cento das despesas fiscais. a despesa no setor econômico é de 18 por cento. Já os órgãos de defesa e segurança absorvem 19 por cento e os serviços públicos 21 por cento.

A oposição parlamentar questiona os indicadores de produção previstos por cultura, os incentivos reais aos agricultores, os níveis de auto-emprego na agricultura familiar e emprego na agro-indústria.

A economia do país atravessa um quadro macroeconômico comprometido com o desenvolvimento e diversificação da economia e que o petróleo não deu uma resposta necessária à grande necessidades do país.

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