Aprovada indicação de novo embaixador do Brasil em Angola

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Aprovada a indicação de Paulino Franco de Carvalho para embaixador do Brasil em Angola
O Plenário aprovou nesta quinta-feira (8) a indicação do diplomata Paulino Franco de Carvalho Neto para a chefia da missão diplomática brasileira em Angola.
 
Natural de Curitiba (PR), o diplomata ingressou na carreira em 1985. Entre as funções desempenhadas nos últimos anos estão a de diretor do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos; chefe da Divisão do Meio Ambiente; e chefe da Divisão de Serviços Gerais. Trabalhou, também, na Delegação Permanente em Genebra e chefiou delegações a vários encontros internacionais.
 
Paulino Franco de Carvalho Neto foi sabatinado nesta manhã na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), onde destacou o papel desempenhado pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em linhas de crédito para empresas brasileiras exportadoras de serviços ou produtos. Angola é um dos maiores destinos dessas linhas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e praticamente empatada com a Argentina.
 
O diplomata também afirmou que o aumento da cooperação econômica entre Brasil e Angola pode se dar de forma positiva por meio do BNDES, atendendo a relações de custo-benefício e levando em conta os interesses do próprio banco.
 
 
 
A Angola é o sexto parceiro comercial do Brasil na África, atrás de Nigéria, Argélia, Egito, África do Sul e Marrocos. Em 2015, mais de 99% das importações brasileiras da Angola foram de combustíveis. Já entre os produtos exportados, destacam-se as carnes (26%) e açúcar (13%).
 
Entre 2002 e 2008, a corrente de comércio bilateral cresceu mais de 20 vezes. Mas de 2009 a 2012, houve queda nas trocas comerciais entre os dois países. Em 2013 e 2014, o comércio entre Brasil e Angola voltou a crescer, mas em 2015 houve novo declínio, influenciado pela queda nos preços do petróleo e a consequente crise no país africano.
 
O país é fortemente dependente do petróleo, que responde por 97% das exportações e 70% das receitas públicas. A crise levou a índices de inflação que chegam a 35% por ano e a um déficit em conta corrente que atingiu 8,9% do PIB. Algumas empresas brasileiras também têm tido dificuldades para receber por negócios feitos no país.
 
Esse cenário tem forçado o governo angolano a buscar estratégias de diversificação da economia, o que no entender do diplomata abre um espaço “francamente positivo” para a penetração de empresas brasileiras nas áreas da indústria, de serviços e principalmente no agronegócio.
 
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