Amnistia acusa Nigéria de violência contra manifestantes

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Catarina Marques Rodrigues – RTP

 A organização de defesa dos Direitos Humanos denuncia mais de 100 mortos e casos de tortura para com manifestantes “pacíficos” pela independência do Biafra. A Amnistia Internacional fala em “violência desmedida” e receia que os números sejam muito maiores.

Em apenas um ano, terão sido mortas 150 pessoas que se manifestavam pela independência total de Biafra da Nigéria. A certeza é da Amnistia Internacional (AI). As forças de segurança nigerianas não confirmam nem desmentem, mas afirmam apenas que “não usaram a força de forma desnecessária”.

O caso é agora divulgado pela organização internacional de Direitos Humanos, que diz ter provas sólidas da violência desmedida contra um protesto que “sempre foi pacífico”, garantem. A Amnistia Internacional entrevistou quase 200 pessoas e registou mais de 100 fotografias e 87 vídeos.

No relatório elaborado pela organização, que tem delegações em vários países, estão vários relatos de tortura, conta a BBC. Um rapaz de 26 anos foi alvejado e escondido numa valeta. Mais tarde foi encontrado pelas forças de segurança ainda vivo. Aí, mandaram-lhe ácido para o corpo todo e disseram-lhe que assim “ia morrer lentamente”. O rapaz está vivo, como se vê na fotografia em cima. “Esta abordagem imprudente para o controlo das multidões causou pelo menos 150 mortos e tememos que o número total seja muito maior”, disse Makmid Kamara, diretor da AI na Nigéria.

Em maio de 2016, em apenas dois dias, foram mortas 60 pessoas. Celebrava-se o Dia do Biafra. Todos os casos de mortes e torura relatados aconteceram entre agosto de 2015 e agosto de 2016.

O movimento pró-Biafra quer criar um Estado independente no sudeste da Nigéria. Esta não é uma primeira vez que o movimento tenta o golpe: entre 1967 e 1970 aconteceu a guerra civil Nigeriana, um conflito entre as vozes contra e a favor da independência.

A Amnistia Internacional garante que os manifestantes têm sido pacíficos, com exceção, apenas, de algumas pedras atiradas e de um tiro que atingiu a polícia. “Ainda assim, estes atos de desordem não justificam o nível de força usado contra o grupo inteiro”, lamentou o responsável Makmid Kamar.

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