Campo petrolífero faz marca histórica em Angola

2015929959_plataforma-petropor
Armando Estrela |
 
 
 
A British Petroleum Angola (BP Angola) anunciou recentemente que o campo de produção Grande Plutónio, localizado no Bloco 18, no offshore de Angola, atingiu uma nova marca de produção histórica, de 500 milhões de barris de petróleo.
 
Com cinco mil quilômetros quadrados e a uma profundidade da água que varia entre 1.200 e 1.600 metros, o Grande Plutónio, que reúne os campos Gálio, Crómio, Paládio, Plutónio e Cobalto e com uma produção bruta aproximada de 160 mil barris de petróleo por dia, é partilhado, em termos iguais, pela Sonangol Sinopec International e pela BP Angola.
 
O campo Grande Plutónio, que entrou em actividades em Outubro de 2007, tem 310 metros de comprimento, uma capacidade de armazenamento de 1,77 milhões de barris, 24 poços de produção, 22 poços de injecção activos de água e três de gás e uma capacidade de produção instalada de 144 mil barris de petróleo por dia.
 
O Grande Plutónio foi o primeiro activo operado pela BP em Angola e é constituído por cinco campos distintos descobertos entre 1999 e 2001. O desenvolvimento utiliza um navio de produção, armazenamento e descarga (FPSO) para processar os fluidos produzidos e exportar o petróleo bruto. O FPSO está ligado aos poços através de um grande sistema submarino.
 
O projecto da fase três do bloco Grande Plutónio foi concluído com segurança, abaixo do orçamento e seis meses antes da data prevista, informou Darryl Willis, presidente regional da BP Angola. Darryl Willis acrescentou que a actual conjuntura económica tem sido extremamente difícil, com a queda dos preços do petróleo a ter um grande impacto na indústria a nível mundial e em países como Angola, em que as receitas do Governo dependem, em larga medida, do petróleo e gás.
 
Gestão eficaz
 
O dirigente regional da BP garantiu que a produção excedeu as expectativas e a fiabilidade foi, em média, superior a 90 por cento, ao mesmo tempo que se conseguiu uma gestão eficaz dos custos. “Nas actuais condições de preços, que a BP caracterizou como baixos por muito tempo, mas não para sempre, precisamos de garantir uma competitividade acrescida”, assegurou.
 
Angola é uma das regiões chave da BP para a pesquisa e o desenvolvimento de petróleo e gás e uma parte essencial da actividade da companhia na pesquisa e produção em águas profundas. Em 2015, a produção líquida da BP Angola representou aproximadamente 19 por cento da produção petrolífera líquida total da BP a nível mundial, excluindo Rosneft. No geral, a BP tem participações em oito blocos, em águas profundas e ultra-profundas, e opera em quatro.
 
A estratégia da petrolífera para Angola consiste em construir um negócio eficiente e sustentável, para benefício do país e dos seus accionistas, enquanto se prepara para operar por um período prolongado, num contexto de produção decrescente e preços reduzidos, tentando, simultaneamente, criar opções para futuros investimentos.
 
A companhia indica que “o futuro apresenta desafios para a indústria, para a BP e para Angola, mas as nossas metas são claras: operar em segurança os recursos existentes, manter a competitividade, continuar a explorar opções para futuros projectos e desenvolver e capacitar o nosso pessoal”. Porém, reconhece que para atingir estas metas deve alinhar as actividades quotidianas em Angola com o desenvolvimento do país.
 
“A nossa visão é tornar a petrolífera Angola num parceiro de escolha e promotor do desenvolvimento de Angola, fazendo a diferença no bem-estar e progresso do povo angolano e da economia do país”, refere a companhia que augura, também, contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, através da criação de parcerias estratégicas, visando o desenvolvimento social e institucional e o apoio a uma gama de projectos nas áreas de educação, do desenvolvimento empresarial, saúde, segurança ocupacional e ambiente, para capacitar e promover o desenvolvimento em Angola.
 
Operações
 
A BP está em Angola desde os anos 70 e nos anos 90 adquiriu participações em quatro blocos em águas profundas, a cerca de 200 quilómetros a noroeste de Luanda. Em 2011, a BP adquiriu participações em cinco novos blocos em águas profundas e ultra-profundas nas bacias do Kwanza e de Benguela, a sul da capital, tornando a região de Angola um dos negócios mais importantes do seu portfólio.
 
A BP é um dos maiores investidores estrangeiros em Angola, com mais de 29 mil milhões de dólares aplicados até finais de 2015 e com planos de continuar a investir no país no futuro. A petrolífera é operadora dos blocos 18, 19, 24 e 31 e tem participações em activos operados por terceiros, nos blocos 15, 17, 20 e 25, assim como na fábrica da Angola LNG, no Soyo. Em 2015, a companhia abandonou a sua participação no bloco 26, face ao infrutífero programa de pesquisa dessa área.
Em 2015, o total da produção líquida dos principais campos da BP em Angola foi de 221 mil barris de petróleo por dia, um aumento significativo em relação a anos anteriores, que em 2014 resultou em 182 mil barris por dia, enquanto em 2013 esteve em 180 mil barris.
 
Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s