Brasil vive uma de suas maiores tragédias na história do sistema penitenciário

Presídio de Tabatinga abriga detentos de outros países, como Peru e Colômbia
 
Na capital do  Amazonas, na cidade de Manaus nas últimas 24 horas a população tem vivido um terror , que deixou até juízes estupefatos, diante de 60 mortos,Uma briga entre facções criminosas rivais seguida de rebelião no maior presídio do Amazonas deixou 60 mortos.
 
“Em 20 anos de vara de execução penal, eu nunca vi algo parecido. Foi uma cena dantesca, de braços e pernas entulhados em contêiner, com corpos esquartejados, sem cabeça, cabeça jogada para um canto, coisa que eu nunca vi na minha vida. Eu sinceramente estou chocado. Ainda não me recuperei totalmente do que eu vi naquela penitenciária”, disse o juiz Luís Carlos Valois..
 
Como podemos explicar que tenha chegado a este ponto? Tamanha violação dos direitos humanos,  só se explica por um conjunto de omissões das autoridades de segurança, e do judiciário.
 
O sistema de defesa e promoção dos direitos humanos no Brasil sofre mais um abalo, pois põe a nu o que todos sabem há muito tempo: a falência do sistema penitenciário brasileiro e , a incapacidade de responder diante de situações de emergência.
 
Diversas comissões de combate a tortura, conselhos de direitos humanos já haviam denunciados que a situação era precária e a previam um desastre nesse presídio.
 
Presos sem assistência jurídica, educacional, social e de saúde. Um sistema classificado como “péssimo” para qualquer tentativa de ressocialização. Foi esse o diagnóstico elaborado durante inspeção em outubro do ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Compaj.
 
A unidade não conta com aparelhos para detectar a entrada de metais nem equipamentos para bloquear sinal de celular.
 
As revistas para a entrada de visitantes são feitas por 94 agentes penitenciários que se revezam entre três turnos.
 
A livre circulação de drogas na penitenciária é uma rotina “comum”, segundo a associação dos agentes penitenciários.
 
Com este quadro, que é comum a outros presídios no Brasil, infelizmente a tragédia irá se repetir inevitavelmente. Qualquer medida tomada será pouco, diante da tragédia, enquanto os direitos humanos não receberem a devida atenção por parte da sociedade brasileira e da administrarão publica.
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