“Trégua” na guerra de Moçambique reanima a economia

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) disse que a prorrogação do prazo da trégua em Moçambique declarada pela Renamo, principal partido de oposição, “anima a economia” e abre espaço para novas perspectivas.
 
“Esta decisão (a prorrogação do prazo da trégua) desperta grandes expectativas económicas, não só para a comunidade empresarial e para os investidores estrangeiros, mas também para todo o povo”, afirmou o vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, numa conferência de imprensa realizada quinta-feira em Maputo.
 
Apesar de destacar a trégua como um “grande passo”, o vice-presidente da CTA entende que a consolidação de uma paz permanente é uma das principais condições para a manutenção de um bom ambiente de negócios, apelando ao Governo e à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) para encontrarem uma solução definitiva.
“Recebemos várias solicitações de investidores estrangeiros que estavam à espera da paz para investir. Temos estado em contacto com empresários da Turquia, Chile e outros países”, avançou o vice-presidente da CTA.
De acordo com o dirigente, os preços dos produtos alimentares básicos na região centro e norte de Moçambique, que dispararam nos últimos tempos, vão começar a estabilizar em função da suspensão das escoltas militares obrigatórias nas principais estradas do centro do país. “A paz para dinamização do negócio é imprescindível. Nós precisamos muito de paz para estabilizar a economia”, reiterou Agostinho Vuma, lembrando, no entanto, que o conflito político não foi o único motivo para a crise econômica em Moçambique. O vice-presidente da CTA reiterou ainda que o diálogo entre o Governo e a Renamo deve ser dirigido directamente pelos dois líderes, na medida em que os resultados alcançados nas últimas conversas entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama mostram que este é o caminho mais eficaz.
“Esta prorrogação da trégua por mais dois meses deve ser usada como o caminho irreversível para a paz efectiva”, assinalou o vice-presidente da CTA. O líder da Renamo anunciou na terça-feira o prolongamento por sessenta dias da trégua temporária declarada há uma semana, para dar tranquilidade às negociações de paz entre o Governo e o principal partido de oposição.
O segundo anúncio de trégua de Afonso Dhlakama surgiu um dia após ter mantido uma conversa “cordial” por telefone com o Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, para fazer o balanço da cessação de hostilidades de uma semana, declarada pelo presidente da Renamo a 27 de Dezembro.
 
Elogios de Bruxelas
 
A União Europeia (UE) considerou que a trégua de sessenta dias declarada na terça-feira pelo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) é “um passo importante” na construção da confiança e na busca de uma “paz duradoura” em Moçambique.
“Trata-se de um passo importante no sentido da construção de confiança e da busca de um resultado sustentável nas negociações, de uma paz duradoura, de estabilidade e de democracia”, refere uma declaração da Delegação da União Europeia em Moçambique, vinculando os chefes de missão europeus acreditados em Maputo.
 
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