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Guiné Bissau construirá central elétrica sem estudo de impacto ambiental

Bissau – O Governo da Guiné-Bissau anunciou que a construção de uma central eléctrica num parque natural no sul do país vai avançar, apesar de não ter sido antecedida por um estudo de impacto ambiental e social.

CIDADE DA GUINÉ BISSAU

FOTO: FOTO PESQUISA

O ministro da Energia, Florentino Pereira, que visitou o parque das Lagoas de Cufada terça-feira, disse que o projecto não foi antecedido de um estudo de impacto ambiental e social, conforme manda a lei do Ambiente no país.

Ainda assim referiu que as obras não se podem parar, sob risco de a decisão acarretar “custos incalculáveis”.

“Governar é uma opção”, enfatizou Florentino Pereira, lembrando que o projecto, financiado pela Índia custa 18,7 milhões de euros e vai fornecer energia eléctrica às populações das regiões de Quinará e Tombali, no sul da Guiné-Bissau.

Na semana passada, duas organizações de defesa na natureza, a associação Tiniguena e o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) criticaram a construção, alertando para prejuízos ambientais.

Segundo as duas organizações, estão em risco a maior reserva de água doce da Guiné-Bissau e uma zona de pesca, único meio de subsistência da população.

A área possui ainda uma importante reserva florestal e avícola.

Miguel de Barros, director executivo da Tiniguena, referiu que além da construção da central o projecto “também é um pretexto” para a indústria madeireira devastar a floresta.

O ministro do Ambiente nega as alegações das duas organizações, salientando que o lençol freático não será afectado e que não houve grande desmatação.

Florentino Pereira afirmou que a concessão da licença a uma empresa indiana para a construção da central ocorreu em 1996 e a lei que delimita a área como zona reservada só foi aprovada em 2000.

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Empresários desconfiados da economia angolana

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A taxa de crescimento estimada pela unidade de estudos da revista “Economist” é a mesma prevista num relatório publicado em finais de Dezembro último.
Procurando prever o que se irá passar entre 2017 e 2021, os analistas da EIU antecipam que à medida que os preços do barril de petróleo sobem é verificada uma expansão mais sólida do consumo público e privado, o que fará com que os preços cresçam este ano à taxa de 2,7 por cento, ligeiramente acima da previsão governamental de 2,1 por cento.O relatório, com data de 17 de Janeiro, salienta mesmo que o crescimento da economia angolana pode ser mais substancial caso o acordo alcançado em Dezembro pelos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para limitar a produção conduza a um aumento dos preços do barril de petróleo.
Esse eventual aumento terá influência sobre o crescimento do produto interno bruto apenas na primeira metade de 2017, diz o documento, antecipando que a economia angolana deverá crescer a uma média de 2,7 por cento no período compreendido entre 2019 e 2021.
O relatório adverte que o investimento fora do sector dos hidrocarbonetos continuará a ser limitado por uma ausência de reformas, embora o Governo argumente que a nova legislação sobre investimento privado ajuda a reduzir a burocracia “Outros problemas continuam a existir, como é o caso dos pagamentos atrasados a empreiteiros de obras públicas e o facto de o governo ter prescindido do acordo de apoio financeiro com o Fundo Monetário Internacional, o que limita a confiança os empresários, pode ler-se no documento.Globalmente, prossegue o documento, a previsão de um crescimento económico médio de 2,8 por cento no período de 2017 a 2021 representa menos de um terço da média registada  na década terminada em 2014, enquanto o rendimento “per capita” em 2021 será apenas ligeiramente superior do que era em 2011.
As novas previsões convergem com as que a unidade de estudos da revista “Economist” apresentou no fim de Dezembro, quando um relatório estimou que a economia angolana apresenta um crescimento médio de 2,9 por cento no período de cinco anos entre 2017 a 2021.
A EIU declara que a taxa de crescimento prevista é comparada com uma expansão económica de 4,1 por cento registada no período de 2012 a 2016.
A unidade de estudos previu no fim de Dezembro que a economia recuperará em 2017 com uma taxa de 3,00 por cento, que aumentará para 3,5 em 2018, para oscilar entre 2,8 e 2,5 nos restantes três anos do intervalo considerado.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/pais_aumenta_crescimento

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Presidente da Gambia está isolado internacionalmente

Eleazar Van-Dúnem |


Fotografia: Martial Trezzini | Pool/ AFP

A crise política na Gâmbia, que desde terça-feira está em Estado de Sítio por decreto de Yahya Jammeh, cujo mandato legítimo terminou hoje, é até agora o maior teste para a política de prevenção de conflitos que o novo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e a União Africana querem privilegiar.

 

Perante o Conselho de Segurança , António Guterres disse recentemente que a organização gasta muito tempo e recursos na resposta às crises, sublinhando que as pessoas pagam um preço alto demais e defendendo “uma nova abordagem” baseada na mediação de conflitos e na “diplomacia pela paz” e mais empenho “para prevenir a guerra e apoiar a paz ao invés de nos concentrarmos em responder aos conflitos”.
O mundo espera de António Guterres um papel mais activo na tentativa de resolução dos problemas internacionais e acredita, como afirmou recentemente o Presidente angolano José Eduardo dos Santos, que o novo Secretário-Geral da ONU vai dar um “notável impulso a uma nova abordagem dos problemas internacionais”.
O conflito na Gâmbia, por conseguinte, é a oportunidade para António Guterres demonstrar uma diplomacia preventiva mais actuante que busque soluções efectivas para os conflitos actuais e evite novos conflitos, rompendo deste modo com o consulado de Ban Ki-moon, muito criticado pela sua inacção.
Para a União Africana, é uma oportunidade para que possa adoptar um novo paradigma e enviar uma clara mensagem aos líderes africanos sedentos de poder, a de que já não vai permitir que líderes depostos pela vontade do povo manifestada nas urnas governem à revelia da soberania popular. A crise na Gâmbia ainda não resvalou para uma guerra civil, mas o evoluir da situação caminha para tal, a menos que a ONU e a União Africana invertam o percurso.
A organização mundial e a entidade regional, que defendem o mesmo “modus operandis” e cooperam em matéria de paz e segurança, também serão marcados, pela positiva ou pela negativa, sobretudo o mandato de António Guterres e a actuação da União Africana.

Mediação de Marrocos

A France Press noticiou, citando um site de informação marroquino, que Marrocos promove “uma mediação discreta” na Gâmbia para convencer Yahya Jammeh a abandonar o poder. De acordo com a fonte, que cita “meios diplomáticos concordantes”, o ministro marroquino dos Negócios Estrangeiros, Nasser Bourita, e Yassine Mansouri, chefe dos serviços de inteligência externa, “cumprem há alguns dias” uma “missão delicada em Banjul” para o agora Presidente ilegítimo “ceder o poder e aceitar a derrota nas eleições com a eventualidade de uma retirada dourada em Marrocos”.
Solicitado pela France Press para confirmar essas informações, o Governo marroquino recusou-se a comentar. Rabat mantém boas relações com a Gâmbia.

Intervenção militar

Vários meios de comunicação sociais noticiaram esta semana, citando fontes do Governo e do Exército nigeriano, que a Comunidade Económica de Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO) prepara uma intervenção militar na Gâmbia, caso Yahya Jammeh continue a recusar abandonar o poder.
Entre os países implicados na acção destacam-se a Nigéria e o Senegal, que têm uma força conjunta para desdobrar em território gambiano. “Tomou-se a decisão de não permitir que o Presidente cessante da Gâmbia permaneça no poder e isso vai ocorrer através de uma intervenção militar, a menos que Yahya Jammeh renuncie”, disse uma fonte militar citada pela Prensa Latina.
“Vamos mobilizar-nos muito rápido para Dacar, no Senegal”, disse outra fonte, citada pela France Press, que mencionou o envio de “pilotos, técnicos e pessoal de manutenção dos aviões” relacionado “com os acontecimentos em curso na Gâmbia”. Especialistas militares convergem na ideia de que as Forças Armadas gambianas “não têm capacidade de enfrentar uma eventual força regional” se avançar a intervenção militar.

Yahya Jammeh isolado   

No plano interno, o Presidente cessante está cada vez mais isolado. Quatro novos ministros deixaram o Governo já assolado por uma série de demissões, noticiou na terça-feira a agência de notícias France Press citando fonte próxima do poder.
Os últimos ministros a demitir-se são o dos Negócios Estrangeiros, Neneh Macdoual-Gaye, das Finanças, Abdou Colley, do Comércio, Abdou Jobe e do Turismo, Benjamin Roberts, disse uma fonte próxima do governo cessante, que pediu anonimato.
Benjamin Roberts foi nomeado na segunda-feira para as Finanças, em substituição de Abdou Colley, mas permaneceu menos de 24 horas no cargo. Os ministros da Informação e dos Desportos tinham sido substituídos na semana passada.
Mudanças também ocorreram no Exército, onde oficiais que se recusam a apoiar Yahya Jammeh contra o Presidente eleito Adama Barrow, como solicitado pelos comandantes da Guarda republicana, que garante a protecção do agora Chefe de Estado ilegítimo, foram detidos domingo, segundo fontes dos serviços de segurança e da oposição.
Esta última reclama pela libertação imediata dos militares detidos.
Yahya Jammeh decretou o estado de emergência na terça-feira, justificando a medida com “um nível de ingerência estrangeira excepcional e sem precedentes” no processo eleitoral do país – em pronunciamento transmitido pela televisão e no qual lamentou “a atmosfera hostil injustificada que ameaça a soberania, a paz e a estabilidade”.
O agora Presidente ilegítimo diz querer permanecer no cargo até que a Justiça se pronuncie sobre o recurso apresentado por si.
A Constituição da Gâmbia estabelece que o estado de emergência dura sete dias a partir do decreto, mas pode ser prorrogado por até 90 dias com a aprovação do Parlamento, que já deu sinal verde para tal.
O estado de emergência, refere, vigora até o Tribunal Supremo se pronunciar em relação a uma reivindicação do partido de Yahya Jammeh sobre alegadas irregularidades na votação.
O Tribunal Supremo devia ter decidido o caso no dia 10, mas adiou a decisão para Maio, por alegada falta de juízes para uma deliberação

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/jammeh_sem_legitimidade_pode_ser_obrigado_a_sair

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Jornalista da Record demitido por ato racista

1887735-apresentador-e-suspenso-pela-record-apos-950x0-3No ‘Balanço Geral DF’, jornalista foi substituído por Dionísio Freitas, nesta terça-feira (18)

Depois de tentar minimizar o fato de chamado Ludmilla de “macaca”, no quadro “Hora da Venenosa”, Marcão do Povo, da Record Brasília, negou que tenha usado termo de cunho racista à artista. Mas nesta quarta-feira (18), um dia após o episódio, o apresentador foi demitido pela emissora diante da repercussão negativa de seu comentário. O âncora foi substituído por Dionísio Freitas.

A Record TV vem a público lamentar os transtornos causados à cantora Ludmilla, sua família e seus fãs motivados por um comentário feito pelo apresentador Marcão no Balanço Geral DF.

A Emissora repudia qualquer ato dessa natureza e afirma que este tipo de conduta não está na linha editorial de nosso Jornalismo. Por este motivo, a Record TV Brasília optou por rescindir o contrato do apresentador Marcão”, informou a emissora em comunicado.

Também conhecido como Marcão Chumbo Grosso, ele já havia a chamado de “macaca” também no dia 9 ao comentar uma notícia de que a cantora teria usado resfriado como desculpa para não tirar fotos com fãs. “É uma coisa que não dá para entender. Era pobre e macaca, pobre, mas pobre mesmo. Sempre falo, eu era pobre e macaco também”, disse, tentando minimizar a situação.

Em seu Instagram, Ludmilla disse que a declaração do apresentador foi um “desrespeito absurdo, vergonhoso”. “Fica evidente que esse cidadão Marcão não possui nenhum pudor ou constrangimento em ofender alguém em rede nacional. Como já foi dito por Paulo Autran, ‘todo preconceito é feito da ignorância’, visto que os racistas não possuem um conhecimento de moralidade, tratando sua própria cor de pele como superior e única. Isso tem que ser combatido e farei a minha parte, quantas vezes for necessário”, declarou a artista.

Ao site “UOL”, a assessoria da artista informou que ela prestará queixa contra Marcão e “tomará todas as medidas legais cabíveis” por meio de seus advogados.

(Por Rahabe Barros)

http://www.purepeople.com.br/noticia/apresentador-e-suspenso-pela-record-apos-comentario-racista-sobre-ludmilla_a155485/1

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Apresentador Marcão do Povo, da Record Brasília, foi suspenso por racismo

O apresentador Marcão do Povo, da Record Brasília, foi suspenso pela emissora após ter chamado Ludmilla de “macaca” no “Balanço Geral DF”. Diante da repercussão negativa do comentário ofensivo, ele também bloqueou seus perfis no Twitter e no Instagram. O programa foi comandado nesta terça-feira (18) por Dionísio Freitas.

Reprodução/Record
Dionísio Freitas substitui Marcão no “Balanço Geral DF”, da Record Brasíliaimagem: Reprodução/Record

Marcão do Povo (também conhecido como Marcão Chumbo Grosso) chamou Ludmilla de “macaca” nos dias 9 e 17 de janeiro, no quadro “Hora da Venenosa”, ao comentar uma notícia de que a cantora teria evitado fotos com fãs. “É uma coisa que não dá para entender. Era pobre e macaca, pobre, mas pobre mesmo. Sempre falo, eu era pobre e macaco

também”, disse, tentando suavizar a ofensa.ludmila

Ludmilla disse no Instagram que a declaração do apresentador foi um “desrespeito absurdo, vergonhoso”. Procurada pelo UOL, a assessoria da cantora informou que ela prestará queixa contra Marcão e “tomará todas as medidas legais cabíveis” por meio de seus advogados.

“Infelizmente, ainda existem pessoas que não compreendem que a discriminação racial é crime e alguns, ainda usam o espaço na mídia para noticiar mentiras ao meu respeito, ofender, menosprezar e propagar todo o seu ódio. Não deixaremos impune tais atos, trata-se de um desrespeito absurdo, vergonhoso. Fica evidente que esse cidadão Marcão não possui nenhum pudor ou constrangimento em ofender alguém em rede nacional. Como já foi dito por Paulo Autran, ‘todo preconceito é feito da ignorância’, visto que os racistas não possuem um conhecimento de moralidade, tratando sua própria cor de pele como superior e única. Isso tem que ser combatido e farei a minha parte, quantas vezes for necessário”, escreveu Ludmilla.

Em maio, a cantora foi alvo de racismo nas redes sociais e prestou queixa na Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI). A polícia identificou o autor das ofensas e o indiciou pelo crime de injúria preconceituosa com a causa aumentada, em razão de ter sido cometido na internet.

Em nota, o apresentador negou ter sido racista e afirmou que “macaco” é um termo comum na região onde vive. “O termo ‘macaco’ é utilizado no Centro-Oeste sem teor pejorativo. Por exemplo: é bastante comum ver pessoas dizendo que ‘fulano é macaco velho’, pois já tem certa vivência em determinada coisa. É a mesma situação presente no vídeo, com a simples mudança do adjetivo que acompanha o termo. A acusação de racismo não procede”.

Apresentador do “Balanço Geral DF” desde setembro de 2016, Marcão tem sido alvo de denúncias e investigações nos últimos anos, segundo o colunista Ricardo Feltrin, doUOL. Ex-deputado estadual por Tocantins ele foi condenado pela Justiça Eleitoral em 2010 e teve os direitos políticos cassados por três anos por abuso de poder econômico (mandou imprimir 55 mil jornais em Gurupi, cidade que até então tinha 52 mil habitantes).

Marcão também já foi investigado pelo Ministério Público Estadual depois de ser citado em uma investigação comandada pela 1ª Delegacia de Gurupi (TO), suspeito de ligações com a máfia dos caça-níqueis na região.

https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2017/01/18/record-suspende-apresentador-que-chamou-ludmilla-de-macaca.htm

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União Europeia saúda transição democrática na Tunísia  

tunisiaTúnis, Tunísia (PANA) – A Tunísia conseguiu a transição democrática e deve agora enfrentar o desafio económico e ser acompanhada na sua tarefa pela União Europeia graças a um apoio financeiro de três biliões de euros, anunciou segunda-feira o delegado europeu na Tunísia, Patrice Bergamini.

Em entrevista matinal concedida a uma rádio local, Bergamini indicou que o apoio da UE será reforçada pela ajuda de outros países membros representados na Tunísia, sublinhando a necessidade de apoiar jovens enquanto força viva no domínio económico.

Para o delegado europeu, a criação dum clima propício ao investimento e a limitação do desemprego contribuem para o êxito da Tunísia no plano económico.

As forças de segurança tunisinas “demostraram um grande profissionalismo na luta contra o terrorismo”, regozijou-se, acrescentando que a sociedade civil tunisina rejeitou em uníssono o terrorismo.

-0- PANA AD/IN/JSG/MAR/DD 16jan2017

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Ludmilla vai processar apresentador da Record que a chamou de ‘macaca’

‘Era pobre macaca, pobre, mas pobre mesmo’, disse ao vivo Marcão do Povo, que comanda o Balanço Geral DF

'Não deixaremos impune tais atos, trata se de um desrespeito absurdo, vergonhoso', disse Ludmilla no Instagram sobre o caso

‘Não deixaremos impune tais atos, trata se de um desrespeito absurdo, vergonhoso’, disse Ludmilla no Instagram sobre o caso Foto: Divulgação

O empresário de Ludmilla, Alexandre Baptestini, informou ao jornal Correio Braziliense que a funkeira vai entrar com um pedido de prisão de Marcão do Povo, que está à frente programa Balanço Geral do Distrito Federal. O apresentador chamou a cantora de “macaca” ao comentar uma reportagem do quadro ‘A Hora da Venenosa’.

O apresentador falava a respeito de uma notícia sobre Ludmilla supostamente ter combinado com o garçom de um restaurante carioca para que ele mentisse que ela estava gripada para evitar que os fãs se aproximassem para tirar fotos. “É uma coisa que não dá para entender. Era pobre e macaca. Mas pobre pobre mesmo”, disse Marcão.

Ludmilla publicou no Instagram uma nota sobre o assunto:

Infelizmente, ainda existem pessoas que não compreendem que a discriminação racial é crime e alguns, ainda usam o espaço na mídia para noticiar mentiras ao meu respeito, ofender, menosprezar e propagar todo o seu odio. Não deixaremos impune tais atos, trata se de um desrespeito absurdo, vergonhoso. Fica evidente que esse cidadão@marcaoapresentadortv não possui nenhum pudor ou constrangimento em ofender alguém em rede nacional. Como já foi dito por Paulo Autran, “todo preconceito é feito da ignorância”, visto que os racistas não possuem um conhecimento de moralidade, tratando sua própria cor de pele como superior e única. Isso tem que ser combatido e farei a minha parte, quantas vezes for necessário.
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República Democrática do Congo: Bispos preocupados com não libertação dos presos políticos

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Os bispos da República Democrática do Congo estão preocupados com a falta de libertação dos presos políticos na sequência do entendimento de São Silvestre, o acordo de 31 de dezembro último, que pôs fim à crise que se criou com a questão da renovação do mandato do Presidente Joseph Kabila e que expirou em 20 de dezembro. “Estamos surpreendidos com o atraso … há prisioneiros que haviam sido anunciados como libertados e até agora ainda não tivemos nenhuma prova de que eles foram efectivamente realmente libertados – disse Dom Fridolin Ambongo, vice-presidente da Conferência Episcopal Nacional do Congo (Cenco) – estas libertações deveriam ter efeito imediato”.
Acordo de São Silvestre (31 de dezembro)
Depois da assinatura do acordo alcançado graças à mediação da Conferência Episcopal (Cenco) e que prevê a extensão do mandato de Kabila por um ano, a nomeação de um primeiro-ministro indicado pela oposição e a criação de um Conselho Nacional de supervisão do acordo e do processo eleitoral, os delegados da oposição haviam apresentado sete casos emblemáticos de prisioneiros políticos e de opinião que deveriam ser libertados como gesto de distensão, informa a agência AFP. Para quatro casos tinha havido também o consentimento de todas as partes.
Dom Djomo Lola: precisamos de uma classe política que tenha a peito o interesse comum
Numa entrevista com o L’Osservatore Romano, Dom Nicolas Djomo Lola, bispo de Tshumbe e um dos autores do acordo, disse que a situação no país ainda é muito frágil e que, a pedido das forças políticas, a Conferência Episcopal acompanhará o processo político até às eleições. “É preciso fazer emergir uma classe política que tenha a peito o interesse comum – acrescentou o prelado – e isto é possível através da educação. Temos de poder contar com homens políticos honestos, que trabalhem para o seu País e não para si próprios”.

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/01/17/congo_bispos_preocupado_com_n%C3%A3o_liberta%C3%A7%C3%A3o_presos_pol%C3%ADticos/1286375

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Lumumba assassinado há 56 anos

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A família Kiambata, em Luanda, manda rezar hoje, às 18h30, na Igreja do Carmo, uma missa em memória do antigo primeiro-ministro do então Congo-Léopoldville, Emery Patrice Lumumba, do ex-vice-presidente do Senado, Joseph Okito, e de Maurice Mpolo, ex-ministro da Defesa, assassinados há 56 anos (17 de Janeiro de 1961).

Foram assassinados por forças lideradas pelo então sargento Mobutu Sesse Seko e apoiadas pela Bélgica e Estados Unidos.
Na necrologia publicada ontem no Jornal de Angola, a família Kiambata destaca que Patrice Lumumba “foi uma figura africana que marcou a sua época, contribuindo corajosamente para a libertação do seu Congo e para a independência de toda a África”.
Lumumba chefiou o primeiro Governo eleito livremente na República do Congo-Léopoldville, após a independência da Bélgica. Mas esteve apenas quatro meses no poder. Aos 34 anos, foi afastado do cargo e assassinado.
O que aconteceu no dia da proclamação da independência, a 30 de Junho de 1960, prenunciava já talvez o desfecho do jovem primeiro-ministro. Durante as celebrações oficiais, Lumumba denunciou publicamente as práticas racistas dos colonizadores. Os congoleses rejubilaram, não só os que participavam na cerimônia mas também aqueles que ouviam o discurso em casa, através da rádio. Mas o rei belga e os diplomatas estrangeiros ficaram chocados. Os objectivos políticos de Lumumba não condiziam com os planos dos poderes ocidentais: o jovem político queria libertar o Congo dos grilhões coloniais. Queria unir os grupos étnicos e advogava a gestão local das riquezas naturais do país. A Bélgica e os Estados Unidos começaram a sentir a sua influência declinar.
“Por isso é que decidiram acabar com o Governo e, finalmente, com o próprio primeiro-ministro”, diz o sociólogo belga Ludo de Witte, que estuda o Congo há mais de 20 anos e aborda meticulosamente a queda de Lumumba num livro. A partir desse momento, tudo se desenrolou muito rapidamente. Em Setembro, Lumumba foi destituído do cargo de primeiro-ministro e colocado em prisão domiciliária. Em Novembro, conseguiu escapar, mas foi depois capturado pelas tropas de Mobutu, que o espancaram e torturaram.
“As pessoas amavam Lumumba. Os seus apoiantes queriam libertá-lo”, explica De Witte. “Isso teria sido um desastre para a Bélgica e para os Estados Unidos. Por isso, decidiram que ele devia ser morto no dia em que chegou a Katanga. Foi executado por um pelotão organizado por oficiais belgas.” Lumumba foi morto a 17 de Janeiro de 1961.
A explicação oficial para a morte de Patrice Lumumba foi a de que ele teria sido assassinado por moradores de uma vila em fúria. A verdade sobre o papel das potências ocidentais só viria a público mais tarde.
O livro de De Witte, “O Assassinato de Lumumba”, levou a Bélgica a criar, em 2000, uma comissão parlamentar de inquérito. Dois anos mais tarde, o então ministro belga dos Negócios Estrangeiros e agora membro do Parlamento Europeu, Louis Michel, pediu desculpas à família e ao povo congolês pelo papel dos oficiais belgas no assassinato de Lumumba e companheiros.
De Witte não ficou satisfeito com este pedido de desculpas. “A comissão de inquérito belga concluiu que a Bélgica teve uma responsabilidade moral no assassinato de Lumumba, algo muito vago. Fica a meio caminho entre negar o que aconteceu e publicar toda a verdade.” A Bélgica quer continuar a desfrutar da sua posição diplomática no Congo, comenta o especialista. Se o país tivesse assumido todas as responsabilidades isso não seria possível. Além disso, as propostas da comissão de inquérito, tais como o estabelecimento de um fundo em nome de Lumumba para promover a democracia no Congo, ainda não foram implementadas, acrescenta De Witte. Até agora, ninguém foi punido pelo assassinato de Lumumba e companheiros.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/lumumba_assassinado_ha_56_anos

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Dhlakama considera lamentável falta de assistência a refugiados moçambicanos no Zimbabwe

 


Afonso Dhlakama preocupado com refugiados

Afonso Dhlakama preocupado com refugiados

Líder da Renamo disse à VOA que vai tratar do assunto com o Presidente Filie Nyusi

O presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, considerou nesta terça-feira, 17, de lamentável a falta de assistência a refugiados moçambicanos no Zimbabué, e garantiu que vai abordar o assunto com o Presidente da Republica, Filipe Nyusi.

Ele diz que o Governo não pode esquivar-se das suas responsabilidades.

“É lamentável, é lamentável, nós estamos habituados (a esta falta de assistência do Governo aos refugiados)”, disse Afonso Dhlakama à VOA, lembrando a recusa do Governo moçambicano aos refugiados no Maláui, que foram inicialmente considerados de “camponeses e mais tarde mulheres de guerrilheiros da Renamo”.

Só com a intervenção das agências humanitárias das Nações Unidas, prosseguiu Afonso Dhlakama, é que o Governo moçambicano reconheceu a existência dos refugiados, e não espera a mesma coisa do Zimbabué, devido às relações de amizade entre Maputo e Harare.

Refugiados enfrentam fome nos países vizinhos

Milhares de moçambicanos que se refugiaram no Zimbabué, tem enfrentando fome severa e não tem nenhuma ajuda alimentar no campo de concentração em Chipingue, junto à fronteira com o distrito moçambicano de Mossurize (Manica), onde registaram-se violentos confrontos entre as forças governamentais e o braço armado da Renamo.

Recentemente a imprensa zimbabueana reportou que mais de três mil moçambicanos refugiados em acampamentos improvisados no distrito de Chipinge, no sudeste do Zimbabwe, estavam a enfrentar fome severa.

De acordo com o jornal Manica Post, as condições de sobrevivência dos moçambicanos são muitas vezes sombrias, com a falta de água e alimentos num acampamento em Mutoki Village, que igualmente não tem banheiros.

O número de refugiados para o Zimbabué começou a acentuar-se em Agosto passado, quando já eram contabilizados no acampamento 712 moçambicanos.

As últimas doações de alimentos aconteceram em Junho do ano passado.

http://www.voaportugues.com/a/dhlakama-considera-lamentavel-falta-assistencia-refugiados/3679526.html