Homenagem de Angola na despedida a Nkosazana Dlamini-Zuma, ex-presidenta da Comissão da União Africana

por Guilhermino Alberto | Adis Abeba

Fotografia: João Gomes | Adis abeba-Edições Novembro

O Vice-Presidente da República, Manuel Vicente,  manteve um encontro com o Presidente da Namíbia, Hage Geingob, à margem da  28.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que encerrou ontem em Adis Abeba, capital da Etiópia.

 

Manuel Vicente e Hage Geingob analisaram ontem a cooperação bilateral e os espaços que ainda existem para o seu alargamento. Ainda ontem de manhã, o Vice-Presidente da República recebeu em audiência, no Hotel Radisson Blu de Adis Abeba, a secretária executiva da Associação para o Desenvolvimento da Educação em África (ADEA), a anglo-gambiana Oley Dibba-Wadda, que é especialista em questões para o desenvolvimento da educação e faz campanha activa por uma abordagem eficaz à educação que não ponha de parte estudantes do sexo feminino.
Em declarações à imprensa angolana, Dibba-Wadda disse que o encontro serviu para convidar as autoridades angolanas a participarem, de 15 a 17 de Março próximo, na cidade de Marraqueche, Marrocos, numa mesa-redonda organizada pela ADEA para uma análise profunda sobre a educação no continente africano.
Para a especialista em educação inclusiva, Angola é um país com o qual se deve sempre contar em iniciativas que envolvem a educação da jovem mulher. A ADEA tem projectos virados para o continente africano e conta com o apoio de importantes instituições financeiras, como o Banco Mundial (BM) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
Manuel Vicente visitou ontem as novas instalações da Embaixada de Angola na capital etíope e assistiu à sessão de empossamento da nova presidência da Comissão da União Africana. Tomou posse para um mandato de quatro anos como presidente da Comissão da União Africana, em substituição da sul-africana Nkosazana Dlamini-Zuma, o chadiano Moussa Faki Mahamat.
Mahamat, que figurava entre os favoritos ao cargo, conseguiu o lugar depois de sete voltas de votação, tendo como principal adversária a ministra dos Negócios Estrangeiros do Quénia, Amina Mohamed.
Na reunião prévia desta instituição, realizada em Julho do ano passado na cidade de Kigali, capital do Ruanda, nenhum dos três concorrentes, entre os quais não figuravam o chadiano e a queniana, conseguiu dois terços dos votos requeridos para ter a maioria (36 dos 54 países que integram actualmente a UA). Com a reintegração de Marrocos na segunda-feira, a União Africana passa a contar agora com 55 Estados-membros. Além do presidente da Comissão, tomou ontem posse como vice-presidente do órgão executivo da União Africana o ghanense Thomas Kwesi Kwete. A União Africana é presidida pelo Chefe de Estado da Guiné Conacri, Alpha Condé, e co-presidida pelo Presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika.
Ontem tomaram igualmente posse, na sede da organização continental em Adis Abeba, o grosso dos comissários da União Africana, entre os quais a angolana Josefa Sacko, que se vai ocupar da Economia Rural e Agricultura. Em declarações à imprensa, minutos antes de tomar posse, Josefa Sacko agradeceu o voto de confiança dos Estadistas africanos, tendo destacado o papel do Presidente José Eduardo dos Santos na promoção dos quadros dentro e fora das fronteiras nacionais.
O ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoti, fez um balanço positivo da 28.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana. Considerou a eleição do novo presidente da Comissão da União Africana e o regresso de Marrocos à organização, depois de uma ausência de 33 anos, como bons sinais para os consensos que são necessários no futuro, como é o diálogo que vai ter de acontecer à volta da questão do Sahara Ocidental sem pré-condições.
Além da questão de Marrocos e do Sahara, Georges Chicoti congratulou-se com a eleição, por uma margem confortável, do presidente da Comissão da União Africana, assim como com a recondução do comissário para a Paz e Segurança, o diplomata argelino Smaïl Chergui, “que trabalhou muito bem” e por isso mereceu a confiança dos Chefes de Estado africanos.
O ministro congratulou-se também com a eleição de Josefa Sacko. Angola  entra pela primeira vez no órgão executivo da União Africana, com a eleição da engenheira Josefa Sacko. Chicoti revelou que esta era uma candidatura preparada há muito. O chefe da diplomacia angolana acredita que a comissária africana Josefa Sacko vai ser uma grande mais valia na promoção interna do sector da Agricultura, no actual momento da diversificação da economia angolana.
Georges Chicoti reconhece que o orçamento anual da União Africana, estimado em pouco mais de 500 milhões de dólares, não é suficiente para os grandes desafios do continente, mas acredita que os Estados-membros vão dar as suas contribuições para os projectos de desenvolvimento existentes.

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