Série Rebel mostra o dia a dia da mulher negra americana como policial

MV5BNjQzYmY1NjItODk0Mi00NzY4LWJjOWQtMzQyYTY1OTNiOGJjL2ltYWdlXkEyXkFqcGdeQXVyNDI2MDA5MzI@._V1_RIO – John Singleton andava meio sumido. Sem lançar filmes desde “Sem saída”, de 2011, o diretor de “Os donos da rua” (1991), pelo qual se tornou o cineasta mais jovem a concorrer ao Oscar de melhor direção, com apenas 24 anos, volta agora na TV com a série “Rebel”. Com estreia marcada para o próximo dia 28 nos EUA, a trama ainda não tem data para chegar ao Brasil, mas teve sua première mundial na noite dessa terça, no RioContentMarket. Singleton e a protagonista da história, Danielle Moné Truitt vieram ao país apresentar a história durante o maior evento dedicado ao audiovisual da América Latina — o diretor fala nesta quarta, às 11h, no painel “A arte da direção”.MV5BNWRhMWQxZGQtNmM1Yi00NDRjLTlhYjUtNjUxMWMxNjM1NTA0XkEyXkFqcGdeQXVyNzIwNTAzODA@._V1_SY1000_CR0,0,772,1000_AL_

Em “Rebel”, Singleton volta a abordar a violência urbana, marca de seus primeiros filmes. O título da série é também o nome da protagonista (vivida por Danielle), uma policial do distrito de Oakland, na Califórnia, que sempre precisou ralar o dobro para provar seu valor por ser mulher e negra num meio essencialmente masculino e de tantos conflitos raciais. Até que ela vê seu irmão ser assassinado por seus colegas. O elenco ainda se completa com Giancarlo Esposito (de “Breaking bad”) e Brandon Quinn.

— Esse cenário (da violência urbana) é o cenário em que eu fui criado, cresci em Los Angeles, me sinto em casa nesse tipo de história. A vida inteira tive que lidar com a polícia na vizinhança, aprendi a evitá-los. Já vi meu pai e seus amigos serem obrigados a sair do carro e apanharem de policiais — conta Singleton, que nos últimos tempos dirigiu episódios de séries como “Empire” e “American crime story: O povo contra O.J. Simpson”.

O diretor, que costumava criticar os grandes estúdios de Hollywood por “não deixar que os negros contem suas histórias” já enxerga mudanças no cenário nos últimos anos.

— Durante muitos e muitos anos, latinos e negros viam versões estereotipadas de si mesmos nas telas. Agora temos mais negros atrás das câmeras, escrevendo e dirigindo. E isso faz muita diferença — diz o diretor que, ao contrário do que diz ter feito em “Os donos da rua”, não mirou no público essencialmente negro em “Rebel”. — Continuo mirando no público negro, mas de certa forma diluí um pouco a história para que todos pudessem se identificar, para que a série fosse notada e todos pudessem gostar.

Para Danielle, que acumula papéis em musicais da Broadway e experimenta seu primeiro grande papel na TV, a história de “Rebel” é, de fato, para todos os públicos.

— A série tem atores negros, asiáticos, latinos… Nossa esperança é que, ao mostrar uma mulher negra de forma completa, as pessoas possam se conectar com essa mulher. Todos queremos ser amados, respeitados, todos sofremos, passamos por situações… mostrar pessoas negras vivendo esses papéis na TV ajuda o resto das pessoas a perceber que não somos tão diferentes assim.

Além de “Rebel”, Singleton prepara outras duas séries para o futuro: “Snowfall”, sobre o tráfico de cocaína na Los Angeles em 1983, antes da chegada do crack, e “Straight outta heaven”, sobre um astro do hip-hop que morre e volta à vida como anjo da guarda.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/afastado-do-cinema-john-singleton-lanca-rebel-sua-primeira-serie-de-tv-21026037#ixzz4c3AxboNp
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