Chineses investem na agricultura angolana

chinesesUm grupo privado chinês vai investir 12 milhões de dólares (10,4 milhões de euros) para instalar na província do Huambo, no planalto central angolano, uma unidade agrícola e pecuária, gerando 200 postos de trabalho.

De acordo com o contrato de investimento entre o grupo de origem chinesa Jiangzhou Agriculture e o Estado angolano, através da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), o projeto vai levar 10 anos a implementar.

Será instalado no município de Tchicala Choloanga e segundo os promotores permitirá abastecer o mercado interno com produtos agrícolas e agropecuários e “reduzir as importações” angolanas.

Ao grupo privado chinês serão atribuídos benefícios fiscais por parte do Estado angolano, ao abrigo da Lei do Investimento Privado, nomeadamente a redução de 65% no pagamento de impostos Industrial, sobre Aplicação de Capitais e de Sisa, por um período de oito anos.

Praticamente 93 por cento das exportações angolanas de 2016 foram de petróleo bruto, que aumentaram mais de 3.500 milhões de euros face a 2015, mas o país ainda necessitou de importar produtos agrícolas, que representam 10% do total, segundo dados do anuário do comércio externo do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar das conhecidas potencialidades agrícolas, 10,44% do volume de importações angolanas foram de produtos agrícolas, no valor de 211.270 milhões de kwanzas (1.140 milhões de euros), uma quebra de 4,32% face a 2015.

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Brasil está representado por 10 empresas na Feira Internacional de Luanda

 

 

O Brasil está representado por 10 empresas, nomeadamente, Baterias Moura, Cotia Exportação e Importação, JBS S/A, Kawamac, Marfrig, Minerva Foods, Selmi Foods S/A, Starrett Ind, TATU Marchesan e TGM. Estas empresas trouxeram produtos para viaturas, baterias automóveis e industriais, alimentos enlatados de carne, cereais, grãos, óleos, massas, açúcar, leite, biscoitos e especiarias, bem como turbinas a vapor de até 150 megawatts, redutores de eixos paralelos industriais e serviços de manutenção nos equipamentos, independente da marca. Flávia Fonseca, representante do Brasil, disse que os brasileiros mostram ainda potencialidades agrícolas.

A Índia apresenta-se na 33ª edição da FILDA com quatro empresas, a Zeepack & Recycling, a Ango-zara, a África Farmácia Shaline e Plastcom, juntando-se aos demais 12 países estrangeiros que exibem as respectivas potencialidades.

Investimento privado no sector agrícola tem boa presença
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Wizdan Ahmad, representante do stand da Zeepack & Recycling, disse que a Índia trouxe para o evento uma variedade de produtos, sendo os mais destacáveis os de reciclagem, alimentos, motorizadas, medicamentos e produtos de higiene.
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A África do Sul está na 33ª edição com a agência de viagens Air South Africa, que tem um programa para passageiros frequentes que passam a ter direito a hotéis e partilha de voos com a acumulação de milhas. Essas milhas, o cliente pode usar ou até transferir para um parente mais próximo.
Pela segunda vez, a Zâmbia expõe com duas empresas, a ZamBeeff  e a Golden Goodness, trazendo suplementos vegetais de soja e milho, além de botas protectoras, sapatilhas e chuteiras desportivas.  Os representantes destas empresas garantiram que procuram por um parceiro em Angola.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/india_entra_na_filda_com_quatro_empresas

Ministra angolana divulga bastidores do dossier Mbanza Kongo: Patrimônio Mundial da Humanidade

Victor Mayala | Mbanza Kongo

26 de Julho, 2017

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, apresentou, oficialmente ontem, em Mbanza Kongo, província do Zaire, o feito de inscrição da cidade na lista do Património Mundial da Humanidade, alcançado a oito deste mês em Cracóvia, Polónia, durante a 41.ª sessão do Comité do Património Mundial da Unesco.

Ministro Bornito de Sousa (ao centro) recebeu das mãos de Carolina Cerqueira e Joanes André a mensagem de reconhecimento ao Chefe de Estado
Fotografia: Garcia Mayatoko | Mbanza Kongo | Edições Novembro

Na cerimónia testemunhada pelo embaixador de Angola junto da Unesco, Sita José, ministros da Administração do Território e dos Transportes e de três antigos ministros da Cultura, Carolina Cerqueira disse que o acontecimento enche de orgulho todos os angolanos de Cabinda ao Cunene e na diáspora que manifestaram a alegria e a auto-estima da nação angolana.
“Viemos aqui apresentar, oficialmente, esta conquista e celebrar com as populações locais que jogaram um papel preponderante no decorrer deste processo, que culminou com o reconhecimento internacional do valor histórico e cultural deste sítio, que é uma referência não só para Angola como para a região da África Austral”, disse.
Para a ministra da Cultura, esta região do continente albergou um dos reinos mais organizados política, económica e socialmente daquela época e que hoje tem o mérito de, séculos depois, mostrar um testemunho único excepcional de uma tradição e de uma civilização viva.
A governante lembrou que a classificação de Mbanza Kongo como Património Mundial da Humanidade resultou do trabalho aturado e de grande qualidade técnica e de investigação multidisciplinar excelentes iniciada há três décadas e que foi acompanhado com um intenso trabalho de diplomacia cultural junto da União Africana, CPLP, países da África Central e do Comité do Património Mundial da Unesco, de que Angola faz parte desde 2015.
“Foi determinante a entrega, dedicação, empenho, resiliência e alto sentido de patriotismo dos quadros angolanos, em particular do Ministério da Cultura, do Governo da provínica do Zaire, de universidades, das autoridades tradicionais, religiosas, militares e da sociedade  em geral”, sublinhou Carolina Cerqueira.
Segundo a ministra, compete agora à Comissão de Gestão do Sítio, instituída pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, dar seguimento às orientações e recomendações emanadas pelo Comité do Património Mundial. Entre outros desafios, avançou a ministra, deve ser levado a cabo um conjunto de tarefas, entre as quais se destaca a realização do Festicongo, uma actividade conjunta entre a República Democrática do Congo (RDC), Congo Brazzaville e Gabão, para a transmissão das práticas tradicionais do lumbo às novas gerações como fonte de inspiração das boas práticas, costumes e desenvolvimento das indústrias culturais, como fomento do turismo e da economia local, através da geração de postos de trabalho e promoção do desenvolvimento sustentado.
“Com estas premissas, estamos convictos de que Mbanza Kongo pode ser um grande centro de atracção turística e de investigação, num futuro próximo”, afirmou a ministra da Cultura que destacou o papel dos precursores do projecto “Mbanza Kongo – cidade a desenterrar para preservar”, os ex-ministros da Cultura, Ana Maria de Oliveira, Boaventura Cardoso e Rosa Cruz e Silva, incluindo o mentor do projecto, o malogrado professor Emanuel Esteves.
Após o acto, a ministra da Cultura concedeu uma conferência de imprensa, onde, de forma pormenorizada, esclareceu os aspectos inerentes ao desenrolar de todo o processo que culminou com a inscrição de Mbanza Kongo na lista de Património Mundial da Humanidade.
A governante afirmou também, no acto ocorrido à margem das celebrações da 16.ª edição das Festas da Cidade de Mbanza Kongo, que Angola apresentou à Unesco mais três propostas de sítios a serem inscritos, como são os casos das pinturas rupestres de Tchitundu Hulo, no Namibe, o Corredor do Kwanza e a cidade do Cuito Cuanavale.

População precisa de ser educada a preservar a cidade

O embaixador de Angola junto da Unesco, Sita José, afirmou ontem em Mbanza Kongo que agora é preciso continuar a educar a população para a necessidade da conservação do património, além de recomendar maior rigor na gestão e divulgação dos símbolos aprovados dentro do perímetro de protecção.
O governador provincial do Zaire, Joanes André, entregou ao ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, uma mensagem para o Presidente da República, cujo teor refere-se à sua dedicação e sapiência evidenciadas e que permitiram que o projecto tivesse êxito.
O projecto para a inscrição de Mbanza Congo na lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) foi lançado em 2007, nesta cidade, com a realização da II Mesa Redonda Internacional denominada “Mbanza Congo, cidade a desenterrar para preservar”.
Desde a fundação do Reino do Kongo no século XIII, a cidade de Mbanza Kongo foi a capital, o centro político, económico, social e cultural, sede do rei e a sua corte e centro das decisões.
Mbanza Kongo foi, no século XVII, a maior vila da Costa Ocidental da África Central, com uma densidade populacional de 40 mil habitantes (nativos) e quatro mil europeus.
Com o seu declínio, a cidade de Mbanza Kongo que se encontrava no centro do reino em plena “idade de ouro” transformou-se numa vila mística e espiritual do grupo etnolinguístico kikongo e albergou as repúblicas de Angola, Democrática do Congo, Congo Brazzaville e Gabão.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/patrimonio/ministra_da_cultura_divulga_bastidores_do_dossier_no_zaire

Angola e Brasil: Duas Guerras

JOSE CPOR José Carlos do Carmo*

O autor era um jovem médico quando recebeu o convite para trabalhar em Angola. Mergulhou na realidade de um país em guerra e aprendeu a praticar uma medicina que não era, nem de longe, a que tinha idealizado.

“Em 1981, concluí o curso de graduação em medicina, durante o qual estive convictamente envolvido nos movimentos por liberdade democrática e justiça social, contra a ditadura militar então vigente no país. Em seguida, iniciei residência em medicina preventiva. Logo no segundo ano do curso, fui convidado para desenvolver um programa de saúde comunitária na República Popular de Angola. O ingênuo, quiçá pretensioso, pensamento de que sair do país seria uma traição à luta do povo brasileiro, deu lugar ao sentimento romântico, de aventura e de militância no exterior: viver e trabalhar num país africano, socialista e em guerra.

Angola havia conquistado a independência em 1975, após anos de lutas contra a dominação portuguesa, tendo como principal líder e primeiro presidente o médico e poeta Agostinho Neto, “pai de todas as tribos”. Sua morte prematura acirrou o conflito, iniciado logo após a independência, entre o Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), ampla frente democrática que havia assumido o governo do país, e os grupos minoritários, União Nacional pela Independência Total de Angola (UNITA) e Frente Nacional pela Libertação de Angola (FNLA), ambos financiados e apoiados pelos Estados Unidos e África do Sul.

A jovem república angolana, por sorte ou azar de seu povo, ocupava uma importante posição geopolítica que despertava os interesses das grandes potências mundiais durante a Guerra Fria, época em que o sucesso de uma proposta socialista num país africano era inaceitável para os norte-americanos e seus aliados. Angola tinha tudo para dar certo: consideráveis reservas de petróleo e diamantes, uma indústria incipiente deixada pelos portugueses, uma das maiores áreas agriculturáveis da África austral e uma rede viária que só perdia em número de quilômetros asfaltados para a África do Sul. A política deliberada dos americanos para evitar que o país ficasse em paz é denunciada com detalhes revoltantes no livro “A CIA Contra Angola”, de John Stockwell, ex-chefe de intervenção da CIA em Angola.

O apoio aos grupos contra-revolucionários, que tiravam proveito do forte sentimento tribalista, decorrente da história recente da criação de boa parte das nações africanas, cujas fronteiras foram estabelecidas de acordo com os interesses dos colonizadores, sem nenhum respeito à história e à identidade cultural dos povos que lá habitavam, favoreceu a perpetuação de uma guerra civil que perdurou até pouco tempo.

A chegada em Luanda, em 1983, ofereceu-me uma belíssima vista da baía onde está a capital de Angola. Ainda na aproximação da aeronave, foi logo substituída por uma visão triste e melancólica de prédios semidestruídos, a mostrar emblematicamente não só os danos da guerra, mas o sofrimento de seu povo.

A continuação da viagem se deu novamente de avião, desta vez de pequeno porte. Naquela época, os deslocamentos eram feitos geralmente por ar ou por mar, dados os riscos de ataques da guerrilha ou de grupos de assaltantes nas estradas.

No Soyo, município localizado às margens do rio Zaire, na costa do Atlântico, logo após ser instalado na minha nova moradia, um trailler metálico de poucos metros quadrados onde habitaria por três anos, tomei contato com a realidade local. Não era uma área de frente de batalha, mas o ambiente bélico – com o toque de recolher, o medo de andar pelas estradas, o ruído de tiros ao longe, os soldados com metralhadores perambulando ao lado dos mutilados de guerra –  era permanente. Alguns anos depois, toda a região foi ocupada pela UNITA que, segundo dados da Anistia Internacional, assassinou friamente centenas de civis.

O êxodo da maioria dos médicos e de outros profissionais de nível universitário da área de saúde, portugueses e angolanos, desestruturou significativamente o sistema de saúde de Angola. Foram substituídos, em grande parte, por antigos auxiliares de enfermagem. A principal estrutura física da rede assistencial era um arremedo de hospital, um prédio sem instalações adequadas que sofria de crônica falta de água e energia elétrica.

Seguindo os planos acertados previamente, três meses depois chegou mais um médico brasileiro para integrar a equipe: Carmo Filho, meu irmão – “de pai e mãe”, como diziam os angolanos -, que até hoje mora em Angola, tendo tido a honra de, representando a comunidade brasileira, discursar para o presidente Lula em sua recente visita ao país, no final do ano passado.

Somando esforços a uma equipe de doze médicos cubanos que tinham começado seu trabalho no hospital, ficamos com a responsabilidade de organizar um sistema de saúde para os trabalhadores da indústria do petróleo, seus familiares e toda a população local.

Iniciamos o trabalho, buscando sempre compreender e respeitar os valores locais, desde a autoridade dos velhos curandeiros até nossa situação de estrangeiros brancos, num país ainda sob o trauma de séculos de colonização. Vale dizer que o fato de sermos brasileiros sempre nos favoreceu, pois é grande o sentimento de carinho e admiração que o povo angolano tem por nossa gente.

O trabalho da equipe foi bruscamente interrompido pela transferência, até hoje não explicada, da delegação cubana, constituída pelos médicos e por cerca de trinta professores, para outra região do país.

Os projetos de prevenção e de promoção da saúde foram, forçosamente, substituídos por ações curativas que a situação exigia. Sentimos, na pele, a dificuldade de priorizar programas de saúde coletiva quando as pessoas próximas estão adoecendo e morrendo. Nosso cotidiano passou a ser o do assistencialismo. Os casos de malária, que até então só conhecíamos pelos livros, incorporaram-se à nossa rotina. Conseguimos um microscópio e, revendo nossos Atlas de parasitologia, aprendemos a identificar e diferenciar os plasmódios nas amostras de sangue que colhíamos dos pacientes.

Com freiras brasileiras de uma missão católica, aprendemos a técnica, que repassávamos para as mães, de torrar e pilar alguns insetos da região que serviam como importantes complementos protéicos no tratamento dos bebes desnutridos. Depois de algum tempo, já éramos capazes de entabular um mínimo de conversação em kissulongo, dialeto da língua kikongo, durante a anamnese com os mais velhos que não falavam português.

Ao mesmo tempo em que era gratificante ser útil ao povo da região, as limitações produziam um sentimento de angústia e frustração. Em algumas ocasiões, após prestar os primeiros socorros, pudemos transportar pacientes com ferimentos graves para outros centros que dispunham de melhores recursos, como Luanda e Brazaville (Congo). Esse transporte era feito de helicóptero, às vezes, sob condições climáticas bastante adversas. Em muitas outras, vimos pacientes morrerem por falta de condições de tratamento.

Durante todo o tempo nunca desistimos de nossos projetos iniciais. Após várias tentativas frustradas junto a instituições locais e internacionais, estabelecemos um convênio de cooperação com o Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, em Luanda. O Soyo passou a contar com um campus avançado da universidade, para onde foram enviados professores e alunos de sexto ano do curso de medicina. Posteriormente, o governo concedeu um financiamento que permitiu a compra de diversos equipamentos, inclusive o tão desejado gerador elétrico para o hospital. Dessa forma, foi possível reiniciar um conjunto de ações que iam além do tratamento das urgências e emergências.

Quando decidi ir para Angola, meus planos iniciais previam que, se não gostasse, ficaria lá por um ano; se gostasse, por dois. Já haviam se passado três anos desde que tinha chegado. Era tempo de voltar.
Total de mortes violentas entre 1983 e 1986: dezessete mil, seiscentos e oitenta!

Este número não se refere à Angola. Corresponde ao total de acidentes do trabalho fatais no Brasil, registrados junto à Previdência Social, nos anos em que fiquei na África.

A situação não mudou muito desde então. Ainda que sabidos e reconhecidamente subestimados e restritos ao mercado formal, os dados previdenciários mostram bem a dura realidade enfrentada pelos trabalhadores brasileiros que, para ganhar a vida, são obrigados a perdê-la, insidiosa ou abruptamente. É na frente de combate a esta situação que estou envolvido desde que voltei. Esta é uma guerra, infelizmente, ainda longe de terminar.

Depois que retornei ao Brasil, voltei uma vez mais ao Soyo e pude verificar que o nosso trabalho tinha deixado sementes, mas esta é uma história para outra ocasião.”

*José Carlos do Carmo é médico, graduado pela Faculdade de Medicina da USP, mestre pela Faculdade de Saúde Pública da USP.  Trabalha no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e na Seção de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, em São Paulo.  É autor de diferentes publicações na área de Saúde Pública e Saúde do Trabalhador.

https://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=122

Universidade de São José de Macau recebe estatuto de observador consultivo da CPLP

A Universidade de São José passou a integrar desde 20 de Julho o grupo dos observadores consultivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O novo estatuto é acolhido pela instituição como um “reconhecimento” do trabalho desenvolvido ao longo dos anos. A Universidade mostra-se preparada para responder a novos desafios.

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) atribuiu à Universidade de São José (USJ) o estatuto de observador consultivo durante a última reunião ordinária do Conselho de Ministros da organização, que decorreu em Brasília. A distinção significa para a instituição de ensino superior “um reconhecimento” do trabalho que a Universidade tem vindo a desenvolver, indicou ao PONTO FINAL Maria Antónia Espadinha, vice-reitora da USJ: “Significa muito porque significa que reconhecem o esforço que nós estamos também a fazer. Neste momento temos [em português] uma licenciatura, temos um ‘associate degree’ que vai começar e que tem bastante procura, temos um mestrado que até há dois anos não existia,”salientou a responsável.

Para além de constituir um reconhecimento, o novo estatuto traz também à Universidade de São José novos desafios que se irão traduzir num maior investimento no português e numa maior promoção da língua e da cultura portuguesas. À instituição podem ser pedidos “pareceres em relação a eventuais bolsas de estudo que a CPLP pretenda atribuir [e] a prémios que a CPLP institua.” Mas de que forma é que a Universidade de São José tenciona dar resposta aos novos desafios? “Na prática fazendo todos os possíveis para responder a esses desafios [e] nós, da nossa parte, faremos sempre o possível para dar maior importância à divulgação da língua e da cultura da língua portuguesa”, garantiu Maria Antónia Espadinha.

À emissora em língua portuguesa da Rádio Macau, Peter Stilwell, reitor da Universidade de São José, explicou que a iniciativa de candidatar a instituição partiu do Governo de Portugal: “[O pedido] tem de ser submetido sempre por um Governo da CPLP. No nosso caso, foi o Governo português que se mostrou interessado em apresentá-lo”, indicou o responsável.

“Significa que, em princípio, podemos beneficiar de contactos ao nível académico entre universidades que também fazem parte da rede de observadores consultivos. A nível de bibliotecas, vai ser possível partilhar publicações e revistas”, elencou Peter Stilwell, citado pela TDM – Rádio Macau.

Para além da Universidade de São José, receberam também o estatuto de observadores consultivos a Parceria Portuguesa para a Água, a Fundação Getúlio Vargas, a Academia Galega da Língua Portuguesa e a Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

O estatuto de observador foi criado em 1998 no decorrer da segunda Conferência de Chefes de Estado e de Governo. Em 2005, no Conselho de Ministros da CPLP, foram estabelecidas as categorias de observador associado e de observador consultivo. Actualmente são mais de setenta, as instituições que receberam o estatuto de observadores consultivos, entre as quais se inclui também o Instituto Internacional de Macau.

https://pontofinalmacau.wordpress.com/2017/07/27/universidade-de-sao-jose-recebe-estatuto-de-observador-consultivo-da-cplp/

TACV autorizada a contrair empréstimo bancário

TACV

O Governo de Cabo Verde autorizou a companhia aérea de bandeira (TACV) a contrair um empréstimo bancário de 1,7 milhões de euros (cerca de 200 mil contos) junto do Banco Privado Internacional (BPI), depois de ter confirmado esta segunda-feira, que a companhia vai deixar de operar os voos domésticos a partir de 01 de Agosto.


África 21 Digital, com agência


Na última segunda-feira, o ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves confirmou o fecho das operações domésticas da TACV, quando intervinha na sessão parlamentar deste mês que teve início nesse mesmo dia na Cidade da Praia.

Entretanto, em Boletim Oficial (BO) posto a circular hoje, o Governo autoriza a Direção Geral do Tesouro a conceder um aval a favor dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) para garantir um financiamento bancário junto do Banco Privado Internacional (BPI), no valor de dois milhões de dólares (cerca de 200 mil contos), informa a agência de notícias Inforpress.

A nota justificativa a propósito desta autorização, diz que a companhia “depara-se com a necessidade de recorrer a um empréstimo bancário”, e que a empresa tinha já contactado o BPI no início do ano.

A TACV vai retirar-se dos voos domésticos a partir de 01 de Agosto, passando esta responsabilidade a ser assumida na íntegra pela nova companhia aérea Binter Cabo Verde, de capital maioritariamente canário, com o Estado de Cabo Verde a comparticipar com 49%.

A saída da TACV das operações domésticas vem na decorrência do processo de reestruturação da companhia em curso, que continua, no entanto, a operar ainda a nível regional e internacional, encontrando-se em negociações para privatizar a linha internacional.

Entretanto, é de domínio público que a TACV tem atualmente uma dívida acumulada de 100 milhões de euros (cerca de 100 mil contos).

Recentemente, durante a sessão de audições perante a Comissão Especializada de Finanças e Orçamento, no Parlamento, o presidente do Conselho de Administração da empresa, José Luís Sá Nogueira, informou que a companhia aérea iria reduzir cerca de 50% dos seus trabalhadores e tem uma estimativa de 14 milhões de dólares para os processos de indemnização.

Na terça-feira, José Gonçalves, o ministro que tutela a empresa, disse que a partir de 01 de Agosto os trabalhadores vão continuar na TACV e que o plano de reestruturação da mão-de-obra será feito “muito mais a fundo”, e que se vai respeitar todos os direitos dos trabalhadores.

O ministro informou ainda que está em “extrema análise” o número de trabalhadores que poderão passar para a Binter CV e também os que serão indemnizados, pois, segundo disse, “queremos ter o mínimo de impacto negativo possível nas pessoas, desde que salvaguardemos o negócio, porque há quer ter negócio rentável”, afirmou.

Anteriormente, o PCA da TACV, José Luís Sá Nogueira indicara também que a saída da empresa dos voos domésticos permite ao Estado evitar um prejuízo de 500/600 mil contos anuais, com a agravante da “eminência da paralisação dos dois ATR” por causa da dívida acumulada junto dos proprietários.

Entretanto, tomam posse hoje os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), solicitada pelo Movimento para a Democracia (MpD, poder) que vai apurar os actos de gestão da TACV desde 1975.

A comissão em apreço será presidida pelo deputado Emanuel Barbosa (MpD).

https://africa21digital.com/2017/07/26/29986/

Angola deseja reforçar o sistema de empregabilidade e o incentivo ao empreendedorismo.

JOSE

O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, orientou ontem, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, os trabalhos da 11ª reunião ordinária conjunta das comissões Econômica e para a Economia Real do Conselho de Ministros.

 

A reunião aprovou o Relatório de Balanço do Plano de Caixa do mês de Junho, cujas despesas foram executadas em 91 por cento do montante programado.

 

O Presidente foi informado do Relatório de Atividades sobre “As medidas para fazer face à situação econômica atual/Junho de 2017”destacando no seu conteúdo as ações levadas a cabo no sentido de promover-se a inserção dos jovens na vida ativa, o reforço da capacidade institucional do sistema de emprego e formação profissional, o incentivo ao empreendedorismo, a valorização e mobilização dos recursos humanos e a qualidade e sustentabilidade do sistema de segurança social.

Para fazer face à diminuição das receitas, em função da acentuada redução da queda do preço do petróleo no mercado internacional, o Governo definiu ações de resposta em vários domínios, para, entre outros objectivos, manter o ritmo de crescimento econômico, acelerar a diversificação da economia, através do apoio a projetos empresariais privados dirigidos, inseridos no sector produtivo não produtivo, como a agricultura, pescas, indústria, comércio, transportes, logística e hotelaria e turismo.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/executivo_aprova_despesas

Pesquisa sobre as eleições à presidente em Angola dá vantagem ao MPLA

 


Candidato pelo MPLA nas eleições gerais de 2017 em Angola, João Lourenço

Candidato pelo MPLA nas eleições gerais de 2017 em Angola, João Lourenço

 

A sondagem do Instituto Jean Piaget de Benguela com apoio da Universidade Católica diz que nas intenções directas de voto o candidato do partido dos camaradas, João Lourenço sai na frente com 36 por cento dos votos, contra 14 por cento de Abel Chivukuvuku da CASA-CE, em segundo lugar e 12 por cento do candidato da UNITA Isaias Samakuva.

A sondagem contou com publico alvo dos inquéritos as sete províncias mais populosas do pais mais Cabinda e inquiriu mais de cinco mil pessoas, 23 porcento dos quais mostraram-se indecisos quanto ao voto a 23 de Agosto.

Campanha eleitoral CASA-CE Namibe

Campanha eleitoral CASA-CE Namibe

A subida da CASA-CE para o segundo lugar nas intenções directas de voto relegando Samakuva da UNITA para o terceiro posto faz com que os politólogos Aberto Cafussa e Agostinho Sicato duvidam da forma como o estudo foi estruturado.

O especialista e professor de ciências políticas Agostinho Sicato não acredita que um estudo bem feito leve a CASA-CE de Chivukuvuku a ultrapassar a UNITA de Isaías Samakuva.

“Este estudo foi mal estruturado no que diz respeito ao foco dos inquiridos, porque de acordo o nosso cenário político é impossível a UNITA ser suplantada pela CASA-CE, é impossível”, disse.

Outro professor universitário em Ciência Política, Alberto Cafussa, diz que a sondagem a seu entender peca pelo facto de não ter levado em consideração o factor étnico, para além de duvidar das amostras utilizadas em termos de público alvo.

O especialista não concorda que sondagem alguma atribua superioridade a CASA-CE em relação a UNITA.

“Eu não concordo muito com esta sondagem quando diz que a CASA-CE e Chivukuvuku suplantem a UNITA de Samakuva, porque qualquer pessoa que veja o trabalho da UNITA e a coesão que ele apresenta sobre o núcleo do seu partido político não se pode pensar que a CASA-CE fique à frente da UNITA, não acredito”, afirmou.

Mas há quem acredite que os números desta sondagem podem sim indicar uma viragem no actual panorama político do país.

O cientista político Nelson Pestana Bonavena diz que na intenção directa de voto o MPLA é francamente minoritário em relação ao indicador eleitoral nacional já que 36 porcento diz que vai votar no MPLA mas 64 porcento dos eleitores nestas províncias onde foram feitos os inquéritos o partido no poder é minoritário.

O politólogo diz em relação aos números deste inquérito desagregados a CASA-CE não só suplanta a UNITA como ao próprio MPLA.

” A CASA-CE em quase todos os itens com excepção de alguns aparece em primeiro lugar e mais em Cabinda a CASA-CE segundo a intenção directa de voto é a primeira força, o que representa uma grande novidade e surpresa no nosso panorama político”, disse.

Para o cientista político, de acordo com esta sondagem a formação de Chivukuvuku vai ser a grande revelação do pleito de 23 de Agosto.

“A formação de Abel Chivukuvuku nestas eleições será a grande revelação e, na minha opinião, devido à sua pluralidade na composição dos seus membros e pelo facto da proximidade de seus principais quadros serem dos bairros peri-urbanos das grandes capitais das províncias onde os inquéritos desta sondagem aconteceram” , acrescentou.

O estudo ouviu 5724 pessoas em sete províncias mais habitadas de Angola e também incluiu Cabinda. Esta sondagem indica que 23 porcento disseram-se indecisos, 4 porcento manifestou votar em branco, 6 porcento vai votar, e 3 porcento recusou responder ao inquérito.

A UNITA já manifestou não acreditar nesta sondagem que, para o segundo maior partido do país, visa camuflar a grande simpatia que o povo está a demonstrar ao partido de Isaías Samakuva.

https://www.voaportugues.com/a/sondagem-da-vantagem-ao-mpla/3961673.html

Governo de Cabo Verde celebra conquistas, oposição discorda

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Ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população, UCID.

Após quinze meses de governação, o Movimento para a Democracia faz um balanço positivo do estado da nação, por considerar que a economia está e crescer e o governo a caminhar no rumo certo para a resolução de vários problemas que o país enfrenta.

Mas o maior partido da oposição, PAICV, diz que as coisas não vão bem, uma vez que há sinais de regressão na democracia, incumprimento do programa sufragado e aprovado no Parlamento em matéria de segurança, criação de emprego, transportes e outras áreas.

A UCID afirma que apesar de se notar alguma melhoria no crescimento da economia, não se pode fazer balanço positivo, tendo em conta, que volvidos quase ano e meio, ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população.

O analista politica, António Ludgero Correia entende que as principais matérias podem estar a ser equacionadas pelo Governo, mas ainda não se nota efeitos práticos, o que coloca algum desconforto no seio dos cidadãos tendo em conta as promessas de campanha.

Para Correia, a pressão resulta de algumas promessas feitas quando se sabia que o país não possuía condições financeiras para resolver um conjunto de situações.

“Faz-se as propostas passando a ideia de que com um clique ou passo de mágica passaria a haver leite e mel em abundância, e na prática as pessoas estão vendo que até os sinais se atrasam de que isso possa estar atrás do horizonte (…) penso que uma coisa é elaborar os planos em ambiente climatizado e quando se vai a tapadinha – terreno – se percebe que afinal não temos muitos recursos para resolver determinados problemas”, considera Correia.

O analista político faz também menção à oposição, que para ele precisa ser mais acutilante na fiscalização e ajudar com apresentação de propostas concretas para o desenvolvimento do país. Uma sociedade civil mais activa também se recomenda, diz Ludgero Correia.

Daniel Medina também é de opinião que o Governo ainda não conseguiu apresentar na prática os resultados desejados para projectar a criação de mais empregos, melhorar a segurança, justiça e outras questões como as populações esperam.

Ainda assim, Medida reconhece que há sinais de melhoria no crescimento económico, situação que poderá a medio prazo permitir a criação de empregos e resolver outros problemas.

“ Julgo ser necessário a formação de um triângulo que é desenvolvimento da economia para que possa haver mais geração de emprego, menos desemprego e naturalmente menos insegurança. De resto os partidos como já nos apercebemos, o que está no Governo vai dizer que está tudo bem, para a oposição tudo mal, por isso vamos dar mais um espaço ao executivo para demonstrar trabalho e resolver os problemas candentes do país que ainda enfrenta muitas dificuldades”, frisa Medina.

O estado da Nação vai estar em debate esta sexta-feira, 28, no Parlamento cabo-verdiano.

 

https://www.voaportugues.com/a/cabo-verde-partido-no-poder-celebra-crescimento-economico-oposicao-desqualifica/3961729.html

Feira Internacional de Luanda (FILDA) está de regresso e deve animar a Baía de Luanda até ao próximo domingo, com a atenção voltada para a diversificação da economia, a potenciação da produção nacional e o investimento privado, visando uma Angola auto-suficiente e exportadora.

Expositores nacionais e estrangeiros têm disponíveis ofertas transversais a todos os sectores da economia nacional
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Os 13 países participantes têm, nessa 33ª edição da FILDA, mais uma ocasião para estabelecer a presença no mercado angolano, consolidar as presenças já estabelecidas, assim como fortalecer ou selar novas parcerias e reforçar as relações comerciais entre os países participantes.
As indústrias petrolífera, automóvel e naval, alimentar e de bebidas, de materiais de construção e pequenas representações renascentes, apresentam-se, fora do sector da banca e finanças, como as maiores referências sobre aquilo que o mercado oferece, no contexto actual de crise e no âmbito das parcerias empresariais que são estabelecidas, dentro e fora de Angola, para melhorar os actuais indicadores económicos do país.
Angola, África do Sul, Alemanha, Argélia, Brasil, China, Cuba, Estados Unidos, Quénia, Portugal, Zâmbia, Uruguai e Suécia, mostram no evento aquilo que ainda é possível reforçar no campo dos negócios internacionais, incluindo no sector das telecomunicações e tecnologias de informação, comércio e hotelaria, prestação de serviços e turismo.
A FILDA 2017 conta com um total de 234 empresas expositoras, das quais 161 nacionais que actuam nas diversas áreas de actividade económica do país. Portugal continua a liderar a presença internacional, com um total de 23 empresas, seguido pela Alemanha, com quatro e pela China, Brasil e Argélia, com três empresas cada. Os demais países estão representados por apenas uma empresa.
Estimular a investigação e o empreendedorismo, como a capacidade de iniciativa e de expansão dos negócios, deve ser o moderno e contínuo trabalho que os gestores da Feira Internacional de Luanda devem assegurar, conforme aconselhou, na abertura da bolsa de negócios, o ministro e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel da Cruz Neto. “Não adianta capacitar, dar acesso ao crédito, às tecnologias, ao conhecimento, diminuir a burocracia e a carga tributária e estimular o associativismo, se os produtores não têm mercados assegurados para os seus produtos ou serviços”, referiu Manuel da Cruz Neto, ao destacar a importância do desenvolvimento do mercado formal, sem o qual os esforços que o Executivo e os agentes económicos empreendem para fortalecer e incrementar a produção interna, ficam destituídos.
O Ministério da Economia, enquanto responsável pelo fomento empresarial, vai continuar a gizar esforços, identificando novas oportunidades de negócio e de realização de parcerias estratégicas entre o empresariado nacional e internacional.
A presidente do Conselho de Administração do Instituto de Fomento Empresarial (IFE), Dalva Ringote, garantiu que o Executivo pretende dar prioridade ao fomento, à promoção do desenvolvimento integrado e sustentável do empresariado nacional, criando uma economia mais forte e competitiva por via do aumento da produção interna e, com isso, reduzir gradualmente as importações. Dalva Ringote recordou que o Executivo está a implementar e a desenvolver um conjunto de projectos, quer no domínio das infra-estruturas quer da produção de bens e serviços, com vista à criação de um ambiente favorável de negócio.

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