Dinheiro físico acaba dentro de cinco anos

 

A morte anunciada do dinheiro como o conhecemos já tem data marcada. “O dinheiro vai desaparecer dentro de cinco anos. A directiva europeia que será transposta no final do ano incluirá a possibilidade de se fazer transferências em menos de dez segundos. E isso vai acelerar muito a desmaterialização do dinheiro”, explica o fundador da Easypay.

Pagamento digital acelera o fim do dinheiro físico
Fotografia: Francisco Lopes | Edições Novembro

Sobre quem ganha e quem perde com a revolução financeira, Sebastião Lancastre não tem dúvidas. “Os comerciantes vão ter muito interesse nisto porque vão pagar comissões mais baixas. Os consumidores terão a vida simplificada e ganharão tempo para fazer outras coisas. Quem está verdadeiramente ameaçado são os bancos.”
Conceitos como contas à ordem ou créditos à habitação terão de ganhar um novo significado, sublinha o especialista, caso contrário, “os bancos um dia acordam e os clientes desapareceram”.
Em vez de contas à ordem, Sebastião Lancastre antevê a massificação das contas de pagamentos, “onde o dinheiro existe ou não existe, não há instrumentos de dívida como cheques ou saldo a descoberto”, explica.
“Os créditos à habitação são processos kafkianos e já há fintechs a aprová-los em três dias. Os clientes hoje querem coisas que os bancos não oferecem. Eu num banco não posso transferir dinheiro para uma pessoa sem lhe pedir o NIB, ou chegar a um restaurante e no fim dividir a conta, ou abrir uma conta à distância. Os bancos ainda funcionam na lógica de vender produtos.”

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