Complexo Hidroeléctrico de Laúca em Angola está na fase de conclusão

O empreendimento está na etapa final de construção, tendo entrado na fase de enchimento da albufeira (represa). A visita acontece a menos de três semanas das eleições gerais em Angola. José Eduardo dos Santos, cujo estado de saúde é considerado delicado, não concorre à reeleição, tendo indicado como candidato do MPLA à Presidência da República o general João Lourenço, até recentemente ministro da Defesa.

O presidente da República não tem tido participação direta na campanha eleitoral, o que, comentadores políticos, em Luanda, atribuem ao seu estado de saúde.01_lauca_0.jpg

Laúca é a terceira barragem em construção no leito do Rio Cuanza, depois de Cambambe, com 960 megawatts, e Capanda, com 520 megawatts.

Com um investimento de 4,5 mil milhões (4,5 bilhões) de dólares, envolvendo a construção, produção, fornecimento e colocação em serviço do sistema de transporte de energia, o Complexo Hidroeléctrico de Laúca tem uma capacidade conjunta de geração de 2.070 megawatts.

A entrada em funcionamento da central principal, com seis grupos geradores de 334 megawatts cada,  beneficia mais de cinco milhões de pessoas das regiões norte, centro e sul do país.03_lauca

O projeto surgiu a partir de um estudo de inventário realizado na década de 1950, no período colonial português, solicitado pela então empresa pública Sociedade Nacional de Estudo e Financiamento de Empreendimentos Ultramarinos (Sonefe) à empresa Hydrotechnic Corporation (USA), que foi retomado em 2008, com a realização dos estudos de viabilidade solicitados pelo governo angolano.

A obra foi desenvolvida  pela construtora brasileira Odebrecht com financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), que foram interrompidos em 2015, na sequência da crise econômica e política no Brasil, que levou ao afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

 A suspensão dos financiamentos a Angola afetaram importantes obras , entre elas o alteamento da hidrolelétrica de Cambambe. Os  financiamentos suspensos garantiam serviços de engenharia das construtoras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez [envolvidas nos bilionários escândalos de corrupção no Brasil investigados pela Lava Jato].

No início de outubro de 2016, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a suspensão de pagamento de US$ 4,7 bilhões (mil milhões) de dólares para 25 contratos de financiamento no exterior de empresas de engenharia e construção investigadas pela Operação Lava Jato.

Os projetos suspensos envolviam financiamentos para exportações de serviços de engenharia para países como Argentina, Cuba, Venezuela, Guatemala, Honduras, República Dominicana, Angola, Moçambique e Gana.

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