Começa uma nova era em Angola com reforma administrativa

 

Presidente da República cessante e Primeira-dama agradecem à população pelo carinho

FOTO: PEDRO PARENTE

 

Investidura do Presidente eleito João Manuel Gonçalves Lourenço

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Presidente da República eleito, João Lourenço, e a esposa, Ana Dias Lourenço, no acto de investidura

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Bornito de Sousa, toma posse como Vice-Presidente da República de Angola

FOTO: PEDRO PARENTE

Luanda – A reforma da administração pública, com a promoção de uma política que permita o aumento da eficácia dos serviços entre outros parâmetros, deverá nortear as nomeações dos futuros governantes disse, hoje, o novo Chefe de Estado angolano, João Lourenço.

INVESTIDURA DO PRESIDENTE ELEITO JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO

FOTO: PEDRO PARENTE

No seu primeiro discurso, após a investidura nesta terça-feira, na Praça da República, o Chefe de Estado angolano informou que a estrutura do Executivo será reduzida, de modo a garantir a sua funcionalidade, sem dispersão de meios e evitando o “esbanjamento e o desperdício de recursos que são cada vez mais escassos”.

Disse pretender que a reforma da administração pública esteja centrada na simplificação de procedimentos e na valorização do capital humano, de modo a reter os melhores quadros, através de uma política virada para os domínios da formação, motivação, remuneração e carreiras dos agentes e funcionários públicos.

Entende que parâmetros como a promoção de políticas que permitam o aumento da eficácia dos serviços, o mérito, profissionalismo, transparência, rigor e serviço público deverão guiar essa reforma.

Argumentou que é dever dos servidores públicos a resolução dos problemas e necessidades dos cidadãos que recorrem aos seus serviços.

Acrescentou que a justiça desempenha um papel central no resgate do sentimento de confiança nas instituições do Estado.

A reforma da justiça, iniciada há pouco tempo, precisa de um novo impulso, de modo a serem concluídos os vários códigos que estão a ser apreciados e aprovadas medidas administrativas e operativas, para diminuir o elevado número de processos pendentes.

“Vamos atribuir a devida dignidade ao poder judicial, cuja importância para o processo de democratização do país é indiscutível”, disse.

Sobre o poder local, adiantou que o país possui uma grande extensão territorial e os problemas das pessoas, das famílias, comunidades e empresas não podem ficar, apenas, a espera de decisões que tomadas na capital, muitas vezes descurando as especificidades de cada região.

“Por esta razão, no decorrer deste mandato, serão implementadas as autarquias, de modo gradual, reforçando e aprofundando a autonomia e o controlo local sobre a execução de políticas públicas”, afirmou.

Será também dada uma atenção especial ao sector social, com grande apostas no capital humano.

Para o Presidente a adopção de práticas correctas, seja no exercício público como no âmbito da sociedade, vai exigir das famílias, escolas, igrejas e demais organizações da sociedade civil, o reforço dos valores morais, coesão social e do patriotismo.

Noutra vertente voltada para a diplomacia, João Lourenço disse que vai continuar a primar por uma política de não ingerência nos assuntos internos de outros países, mas apostará na reciprocidade de tratamento, com prioridade para os países vizinhos.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2017/8/39/Investidura2017-Transicao-pacifica,44a6d114-b788-462f-a520-9f83b9550f40.html

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