MPLA, o maior partido de Angola precisa realizar transformações profundas

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A sessão foi aberta, no período da manhã de segunda feira , pelo líder do partido, José Eduardo dos Santos, que apelou para a necessidade do “reforço e manutenção da unidade de pensamento e de ação” no seio dos militantes do partido como requisitos para dar corpo ao lema “Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”, que presidiu à campanha eleitoral de João Lourenço.
Discursando na abertura da sessão, no Complexo Turístico de Belas, José Eduardo dos Santos sublinhou que  a direcção do partido pretende que os cidadãos, os trabalhadores e as famílias tenham acesso aos bens essenciais e  sejam protagonistas das suas próprias vidas e das sociedades onde se inserem. “Que sejam no fundo cidadãos autónomos e responsáveis”, acrescentou o presidente do MPLA.
“É neste contexto que esta reunião vai analisar o Plano geral de actividades do partido para 2018”, destacou logo a seguir José Eduardo dos Santos, esclarecendo os objectivos desta primeira reunião do Comité Central depois da vitória do partido nas eleições de 23 de Agosto último.

Comité Central do MPLA esteve reunido na segunda-feira em Luanda pela primeira vez, depois das eleições gerais de 23 de Agosto, ganhas pelo partido dos “camaradas” com maioria qualificada.

A reunião do Comité Central do Partido que governa o país ocorre num momento em que os cidadãos angolanos esperam do Executivo a realização de grandes mudanças em diferentes sectores da vida nacional.
O MPLA ganhou as eleições e vai governar o país até 2022. Até 2022, o MPLA terá de proceder a transformações profundas na sociedade, em que avultam problemas complexos e diversos que precisam de ser superados com urgência.
O partido no poder sabe que tem de mudar o que está mal no nosso país e que tem a grande responsabilidade de colocar o país na rota do desenvolvimento e do bem-estar dos cidadãos. O povo voltou a escolher o MPLA para governar, na esperança de que o partido dos “camaradas”, pela sua experiência e pela qualidade dos seus quadros, pode fazer com que a vida dos angolanos melhore.
O país tem um novo Presidente da República, direta e democraticamente eleito, e que fez promessas que quer cumprir durante o seu mandato. O Presidente da República, João Lourenço, já disse ao país o que pretende fazer durante a sua governação, havendo expectativa em relação ao que concretamente o Chefe de Estado vai realizar.
O novo Presidente da República tem certamente consciência de que o povo espera muito dele, em termos de uma gestão que priorize a realização do bem comum. O Presidente da República conhece bem os problemas do país e tem já as terapias adequadas para resolver muitos dos nossos problemas. É verdade que nem tudo vai ser fácil de fazer, mas já é animador o facto do Chefe de Estado estar realmente determinado a realizar mudanças.
O MPLA tem apenas cinco anos para mostrar que é capaz de ultrapassar muitos dos problemas que afetam a vida dos angolanos. Estes problemas estão identificados. Importa agora que se trabalhe arduamente para que o que se prometeu na campanha eleitoral seja cumprido. As comunidades estão à espera de acções concretas e de resultados.
O Governo está obrigado, em virtude da atual situação econômica e social que vivemos, a realizar mudanças. É importante que os gestores públicos se apercebam que estamos a entrar num novo ciclo, que vai exigir deles muito trabalho.

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Não passou despercebido o fato do Comité Central do MPLA ter encorajado o Executivo a trabalhar de forma afincada para impulsionar as mudanças necessárias e indispensáveis nos diversos sectores da vida nacional. É positivo o fato de o Comité Central do MPLA estar alinhado com as ações do Executivo focadas no combate a muitos males de que enferma a nossa sociedade.

Sendo complexa a tarefa do Executivo, na atual conjuntura econômica, financeira e social, faz sentido que um importante órgão do partido no poder, o seu Comité Central, tome posição sobre os novos tempos ao nível da governação do país.

É o MPLA que tem a ganhar se cumprir com as suas promessas eleitorais. Os militantes do MPLA terão percebido que até às próximas eleições gerais não há muito tempo, e que se deve prestar todo o apoio ao atual Executivo, para que concretize o seu programa de governo.
Sabe-se que nem todos os militantes do partido dos “camaradas” vão gostar das mudanças que o Executivo quer empreender. Haverá inevitavelmente resistência às mudanças que o novo Presidente da República quer levar a cabo.
O que mais satisfaz os cidadãos é saber que o Presidente João Lourenço está a trabalhar em prol do bem-estar de todos os angolanos e que quer acabar com a injustiça social. Temos um Presidente que pretende governar em prol da prosperidade do país, para que todas as famílias possam viver com dignidade.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/editorial/o_mpla_e_as_mudancas

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