Angola quer substituir importações de alimentos, vestuários, calçados e da industria têxtil,

gado1Aprovado ontem em reunião da Comissão Econômica do Conselho de Ministros, o programa tem como objectivo acelerar a diversificação da produção nacional, por via do fomento de fileiras exportadoras em setores não petrolíferos e com forte potencial de substituição de importações.

O ministro da Economia e Planejamento, Pedro Luís da Fonseca, explicou à imprensa, no final da reunião, que o programa é para ser aplicado no curto, médio e longo prazo e vai estar centrado em áreas como a alimentação e agro-indústria, recursos minerais, petróleo e gás natural, têxteis, vestuário e calçado, além do turismo e lazer.

A decisão do presidente em priorizar e realizar um programa ocorreu depois de ouvir a demanda de empresários que pediram alteração urgente da Lei do Investimento Privado, para adaptá-la à realidade atual e facilitar a atração de capital estrangeiro em infra-estruturas básicas para o desenvolvimento.
Entre as preocupações, constam ainda a falta de energia e água, telecomunicações e estradas, escassez de divisas para a compra de matérias-primas no exterior e as altas taxas de juro. Também solicitaram mais incentivos para os empresários criarem empregos nas zonas mais desfavorecidas.

O que quer os empresários angolanos?

Recordando as declarações à imprensa, no final do encontro dos empresários , o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, afirmou que a atual Lei do Investimento Privado, foi aprovada numa altura em que o petróleo, o principal produto de exportação do país, estava acima dos 100 dólares o barril e o Estado tinha recursos abundantes para investir, ao contrário do que ocorre hoje.

“Não faz sentido continuarmos com a mesma lei”, disse José Severino. Como exemplo, o líder dos industriais angolanos questionou a obrigatoriedade de um investidor estrangeiro ter de aliar-se a um nacional e que este tem de ser responsável por 35 por cento do investimento.

“Precisamos de atrair grandes investimentos para as infra estruturas e, para isso, temos de facilitar o investimento estrangeiro, porque ele tem dinheiro que falta ao Estado, para a construção de infraestruturas”, disse José Severino, lembrando que o empresário nacional não tem dinheiro para aplicar na parceria.

“Onde é que o nacional vai encontrar, por exemplo, 35% de cinco bilhões de dólares, para investir com o estrangeiro, num projeto na área da energia ou águas?”, questionou José Severino, lembrando que atitudes do gênero levam o investidor a procurar outros mercados, com mais facilidades e onde o retorno do capital é mais rápido. Apesar disso, José Severino elogiou o trabalho do Presidente da República e disse acreditar que os próximos anos vão ser de crescimento econômico. Para que isso aconteça, entre outras medidas, o líder dos industriais defende um combate cerrado ao contrabando, redução da burocracia, maior articulação entre a agricultura e a indústria e a garantia de que o Estado compre mais bens nacionais.

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