Petrolífera francesa Total Exploração e Produção Angola despediu 150 trabalhadores

 

A subsidiária da petrolífera francesa Total, a Total Exploração e Produção Angola, anunciou ontem uma redução de pessoal que inclui a dispensa de 150 trabalhadores angolanos que constituem 8,00 por cento da mão-de-obra da companhia.

Uma das quatro unidades flutuantes operadas pela Total
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Em nota de imprensa, a petrolífera afirma que a decisão, em curso desde ontem, está relacionada com um processo de “reorganização interna” que “visa optimizar a actual estrutura” e é tomada quatro anos depois da queda do preço do petróleo, um período em que a Total declara ter cortado despesas em todos dos sectores de actividade, chegando mesmo a reduzir a folha de expatriados e contratados externos.
A inclusão de empregados angolanos no pacote da reorganização é devido ao “contexto actual de forte redução das actividades” da companhia, afirma a nota.
A Total indicou que o processo de dispensa dar-se-á com a oferta de uma proposta aos trabalhadores visados pela decisão, o que inclui um pacote de indemnizações “que reflectem as melhores práticas da indústria” e situadas “acima do exigido por Lei”.
Num desses desenvolvimentos, a companhia mantém os benefícios de saúde para os trabalhadores afectados durante um ano e a execução de um programa de reintegração no mercado laboral e empreendedorismo para os colaboradores interessados.
A nota de imprensa cita o director-geral da Total Exploração e Produção Angola a frisar que “foi levado a cabo um processo de reorganização rigoroso e estruturado, que deu prioridade aos colaboradores nacionais na nova organização”.
Laurent Maurel considera que, “face à redução de actividade que estamos a verificar, a revisão organizacional resultará numa estrutura mais eficiente e com a ‘angolanização’ reforçada, nomeadamente, com um incremento de quadros angolanos em cargos de chefia”.
O responsável sublinhou que o processo foi partilhado com as autoridades, parceiros e delegados dos trabalhadores, “para assegurar um alinhamento com as melhores práticas da indústria”.
A Total detém uma participão de 40 por cento no Bloco 17, com a Statoil (23,33), Esso Exploration Angola (20) e a BP Angola (16,67). O Grupo opera nesse Bloco com quatro FPSOs nas principais zonas de produção, Girassol, Dália, Pazflor e CLOV.

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