Empregadas domésticas de Guiné Bissau sem proteção social são 85% analfabetas

empregha

Bissau – Um estudo publicado pela associação de defesa e proteção das empregadas domésticas (Anapromed) da Guiné-Bissau, conclui que 85 % dessas trabalhadoras em Bissau são analfabetas e 95% não estão inscritas na Segurança Social. É muito triste quando se percebe que Guine Bissau está independente desde de 1975. E uma situação de exploração do população mais pobre  persiste.

Sene Cassamá, presidente da Anapromed informou que o estudo foi feito a pelo menos 7500 empregadas domésticas dos lares da capital guineense e considerou ser um “abuso as situações absurdas” que envolvem aquelas trabalhadoras.

A situação é ainda mais grave quando se vêem empregadas domésticas “com 12, 13 e 14 anos” ou outras que trabalham a troco de um saco de arroz de 50 quilos, que custa menos do que o salário mínimo nacional.

O salário mínimo na Guiné-Bissau é o correspondente a 18,3 euros.

Ainda citando o estudo, realizado pela Anapromed entre Setembro e Outubro do ano passado, 90% das empregadas domésticas trabalham mais de 14 horas diárias, sem direito ao pagamento de horas extraordinárias ou férias.

O parlamento poderia  tomar medidas legislativas para acabar com esta escravidão moderna.

A Anapromed queria a presença dos ministros da Função Pública, para que tomasse em mãos a legalização e inscrição das empregadas na Segurança Social e da Educação para que constate a questão escolar das mesmas, sustentou Cassam, mas ninguém apareceu.

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