Brasileiros serão julgados em Cabo Verde por tráfico de mais de uma tonelada de cocaína

cadeia de Ribeirinha, na ilha de São Vicente

O julgamento dos quatro tripulantes do veleiro apreendido em 2017 em Cabo Verde, com 1.157 quilos de cocaína, proveniente do Brasil, começa na próxima segunda-feira, quando se multiplicam apelos para a libertação de três deles, de nacionalidade brasileira.

Ilha de São Vicente.png

Em agosto do ano passado, a Polícia Judiciária (PJ) de Cabo Verde apreendeu 1.157 quilos de cocaína num iate atracado no Porto Grande do Mindelo, na ilha de São Vicente.

O barco, que saiu do Brasil, tinha como destino a Europa, e trazia a droga escondida no casco da embarcação e distribuída em 1.063 pacotes.

Durante a operação, quatro homens foram detidos, tendo o juiz decretado prisão preventiva para os dois que se encontravam no veleiro – um francês, o capitão, e um brasileiro – e Termos de Identidade e Residência (TIR) para dois brasileiros que estavam hospedados numa pensão, onde foram encontrados haxixe e canábis.

O Ministério Público (MP) discordou da decisão do tribunal de deixar os dois arguidos em liberdade e recorreu para o Tribunal da Relação de Barlavento, que, quatro meses depois, determinou prisão preventiva para os dois arguidos até ao julgamento.

Em dezembro, o Ministério Público deduziu acusação contra os quatro tripulantes do veleiro pela prática dos crimes de tráfico de droga de alto risco agravado e de associação criminosa.

embaixada do Brasil em Cabo verde

Em fevereiro, o Ministério da Justiça do Brasil, através da Embaixada Brasileira em Cabo Verde, entregou ao Ministério Público cabo-verdiano um relatório da Polícia Federal Brasileira onde consta que não foram encontrados nenhum indício de participação da tripulação no tráfico da droga, pelo que arquivou o processo e considerou que os arguidos já deveriam estar soltos.

Os familiares circulam um abaixo-assinado na Internet a pedir a libertação dos três brasileiros, justificando que o objetivo é mostrar às autoridades cabo-verdianas que são inocentes e que foram usados “por uma quadrilha internacional”.

Além do abaixo-assinado, que já conta com quase 16 mil assinaturas e o objetivo é chegar às 25 mil subscrições, e do relatório, multiplicam apelos de familiares e amigos nas redes sociais e na imprensa para a libertação dos brasileiros, detidos na cadeia de Ribeirinha, na ilha de São Vicente.

Fonte:https://www.dn.pt/lusa/interior/julgamento-de-brasileiros-detidos-em-cabo-verde-por-trafico-de-droga-comeca-dia-12-9162884.html

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