Negros brasileiros celebram o ato histórico da criação da Zona Livre de Comércio Continental Africana

1586271315955A criação da Zona Livre de Comércio Continental –ZCLC, foi uma das maiores realizações para o continente africano, digno de ser celebrado como uma conquista do pan africanismo. Nós brasileiros não registramos na grande mídia, mas o Brasil deverá saber montar uma estrat[égia diplomática para saber aproveitar rapidamente essa importante vitória dos africanos.

O Brasil é um dos países que tem representação diplomática em quase todos os países africanos, há laços históricos que nosa próxima do continente. A maior população negra do mundo na diáspora é o do Brasil, por conseguinte representamos a maioria das pessoas da 6ª região da Africa. Tudo isso nos torna de longe um dos principais beneficiários da criação da Zona Livre de Comércio Continental Africana.

Os negros brasileiros estão também celebrando essa conquista histórica  dos povos africanos.

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Mahamadou Issoufou foi o primeiro a assinar por ser o líder do processo que levou à criação da ZCLC, enquanto Paul Kagame teve o privilégio de ser o segundo, por ser o presidente em exercício da União Africana (UA). Seguiu-se-lhe Idriss Deby, por ter sido o antecessor de Kagame, na presidência da UA.
Depois do Chefe do Esta-do angolano, seguiram-se os Presidentes da República Centro-Africana, Comores, Djibouti, Ghana, Gâmbia, Gabão e Quénia. Entre os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que assinaram os instrumentos destaca-se a África do Sul, Congo, República Democrática do Congo, Madagáscar, Mo-çambique, Lesotho, Seychelles, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.

Os Estados-membros da União Africana devem agora transportar para os respectivos ordenamentos jurídicos internos mediante aprovação parlamentar e posterior ratificação pelo Presidente da República.
Mais de metade dos países africanos deram o primeiro passo para a materialização da Zona de Comércio Livre Continental. Dos 55 Estados-membros da União Africana, mais de 40 assinaram, na capital do Ruanda, o acordo que cria a Zona de Comércio Livre Continental, um instrumento que visa a integração económica em África.

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Na abertura da cimeira dos Chefes de Estados Aficanos ocorrida em Ruanda, o Chefe do Estado do Ruanda e presidente em exercício da UA felicitou Mahamadou Issoufou por ter conseguido liderar o processo de criação da ZCLC, bem como os antigos e actuais líderes africanos que estiveram envolvidos no trabalho que tornou possível a assinatura do acordo.

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“Estamos a começar a colher os frutos deste trabalho”, disse Paul Kagame. O Presidente ruandês afirmou que a Zona de Comércio Livre Continental é o culminar de uma visão estabelecida há mais de 40 anos, durante o Plano de Ação de Lagos, adotado em 1980.

Este compromisso, disse, levou os líderes africanos ao Tratado de Abuja, que cria a Comunidade Econômica Africana. Ao referir-se às vantagens que se podem tirar da Comunidade Econômica Africana, Paul Kagame apontou a prosperidade para todos os africanos, porque prioriza a produção de bens com valor adicional e de serviço feitos em África.
Além disso, sublinhou que a criação de um mercado único africano vai beneficiar os parceiros de África, o que é muito bom. Contudo, Paul Kagame disse que deve haver mais unidade entre os países africanos, para que sejam melhor aproveitados o esforço de crescimento e os interesses do continente.
O presidente da Comissão da União Africana considerou o dia de ontem de histórico, por marcar uma nova viragem para a integração continental, que disse ser um imperativo e não uma opção. Para Moussa Faki Mahamat, a cimeira de Kigali marca a ruptura com o cepticismo de muitos, pois dias melhores vislumbram-se ao continente.
Por sua vez, o Chefe de Estado do Níger e líder do processo de criação da Zona Livre de Comércio  Continental disse estar orgulhoso por fazer parte do projecto que, na sua óptica, também será um orgulho para todos os africanos.
A Zona Livre de Comércio  Continental, lembrou Mahamadou Issoufou, faz parte do programa de integração africana e da Agenda 2063.
No final da cimeira, foi produzida a “Declaração de Kigali”, uma espécie de co-municado final, em que os Estados membros e parceiros são orientados no sentido de finalizarem as questões pendentes relativas à primeira fase do acordo, bem como a sua revisão nos ordenamentos jurídicos internos.

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