Angola passa por uma renovação política para sair do período de estagnação na economia

costa-lopes-bay-of-luanda-architonic-1-01

Angola atravessa um período de transição política em diversas as áreas e setores mas ainda sem  resultados. Renovou-se a esperança. e até as forças da oposição concordam que se vive novos ventos.

Há  esperança de inverter o estado de patologia endêmica em que Angola  entrou ultimamente. As carências e as dificuldades mantêm-se e, em alguns casos, acentuaram-se. Continuam os problemas na saúde,  educação, distribuição e fornecimento de água e energia elétrica,  transportes,  saneamento e mobilidade.
Angola está com problemas na malha  rodoviárias  que estão cada vez mais difíceis, as ravinas estão a ajudar no isolamento de algumas regiões.

Os indicadores de desemprego continuam alto porque a economia está parada e leva  uma parte  significativa da população para a informalidade e para a marginalidade, como atestam os recentes números de detidos e presos nas cadeias nacionais.
Isso são evidências que os cidadãos constatam no dia-a-dia, em que lhe são pedidos mais sacrifícios  em troca de uma esperança de mudança que  dispensa os subsídios e as receitas importadas de outras paragens, onde se vão buscar comparações absurdas entre estações climáticas que não são tão evidentes entre nós.

joão lourenço

Temas até ontem tabus passaram a constar do léxico politico do quotidiano nacional.  Sem traumas e sem  essa da teoria da perseguição. O combate à corrupção e o fim da impunidade deixaram de ser conversas  de bar e quintal para passarem para os grandes salões  e palcos onde se discute e decide o futuro de Angola. Do mesmo modo que o fim dos monopólios e dos oligopólios que cartelizavam estratégicos sectores da nossa economia e contribuíam para o agravar das diferenças sociais e das dificuldades dos cidadãos.

hard_estudantes-luanda_domingos-cadencia_jaimagens-620x413
Esses passaram a integrar, também, a lista dos grandes desafios da atualidade, para além, do crônico e vergonhoso, porque ainda presente, combate à fome e à pobreza. Porque essas práticas a que se está a combater influenciavam negativamente os programas de governação e os propósitos de uma distribuição mais justa da riqueza nacional, fator fundamental para a consolidação da democracia, como bem lembraram ainda ontem a uma plateia de jornalistas dois conhecidos estudiosos  africanos.

A desconcentração e a descentralização política, econômica e financeira podee acelar  rapidamente se cheguem aos necessários consensos políticos quanto à implantação das autarquias, de forma gradual como manda a lei e como recomenda  a realidade.

Consensos que não se esgotam nas forças políticas representadas no parlamento, mas alargados a outros extractos sociais e organizações, na sequência deste novo paradigma de ação e concertação política em que os cidadãos também  devem  ser ouvidos na  discussão e decisão dos assuntos que lhes dizem diretamente respeito, como no caso do poder local.

 

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s