Menu

OMS: Depressão é a maior causa de problemas de saúde e doenças incapacitantes

xglobeleza-carnaval-2014.jpg.pagespeed.ic.BOyiQMV2J5

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a depressão como a maior causa de problemas de saúde e doenças incapacitantes em todo o mundo. Segundo as últimas estimativas da OMS, mais de 300 milhões de pessoas estão vivendo agora com depressão, um aumento de mais de 18% entre 2005 e 2015. depressão

Reproduzo dois casos que ocorreram com mulheres negras,  que sofreram  de depressão e racismo: A Globeleza e judoca  Rafaela Silva

Coroada como a nova Globeleza no carnaval em 2014, Nayara Justino entrou em depressão após ler alguns comentários racistas ao seu respeito. Os ataques começaram essa semana, após ser noticiado que a mulata vai perder o posto do símbolo de carnaval da TV Globo, e que a emissora já busca uma nova beldade para substituí-la. Triste, Nayara se trancou em sua casa, no Rio, e foi buscar uma ajuda de um psicólogo.

“Ganhei no voto popular, por quê estão me detonando assim? São tantas noticias ofensivas. Uma jornalista me atacando… Isso acabou com minha vida. Os jornais publicam essas notícias e as pessoas postam comentários racistas”, queixa-se.

Nayara Justino posta foto apos polêmica
Nayara Justino posta foto apos polêmica Foto: Instagram
Nayara está deprimida após ofensas raciais
Nayara está deprimida após ofensas raciais Foto: Divulgação
 

“Nayara ficou revoltada. Não queria falar com ninguém, não queria sair. E o pior de tudo essas mensagens racistas que ela tinha lido na internet. Eu já recolhi aqui mais de 50 mensagens chamando ela de feia, de macaca… Nayara sofre preconceito desde pequena, mas agora estão pegando pesado. Ela já chorou muito”, diz Cairo marido da Nayara.

Nayara Justino, a Globeleza de 2014
Nayara Justino, a Globeleza de 2014 Foto: Nina Lima
Judo - Women -57 kg Final - Gold Medal Contest

2016 Rio Olympics – Judo – Final – Women -57 kg Final – Gold Medal Contest – Carioca Arena 2 – Rio de Janeiro, Brazil – 08/08/2016. Rafaela Silva (BRA) of Brazil celebrates. REUTERS/Kai Pfaffenbach TPX IMAGES OF THE DAY. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS.

A judoca Rafaela Silva conquistou  o primeiro ouro do Brasil na Rio 2016. Ela venceu as cinco lutas que disputou na categoria leve (até 57kg). Na final, bateu ninguém menos que a mongol Sumiya Dorjsuren, atual líder do ranking mundial. Após a vitória, aos prantos, a atleta declarou à imprensa:

“Treinei muito depois de Londres porque não queria repetir o sofrimento. Depois da minha derrota, muita gente me criticou, disse que eu era uma vergonha para minha família, para meu país. E agora sou campeã olímpica.”

O sofrimento a que Rafaela se refere ocorreu em 2012, durante os Jogos Olímpicos de Londres, quando foi desclassificada pelos juízes após aplicar um golpe irregular. A judoca foi eliminada do torneio em sua segunda luta.

Mulher negra, de infância pobre na Cidade de Deus (comunidade retratada no filme homônimo de Fernando Meirelles, que foi diretor-geral do show de abertura da Rio 2016), Rafaela recebeu como resposta dos torcedores uma enxurrada de protestos racistas no Twitter. Ao GloboEsporte, ela explicou:

“Tinha [tuíte dizendo] que lugar de macaco era na jaula, e não nas Olimpíadas, que eu era vergonha para a minha família. Tinha um comentário [dizendo] que eu estava gastando o dinheiro que a pessoa pagava de imposto para querer ganhar roubando. Respondi que eu pagava imposto também. (…) Da maneira que eu perdi já tinha doído bastante. Eu estava indignada, só queria minha família. Achei que ia ter incentivo, mas estava todo mundo me criticando.”

Ela não se intimidou. Pelo contrário, devolveu com palavrões as críticas e insultos racistas. O caso logo ganhou repercussão na mídia e a judoca foi orientada pela Confederação Brasileira de Judô a tornar suas redes sociais privadas. Os criminosos racistas nunca foram identificados.

O episódio traumático, depois de quatro anos de preparo, afetou o emocional da atleta. De volta ao Brasil, Rafaela entrou em depressão e ficou cerca de dois meses sem pisar no tatame. Pensou em desistir do esporte, mas seu técnico, Geraldo Bernardes, não deixou: “Fizemos uma operação para recuperá-la. Não podíamos perder um talento assim”, disse.

Geraldo Bernardes é um dos profissionais do Instituto Reação, ONG criada pelo ex-judoca Flávio Canto, pela qual Rafaela foi recrutada e onde conheceu a disciplina do judô. Apesar de referência das jovens promessas da instituição, ela não é elogiada por sua disciplina. Em entrevistas, Rafaela diz que gosta é de “competir”, deixando de lado treinos físicos, de chão e até os cuidados com a alimentação.

A recuperação desse apetite por competição perdido depois do episódio de 2012 veio por meio do acompanhamento de uma psicóloga, Alessandra Salgado, contratada pela ONG para trabalhar o lado emocional dos atletas. A “operação” foi realizada com sucesso. A atleta, que também é sargento da Marinha, redescobriu sua autoestima e, no ano seguinte, se tornou a primeira judoca brasileira a conquistar o ouro em campeonatos mundiais (Rio 2013).

Hoje, após entrar para a história do País como a primeira judoca brasileira a se tornar campeã olímpica e mundial, Rafaela declarou emocionada:

“Minha vida é o judô. Se não fosse o judô, não sei onde estaria agora. Graças a Deus conheci o esporte e estou aqui, campeã mundial e campeã olímpica.”

Os pais de Rafaela Silva, Zenilda e Luiz Carlos, saíram de ônibus da comunidade Cidade de Deus para acompanhar a vitória gloriosa da judoca na Arena Carioca 2. Como mãe sabe das coisas, antes da sequência de vitórias, dona Zenilda previu:

“Em Londres, a gente não estava lá. Chamaram a minha filha de macaca. Agora, estamos aqui. O mundo todo chorou e hoje ela vai dar a volta por cima.”

 

100 dias do Presidente da África do Sul decepciona segundo o partido da oposição

Prestes a completar 100 dias na presidência da África do Sul, Cyril Ramaphosa é visto pela oposição com uma crescente desconfiança perdendo, gradualmente, o benefício da dúvida que lhe foi dado, depois do seu discurso de tomada de posse proferido a 15 de Fevereiro.

 

 

Opositores de Cyril Ramaphosa acusam o Chefe de Estado de falta de cumprimento das promessas
Fotografia: DR

Num recente encontro com jornalistas, o líder da Aliança Democrática, principal partido da oposição, referiu-se a Cyril Ramaphosa como o homem das “oportunidades perdidas”.
Segundo Mmusi Maimane, o Presidente da República lidera um “Governo frágil”, resultante de um partido “politicamente dividido” e que vai “perdendo as oportunidades que o contexto internacional lhe oferece”.
Mmusi Maimane refere que o Presidente da República está a perder as lutas em que se empenhou para combater o desemprego e os actos de corrupção e nepotismo.
Para o líder da Aliança Democrática, o principal problema é que o Presidente escolheu para o Governo pessoas que estão comprometidas com as fragilidades há muito existentes no sistema económico e, por isso mesmo, impossibilitadas de dar resposta positiva à necessidade de combater a corrupção.
Outra das críticas que o líder da oposição aponta a Cyril Ramaphosa tem a ver com o facto de, contrariamente ao que havia prometido em meados de Fevereiro, quando tomou posse, ter constituído um Governo com 35 ministros e 37 vice-ministros.
“O Presidente prometeu um Governo pequeno, mas eficaz, mas em vez disso trouxe um Governo grande e que não funciona, uma vez que não existe uma clara separação de competências entre os diversos ministérios”, disse no encontro com jornalistas convocados para fazer o balanço dos primeiros 100 dias de governação de Cyril Ramaphosa.
Outra crítica feita por Mmusi Maimane tem a ver com o facto do Governo continuar sem pagar as avultadas dívidas contraídas junto de alguns fornecedores nacionais, o que estará a contribuir para o despedimento de muitos trabalhadores, uma vez que os patrões ficam sem dinheiro para lhes pagar.
O aumento da criminalidade e o agravamento do comportamento social e moral de alguns ministros, sobretudo os que estão envolvidos em casos de corrupção e de nepotismo, são factores que segundo o líder da oposição não ajudam no balanço que se faz aos primeiros 100 dias da presidência de Cyril Ramaphosa.

A “sombra” de Jacob Zuma

Maimane afirmou também que não apoia as emendas constitucionais que o Presidente pretende efectuar, no sentido de facilitar a criação de uma nova elite económica através de financiamentos a empresários negros, defendendo que o Estado não tem dinheiro para interferir naquilo que deve ser a lei do mercado.
“O desenvolvimento da economia sul-africana não pode ser influenciado com dinheiro do Estado, mas sim através da lei do mercado que deve ditar as regras para o seu funcionamento”, assegurou.
Para o líder da oposição, seria bom que “quando se fala da política seguida por Cyril Ramaphosa, se tivesse em conta o facto dele ter sido Vice-Presidente de Jacob Zuma, durante quatro anos, “sendo conhecidas as suas expressões de solidariedade”.
Apesar de, oficialmente, apenas no dia 26 deste mês se completarem os primeiros 100 dias da presidência de Cyril Ramaphosa, já se pode fazer um breve apanhado daquilo que foram as suas principais acções políticas com impacto directo na governação.
Para compor o executivo, Ramaphosa decidiu não reconduzir do tempo de Jacob Zuma o chefe dos serviços de Segurança do Estado, Arthur Fraser.
Para o Governo, o Presidente decidiu chamar de volta Nhalanhla Nene e Pravin Gordhan para coordenarem a equipa responsável pelas Finanças do país.
Uma outra decisão de vulto permite que a justiça recolha testemunhos de agentes do Estado, sem necessidade de levantamento de imunidades sempre que estejam em causa processos passíveis de procedimentos criminais.
Mais recentemente, Cyril Ramaphosa assinou um decreto que coloca sob a administração nacional do Estado a provincial de North West.
Pelo meio está a promessa de alterações à lei que permitirá ao Governo expropriar e entregar fazendas a agricultores interessados na sua exploração.
Trata-se de uma lei polémica, uma vez que envolve diferentes sensibilidades sociais e que pode provocar fortes tensões raciais, uma vez que a oposição política tem insistido na ideia de que se trata de uma forma de prejudicar fazendeiros brancos para beneficiar fazendeiros negros.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/oposicao_sul-africana_faz_balanco_negativo_1

Política Exterior de Angola orientada para captação de investidores

Bandeira-de-AngolaA ideia, soube-se, é influenciar uma actividade que seja virada para a captação de investidores, públicos e privados, que possam  ajudar a implementar o programa de diversificação da economia, projectando o desenvolvimento de Angola.
Durante três dias, os embaixadores vão ter sessões temáticas que visam a melhoria do funcionamento das missões diplomáticas, nomeadamente  nas questões que têm a ver com a melhor gestão económica e financeira, numa altura em que se anuncia o encerramento de alguns postos, face não apenas à situação financeira, mas também à reavaliação das prioridades da política externa de Angola.
Um dos temas tem a ver com a gestão financeira das missões, no qual se espera venham a ser preponderantes as explicações que o Tribunal de Contas, enquanto órgão fiscalizador, fará aos diplomatas, no sentido do cumprimento da probidade pública, tido como um dos problemas de que enfermam as representações diplomáticas de Angola.
O encontro, reservado exclusivamente a embaixadores e chefes de missões diplomáticas, aborda também  temas que têm a ver com a emigração e com os serviços de inteligência.
A reunião, que é a oitava, é a primeira do novo governo liderado pelo Presidente João Lourenço, que defende uma diplomacia económica, focada na atracção de investimento privado para o país e na exportação dos produtos locais. No seu discurso de investidura, o Presidente João Lourenço falou da necessidade de “reanalisar o papel a assumir por Angola na actual conjuntura regional e internacional, dando primazia aos contactos com os parceiros interessados, reforçando a participação das representações diplomáticas angolanas na captação do investimento estrangeiro e na promoção do acesso ao conhecimento científico, técnico e tecnológico, contribuindo para que os empresários e industriais angolanos estejam mais presentes em África, com uma maior aposta no comércio regional e na produção interna para exportação”.

Fundo partidário e tempo de rádio e TV reservarão 30% para candidaturas femininas

Entendimento, fixado por decisão unânime, respondeu a consulta formulada por grupo de parlamentares mulheres

Ministra Rosa Weber e a procuradora-geral eleitoral Raquel Dodge, durante sessão plenária do TSE

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, na noite desta terça-feira (22), que os partidos políticos deverão reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, para financiar candidaturas femininas. Os ministros também entenderam que o mesmo percentual deve ser considerado em relação ao tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

A Corte decidiu ainda que, na hipótese de percentual de candidaturas superior ao mínimo de 30%, o repasse dos recursos do Fundo e a distribuição do tempo de propaganda devem ocorrer na mesma proporção.

A decisão, unânime, veio em resposta à consulta formulada por um grupo de 14 parlamentares, 8 senadoras e 6 deputadas federais. Elas indagaram se a parcela de financiamento destinada às campanhas femininas e o tempo de rádio e TV deveriam seguir o mínimo de 30% previsto nas chamadas cotas de gênero. O percentual corresponde à proporção mínima obrigatória de candidaturas femininas por cada partido, segundo a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97).

O questionamento aos ministros do TSE levou em conta o que foi estabelecido em recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No julgamento da ADI nº 5.617/2018, a Corte Constitucional determinou a destinação de pelo menos 30% dos recursos do Fundo Partidário às campanhas de candidatas, sem fixar percentual máximo.

A reserva de cota de gênero visa evitar que a distribuição dos recursos se dê de forma discriminatória por partido ou coligação, perpetuando uma desigualdade histórica na promoção de candidatos e candidatas. “As ações afirmativas se justificam para compensar erros históricos do passado e para promover a diversidade a partir dos objetivos do Estado Democrático de Direito preconizados pela Constituição da República de 1988”, defenderam as parlamentares.

Voto da relatora

Ao responder afirmativamente à consulta, a relatora do caso no TSE, ministra Rosa Weber, disse que a mudança do cenário de sub-representação feminina na política não se restringe apenas em observar os percentuais mínimos de candidatura por gênero previstos em lei, mas sobretudo pela imposição de mecanismos que garantam efetividade a essa norma.

Em relação aos recursos empregados nas campanhas, a ministra disse que os partidos têm autonomia para distribuí-los desde que não transbordem os limites constitucionais. Ela explica que, em virtude do princípio da igualdade, não pode o partido político criar distinções na distribuição desses recursos baseadas exclusivamente no gênero.

Adotando fundamentação semelhante à utilizada pelo STF no julgamento da ADI nº 5.617/2018, Rosa Weber afirmou que a única interpretação constitucional admissível ao caso é a que determina aos partidos políticos a distribuição de recursos públicos destinados às campanhas na exata proporção das candidaturas.

A ministra ressaltou que, embora a decisão do Supremo estivesse relacionada à distribuição de recursos do Fundo Partidário, a aplicação da mesma razão de decidir à consulta formulada ao TSE se torna ainda mais necessária em razão de o Fundo Eleitoral ser constituído exclusivamente com recursos públicos.

Na resposta ao questionamento das parlamentares sobre o tempo de rádio e TV, a ministra ressaltou que inexistência de disposição normativa expressa sobre o assunto não inviabilizaria uma solução jurídica para o caso. “A carência de regramento normativo que imponha a observância dos patamares mínimos previstos na Lei das Eleições à distribuição do tempo de propaganda eleitoral  não obstaculiza interpretação extraída a partir de preceitos constitucionais que inviabilizem a sua implementação”, afirmou.

Ministério Público Eleitoral

Presente à sessão, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também defendeu em parecer o entendimento de que recursos destinados à campanha devem ser distribuídos na proporção de candidaturas femininas e masculinas, respeitando-se o mínimo legal de 30% para cada gênero. Para ela, essa proporção deve valer para os recursos provenientes do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A procuradora também entende que o mesmo patamar deve ser aplicado ao tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.

Em sua manifestação, ela defendeu efetivação dos meios garantidores da participação feminina na política. “Numa República estabelecida por uma sociedade justa, fraterna e solidária não é possível um contingente humano equivalente à metade da população não se fazer presente de forma marcante na amostra política dos representantes de toda a sociedade nos parlamentos”.

Para Dodge, a igualdade material prevista na legislação garantiu espaços mínimos para a participação política das mulheres, mas isso não produziu mudanças efetivas na ampliação da representação feminina na política nacional.

Na opinião da procuradora, o quadro exige políticas públicas de promoção efetiva da igualdade de gênero, incluindo o financiamento específico para essa finalidade.

RC, LC/ LR, DM

http://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2018/Maio/fundo-eleitoral-e-tempo-de-radio-e-tv-devem-reservar-o-minimo-de-30-para-candidaturas-femininas-afirma-tse

Paulo Lauro, o primeiro prefeito negro de São Paulo

paulo-lauro-deputado-1908-19832

Paulo Lauro nasceu em 19 de novembro de 1907, na cidade de Descalvado, município localizado em São Paulo. Filho de Alfredo Lauro e de Leopoldina Lauro. Advogado e exímio argumentador, foi o primeiro prefeito negro da cidade de São Paulo e Secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura anteriormente. Também foi eleito Deputado Federal em várias legislaturas, Vice- Presidente da Comissão de Justiça e membro da Comissão de Educação e Cultura e de São Paulo.

Casado com Diva da Fonseca, teve dois filhos Paulo Lauro Júnior, já falecido e Dora Aparecida Lauro Sodré Santoro. Formou-se professor pela Escola Normal Secundária de São Paulo lecionando Português e História e pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, se tornou advogado, tendo sido orador do Centro Acadêmico XI de Agosto.

Bastante eloquente, Paulo Lauro foi notabilizado ao realizar a defesa de Arias de Oliveira, que era acusado de ter matado quatro pessoas, em 02 de fevereiro de 1938, na rua Wenceslau Brás nº 13, Capital de São Paulo.

O caso foi conhecido como “O crime do restaurante Chinês” e é retratado atualmente no Museu da Polícia Civil de São Paulo (conhecido como Museu do Crime), cujos autos se encontram no Museu do Tribunal de Justiça. O réu foi absolvido por insuficiência de provas para a acusação. Mesmo o Estado tendo na opinião de muitos, provas suficientes para isso. A absolvição do acusado rendeu a Paulo Lauro, a atenção e admiração de muitos outros advogados e juízes da área criminalística.

Como prefeito realizou obras como: parques infantis nos bairros, mercados distritais, pontes e pontilhões, um grupo escolar, pavimentou ruas, prolongou avenidas, construiu os viadutos Dª Paulina e Nove de Julho e instalou cinco restaurantes populares para o operariado. Ficou no cargo durante o período de agosto de 1947 a agosto de 1948.

No campo do Direito Eleitoral, deixou escritos preciosos como: Prática da Legislação Eleitoral e Código Eleitoral Comentado por assunto e Lei de Inelegibilidade explicada de forma prática. Na justiça Eleitoral realizou outra grande defesa, a de Antônio Tito Costa.

A vida política nunca afastou Paulo Lauro de sua maior paixão, a Advocacia. Trabalhou em seu escritório até seus últimos dias. Faleceu no dia 05 de agosto de 1983.

É um grande exemplo de homem, político e advogado.

De |novembro 21st, 2016|Notícia|Comments Offon Paulo Lauro, primeiro prefeito negro da cidade de São Paulo

Senegalesa quer capacitar meninas e mulheres para ciência e tecnologia

Uma das pessoas mais poderosas da África quer capacitar meninas e mulheres para a Ciência e a Tecnologia. Em entrevista exclusiva a EXAME, ela explica como

São Paulo – Ela foi abandonada pela mãe enquanto criança na zona rural do Senegal, não teve acesso à educação na infância e juventude e foi traficada para a França.

Mariéme Jamme se recusou a continuar parte das estatísticas que atormentam mulheres marginalizadas e aprendeu sozinha a ler e a escrever aos 16 anos. Dois anos depois, vivendo no Reino Unido, dominava sete linguagens diferentes de programação, uma habilidade que lhe garantiu empregos em grandes corporações.

Com a cabeça naquelas que não conseguiram deixar os ciclos de violência e exclusão que ela mesma conheceu, Mariéme virou ativista e criou projetos para inserir jovens senegalesas no mundo das Ciências Exatas. Ainda assim, sentia que suas ações não estavam criando impactos suficientes para mudar a realidade dessas pessoas. Queria mais.

Piecing-it-together.jpg

Criou, então, o iamtheCODE, que, segundo ela, é um dos maiores e “talvez o primeiro” movimento criado na África que tem impacto global. O projeto está hoje presente em 60 países e atua a partir da mobilização de governos e iniciativa privada na capacitação de meninas e mulheres para a Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. O objetivo? Ensinar um milhão delas a programar até 2030.

Our-Kano.png

“Por anos, meninas e mulheres foram deixadas para trás, especialmente em países como o Brasil, países da África e do Oriente Médio. Precisamos prestar atenção nisso”, avaliou em entrevista exclusiva a EXAME. “Quero garantir que elas tenham a capacitação e a confiança de que podem conseguir empregos em empresas desses setores”, reforçou.

Looking-on.jpg

Mariéme teve o trabalho reconhecido pela Unicef e foi eleita uma das mulheres mais poderosas da África pela revista Forbes. Por telefone, falou a EXAME sobre a chegada de iamtheCODE no Brasil, empoderamento em comunidades marginalizadas e os desafios de agir em lugares nos quais a visão tradicional dos gêneros ainda é a realidade.

Abaixo, confira a entrevista:

EXAME – Por que é importante ensinar programação?

Mariéme – O importante não é apenas aprender a programar, mas sim inserir as pessoas no mundo digital, que é a direção em que estamos caminhando. Há muitos desafios por aí, especialmente com a robótica e a automação impactando os empregos, e são muitas as tendências para os próximos dez anos. Se não capacitarmos as mulheres nessas áreas, vão ficar para trás.

Acredito que é importante trabalharmos não só a capacitação em programação, mas também a educação digital como um todo, ensinar essas mulheres a procurarem por dados e soluções para seus problemas. Nosso objetivo é o de garantir que elas estejam sempre bem-informadas para tomar as suas decisões.

Marieme-Jamme

EXAME – Essa é essa premissa por trás do movimento iamtheCODE? Pode nos contar um pouco mais sobre o projeto?

Mariéme – O iamtheCODE é um dos maiores, talvez o primeiro, movimento criado na África e que tem impacto global e foi criado por mim a partir da minha própria frustração.

Na época em que a ideia surgiu, eu estava aprendendo a ensinar meninas a programar e investigando como dar acesso à essa educação para as mulheres. No entanto, não conseguia ver os impactos das minhas ações nos governos e no setor privado. Assim, decidi criar algo holístico em que pudesse mobilizar essas pessoas a realmente investir na educação.

Educação não pode ser caridade. As meninas que cresceram em favelas, por exemplo, não deveriam estar ali, mas estão porque alguém não está fazendo o seu trabalho. Queremos transformar as meninas da favela em mulheres bem-sucedidas, dar para essas pessoas esperança e oportunidades.

m

EXAME – IamtheCODE agora está presente em 60 países. Em muitos deles, a sociedade ainda enxerga os gêneros a partir dos seus papeis tradicionais. Como convencer as pessoas da importância de ensinar programação para meninas e mulheres?

Mariéme – É muito desafiador e, ao mesmo tempo, animador, pois está claro que não podemos mais excluir as meninas e as mulheres das narrativas. Já tiramos coisas demais delas nos últimos anos.

Na semana passada, eu estava em Gana para uma palestra. Nela, um homem se levantou e perguntou por quê estávamos falando apenas sobre a capacitação de meninas e mulheres. Eu respondi que entendia que se essas medidas não impactassem os meninos, eles também ficariam para trás. E esse é também um desafio, ainda há muitas pessoas que não acreditam que as mulheres deveriam estar nessas discussões.

Mas esse é também o nosso trabalho e é por isso que iamtheCODE é tão importante: educamos, informamos e realizamos trabalhos de advocacy para conscientizar os governantes sobre importância da inclusão feminina.

mariama

EXAME – Quais os planos para iamtheCODE no Brasil?

Mariéme – Temos uma empresa britânica parceira que está presente em São Paulo e nossa intenção é a de iniciar as operações dos clubes de programação em Salvador, São Paulo e Recife ainda neste mês. A expectativa é a de que todos os clubes estejam em atividade até o fim de maio.

mariamme

EXAME – O projeto também pretende inserir essas meninas e mulheres no mercado de trabalho?

Mariéme – Estamos falando de comunidades marginalizadas, especialmente a negra, portanto, nossa prioridade é inspirá-las, mostrá-las que não é por serem negras que não podem ser bem-sucedidas no Brasil. Depois, queremos realmente ajudá-las a ter a confiança de que vão aprender e de que podem trabalhar em uma empresa de tecnologia.

Nosso objetivo é o de auxiliá-las a conseguir esse emprego no final da jornada. Até o momento, trabalhamos com meninas entre 11 e 18 anos de idade, mas já estamos olhando para a geração seguinte, jovens entre 18 e 25 anos.

Especificamente sobre o Brasil, o sistema ainda é muito racista e não acho que está pronto para contratar pessoas negras na Tecnologia e da Inovação. Não desejamos tornar isso uma questão racial, mas vejo que o maior desafio no país é o de encontrar pessoas que estejam dispostas a dar uma chance para as minorias.

Uma das coisas que queremos fazer no Brasil é convidar as mulheres que fazem parte desse mundo a terem mais compaixão e empatia. Acho que ainda não há muito interesse em ajudar as minorias, mas espero conseguir mostrar que a tecnologia não conhece barreiras, passaportes, raças.

Temos meninas programando em São Francisco (Estados Unidos) e no Quênia. Então, o problema não é conhecimento, mas sim inclusão e quero garantir as pessoas entendam e falem sobre o assunto.

trip272-marieme-header.jpgEXAME – Sua história de vida é impressionante. Quando você olha para trás, como se sente?

Mariéme – É uma lição de humildade, mas é fruto de trabalho duro. Me sinto lisonjeada de ter a atenção da imprensa, de ver as pessoas interessadas na minha história e é por isso que quero deixar meu legado no mundo e nas meninas.

Minha história não me define, sou o exemplo de pessoa que foi pobre, marginalizada e que conseguiu ser bem-sucedida. Mas, o Reino Unido me deu oportunidades: vivo em um país que reconheceu meu valor. Então, quero devolver para a sociedade, pois todos os dias milhões de meninas são traficadas, violadas, abusadas, discriminadas e ninguém faz nada.

É evidente que, se você der para uma menina habilidades e oportunidades para pensar e se educar, ela será muito bem-sucedida.

Esta senegalesa tem um plano para ensinar 1 milhão de meninas a programar

A maioria das crianças de Cabo Verde são pobres

Mais de metade das crianças e jovens cabo-verdianos são pobres ou muito pobres, de acordo com o perfil da pobreza em Cabo Verde, que revela ainda que 35% da população total é pobre e 10,6% muito pobre.

Os dados foram apresentados hoje, na cidade da Praia, durante uma sessão para assinalar o Dia Africano da Estatística.

Segundo os resultados definitivos do Inquérito às Despesas e Receitas Familiares 2001-2015, no qual se baseia o perfil, 43% das crianças entre os 06 e os 14 anos são pobres e 14% muito pobres, enquanto nos jovens entre os 15 e os 25 anos as taxas sobem para 62% e 38% respetivamente.

Os dados revelam ainda a influência da pobreza no abandono escolar.

Nas crianças entre os 06 e os 14 anos, as taxas de abandono escolar situam-se nos 3% de rapazes e 2% de raparigas (pobres) e nos 5% de rapazes e 2% de raparigas (muito pobres), enquanto entre os jovens entre os 15 e os 25 anos as taxas atingem os 62,5% de rapazes e 59,2% de raparigas (pobres).

Esta é uma realidade mais acentuada no meio rural e as taxas de abandono situam-se acima das de crianças consideradas não pobres.

Globalmente, em 2015, Cabo Verde tinha 179.909 pobres (35% da população) e 54.395 muito pobres (10,6% da população).

A população pobre cabo-verdiana é constituída sobretudo por mulheres (53%), com menos de 25 anos (60%), que migraram internamente (15%) e que têm apenas o nível básico de ensino (44%).

Os pobres cabo-verdianos vivem na sua maioria em meio urbano (51%), sobretudo na ilha de Santiago (59%) e na cidade da Praia (22%).

No caso dos muito pobres, a maioria vive em meio rural (68%), na ilha de Santiago (57%) e nos concelhos de Santa Cruz (15%) e na cidade da Praia (12%).

A dimensão média dos agregados familiares pobres é de 5,5 pessoas, sendo que a maioria (44,9%) é monoparental com crianças, seguida dos agregados conjugais com crianças (39,9%).

A maioria da população pobre está empregada (63%), nomeadamente no setor da agricultura (46,6%), 32% são inativos e 5% desempregados.

Alimentação, habitação, água e eletricidade e transportes são as principais despesas económicas dos agregados pobres, que vivem em casas próprias, mas más condições de habitabilidade e com problemas de saneamento, acessos e segurança.

Os dados revelam que a quase totalidade dos agregados pobres têm telemóvel, a maioria tem televisão e mais de um terço tem acesso à Internet.

O perfil avaliou também a considerada “pobreza subjetiva”, ou seja, a perceção dos inquiridos sobre a sua condição económica e concluiu que a maioria (63%) considera que o seu agregado é pobre, mas mais de dois terços (83%) adiantou nunca ter ficado sem alimentação ou dinheiro para comer nos últimos três meses anteriores ao inquérito.

Cabo Verde tem 535.139 habitantes.

Declaração da X Reunião de Ministros da Educação da CPLP, realizada em Salvador-2018

xmineduc_fam

Salvador, 16 de março de 2018

 

DECLARAÇÃO FINAL

 

Os Ministros da Educação, ou seus Representantes, da República de Angola, da República Federativa do Brasil, da República de Cabo Verde, da República da Guiné-Bissau, da República da Guiné Equatorial, da República de Moçambique, da República Portuguesa, da República Democrática de São Tomé e Príncipe e da República Democrática de Timor-Leste, reunidos na cidade de Salvador, no dia 16 de março de 2018, com o objetivo de debater assuntos relacionados à educação;

 

Tendo em conta que a IX Reunião de Ministros da Educação da CPLP, que teve lugar em Díli, em 2016, aprovou o Plano de Ação de Cooperação Multilateral no Domínio da Educação da CPLP, para o período de 2016 a 2020;

 

Empenhados em reforçar a implementação do Plano de Ação por meio de atividades, projetos e programas de cooperação multilateral nos domínios da educação e do Ensino Técnico e Profissional;

 

Considerando que a alfabetização e o acesso equitativo e universal à educação de qualidade em todos os níveis e tipos de ensino são fundamentais para garantir o bem-estar físico, mental e social, em alinhamento com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4, da «Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável», das Nações Unidas;

 

Reafirmando o compromisso de fortalecer a cooperação multilateral no domínio da educação, para assegurar a inclusão, a equidade social e o desenvolvimento, por meio do reforço da capacitação das instituições de educação, particularmente do Ensino Técnico e Profissional, nos Estados membros da CPLP;

 

Destacando a importância da promoção contínua e engajada de uma educação inclusiva e equitativa de qualidade e de oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para as gerações presentes e futuras da CPLP;

 

Reconhecendo que a Educação Técnica e Profissional ajuda a superar o desafio de integrar os jovens ao mercado de trabalho e desempenha um papel fundamental na formação de recursos humanos qualificados de que o mundo moderno necessita;

 

Reconhecendo a necessidade de aprimorar a capacitação de professores para reforço de uma política de difusão e promoção da Língua Portuguesa condizente com sua magnitude;

 

Realçando a importância da alimentação escolar, como incentivo ao consumo de alimentos saudáveis que possa contribuir para o crescimento, desenvolvimento e aprendizagem dos alunos de nossos países;

 

Tomando nota de que, em sua Presidência Pro Tempore, o Brasil buscou enfatizar o intercâmbio de boas práticas, com vista à construção de uma agenda concreta de ações no marco da CPLP, no domínio da Língua Portuguesa; do Ensino Técnico e Profissional; da Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos; e da Alimentação Escolar.

 

Decidem:

 

Recordar as deliberações constantes nas Declarações Finais das Reuniões de Ministros da Educação (Luanda, 2012, Maputo, 2014, Díli, 2015, Díli, 2016);

 

Saudar a realização, durante a Presidência Pro Tempore brasileira, em conformidade com a definição de temas prioritários para seu mandato, dos seguintes eventos:

 

“Reunião Técnica CPLP: Desafios no Ensino Profissional e Agenda de Cooperação Técnica”, que teve lugar em Brasília, de 30 de agosto a 1 de setembro 2017, com a participação de representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe;
“Curso de Aperfeiçoamento para Docentes da Educação Básica – CPLP em Língua Portuguesa”, que teve lugar em Brasília, de 19 de fevereiro a 2 de março de 2018, em parceria com a UNESCO, com a participação de representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
“I Oficina sobre Boas Práticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos”, que teve lugar em Brasília, 12 e 13 de março de 2018, com a participação de representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste;
“Seminário Internacional Sustentabilidade dos Programas de Alimentação Escolar nos Países da CPLP” (Salvador, 14 e 15 de março de 2018), organizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores, Centro de Excelência Contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/BR) e do Ministério de Desenvolvimento Social com a participação de representantes técnicos de todos os Estados membros da CPLP;

 

Reconhecer o excelente trabalho desenvolvido em todos esses fóruns e tomar boa nota das Recomendações anexas a esta Declaração;
Registrar, com agrado, os avanços do Grupo de Trabalho “Produção de Estatísticas da Educação da CPLP” e a dinamização do Portal da Educação da CPLP e recomendar a continuação dos trabalhos de elaboração do Glossário Técnico da Educação e Formação da CPLP e da Brochura CPLP Educação, no âmbito da implementação do Plano de Ação no primeiro biênio (2016-2018);
Recomendar a transversalização da promoção da Igualdade de Género na agenda de trabalho dos Ministros da Educação da CPLP;
Mandatar a próxima Reunião Técnica Extraordinária dos Pontos Focais da Educação, a ter lugar na Sede da CPLP, em Lisboa, no final do mês outubro de 2018, em articulação com o Secretariado Executivo, a elaborar um cronograma de trabalho de ações concretas para o biênio 2018-2020, relacionadas ao Ensino Técnico e Profissional, à promoção da Igualdade de Género, à promoção da Língua Portuguesa, à Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos e à Alimentação Escolar, a saber:

 

Estruturação de curso / oficina de capacitação / qualificação para professores, formadores e gestores em Ensino Técnico e Profissional, com módulos ofertados pelos Estados membros, de acordo com as suas expertises;
Realização anual de cursos de capacitação para docentes sobre aperfeiçoamento das práticas pedagógicas no ensino de e em Língua Portuguesa de acordo com as especificidades dos contextos nacionais dos Estados membros;
Criação e implementação de mecanismos de incentivo e apoio à participação e permanência de mulheres, jovens e adultas, em programas de alfabetização e educação;
Desenvolvimento de ações de formação, inicial e contínua, específicas para alfabetizadores, educadores e professores de jovens e adultos;
Realização de seminários para a troca de experiências e a identificação de boas práticas, com a finalidade de elaborar diretrizes e um plano de ação para a sustentabilidade dos Programas de Alimentação Escolar dos Estados membros;

 

Mandatar o Secretariado Técnico Permanente a buscar, junto a organismos internacionais, tais como a União Europeia, Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação, Cultura e Ciência (OEI), a UNESCO, o Programa Alimentar Mundial (PAM), o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento, recursos para a implementação das ações concretas indicadas no parágrafo acima.

 

Registar o depósito dos estudos realizados por Angola, relativos à implementação do Acordo Ortográfico de 1990, e recomendar que os mesmos sejam remetidos para parecer da próxima reunião do Conselho Científico do IILP e posterior submissão deste ao Conselho de Ministros.
Congratular a realização das reuniões técnicas, oficinas e seminários, o alto nível dos debates realizados, bem como as condições de trabalho proporcionadas pela Presidência Pro Tempore do Brasil.

 

Os Ministros manifestam, de igual modo, o seu apoio à próxima Presidência Pro Tempore da República de Cabo Verde, desejando que a mesma seja coroada de êxito.

 

Salvador, 16 de março de 2018.

 

Pela República de Angola

Maria Cândida Pereira Teixeira, Ministra da Educação

 

Pela República Federativa do Brasil

Silvio de Sousa Pinheiro, Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

 

Pela República de Cabo Verde

Maritza Rosabal, Ministra da Educação

 

Pela República da Guiné-Bissau

Sandji Fati, Ministro da Educação e do Ensino Superior

 

Pela República da Guiné Equatorial

Jesús Engonga Ndong Eyono, Ministro da Educação, Ensino Superior e Desporto

 

Pela República de Moçambique

Conceita Ernesto Xavier Sortane, Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano

 

Pela República Portuguesa

José Correia Fontes Couto, Representante do Ministro da Educação

 

Pela República Democrática de São Tomé e Príncipe

Olinto da Silva e Sousa Daio, Ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação

 

Pela República Democrática de Timor-Leste

Maria de Lurdes Martins de Sousa Bessa, Vice-ministra da Educação e Cultura

Evasão escolar em Cabo Verde entre 2015/2016 foi de 1,1%

alunos

 

Cidade da Praia, 28 Dez (Inforpress) – A taxa de abandono escolar referente ao ano lectivo 2015/2016, no Ensino Básico, foi de 1,1%, correspondendo a uma variação de 0,5 pontos percentuais, comparativamente a 2011/2012 (1,6%), revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No que tange ao Ensino Secundário, foi verificado um aumento de 0,1 pontos percentuais, passando de 6,9% para 7,0%, no mesmo período, confirma o INE.

Analisando por sexo, constata-se que a taxa de abandono no Ensino Básico é maior em relação ao sexo masculino (1,4%) do que ao sexo feminino (0,7%), o que leva a salientar que a percentagem dos alunos do sexo masculino que abandonam o Ensino Básico é o dobro em comparação com os do sexo feminino.

No Ensino Secundário, a maior taxa de abandono também se verifica no seio dos estudantes do sexo masculino (8,4%), quando comparado com os do sexo feminino (5,5%).

A análise por concelho revela que as taxas de abandono mais altas, no Ensino Básico, foram registadas nos concelhos de São Filipe (1,9%) e Ribeira Brava (1,8%) e as mais baixas em Santa Catarina do Fogo (0,1%).

De realçar que o concelho do Maio não apresentou nenhum caso de abandono, em 2015/2016, confirma o INE, no Anuário Estatístico de Cabo Verde (AECV) de 2016.

No Ensino Secundário, São Filipe (14,4%) e Ribeira Grande de Santiago (13,7%) detêm as taxas de abandono mais elevadas, estando o concelho de Santa Cruz no extremo oposto, com 1,2%.

O Anuário Estatístico de Cabo Verde (AECV) de 2016 sublinha que São Filipe do Fogo é o concelho do país com maior taxa de abandono, no referido ano lectivo, quer no Ensino Básico, quer no Secundário.

Relativamente à taxa de reprovação, em 2015/2016, comparativamente ao ano de 2011/2012, tanto no Ensino básico como no secundário, verificaram-se diminuições, sendo no Ensino Básico 0,9 pontos percentuais e 2,2 pontos percentuais no Ensino Secundário.

No que concerne ao sexo, constata-se a mesma tendência em relação ao abandono escolar, com maior número de reprovações entre os alunos do sexo masculino.

O concelho do Sal apresentou o valor mais elevado da taxa de reprovação no ensino básico (13,6%), enquanto no secundário foi o concelho de Ribeira Grande de Santiago (32,2%).

A taxa de reprovação mais baixa foi registada no concelho dos Mosteiros (4,4%), no Ensino básico, e no Maio (10,4%), a nível do Ensino Secundário, em 2015/2016.

JL/JMV
Inforpress/Fim

http://www.inforpress.publ.cv/ensino-basico-taxa-abandono-escolar-cabo-verde-no-ano-lectivo-20152016-oi-11-ine/