Festival Literário Luso-afro- brasileiro – FESTLAB de 15 a 18 de maio.

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Em alusão ao Dia Internacional da Língua Portuguesa, que é comemorado no início de maio, a Embaixada do Brasil em Luanda,

através do Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), promove o

Festival Literário Luso-afro- brasileiro –  FESTLAB

de 15 a 18 de maio.

 

Nesta segunda edição, os curadores do Festival Literário, o escritor angolano José Luís Mendonça e a Diretora do CCBA, Nidia Klein, definiram os seguintes temas para serem discutidos entre os mais de 15 convidados de seis países lusófonos:

 

15 de Maio (Terça-feira)
18h30 às 20h30

MEDIADORES DO PROCESSO DE LEITURA

1. As problemáticas do acesso ao livro – estantes materiais e virtuais; o mercado livreiro; taxação do livro importado

2. Alternativas de edição e publicação populares (livro de cordel e fanzines)

3. Tradição oral e contação de histórias (leitura dramática, teatralização e musicalização) como gatilhos para o despertar para a leitura

Moderação: Pedro Janja- Professor investigador da UNIPiaget

Debatedores: Mirna Queiroz- Brasil

António Fonseca – Angola
Domingas Monte – Angola
16 de Maio (Quarta-feira)
10h às 12h

LITERTURA INFANTIL

1. Equívocos derivados da iliteracia literária; literatura ou notícia moralista?

2. O fascínio da ilustração: técnicas, tendências, equilíbrio entre texto e imagem e convergência etária.

3. Literatura infanto-juvenil: um gênero esquecido? (Mala viajante; tradição oral)

Moderação: Teresa Mateus – Diretora do Centro Cultural Português – Instituto Camões Luanda

Debatedores: Marta Costa- Brasil

Hélder Simbad – Angola

Felipe Fortuna – Brasil

 

18h às 20h
O LIVRO COMO FERRAMENTA DIALÓGICA INTER-GERACIONAL

1. O livro como ferramenta dialógica inter-geracional

2. A função central da leitura como pressuposto da criação literária.

3. O acervo bibliográfico mundial historicamente constituído como voz viva dos seus autores: tradução como forma de diversificação de acervo.

4. Dilemas culturais da criação: os jovens e as minorias

Moderação: Vera Franco de Carvalho – Embaixatriz do Brasil

Debatedores: Josélia Aguiar- Brasil

José Luís Mendonça – Angola

Lopito Feijóo – Angola

 

17 de Maio ( Quinta-feira)

18h às 20h

LIVRO E TECNOLOGIA

1. Criação de uma rede de agentes culturais e recursos eletrônicos literários na CPLP

2. A tecnologia como aliada aos meios tradicionais de criação literária contemporânea – impactos e adaptações

3. Difusão literária – novas perspectivas – rádio, gadgets, aplicativos, audiolivros, etc

Moderação: Nidia Klein – Diretora Centro Cultural Brasil-Angola

Debatedores: Mbate Pedro- Moçambique

Orlando Piedade- São Tomé e Príncipe

Felipe Fortuna – Brasil

 

18 de Maio (Sexta-feira)

18h às 20h30

LITERATURA E APROXIMAÇÃO DOS POVOS

1. Existirá uma interdependência entre Literatura e Desenvolvimento Social?

2. O que nos une e o que nos separa enquanto Literatura em Língua Portuguesa

3. O papel da literatura e do escritor na construção de um diálogo transversal entre os povos falantes do português

Moderação: José Luís Mendonça – Curador II Festlab

Debatedores: Flávia Amparo – Brasil

Maria João Cantinho – Portugal

Abraão Vicente – Cabo Verde

Ondjaki – Angola

 

Todos os encontros acontecerão no Centro Cultural Brasil-Angola – entrada pela Rua Frederich Engels – Bairro Coqueiros, ao lado do Museu de Antropologia e são gratuitos ao público.

 

O II Festlab tem o apoio da TAAG Linhas Aéreas de Angola, do Hotel Presidente, do Esplanada Grill, apoio institucional da Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran) e da Ingresso Prático.

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DEBATEDORES
ANGOLA

António Fonseca
Membro Fundador da Academia Angolana de Letras, de que é o Secretário-Geral, é membro da União dos Escritores Angolanos, foi co-fundador da Brigada Jovem de Literatura. Publicou Raízes, Sobre os Kikongos de Angola, Poemas de Raíz e Voz, Crónica dum Tempo de Silêncio, Contribuição ao Estudo da Literatura Oral Angolana, Histórias e Memórias Desancoradas ( traduzido para o espanhol), Contos de Antologia, Contos da Nossa Terra e Primo Narciso e Outras Estórias. É co-autor da Antologia de Narrativas Tradicionais. Figura em diversas antologias, que de prosa, quer de poesia, algumas das quais traduzidas. Iniciou atividade jornalística em 1976 na Emissora Católica de Angola, ingressando posteriormente na Rádio Nacional de Angola onde, desde 1978, realiza e apresenta o programa ANTOLOGIA; realizou e apresentou o programa Estórias na TV Palanca.

Dirigiu a ENDIPU – Empresa Nacional do Disco e de Publicações de 1982 a 2004 e dirigiu cumulativamente o INALD – Instituto Nacional do Livro e do Disco de 1983 a 2004 com interregno de cerca de um ano. Exerceu igualmente a função de Secretário Geral do MINCULT. Dirigiu o Gabinete Jurídico do Ministério da Cultura de 2004 a 2006 e exerceu entre 2007 e 2009 a função de Diretor Nacional dos Direitos de Autor e dos Direitos Conexos e a de Diretor Geral do Instituto Nacional do Livro e do Disco e, posteriormente, até ao final de 2013, a função de Diretor Geral do Instituto Nacional das Indústrias Culturais. É consultor do Gabinete da Ministra da Cultura. É docente na Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto.

 

Domingas Monte
Autora do livro infanto-juvenil “O Gelado de Múkua da Mamita”. Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, ramo de Estudos Comparatistas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em Portugal, é licenciada em Línguas e Literaturas Africanas, ramo de literaturas africanas, pela Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto em Angola é docente da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto em Luanda, no curso de línguas e literaturas africanas. Foi jornalista e administrativa na rádio LAC, tem uma obra poética publicada em conjunto com um grupo de amigos, «O Perfume», possui poemas em antologias poéticas no Brasil. Co-autora do romance interativo «O cruzeiro da morte», co-autora da colectânea «Sonhos sem Fronteiras». Possui poemas no site Paralerepensar. Criou o Blogue Mwelo Weto, do qual é administradora.

 

Hélder Simbad
Angolano, de Cabinda. Professor de Língua Portuguesa e Literatura Africana do Segundo Ciclo de Ensino. É Coordenador Geral do Movimento Litteragris. Foi o vencedor do prémio António Jacinto, edição 2017.

 

Lopito Feijóo
Membro da União de Escritores Angolanos (UEA), escreveu os seguintes livros: Entre o Écran e o Esperma (1985), Menção Honrosa no concurso De Literatura “Camarada Presidente”; Me Ditando (s/d); Doutrina (1987) edição da UEA; Rosa Cor de Rosa (1987); Corpo a Corpo (1987); Cartas deAmor (1990); Meditando. Textos de Reflexão Geral sobre Literatura (1994). Reconhecido e prestigiado poeta e ensaísta, a sua obra figura em revistas e jornais nacionais e estrangeiros: brasileiros, portugueses, galegos, norte-americanos, entre outros.

 

José Luís Mendonça
Escritor com vasta obra publicada, e cujo mérito foi-lhe reconhecido pelo Prémio Nacional de Cultura e Artes em 2015. Licenciado em Direito pela Universidade Católica de Angola, a sua participação mais visível na construção da Polis angolana tem-se cingido, até ao momento, aos andaimes do
jornalismo, paixão esta que lhe valeria a atribuição, em 2005, do Prémio Notícias da Lusofonia CNN-Multichoice de Jornalismo Africano. Presentemente é diretor e editor-chefe de Cultura – jornal angolano de Artes e Letras.

 

Ondjaki
É membro da União dos Escritores Angolanos, membro honorário da Associação de Poetas Húngaros e da Japan International Dark Poetry Society. Na Galiza, foi agraciado com a palavra-amuleto “angolego”. Prosador e poeta, também escreve para cinema. Está traduzido para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, croata, swahili, holandês e sueco. Escreve crónicas para jornais (Angola, Portugal, Brasil, Inglaterra) e, ocasionalmente, é (des)professor de escrita criativa .

 

BRASIL
Felipe Fortuna
Poeta, ensaísta e diplomata, é mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio de Janeiro, com tese sobre o simbolismo brasileiro.
Estreou na poesia em 1986, com o livro “Ou vice-versa” e, desde então, publicou um total de 15 livros.

 

Flávia Amparo
É Professora Associada de Literatura Brasileira da Universidade Federal Fluminense e do Colégio Pedro II (Rio de Janeiro, Brasil). Doutora em Literatura Brasileira, especialista na poesia de Machado de Assis. Publicou, As melhores crônicas de Josué Montello, os volumes Luiz Murat e Mario de Alencar, da série Essencial da Academia Brasileira de Letras, e Itinerários da palavra. Sua pesquisa atual se concentra nos estudos de Literatura – teoria e crítica literária – assim como analisa as suas contribuições para o letramento e o ensino de Língua.

 

Josélia Aguiar
É jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (BA), mestre e doutoranda em história pela Universidade de São Paulo (USP). Na Folha de S. Paulo, foi repórter, redatora e correspondente em Londres. Editou a EntreLivros, revista mensal sobre livros entre 2005 e 2008. Foi curadora do Festival da Mantiqueira (2014) e é pelo segundo ano curadora da Festa Literária Internacional de Paraty (2017-2018). Escreveu a biografia do escritor Jorge Amado, projeto iniciado em 2011, cujo lançamento ocorrerá julho deste ano.

 

Marta Morais da Costa
Graduou-se em Letras pela UFPR, fez mestrado e doutorado na USP na área de literatura brasileira, com dissertação sobre a dramaturgia de Roberto Gomes (1882-1922) e tese sobre a história do teatro em Curitiba. Tem dezenas de artigos publicados em revistas nacionais. É pesquisadora da Cátedra UNESCO de Leitura PUC-Rio. Ocupa a cadeira nº 27 de Academia Paranaense de Letras.

 

Mirna Queiroz
É jornalista e editora, com mestrado em Estudos
Culturais pela Universidade de São Paulo (USP). É fundadora e
diretora executiva da revista Pessoa (revistapessoa.com), voltada para a literatura contemporânea de língua portuguesa. É curadora da programação da Fundação Roberto Marinho/Museu da Língua Portuguesa para as edições 2017/2018 da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty.

 

CABO VERDE
Abraão Vicente
Atual Ministro da Cultura de Cabo Verde. É sociólogo de formação, pintor e fotógrafo autodidata com exposições em vários países e presença em coleções privadas de renome. Foi jornalista e cronista do jornal cabo-verdiano A Nação e concebeu e apresentou programas televisivos para as televisões local e portuguesa. É natural da Ilha de Santiago, Cabo Verde, mas estudou sociologia na Universidade Nova de Lisboa. É autor do romance O Trampolim, dos livros de poesia E de Repente a Noite e Amar 100 Medo, Cartas Improváveis & Outras Letras, da coletânea de crónicas Traços Rosa Choque, e do livro de poesia em prosa 1980 Labirintos. O autor participa, também, na coletâneas de contos Dez Contos Para Ler Sentado, entre outras.

 

MOÇAMBIQUE
Mbate Pedro
É autor de vários livros de poemas, com destaque para: Minarete de Medos e Outros Poemas, Debaixo do Silêncio que Arde , Vácuos e Os Crimes Montanhosos . Com Debaixo do Silêncio que Arde foi agraciado com o Prémio BCI (para o melhor livro do ano publicado em Moçambique) e com uma menção honrosa do Prémio Glória de Sant’Anna (Portugal). Tem os seus textos (poemas e ensaios) dispersos em várias revistas literárias e jornais e tem colaboração em diversas antologias.

 

PORTUGAL
Maria João Cantinho
Doutorou-se em Filosofia Contemporânea na Universidade Nova de Lisboa. É professora do ensino secundário e leccionou no IADE entre 2011/2016. É investigadora do CFUL na Universidade de Lisboa e no Centre d’Études Juives da Sorbonne. Publicou 4 livros de ficção, 4 de poesia e foi finalista do Prémio Telecom em 2006, com a obra “Caligrafia da Solidão”. O seu último livro, “Do Ínfimo” conquistou o Prémio Literário Glória de Sant’Anna e foi nomeado como finalista no Prémio de Poesia do Pen Clube Português.

 

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Orlando Piedade
É autor da obra “O Amor Proibido”, um romance baseado na história da colonização em São Tomé e Príncipe, publicado pela editora Colibri em 2011.
É ainda autor da obra “Os Meninos Judeus Desterrados” – prémio literário Francisco José Tenreiro 2015, o seu último romance, publicado em Dezembro de 2014 pela mesma editora, onde aborda a história de cerca de duas mil crianças judias enviadas, em 1493, para povoar as ilhas de São Tomé e Príncipe.

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