O novo embaixador brasileiro na Tanzânia

Da Redação | 30/10/2018, 18h25 – ATUALIZADO EM 30/10/2018, 18h42

Por 42 votos a 2, e uma abstenção, o Plenário do Senado aprovou a indicação do diplomata Antonio Augusto Martins Cesar para exercer o cargo de embaixador do Brasil na Tanzânia. Ele também chefiará as embaixadas brasileiras em Comores e em Seicheles.

Formado pelo Instituto Rio Branco em 1997, Antonio Augusto Martins Cesar já serviu nas embaixadas do Brasil em Caracas (Venezuela), San Salvador (El Salvador), Assunção (Paraguai), Lisboa (Portugal), Pretória (África do Sul) e Windhoek (Namíbia).

O Brasil estabeleceu relações diplomáticas com a Tanzânia em 1970. Em 1979, foi criada a embaixada brasileira em Dar es Salam, desativada em 1991. Em março de 2005, a representação brasileira foi reaberta. O governo tanzaniano estabeleceu sua embaixada em Brasília em 2007.

Localizada na África Oriental, é um país populoso, com 56 milhões de habitantes distribuídos em uma área de 885.800 km². Dodoma é a capital oficial e sede do Legislativo. Já a cidade de Dar es Salam é a sede do Executivo e do Judiciário.

Em setembro de 2016, o Senado aprovou projeto de acordo para perdão de 86% da dívida da Tanzânia com o Brasil e reescalonamento dos restantes 14% em duas parcelas iguais de US$ 16,69 milhões, pagas em 15 de novembro de 2017 e 15 de maio de 2018. O acordo foi assinado em setembro de 2017.

O equacionamento definitivo da questão da dívida constitui passo fundamental para normalizar as relações econômico-comerciais bilaterais, uma vez que permite a abertura de novos canais de financiamento de projetos que tenham a participação de empresas brasileiras, sobretudo na área de infraestrutura, incremento dos negócios e financiamento de exportações, o que deverá favorecer as trocas comerciais entre os dois países.

Em 2017, as exportações brasileiras para a Tanzânia foram de US$ 29,84 milhões e as importações foram de apenas US$ 50 mil. Basicamente, o Brasil exportou açúcar (bruto e refinado) e máquinas e aparelhos agrícolas (incluindo tratores) e importou serviços de mesa e outros artigos domésticos de plástico. Conforme o Itamaraty, há registro de 131 cidadãos brasileiros na Tanzânia.

Comores

Comores é um conjunto de três ilhas no litoral sudeste africano, com cerca de 2 mil km² e 800 mil habitantes, sendo um dos menores países do continente africano em termos territoriais, populacionais e econômicos.

Com PIB per capita de apenas US$ 869,01 (44ª posição entre os países africanos), Comores está entre os países mais pobres do mundo.

A economia do país tem apresentado taxas de crescimento econômico da ordem de 2% (2,5%, em 2017). O setor agrícola, incluída a pesca, representa cerca de 49,5% do PIB e fornece a maioria dos produtos exportados.

Os principais itens de exportação são baunilha, cravo e ylang-ylang (essência para a indústria de perfumes). A dependência da importação de itens de primeira necessidade resulta em déficit estrutural na balança comercial comoriana.

As relações do Brasil com a União das Comores são relativamente recentes (estabelecidas em 2005) e ainda carecem de densidade. Em 2017, as exportações brasileiras para Comores foram de US$ 2,65 milhões e as importações foram de somente US$ 20 mil. Basicamente, o Brasil exportou carne bovina e importou óleos essenciais.

Seicheles

Seicheles é um país formado por 115 ilhas a norte e nordeste de Madagascar. Com 455 km² e cerca de 94 mil habitantes, é o menor país da África.

Seicheles é uma das vinte menores economias do mundo, conforme dados do Banco Mundial. Apesar disso, conta com a segunda maior renda per capita da África e o melhor índice de IDH do continente.

Estima-se que, em 2017, o PIB seichelense tenha sido da ordem de US$ 1,5 bilhão, com crescimento acima de 4% em relação a 2016. O país alcançou a maior parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, principalmente aqueles relacionados a educação, saúde, erradicação da pobreza e meio ambiente.

Fortemente baseada no setor terciário, a economia seichelense é caracterizada pela grande dependência das atividades de turismo e de pesca e pela vulnerabilidade às mudanças no cenário econômico internacional.

Apesar de o setor de turismo ser o principal motor da economia seichelense, o país tem buscado diversificar sua economia. Seicheles e Brasil estabeleceram relações diplomáticas em 1986, quando a Embaixada do Brasil em Dar es Salam assumiu cumulativamente os temas relacionados àquele país.

Em 2017, as exportações brasileiras para Seicheles foram de US$ 9,46 milhões e as importações foram de apenas US$ 120 mil. Basicamente, o Brasil exportou pescados e carnes de frango, suína e bovina e importou artigos de plástico para transporte ou embalagem.

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