Gana enviará trabalhadores para o Brasil para treinamento em gestão de petróleo

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Serviços de Produção da MODEC, empresa japonesa, lançou um programa internacional de treinamento em petróleo e gás para 16 cidadãos de Gana.

Espera-se que os beneficiários realizem o treinamento no Brasil em três lotes, a partir de fevereiro de 2019, para obter treinamento prático em Armazenamento e Transferência de Produção Flutuante (FPSOs – Floating Production Storage and Offloading).Cada trainee deve passar um total de seis meses no treinamento que aconteceria nos FPSOs da MODEC Brasil.

Os beneficiários devem ser treinados em manutenção, operações e gerenciamento de FPOSs e, após seu retorno a Gana, os trainees devem impactar seus conhecimentos para outros no setor de petróleo e gás do país, com o objetivo de construir um conteúdo local muito mais forte a nação.

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Egbert Faibille Junior, Diretor Executivo Interino da Comissão de Petróleo, falando na inauguração do programa de treinamento em Accra,explicou que isso foi possível através de um esforço colaborativo entre a Comissão e os Serviços de Produção da MODEC.

Ele disse em 2018 que a MODEC se aproximou da Comissão, pedindo permissão para trazer 15 estrangeiros para administrar seus dois FPSOs, FPSOs Kwame Nkrumah e FPSO John Evans Atta Mills. Informou ainda que a Comissão de Petróleo, em consonância com a Lei de Conteúdo Local de Gana, propôs que a MODEC financie o treinamento de 16 ganeses no exterior em gerenciamento, operações e manutenção de FPSOs.

O Sr. Faibille Jnr indicou que a proposta pretendia que alguns Gana fossem treinados para que, quando os 15 expatriados deixassem o país, os ganeses pudessem administrar os FPSOs sem depender de estrangeiros.
Ele disse que o programa de treinamento construirá as capacidades dos ganenses para impulsionar o setor de petróleo e gás.

O Sr. Faibille Jnr exortou os beneficiários a aproveitarem bem a oportunidade e a impactarem positivamente os seus conhecimentos no Gana para melhorar o sector e ressaltou o compromisso do governo em treinar os ganenses para ocupar seu lugar de direito no espaço petrolífero à montante, exortando os beneficiários que têm trabalhado principalmente em terra, a levar a sério seu programa de treinamento quando visitarem o Brasil.

Takashi Nishino, chefe de Operações Globais da MODEC, disse que o treinamento aumentaria o conhecimento dos beneficiários para serem competitivos no setor de petróleo e gás. Citou que a MODEC apoiaria os beneficiários durante sua permanência no Brasil com as instalações necessárias para ter sucesso e contribuir para
as operações do setor de petróleo e gás de Gana.

fonte:https://www.opetroleo.com.br/ganenses-passam-por-treinamento-em-petroleo-e-gas-no-brasil/

Presidente da Nigéria afasta presidente do Supremo Tribunal de Justiça, por corrupção

Buhari

 

O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, na corrida para um segundo mandato nas eleições de fevereiro, suspendeu esta sexta-feira o presidente do Supremo Tribunal, após uma longa polémica sobre o seu processo por corrupção, considerado inconstitucional pela oposição.

“O Presidente @MBuhari suspende Walter Samuel Nkanu Onnonghen do seu cargo de mais alto magistrado do país e nomeia Ibrahim Tanko Muhammad como presidente interino do Supremo Tribunal”, anunciou Bashir Ahmad, um dos porta-vozes da presidência nigeriana, na rede Twitter.

Ibrahim Tanko Muhammad vem do Norte, como o Presidente Buhari, acusado pelos seus detratores de favorecer os muçulmanos provenientes desta região para cargos importantes no país e de conduzir uma caça às bruxas contra os seus adversários políticos em nome da luta contra a corrupção.

O porta-voz sublinhou que a decisão do Presidente deriva de uma “ordem do Tribunal do Código de Conduta”, uma instância criada especialmente para julgar questões éticas, e onde Onnoghen estava a ser julgado por não ter declarado várias contas bancárias com dólares, euros e libras. Este caso gerou uma grande polémica na Nigéria, a menos de um mês das eleições gerais no país mais populoso de África.

A oposição acusou o Governo de se querer ver livre do juiz supremo — muito crítico do poder atual –, tendo o Supremo Tribunal competência para decidir sobre eventuais litígios da votação. No início da semana, o seu principal adversário nas presidenciais, o antigo vice-presidente Atiku Abubakar, já tinha acusado a administração de Buhari de “fazer pressão sobre uma instituição governamental independente e autónoma para fazer demitir [Onnoghen]”.

De acordo com a Constituição nigeriana, o chefe de Estado só pode demitir o presidente do Supremo Tribunal do país mediante a aprovação de dois terços do Senado. Mas, neste caso, Onnoghen não foi demitido, mas apenas “suspenso” pelo chefe de Estado.

Para o politólogo nigeriano Cheta Nwanze, da SBM Intelligence, em Lagos, citado pela France Presse, esta decisão “indica claramente que o APC [Congresso dos Progressistas, partido no poder] está em pânico” com os resultados das eleições. “Atiku tem o apoio do setor privado e a sua viagem recente aos Estados Unidos foi uma reviravolta importante na campanha”, comentou.

Os nigerianos votam a 16 de fevereiro para escolher o seu Presidente e parlamentares. Muhammadu Buhari, que concorre a um segundo mandato, é fortemente criticado pelas suas decisões sobre segurança e economia.

 

fonte: https://observador.pt/2019/01/25/presidente-da-nigeria-afasta-presidente-do-supremo-tribunal-a-semanas-das-eleicoes/

corrupça

Megaprojeto Brasil e Nigéria ignora que há empreendedores negros brasileiros

brasil-e-nigéria-assinam-acordoO maior negócio entre Brasil e Nigéria ignora a população negra brasileira  e é mais um exemplo  do racismo institucional

 

O Brasil lançou um mega projeto de agronegócios com os nigerianos, com financiamento de dinheiro publico brasileiro, do BNDES, mais um negócio que ignora a presença negra brasileira.

O Brasil não se cansa de dizer que nos temos laços culturais e históricos com o continente africano, mas na hora de fechar os negócios somos ignorados. Fico me perguntando,  estamos distante  de fazer parte do processo que nos alija de sermos autônomos e emancipados socialmente.

Para a elite brasileira,  nós não existimos, somos invisíveis, o racismo institucional é uma prática cotidiana . As políticas voltadas para a população negra são sistematicamente boicotadas, desprezando até as legislações.  Um programa coma  Nigéria entra nesse

 

É um programa que é resultado de muitas visitas de nigerianos, que a SEPPIR , órgão do governo que nunca participou,  para conhecer a realidade da agricultura brasileira.  Como se trata de um país africano, imagina se quando vai há negócios com os árabes, judeus, asiáticos europeus, se as entidades que existem no /Brasil  desses países e continentes não são convidados a participar.

Brasileiros estão acostumados a associar todo o negócio com africanos como um ato de corrupção, de asistência aos países pobres. Nesse caso, mesmo no inicio do Governo Bolsonaro prevaleceu o pragmatismo, e a invisibilidade das entidades negras

Um negócio de 1,1 bilhão de dólares não é fechado em pouco tempo leva meses até anos para sua execução envolvendo dois países. O que pouca gente não sabe é o que está envolvido nesse acordo que envolve 100% de tecnologia  brasileira na agricultura.

Nesse acordo financiado pelo BNDES, o empréstimo  será majoritariamente concedido pelo governo brasileiro, foi planejado  para melhorar o setor agrícola nigeriano,  por meio do fornecimento de maquinário moderno,  e com  a perspectiva de criação de  cinco milhões de empregos,na Nigéria.

 

Segundo o embaixador brasileiro Ricardo Guerra de Araujo, disse que o contrato de US $ 1,1 bilhão inclui 10 mil tratores a serem montados  na Nigéria, mais de 707 centros a serem estabelecidos para treinar não menos de 10 mil nigerianos. Ele também disse que o projeto visa criar mais de cinco milhões de novos empregos, especialmente entre os jovens

Nesta quinta-feira (24) será realizada na sede da Associação Paulista de Imprensa (API), em São Paulo, uma reunião que contará com a participação das entidades e empresas envolvidas diretamente no projeto. Entre outros participarão representantes da FGV, Abimaq, BNDES, Apex-Brasil, ACSP, Fiesp, CCAB, CECEXSP, Petrobras, Eletrobrás e Furnas. O objetivo do encontro é fazer uma apresentação dessa importante iniciativa envolvendo o Brasil e a Nigéria. Nesse conjunto de expressivas entidades nenhuma representação negra.

Segundo o CEO do Consórcio Exporta Brasil e vice-presidente da Federação das Câmaras de Comércio Exterior do Brasil (FCCE), Roberto Nóbrega, que atua desde 1975 na área de comércio exterior, “o acordo com a Nigéria certamente será um passo inicial importante para o incremento das operações não apenas entre o Brasil e a Nigéria mas também envolvendo o Brasil e outros países do continente africano”. Nenhuma palavra envolvendo a população negra  brasileira.

O pacote tecnológico a ser fornecido pelo Brasil à Nigéria inclui um plano de negócios elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o grande objetivo da iniciativa é impulsionar a agropecuária nigeriana de modo a reduzir a dependência do país em relação aos frutos gerados pela produção petrolífera. A primeira linha desse financiamento, no valor de 116 milhões de euros, será desembolsada pelo Deutsche Bank, agora em fevereiro. Os segundo e terceiro desembolsos serão feitos no mês de julho, totalizando 360 milhões de euros, a cargo do BNDES e de um banco multilateral. O financiamento restante, no total de 462 milhões de euros, deverá ser aportado no mês de julho.

A ação de apoio ao desenvolvimento do agronegócio nigeriano prevê programas de treinamento e assistência técnica para máquinas e implementos agrícolas no prazo de dez anos. Também preve a criação de mais de 700 centros de serviços para apoiar os agricultores nigerianos em tarefas como preparo do solo, plantio, cultivo dos produtos e colheita. Esses centros terão como foco uma série de cadeias de valor, entre outras carnes bovina, de frango, caprina e ovina, peixes, laticínios, hortifrutis, óleo de palma, soja, arroz, milho e algodão.

No passado houve uma preocupação de países africano incorporar negros brasileiros, hoje deve parece estar muito distante.

Se quiséssemos combater a desigualdade entre negros e brancos, bastava incluir as entidades negras para estarem presentes . Isto ainda está distante , não somos visto pelos africanos e muitos menos pelos brancos brasileiros que lideram esse processo.  Mais um exemplo do que nós identificamos como age o racismo institucional.

 

Fonte: https://www.vanguardngr.com/2019/01/nigeria-brazil-agriculture-project-to-gulp-1-1bn-loan/

 

https://www.comexdobrasil.com/brasil-e-nigeria-assinam-acordo-para-megaprojeto-de-us-1-bilhao-no-setor-agropecuario/

Reação árabe descrendencia 33 frigoríficos brasileiros

A Arábia Saudita, maior importadora de carne de frango do Brasil, desabilitou 33 frigoríficos da lista dos exportadores brasileiros para o país.

Dos 58 frigoríficos habilitados pelo Ministério da Agricultura para exportar para o país, restaram apenas 25 na lista dos árabes.

Em 33 deles, a Arábia Saudita exige alguns acertos para que voltem a exportar. Algumas dessas unidades já não estavam exportando para a Arábia por decisão própria, segundo o presidente da ABPA (Associação Brasileira da Indústria de Proteína), Francisco Turra.

Entre as unidades descredenciadas pelos árabes estão frigoríficos da BRF e da JBS, empresas bastante atuantes no setor. ​

A ABPA não informou as possíveis perdas de volume exportado nessa restrição árabe, mas circularam dentro do Ministério da Agricultura avaliações de queda de até 30%.

A Arábia Saudita importou 486,4 mil toneladas de carne de frango do Brasil no ano passado, 14% do volume exportado pelo país. A China veio em segundo lugar, com a compra de 438 mil toneladas.

Esse enxugamento no número de frigoríficos liberados pela Arábia Saudita ocorre devido a um conjunto de fatores, segundo informações do setor.

Um dos motivos dessa ação dos árabes viria de constatação de irregularidades em alguns frigoríficos, encontradas por técnicos de uma missão árabe que esteve no Brasil no ano passado.

O setor de produção de carne vê, ainda, uma busca de redução da dependência árabe da proteína brasileira. Apesar de todos os empecilhos no país, a Arábia Saudita quer incentivar a produção interna de frango.

Não está descartada uma pressão econômica dos árabes sobre a manifestação política de Jair Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, em Israel.

O início de 2019 repete o de 2018, quando o setor foi surpreendido pelas barreiras da União Europeia. O Brasil, até então líder em exportações de carne de frango para os europeus, perdeu o posto para a Tailândia.

Neste ano, se as barreiras continuarem, a Arábia Saudita deverá deixar a lista de maior importadora dessa proteína do Brasil. A China poderá assumir o posto.

Uma das grandes preocupações do setor de avicultura é com as recentes posições diplomáticas do governo de Jair Bolsonaro. O receio é que se alastre uma reação contrária ao governo brasileiro para os países árabes.

 

Fonte:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vaivem/2019/01/arabia-saudita-suspende-importacao-de-carne-de-frango-de-cinco-frigorificos-do-brasil.shtml

40.000 Táxis em Luanda. Ninguém faz nada sem eles.

Luanda, der Hauptstadt der Republik Angola

Ana Paulo

Quem visitou Luanda . Sabe ,sem os táxis , você não faz nada. Circulam  actualmente pelas estradas de Luanda cerca de 40 mil veículos que exercem actividade de táxi, mas destes apenas 28 mil estão legalizados, dos quais 18 mil controlados pela Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA) e três mil pela ATL, o que permitiu 75 por cento de emprego directo a jovens dos 18 aos 40 anos.

Em diversas estradas da capital, milhares de taxistas lutam diariamente para transportar passageiros para os mais diversos destinos
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro

O presidente da Nova Ali-ança dos Taxistas de Angola, Geraldo Wanga, que prestou a informação ao Jornal de An-gola, defende a necessidade de se realizar um novo cadastramento de taxistas por existirem milhares a exercerem diariamente, em Luanda e arredores, a actividade de transporte público de passageiros, fora do controlo das associações existentes.
Além dos veículos convencionais de transporte de passageiros, os chamados “azuis e brancos”, Toyota Hiace, Quadradinho, só para citar esses, existem os mini-autocarros, que efectuam rotas intermunicipais e interprovinciais, os “Girabairro”,  que circulam na periferia e casco urbano, sem falar das moto-táxi e moto-boy. Por Luanda, circulam também os veículos personalizados, com taxímetro, e paragens determinadas, entre o AeroPorto, porto, hotéis e supermercados, os chamados “táxi-turismo”, bem como aqueles que vão ao encontro do cliente mediante chamada telefónica, pertencentes a algumas empresas privadas.
De acordo com o dirigente associativo, todos esses servidores públicos chegam a atingir 40 mil viaturas em circulação nas estradas de Luanda, com 300 mil jovens inseridos na actividade, entre motoristas, cobradores e os chamados “lotadores”.
Geraldo Wanga defende um novo cadastramento, para saber ao certo quantos táxis circulam em Luanda e no resto do país, assim como um maior apoio do sector financeiro para que os agentes do sector possam obter créditos para adquirir meios de transporte  para satisfazer a demanda e aferir o número de veículos  existentes, seus integrantes e proprietários.
Os taxistas enfrentam inúmeras dificuldades na realização das suas actividades diárias, disse o líder da Nova Aliança enumerando o mau estado das vias principais, secundárias e terciárias, parque automóvel envelhecido, falta de acessórios de reposição, escassez de divisas para a importação de meios, entre outros.
A Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola controla em todo o país aproximadamente 24 mil associados, com maior realce para a província de Luanda, com 18.500 associados, seguido de Benguela, Huíla e Huambo.

Municipalização dos serviços 

Manuel Faustino, presidente da Associação dos Taxistas de Luanda (ATL), disse ao Jornal de Angola que a sua agremiação apoia a ideia do Executivo em municipalizar a actividade de táxi, para que os utentes efectuem o trabalho apenas na localidade onde for emitida a licença.
O veterano presidente da ATL, cuja agremiação nunca realizou renovação de mandatos desde que foi fundada, há mais de 20 anos, acha que ainda não é o momento certo para serem definidas as áreas de actuação, porque existem municípios com uma extensão territorial muito peque-na, o que não satisfaz o rendimento diário, semanal ou mensal dos profissionais.
Nesse ínterim, Geraldo Wan-ga, contradiz dizendo que com a implementação da municipalização dos serviços de táxi, as rotas seriam reduzidas, o que criaria transtornos não só aos profissionais, como também aos passageiros.
A homóloga  ATL queixa-se também da escassez de divisas no mercado financeiro, o que tem dificultado aos seus associados a aquisição de novos veículos e respectivos acessórios, já que a frota é antiga, inoperante e sem esperanças de recuperação.
A ATL controla cerca de três mil táxis devidamente licenciados, mas o presidente da agremiação afirma que o número de utentes que circula pelas várias artérias de Luanda é inversamente proporcional àqueles que estão legalizados e associados.
“Temos realizado campanhas de sensibilização, apelando aos proprietários  dos táxis e os próprios taxistas  a legalizarem-se e a  inscreverem-se nas associações existentes, para determinar o número de táxis  em circulação em Luanda”, disse Manuel Faustino.

Ensino superior a meta dos associados  

Fundada em 2012, a ANATA, está representada no Bié, Bengo, Benguela, Cabin-da, Cuanza-Sul, Huambo, Huíla, Malanje e Uíge e tem como objectivo desenvolver projectos de âmbito nacional em beneficio dos taxis-tas, e procurar soluções viáveis para os problemas dos associados.
Para o quinquénio 2018- 2021,  a associação tem como foco formar e transformar o profissional para melhor servirem a sociedade, tendo estabelecido uma parceria com o Instituto de Ensino Superior Uni-Belas para disponibilizar para o ano académico 2019- 2020,  um total de 50 bolsas de estudo, em regime de comparticipação.
Numa primeira fase, vão ser priorizados 30 profissionais para o curso de Direito, 10 para Psicologia, cinco para Gestão de Empresas e cinco para Medicina, solicitados pelos próprios associados, em função dos seus desejos.
Outra parceria foi estabelecida com a clínica privada Ango-Cuba, para um plano de saúde, para permitir aos profissionais do sector e seus agregados familiares contribuírem com uma quota de apenas 10 mil kwanzas por mês, para terem direito a assistência médica e medicamentosa.

Hiaces proibidos a longo curso  

Através de um Decreto Presidencial, o Executivo angolano proibiu os veículos com menos de 15 lugares, em particular, os de marca Toyota Hiace a efectuarem actividades de táxis nas rotas inter-provinciais, devido ao incumprimento das regras do có-digo de estrada, por parte de alguns utentes.
Além dos elevados acidentes de viação e mortes na sua  maioria envolvendo esse tipo de veículos, a falta de condições para o transporte de carga dos passageiros, numa distância de 300 quilómetros, foram as outras razões avançadas pelas autoridades para a proibição do uso de viaturas Toyota Hiace para serviço de táxi de longo curso.
O presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas aplaude a medida do Executivo, considerando-a correcta, aludindo que as autoridades pretendem apenas salvaguardar a vida dos seus concidadãos, já que os acidentes de viação são a segunda causa de morte no país, apenas superada pela malária.
A proibição do uso de veículos da série Toyota  Hiace para transporte de longo curso, contribuiu para o aumento de carros dessa marca em Luanda, gerando automaticamente  concorrência desleal, porque alguns meios de grande porte não cumprem as rotas obrigatórias.

Conflitos entre Hiaces e autocarros
Os autocarros e mini-autocarros estão hoje a competir com os taxistas dentro das localidades, e a praticar uma tarifa inferior à estipulada que é de 150 kwanzas, “o que não é correcto, por gerar conflitos entre os motoristas”, disse  Geraldo Wanga. A fonte do Jornal de Angola é de opinião que os utentes de autocarros e mini-autocarros devem circular apenas nas rotas inter-provinciais e inter-municipais, ou seja, fora das localidades, e deixarem as carreiras urbanas para os taxistas de veículos convencionais.
“Os autocarros de grande porte devem circular apenas nas rotas Cacuaco-Benfica , Estalagem-Catete, Benfica-Barra do Kwanza, Benfica-Zango 4, Mercado do Quilómetro 30-Catete/Cabala/-Muxima”, sugeriu o líder da Nova Aliança dos Taxistas.
“Hoje no troço Luanda-Viana, pela Avenida Deolinda Rodrigues, até ao Largo da Independência, circula  um grande número de autocarros e mini-autocarros a carregarem e descarregarem passageiros, o que devia ser evitado”, disse acrescentando que essa tarefa está apenas reservada às operadoras de transporte público privado que operam  no casco urbano, no caso da TCUL, TURA, Ango-Real e SGO.
“O Executivo deve analisar e definir os modelos de táxi que devem ser importados e os que  podem circular nas zonas urbanas e suburbanas das cidades do país”, sublinhou a propósito.

Taxistas trabalham 16 horas/dia 

A profissionalização dos serviços de táxi a nível do país, é um dos maiores desejos da ANATA, que pugna pela existência de um diploma legal para regular o exercício da actividade, inscrição na Segurança Social, para garantir a sua aposentação, bem como regularizar os turnos de trabalho.
Segundo Geraldo Wanga, os taxistas em Luanda trabalham durante 16 horas por dia e 96 horas por semana, e diariamente é-lhes  exigida a entrega ao proprietário da viatura 17 mil kwanzas, o que não é fácil arrecadar, “numa cidade engarrafada, com as vias em mau estado e muitos concorrentes”.  Para Geraldo Wanga, com a regularização dos serviços de táxi, os profissionais vão poder trabalhar por turnos, dividindo um grupo no período da manhã (das 6H00 às 15H00), e  o outro das 15H00 às 22H00.
A crise financeira tem causado transtornos ao sector dos transportes de passageiros, havendo, por isso, um parque automóvel envelhecido, e falta de peças de reposição, que coloca fora de circulação um grande número de veículos e muito desemprego no seio de muitos jovens.

Lotadores estão melhor organizados

Fruto do aperto económico do país, o serviço de táxis foi invadido por  um número crescente de jovens lotadores, que se concentram em centenas de paragens em busca de sustento familiar, renda de casa e propinas escolares.
Segundo Geraldo Wanga , a ANATA como parceiro social do Estado, e no intuito de ajudar no combate à delinquência, enquadrou como membros vários jovens para continuarem a exercer a actividade de lotador, mas de forma controlada e organizada, num total de 1.210 elementos distribuídos em várias paragens.
“Hoje, os lotadores reconhecidos pelas diversas associações de taxistas de Luanda, trabalham em várias paragens, trajando um colete de cor verde, com símbolo da associação, ajudando os cobradores na recolha de clientes”, disse a propósito. Instado a referir-se acerca do papel dos lotadores, o presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas, disse que esses jovens exercem também a função de activistas sociais e fiscalizadores da área onde actuam, organizando os vendedores ambulantes e quitandeiras a trabalharem de forma correcta e organizada nos diversos locais.
Como fiscalizadores, os lotadores colaboram com os agentes da Polícia Nacional, na identificação de alguns malfeitores que atormentam e furtam pessoas que pretendem apanhar um táxi, vendedores ou outros transeuntes.
“Com o enquadramento destes jovens, a desordem que se vivenciava nas paragens de Luanda diminuiu, sobretudo, os assaltados no interior dos táxis”, sublinhou Geraldo Wanga, reconhecendo que não foi fácil sensibilizá-los, “porque muitos deles faziam parte de grupos de meliantes que furtavam passageiros, sob efeito de drogas ilícitas”.

 Staf: novo modelo de identificação dos veículos

Para a melhor organização e identificação das viaturas que efectuam serviço de táxi, a ANATA implementou, em Luanda, um novo modelo de controlo denominado  “Staf”, composto até ao momento por 395 grupos de Viana, Cacuaco e Kilamba-Kiaxi, onde 80 por cento dos filiados fazem parte.
As “Staf’s”, são pequenos grupos de taxistas distribuídos por municípios, distritos e bairros, identificados por siglas, nomeadamente,  “Rádio Cazenga”, “Os 23 do Zango”,  “Potência Máxima de Viana”, “Os Confirmas do Rangel”, “Eu e Elas”, “FBI”, “Os Milionários”, entre outras designações, com rotas previamente definidas durante o dia e geralmente inalteráveis.
“As denominações dos grupos são estampadas no exterior dos táxis, em partes visíveis, para melhor identificação dos profissionais da área”, disse o líder da Associação Nova Aliança dos Taxistas, tendo frisado que a ideia da implementação das “Staf’s” visa facilitar os passageiros e órgãos da Polícia Nacional na localização do veículo e do seu utente em caso de ocorrência de uma acção criminal. No final da jornada laboral, as “Staf’s” reúnem-se num determinado ponto da sua área de jurisdição, montam tendas e realizam uma pequena tertúlia, onde cada profissional expõe os principais constrangimentos e ocorrências registadas durante a actividade. Para Geraldo Wan-ga, o serviço de táxi não é apenas para indivíduos com um nível de escolaridade baixo, como muita gente supõe, alegando ser uma actividade laboral onde muitos dos integrantes possuem formação superior, mas exercem essa profissão por falta de em-prego no ramo de formação.

Assaltos no interior dos táxis

Nos últimos meses registaram-se na cidade de Luanda inúmeros assaltados à mão armada no interior dos táxis, por presumíveis taxistas, que actuavam fora das localidades.
A ANATA, preocupada com a situação, colaborou com a Polícia Nacional na identificação dos supostos criminosos, tendo sido detidos alguns indivíduos residentes no município do Cazenga, entre taxistas e cobradores, que alegaram serem aliciados por meliantes, com 25 mil kwanzas por dia.
Os indivíduos furtavam os veículos no centro da cidade e actuavam nas áreas do Benfica, Kilamba, Vila de Viana, Primeiro de Maio e no final da actividade abandonavam os meios nos bairros.
“Com a intervenção oportuna da Polícia Nacional, em colaboração com os profissionais do sector, alguns casos já foram esclarecidos, estando de momento a situação sob controlo, e os meliantes a contas com a justiça”, afirmou Geraldo Wanga, satisfeito com o resultado.

Fonte:

http://jornaldeangola.sapo.ao/reportagem/40_mil_taxis_cacam_clientes_dia-a-dia_nas_inumeras_estradas_de_luanda#foto

Angola é um dos melhores lugares para investimentos em África

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A selecção é baseada na nossa pesquisa local, metodologia própria de previsões e cálculos relativamente ao risco quantitativo”, lê-se no relatório \’Africa Investment Risk Report 2019\’, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso.

A selecção, explicam os analistas liderados por Robert Besseling, “apresenta algumas das nossas previsões de risco para este ano e sinaliza potenciais oportunidades de negócio e novos investimentos”, num conjunto de estimativas que leva em linha de conta “os principais motivos para os riscos políticos e de segurança e económico, bem como outras tendências de mais longo prazo que podem determinar a trajectória de risco de um país”.

A consultora EXX Africa considera que Angola beneficia do programa com o FMI, levando a mais investimentos, com “oportunidades imediatas” no petróleo, mas apontou a banca e as dívidas da Sonangol como riscos de médio prazo.

De acordo com o \’Africa Investment Risk Report 2019\’, Angola, que aparece novamente na lista, desta vez em segundo lugar a seguir à Etiópia, quando no ano passado tinha estado em primeiro, é apresentada como um país cuja “economia vai recuperar em 2019 com a perspectiva de aumento dos níveis de produção de petróleo e apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI)”.

O programa de 3,7 mil milhões de dólares aprovado pelo Fundo Monetário Internacional vai “acrescentar legitimidade à trajectória reformista do Presidente João Lourenço”, o que fará com que, “aumentando o cumprimento das condições macroeconómicas e de abordagem às políticas, o optimismo do mercado face a uma já de si promissora economia, deve melhorar ainda mais”.

O início da recuperação económica em Angola vai beneficiar da presença do FMI para garantir políticas favoráveis ao mercado, “que vão facilitar o ambiente de negócios, que por sua vez levará a mais investimento e expansão, de um ponto de vista geral”.

Há, apontam os analistas, “oportunidades imediatas para o sector do petróleo e gás em Angola nas rondas de licitação deste ano, que são passos concretos para reverter a tendência decrescente de produção”.

Apesar da opinião positiva, a EXX Africa aponta também alguns riscos a médio prazo, nomeadamente as “dívidas massivas” da companhia nacional de petróleo, a Sonangol, e do sector bancário, que continua “exposto politicamente”.

Os bancos, afirmam os analistas, “precisam urgentemente de uma ronda de consolidação para melhorar a qualidade dos activos e os riscos sobre a moeda externa”, notando que “com a dívida pública em cerca de 70 por cento do PIB, o crédito interno é agora crucial para o financiamento do Estado”.

Outro dos riscos apontados por esta consultora tem a ver com a política contra a corrupção e favorável à liberalização económica: “Apesar de a política altamente popular de combate à corrupção e promoção de uma plataforma de liberalização económica ser dirigida para a diluição do domínio da antiga elite política e económica, os projectos de infra-estrutura vão estar em risco de cancelamento ou revisão”, concluem os analistas.

No sector da construção, aponta o director da consultora EXX Africa, “há grandes projectos de infra-estruturas, como o aeroporto internacional de Luanda, o projecto do porto de Caio ou a hidroeléctrica Caculo Cabaça, que deverão sofrer alterações de contratos por parte do Estado e riscos reputacionais para os empreiteiros, bem como prováveis atrasos, já que os acordos assinados pelo anterior Governo estão a ser reexaminados pelo actual”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/consultora_recomenda_angola_aos_investidores

Temos um novo presidente na República Democrática do Congo

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Victor Carvalho

O Tribunal Constitucional congolês anunciou às cinco horas da manhã de ontem o indeferimento do recurso apresentado pelo candidato da oposição, Martin Fayulu, ao mesmo tempo que confirmava Félix Tshisekedi como quinto Chefe de Estado eleito da RDC.

Constituição congolesa defende que o novo Presidente seja investido no prazo de 10 dias
Fotografia: DR

“Proclamamos, por maioria simples, o senhor Félix Tshisekedi como novo Presidente da República”, anunciou Benoit Lwamba Bintu, presidente do Tribunal Constitucional da RDC após uma prolongada reunião que se estendeu por mais de seis horas.

Tal como sucedeu quando a Comissão Nacional Eleitoral Independente (CENI) anunciou os resultados provisórios das eleições presidenciais de 30 de Dezembro, também agora o Tribunal Constitucional escolheu o meio da noite para divulgar a sua decisão em relação ao recurso apresentado por Martin Fayulu, que exigia uma recontagem manual dos votos. Na base da sua contestação, Martin Fayulu argumentava que a Lei Eleitoral havia sido violada pelo facto de não terem sido afixados os resultados no exterior das respectivas assembleias de voto e de terem sido excluídos da votação para as presidenciais os cidadãos de Beni, Butembo e Yumbi.

Martin Fayulu queria, por isso, uma recontagem manual de todos os votos nos diferentes distritos e mesas, sublinhando que os dados divulgados pela CENI iam contra aqueles que estavam na posse de diferentes organizações que tiveram observadores durante o processo eleitoral, entre eles os da Igreja Católica.

Todos estes argumentos acabaram por ser rejeitados pelo Tribunal Constitucional que, por maioria, os considerou “infundados”, decorrendo agora um prazo de dez dias para a tomada de posse do novo Presidente da República eleito.

No âmbito desta decisão, ficou sem efeito a deslocação a Kinshasa de uma delegação de Chefes de Estado africanos para se avistar com o Presidente cessante, Joseph Kabila, na sequência da mini-cimeira da União Africana realizada na quinta-feira em Addis Abeba.

O objectivo dessa missão era o de ajudar as autoridades congolesas a gerirem a situação dentro de um clima de estabilidade, sem qualquer intenção de interferir nos seus assuntos internos.

Essa missão, depois do anúncio da decisão do Tribunal Constitucional ficou ultrapassada nos seus objectivos uma vez que se trata de um assunto que ficou já definitivamente resolvido.
Reconhecimento e discurso de vitória

Ainda ontem, ao fim da manhã, o presidente em exercício da SADC, o Chefe de Estado namibiano Hage Geinbog, endereçou em nome da organização uma mensagem de felicitações a Félix Tshisekedi pela sua proclamação como Presidente eleito da RDC.

Na sua missiva, a que o Jornal de Angola teve acesso, a SADC apelava ao reconhecimento internacional do novo Presidente eleito da RDC e manifestava o desejo de que a transferência de poder fosse feita de modo pacífico e sem interferências externas  que afectem os interesses do povo congolês.

Entretanto, o Presidente eleito da RDC, nas suas primeiras declarações públicas após o anúncio da decisão do Tribunal Constitucional, agradeceu a todos aqueles que votaram nele e aos que votaram nos demais candidatos, sublinhando ser este “o dia tão esperado pelos heróis, os pais fundadores da nação, que constitui o coroar de um combate e o começo do combate pelo bem-estar, de um Congo que ganha e um Congo que faz ganhar África”.

“É o Congo que venceu esta noite. Não é uma vitória de um campo contra um outro”, declarou Tshisekedi diante de jornalistas e militantes do seu partido, insistindo que “o Congo que será formado amanhã não será um Congo do ódio, do tribalismo e da divisão, mas um Congo reconciliado, um Congo forte virado para o desenvolvimento”.

congo Fayulu faz apelo ao protesto

Depois  de ter conhecimento da decisão do Tribunal Constitucional, Martin Fayulu reafirmou ser o “legítimo Presidente da RDC”, insistindo em dizer que não aceita a derrota, agora imposta por uma “justiça corrupta”, apelando ao povo para que saia à rua e se manifeste contra o “golpe eleitoral”.

Martin Fayulu insiste em dizer que existe um “acordo” entre Joseph Kabila e Félix Tshisekedi para uma futura “partilha do poder”, afirmação essa que o novo Presidente eleito desmente de modo categórico.

A situação nas ruas de Kinshasa era ontem de grande tranquilidade, com os apoiantes de Félix Tshisekedi a manifestarem ordeiramente o seu contentamento pela vitória do novo Presidente eleito.

Alguns dos apoiantes de Martin Fayulu, em pequena quantidade, também saíram à rua sem que haja notícia da ocorrência de confrontos físicos.

De recordar que a CENI, no anúncio dos resultados provisórios, creditou Félix Tshisekedi com 38,57 por cento dos votos, contra 34,83 de Martin Fayulu.]

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Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/presidente_eleito_da_rdc_promete_reconciliar_o_pais

Senador italiano condenado por racismo na Itália

O senador italiano Roberto Calderoli foi condenado a 18 meses de prisão, por insultos racistas à então ministra da integração, Cécile Kyenge, em 2013.

Fotografia: DR

Durante um comício, na cidade de Treviglio, perto de Milão, perante cerca de 1.500 pessoas, o senador com-parou a ex-ministra, origi-nária da República Democrática do Congo, com um “orangotango”.
Cécile Kyenge  já reagiu à condenação no Facebook, escrevendo que “o racismo paga-se caro”. Considerou a sentença “encorajadora para todos os que lutam contra o racismo”, seja num terreno “legal, cívico ou político”.

cecile
A condenação chega mais de cinco anos depois do episódio, devido às dificuldades encontradas pelo tribunal de Bergamo em iniciar o processo contra Calderoli.
O pedido processual inicial terá sido negado pelo Senado italiano, que defendeu que as suas opiniões foram “expressas por um parlamentar no exercício das suas funções”, e como tal inquestionáveis.
O tribunal de Bergamo apelou ao Tribunal Constitucional, que lhe deu razão no caso, permitindo o prosseguimento do processo, que culminou na condenação por difamação com agravante racista.
Calderoli faz parte do partido de extrema-direita Liga do Norte, que se encontra nu-ma coligação de governo. O líder do partido, Matteo Salvini, tem sido criticado pelas suas propostas racistas.

 

Fone:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/insultos_racistas__dao_prisao_a_senador

Milho, feijão batata-rena, arroz e trigo Angola está autossustentável, não importará mais

van dunenMinistro da Agricultura ao falar à imprensa, após uma visita à fazenda Vinevala, Joffre Van-Dúnem afirmou que o investimento do sector privado permitirá que o país deixe de importar definitivamente o milho, feijão, batata-rena, arroz e trigo. Pediu para que os investidores privados apostem no cultivo destes e de outros produtos agrícolas, enquanto o Governo trabalha para melhorar as estradas e facilitar o escoamento dos produtos para os principais centros de consumo. Joffre Van-Dúnem anunciou a reabertura, dentro de 60 dias, das lojas da rede Poupa Lá, afectas ao Ministério do Comércio, construídas entre 2013 e 2017 e encerradas devido à conjuntura econômica que Angola vive. Na ocasião, o governador do Bié, Pereira Alfredo, disse que o Governo provincial definiu como prioridades, para este ano, o aumento da produção agrícola, apoiando os camponeses com cinco mil toneladas de fertilizantes compostos.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/quatro_produtos_agricolas_deixam_de_ser_importados

Republica Democrática do Congo dispara alerta na União Africana

O Presidente da República, João Lourenço presidente de Angola, participa hoje, em Addis-Abeba, Etiópia, numa cimeira com pelo menos 16 outros Chefes de Estado para consultas de alto nível a respeito da situação na República Democrática do Congo, que realizou eleições gerais a 30 de Dezembro último.

João Lourenço recebeu ontem cumprimentos de despedida
Fotografia: Dombele Bernardo| Edições Novembro

Segundo uma nota da Casa Civil do Presidente da República de Angola distribuída ontem, antes da cimeira africana, João Lourenço participa numa reunião da Dupla Troika da SADC.

Ontem, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o Chefe de Estado recebeu cumprimentos de despedida do Vice-Presidente da República, de Angola Bornito de Sousa, do governador de Luanda, Luther Rescova, de membros auxiliares do Poder Executivo, entre outras individualidades.

A Dupla Troika é composta pelos países que integram a Troika do Órgão de Defesa e Segurança e da SADC enquanto organização regional.

Os resultados das eleições gerais realizadas na RDC foram contestadas, no Tribunal Constitucional, pelo candidato Martin Fayulu, que ficou em segundo lugar. Fayulu reivindica uma recontagem manual dos votos. Ele garante que   a sua formação ganhou 61 por cento dos votos nas eleições de 30 de Dezembro e não 34,86 por cento, de acordo com dados da Comissão Eleitoral (CENI), que deu a vitória ao também opositor Félix Tshisekedi com 38,57 por cento.

O líder do Lamuka não é o único descontente com os dados publicados pela CENI. A Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO) assegura que os números que tem não correspondem aos oficiais.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/africa_esta_preocupada_com_a_situacao_na_rdc-