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República Democrática do Congo após as eleições preocupa a União Africana

 

O Presidente da República, João Lourenço presidente de Angola, participa hoje, em Addis-Abeba, Etiópia, numa cimeira com pelo menos 16 outros Chefes de Estado para consultas de alto nível a respeito da situação na República Democrática do Congo, que realizou eleições gerais a 30 de Dezembro último.

João Lourenço recebeu ontem cumprimentos de despedida
Fotografia: Dombele Bernardo| Edições Novembro

Segundo uma nota da Casa Civil do Presidente da República de Angola distribuída ontem, antes da cimeira africana, João Lourenço participa numa reunião da Dupla Troika da SADC.

Ontem, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o Chefe de Estado recebeu cumprimentos de despedida do Vice-Presidente da República, de Angola Bornito de Sousa, do governador de Luanda, Luther Rescova, de membros auxiliares do Poder Executivo, entre outras individualidades.

A Dupla Troika é composta pelos países que integram a Troika do Órgão de Defesa e Segurança e da SADC enquanto organização regional.

Os resultados das eleições gerais realizadas na RDC foram contestadas, no Tribunal Constitucional, pelo candidato Martin Fayulu, que ficou em segundo lugar. Fayulu reivindica uma recontagem manual dos votos. Ele garante que   a sua formação ganhou 61 por cento dos votos nas eleições de 30 de Dezembro e não 34,86 por cento, de acordo com dados da Comissão Eleitoral (CENI), que deu a vitória ao também opositor Félix Tshisekedi com 38,57 por cento.

O líder do Lamuka não é o único descontente com os dados publicados pela CENI. A Conferência Episcopal Nacional do Congo (CENCO) assegura que os números que tem não correspondem aos oficiais.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/africa_esta_preocupada_com_a_situacao_na_rdc-

A diplomacia brasileira mudou e, há indícios de reprovação

Ambiente tornado subserviente à “soberania nacional” em uma reestruturação do Ministério das Relações Exteriores sob o clima cético Ernesto Araújo

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo (Foto: Twitter)

Por 

O Brasil rebaixou a diplomacia climática como parte de uma mudança no ministério das Relações Exteriores, nas primeiras duas semanas de Jair Bolsonaro como presidente.

A palavra “clima” foi apagada do  organograma . O papel do vice-secretário de assuntos ambientais foi cortado e seu portfólio incluído na secretaria de “assuntos de soberania nacional e cidadania”.

Funcionários antes responsáveis ​​pelas negociações sobre o clima da ONU ainda estão lá, disse uma fonte ao Climate Home News, mas a “mudança climática” não faz mais parte da descrição das funções de seu departamento. Em vez disso, refere-se à “proteção da atmosfera”.

A medida reflete o ceticismo do chanceler Ernesto Araújo em relação à ciência da mudança climática e a resposta internacional, que ele  pintou como uma trama de esquerda . Um porta-voz ministerial não respondeu a perguntas. Em uma nota explicando a reestruturação, o ministério disse que alcançaria “maior eficiência administrativa e economia de recursos”.

Araújo deverá acompanhar Bolsonaro ao Fórum Econômico Mundial em Davos na próxima semana, no primeiro teste da abordagem do governo aos assuntos estrangeiros. Nos últimos anos, a cúpula de líderes políticos e empresariais sinalizou a mudança climática como uma das maiores ameaças à prosperidade global. Espera-se que o chefe da ONU, Antonio Guterres, compareça e anuncie essa mensagem.

Rede de ONGs Observatório do Clima chamou a reestruturação de Araújo de“antipatriótica”, dizendo que diminuiu o poder brando do Brasil e as oportunidades de investimento verde.

Brasil se retira de sediar a cúpula climática da ONU em 2019

A incerteza persiste sobre a participação do Brasil nos esforços climáticos. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou retirar-se do Acordo de Paris, mas suavizou sua posição depois de um clamor internacional.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse na terça  feira à imprensa nacional  que havia oposição ao acordo de Paris no governo, mas “por enquanto” o Brasil permaneceria no país.

“Há pontos importantes no acordo que queremos valorizar, como aqueles que podem trazer recursos financeiros para o país”, afirmou após um evento em São Paulo, conforme relatado pela Agência Brasil . Mas isso não deve impedir que Brasília prossiga sua agenda econômica, Salles acrescentou, delineando planos para abrir parques nacionais à indústria privada.

Salles insistiu em uma entrevista à Bloomberg na semana passada que, sobre a mudança climática, “o Brasil não é um devedor. Somos credores.

Isso é apenas meia verdade, de acordo com o Observatório do Clima . O país fez muito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do desmatamento entre 2005 e 2012, mas desde então as taxas de desmatamento estão subindo.

“Não basta que os países se contentem em olhar pelo retrovisor”, disse o ambientalista Claudio Angelo. “Todos os países precisam melhorar suas contribuições”.

O Brasil recebeu milhões de dólares de apoio internacional, principalmente da Noruega, para reduzir o desmatamento. Os pagamentos por meio do Fundo Amazônia são baseados em resultados – e os doadores expressaram preocupação com o retrocesso.

Questões globais precisam de cobertura global

A CHN dedica-se a trazer os melhores relatórios climáticos de todo o mundo. É um trabalho enorme e precisamos da sua ajuda.

Através da nossa conta Patreon, você pode dar o mínimo ou o quanto quiser para apoiar o nosso trabalho. É seguro e fácil se inscrever.

A politica ignorada: Saúde da população negra

saude luizPOLÍTICA IGNORADA

Doze anos depois de ser lançada, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra só foi colocada em prática em 57 dos 5.570 municípios brasileiros. A constatação foi feita por pesquisadores da USP e da secretaria estadual de saúde de São Paulo, que entrevistaram gestores e membros de movimentos sociais de todo o país. Na avaliação deles, os gestores não aderiram porque acreditam que o mesmo serviço deve ser oferecido para todos. “O problema é que nem todo mundo parte das mesmas condições. Ao oferecer o mesmo para todos, você corre o risco de aprofundar desigualdades”, pondera Luiz Eduardo Batista, um dos autores do estudo, em entrevista ao Globo

A Política lista uma série de doenças e condições mais prevalentes na população negra. Além das diferenças biológicas, alerta para o racismo institucional que provoca distinções no tratamento recebido nos serviços de saúde e impacta no acesso a eles. Na avaliação do epidemiologista Mário Círio Nogueira, também ouvido pela reportagem, as pesquisas no Brasil se detêm mais sobre as diferenças sociais e não há tantos estudos sobre as diferenças raciais. Outro problema é que nem sempre os serviços de saúde coletam informações sobre raça e cor dos usuários. De toda forma, há pesquisas que mostram o racismo institucional nos serviços de saúde. Nogueira é autor de uma delas, que acompanhou 481 mulheres que receberam tratamento para câncer de mama num mesmo serviço. Dez anos depois, as mulheres brancas tinham maiores chances de sobreviver – e mesmo na comparação entre brancas e negras pobres, as negras morriam mais.

Para Luiz Eduardo, os pesquisadores precisam discutir mais racismo e saúde, porque “se, no campo da saúde coletiva, é estudado que fatores sociais, econômicos, ambientais e políticos determinam o processo saúde-doença, imagina a saúde da população negra, que possui condições econômicas piores”. Luiz Eduardo destacou que a maior sagacidade do movimento de mulheres negras foi a inclusão do quesito cor no Sistema de Informação e Saúde, porque assim foi possível discutir o impacto dos fatores sociais, ambientais, políticos, econômicos, culturais na população negra, ou seja, “se o racismo estrutura a sociedade, se o racismo é um determinante social de saúde, ele determina o processo de saúde, doença e morte”.

Resultados iniciais da pesquisa realizada revelam que dentre as 27 Unidades da Federação, 7 secretarias estaduais de saúde responderam ao questionário. Dentre os 5.561 municípios, somente 32 responderam/relataram ter essa política implantada
Segundo os respondentes, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) dá certo quando há compromisso de gestores e técnicos, quando há uma efetiva coordenação do programa e quando o movimento social apoia a gestão.
Cinco estados e 12 municípios têm área técnica ou responsável técnico para desenvolver ações de combate ao racismo, ou seja, responsável pela condução da PNSIPN. A articulação entre setores e instituições se mostra um facilitador para a implementação da PNSIPN

Desemprego é o maior desafio para angolanos e moçambicanos

O emprego  é o maior desafio para Angola, Moçambique e outros oito países do sul do continente, segundo um estudo da União Africana (UA) e da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre políticas de crescimento em África.

Dezesseis milhões de pessoas na África Austral sem emprego
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

O relatório designado “Dinâmicas do Desenvolvimento em África – Crescimento, Emprego e Desigualdade 2018”, estima que 16,5 milhões de pessoas em Angola, África do Sul, Botswana, Lesotho, Malawi, Moçambique, Namíbia, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe não têm trabalho.
O universo deste conjunto de dez países do Sul de África a que se refere o estudo é de 177 milhões de pessoas, o que representa 14 por cento da população no continente africano, de acordo com estatísticas da UA. O documento prevê que 1,1 milhões de pessoas consigam entrar no mercado  do trabalho em cada ano até 2030.
O primeiro relatório da UA e OCDE que aborda as relações entre crescimento, emprego e desigualdades em África e as implicações nos quadros estratégicos, assinala o problema da diversificação económica, salientando que “vários países dependem muito do sector mineiro, que é volátil e cria poucos empregos”.
A criação limitada de empregos, a incompatibilidade de competências e as barreiras que são colocadas para iniciar ou fazer crescer novos negócios são razões avançadas no estudo para justificar as taxas de desemprego de longa duração de 15 a 35 por cento nos países que compõem a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Nos países não membros da SADC, grande parte dos trabalhadores não tem recursos financeiros ou qualificação para entrar no mercado de trabalho.
“A maioria dos trabalhadores está no sub-emprego, principalmente na agricultura e serviços de baixo valor agregado”, constataram os investigadores que elaboraram o relatório.
O documento refere que “a diferença entre os homens e a participação feminina na força de trabalho permanece grande” em Angola, África do Sul, Botswana, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.
O documento refere também que Angola foi o país do sul de África com mais investimento estrangeiro directo de 2000 até 2016.
Conjuntamente com o Zimbabwe e Sudão, Angola atraiu o maior número de projectos de investimento directo da China, entre o conjunto dos 54 países africanos. Moçambique ficou muito perto dos 30 por cento de investimento médio estrangeiro de 2000 a 2016 em percentagem do PIB, no sul de África. Nesse período de 16 anos, o investimento externo directo representou 21.200 milhões de dólares em 2016, o que reflecte um crescimento face a 2009, em que se ficou por 6.900 milhões de dólares.

Desigualdades sociais
De acordo com o relatório, África cresceu mais do que a América Latina e as Caraíbas entre 2000 e 2017, mas esse crescimento económico não proporcionou emprego suficiente, tendo aumentado a desigualdade.
Além de considerar que “os empregos de qualidade permanecem escassos”, o relatório aponta que o continente africano “experimentou fortes taxas de crescimento económico” no período analisado, com a média de 4,7 por cento ao ano.O documento apresenta a América Latina e as Caraíbas com 2,8 por cento de crescimento económico, enquanto o desenvolvimento da Ásia (sem a China) superou pouco mais de 7 por cento.
Em África, as razões do crescimento fundaram-se na “subida dos preços das matérias-primas, a melhoria da gestão macro-económica e as estratégias para diversificar as economias”.

 

Fonte; http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/emprego_e_o_maior_desafio_de_angola_e_mocambiquehttp://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/emprego_e_o_maior_desafio_de_angola_e_mocambique

Boa notícia! Mãe e filha sobrevivem ao ebola

No dia 6 de janeiro, uma mãe infectada pelo ebola durante a gravidez deu a luz uma bebê saudável. O caso é raro: é a segunda vez que algo assim é documentado. E a primeira vez que mãe e bebê sobrevivem à doença. Em dezembro, a mulher foi internada num centro de tratamento em Beni, na República Democrática do Congo. Ela respondeu bem ao tratamento, recebeu alta e teve a gestação monitorada. A neném, chamada Sylvana, nasceu pesando quase quatro quilos e continua sendo acompanhada.

O surto de ebola na RDC acontece desde agosto e, de lá para cá, foram confirmados 577 casos e 377 morte

A filha de uma mulher grávida que foi curada do Ebola sobreviveu e testou negativo para o vírus, em um caso que foi descrito como um milagre médico.

Sylvana, nascido em 6 de janeiro e pesando 3,7 kg, é o segundo bebê no mundo conhecido por ter sobrevivido depois de ter nascido com uma mulher que tinha Ebola. É o primeiro caso em que tanto a mãe quanto o bebê sobreviveram.

Em dezembro, a mãe de Sylvana foi internada no centro de tratamento do ebola em Beni, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), onde a resposta ao surto de Ebola foi prejudicada pela violência. A mãe foi curada e descarregada, e o desenvolvimento de seu bebê foi monitorado antes de retornar ao centro para dar à luz.

A mãe de Sylvana com o filho recém-nascido
 A mãe de Sylvana com seu filho recém-nascido, um dos dois únicos conhecidos por terem sobrevivido após nascer de uma vítima do Ebola. Foto: Cortesia do Ministère de la Santé RDC

Em todo o país, houve 577 casos confirmados de Ebola e 377 mortes desde que um surto foi declarado em agosto do ano passado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Dra. Séverine Caluwaerts, uma ginecologista de referência com Médicos Sem Fronteiras (MSF), disse que o nascimento de Sylvana ofereceu uma mensagem de esperança a outras mulheres.

“Antes, a mensagem era que seu bebê sempre pegaria Ebola. Agora podemos dizer que tivemos casos em que o bebê sobreviveu, está saudável e sem problemas ”, disse ela.

Caluwaerts fazia parte da equipe que tratou Nubia , o único outro bebê que se sabe ter sobrevivido depois de ter nascido com uma mãe com Ebola. A Nubia nasceu em um centro de tratamento para Ebola na Guiné em 2015, depois de receber três medicamentos experimentais, incluindo o remdesivir, que o MSF agora administra a mulheres grávidas na República Democrática do Congo. Sua mãe morreu horas depois de ela nascer.

O Sylvana foi testado duas vezes para a doença e os resultados foram negativos. No entanto, há um período de incubação de 21 dias para o Ebola, e seu progresso continuará a ser monitorado. Em outro caso recente na República Democrática do Congo, um bebê nascido de uma mãe curada do ebola foi testado como negativo no nascimento, e se tornou positivo seis dias depois. A criança morreu em seguida.

As mulheres grávidas tratadas nas clínicas de MSF na República Democrática do Congo recebem remdesivir, um dos vários medicamentos experimentais usados ​​na atual epidemia. “É uma molécula muito pequena e supomos que ela se transferirá mais facilmente para a placenta”, disse Caluwaert, que acrescentou que acredita-se que o vírus se acumula no líquido amniótico.

Não está claro qual tratamento foi dado a Sylvana, que foi tratada pela equipe da ONG Alima.

A taxa de sobrevivência para crianças de um ano e menos é de 17%, segundo dados coletados em MSF durante a epidemia na África Ocidental. A taxa de sobrevivência para mulheres grávidas foi de aproximadamente 45%. No entanto, este valor deve ser tratado com cautela, uma vez que os testes de gravidez não foram realizados rotineiramente nos estágios iniciais do surto ou em que as mulheres corriam risco imediato de morte. Outro estudosugeriu uma taxa de mortalidade de 80-90% para mulheres grávidas.

Mulheres que estão grávidas ou amamentando atualmente são negadas a vacina experimental para Ebola, uma política descrita como “totalmente indefensável” por especialistas em saúde.

A decisão, que foi tomada pelo ministério da saúde da RDC e ecoa as recomendações da OMS, baseia-se em preocupações de que a vacina pode causar complicações em crianças e bebês em gestação.

Até agora, na RDC, mais de 56.866 pessoas foram vacinadas. A vacina, feita pela Merck, é usada para imunizar um “anel” de contatos de qualquer pessoa que adoecer.

 

Dra. Joy DeGruy ea síndrome pós traumática do escravo

Trabalhos Publicados

A Dra. Joy DeGruy é autora do livro intitulado Síndrome do Escravo Pós-Traumático: o legado de lesões e ferimentos duradouros da América , que aborda os impactos residuais do trauma em descendentes africanos nas Américas. Síndrome do Escravo Pós-Traumático estabelece as bases para a compreensão de como o passado influenciou o presente e abre a discussão sobre como podemos eliminar atitudes não-produtivas, crenças e comportamentos adaptativos e construir sobre as forças que ganhamos do passado para curar lesões de hoje.

Síndrome do Escravo Pós-Traumático: “O Guia de Estudo” é projetado para ajudar indivíduos, grupos e organizações a entender melhor as atitudes e comportamentos funcionais e disfuncionais que nos foram transmitidos através de múltiplas gerações. O Guia incentiva e amplia a discussão e as implicações sobre as questões específicas que foram levantadas no livro de PTSS e fornece as ferramentas práticas para ajudar a transformar atitudes e comportamentos negativos em positivos.

O Dr. DeGruy publicou numerosos artigos publicados em periódicos e desenvolveu a “Escala de Respeito aos Adolescentes Afro-Americanos”, um instrumento de avaliação destinado a ampliar nossa compreensão dos desafios enfrentados por esses jovens em um esforço para impedir sua sobre-representação no sistema judiciário.

Randall Robinson, Gil Noble, Al Sharpton e muitos outros elogiaram o livro. Susan Taylor, Diretora Editorial da Essence Magazine, diz que “A Síndrome do Escravo Pós-Traumático é um trabalho mestre… Seu livro é o bálsamo que precisamos para nos curar e nos nossos relacionamentos. É o dom da totalidade ”. Adelaide Sanford, Vice-Chanceler do Conselho de Regentes do Estado de Nova York, afirma que“ Dr. O fascinante e fascinante livro de Joy DeGruy é uma leitura vital para o nosso tempo … Com as poderosas palavras do Dr. DeGruy, podemos e iremos curar. ”

Além de seu trabalho pioneiro na teoria explicativa e livro, Síndrome do Escravo Pós-Traumático, ela desenvolveu um modelo de educação baseada na cultura para trabalhar com crianças e adultos de cor.

Escritos da Dra Joy DeGruy

Fogos de artifício

Os fogos de artifício estão sendo comprados na expectativa de ver explosões bastante coloridas. Um retiro momentâneo para pessoas grandes e para crianças, lembranças em formação. Eu não posso invejar ninguém em seu momento de paz … para me perder em halos brilhantes.

Enquanto nossa terra tremer de febre, então chora e vomita fogo, e enquanto a Mãe Natureza convulsiona em seu sono, a busca continua por “unabtainium” em asteróides flutuantes e Marte … Os primórdios da colonização terrestre …

Estamos entorpecidos? Paralisado de medo? Dúvida preenchida? Apático? Esperançoso? Quer permanecer neutro / politicamente correto? 
Mas as igrejas estão queimando! Embora ninguém esteja falando muito sobre isso … as pessoas estão sendo caçadas, as comunidades estão sendo desmanteladas, as diferenças entre os que têm e os que não têm se ampliam, os fanáticos e narcisistas disputam o cargo mais alto da terra para governar pessoas e objetos saqueados. perto e longe. E a característica mais distintiva de muitos desses novos candidatos a líderes é sua falta coletiva de integridade.

“Eles se apressam para o fogo do inferno e o confundem com a luz” (Gleanings)

Aproveite o quarto … Cuidadosamente

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Uma Preponderância de Evidências

Enquanto isso parece dolorosamente fútil, meu coração partido e minhas preocupações pesadas me levam a escrever, eu acho, numa débil tentativa de acordar o sono para uma tragédia iminente. 
Este problema de ‘racismo’, um problema perigosamente subestimado em sua magnitude “permitido drift” pelos governados e governadores ”está construindo em sua severidade e agora visivelmente ameaça as vidas das pessoas de ascendência africana especificamente e eventualmente todas as pessoas deste país. 
A “liberdade”, a base moral sobre a qual o condado é construído, foi cooptada pela barbárie humana, pela arrogância, pela vaidade e pelo excesso.
A violência contra os afro-americanos não é nova nem isolada. Os ataques que muitos de nós testemunharam ou experimentaram diretamente são sistemáticos e brutais envolvendo o Governo Federal, a Polícia, os Terroristas Vigilantes de longa data e os poderosos Grupos e Organizações Políticas, entre outros! 
“Crimes contra a humanidade são certos atos cometidos como parte de um ataque generalizado ou sistemático dirigido contra qualquer população civil. A primeira acusação por crimes contra a humanidade ocorreu nos Julgamentos de Nuremberg. Crimes contra a humanidade já foram processados ​​por outros tribunais internacionais.
Eles não são eventos isolados ou esporádicos, mas são parte tanto de uma política de governo (embora os autores não precisa identificar-se com esta política) ou de uma ampla prática de atrocidades (tolerada ou tolerada por um governo ou uma autoridade de facto.) 
Murder ; massacres; desumanização; extermínio; experimentação humana; punições extrajudiciais; esquadrões da morte; uso militar de crianças; sequestros; prisão injusta; escravidão; canibalismo, tortura; estupro; perseguição política, racial ou religiosa; e outros atos desumanos podem atingir o limiar de crimes contra a humanidade se fizerem parte de uma prática generalizada ou sistemática ”.
Da captura, estupro, espancamento, tortura, mutilação, experimentação médica e linchamento, assassinato pela polícia, encarceramento em massa, deslocamento em série e terrorismo de vigilância. 
Há uma preponderância de evidências de que houve e continua sendo um ataque perpétuo generalizado contra os afro-americanos. 
Crimes que precisam ser julgados nos ‘Tribunais Mundiais’ 
Você está acordado?

Rosas pretas em Atlanta

São seis da manhã e acabei de fazer as malas. Eu estou indo para casa depois de ter apresentado a mais de 300 estudantes da Clark Atlanta University na Biblioteca Robert W. Woodruff no meu aniversário. 
Foi realmente o meu público de sonho… jovens, entusiastas, talentosos estudantes universitários afro-americanos. 
Eu os admirava mais do que eles podiam imaginar. Eles vieram me ouvir e ficaram muito tempo depois conversando comigo sobre vários tópicos. Fiquei emocionada ao ver tantas mentes ansiosas e brilhantes dispostas e bem capazes de tomar seus lugares como líderes, como alguns dos lendários heróis dos direitos civis que estavam na sala haviam feito décadas antes. 
Eu gostaria que mais de nós pudéssemos ver essa juventude notável em vez da constante enxurrada de imagens negativas que são exibidas na mídia tradicional.
Rosas Negras todas elas carinhosamente nutridas e crescendo. Que maior presente eu poderia ter recebido do que aquela de inestimável esperança e potencialidades ilimitadas que me cercam na forma dessas preciosas “confianças”? 
Obrigado Imara e Hermione e Summer por sua ajuda e apenas o jeito! 
Indo para casa para o meu homem … Eu realmente amo dizer isso lol !!!

Se você não pode vencê-los, seja eles!

Se você não pode vencê-los, seja eles!

Quando comecei minha pesquisa sobre trauma multigeracional e afro-americanos, procurei uma mentora e uma colega, Dra. Maria Yellow Horse Braveheart. Eu havia lido vários de seus artigos sobre traumas históricos sobre o impacto do colonialismo sobre os povos nativos e a dor não resolvida com a qual eles continuam sofrendo. Eu nunca tinha visto ou falado com Maria, então quando ela atendeu o telefone de seu escritório no Colorado eu secretamente me pergunto se ela estava bem. . . REALMENTE. . Nativo. Nós compartilhamos nossas sutilezas iniciais e sendo a pessoa surpreendente que ela é ela disse abruptamente: “Você está se perguntando se eu sou um verdadeiro índio”, ela riu e disse: sim Alegria eu sou um verdadeiro índio e eu ainda pareço indiano! “

Maria soube instantaneamente o que eu estava pensando e sentindo porque, como muitas de nós, havia encontrado a pessoa branca declarando subitamente o sangue indiano.

Eu não posso contar as inúmeras vezes que eu conheci uma pessoa de olhos azuis de cabelos loiros que de repente descobriu que eles possuíam um smidgeon de sangue indiano e prontamente saíram e compraram jóias turquesa, trançaram seus cabelos, e apareceram na sede da Tribal. Conversei com muitos dos meus amigos nativos sobre esse fenômeno “repentinamente indiano” e eles me conheceram com literatura que esclareceu as coisas para mim. Eu vou compartilhar um pouco com você!

E os não-índios que afirmam ser descendentes de princesas indianas?

Em um trecho de Custer morreu por seus pecados: Um Manifesto Indígena, nativo americano, Vine Deloria Jr. explica o fenômeno: 
Durante os meus três anos como Diretor Executivo do Congresso Nacional dos Índios Americanos foi um dia raro quando alguns brancos não visite meu escritório e orgulhosamente proclame que ele ou ela era descendente de índios.

Cherokee foi a tribo mais popular de sua escolha e muitas pessoas colocaram os Cherokees em qualquer lugar do Maine ao estado de Washington. Mohawk, Sioux e Chippewa eram os próximos em popularidade. Ocasionalmente, me contavam sobre uma tribo mítica da Baixa Pensilvânia, da Virgínia ou de Massachusetts, que gerara a posição branca diante de mim.

Às vezes me tornei bastante defensivo sobre ser um Sioux quando essas pessoas brancas tinham um pedigree que era muito mais respeitável que o meu. Mas acabei entendendo a necessidade deles de se identificar como parcialmente indianos e não se ressentir deles. Eu confirmaria suas histórias mais selvagens sobre seus ancestrais indígenas e acrescentaria alguns contos de minha própria esperança de que eles seriam capazes de se aceitar um dia e nos deixar sozinhos.

Os brancos que reivindicam sangue indiano geralmente tendem a reforçar as crenças míticas sobre os índios. Todos, exceto uma pessoa que eu conheci que reivindicou sangue indiano, reclamaram do lado de sua avó. Certa vez fiz uma projeção e descobri que, evidentemente, a maioria das tribos era inteiramente feminina nos primeiros trezentos anos de ocupação branca. Parece que ninguém queria reivindicar um índio macho como um ancestral.
Não é preciso muito discernimento sobre as atitudes raciais para entender o verdadeiro significado do complexo da avó indiana que atormenta certos brancos. Um ancestral masculino tem muito da aura do guerreiro selvagem, o primitivo desconhecido, o animal instintivo, para torná-lo um membro respeitável da árvore genealógica. Mas uma jovem princesa indiana? Ah, havia royalty para a tomada. De alguma forma, o branco estava ligado a uma casa nobre de gentileza e cultura, se sua avó fosse uma princesa indiana que fugiu com um intrépido pioneiro. E a realeza sempre foi um objetivo inconsciente, mas que tudo consome do imigrante europeu.

Os primeiros colonos, acostumados à vida sob déspotas benevolentes, projetaram sua compreensão da estrutura política européia sobre a tribo indígena na tentativa de explicar sua estrutura política e social. As casas reais européias estavam fechadas para ex-presidiários e servos, então os colonos fizeram todas as princesas das donzelas indianas, e então começaram a subir uma escada social de sua própria criação. Dentro da próxima geração, se a tendência continuar, uma grande parte da população americana acabará por se relacionar com Powhattan.
Enquanto uma verdadeira avó indiana é provavelmente a melhor coisa que poderia acontecer a uma criança, por que uma princesa indiana remota é tão necessária para muitos brancos? É porque eles têm medo de serem classificados como estrangeiros? Eles precisam de um laço de sangue com a fronteira e seus perigos para experimentar o que significa ser um americano? Ou é uma tentativa de evitar enfrentar a culpa que eles carregam pelo tratamento do índio? 
Vine Deloria Jr. Autor, teólogo, historiador e ativista (1933 – 2005 
Privilege em seu pior…) 
Em 25 de outubro de 1994, Susan Smith, uma psicopata completa, conseguiu engajar a nação em um frenesi emocional, recrutando agentes da lei para lançar um homem nacional caçar um negro fictício que ela alegou ter raptado seus filhos de 3 e 14 meses.
Choramingou na televisão nacional pelo agressor negro para devolver seus filhos inocentes. Esboços do raptor foram rapidamente produzidos e dois suspeitos negros foram eventualmente identificados. 
Esta mulher era traiçoeira e bárbara o suficiente para matar seus próprios filhos, amarrando-os em seus assentos de carro e afogando-os em um lago próximo. Nenhum ser humano não se angustia com o terror que deve ter experimentado. Mas como ela conseguiu esse poder? A resposta simples é “privilégio branco”.
Estamos realmente vivendo em tempos estranhos e bizarros e meu palpite é que vamos ver um comportamento muito mais estranho. Recentemente uma mulher branca alegou ser negra a ironia desta história é. . .espere por isso. . . espere por isso . . . ela provavelmente seria capaz de usar seu privilégio branco para ganhar sua reivindicação em um tribunal hoje. 
O que eu vejo é uma obsessão crescente e perigosa com o corpo físico que alguns podem oferecer ao “medo da morte” como um fator causal proferindo o último conflito humano de mortalidade como principal protagonista neste drama. 
Eu sinto que estou vivendo em algum lugar entre o Mágico de Oz e a vila de contos de fadas dos Imperadores New Clothes. O cordão foi puxado para trás e consigo ver o homem triste e assustado que se esconde atrás da cortina e o homem nu convencido de que está usando roupas.
Eu entendo o Mago e o Imperador, mas estou ligado a outro lugar, talvez um lugar ainda mais difícil de imaginar ou acreditar, o verdadeiro Never, Never Land, um lugar chamado. . . Realidade! 
O fim

Na memória de Malcolm:

marroquino

Minha viagem ao Marrocos, África e Barcelona, ​​Espanha, foi verdadeiramente inspiradora, onde o antigo, o novo e o antigo se combinam para produzir um mapa pitoresco da história. Ambos os lugares compartilham legados de conquistas, colonização, desestruturação, reconstrução e renovação.

Mais uma vez, eu estava na África e mais uma vez toquei o solo do misterioso continente que tanto amo e desejo.

A cultura marroquina é uma mistura de influências indígenas berberes, subsaarianas, árabes e européias. Intensamente orgulhoso, corajoso e desesperado.

Barcelona fundada por volta do século III aC. dito para ser nomeado após o pai de Aníbal, (Hamilcar Barca), em seguida, levado por Roma na Idade Média.

A Espanha é povoada por pessoas da Catalunha do Paquistão, Itália, China, Equador, Bolívia e Marrocos. Há uma consciência tácita do cabo-de-guerra cultural que existe, mas o espaço é dado àqueles “diferentes” para se moverem e viverem com cautela.

Ambos os países são ricamente diversificados, mas ainda lutam com questões de identidade cultural e inclusão. Mas essas tensões dificilmente são percebidas pelo turista desconhecido no solo.

Minha tripulação foi bem recebida onde quer que estivéssemos, os poucos olhares cautelosos que recebemos vinham apenas de turistas.

De volta para casa eu ainda estou brilhando com o calor da minha viagem, mas logo recebi com os tão familiares males sociais da América, novos novos casos de violência, racismo e loucura de sua variedade de jardim. As tensões são palpáveis, mas a negação ainda está em alta. 
Lembro-me de repetidas advertências à América de que se as questões raciais entre negros e brancos 
puderem se desviar … 
“… isso fará com que as ruas das cidades americanas corram com sangue …” ~ Cidadela da Fé ~

Pode algum observador honesto não ver a evidência de nossa negligência? As décadas de convulsões raciais? O sangue literal correndo pelas ruas como resultado direto de um verdadeiro racismo estrutural, institucional e desenfreado?

Pergunte às famílias de Emmet Till, Martin Luther King Jr., Medgar Evers, Martin Trayvon, Jordan Davis, Eric Garner, Michael Brown, Tamir Rice, Walter Scott e as inúmeras outras famílias de homens negros, mulheres e crianças cujo sangue fluiu literalmente na rua … eles dirão a verdade que muitos ignoraram ou negaram.

Talvez tenhamos ficado tão acostumados a ver o “sangue negro” sendo derramado que essa tragédia passou despercebida. Estamos no precipício com mudança de alcance, uma mudança paradigmática na forma como nos envolvemos uns com os outros como seres únicos neste planeta é perceptível ainda “Travail and sorrow” aguarda. 
É sempre mais escuro antes do amanhecer e, em antecipação ao amanhecer de amanhã, os pássaros começaram a cantar. 
É hora de levantar!

Lembre-se, lembre-se …

Eu nasci em 1957 e em apenas alguns dias vou ter 57 anos, quando minha mãe morreu quando morreu. Talvez seja por isso que estou me sentindo muito e prestando muita atenção às coisas que estão acontecendo ao meu redor e no mundo. 
Tenho pensado sobre meus filhos e os filhos de outras pessoas, ouvindo sobre muitos dos desafios nacionais e globais que enfrentamos. Eu posso ver e até mesmo ouvir o gemido da terra que está verdadeiramente cansado de nós … 
E eu me pergunto se nós preparamos adequadamente aqueles que vêm depois de nós … para assumir o comando. Estou tão empolgado com a energia deles e visões do futuro. Seu conhecimento e arte sua coragem e tenacidade!
Que mundo eles herdaram tão avançado e fantástico capaz de coisas tão maravilhosas e ainda assim sempre precisando de heróis e heroínas para resgatá-lo, um mundo aparentemente sempre na linha entre a sombra e a luz oscilando à beira do precipício … 
Eu montei minha ando de bicicleta 10 milhas hoje e sorri enquanto o vento me refrigera do sol da Califórnia e da seca, me deixando esquecer os incêndios que estão ocorrendo nas proximidades… Todo o tempo ouvindo Roberta Flack cantar “A primeira vez que vi seu rosto” 
Então aqui está Meu aniversário Desejo àqueles a quem eu desajeitadamente entreguei o bastão: 
Fique atento. Comemore, sirva e ensine diariamente, seja Keepers da música! Saiba que rir é terapêutico, amar e cuidar de si mesmo e dos outros e encontrar alguém com quem caminhar o caminho da vida. 
Sempre – 
Lembre-se deles …
Lembre-se de nós… 
Lembre-se do que tantos de nós esquecemos… Esse “Amor” é o poder ilimitado que cria e restaura, que nos mantém e une os átomos do universo, sem composição e, portanto, indestrutível. 
Por causa do amor você nunca estará sozinho. 
… Sempre a 
alegria

Seja ainda e saiba ...

Seja ainda e saiba …

Seja ainda e saiba. . .

Meu prato está cheio e as tarefas à frente estão girando em torno de mim. Alguns como algo me disse para parar! Para ficar quieta e o que aparecia diante de mim e dentro de mim era uma lembrança de paz e conhecimento tranquilos. Veio como um beijo carinhoso na minha bochecha e uma brisa quente me lembrando do que é mais importante. . . amor tornado visível através de nossos “esforços e finais”.

A verdade é um ponto único

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A verdade é um ponto único

“O conhecimento é apenas um ponto, mas o ignorante o multiplicou.” 
(The Seven Valleys p. 25,)

Eu estava explicando a um amigo outro dia sobre o conceito de Kuhn da estrutura das revoluções científicas. Eu estava mais focado na ideia de como as mudanças de paradigma ocorrem. Parece que os seres humanos são tão resistentes à mudança que se comportarão de maneiras muito peculiares quando confrontados com informações que conflitam com sua experiência e compreensão limitadas. Por exemplo, Giordano Bruno foi torturado e queimado até a morte por suas crenças sobre um universo expansivo. Outros com grande gênio são demonizados ou deliberadamente removidos da literatura ocidental, como Imhotep, o africano responsável pelo primeiro edifício de pedra monumental do mundo conhecido, a pirâmide de degraus e o pai da medicina.

Mesmo quando confrontados com fatos claros e inegáveis, os seres humanos evitam as verdades que os assustam. Quando foi a última vez que você esteve em uma reunião onde bandejas de cinzas estavam sobre a mesa e indivíduos liberavam cigarros? Ainda me lembro de estar em tais reuniões. Hoje, haveria um ultraje tão coletivo que ninguém se atreve a expor as pessoas a tais perigos de saúde flagrantes. Mas o que é necessário para que uma mudança nas crenças e ações ocorra? Claramente, não é suficiente simplesmente compartilhar alguns fatos e evidências apenas. Não, precisa haver uma preponderância de evidências! Em outras palavras, tanta evidência é impossível refutar. Esse conhecimento torna-se tão profundo e penetrante que força uma mudança de paradigma em nosso pensamento e, finalmente, em nossas ações e comportamento.

Enquanto não dormia em Minnesota, decidi olhar meus e-mails. Duas pessoas me enviaram mensagens abordando questões idênticas com links para vários vídeos totalmente diferentes sobre o tema das desigualdades estruturais historicamente impostas aos afro-americanos em geral e aos homens negros especificamente. Os vídeos mostravam homens e mulheres, brancos e negros, acadêmicos, jornalistas, atores e até astrofísico. E todos eles estavam dizendo a mesma coisa sobre raça e racismo na América.

Será que as massas não coloridas da América finalmente despertaram para uma verdade tão dolorosamente óbvia e visivelmente clara para as pessoas de cor? É possível que uma mudança vagamente perceptível esteja ocorrendo no pensamento dos brancos na América sobre o racismo? Enquanto sou encorajado, estou bem ciente de quanto tempo levou a humanidade a não ser o fato de que a Terra não era o centro do universo e quantos milhões de mortes por fumar ocorreram antes que a indústria do tabaco admitisse o que sempre souberam sobre a doença. perigos do tabagismo. E agora há todo o debate sobre o aquecimento global que está aumentando, e o tempo todo o planeta está gritando ‘salve-me!’

Eu estou ao lado de tantos que estão exaustos em levantar a verdade sobre o racismo e os danos que isso causa a todos os cantos do país, de faculdades e universidades, a corporações e prisões, do Senado aos púlpitos, de palácios a esquinas. Eu divago … Talvez seja a minha falta de sono ou a percepção frustrante de que alguns ainda têm a opção de reconhecer, negar, perverter ou simplesmente ignorar a verdade. Eu não vou, não posso …

E quanto a você?

Um sinal dos tempos

Um sinal dos tempos

Eu estava sentado em uma peça quando recebi o telefonema do meu filho que o veredicto estava em e eu poderia dizer que ele não estava bem. Saí do meu lugar e entrei no saguão para tentar descobrir o que dizer a ele. Este seria um momento que todos nós nunca esqueceríamos. As toneladas de respostas, a angústia e os protestos aumentaram até o ponto de ebulição e o pote ainda está fervendo. Muitos descreveram a sensação de serem pegos de surpresa, mas acho que fomos todos esquecidos ; esquecendo-nos e esquecendo nossa história. ”

Em pé ao sul das estrelas e listras, há um povo que há muito sofre, é torturado e desprezado. Nós nos movemos e agimos como se não acreditássemos que é assim. Continuamos com nossas vidas diárias tentando nos convencer de que o passado não importa mais, que estamos seguros agora. Talvez seja o bairro de classe média ou o nível de educação que fornece essa fina camada de confiança para alguns. Eu não vou enlamear as águas adicionando mais uma avaliação do caso ou, os detalhes em torno dele. Eu sofri como uma mãe e como um estranho muito longe para saber como era a verdadeira dor.

Uma família que buscava e merecia justiça tornou-se peões em um jogo de xadrez que eles nem sabiam que estavam jogando. Adicionar minha opinião à discussão agora seria infrutífera, é como participar daquela temida reunião da força-tarefa para discutir as razões da reunião da força-tarefa a fim de determinar a tarefa real da reunião da força-tarefa, para nunca realmente completar a tarefa. A maioria de nós já “esteve lá” antes de alguma forma ou forma e é uma perda de tempo e, neste caso, um desperdício de vida.

Os americanos foram amamentados com base no racismo, desce com o leite e reagimos com surpresa quando vemos as evidências disso no mundo e em nossas próprias vidas. Estamos andando no grande Titanic que é a América e nos recusamos a acreditar que estamos indo para baixo. Que vergonha Nossos filhos precisam muito mais do que o que estamos dando a eles. Nós irresponsavelmente os enviamos para um campo de batalha de uma guerra furiosa sem armadura. Ainda os preparamos para a escola; nós os preparamos para esportes e os preparamos para o trabalho. Em uma palavra, somos responsáveis ​​por prepará-los para a vida!

No entanto, se quisermos ser bons mordomos dos jovens, pais cuidadosos e adultos maduros de que nossos filhos precisam em sua aldeia, não podemos simplesmente prepará-los para as tarefas comuns. Também devemos prepará-los para resistir ao ataque do terrorismo, à ilegalidade, ao ódio e à decadência moral que se tornou uma parte muito importante do mundo que eles estão herdando. As pessoas estão me perguntando o que estou fazendo pessoalmente sobre a crescente crise; Eu vejo todo mundo colocando os dedos dos pés e das mãos no dique rachando da América o tempo todo chamando por mim dizendo: “Dr. Alegria! Venha colocar os dedos no dique para ajudar a reter a água! 

Eu digo a eles que não posso. Ofereço-lhes apoio e encorajamento em suas tarefas, mas recuso-me a colocar meus dedos das mãos e dos pés em um dique que está além do reparo.

Eu estou, junto com outros, tentando construir um novo edifício para conter o fluxo de racismo que é, e sempre foi, sobre nós. A nova estrutura precisa de toda a nossa ajuda para construir e requer melhores materiais; é construído de compromisso inabalável, e vem de conhecimento e sabedoria, habilidade, entusiasmo insaciável, organização e destemor.

Toda grande civilização tem seu começo, seu pico e, inevitavelmente, sua queda. A questão é … que horas são para a América? Quais são os sinais nos dizendo? A resposta a essa pergunta determinará o caminho que todos devemos seguir. Ainda assim, em meio ao tumulto recente, a indignação e alarme, as vítimas e seus vitimizadores, o fluxo constante de revoltas e tristeza sobre tudo o que estava perdido, um raio de luz apareceu para mim em um lugar imprevisto e no momento perfeito no tempo.

Recebi uma mensagem do meu neto de 10 anos. Ele me enviou uma foto de um lagarto, porque ele realmente ama lagartos. Ele estava animado por tê-lo visto com suas marcas coloridas antes de se afastar para um lugar de segurança. Parou apenas o tempo suficiente para ele tirar a foto como um farol, para lembrar as pessoas como eu que não acabou! Beleza e terror coexistem juntos e de alguma forma nós sobrevivemos.

Eu me vi entre dois mundos – o de uma crise nacional e global prestes a explodir, e o mundo de um garoto de dez anos que ainda vê a ordem e o encanto no caos. Um menino cujas esperanças e sonhos estão sempre presentes e em crescimento, cujo coração permanece imaculado pela fealdade que o circunda e apesar da história comum que une o tirano e os oprimidos.

Esta pequena criatura lutando era um lembrete e uma mensagem de advertência que todos nós devemos segurar como muitos heróis e campeões de muito tempo atrás, cujo sangue agora percorre as veias do meu neto doce.

Eu escrevi de volta para ele e disse: “Sim, Nasir! Na verdade, é um lindo lagarto.

Um Ensaio pelo Grande Grande Sobrinho de 10 Anos da Alegria

O seguinte é um ensaio que o grande sobrinho de 10 anos de Joy escreveu e queria compartilhar.

 

Na minha opinião, uma mulher forte é alguém que ajuda as pessoas, alguém que luta pelo que está certo, apesar dos obstáculos, e alguém que é cheio de coragem. A definição do dicionário de forte é ter força ou autoridade ou ter força maior que a média. Acredito que a Dra. Joy DeGruy é uma mulher forte porque demonstrou muitas dessas qualidades em sua vida e, acima de tudo, através de sua pesquisa e trabalho.

Dr. DeGruy é um pesquisador, autor e educador renomado nacional e internacionalmente. Ela é um clínico por formação e tem um PHD em pesquisa de trabalho social. Ela é pioneira em seu campo, e sua pesquisa é sobre “traumas multi-geracionais, especialmente no que se refere ao povo afro-americano”.

Com base em seu trabalho e pesquisa, ela publicou um livro que falava da Síndrome do Escravo Pós-Traumático (TEPT). Em minha entrevista com ela, o Dr. DeGruy explica que o PTSS é “sobre trauma multi-geracional que começou com a escravização dos africanos em 1600 e os tipos de traumas mentais, emocionais e físicos que eles experimentaram, que eles repassaram alguns daqueles traumas, alguns dos comportamentos ou os sintomas desses traumas para seus filhos … ”Seu trabalho ajudou pessoas afro-americanas e pessoas que trabalham com afro-americanos a aprender sobre esses traumas e entender alguns dos comportamentos sem“ descartá-los ou julgá-los ”.

De acordo com o Dr. DeGruy, “PTSS identifica como as pessoas (afro-americanos) foram profundamente feridos mentalmente, emocionalmente e espiritualmente por mais de centenas de anos.” Dr. DeGruy explica que sua pesquisa em PTSS ajuda os afro-americanos a entender seu valor intrínseco e a nobreza como seres humanos ”e“ ajuda-os a superar esses sentimentos de baixa auto-estima ”.

A Dra. DeGruy ajuda as pessoas porque ela diz que é sua forte crença espiritual que, como membro da fé bahá’í, é uma de suas responsabilidades ajudar as pessoas. Ela também diz que está cumprindo seu propósito na vida através de seu trabalho ajudando os outros.

Ela me inspira porque ela abriu o caminho para uma nova maneira de pensar sobre trauma relacionado a afro-americanos e ela está tentando ajudar a curar as feridas dos afro-americanos que aconteceram ao longo de muitas gerações.

Estou muito orgulhoso dela.

Ela é corajosa para falar sobre este assunto, embora seja muito difícil para muitas pessoas entenderem especialmente o que está acontecendo na história do povo afro-americano. Ela não parou e eu não acho que ela vai parar por muito tempo.

A Dra. DeGruy também é da família e é uma das minhas tias mais adoráveis.

– Akhil

Lembrando…

 

“Direito temporariamente derrotado, é mais forte que o mal triunfante.”

Martin Luther King jr.

 Já passou da meia-noite e voltei de uma jornada cansativa, mas memorável. O dia começou com uma viagem para a Carolina do Sul para falar na celebração anual MLK das Organizações dos Ministros do Condado de Anderson. Eu me ofereci para falar em nome do United Negro College Fund. Eu escutei o Coro da Juventude cantar e fiquei com a platéia enquanto cantávamos o Hino Nacional Negro juntos. Enquanto aguardava a minha vez de falar, meus pensamentos voltaram ao início do dia e à posse do presidente Barack Hussein Obama. Eu escutei um Comandante e Chefe mais velho e libertado que, de todas as aparências, estava finalmente dando sua palavra.

Fiquei impressionado com a esperança, a diversidade e a excitação unida enquanto observava uma multidão enfeitiçada olhar admirada com o que parecia um momento congelado na história. Um homem afro-americano que cumpria um segundo mandato como presidente dos Estados Unidos era de fato histórico. No entanto, aqui estava eu ​​na Carolina do Sul, o único Estado que 236 anos atrás se recusou a votar para acabar com a escravidão na Convenção Constitucional de 1787, permitindo que a escravização e o sofrimento de milhões de africanos continuassem, enquanto insistia que eles pudessem contar os escravos. como residentes, a fim de reunir mais poder político para continuar sua prática bárbara.

Fiquei imaginando quantas pessoas nessa audiência de mais de mil pessoas estavam cientes da história de seu estado. De alguma forma, senti uma desconexão; Era como se as várias gerações diferentes na sala não soubessem o que as unia. Eu pensei que talvez eu pudesse ajudar a preencher a lacuna, mostrando um fio comum, que ligava o passado com o presente e o futuro. Uma tarefa difícil de cumprir em um discurso de vinte minutos e um desafio muito maior para mim do que qualquer palestra que eu já tivesse feito.

Senti um peso no coração enquanto olhava para o filme do falecido Dr. Martin Luther King Jr. Fiquei imaginando como ele conseguiu continuar quando estava cansado e com medo. Eu seria negligente se não reconhecesse as longas batalhas pela liberdade, a luta incessante e a recusa de desistir mesmo diante da morte. Ainda assim, nunca senti tal dissonância; por um lado, sou grato por aqueles que ficaram nas cidades dos rifles e, por outro lado, sinto-me dolorosamente consciente da tênue corda bamba da justiça e da liberdade que meus filhos e netos agora andam.

Relembrando, lembrei-me de minha avó, como seu rosto se iluminava cada vez que ela me olhava como se eu fosse o maior presente que ela já recebera e eu soubesse desde o começo que era amada e que havia muita coisa esperada de mim. Agora eu estava sendo apresentado e o que eu achava que seria uma simples leitura da pequena biografia no programa impresso se transformou em uma recitação embaraçosa do meu currículo, o resultado de muita informação on-line. Eu implorei ao MC para intervir, mas eu apenas tive que sorrir e aguentar. Parecia pretensioso e arrogante e eu me encolhi a cada minuto extraordinariamente longo.

Eu me aproximei do pódio, olhei para a multidão e soube instantaneamente que não ia mostrar um único slide da minha apresentação em power point totalmente preparada. Esta noite eu ia simplesmente compartilhar minha história. Não é nenhum mistério como eu me tornei um contador de histórias e tudo começou num dia quente de verão, quando estávamos jogando beisebol no nosso quintal. Eu era pequena demais para segurar o bastão para que papai batesse para mim e eu corresse as bases. Estávamos dando um tempo, mamãe trouxe limonada e papai estava em pé ao sol, apoiado em seu bastão, quando de repente ele começou a recitar o famoso poema de beisebol “Casey at the Bat”. Perdi toda a consciência de qualquer coisa ou alguém, eu só podia veja papai, Casey e todas as pessoas nas arquibancadas. Fui transportado para outro local e tempo e nesse momento a trajetória da minha vida mudou e o resto é história.

Foi um dia longo e incrível e estou vazio. Espero ansiosamente por um sono repousante que reabasteça minha força e espírito, para que amanhã eu esteja apto a servir com distinção e coragem, seja qual for o desafio.

Alguns dizem, e muitos acreditam, que com esta eleição presidencial os EUA receberam um breve alívio, uma segunda chance para acertar e curar; para manter a retaliação por seus pecados não resolvidos. . . Eu suponho que isso continua a ser visto.

Lembrando. . .

Alegria

A verdade do evangelho

Não importa quem você é, ou quais são as suas crenças, ninguém pode negar a emoção que cada um de nós sente cada vez que ouvimos Nat King Cole cantar “A Canção de Natal: Castanhas Assadas em um Fogo Aberto.” Não é só a música, ou mesmo as palavras. É o espírito corporificado por aquela voz melodiosa e inconfundível que nos move a todos; Independentemente das nossas origens, experiência, classe ou raça, a música realmente “eleva” o campo de jogo porque é uma linguagem que todos podem entender. Como a oração, seja realizada ajoelhada, curvada ou de pé, com as mãos juntas, ou palmas voltadas para cima, quer sejam ditas em silêncio, sussurradas, ditas ou cantadas, elas comunicam o mesmo sentido de devoção e fé.

09 de dezembro th2012 seria a primeira vez que eu participaria do programa Gospel Christmas do Oregon Symphony. Este foi também o primeiro ano em que as famílias afro-americanas que participaram de um programa local de Portland focado em curar a família negra foram convidadas a comparecer. Embora a maioria das famílias que convidamos para a Sala de Concertos de Arlene Schnitzer provavelmente tenha passado pelo local em algum momento, a maioria das famílias nunca teve a oportunidade de assistir a um evento lá ou assistir ao show do Oregon Symphony. As famílias negras provavelmente tinham visto as filas de pessoas, em sua maioria brancas, vindas de todas as direções, vestidas elegantemente em vestidos brilhantes e smokings comprados apenas para tais ocasiões. Eles podem até ter sido esbarrados por mais que alguns dos freqüentadores da sinfonia que correram para o grande salão alheios aos transeuntes.

Hoje à noite, porém, eles estavam entre os convidados da sinfonia. E elesChegou lindamente vestido, animado e com antecipação de uma noite maravilhosa. Ainda assim, era possível detectar alguma inquietação quando olhavam em volta para os olhares vazios vindos de pessoas que pareciam surpresas ao vê-los ali. Alguns participantes mais regulares da Symphony pareciam até assustados com a presença dessas famílias negras, parecendo confusos como se estivessem vendo uma foto fora do lugar. O desconforto que as famílias sentiam começou a diminuir à medida que chegavam mais rostos familiares. Uma a uma, as famílias começaram a saudar, rir e conversar calorosamente – quase inconscientes das multidões de freqüentadores regulares, algumas com colares de diamantes e anéis com pedras tão grandes que dificilmente poderiam passar despercebidas; muito o ponto que eu imagino.

Uma vez lá dentro, a música começou, todos entraram em silêncio. O maestro foi o compositor e performer realizado Charles Floyd, um homem afro-americano originalmente de Chicago. Ele ergueu seu bastão da maneira habitual e o repertório de clássicos do evangelho que se seguiu levaria o público a uma jornada mágica.

O Sr. Floyd recrutou alguns dos talentos negros locais de Portland, muitos dos quais eram vocalistas, compositores e músicos bem-sucedidos, e seu desempenho era nada menos que incrível e brilhante!

Now our black families felt very much at home; the music transported them to a familiar and safe place so they stood up from their seats, closed their eyes and held their hands high as they listened, unconcerned and scarcely aware of those around them.  Soon I began to see more of them sprinkled throughout the hall standing like the only remaining trees that had survived a major storm, bending and swaying with the wind instead of being broken by it.  They clapped and shouted in the customary black call and response tradition.

Minha família sentou-se na sacada, onde minha neta de 2 anos e meu neto de nove meses adoraram juntar-se a todos batendo palmas minúsculas ao final de cada música. mais pessoas continuaram a subir de seus assentos para balançar para trás e para a música. Quando minha família ficou de pé e aplaudiu durante, e não depois , as canções, as pessoas sentadas na fila à frente frequentemente olhavam para trás como se estivessem confusas com nossos aplausos espontâneos e começaram a sussurrar nervosamente umas para as outras.

No começo eu pensei que eles estavam ficando irritados com a animação que vinha da nossa fila, mas notei que eles estavam cautelosamente olhando pela sala e depois de um tempo eles lentamente começaram a se levantar e bater palmas, alguns até começaram a cantar junto. Parecia que sua aparência nervosa e tagarelice era a busca por “permissão” para agir fora de sua norma. Eles estavam esperando por algo que os sancionasse a expressar-se externamente, o que eles estavam sentindo internamente. Sem dúvida para muitos, isso foi tanto uma anomalia cultural e religiosa, um enorme afastamento de seu culto de adoração dominical típico, onde o comportamento de alguém é refletir um frescor calmo de maneiras, especialmente quando o coro canta.

A meio caminho de “Vá contar na montanha” quase todo mundo estava de pé batendo palmas, cantando e balançando. A solista sabia como nos trazer para casa e foi exatamente isso que ela fez! Mesmo o Condutor incomumente ‘composto’ não conseguia esconder suas emoções enquanto lutava para falar.

Nós naquela sala compartilhamos uma verdade naquela noite, uma verdade que desafiou a retórica de inferioridade e superioridade, de crença e incredulidade, de medo e de coragem. No entanto, é provável que ele não seja revelado e continue sendo um segredo mantido pelos detentores de ingresso mais experientes, ainda cautelosos com a desaprovação de seus parentes e amigos.

Mas não se preocupe, como MLK disse:

“A verdade temporariamente derrotada sempre será mais forte que o mal triunfante”

Hoje reflito sobre essa maravilhosa experiência compartilhada de música e espírito à luz de tragédias ocorridas em casa e no exterior e sou grato por aquela noite, onde a devastação das doenças, a corrupção de mulheres e meninas, o assassinato de criancinhas e tudo mais. a fealdade severa do mundo foi mantida à distância. . . se apenas por um curto período de tempo.

Sua irmã

Alegria

A mulher impar e a mosca do dragão

A mulher impar e a mosca do dragão

Duas coisas distintamente diferentes, mas comoventes, aconteceram comigo hoje, eu estava voltando para casa e para evitar o tráfego da auto-estrada, eu tomei as ruas. Foi uma decisão sábia. As ruas estavam claras na maior parte do tempo, o sol estava se pondo, e eu aproveitei a brisa fresca que entrava pelas janelas enquanto eu dirigia.

Havia cerca de dois carros à minha frente, então reduzi a velocidade um pouco e, de repente, à minha direita, estava uma mulher que parecia estar de meia-idade com um rosto envelhecido tão vermelho quanto uma beterraba me encarando. Ela parecia enfurecida e estendeu o dedo do meio na minha janela, seguida pela palavra profana que definiu seu gesto. Fiquei assustada, mas sem me mexer com o comportamento dela, pois ficou bem claro, no breve momento de passar por ela, que ela não estava “toda lá”. Era óbvio que ela estava direcionando sua raiva para mim, mas seus olhos pareciam fixos em outra coisa, como se ela estivesse olhando através de mim para um adversário logo atrás ou atrás de mim.

Eu descreveria seu olhar como um olhar de loucura em oposição à raiva. Depois de cerca de um quarteirão, decidi me virar para observar se ela continuava agitado e, de fato, ela estava. Só agora ela estava balbuciando para si mesma e andando rapidamente. Logo à frente, vi um grupo de crianças andando em sua direção, então diminuí a velocidade e distraí-la o tempo suficiente para as crianças passarem, escapando de sua atenção.

Eu não tinha certeza do que mais deveria fazer, afinal, ela poderia ter sido inebriada ou simplesmente irritado com alguém. Mas talvez fosse algo mais, algo que pudesse levá-la a pisar na frente de um carro ou do trilho leve, ou empurrar alguém na frente de um. Eu decidi ligar para a polícia e compartilhar o que eu tinha testemunhado e deixar a critério deles agir ou não. Eu não estava tentando “ser um bom cidadão” e relatar qualquer atividade ou comportamento incomum. Eu estava agindo fora do meu intestino, conselho que meu pai me deu há muito tempo. “Confie em seu instinto Joy”, ele diria, “pode ​​salvar sua vida um dia”.

Eu estava pensando sobre o que acabara de acontecer quando cheguei em casa. Eu estava decidindo se escrever sobre isso quando notei um enorme dragão voar na calçada bem na minha frente. Este não foi meu primeiro encontro próximo com uma mosca-dragão; No verão passado, um deles tinha voado para a janela do meu carro e, freneticamente, ziguezagueou ao redor da minha cabeça até que eu puxei o carro para fora e passei os dez minutos seguintes tentando afugentá-lo de qualquer uma das minhas quatro portas abertas.

Este estava lutando e zumbindo no chão, mas incapaz de voar. Não era tão grande quanto a que agraciava meu Camry, mas era muito mais bonita com marcas coloridas de amarelo, verde e preto. Eu tentei assustá-lo no vôo para que ninguém pisasse nele, mas ele caiu várias vezes até pousar de novo em suas pequenas pernas tremulando nervosamente. Inclinei-me para ver se havia quebrado uma asa, mas eles pareciam estar se movendo perfeitamente. Então me ocorreu, que diferença faria se as asas fossem feridas ou se as pernas estivessem quebradas? Não havia absolutamente nada que eu pudesse ou provavelmente faria sobre isso de qualquer maneira.

Eu vi dois meninos pequenos do outro lado da rua e pensei em chamá-los para que pudessem vir e ver a linda e espetacular mosca do dragão ferida. Então me lembrei do que os garotinhos da minha vizinhança faziam com criaturas indefesas e resolvi passar essa ideia. Enquanto me afastava, senti – embora apenas um pouco – “derrotado”.

Refletindo sobre os dois eventos, agora estou assustada com minha presunção. Quem sou eu para assumir que a mulher irada não tinha direito justificável à sua própria raiva? E mesmo que a raiva dela em relação a mim não parecesse razoável, ainda é seu direito. Quanto à bela e delicada mosca-dragão, tudo o que vive finalmente morre. A mosca do dragão, ao contrário dos humanos, não pode agir fora dos limites da natureza, então as coisas eram como deveriam estar no mundo do meu pequeno amigo alado e quão arrogante da minha parte imaginar que eu tinha qualquer poder ou necessidade de mudar o curso da vida até mesmo desta pequena criatura.

Eu me juntei às fileiras do que é considerado “adultos maduros” e recebo o respeito e os privilégios que são culturalmente devidos a alguém da minha idade devido a um aprendizado acumulado conferido. Há um ditado familiar de que a juventude é muitas vezes desperdiçada nos jovens; talvez uma verdade igual seja que a sabedoria é às vezes desperdiçada no velho.

Não se preocupe, porém, há também espaço para aqueles que, como eu, estão em algum lugar entre a juventude e a sabedoria, feliz por eu ter hoje … mais um dia … para aprender e crescer!

Paz…

Conversa corajosa

Conversas honestas e diretas sobre raça estão atrasadas. Para alguns, a conversa é nova e desafiadora e, para outros, é um fato cotidiano da vida, necessário e contínuo. Nossa história está repleta de homens e mulheres que avançaram a discussão sobre raça, racismo e desigualdades estruturais. Eles foram ex-escravos e ex-donos de escravos, foram pobres e ricos, educados e analfabetos, todos tendo avançado a conversa à sua maneira e sofrido as consequências de abordar o assunto.

Hoje, aqueles de nós capazes de enxergar através da “diversidade” manufaturada de maneira estéril, começaram a desafiar o pensamento convencional em relação ao racismo institucional e sua consequente destrutividade. Glenn Singleton abordou a questão através do programa que ele desenvolveu chamado “Conversa corajosa”, com um foco específico na construção de abordagens e habilidades eficazes para eliminar as disparidades raciais na educação.

Estamos longe de alcançar a equidade e a justiça social, então vamos todos nos juntar à conversa!

———–

* Em outubro de 2012, o Dr. Joy será um orador principal na “Cúpula pela Conversação Corajosa 2012” em San Antonio, Texas.

O imperador não tem nenhuma roupa

My Son recentemente me mostrou um vídeo de Tupac Shakur como um holograma tocando no palco com Snoop Dogg. O concerto estava acontecendo em um lugar onde Tupac nunca havia se apresentado e claramente em uma época em que ele não estava mais vivo. É incrível o que a tecnologia pode fazer. No entanto, vou oferecer uma nota de advertência.

Eu me lembro quando Bo Derek, o astro do filme “10”, foi creditado com a criação de tranças “corn row”. Lembro-me de outra época em que, em um documentário sobre a história e as origens da música jazzística, Wynton Marsalis, encontrando dificuldades para manter a compostura, identificou um músico branco que afirmava  ter  origem no jazz.

Vivemos numa época em que as distorções da verdade abundam e, talvez mais alarmantes, as distorções de nossa realidade humana. Nós aceitamos a violência como uma função natural e esperada da vida. Continuamos a normalizar a crueldade e a desonestidade, na medida em que temos que criar leis ou movimentos para nos proteger contra os valentões e aqueles que insistem em que eles têm o direito de “defender sua posição”.

Mas o que dizer das “virtudes”? Onde bondade, confiabilidade, integridade e justiça estão nestes tempos? E quais valores reverência, lealdade e cortesia têm hoje? O que estamos dizendo aos nossos filhos sobre essas qualidades? Não apenas compramos com todo o coração a noção de que “o imperador está de roupa”, começamos a construir expertise em torno da qualidade do tecido e como as roupas se encaixam bem! E se alguém ousar questionar essas distorções da realidade, elas são consideradas irrelevantes, perdidas no passado, tendenciosas e / ou irracionais.

Esse seguimento cego é um problema muito maior do que você pode suspeitar, e está minando nossos corações e prejudicando nossa aldeia global. Este mundo está cheio de fôlego, captando imagens da natureza em toda a sua beleza, vastos espaços e ainda mistérios desconhecidos, todos feitos de ‘matéria’ e destinados a eventualmente se decompor e se transformar em algo diferente, incrível e incrível de se ver … como Tupac executando vivo. Ainda não vivo.

Basta lembrar que é apenas um holograma! 
Alegria

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ISA analisa Medida Provisória que afetou as políticas socioambientais brasileiras

gee4Uma das frases famosas de Jair Bolsonaro é a de que o objetivo de seu governo seria fazer o Brasil semelhante àquele de “40, 50 anos atrás”. Apenas oito dias depois da posse, não é possível saber se a promessa será cumprida. Mas há sinais de que o caminho foi aberto na área ambiental.

ISA passou um pente-fino na redação da Medida Provisória (MP) e dos decretos que produziram, nos primeiros dias da nova gestão, a mais drástica reforma ministerial desde o governo Collor (1990-1992). A conclusão é de que as políticas socioambientais brasileiras, construídas em 40 anos de avanços e reconhecidas internacionalmente, foram colocadas em xeque. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) não apenas perdeu poder político, mas está agora subordinado a interesses econômicos e a outras áreas da administração (leia o editorial do ISA).

“Isso sinaliza que esses assuntos não são prioridade para o governo. É quase como se tivessem decidido acabar com o MMA sem ter o ônus de fazer isso”, resume Nurit Bensusan, especialista em Biodiversidade associada ao ISA.

Assessores e o próprio Bolsonaro chegaram a dizer que o ministério seria extinto e que suas funções seriam incorporadas à Agricultura. A ideia foi abandonada, após vários recuos, por pressão dos próprios ruralistas, preocupados com o desgaste dentro e fora do país.

“Essa pode ser uma primeira sinalização de que essas políticas estão ameaçadas e podem desaparecer; ou de que elas vão ficar relegadas e não haverá quem as implemente”, aposta Bensusan.“É curioso porque uma parte desses instrumentos o governo precisa e terá de usar”, comenta.

Esvaziamento de funções

Em geral, MP e decreto de reestruturação do MMA escancaram o esvaziamento da capacidade de formular e conduzir políticas, inclusive de fixar as normas orientadoras de suas diretrizes. Sumiu a competência de combate ao desmatamento, núcleo da área ambiental federal desde os anos 1980. O mesmo acontece com programas para populações indígenas e tradicionais.

O ministério não tem mais atribuição do combate à desertificação. O departamento de educação ambiental também foi extinto e a temática tem agora só menções genéricas na própria pasta ambiental e no Ministério da Educação. Desapareceram ainda os temas de responsabilidade socioambiental, produção e consumo sustentáveis (diminuição ou extinção do uso de sacolas plásticas, códigos de conduta empresarial, crédito para conservação etc).

O novo Departamento de Desenvolvimento Sustentável foi desidratado, não tendo mais função executiva, mas apenas a de produzir estudos, dados e indicadores. Já a gestão da política de recursos hídricos, incluindo a Agência Nacional de Águas (ANA), foi para o Ministério de Desenvolvimento Regional.

A assessoria do MMA respondeu à reportagem do ISA que não havia agenda para uma entrevista com o ministro Ricardo Salles ou outro porta-voz.

Mudanças climáticas

O tema-guarda-chuva mais estratégico para o futuro imediato do país, mudanças climáticas, praticamente sumiu do MMA, restando menções esparsas nas atribuições dos ministérios da Agricultura, Economia e Comunicação, Ciência e Tecnologia. No detalhamento da estrutura do MMA, há referência apenas ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e outras menções genéricas no Departamento de Conservação de Ecossistemas da Secretaria de Biodiversidade.

Não se sabe quem vai conduzir a política nacional e as negociações internacionais sobre mudanças climáticas, antiga atribuição do MMA. O outro ministério responsável por essas tratativas é o Itamaraty. A questão é que o atual chanceler, Ernesto Araújo, coloca em dúvida as mudanças do clima. Na prática, o Meio Ambiente tem agora papel secundário em toda a esfera diplomática.

Combate ao desmatamento

Entre 2004 e 2012, o desmatamento na Amazônia brasileira despencou 83% (veja gráfico). O feito foi resultado da implementação do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), reconhecido mundialmente como umas das principais ações para proteger as florestas tropicais e combater as mudanças climáticas (o desmatamento e as queimadas são a maior fonte do aquecimento global no Brasil).


Pesquisadores e técnicos ouvidos pelo ISA concordam que parte desse sucesso é fruto da consolidação de um ministério com abordagem integrada de temas diferentes, capaz de fixar a pauta ambiental e coordenar ações entre ministérios, governos federal, estaduais e municipais. O PPCDAM seria o melhor exemplo desse tipo articulação.

Por isso a fragmentação do novo desenho administrativo sugere que a política ambiental está sendo esfacelada pelo governo Bolsonaro. Uma das medidas mais simbólicas nesse sentido foi a retirada de parte das atribuições da antiga Secretaria de Mudanças do Clima e Florestas do MMA, inclusive a agenda climática.

A principal questão levantada pelos especialistas agora é: quem vai articular as políticas cuja atribuição formal sumiu do MMA ou ficou espalhada por outras pastas?

O pesquisador sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Paulo Moutinho diz que o novo desenho administrativo é equivocado e ineficaz, em especial por causa da separação entre os temas desmatamento e mudanças climáticas. “O desmatamento é gerado por um processo multifacetado e multisetorial complexo. Se você trata do assunto de modo compartimentalizado, como parece ser a intenção do governo, perde-se a visão geral”, aponta.

Pelo mesmo motivo, a transferência do Cadastro Ambiental Rural (CAR) do MMA para o Ministério da Agricultura (MAPA) também é considerada um obstáculo ao combate aos crimes ambientais. O CAR foi criado pelo novo Código Florestal para registrar as áreas que podem ou não ser desmatadas e que precisam se recuperadas em cada propriedade e posse rural, facilitando a fiscalização e punição de irregularidades.

O professor da Universidade Federal de Minas Gerais Raoni Rajão ressalta que MMA e MAPA têm missões diferentes – proteção ambiental e produção de alimentos, respectivamente – e que o trabalho de monitorar e punir os desmatamentos exige uma autonomia que a Agricultura não tem. Ele lembra que os ruralistas, que agora controlam as duas pastas, historicamente defenderam o relaxamento da fiscalização e foram contra a publicidade dos dados do cadastro, considerada fundamental para conter a devastação da floresta.

“[A ministra da Agricultura] foi indicada pela bancada ruralista, que não ficará feliz se, por exemplo, o CAR for usado para fazer algum tipo de punição mais dura”, salienta. “Por que ela vai assumir o custo político de punir 100% daqueles que agem ilegalmente e que não estão regulares, se o benefício disso estará em outro ministério ou agenda?”

A assessoria do Mapa não respondeu aos pedidos de entrevista até o fechamento desta reportagem.

Diante da fragmentação e possível retrocesso na política de combate ao desmatamento, Nurit Bensusan projeta três cenários possíveis: a criação de uma espécie de força-tarefa ministerial que tente coordenar a agenda; a transferência de funções para os Estados; o isolamento do tema no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A especialista do ISA reconhece que nenhum dos cenários é animador.

A apreensão entre os ambientalistas é ainda maior porque o enfraquecimento do MMA acontece ao mesmo tempo em que as taxas de desmatamento voltam a subir. Entre agosto de 2017 e julho de 2018, foram derrubados 7.900 km² de floresta na Amazônia, um aumento de 13,7%. Entre agosto e outubro do ano passado, a devastação teria aumentado 48% em relação ao mesmo período de 2017, de acordo com o programa Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter-B), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A situação pode se agravar porque o orçamento da área ambiental federal vem caindo de forma consistente, enquanto a execução orçamentária permanece mais ou menos estagnada. O orçamento aprovado para todo o MMA, incluindo órgãos vinculados, sofreu uma redução de R$ 480,5 milhões (12%), entre 2017 e 2018 (veja análise do Inesce gráfico abaixo).

Inclui MMA e órgãos subordinados – Ibama, ICMBio, SFB, FNMA, FNMC e ANA

Prejuízos diplomáticos e comerciais

Outro consenso entre os entrevistados é que o desmantelamento da agenda climática e de desmatamento trará prejuízos diplomáticos e comerciais importantes para o Brasil. “Se o Brasil retroceder nesses aspectos, isso vai ameaçar a reputação não apenas do país, como de suas comoditties e empresas exportadoras”, alerta Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

O presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel já sugeriram que as posições sobre meio ambiente do novo governo brasileiro ameaçam o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.Editorial do Washington Post da semana passada defendeu boicote aos produtos brasileiros pelo mesmo motivo.

Rittl informa que o Brasil negocia hoje pelo menos US$ 1 bilhão de dólares de investimentos internacionais para o combate ao desmatamento e às mudanças climáticas. Cerca de US$ 500 milhões com o Fundo Verde de Clima da ONU e outros US$ 500 milhões em empréstimos do banco de desenvolvimento dos Brics. “Esses recursos ficam em xeque, em virtude da dúvida sobre o compromisso do país com essas agendas”, conclui.

“Acompanho há mais de 20 anos as negociações internacionais sobre clima e é impossível fazer qualquer negociação ou mesmo contestação na diplomacia se não se souber quem é ‘o dono da bola’ em cada país, o ministro que vai dar as diretrizes”, comenta Moutinho. “A desagregação de poder ou liderança enfraquece o país de forma cruel. Ninguém dá mais bola ou ele é isolado”, conclui.

Comunidades indígenas e tradicionais no MMA

Também causa preocupação a extinção da Secretaria de Extrativismo, Desenvolvimento Rural e Combate à Desertificação do MMA e a transferência da agenda econômica sobre o primeiro tema (castanha, açaí, látex, óleos, essências etc) para a Agricultura.

O problema é que na política agora incorporada ao Mapa não há mais referências às populações indígenas e tradicionais. Um setor específico sobre a produção econômica dessas comunidades existia no MMA há 20 anos. A pauta vinha sendo apoiada pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), que também fica sem paradeiro com a extinção da secretaria.

Somente a comercialização de produtos da floresta movimentou, em média, R$ 1,43 bilhão ao ano no Brasil, entre 2013 e 2016, de acordo com o IBGE. O total é ainda maior porque não estão contabilizados produtos beneficiados, oriundos das roças e rios e a comercialização de madeira e seus derivados. Parte importante dessa produção vinha sendo viabilizada pela PGPM-Bio.

Com o fim da Secretaria de Extrativismo, não se sabe também qual será o futuro da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), reconhecida hoje como uma das políticas ambientais mais importantes do Brasil – quase 14% do território nacional está em Terras Indígenas, as áreas mais preservados do país. Com apoio da iniciativa, pelo menos 104 Planos de Gestão Ambiental e Territorial foram finalizados ou estão em elaboração, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Também não há na nova estrutura do MMA uma instância para ancorar o Plano Nacional de Fortalecimento das Comunidades Extrativistas e Ribeirinhas (Planafe), criado em abril.

Joaquim Belo, presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), está preocupado sobretudo com iniciativas para garantia de água tratada e energia nas comunidades apoiadas pelo Planafe. Ele conta que, com o suporte da antiga secretaria, a legislação foi alterada para permitir a implantação na Amazônia de cisternas, política já consolidada no Nordeste. Mais de três mil famílias já foram atendidas e um edital do BNDES para atender outras 25 mil está pronto.

“Para nós a mudança é terrível, um balde de água fria. Estamos falando de segmentos muito marginalizados no processo histórico. No momento em que conseguimos algum espaço para essa agenda, vem uma medida como essa e voltamos para a estaca zero”, critica .

Participação e articulação com organizações e movimentos sociais

A extinção da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA indica ainda certa dificuldade em lidar com a sociedade civil. “Os órgãos ambientais sozinhos não têm condições de fazer valer a legislação. A medida sinaliza um fechamento do diálogo com a sociedade, que é um prejuízo para todos”, critica Adriana Ramos, sócia do ISA. Ela lembra que a política ambiental brasileira foi pioneira na adoção de instrumentos de articulação e participação direta, a exemplo da criação do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), em 1981.

Fonte:https://www.socioambiental.org/pt-br/noticias-socioambientais/o-que-muda-ou-resta-no-meio-ambiente-com-a-reforma-de-bolsonaro