Alerta: Há um ritmo desenfreado de extinções de espécies de plantas

Um estudo divulgado na segunda-feira pela revista científica “Nature” alerta para o ritmo desenfreado de extinções de espécies de plantas no planeta. O relatório, o primeiro realizado em escala global, calcula que 571 espécies tenham desaparecido desde 1750.

Cientistas que participaram do trabalho afirmam que a estimativa é assustadora e pode estar muito abaixo da realidade, já que alguns países não foram estudados minuciosamente.

Mais de 570 espécies de plantas foram extintas desde 1750.

Foto: Pixabay / Divulgação
O Brasil está entre os protagonistas do problema, causado em grande parte pela atividade humana sem metas sustentáveis. A derrubada de florestas e o uso de grandes porções de terra pelo agronegócio são apontados como as principais causas das extinções.

Os autores do trabalho compararam o quadro da crise entre diferentes locais do planeta. O Estado americano do Havaí lidera a lista mundial, com 79 espécies extintas, enquanto a África do Sul soma 37. Além do Brasil, Austrália e Índia também figuram entre as nações mais afetadas pelo fenômeno.

A velocidade do desaparecimento é 500 vezes maior do que os índices registrados durante a Revolução Industrial. Os impactos, asseguram os cientistas, serão profundos na vida do planeta.

O estudo menciona riscos aos próprios seres humanos e demais organismos, além dos ecossistemas, e é embasado por trabalhos de campo e anos de análise de revistas científicas.

AFP. Posted: Junho 12, 2019.

Botswana está em festa em defesa dos direitos humanos da população LBGT

 

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Em uma vitória para a comunidade LGBT africana, a Justiça de Botsuana descriminalizou nesta terça-feira (11) a homossexualidade, até então proibida no Código Penal do país desde 1965.

Os dispositivos do Código Penal relativos às relações entre pessoas do mesmo sexo “estão anulados”, declarou o juiz Michael Leburu, de uma corte do país ao sul da África.

A inclusão social é fundamental para acabar com a pobreza e promover a prosperidade compartilhada”, disse ele.
Nos termos da seção 164 do Código Penal de Botswana, “conhecimento carnal de qualquer pessoa contra a ordem da natureza”, foi uma ofensa que levou uma sentença máxima de sete anos de prisão. A seção 167 fez “atos de grosseria indecente” – em público ou privado – uma ofensa punível, com até dois anos de prisão.
O caso foi levado ao tribunal em março por Letsweletse Motshidiemang, um estudante de 21 anos da Universidade de Botswana, que argumentou que a sociedade havia mudado e que a homossexualidade era mais amplamente aceita, informou a mídia local .
O tribunal lotado explodiu em aplausos de alegria ao ouvir o veredicto.
Neela Ghoshal, pesquisadora sênior da Human Rights Watch, disse à CNN que a decisão estabelece um “poderoso precedente no continente, reconhecendo que a criminalização da mesma conduta sexual viola os direitos à privacidade e é descaradamente discriminatória”.
“A Suprema Corte está certa em declarar que as leis de sodomia pertencem a um museu ou aos arquivos, não à vida moderna”, disse ela.x496786.jpg.pagespeed.ic.echUytmo-o.jpg