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Nigéria retoma posição de principal produtor de petróleo em África

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Angola foi ultrapassada pela Nigéria como o principal produtor de petróleo em África em Novembro de 2016, de acordo com os dados incluídos no mais recente relatório mensal do mercado petrolífero da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Angola, que durante sete meses consecutivos manteve a primeira posição, obteve uma produção de 1,688 milhões de barris em Novembro, número que representa um aumento mensal de 181 mil barris, inferior ao valor comunicado pela Nigéria de 1,782 milhões de barris, que deriva de um aumento mensal de 391,9 mil barris por dia.
Estes valores são anteriores aos recentemente anunciados pelos países membros da OPEP, depois do acordo alcançado no seio do cartel para reduzir a produção a fim de fazer aumentar o preço do barril, tendo Angola já anunciado que ia reduzir a produção em 78 mil barris por dia.
O relatório da OPEP inclui outra tabela de produção de petróleo baseada em fontes secundárias, sendo que nesta tanto Angola como a a Nigéria apresentam a mesma produção – 1,692 milhões de barris por dia – embora com aumentos mensais de 124,8 mil barris por dia de Angola e de 62,7 mil barris por dia da Nigéria.
A Nigéria perdeu a primeira posição na lista dos maiores produtores de África em favor de Angola no princípio do ano transacto, na sequência de ataques terroristas contra instalações petrolíferas na região do Delta do Níger.
A partir do primeiro dia do ano, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) ajustou a produção diária do petróleo do país a um milhão e 673 mil barris, o que corresponde à meta atribuída pela OPEP ao país.
A medida resulta do acordo entre os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de 30 de Novembro do ano passado, em reduzir a produção de petróleo bruto de 33.7 milhões para 32.5 milhões de barris por dia.
A redução estabelecida pela OPEP visa elevar o preço do barril de petróleo bruto no mercado internacional. O corte de produção diária para Angola é de 78 mil barris em relação ao valor de referência considerado pela OPEP de um milhão e 751 mil barris dia.
A Sonangol instruiu formalmente os diferentes operadores em Angola sobre os limites de produção mensais por concessão, baseado no potencial de produção actual de cada uma delas e a programação de intervenções nas mesmas, acrescenta a nota. A produção da OPEP caiu 310 mil barris por dia (bpd) em Dezembro influenciada, sobretudo, pelas interrupções na produção petrolífera na Nigéria. Com uma queda de 200 mil barris – para os 1,45 milhões de barris por dia em Dezembro -, a produção petrolífera da Nigéria perdeu três meses de ganhos no último mês de 2016,  quando teve dificuldades para repor a capacidade de produção afectada por ataques militares a infra-estruturas de produção um ano antes. A produção da Arábia Saudita caiu cerca de 50 mil bpd, enquanto a da Venezuela caiu 40 mil.
“A produção do crude na Nigéria, em Dezembro, teve um impacto significativo uma vez mais, em grande parte devido à manutenção de um campo de produção, bem como de uma greve dos trabalhadores portuários”, disse a agência de notícias económicas Bloomberg Amrita Sen, analista da consultora Energy Aspects, em Londres. A queda da produção em Dezembro acontece numa altura em que a OPEP, que controla 40 por cento da oferta mundial, leva avante o acordo estabelecido em Novembro para limitar a produção do petróleo e equilibrar o mercado.
O acordo, que inclui países não membros da OPEP como a Rússia, revela-se histórico, nota a Bloomberg, porque o corte estabelecido foi de 1,8 milhões de barris por dia a partir deste mês de Janeiro.
Apesar da queda verificada na produção do petróleo, no total, a OPEP produziu 33,1 milhões de barris por dia em Dezembro último, declararam analistas consultados pela Bloomberg.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/nigeria_retoma_posicao_de_lider_africano

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Comercio internacional cresce de importância na CPLP

A CPLP tem demonstrado cada vez mais interesse no comércio internacional e as iniciativas regionais de comércio podem gerar muitos benefícios para os países do bloco.

“Vejo que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP] tem demonstrado cada vez mais interesse em temas comerciais, e isso é positivo”

A CPLP tem demonstrado cada vez mais interesse no comércio internacional e as iniciativas regionais de comércio podem gerar muitos benefícios para os países do bloco porque os acordos globais trazem maiores ganhos, disse esta quinta-feira o diretor-geral da OMC.

“Vejo que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP] tem demonstrado cada vez mais interesse em temas comerciais, e isso é positivo”, disse Roberto Azevêdo, em entrevista à Lusa, por e-mail.

Para o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) “o comércio internacional tem uma capacidade extraordinária de gerar oportunidades em diferentes partes do mundo, de ajudar no combate à pobreza, e na promoção do desenvolvimento. Iniciativas comerciais de caráter regional também podem ajudar a promover esses benefícios”.

“Mas é importante ter em mente que acordos globais trazem maiores ganhos — e isso traz o foco para as negociações que ocorrem na OMC”, avaliou.

Roberto Azevêdo — engenheiro elétrico e diplomata brasileiro com larga experiência na área do comércio internacional foi indicado em 2008 como representante permanente do Brasil na OMC e em outras organizações económicas em Genebra – foi eleito em maio de 2013 para o cargo de diretor-geral desta agência da ONU.

“Recentemente tivemos importantes conquistas. Em 2013, negociamos o Acordo de Facilitação do Comércio. Uma vez implementado, esse acordo vai gerar uma redução de 14,5% em média nos custos comerciais, o que pode alavancar as exportações dos países em desenvolvimento em cerca de 730 mil milhões de dólares (658,1 mil milhões de euros) por ano”, disse Azevêdo.

O Acordo de Facilitação do Comércio, negociado na IX Conferência Ministerial da OMC, em Bali, na Indonésia, em dezembro de 2013, prevê a simplificação e a agilização dos trâmites para o comércio de bens entre os membros, além de medidas de reforço de transparência, cooperação entre autoridades aduaneiras e assistência técnica para países em desenvolvimento.

O acordo só entrará em vigor depois que dois terços dos Estados-membros da OMC (que são 162) o ratificarem-no e, segundo a organização, 87% deste objetivo já foi alcançado.

O Brasil, Portugal (através da União Europeia) e a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) já ratificaram o acordo.

“Em 2015, os membros da OMC decidiram eliminar os subsídios às exportações agrícolas, o tipo de apoio que mais distorce o comércio e prejudica os países competitivos no agronegócio. Esses são resultados expressivos, inclusive para os membros da CPLP, e queremos fazer ainda mais. O apoio dos países da CPLP será muito importante para garantir novas conquistas na OMC”, sublinhou.

Roberto Azevêdo considerou ainda positivo que a agenda económica do bloco lusófono tenha vindo a ganhar importância nos últimos anos.

O diretor-geral da OMC disse que tomou conhecimento de que há uma Confederação Empresarial da CPLP.

Em março de 2010, o antigo Conselho Empresarial da CPLP foi transformado em Confederação Empresarial, tendo como objetivo promover a dinamização das relações entre empresas e entidades suas representantes no âmbito da lusofonia.

“O envolvimento do setor privado é chave para aumentar as trocas comerciais entre os membros da CPLP, e a institucionalização do diálogo com os Governos pode ajudar a informar a agenda da organização, de maneira a fomentar mais oportunidades de comércio e investimento”, referiu ainda.

O Brasil, sendo o gigante económico do bloco lusófono, “seguramente terá todo interesse” em aprofundar essa agenda, disse.

“Penso que todos os países da CPLP têm a ganhar com isso e, naturalmente, todos exercem um papel importante para garantir que esse potencial seja bem aproveitado”, avaliou Roberto Azevêdo

http://observador.pt/2016/11/03/iniciativas-regionais-de-comercio-podem-ser-beneficas-para-a-cplp/

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Brasil assume liderança bienal da comunidade da língua portuguesa

Chefes de Estado e do Governo da CPLP reúnem-se numa cimeira que contou com a presença de António Guterres

Desta vez, a liderança dos destinos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) passou para o Brasil, na cimeira que decorreu  em Brasília.

A maioria do povo brasileiro não conhece a comunidade que existe há 20 anos. Os chefes de Estado e do Governo da CPLP reúnem-se,  numa cimeira que contou, com a presença do futuro secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O antigo primeiro-ministro português participou na XI Conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP a convite do presidente brasileiro, Michel Temer, que disse esperar que António Guterres contribua para a “reflexão modernizadora” da comunidade lusófona. Portugal será representado na cimeira ao mais alto nível, como habitualmente, pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo primeiro-ministro, António Costa.

A cimeira, dedicada à Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, decorre no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores brasileiro. O encontro marcará o início da presidência brasileira da organização, durante os próximos dois anos, sucedendo a Timor-Leste. Michel Temer defendeu que é preciso atualizar a CPLP, alinhá-la ao que há de mais contemporâneo no debate internacional”.

A celebrar 20 anos de existência, a CPLP  aprovou nesta cimeira, a nova visão estratégica, que pretende definir o rumo da organização para a próxima década. Durante a reunião, espera-se a designação, pelos nove membros da CPLP, da próxima secretária-executiva, Maria do Carmo Silveira, indicada por São Tomé e Príncipe, que deverá iniciar, em Janeiro de 2017, um mandato de dois anos.

Outro tema que foi debatido pelos chefes de Estado e de Governo é o cumprimento dos compromissos pela Guiné Equatorial, que se tornou membro de pleno direito da CPLP há dois anos, na cimeira de Díli, nomeadamente quanto à abolição da pena de morte e à introdução do português. 

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A cooperação econômica e empresarial ganha espaço na CPLP

Secretária executiva da comunidade afirmou que uma das metas dos países-membros é ampliar o peso internacional do grupo

Maria do Carmo Trovoada Silveira será a secretária-executiva do grupo para o próximo biêniocplp-mulher2

A nova visão estratégica definida na XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) inclui a cooperação econômica e empresarial como um novo desafio aos países do bloco. Além disso, de acordo com a nova secretária executiva do grupo, Maria do Carmo Trovoada Silveira, há a intenção de ampliar o peso internacional da CPLP.

Natural de São Tomé e Príncipe, Maria do Carmo será a secretária executiva da no biênio 2016-2018, quando o Brasil presidirá o grupo. “Isso porque os países da CPLP chegaram à conclusão de que é uma comunidade que tem um enorme potencial, pelo fato de estar distribuída em quatro continentes e ter países com recursos humanos, naturais e estratégicos”, explicou, em entrevista exclusiva ao Portal Planalto.

Na entrevista, a nova secretária executiva afirmou que outra meta dos nove países-membros é ampliar o peso internacional da comunidade. Segundo Maria do Carmo, a importância das nações de língua portuguesa vem crescendo ao longo dos 20 anos de existência da CPLP. Ela deu como exemplo a recente eleição do português Antonio Guterres para secretário-geral da ONU.

Assim como representantes de outros países que participaram da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, encerrada nesta terça-feira (1º), em Brasília, a secretária executiva avalia que a comunidade precisa chegar aos cidadãos para alcançar os objetivos propostos. “É preciso que as pessoas saibam o que é CPLP, que sintam a CPLP e que se sintam envolvidos no projeto da CPLP.”

http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-planalto/noticias/2016/11/nova-visao-da-cplp-inclui-cooperacao-economica-e-empresarial

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Mulher africana no comando da CPLP

Maria do Carmo Silveira eleita Secretária Executiva da CPLP

A cidadã são-tomense Maria do Carmo Trovoada Pires de Carvalho Silveira foi eleita Secretária Executiva, para o biênio 2017-2018, pela XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), decorrida a 31 de outubro e 1 de novembro de 2016, em Brasília, capital da República Federativa do Brasil.

 

Esta aclamação surge no seguimento da recomendação do Conselho de Ministros da CPLP, reunido em Brasília, na sua XXI Reunião Ordinária, no dia 31 de outubro de 2016. Após Maria do Carmo Silveira ter sido proposta pela República Democrática de São Tomé e Príncipe, a recomendação ministerial para a eleição para o cargo de Secretária Executiva da CPLP enquadrou -se nos termos conjugados da alínea e) do n.º 2 do artigo 10.º, e do n.º 1 do artigo 18.º dos Estatutos da CPLP.

http://www.cplp.org/id-4447.aspx?Action=1&NewsId=4674&M=NewsV2&PID=10872

Brasília - DF, 01/11/2016. Presidente Michel Temer durante  Sessão Solene de Encerramento da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Foto: Marcos Corrêa/PR

Discurso do Ministro das Relações Exteriores, José Serra, por ocasião da Sessão Solene de Encerramento da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP

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Senhor presidente Michel Temer, senhores presidentes, senhores primeiros-ministros, senhores ministros,

Senhora secretária executiva da CPLP,

Senhoras e senhores,

 

Foi com grande alegria que acolhemos em Brasília as delegações dos países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Passados 20 anos de sua criação, a CPLP constitui hoje não apenas um instrumento de valorização de nossa história, cultura e língua comuns. Ela vai além e nos projeta para o futuro, lembrando-nos da responsabilidade de trabalharmos em conjunto para defendermos nossos valores e interesses num mundo ainda profundamente marcado por diferenças e conflitos.

Somos nove países-membros de todos os continentes, com uma população conjunta de 267 milhões de pessoas. O professor Antonio Guterres, secretário-geral designado das Nações Unidas e signatário da ata fundação da CPLP, ressaltou ontem neste auditório o caráter multicultural de nossos países e sua vocação para construir pontes entre as diversas regiões do globo. Nossa diversidade histórica, étnica e geográfica, assentada na identidade fundamental da língua, habilita-nos a aproximar extremos, a relativizar diferenças.

Os países da CPLP compartilham valores comuns que permitem uma atuação conjunta e uma coordenação fluida nos foros internacionais. Somos fortes defensores da paz, do estado de direito, dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável.

Ontem, ao longo da sessão de trabalho desta 11ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo, Vossas Excelências reiteraram o compromisso com esses princípios, cada vez mais importantes num contexto de incertezas e crises globais. A diplomacia e a solução pacífica de controvérsias perdem espaço num mundo marcado por conflitos civis e entre países. Direitos humanos conquistados arduamente ao longo de anos estão hoje ameaçados pela xenofobia, pelo populismo e por nacionalismos exacerbados. Na esfera econômico-comercial, ressurge a retórica protecionista. É como se a irônica previsão de George Bernard Shaw tivesse se tornado realidade: “o que a história nos ensina é que ela não nos ensina nada”. Parece que esquecemos as duras experiências que a humanidade viveu no século passado.

Creio que nossa comunidade transmite hoje uma mensagem que vai na contramão dessas forças desagregadoras. Reuniões como esta fazem-nos recordar o sentido de urgência diante dos grandes problemas enfrentados pela comunidade internacional.

Questões como crescimento econômico, direitos humanos, pobreza, educação, saúde nos unem; nos uniram nesta conferência e orientam a nossa agenda de trabalho.

 

Senhoras e senhores,

O histórico compromisso do Brasil com a causa do desenvolvimento está presente no tema escolhido para guiar nossa presidência ao longo do próximo biênio: “A CPLP e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

Resultado importante de nossos trabalhos nesta Conferência foi a adoção das diretrizes para uma nova visão estratégica da CPLP. Todos queremos uma organização que seja institucionalmente sólida e que conte com objetivos e prioridades bem definidas.

Destaco a renovação da vocação global da CPLP por meio da admissão de quatro novos países como observadores associados: a Hungria, a República Checa, a República Eslovaca e o Uruguai, que se juntam a Geórgia, Japão, Maurício,  Namíbia, Senegal e Turquia.

A CPLP já conta, assim, com dez países associados. O interesse manifestado pelos novos observadores orgulha-nos e certamente contribuirá para a ampliação das oportunidades de cooperação e diálogo da CPLP com outras regiões do planeta.

O Conselho de Ministros, realizado ontem, reiterou a centralidade da língua portuguesa para todos nós, destacando a importância do trabalho que vem sendo realizado, apesar das carências orçamentárias, pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa. O IILP é a mais antiga de nossas organizações comuns, iniciativa lançada em São Luis do Maranhão em reunião organizada pelo presidente José Sarney. A professora Marisa Guião de Mesquita, moçambicana que estudou aqui no Brasil, foi reeleita para o cargo de diretora-executiva, com a missão de continuar sua árdua e tarefa.

A Conferência elegeu a doutora Maria do Carmo Trovoada Pires de Carvalho Silveira, de São Tomé e Príncipe, como a nova secretária executiva da Comunidade. A secretária-executiva trará para a direção da CPLP sua experiência à frente do Banco Central de São Tomé e Príncipe. Terá o desafio de aproximar ainda mais nossa comunidade de nossos povos, prosseguindo o valioso trabalho do embaixador Murade Muragy, que, tenho certeza, continuará próximo da CPLP.

Entre suas diversas iniciativas, ao longo de quatro anos, o ex-secretário-geral fez um esforço louvável de criar entre nossos países um ambiente de negócios que facilitasse o comércio e os investimentos recíprocos. Temos de continuar nesse caminho. Doutora Maria do Carmo, eis seu desafio, para o qual contará com o decidido apoio do Brasil

Finalmente, a Declaração de Brasília, que acaba de ser assinada pelos Chefes de Estado e de Governo dos Estados membros da CPLP, reconhece os importantes avanços registrados durante a presidência do Timor Leste, país que muito contribuiu, nos últimos dois anos, para enriquecer os nossos trabalhos e estimular a reflexão sobre meios para tornar nossa organização mais eficiente.

Lembro que há duas décadas, quando realizávamos nossa primeira reunião, o Timor Leste ainda lutava por sua autodeterminação, objetivo que sempre foi respaldado pela CPLP.

É com esse espírito de otimismo que exerceremos a presidência brasileira da CPLP. Com a inestimável contribuição de todos, estou confiante de que tornaremos nossa comunidade um ator cada vez mais importante no fortalecimento dos laços de diálogo e de cooperação entre nossos países.

A tarefa do Brasil é múltipla. Queremos reforçar as atividades da CPLP tanto no campo cultural, como na sua vertente econômica, empresarial. Devemos aliar o passado que compartilhamos, nossa herança comum, aos interesses concretos que nos movem, em benefício do desenvolvimento de nossos países. Nosso plano de trabalho, circulado ontem, reflete este compromisso.

Como disse o escritor moçambicano Mia Couto, “o mar foi ontem o que o idioma pode ser hoje”. É essa lição de aproximação e trabalho conjunto entre nossos países que deve inspirar a CPLP.

Muito obrigado