Universidade de São José de Macau recebe estatuto de observador consultivo da CPLP

A Universidade de São José passou a integrar desde 20 de Julho o grupo dos observadores consultivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O novo estatuto é acolhido pela instituição como um “reconhecimento” do trabalho desenvolvido ao longo dos anos. A Universidade mostra-se preparada para responder a novos desafios.

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) atribuiu à Universidade de São José (USJ) o estatuto de observador consultivo durante a última reunião ordinária do Conselho de Ministros da organização, que decorreu em Brasília. A distinção significa para a instituição de ensino superior “um reconhecimento” do trabalho que a Universidade tem vindo a desenvolver, indicou ao PONTO FINAL Maria Antónia Espadinha, vice-reitora da USJ: “Significa muito porque significa que reconhecem o esforço que nós estamos também a fazer. Neste momento temos [em português] uma licenciatura, temos um ‘associate degree’ que vai começar e que tem bastante procura, temos um mestrado que até há dois anos não existia,”salientou a responsável.

Para além de constituir um reconhecimento, o novo estatuto traz também à Universidade de São José novos desafios que se irão traduzir num maior investimento no português e numa maior promoção da língua e da cultura portuguesas. À instituição podem ser pedidos “pareceres em relação a eventuais bolsas de estudo que a CPLP pretenda atribuir [e] a prémios que a CPLP institua.” Mas de que forma é que a Universidade de São José tenciona dar resposta aos novos desafios? “Na prática fazendo todos os possíveis para responder a esses desafios [e] nós, da nossa parte, faremos sempre o possível para dar maior importância à divulgação da língua e da cultura da língua portuguesa”, garantiu Maria Antónia Espadinha.

À emissora em língua portuguesa da Rádio Macau, Peter Stilwell, reitor da Universidade de São José, explicou que a iniciativa de candidatar a instituição partiu do Governo de Portugal: “[O pedido] tem de ser submetido sempre por um Governo da CPLP. No nosso caso, foi o Governo português que se mostrou interessado em apresentá-lo”, indicou o responsável.

“Significa que, em princípio, podemos beneficiar de contactos ao nível académico entre universidades que também fazem parte da rede de observadores consultivos. A nível de bibliotecas, vai ser possível partilhar publicações e revistas”, elencou Peter Stilwell, citado pela TDM – Rádio Macau.

Para além da Universidade de São José, receberam também o estatuto de observadores consultivos a Parceria Portuguesa para a Água, a Fundação Getúlio Vargas, a Academia Galega da Língua Portuguesa e a Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

O estatuto de observador foi criado em 1998 no decorrer da segunda Conferência de Chefes de Estado e de Governo. Em 2005, no Conselho de Ministros da CPLP, foram estabelecidas as categorias de observador associado e de observador consultivo. Actualmente são mais de setenta, as instituições que receberam o estatuto de observadores consultivos, entre as quais se inclui também o Instituto Internacional de Macau.

https://pontofinalmacau.wordpress.com/2017/07/27/universidade-de-sao-jose-recebe-estatuto-de-observador-consultivo-da-cplp/

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22° Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

2017O presidente Michel Temer destacou, hoje (20), na abertura da 22° Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a importância da cooperação entre os países integrantes da CPLP em áreas como saúde, educação, justiça e direitos humanos. A comunidade tem noves países-membros e o Brasil ocupa a presidência de turno do organismo no biênio 2016-2018.

2017 REPRESENTANTES DOS ESTADOS“O destino da CPLP é crescer cada vez mais e firmemente apoiada nos pilares da concertação político-diplomática, da cooperação, da promoção do nosso idioma e das nossas relações”, disse aos representantes dos países-membros da CPLP.

BRASILA reunião tem como objetivos definir a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável nos países do bloco, aprovar resolução sobre a nova visão estratégica da CPLP e discutir o aumento da cooperação com os observadores associados à Comunidade.

REUNIÃO 2017Criada em 1996, a CPLP tem nove países-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Outros dez países são observadores associados: Geórgia, Hungria, Japão, Maurício, Namíbia, República Eslovaca, República Tcheca, Senegal, Turquia e Uruguai.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-07/temer-comunidade-dos-paises-de-lingua-portuguesa-deve-crescer-com

CPLP: Reunião dos ministros do Turismo reitera compromissos dos Estados membros com a agenda 2030

A IX Reunião dos Ministros do Turismo da CPLP, que decorreu recentemente no Brasil, reiterou o compromisso dos Estados membros da CPLP com a Agenda 2030 e implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável ( ODS), em particular com os números 8, 12 e 14.

CPLP: Reunião dos ministros do Turismo reitera compromissos dos Estados membros com a agenda 2030

A cimeira decidiu partilhar e implementar políticas públicas e boas práticas de participação social, transparência e integridade que promovam o turismo sustentável, criem trabalho digno e incentivem a cultura e os produtos locais.

A instituição lusófona quer também estimular a promoção de investimentos no turismo sustentável, incluindo o ecoturismo e o turismo cultural, bem como promover o desenvolvimento, a aplicação e o uso de novas tecnologias de informação e comunicação no setor de turismo.

O encontro deliberou também incentivar um ambiente favorável à criação de pequenas e médias empresas, facilitando o acesso ao financiamento por meio de iniciativas de microcrédito para população mais pobre e as comunidades locais em áreas com alto potencial de ecoturismo.

A reunião de Brasil decidiu, por outro lado, promover o intercâmbio de ações e o diálogo articulado e estruturado com as Reuniões Ministeriais Setoriais da CPLP cujas agendas contribuam para a implementação das resoluções desta Reunião Ministerial.

Diante dos desafios referidos, a CPLP vai envidar esforços para aprovar o seu Plano Estratégico de Cooperação em Turismo, que será levado a ratificação da XXII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, a realizar-se em Brasília, a 20 de julho de 2017. Isto sem contar com a proposta no sentido de aprovar o Plano de Ação da Reunião de Ministros do Turismo da CPLP para o biênio 2017-2019.

http://www.asemana.publ.cv/?CPLP-Reuniao-dos-ministros-do-Turismo-reitera-compromissos-dos-Estados-membros

CPLP ouve os políticos em Guiné Bissau

Maria do Carmo Silveira,
 
 
Bissau – A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria do Carmo Silveira, iniciou hoje, sábado, uma visita a República da Guiné-Bissau.
 
 
A deslocação se enquadra nos esforços coordenados para ultrapassar a crise político-institucional reinante no país.
 
Maria Silveira, segundo uma nota de imprensa a que a Angop teve acesso, junta os seus esforços aos de outras entidades em prol do entendimento político na Guine-Bissau.
 
A secretária executiva da CPLP vai auscultar os principais actores políticos do país e incentivá-los a implementar o acordo de Conacri.
 
Este importante documento tem sido referenciado como a única via possível para saída do impasse
político-institucional instalado na Guiné-Bissau, acrescenta uma nota de imprensa da Embaixada de Angola em
Bissau.
 
A permanecer em Bissau até ao próximo dia 6 de Abril, Maria Silveira vai encontrar-se com Embaixadores
dos Estados-membros da CPLP representados em Bissau (Angola, Brasil e Portugal), o grupo dos cinco
(Nações Unidas, União Africana, União Europeia, CEDEAO e CPLP), assim como os membros do corpo
diplomático acreditado na Guiné-Bissau.
 
Reuniões com os titulares dos órgãos de soberania, nomeadamente, o Presidente da República, o presidente
da Assembleia Nacional Popular e com o Primeiro-Ministro, além de partidos políticos e representantes da
Sociedade Civil, estão igualmente agendados.
 
A Guiné-Bissau vive uma crise político-institucional desde a queda do primeiro Governo da actual legislatura liderado pelo então Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.
 
A crise político-institucional que o país vive data desde Agosto de 2015.
 
 
 
 

CPLP vai criar rede para monitorizar cumprimento da Agenda 2030 da ONU

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Os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) acordaram criar uma rede para monitorizar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a cumprir até 2030, cujo balanço pretendem apresentar dentro de alguns anos às Nações Unidas.
 
Representantes dos nove países da comunidade lusófona estiveram reunidos em Lisboa na 34.ª reunião dos pontos focais da cooperação, em que aprovaram o financiamento de projetos, incluindo um sobre ética no desporto, uma iniciativa no âmbito da campanha ‘Juntos Contra a Fome’, o apoio a um congresso sobre educação ambiental (São Tomé e Príncipe) e o relativo às terminologias científicas, a cargo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).
 
No final do encontro, o diretor de Cooperação da CPLP, Manuel Lapão, adiantou que os países pretendem criar uma rede de pontos focais dedicada ao cumprimento dos ODS (Agenda 2030 das Nações Unidas), tema que foi o escolhido para a presidência brasileira da organização lusófona, atualmente em curso.
 
A ideia passa por encontrar denominadores comuns aos nove membros e criar “um documento, uma plataforma eletrónica com uma bateria de indicadores estatísticos da CPLP, associados ao cumprimento da agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, explicou.
 
Se, por um lado, é “um grande desafio” encontrar estes denominadores comuns numa comunidade composta por nove países que se localizam em quatro continentes e têm níveis de desenvolvimento diferentes, a iniciativa pode também ser “uma oportunidade”.
 
“Se daqui a três ou quatro anos conseguirmos estar nas Nações Unidas apresentando um relatório de execução da CPLP nesses indicadores que identificámos como comuns, quer do ponto de vista da visibilidade quer do ponto de vista de afirmação da comunidade como um todo, é uma vitória que não podemos negligenciar”, realçou o responsável.
 
Na última cimeira da CPLP, que decorreu em Brasília em novembro passado, os chefes de Estado e de Governo dos Estados-membros comprometeram-se a cumprir a Agenda 2030, nomeadamente com a “implementação dos 17 ODS e das 169 metas associadas, de forma equilibrada e integrada, de acordo com as diferentes realidades, as capacidades, os níveis de desenvolvimento, respeitando as políticas e prioridades nacionais”.
 
 

Balança favorável a Angola nas trocas com a China

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Angola continuou a dominar a balança comercial com a China, entre Janeiro e Novembro do ano passado, período em que vendeu bens avaliados em 12,64 bilhões de dólares, contra 1,58 bilhões dos produtos comprados no mercado chinês, divulgou ontem uma fonte oficial do Governo de Pequim.
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Estatísticas dos Serviços da Alfândega da China, publicadas no portal do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) referem que o comércio entre Angola e a China caíram 22,10 por cento, entre Janeiro e Novembro do ano passado, cifrando-se em 14,23 mil milhões de dólares, com Pequim a vender menos 53,84 por cento face aos primeiros 11 meses de 2015 e Angola a vender menos 14,77 por cento ao gigante asiático.
 
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Com todos os países de língua portuguesa, as trocas caíram 8,44 por cento nos primeiros 11 meses do ano passado, face ao período homólogo de 2015. Em números absolutos, o comércio entre a China e os países de língua portuguesa foi de 83,23 mil milhões de dólares entre Janeiro e Novembro, com Pequim a posicionar-se como maior comprador – 56,54 mil milhões de dólares (menos 1,67, em relação ao ano anterior), contra 26,68 mil milhões de dólares, menos 20,10 por cento face aos primeiros 11 meses de 2015.
 
O Brasil manteve-se como o principal parceiro econômico da China, com trocas comerciais bilaterais de 61,94 mil milhões de dólares, uma queda de 6,48 por cento em termos anuais homólogos. As exportações da China para o Brasil atingiram 19,90 bilhões de dólares, menos 21,58 por cento, enquanto as importações chinesas totalizaram 42,04 bilhões de dólares, uma subida de 2,90 por cento. Com Portugal, o terceiro parceiro lusófono da China, o comércio bilateral ascendeu a 5,12 mil milhões de dólares, mais 27,72 por cento, numa balança comercial favorável a Pequim, que vendeu a Lisboa 3,71 mil milhões de dólares, mais 40,30 por cento, e comprou produtos avaliados em 1,41 mil milhões de dólares, mais 3,36 por cento. Em 2015, o comércio entre a China e os países de língua portuguesa caiu 25,73 por cento, a primeira queda desde 2009.
Os dados divulgados sempre incluíram São Tomé e Príncipe, apesar das relações diplomáticas que mantinha com Taiwan e de não participar no Fórum Macau. A 20 de Dezembro, o Governo são-tomense anunciou o corte com Taiwan e, seis dias depois, a China anunciou o estabelecimento de laços diplomáticos com São Tomé e Príncipe. Na sequência disso, o Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau afirmou ter uma “atitude aberta” quanto à participação de São Tomé e Príncipe no Fórum Macau.
A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como a sua plataforma para o reforço da cooperação econômica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne a nível ministerial de três em três anos. A quinta conferência decorreu em Macau entre 11 e 12 de Outubro com a ­presença de cinco primeiros-ministros (da China, Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique), naquela que foi a representação de mais alto nível de sempre. Angola, Brasil e Timor-Leste fizeram-se representar por ministros.
 
Aposta em renováveis
 
O Conselho de Estado chinês aprovou o investimento de 365.bilhões de dólares para projectos de energias renováveis, no quadro de um novo plano para combater a poluição, informou ontem a imprensa chinesa. A iniciativa vai criar mais de 13 milhões de postos de trabalho, segundo os cálculos do Governo, que aprovou na quinta-feira este plano até 2020 para renovar o modelo de produção energética do país, através da poupança de energia e redução das emissões.
O documento, divulgado esta madrugada, estabelece para 2020 um limite de consumo de energia equivalente a 5.000 milhões de toneladas de carvão, um valor que se traduz numa redução de 15 por cento do consumo energético por unidade do PIB até este ano. Actualmente, o carvão é a principal fonte de energia utilizada na China e representa até 64 por cento do consumo energético do país, segundo dados de 2015.
Para alcançar estes objectivos, além da redução do uso de carvão, o Conselho de Estado (órgão executivo) propôs medidas como o aumento do controlo de emissões nocivas e maior apoio às políticas de financiamento. A organização ecologista Greenpeace saudou o plano, afirmando que “coloca a China no bom caminho para a transição energética”, apesar de defender que é necessária “uma maior expansão da energia renovável” e um “maior ímpeto na redução das emissões” a favor de fontes de energia mais limpas.
O final de Dezembro e o início de Janeiro estão marcados pela elevada poluição no centro e norte da China, com cerca de uma centena de cidades com diferentes níveis de alertas devido à má qualidade do ar. Em Pequim, as autoridades estenderam o alerta laranja (o segundo mais elevado) até sábado passado.
Os níveis de concentração na capital das partículas PM 2.5, as mais prejudiciais para a saúde, atingiram ontem às 11:00 (03:00 em Luanda) 343 microgramas por metro cúbico, 14 vezes mais do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

Mobilidade na CPLP é “boa iniciativa” que irá implicar negociações — PM Cabo Verde

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O primeiro-ministro de Cabo Verde afirmou hoje em Lisboa que a mobilidade na circulação dentro do espaço da CPLP é uma “boa iniciativa” com condições de ser concretizada, mas que implicará negociações entre os parceiros lusófonos.

“É uma boa iniciativa. Há condições de concretizar, evidentemente que isto vai levar a algumas negociações, nomeadamente tendo em conta que Portugal pertence ao espaço Schengen [espaço europeu de livre circulação] na União Europeia, mas acho que não há incompatibilidade”, disse José Ulisses Correia e Silva, à margem de uma iniciativa promovida pela Associação Cabo-verdiana (ACV) por ocasião da 5.ª Quinzena da Cultura Cabo-verdiana em Lisboa.

Na recente cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada na semana passada em Brasília, foi aprovada uma resolução específica sobre mobilidade, na qual os nove Estados-membros da CPLP se comprometeram a “instar os setores nacionais competentes ao aumento dos esforços de implementação dos compromissos assumidos nos acordos sobre a mobilidade”.

A proposta de mobilidade no espaço lusófono foi uma iniciativa de Portugal. O primeiro-ministro português, António Costa, manifestou-se convicto de que a proposta portuguesa de mobilidade no espaço lusófono já será uma realidade quando Portugal assumir a secretária-executiva da comunidade, em 2019.

“Seria muito bom na forma de concretizar aquilo que é a essência da CPLP, o espaço de facto dos povos unidos pela língua, por uma identidade formada durante séculos. Acho que vale a pena experimentar esta iniciativa, esta opção”, reforçou o chefe do governo cabo-verdiano.

“Temos de negociar, lançar a ideia e criar as condições para a sua concretização”, acrescentou.

Sobre as relações entre Portugal e Cabo Verde, que classificou como “excelentes”, José Ulisses Correia e Silva indicou que os dois países irão reunir-se em cimeira no primeiro trimestre de 2017.

“Ainda não fixámos uma data, mas será no primeiro trimestre do próximo ano”, indicou o representante.

A CPLP, que nasceu há 20 anos, é constituída por nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

 

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/mobilidade-na-cplp-e-boa-iniciativa-que-ira-implicar-negociacoes-pm-cabo-verde_n959915

Brasil assume liderança bienal da comunidade da língua portuguesa

Chefes de Estado e do Governo da CPLP reúnem-se numa cimeira que contou com a presença de António Guterres

Desta vez, a liderança dos destinos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) passou para o Brasil, na cimeira que decorreu  em Brasília.

A maioria do povo brasileiro não conhece a comunidade que existe há 20 anos. Os chefes de Estado e do Governo da CPLP reúnem-se,  numa cimeira que contou, com a presença do futuro secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O antigo primeiro-ministro português participou na XI Conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP a convite do presidente brasileiro, Michel Temer, que disse esperar que António Guterres contribua para a “reflexão modernizadora” da comunidade lusófona. Portugal será representado na cimeira ao mais alto nível, como habitualmente, pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo primeiro-ministro, António Costa.

A cimeira, dedicada à Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, decorre no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores brasileiro. O encontro marcará o início da presidência brasileira da organização, durante os próximos dois anos, sucedendo a Timor-Leste. Michel Temer defendeu que é preciso atualizar a CPLP, alinhá-la ao que há de mais contemporâneo no debate internacional”.

A celebrar 20 anos de existência, a CPLP  aprovou nesta cimeira, a nova visão estratégica, que pretende definir o rumo da organização para a próxima década. Durante a reunião, espera-se a designação, pelos nove membros da CPLP, da próxima secretária-executiva, Maria do Carmo Silveira, indicada por São Tomé e Príncipe, que deverá iniciar, em Janeiro de 2017, um mandato de dois anos.

Outro tema que foi debatido pelos chefes de Estado e de Governo é o cumprimento dos compromissos pela Guiné Equatorial, que se tornou membro de pleno direito da CPLP há dois anos, na cimeira de Díli, nomeadamente quanto à abolição da pena de morte e à introdução do português. 

A cooperação econômica e empresarial ganha espaço na CPLP

Secretária executiva da comunidade afirmou que uma das metas dos países-membros é ampliar o peso internacional do grupo

Maria do Carmo Trovoada Silveira será a secretária-executiva do grupo para o próximo biêniocplp-mulher2

A nova visão estratégica definida na XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) inclui a cooperação econômica e empresarial como um novo desafio aos países do bloco. Além disso, de acordo com a nova secretária executiva do grupo, Maria do Carmo Trovoada Silveira, há a intenção de ampliar o peso internacional da CPLP.

Natural de São Tomé e Príncipe, Maria do Carmo será a secretária executiva da no biênio 2016-2018, quando o Brasil presidirá o grupo. “Isso porque os países da CPLP chegaram à conclusão de que é uma comunidade que tem um enorme potencial, pelo fato de estar distribuída em quatro continentes e ter países com recursos humanos, naturais e estratégicos”, explicou, em entrevista exclusiva ao Portal Planalto.

Na entrevista, a nova secretária executiva afirmou que outra meta dos nove países-membros é ampliar o peso internacional da comunidade. Segundo Maria do Carmo, a importância das nações de língua portuguesa vem crescendo ao longo dos 20 anos de existência da CPLP. Ela deu como exemplo a recente eleição do português Antonio Guterres para secretário-geral da ONU.

Assim como representantes de outros países que participaram da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, encerrada nesta terça-feira (1º), em Brasília, a secretária executiva avalia que a comunidade precisa chegar aos cidadãos para alcançar os objetivos propostos. “É preciso que as pessoas saibam o que é CPLP, que sintam a CPLP e que se sintam envolvidos no projeto da CPLP.”

http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-planalto/noticias/2016/11/nova-visao-da-cplp-inclui-cooperacao-economica-e-empresarial

Uma mulher africana vai por em ordem a casa da CPLP

mediaMaria do Carmo Silveira, futura Secretária Executiva da CPLPRFI/Liliana Henriques

Maria do Carmo Silveira, até agora governadora do Banco central de São Tomé e Príncipe, assume a 1 de Janeiro o cargo de secretária-executiva da CPLP, Comunidades dos países de língua portuguesa, sucedendo ao diplomata moçambicano Isaac Murade Murargy.

Esta sucessão de rostos no bloco lusófono foi confirmada na cimeira da organização que ontem encerrou em Brasília com a designação da economista são-tomense Maria do Carmo Silveira após o fim a 31 de Dezembro do corrente ano do mandato do diplomata Isaac Murade Murargy.

Esta refere-se aos desafios com que a organização se defronta após vinte anos de existência. “A organização passou por muitas turbulências e sobreviveu às crises da adolescência (…) tendo “atingido a maioridade num contexto mundial bastante complexo em que as crises se sucedem e se sobrepõem umas às outras“, afirmou esta dirigente.

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A CPLP não pode ser uma superestrutura desligada dos reais problemas que afetam a nossa juventude, as nossas mulheres, os nossos estudantes, os nossos empresários, entre outros“, rematou Maria do Carmo Silveira.

http://pt.rfi.fr/sao-tome-e-principe/20161102-os-desafios-colocados-cplp-por-futura-secretaria-executiva