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Forças armadas angolanas buscam gestão mais eficaz

Fotografia: Rogério Tuti | Edições Novembro

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, pediu ontem celeridade no processo de reforma das Forças Armadas Angolanas (FAA), assim como na criação das condições de vida dos seus efectivos.

Ao discursar na tomada de posse das chefias militares recentemente nomeadas, José Eduardo dos Santos afirmou igualmente que o sistema de defesa nacional vai ser  fortalecido e acelerado, para torná-lo mais capaz de defender a soberania.
Para tornar mais eficaz a acção contra o crime, reduzir os índices de criminalidade e tornar o país mais seguro, foi igualmente aprovado um programa integrado de segurança, que harmoniza as acções do Ministério do Interior, Polícia Nacional, Ministério da Defesa Nacional e das Forças Armadas Angolanas, assim como dos Serviços de Segurança.
O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas garantiu também celeridade ao processo de reintegração social e produtiva dos ex-militares. Este foi, segundo o Presidente da República, um dos motivos que levaram à nomeação do general Lúcio do Amaral, antigo comandante do Exército, no passado dia 7, ao cargo de secretário de Estado da Reinserção Social, em substituição do também general Mateus Miguel Ângelo “Vietname”.

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O Executivo pretende também concluir o pagamento de subsídios de desmobilização, caso haja pessoas que não tenham sido ainda contempladas. Um dos oficiais generais que tomaram posse ontem foi José Luís Caetano Higino de Sousa, que ocupa agora o cargo de chefe do Estado-Maior General adjunto das Forças Armadas Angolanas para a Área Operativa e de Desenvolvimento.
José de Sousa lembrou que a dinâmica da tecnologia mundial exige das Forças Armadas Angolanas preparação adequada para acompanhar o desenvolvimento tecnológico. “Os sistemas de equipamento tornam-se mais eficazes, menos manuais e mais automatizados e tem de haver, também, um acompanhamento no adestramento da tropa”, disse o general José de Sousa, momentos após jurar cumprir com zelo a sua missão. O novo comandante do Exército, Gouveia João de Sá Miranda, prometeu trabalho para que aquele ramo das Forças Armadas Angolanas continue a garantir a estabilidade do país.
“Estamos numa fase de desenvolvimento do país e as Forças Armadas Angolanas, como garantes da estabilidade, deve estar preparada para garantir com êxito a sua missão”, disse o general Gouveia João de Sá Miranda.
O Presidente da República deu também ontem posse ao general Marques Correia, como segundo comandante do Exército, e Matias Lima Coelho como chefe do Estado-Maior do Exército.
O vice-almirante Francisco Maria Manuel foi empossado como segundo comandante da Marinha de Guerra Angolana. No mesmo dia, tomou posse Jerónimo Mateus Van-Dúnem como juiz-conselheiro do Supremo Tribunal Militar das FAA.
As Forças Armadas Angolanas passam por uma reestruturação e reedificação, na sequência de um levantamento global do efectivo e do diagnóstico em termos de equipamento realizado em 2007 e 2008. O objectivo é tornar as FAA num exército moderno e pronto para responder aos desafios do futuro.
O chefe do Estado-Maior General das FAA, Geraldo Sachipengo Nunda, afirmou recentemente que o efectivo se prepara para os desafios. Como exemplo, falou das missões, no âmbito bilateral, na República Democrática do Congo, em 1997 e 98, no Congo Brazzaville, na mesma altura, em 2010, na Guiné-Bissau, e está preparado para operações de apoio à paz,  quando o país for solicitado.
As Forças Armadas Angolanas também têm obrigações nas regiões em que o país está inserido, como é o caso da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), CEEAC, os Grandes Lagos e na União Africana. “Existe um programa estratégico de desenvolvimento de Angola até 2025 e as FAA estão enquadradas nesse processo”, disse, para acrescentar que, do ponto de vista militar, embora a directiva tenha o carácter de poder ser actualizada de acordo com a realidade do país, as Forças Armadas Angolanas estão a fazer um esforço para implementar o programa de reedificação.
Outra missão importante das Forças Armadas Angolanas é o trabalho de desminagem e o apoio ao Governo em questões mais críticas, como quando existem enxurradas ou cheias, como aconteceu no Cunene e, também, em casos de epidemia, como o marburg, em que as Forças Armadas Angolanas tiveram de trabalhar para confinar o marburg à cidade do Uíge e eliminar a doença.

fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/forcas_armadas_bem_dotadas

 

Acordo de cooperação entre Brasil e Egito projetam missão empresarial em 2017

Câmaras de comércio do Brasil e do Egito firmam acordo e projetam missão empresarial em 2017

São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira e a Câmara de Comércio do Cairo firmaram um acordo de cooperação nesta quinta-feira (02), na capital do Egito. O documento foi assinado pelo presidente da entidade brasileira, Rubens Hannun, e pelo primeiro vice-presidente da instituição egípcia, Aly Shoukry, e prevê intercâmbio de informações, incentivo à realização de missões comerciais, entre outras ações.

Divulgação

Da esq. p/ dir., Shoukry, Mansour, Hannun e Alaby

Hannun, o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, e o gerente de Relações Governamentais da entidade, Tamer Mansour, foram recebidos pela diretoria da organização egípcia.

Segundo Hannun, a Câmara do Cairo tem intenção de organizar uma missão comercial ao Brasil ainda este ano e um dos diretores disse que pretende participar da Feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), que será realizada de 02 a 05 de maio, em São Paulo. O empresário é do ramo de especiarias e condimentos.

A Câmara do Cairo ainda disponibilizou um espaço em seus escritórios para uso da Câmara Árabe em viagens ao Egito e a utilização de seu moderno auditório para 450 pessoas em eventos da entidade brasileira.

Os executivos da Câmara Árabe se reuniram também com representantes do Ministério da Cooperação Internacional. Com a expectativa que a Argentina ratifique em breve o acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Egito, assinado em 2010, foi discutida a possibilidade de organizar no Egito e no Brasil seminários sobre o tratado, que só depende da ratificação dos argentinos para entrar em vigor.

“A ideia é fazer seminários sobre as oportunidades que passarão a existir para o Mercosul e o Egito com este acordo”, destacou Hannun. As oportunidades de investimentos entre o Brasil e o Egito também podem ser abordadas, pois o Itamaraty já encaminhou ao país árabe uma proposta de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI). A ministra egípcia Sahar Nasr acumula as pastas da Cooperação Internacional e dos Investimentos.

Mais tarde, os representantes da Câmara Árabe tiveram um encontro com o presidente do Conselho de Exportação Agrícola do Egito e parlamentar, Abdel Hamid Demerdash, que quer promover cooperação com o Brasil nas áreas de agricultura de pequeno porte e de pesquisa agropecuária.

Os executivos permanecem no Cairo até domingo e ainda terão uma série de reuniões com autoridades e lideranças empresariais egípcias.

https://www.comexdobrasil.com/camaras-de-comercio-do-brasil-e-do-egito-firmam-acordo-e-projetam-missao-empresarial-em-2017/

Presidente da República e líder da Renamo contradizem-se sobre violação da trégua de sete dias

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Nyusi fala de tranquilidade e Dhlakama diz que houve provocações

O Presidente da República convocou, na tarde de segunda-feira, uma conferência de imprensa onde fez o balanço dos sete dias de trégua entre o braço armado da Renamo e as Forças Governamentais. Filipe Nyusi disse, na ocasião, que estava satisfeito porque a semana da trégua foi tranquila.

“Fazemos uma boa leitura, no sentido de tranquilidade. Dos contactos que fiz com o Governo provincial de Inhambane, que é corredor, mas também com o Governo de Tete, querendo ter a sensibilidade sobre o que está a acontecer, e as Forças de Defesa e Segurança sobre aquilo que comunicam sobre o que realmente está a acontecer, fiquei sensibilizado e notei que havia muita mudança. O Governo não está a fazer nenhum ataque”, sustentou Filipe Nyusi.

Entretanto, Afonso Dhlakama não tem a mesma opinião e aponta casos de provocações das Forças de Defesa e Segurança. Diz que houve dois ataques a populações, ambos no distrito de Gorongosa.

“Um grupo das FADM, numa posição de Tondo, no posto administrativo de Canda, aqui na Gorongosa, foi a umas barracas, num mercado local, chegou lá, queimou tudo, roubou e voltou a correr para a sua posição. E também, outro grupo saiu da posição de Nhaulanga, na zona de Mucota, e foi à casa de um membro da Renamo, arrombou a casa, levou tudo, malas e tudo… e queimou, outras coisas roubou para a sua posição”, argumentou Afonso Dhlakama, explicando que as incidências foram reportadas ao Presidente da República.

Filipe Nyusi diz que está a ser criada uma confiança entre a Renamo e o Governo e afirma que a mesma será produtiva. Mas alerta que o povo deve, também, incentivar ao entendimento entre as partes. “Esta confiança tem que ser alimentada por todos. Toda a sociedade tem de acreditar e tem de encorajar, para que as pessoas possam falar”, disse o estadista.

Filipe Nyusi diz que a preocupação não deve ser o que acontece ou deixa de acontecer durante o período de tréguas, até porque para ele, há sempre possibilidade de uma correcção.

Apesar das diferenças, as partes entenderam-se e vão alargar o acordo de tréguas por mais dois meses.

 

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43093–presidente-da-republica-e-lider-da-renamo-contradizem-se-sobre-violacao-da-tregua-de-sete-dias.html

Afonso Dhlakama confirma trégua por mais 60 dias

afEstá Confirmado! Tal como o O País havia avançado, o Presidente da República e o líder da Renamo chegaram a novo acordo sobre o cessar-fogo. A trégua será estendida por mais dois meses.

A trégua inicial terminava já amanhã, dia 04 de Janeiro. Entretanto, o líder da Renamo convocou, hoje, uma conferência de imprensa, por telefone, para anunciar o prolongamento da trégua por mais 60 dias.

Afonso Dhlakama disse, por outro lado, que durante os sete dias de paz, houve algumas violações por parte das Forças de Defesa e Segurança.

Dhlakama assegura, ainda, que o diálogo político na presença de mediadores internacionais vai continuar, e o Governo e a Renamo vão indicar especialistas para viabilizar a Lei da descentralização.

O novo acordo entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama foi fechado ontem ao telefone. Dhlakama diz que foi ele quem tomou a iniciativa e agradece pela colaboração de Filipe Nyusi.

http://opais.sapo.mz/index.php/politica/63-politica/43069-afonso-dhlakama-confirma-tregua-por-mais-60-dias-.html