75% dos fertilizantes usados na agricultura brasileira é importado

fertilizantesA agricultura nacional posiciona o país na quarta posição entre os consumidores de fertilizantes, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos. Enquanto o consumo desses produtos aumenta, em média, 2% ao ano no mundo, o crescimento no Brasil é de 4%. De maneira inversa, a fabricação nacional tem caído nos últimos anos, abrindo espaço para a entrada de mais produtos importados.

Essa dependência de nutrientes estrangeiros influencia diretamente no custo da lavoura e obriga os fazendeiros a incluírem a cotação do dólar na conta da produção da safra.

potassioImporta-se mais de 90% do potássio que consumimos, e esse nutriente é muito exigido pela planta.Além dos altíssimos investimentos necessários para o processo de mineração, fabricação e logística dos insumos de origem mineral, a produção nacional também esbarra na questão ambiental, pois a mineração pode comprometer áreas de grande importância.

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Caiu os preços dos fertilizantes em Angola

fertilizantesRelativamente aos preços dos fertilizantes, das sementes e das charruas para a tracção animal, Marcos Nhunga assegurou que o Executivo tudo está a fazer para que venham a baixar ainda mais e chegar para todos os produtores agrícolas.
Os fertilizantes já registam uma considerável queda em todo o país, passando de 35 mil kwanzas o saco de 50 quilogramas para sete mil kwanzas. Marcos Nhunga garantiu que o Executivo pretende baixar muito mais os preços dos fertilizantes, para que os camponeses possam produzir em grandes quantidades para assegurarem a auto-suficiência alimentar nas comunidades.
O governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua, disse que a província dentro daquilo que são as políticas do Ministério da Agricultura prevê receber dentro de dias 20 mil toneladas de adubos, além das cinco mil toneladas que já se encontram em armazém.
Para a presente época agrícola, o Governo do Huambo prevê assistir 321.475 famílias e defende mais incentivos para o escoamento dos produtos para os grandes centros de consumo. Adiantou que 482.212 hectares de terras serão desbravados em toda a província para a produção de milho, feijão, mandioca, batata rena e  hortícolas.
Além de hectares mecanizados, várias parcelas de terra serão preparadas por pequenos agricultores individuais e  associações.
O director provincial da Agricultura, António Teixeira, apontou como principais dificuldades do sector, o baixo nível de organização das cooperativas, associações e empresas privadas do sector, assim como fracas opções de motomecanização, escassez de infra-estruturas para o fomento agrícola e falta de quadros qualificados.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/ministro_anuncia_mais_fertilizantes

Brasil volta a ter superávit no comércio com a África

 

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Brasília –  Em 2016, o Brasil registrou um superávit de US$ 3,231 bilhões no intercâmbio comercial com os países africanos, interrompendo um ciclo de seis anos de deficits expressivos nas trocas com o continente. O saldo foi o resultado de exportações no total de US$ 7,832 bilhões e importações no montante de US$ 4,601 bilhões.

O superávit foi alcançado graças a uma fortíssima redução (-47,5%) nas importações de produtos africanos, num ano em que as vendas brasileiras para os países africanos também se reduziram, mas em um rítmo bem menos acelerado, de 4,51%, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Entre  2010 e 2016, o fluxo de comércio Brasil-África gerou para os africanos um saldo de US$ 21,580 bilhões, devido principalmente às importações de petróleo junto à Nigéria. Com a queda desses embarques e à contração dos preços internacionais da commodity, as receitas obtidas pelos países africanos decresceram de forma acelerada. Assim, o saldo que atingiu o ápice em 2014 ao somar US$ 7,359 bilhões caiu para US$ 562 milhões em 2015 e transformou-se em superávit brasileiro no ano passado.

Em 2016, a África foi o destino final de 4,5% de todo o volume exportado pelo Brasil enquanto os países do continente tiveram uma participação de 3,34% nas importações globais brasileiras.

No período, a pauta exportadora brasileira foi liderada pelos produtos manufaturados, com uma participação de  40,9% e um total de US$ 32 bilhões, com uma queda de 2,7% comparativamente com o ano anterior. Os produtos básicos geraram uma receita de US$ 2,27 bilhões, inferior em 24,5% ao volume embarcado em 2015 e participação de 28,9% nas exportações. Por outro lado, os bens semimanufaturados responderam por 29,9% do volume  embarcado e com uma alta de 24,3% totalizaram US$  2,35 bilhões.

As commodities agrícolas lideraram a pauta exportadora brasileira para os países africanos, com destaque para o açúcar de cana, com uma fatia de 26% das exportações e receita no total de US$ 2,02 bilhões (alta de 35% comparativamente com 2015). A seguir vieram açúcar de cana refinado (US$ 966 milhões e participação de 12% nas exportações), carne bovina (US$ 638 milhões, correspondentes a 8,2% do volume exportado) e carne de frango (embarques no montante de US$ 464 milhões e participação de 5,9%).

Do lado africano, mesmo em forte queda, o petróleo foi o principal item exportado para o Brasil, respondendo por 36% do volume total e gerando uma receita no valor de US$ 1,66 bilhão. Outros destaques da pauta foram as naftas (US$ 1,11 bilhão e fatia de 24% nas exportações), adubos fertilizantes (US$ 369 mihões e participação de 8,0%) e gás natural (receita no total de US$ 300 milhões e participação de 6,5%).