Macron o novo , com a antiga visão colonialista sobre a Africa

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O presidente recém-eleito da França, Emmanuel Macron, quando perguntado em uma conferência de imprensa na cúpula do G20 em Hamburgo, por que não havia um plano Marshall para a África, explicou que a África tinha problemas “civilizatórios”. Ele acrescentou que parte do desafio que o continente enfrenta são os países que “ainda têm sete a oito filhos por mulher”.

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As palavras de Macron levou os comentaristas a se perguntarem se a “lua de mel” já havia acabado depois da manifestação equivocada, mas talvez os sinais de sua ignorância sobre Africa estivessem lá o tempo todo. Enquanto ainda fazia campanha pela presidência, Macron chamou a história colonial da França na Argélia “um crime contra a humanidade”. Mas este político centrista rapidamente mudou de ideia quando sua analise do passado brutal da França recebeu críticas dos seus eleitores. Em um discurso na cidade sudeste de Toulon, Macron pediu desculpas por ter mexido nos sentimentos dos eleitores, e alterou o discurso para falar em vez sobre a necessidade da França enfrentar seu “passado complexo”. Mas e os sentimentos dos milhões de africanos? Macron ignorou.

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Parece que, apesar de sua juventude e vitalidade, o novo presidente está aderindo a uma linha muito antiga quando se trata da posição da França sobre a África. O ex presidente Nicolas Sarkozy, que em uma visita a Dakar, no Senegal, em 2007 disse que “a tragédia da África é que o africano não entrou completamente na história … Eles nunca se lançaram no futuro. O campesino africano só conhecia a eterna renovação do tempo, marcada pela repetição sem fim dos mesmos gestos e das mesmas palavras. ”
Enfim o mesmo olhar colonialista, racista, onde os africanos não entraram na história porque os europeus e o resto mundo continua a ignorar a História da África.

As declarações de Macron não mencionam as causas profundas dos desafios dos quais o presidente fala em relação ao continente africano, mas é a admissão do papel da França , que está indelevelmente ligada à das suas antigas colônias e que a relação entre os dois permanece em grande parte neocolonial: a África francófona ainda é estratégica e fundamental para as empresas francesas – particularmente nas indústrias extrativas -que têm uma forte presença no continente.

Macron passou no teste de sua política neocolonial  na África, pois  mostrou estar fazendo um bom trabalho ao provar que ele é cortado do mesmo pano que os  líderes anteriores, adotou um tom paternalista e moralista, enquanto lucra com os regimes autoritários nos países francofonos no continente africano.

África deveria ter sido o grande tema da cúpula do G20 em Hamburgo

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 Continente deveria ter sido o grande tema da cúpula em Hamburgo e terminou em segundo plano. Trump e Merkel fizeram promessas, mas quão satisfeitos estão os próprios africanos com os resultados do encontro?A África deveria ter sido o grande tema da cúpula do G20, encerrada no último sábado (08/07), em Hamburgo. Mas o comunicado final se concentrou na proteção climática e no livre-comércio. Somente pouco antes do fim do encontro de líderes das 20 maiores economias do mundo, a África entrou na agenda.

O presidente americano, Donald Trump, prometeu 639 milhões de dólares para a luta contra a fome em Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul. E a chanceler federal alemã, Angela Merkel, encerrou a reunião do G20 com uma rejeição “à clássica ajuda ao desenvolvimento”.

O Compact with Africa – iniciativa proposta pela presidência alemã do G20 – prevê que economias africanas sejam fortalecidas por meio de mais investimentos privados. O foco deve ser educação, pesquisa, saúde, projetos de infraestrutura e, principalmente, a independência econômica de mulheres jovens.

No entanto, de início não estão previstas parcerias com todos os países, mas somente com Etiópia, Costa do Marfim, Gana, Marrocos, Ruanda, Senegal e Tunísia. “Em princípio, a ideia de parcerias com a África é boa”, diz a política de origem senegalesa Pierrette Herzberger-Fofana, do Partido Verde alemão. “Mas usando que critérios eles pretendem escolher os países?”

A África do Sul é o único Estado africano representado no grupo dos 20 principais países industrializado e em desenvolvimento. Em Hamburgo, também esteve presente como convidado o presidente do Senegal, Macky Sall, como representante da Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (Nepad), o nigeriano Akinwumi Adesina, chefe do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), e o novo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhamom.

O presidente da Guiné, Alpha Condé, também participou do encontro em Hamburgo como presidente em exercício da União Africana. E ele se mostrou satisfeito com o saldo da cúpula.

“Um dos resultados do G20 é o consenso de que é preciso escutar os africanos, de que não se devem tomar decisões em seu lugar, mas sim discutir juntos suas necessidades reais”, disse Condé, destacando que a África precisa urgentemente de investimentos no setor energético e em infraestrutura.

“Precisamos financiar o crescimento, e se a economia privada puder nos ajudar, por que não? Agora cabe a nós insistir que essas promessas sejam cumpridas. Mas quando escuto o presidente francês ou a chanceler federal alemã, fico muito otimista”, afirmou.

Falta de real interesse

O vice-ministro do Exterior de Uganda, Henry Okello Oryem, se mostrou menos confiante. “A cúpula do G20 em Hamburgo não despertou nos participantes muito interesse pela África”, disse. Para Oryem, os países estavam muito mais interessados em seus próprios problemas e em conflitos como o da Síria do que nas necessidades do continente africano.

O desenvolvimento da África não depende apenas de investimentos, mas também do combate conjunto a obstáculos ao desenvolvimento, escreveu o vice-presidente da Nigéria, Yemi Osinbajo, em artigo publicado pelo jornal francês Le Monde.

“Se os países europeus estiverem realmente interessados em ajudar a África a se desenvolver, então eles precisam apoiar governos africanos no combate à corrupção”, afirmou. Para o político nigeriano, no momento, todos os esforços do lado africano para alcançar o desenvolvimento econômico sustentável são sufocados por fluxos ilegais de fundos, sobretudo nos próprios países do G20.

“Os problemas da África não podem ser solucionados em Hamburgo, Washington ou Xangai, mas somente pelos próprios líderes africanos”, afirma a jornalista política Jenerali Ulimwengu, da Tanzânia.

https://www.terra.com.br/noticias/o-que-ficou-do-g20-para-a-africa,dfeb8a41145711d61d3468fb4c10a722q07todpk.html

Partido do Governo da África do Sul planeja nacionalizar Banco Central

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Na África do Sul, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) deseja nacionalizar o Banco da Reserva da África do Sul, segundo as principais autoridades do partido. Essa medida acabaria com o status do banco central de ser uma das poucas autoridades monetária do mundo que ainda tem acionistas privados.
 
O anúncio do plano, que ainda precisa ser aprovado na conferência eletiva do ANC em dezembro, fez com que o rand caísse mais de 1% em relação ao dólar. No último dia da conferência de política do ANC, Enoch Godongwana, funcionário de política econômica do partido, afirmou que o partido agora acredita que “uma instituição como o Banco da Reserva deve estar em mãos públicas”. Para ele, “há um acordo geral de que a anomalia do Banco da Reserva – que ainda é privado – é um problema”.
 
A maioria dos bancos centrais do mundo é de propriedade do governo, mas a mudança de política planejada ocorre em meio a um debate mais amplo sobre o mandato e o papel do BC sul-africano na economia mais desenvolvida da África. No mês passado, o governo exigiu uma mudança na Constituição do país ao desejar tirar do BC a política de estabilidade de preços para proteger “o bem estar socioeconômico dos cidadãos”.
 
Atualmente, o Banco da Reserva da África do Sul tem mais de 600 acionistas, que detêm, no máximo, 10 mil das 2 milhões de ações do banco, de acordo com informações oficiais da instituição. No entanto, os acionistas não têm influência sobre a política monetária do BC, que é definida por um comitê de seis membros. Fonte: Dow Jones Newswires.
 

Na Etiópia está instalado importante debate sobre o futuro da África

por João Dias | Addis Abeba

3 de Julho, 2017

O ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, discursa hoje na 29.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo que decorre até amanhã na capital etíope, Adis Abeba, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

João Lourenço foi ontem recebido pelo Presidente do Ruanda a quem entregou uma mensagem do homólogo angolano
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro – Addis Abeba

João Lourenço, que está desde ontem em Addis Abeba, disse, à chegada, que a sua intervenção vai incidir sobre questões de paz, defesa, segurança como vectores indispensáveis para a integração regional e desenvolvimento sustentável do continente.
O ministro da Defesa referiu que é portador de mensagens do Presidente José Eduardo dos Santos para todos os seus homólogos africanos.
A cimeira, que arranca hoje, debate questões relacionadas com o orçamento, reforma estrutural da organização, situação política em alguns países do continente e a implementação do tema do ano “Dividendo demográfico, investindo na juventude”.
Acompanhado pelo ministro da Juventude e Desportos, Albino da Conceição, pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Rui Mangueira, e pelo secretário de Estado para as Relações Exteriores, Manuel Augusto, o ministro da Defesa foi recebido à chegada pelo ministro etíope das Águas, Irrigação e Energia, Minissan Bekele e por membros da delegação angolana.
Ontem, após ter chegado a Adis Abeba, o ministro da Defesa Nacional de Angola, João Lourenço, foi recebido em audiência pelo Presidente da República do Tchad, Idriss Deby Itno. Vários chefes de Estado e de Governo escalaram ontem a capital etíope para a 29.ª cimeira, que tem como convidado de vulto o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, e o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud-Abbas, que marcam presença na abertura da cimeira, onde discursam, tal como o Presidente da Comissão da UA, Moussa Faki, após palavras de boas-vindas do Primeiro-Ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn.
A 29.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo é orientada pelo Presidente da Guiné Connacry, Alpha Condé, na qualidade de presidente em exercício da União Africana. No centro do debate estão temas como a Integração Regional, cujo foco recai para a Zona de Livre Comércio, bem como a situação de paz e segurança no continente, a análise e aprovação do orçamento de 880 milhões de dólares para o próximo ano, a situação humanitária e as reformas estruturais.
No âmbito dos Relatórios sobre “Questões Estratégicas”, Paul Kagame, Presidente do Rwanda, vai abordar a componente da

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Reforma Institucional da União Africana. O Presidente do Níger, Mahmadou Issoufou(foto), apresenta um informe sobre as medidas já tomadas para a implementação da Zona de Livre Comércio, enquanto o Presidente Tchadiano, Idriss Deby Itno,  fala do que devem ser os pilares para a implementação do tema por si proposto: “Aproveitamento do Dividendo Demográfico, Investindo na Juventude”.

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O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki(foto), apresenta o relatório sobre a situação de Paz e Segurança em África, com destaque para a situação dos principais conflitos armados no continente, nomeadamente na República Democrática do Congo, Líbia, Sudão, Sudão do Sul, Burundi, Somália, Mali e República Centro-Africana.
Da agenda consta também uma informação do Presidente da República da Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, relativa à Reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim como será analisado o documento do Conselho de Paz e Segurança da UA sobre a implementação do Roteiro Director dos Passos Práticos, Rumo ao silenciamento das Armas em África até 2020.
Ontem, o ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, foi recebido em audiência pelo Presidente do Ruanda, Paul, Kagame, a quem entregou a primeira das várias mensagens que o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, enviou aos seus homólogos africanos.

Refugiados em Angola

Em declarações à imprensa, após a reunião do conselho de ministros do Fórum PALOP, o chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti, desmentiu ontem, em Adis Abeba, informações postas a circular segundo as quais as autoridades angolanas estavam a expulsar refugiados oriundos da República Democrática do Congo.

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Georges Chikoti  (foto) foi peremptório em afirmar que são falsas e sem fundamentos tais afirmações e que o representante das Nações Unidas em Angola já as desmentiu. “Não existe esta situação. Antes pelo contrário, Angola acolheu mais de 30 mil  refugiados vindos da RDC nas condições em que o nosso país pode dar, tendo aprovado um orçamento de 500 milhões de kwanzas e mais um montante em moeda externa para podermos adquirir tendas e comida para corresponder às primeiras necessidades dos refugiados”, lembrou Georges Chikoti.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/futuro_do_continente_debatido_em_addis_abeba

África Central debate segurança alimentar em São Tomé

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São Tomé, 07 juin (Lusa) – Autarcas e agricultores de seis países da África Central estão reunidos capital são-tomense para validar um projeto, no valor de 04 milhões de dólares, financiado pela agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Representantes de mais de 30 cidades de São Tomé e Príncipe, Camarões, República do Congo, Gabão, Guiné Equatorial e Chade poderão beneficiar deste projeto financiado pela FAO no âmbito do apoio à segurança alimentar na África Central.

“Estamos aqui para discutirmos, em conjunto, uma estratégia. A melhor que será desenvolvida ao nível sub-regional, tomando em conta a especificidade de cada país”, disse o representante do FAO, Tristan Nondah.

Os trabalhos vão durar cinco dias e a estratégia a ser discutida baseia-se em cinco áreas, designadamente, segurança dos recursos, acesso a água, acesso a terra, as boas práticas e os compromissos políticos.

Um estudo feito em 2010 pela FAO indica que em 2030 a população da África subsaariana atingirá os 600 milhões de habitantes e esse crescimento pode constituir um problema sério.

De acordo ainda com o estudo, a África Central tem mais de 30 cidades, em 24 delas, incluído São Tomé e Príncipe as populações vivem com menos de dois dólares por dia e milhares de crianças estão em risco da desnutrição crónica.

Os participantes do encontro para a validação da estratégia “cidade verde” fazem igualmente um balanço do programa de segurança alimentar nas zonas urbanas e periurbanas em curso nos seis países representados na capital são-tomense.

A intenção é prorrogar este programa que os agricultores africanos consideram estar a “dar muito bons resultados”.

“A ideia é dar-se continuidade aos trabalhos em curso, porque foram produzidos muito bons resultados e não queremos ficar por aí. Devemos prosseguir de forma a que esses países façam mais progressos”, acrescentou Tristan Nondah.

Duas cidades são-tomenses, Guadalupe, norte da ilha de São Tomé e Santo António, da Região Autónoma do Príncipe, entram neste projeto “cidade verde”.

A Ilha do Príncipe pretende, deste modo, “fortalecer” o seu estatuto de reserva mundial da biosfera.

Por seu lado, o presidente de câmara de Guadalupe, Policarpo Freitas disse que deseja utilizar o financiamento para construir um mercado de agricultores e requalificar a cidade, a mais importante do distrito de Lobata.

Fonte:http://www.dn.pt/lusa/interior/seis-paises-da-africa-central-debatem-seguranca-alimentar-em-sao-tome-8544500.html

Visita do Ministro das Relações Exteriores do Brasil à Namíbia, Botsuana, Malawi, Moçambique e África do Sul

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O ministro Aloysio Nunes Ferreira realizará visita a cinco países do continente africano no período de 8 a 15 de maio: Namíbia, Botsuana, Malawi, Moçambique e África do Sul.

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A missão do ministro Aloysio Nunes Ferreira dá feição concreta à prioridade que o Brasil atribui às relações com a África. O engajamento político brasileiro no continente fortaleceu múltiplas vertentes de cooperação, comércio e investimentos nas últimas décadas. A visita reafirma esses laços e abre perspectivas de cooperação, apostando na África como uma das regiões mais promissoras para a celebração de parcerias econômicas e comerciais e um ator destinado a assumir crescente destaque na cena global.

No dia 8 de maio, na Namíbia, o ministro das Relações Exteriores será recebido pelo presidente Hage Geingob e terá encontro de trabalho com sua homóloga, a chanceler Netumbo Nandi-Ndaitwah. O Brasil mantém destacado projeto de cooperação naval com a Namíbia, iniciado em 1994, que já resultou na formação de mais de 1.000 militares namibianos em escolas brasileiras, contribuindo para o objetivo comum de promover a paz e a segurança no Atlântico Sul.

No dia 9 de maio, o ministro Aloysio Nunes Ferreira viaja para Botsuana, país com o qual o Brasil mantém importantes projetos de cooperação nas áreas de cooperativismo e combate ao HIV/AIDS. O ministro realizará reunião de trabalho com a chanceler Pelonomi Venson-Moitoi, na qual reafirmará o apoio brasileiro ao desenvolvimento daquele país e o propósito de fortalecer o relacionamento nas áreas de defesa e comércio, entre outras. Botsuana é um dos países de mais alto crescimento na África, o que oferece grandes oportunidades para o aumento do comércio e dos negócios com o Brasil.

No dia 10 de maio, no Malawi, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira manterá encontro de trabalho com seu homólogo malawiano, Francis Kasaila, e será recebido pelo presidente Arthur Mutharika. Trata-se da primeira viagem de um chanceler brasileiro àquele país desde o estabelecimento das relações diplomáticas, em 1964. O relacionamento com o Malawi diversificou-se nos últimos anos com o lançamento de uma agenda de cooperação e investimentos. Durante a visita, serão assinados o Memorando de Entendimento para Facilitação de Vistos de Negócios, o Acordo de Isenção de Vistos para Portadores de Passaportes Diplomáticos, Oficiais e de Serviço e o Acordo para o Exercício de Atividades Remuneradas por Dependentes.

Em 11 e 12 de maio, o ministro Aloysio Nunes Ferreira cumprirá agenda de trabalho em Moçambique. Será recebido em audiência pelo presidente Filipe Nyusi e manterá encontros de trabalho com seu homólogo, Oldemiro Baloi, com o ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, José Pacheco, e com a ministra de Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens. Moçambique é o maior parceiro de cooperação brasileira, com projetos pioneiros e estruturantes que abarcam áreas como saúde, agricultura, educação e formação profissional. O país também é importante destino de investimentos brasileiros, cujo estoque chega a 9 bilhões de dólares.

No dia 12 de maio, o ministro das Relações Exteriores visitará Nacala, onde participará da cerimônia de inauguração do Corredor Logístico de Nacala, importante investimento da Vale em parceria com a estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique. O projeto, que conferiu ao Brasil o status de maior investidor estrangeiro daquele país, contribuirá para o desenvolvimento das economias moçambicana e malawiana.

Ainda em Moçambique, devem ser assinados o Acordo de Previdência Social, o Memorando de Entendimento para o Estabelecimento de Consultas Políticas e, no âmbito da cooperação técnica, dois ajustes complementares ao Acordo Geral de Cooperação: um para a implementação de projeto em Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica de Moçambique; e outro para a implementação de projeto em Capacitação Técnica em Inspeção e Relações de Trabalho.

No dia 15 de maio, o ministro Aloysio Nunes Ferreira encerrará sua viagem com agenda de trabalho na África do Sul, ocasião em que, entre outras atividades, se reunirá com a chanceler Maite Nkoana-Mashabane. Brasil e África do Sul desenvolvem parceria estratégica, que se articula por meio de projetos de cooperação, pela atuação coordenada em fóruns internacionais e pela participação em grupos como o IBAS e o BRICS.

http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/notas-a-imprensa/16238-visita-do-ministro-das-relacoes-exteriores-aloysio-nunes-ferreira-a-namibia-botsuana-malawi-mocambique-e-africa-do-sul

O imperativo da parceria com a África


Amanhã(7/05/2017), darei início a um périplo pela África Austral, uma das regiões com maior potencial de crescimento econômico do planeta. Em uma semana, visitarei cinco países: Namíbia, Botsuana, Malaui, Moçambique e África do Sul. O objetivo é reforçar a agenda de diálogo político e cooperação econômica, demonstrando a prioridade da África nas relações exteriores do Brasil.

O Brasil é o maior país africano fora da África, uma identidade da qual nos orgulhamos e um cartão de visitas capaz de abrir portas e angariar a boa vontade dos países africanos. Queremos traduzir essa afinidade histórica em ações concretas, aprofundando projetos de cooperação, ampliando o comércio e os investimentos e criando novas parcerias em áreas como defesa, energia, e ciência e tecnologia. Queremos também aprofundar o diálogo diplomático sobre temas da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Mantemos programas importantes de cooperação com a maioria dos países africanos, sobretudo nas áreas de saúde, agricultura, educação e formação profissional. Esses programas demonstram o interesse brasileiro em contribuir para o desenvolvimento econômico e social do continente, mas é preciso ir além. As lideranças africanas pedem a presença do Brasil não apenas como prestador de cooperação, mas também e cada vez mais como investidor e parceiro nos negócios.

Visitarei alguns dos países acompanhado de empresários interessados em identificar as imensas oportunidades para o comércio e os investimentos. Pretendo avaliar exemplos emblemáticos de parcerias que desejamos multiplicar. Em Moçambique, participarei da inauguração do corredor de Nacala, empreendimento da Vale com empresa local, que representa o maior investimento estrangeiro naquele país. Na África do Sul, buscarei identificar novas oportunidades inspiradas, por exemplo, no êxito do programa de desenvolvimento conjunto de um míssil ar-ar de curto alcance, além de estreitar nossa coordenação em temas multilaterais e no âmbito dos grupos Brics e Ibas.

Em cada um dos países visitados, há uma robusta agenda em andamento e muitas oportunidades inexploradas. Com a Namíbia, temos uma cooperação histórica na área de defesa, tendo sido o Brasil responsável pela criação da Marinha daquele país e formado mais de mil militares namibianos nos últimos anos. Botsuana é um país estável, de crescimento acelerado e uma das maiores rendas médias da África, ou seja, um mercado promissor para as exportações brasileiras. A minha visita ao Malaui será a primeira de um chanceler brasileiro ao país, que também conta com investimentos brasileiros em mineração e com cooperação no setor algodoeiro.

Neste século, o continente africano tem apresentado índices de crescimento acima da média mundial. Apesar da crise nos últimos anos, as exportações brasileiras para a África alcançaram US$ 7,8 bilhões em 2016, em sua maior parte compostas por manufaturados (40%) e semimanufaturados (22,6%). A tendência de longo prazo é positiva. Aproveitarei meus contatos para estimular a organização de missões comerciais à África, de modo a aproveitar melhor a entrada em vigor do Acordo de Preferências Comerciais Mercosul-Sacu.

Parto para a África com a certeza de que temos muito a ganhar com o fortalecimento desses laços de cooperação, sobretudo no contexto das atuais transformações políticas e econômicas no mundo, em que o continente africano, ao lado do asiático, é um polo em ascensão. A parceria com a África é não apenas uma decorrência natural de nossas afinidades históricas e culturais, mas um imperativo na construção de uma ordem mundial mais favorável aos nossos interesses e aspirações.

Aloysio Nunes Ferreira
Ministro das Relações Exteriores

http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/discursos-artigos-e-entrevistas-categoria/ministro-das-relacoes-exteriores-artigos/16241-o-imperativo-da-parceria-com-a-africa-correio-braziliense-06-05-2017

José Maria Neves: “Em Cabo Verde é quase proibido ser ex-governante”

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O antigo Primeiro-ministro José Maria Neves afirmou que em Cabo Verde é quase proibido ser ex-governante, uma vez que, “quem assume tem que criminalizar aquele que desempenhou as funções anteriormente. Numa entrevista concedida á RCV, Neves disse que quase que não há lugar para os quadros que já governarem, o que prejudica os interesses do país.

José Maria Neves: “Em Cabo Verde é quase proibido ser ex-governante”

“Há um desperdício de recursos humanos e institucionais em Cabo Verde e isso não é bom para o país. Aqui, é quase proibido ser ex-governante, porque quem assume tem que criminalizar aquele que desempenhou as funções anteriormente”, defendeu.

Questionado se o próprio sente-se que está a ser criminalizado, o antigo governante explica que, “eu não necessariamente, mas sinto que as pessoas que estiveram comigo no anterior governo sim.

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Neves exemplifica a antiga ministra das Finanças, Cristina Duarte, a qual é neste momento, um quadro solicitado no plano internacional, mas em Cabo Verde há muita gente que, para poder afirmar-se, tem que tentar diminuir o prestígio e trabalho por ela, mesmo que isso prejudique o país.

José Maria Neves garante que essa falta de lugares para ex-governantes provoca um enorme desperdício de toda a experiência e contributo de pessoas relevantes para o desenvolvimento de Cabo Verde. Atirou ainda que, no nosso país tudo é efémero e ilusório e que “temos de ser mais consistentes em algumas coisas”.

Fonte:http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article124459&ak=1

África do Sul suspendeu importação de carne do Brasil

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Funcionários de portos de todo o país estão orientados a inspecionar todos os contêineres de carnes vindos do Brasil.

A África do Sul comunicou nesta quarta-feira (22) que suspendeu a importação de carne brasileira de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. As informações foram confirmadas pelo Ministério da Agricultura.

De acordo com o Departamento de Agricultura da África do Sul, funcionários de portos de todo o país estão orientados a inspecionar todos os contêineres de carnes vindos do Brasil.

Em 2016, a África do Sul importou cerca de US$ 120 milhões em carnes do Brasil. Entre os produtos importados estão carne bovina, de frango e suína. O valor está bem abaixo dos principais importadores de carne do Brasil, como a China e Hong Kong, que no ano passado compraram o equivalente a US$ 1,75 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

O G1 procurou a embaixada da África do Sul e o Ministério da Agricultura. Até as 12h, os órgãos não haviam enviado um posicionamento.

5745470_x720Países que suspenderam a importação

Além da África do Sul , restringiram oficialmente a importação de carne brasileira:

Principais importadores

Saiba quais são os principais compradores de carne brasileira, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior:

1) China – US$ 1,75 bilhão (13% do total)

2) Hong Kong – US$ 1,51 bilhão (11,2% do total

3) Arábia Saudita – US$ 1,27 bilhão (9,4% do total)

4) Rússia – US$ 1,03 bilhão (7,6% do total)

5) Japão – US$ 747 milhões (5,5% do total)

6) Países Baixos – US$ 715 milhões (5,3% do total)

7) Egito – US$ 690 milhões (5,1% do total)

8) Emirados Árabes Unidos – US$ 585 milhões (4,3% do total)

9) Chile – US$ 441 milhões (3,2% do total)

10) Reino Unido – US$ 389 milhões (2,9% do total)

A operação

Deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, a Operação Carne Fraca investiga corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura, suspeitos de receberem propina para liberar licenças de frigoríficos. Segundo a PF, partidos como o PP e o PMDB também teriam recebido propina.

Além de corrupção, a PF também apura a venda, pelos frigoríficos, de carne vencida ou estragada, dentro do Brasil e no exterior.

As investigações envolvem empresas como a JBS, que é dona de marcas como Friboi, Seara e Swift, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão, além de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Na segunda, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia anunciado a suspensão das exportações dos 21 frigoríficos investigados pela PF. Três deles fora interditados e pararam a produção. Os outros 18 podem continuar a vender dentro do Brasil.

O Ministério da Agricultura também afastou preventivamente os 33 servidores da pasta que são investigados na Operação Carne Fraca. Segundo o ministério, esses servidores vão responder a processo administrativo disciplinar.

http://g1.globo.com/economia/noticia/africa-do-sul-suspende-importacao-de-carne-brasileira-apos-operacao-da-pf-diz-agencia.ghtml

Uma iniciativa dos africanos para os africanos na era digital

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Na  sexta-feira, 32 anos após o registo do primeiro domínio de Internet no Mundo, o conhecidíssimo “.com”, a União Africana (UA) lançou o domínio “africa”, dando ao continente a sua própria identidade digital, ao preço módico de 18 dólares anuais.  O domínio fica completamente disponível ao público a partir de Julho.

 

“Com o ‘.africa’, eu diria que a África finalmente conseguiu a sua identidade digital”, disse Nkosazana Dlamini-Zuma, presidente da Comissão da União Africana, que esta semana entrega o cargo ao chadiano Moussa Faki Mahamat, após quatro anos na chefia da organização. Segundo Nkosazana Dlamini-Zuma, o novo domínio permitirá que as pessoas e as empresas do continente africano alcancem melhor o Mundo, inserindo-se mais na globalização.

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A África Subsariana tem uma das taxas mais baixas de penetração na Internet do Mundo, de acordo com o Banco Mundial, com cerca de 22 por cento de utentes, em comparação com a média global de 44 por cento.
A UA prometeu aumentar a penetração da Internet em banda larga em 10 por cento no próximo ano, como parte da sua proposta de desenvolvimento “Agenda 2063”.
A África do Sul, a maior economia do continente, domina a presença africana “on-line”, possuindo 1,1 milhões dos dois milhões de registos de “sites” em África, disse Lucky Masilela, presidente do Conselho de Administração da ZA Central Registry, a empresa sul-africana que vai administrar o domínio “.africa”.
“As altas taxas são um obstáculo para muitas pessoas que querem registar um ‘site”, disse Masilela.
Essas taxas, em alguns países africanos, podem custar até 250 dólares norte-americanos anuais, mas Lucky Masilela disse que o domínio “.africa” estará disponível por apenas 18 dólares. “O domínio ‘.africa’ vai ser um ‘agitador’ no mercado e vai ajudar a reduzir os custos dos nomes de domínio”, garantiu o responsável da ZA Central Registry.
A UA espera que os rendimentos dos registos de domínio ajudem a cobrir alguns dos custos administrativos e de funcionamento da Comissão da organização continental.
Um domínio é um nome de fácil memorização e que serve para localizar e identificar os computadores na Internet.
Ao visitarmos um sítio web ou enviarmos um e-mail, o   computador precisa de saber a localização do servidor em que a página ou a caixa de e-mail de destino estão armazenados para então mostrar a informação que se deseja ver (o conteúdo da página ou o relatório de entrega do e-mail).
A informação da localização destes servidores está noutro servidor (chamado servidor de nomes) que assegura a indicação do endereço certo para a entrega dos pedidos enviados pelo nosso computador para a Internet.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/africa_ganha_identidade_digital