África do Sul: ANC enaltece memória de Mugabe

Cidade de Cabo – O secretário-geral do Congresso Nacional Africano (ANC), Ace Magashule, apresentou esta sexta-feira as condolências do partido no poder na África do Sul à família do antigo Presidente zimbabweano, Robert Mugabe, que morreu aos 95 anos de idade.

 

Robert Mugabe, Ex-Presidente do Zimbabwé

FOTO: FRANCISCO MIÚDO

LOGOTIPO DO ANC

A vida de Mugabe foi um perfeito exemplo do “novo africano” que, tendo-se desembaraçado do jugo colonial, fazia todo o seu possível para se garantir que o seu país se integre no concerto das nações e seja firmemente responsável pelo seu próprio destino, indicou Magashule.

Acrescentou que o Mundo vai lembrar-se sempre do slogan do antigo herói da libertação: “África aos Africanos e Zimbabwe aos Zimbabweanos”.

“Embora o ANC e os seus responsáveis não tenham conseguido estar de acordo, as vezes de maneira virulenta, com Mugabe sobre questões de interesse nacional, enquanto organização fraternal, consideramos como sacrossanto o princípio de soberania.

“Só a história julgará se as medidas tomadas pelos dirigentes no interesse dos seus concidadãos eram correctas. Lembramos as palavras imortais de William Sheakespeare, segundo as quais , ‘o mal que os homens fazem sobrevive-lhes, o bem  é as vezes enterrado com os seus ossos”, afirmou.

Magashule endereçou as suas condolências à família de Mugabe e à ZANU-PF, o partido no poder no Zimbabwe e que ele liderou durante anos até à sua saída do poder, em 2017.

A percepção de uma jovem negra brasileira ao estudar na África do Sul

Jovem de favela do Rio se espanta com racismo na África do SulJéssica se surpreendeu com as diferenças no sistema de transporte de Durban, na África do Sul. Arquivo pessoal

A carioca Jéssica Santos Victorino, de 28 anos, saiu do morro da Cachoeira Grande para cursar um mestrado em filogenia molecular e biogeografia marinha na Universidade de KwaZulu-Natal, em Durban, na África do Sul. A jovem conversou com a RFI e falou dos desafios de se estudar no exterior e das diferenças culturais encontradas fora do Brasil.

Kinha Costa, correspondente da RFI em Joanesburgo

“Eu sempre quis estudar em outro país, aí meu namorado, que já estava estudando na África do Sul, me deu a ideia de tentar o mestrado e acabou dando certo”, conta Jéssica. O mestrado dura dois anos. O primeiro ano é grátis e o segundo custa em torno de R$ 5 mil, os dois semestres.

Jéssica optou por estender, por mais um semestre, o seu tempo na universidade, para poder escrever uma dissertação de boa qualidade, publicar artigos para enriquecer o seu currículo e galgar melhores posições no futuro, como profissional. “Eu pesquiso a relação entre as espécies de pepinos do mar e uso DNA para fazer isso. Eu também pesquiso o padrão de distribuição dessas espécies na costa sul-africana. O exemplo prático disso é a identificação de áreas que precisam ser preservadas. Por ser uma fonte de alimento muito nutritiva os pepinos do mar têm sido muito explorados em países asiáticos e já existem espécies com risco de extinção”, explica a mestranda.

Para Jéssica, a experiência cientifica e pessoal na África do Sul é enriquecedora: “Estou amando entender a genética por trás das coisas. Existem muitas utilidades nesse tipo de pesquisa. Sem contar as viagens de campo que eu tive que fazer para coletar amostras. E aí, tive oportunidade de conhecer as praias mais lindas do país, e um pouco dos outros estados, que são muito diferentes do estado de Kwazulu-Natal, que é o estado onde eu moro. Começando pelo idioma. Em cada estado que eu passei, eu escutei uma língua diferente”, ressalta a pesquisadora.

Estudos no Brasil

O futuro de pesquisadora de Jéssica começou a ser delineado em 2010, quando ela conseguiu entrar em uma das instituições mais conceituadas do Brasil, a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – para cursar Biologia. Moradora da Comunidade Cachoeira Grande, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ela passou incontáveis horas em ônibus e vans para chegar à UFRJ, na Zona Sul do Rio, durante seis anos.

A entrada na universidade produziu questionamentos sobre o processo histórico de discriminação e segregação dos negros no Brasil. Em pouco tempo, a jovem percebeu o quanto esse racismo estava fortemente presente nas estruturas da universidade.

A diferença entre sua comunidade e a universidade foi o seu primeiro choque: a suntuosidade do prédio, as salas, a biblioteca e os laboratórios pareciam saídos de uma caixinha mágica. Muito diferentes da subida para o morro, com esgotos a céu aberto, ruas sem pavimentação, casas de pau a pique e, até, de alvenaria encravadas nas encostas, sem reboco, sem pintura, incompletas. Expondo as feridas de uma sociedade de vala social profunda.

Os primeiros anos na universidade foram difíceis, mas, no quarto ano começaram os estágios e ela também conseguiu uma bolsa de Pesquisa Científica, com uma chocante constatação: “Eu ainda era uma estudante e ganhava mais do que a minha mãe! ”.

Jéssica é a filha do meio de uma família de seis. O pai terminou o Ensino Secundário há poucos anos, atualmente, vive de trabalhos temporários. A mãe trabalha como copeira no hospital militar do bairro.

Quando entrou na universidade, da jovem estava de olho no Projeto Ciência Sem Fronteiras. Queria estudar fora do Brasil, mas quando se graduou, em 2016, o projeto tinha acabado. No entanto, o sonho só tinha aumentado.

Construindo o Mestrado

De posse do Diploma de Bióloga, foi visitar o namorado – um francês, que fez mestrado e doutorado no Brasil e que viveu na comunidade Vidigal e no Complexo da Penha – que fazia pós-doutorado na Universidade de Kwazulu-Natal, em Durban, na África do Sul. Jéssica deu entrada ao processo de solicitação de mestrado na mesma universidade. O resultado demorou quase um ano, mas, ela foi aceita. Em 2017, foi estudar em Durban.

Conseguiu um empréstimo com o namorado para pagar as despesas da solicitação e comprar a passagem. Ao chegar à África do Sul, ela imediatamente solicitou ao governo sul-africano uma bolsa de mestrado integral. Dos 4% do orçamento destinado a estudantes de outros continentes, ela foi premiada e recebeu quase R$ 35 mil para cursar o seu segundo ano.

Choques culturais

Jéssica adora praia, mas teve que se adaptar às diferenças culturais entre Brasil e África do Sul: “As meninas aqui vão à praia como se fossem para a academia. Cobrem os bumbuns mas os seios nem tanto. Já vi muitas sem top, de boa, nos chuveiros da orla. Tô fora! ”. O machismo também a assusta muito, a abordagem nas ruas é muito agressiva. “Tem sido sufocante. Sempre que estou sozinha, sou assediada e parece que ninguém vê problema nisso. Na rua, um cara colocou a mão cheia no meu peito. Eu queria acabar com ele! ” Apesar de ser faixa marrom em Jiu Jitsu, ela seguiu o seu caminho, pois estava sozinha e o homem estava acompanhado de várias pessoas.

O racismo sempre esteve presente na vida de Jéssica, mas na África do Sul ela se sente mais oprimida, apesar de ser uma garota negra e morar em um bairro de negros. “Adoro morar no centro da cidade porque lembra a animação do morro, onde eu morava, mas tem hora que quero sair correndo daqui”. Todas as lojas dessa parte da cidade têm autoridade para revistar os fregueses, o que não acontece em bairros dos brancos. Outro motivo de insatisfação são as regras do prédio onde mora: as visitas têm hora de chegar e de irem embora. Para receber visita é necessário pedir autorização ao síndico. Para a visita dormir tem que pagar um adicional de R$ 25 por pessoas, por noite. “Acho que são resquícios do apartheid. O sistema morre de medo de ter muitas pessoas pretas juntas”.

Jéssica explica que por morar num bairro onde há pouquíssimos brancos, ela não sofre o racismo tradicional. “Mas vejo o racismo estrutural, uma diferença de tratamento que pessoas dão e recebem de acordo com a cor da pele. Mas é claro que o racismo e o machismo não são exclusividades da África do Sul”, acrescenta ela.

Usar o transporte público também tem suas especificidades: as vans não indicam claramente seus destinos e param em qualquer lugar. Basta o passageiro fazer um sinal, dizendo para onde deseja ir. “Não tem cobrador. Quem senta ao lado do motorista, cobra, recebe e passa o troco. O passageiro que está lá atrás paga e o dinheiro vai passando de mão em mão até chegar ao cobrador improvisado. O troco sempre chega a última pessoa e todo mundo paga. Depois de dois anos, sento na frente e passo o troco numa boa, mas acho que não funcionaria no Brasil”.

Igual mas diferente

Jessica foi a poucas favelas, apesar de saber que existem muitas na cidade, mas o que viu não é muito diferente da sua Cachoeira Grande.

Não falava inglês. Aprendeu lendo, ouvindo, falando e cometendo erros. Seu orientador, que mais parece um pai, sofre com seu nível, mas hoje ela constata que seus erros gramaticais são poucos, falta-lhe vocabulário, mas isso o orientador corrige.

Apesar de o seu namorado estar terminando o pós-doutorado e ter boas chances de trabalhar no país, Jessica voltará para o Brasil. Se vai ou não morar na favela, não importa, porque sabe que a favela precisa dela. “Quero ajudar outros jovens a construírem futuros. O Brasil vive um caos político-econômico-sócio-educacional. Não acho que seja o momento de abandonar o país, muito pelo contrário: é hora de juntar forças”, finaliza Jéssica.

Fonte;http://br.rfi.fr/brasil/20190413-brasil-africa-jovem-de-comunidade-faz-mestrado-na-africa-do-sul

A xenofobia na África do Sul assusta e preocupa

 

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Alguém poderia imaginar que a sociedade sul africana tivesse problemas de xenofobia recorrente na África do Sul?

A ministra das Relações Internacionais e Cooperação sul-africana, Lindiwe Sisulu, reúne-se hoje, em Pretória, com embaixadores acreditados na África do Sul para discutir a recente violência xenófoba contra cidadãos estrangeiros no país.

O ministro da Polícia, Bheki Cele, participa também no encontro para o qual foram convocados os embaixadores da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), Paquistão, Bangladesh e Índia, disse à Lusa o porta-voz do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Ndivhuwo Mabaya.

Segundo o porta-voz, o Governo sul-africano está preocupado com os incidentes de violência e ataques de xenofobia contra cidadãos estrangeiros que eclodiram há uma semana no país, nomeadamente nas províncias do KwaZulu-Natal, litoral sudeste, e Limpopo, norte do país.

Em declarações à imprensa, na sexta-feira, Lindiwe Sisulu reafirmou a preocupação do Governo [Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês)] com a recente onda de violência e ataques xenófobos contra cidadãos estrangeiros, instando as autoridades de segurança a atuar.

“O Governo reconhece a contribuição significativa e os sacrifícios de cidadãos de vários países africanos na libertação dos sul-africanos e na queda do regime do apartheid”, adiantou a chefe da diplomacia sul-africana.

O chefe de Estado, Cyril Rampahosa, que é também presidente do ANC, no poder desde 1994, condenou os incidentes de violência e ataques xenófobos contra estrangeiros após uma visita que efetuou à província do KwaZulu-Natal, em campanha eleitoral.

“Estes recentes ataques violam tudo aquilo pelo qual o nosso povo lutou durante muitas décadas, condeno pessoalmente porque não somos isso como povo”, afirmou Cyril Ramaphosa durante uma visita a Pietermaritzburg, na sexta-feira.

Todavia, com eleições legislativas marcadas para dia 8 de maio, no discurso de campanha eleitoral que realizou em Durban, na semana anterior, o chefe de Estado sul-africano advertiu proprietários de negócios a operar em “townships” [definição de bairros negros durante o apartheid], sem fazer no entanto referência direta a cidadãos estrangeiros.

“Toda a gente chega às nossas townships e áreas rurais e monta negócios sem ter licenças e autorizações. Vamos acabar com isso e aqueles que estão a operar ilegalmente, seja de que sítio venham, devem agora saber (…)”, declarou Ramaphosa no seu discurso, declaração essa transmitida pelo canal de televisão ENCA, no dia 20 de março na rede social YouTube.

A polícia no KwaZulu-Natal confirmou à imprensa os incidentes de violência na semana passada, acrescentando que “começaram na noite de domingo [24 de março] com ataques a lojas de cidadãos estrangeiros”.

Registaram-se também incidentes na segunda e na terça-feira, adiantou a porta-voz da Polícia, Thulani Zwane.

Na quinta-feira, a Lusa noticiou que sete camiões foram incendiados na autoestrada N3, entre a localidade de Estcourt e a portagem de Rio Mooi, na província do KwaZulu-Natal (KZN).

A polícia sul-africana não confirmou se os incidentes na N3 estão relacionados com a atual onda de protestos que envolve motoristas de camião estrangeiros, nomeadamente moçambicanos.

Imagens de violência no KwaZulu-Natal e alertas de segurança por parte de motoristas moçambicanos têm dado também conta nas redes sociais de atos de intimidação e insegurança de que alegam ser alvo.

“O governo provincial [ANC] está preocupado com a destruição de sete camiões no importante corredor N3 que liga KZN ao coração económico da África do Sul, a província de Gauteng”, disse o ministro para o Desenvolvimento Económico, Turismo e Ambiente do governo provincial local.

Sihle Zikalala, adiantou ao semanário local, Sunday Tribune, que também na semana passada, pelo menos cinco fábricas ficaram destruídas por fogo posto no parque industrial Isithebe, em Mandeni, no litoral norte do KwaZulu-Natal.

“As fábricas de propriedade da Corporação de Desenvolvimento Financeiro Ithala, foram incendiadas por residentes insatisfeitos com o município local”, explicou.

A polícia confirmou a detenção de 15 pessoas por destruição maliciosa de propriedade e incitação à violência pública, segundo o jornal de Durban.

Em declarações à imprensa, na sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal de eThekwini (envolvente à cidade de Durban), Zandile Gumede, considerou que os incidentes de violência são “pura criminalidade”.

Fonte:https://www.dn.pt/lusa/interior/governo-da-africa-do-sul-reune-embaixadores-sobre-violencia-xenofoba-contra-estrangeiros-10747182.html

Eleições da África do Sul preocupa os bispos

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No próximo dia 8 de maio, a África do Sul vai às urnas para as eleições gerais. Em vista deste escrutínio eleitoral, a Conferência Episcopal local (Sacbc) publicou uma Carta pastoral “aos católicos e a todos os homens de boa vontade”.

Cidade do Vaticano

Um apelo por eleições “pacíficas, livres e transparentes” e um apelo “à oração”: ao longo destes dois eixos se desenvolve a Carta Pastoral dos Bispos sul-africanos, publicada em vista das eleições gerais marcadas para o próximo 8 de maio. Os bispos redigiram o documento em Mariannhill durante a Assembléia Plenária.

Escolher líderes que promovam o bem comum

Em primeiro lugar, os bispos definem “imperativo” o exercício do direito de voto de forma “sábia e corajosa, sem deixar-se distrair por falsas promessas”, olhando para os líderes capazes de “promover o bem comum e viver a Constituição à luz do Evangelho”. Daí a exortação aos eleitores a se fazerem algumas perguntas antes de entrarem na urna, como por exemplo: quem, de entre os candidatos, poderá efectivamente erradicar a corrupção, enfrentar os temas do desemprego e da pobreza e reduzir drasticamente o nível de violência perpetrada na população, em particular mulheres e crianças. Em síntese, sublinham os bispos, trata-se de escolher líderes que sejam capazes de “proteger a democracia” e fazer com que os cidadãos se sintam “orgulhosos de serem sul-africanos”.

Não a violências e intimidações

Em seguida – prossegue o documento – é essencial a criação de “um ambiente tolerante, que permita a cada sul-africano de apoiar e votar no partido escolhido, sem receio de violência e retaliações”. Por isso, recordando a responsabilidade do Estado de “garantir a segurança de todos”, os prelados exortam os partidos políticos a evitar as intimidações, tomando medidas decisivas contra os que as cometessem, bem como a “respeitar os resultados eleitorais”, assegurando também o respeito da lei.

O papel dos mass-media

Da mesma forma, também os meios de comunicação de massa são instados pela Igreja da África do Sul a “fugir do sensacionalismo” e a “relatar os eventos de maneira apropriada e responsável, para o bem de todos”. Nesta perspectiva, vem enfim o apelo à oração lançado pelos bispos, que sugerem uma oração em que se implora do Pai o respeito pela lei, a humildade do serviço, a esperança para os pobres, a unidade da população, a paz e a segurança para as crianças.

Presidente da África do Sul adverte Bolsonaro

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, advertiu quinta-feira que, se Jair Bolsonaro, eleito seu homólogo, se afastar do BRICS – formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – e da defesa irrevogável do multilateralismo, acabará por prejudicar os interesses do país sul-americano.

Fotografia: DR

Durante um encontro com correspondentes estrangeiros em Joanesburgo, Ramaphosa felicitou Jair Bolsonaro pelo  triunfo nas eleições presidenciais, mas reconheceu que as suas políticas são “diferentes” e que a África do Sul “estava mais próxima” do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Se (Bolsonaro) actuar contra o que defendem os países do BRICS, isso será em detrimento do Brasil e dos brasileiros”, afirmou o Presidente da África do Sul, país que assume a presidência rotativa do bloco de potências emergentes. />O novo Presidente brasileiro, disse, “entrará para uma família BRICS que está quase irrevogavelmente comprometida com o multilateralismo, que procura fazer as coisas de uma maneira a fortalecer o benefício mútuo. Se começar a empurrar numa direcção diferente, acabará por prejudicar os interesses do Brasil”, alertou.
Embora durante a campanha eleitoral tenha dado a entender que se afastaria deste bloco,  Cyril Ramaphosa acredita que Bolsonaro não perderá as “oportunidades” oferecidas pelo BRICS.</br

 

fONTE: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/presidente_da_africa_do_sul_adverte_homologo_brasileiro

 

Ministro da Cultura brasileiro cita Guiné Bissau como modelo inadequado

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A  referência  negativa a um país africano é um hábito  entre a elite brasileira e seus governantes que  tem muitas dificuldades em reconhecer o quanto são ignorantes  e preconceituosos  quando utilizam de forma estereotipada a imagem dos países africanos.

 

O caso exemplar é a última  manifestação do Ministro da Cultura do Brasil, que de forma  deselegante e  preconceituosa  argumenta contra a reforma administrativa do novo presidente da República, que pretende  transformar o Ministério da Cultura em uma Secretaria do Ministério da Educação e , cita Guiné Bissau como modelo inadequado. A citação fica mais grave quando ele compara com outros países.

Guiné Bissau , terra Amilcar Cabral de um dos maiores líderes africanos revolucionários que transformou o continente  africano no século XX. Uma nação que trabalha duro pelo seu desenvolvimento.

 

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, divulgou uma nota nesta quarta-feira (31), no qual iguala proposta do presidente eleito Jair Bolsonaro em relação ao Ministério da Cultura com modelo adotado na Guiné-Bissau.

 

No texto, Leitão defende que transformar o Ministério da Cultura em uma secretaria do Ministério da Educação, em conjunto com o Esporte, “tem um paradigma que não me parece adequado: Guiné-Bissau”, afirmou. Na versão original da nota, o ministro havia comparado a proposta a modelo adotado na Venezuela. Também na versão original, o ministro não defendia a manutenção da Lei Rouanet. A assessoria encaminhou o parágrafo alterado às 17:20h desta quarta.

 

A reportagem do Estado chegou a apurar, nos endereços eletrônicos oficiais do governo venezuelano, a existência de três pastas separadas: Ministério da Educação, Ministério da Educação Universitária, Ciência e Tecnologia e o Ministério da Cultura. Já no país africano, consta o Ministério da Educação, Ensino Superior, Juventude, Cultura e Esporte.

 

A proposta de Bolsonaro faz parte da intenção do novo governo em enxugar ministérios, sob a justificativa de corte de gastos. Na terça-feira, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, reforçou a unificação das pastas de Esporte e Cultura com Educação, além de afirmar que pastas tradicionais devem se manter isoladas. O governo pretende ter, no máximo, 16 ministérios.

 

Ainda na nota do ministro da Cultura, Leitão defende a proposta de unificar a pasta com Esporte e Turismo. Apresentando uma lista de argumentos, ele afirma que “são três ministérios do mesmo peso” e “são três áreas que compõem o campo da economia criativa (ou economia do tempo livre, ou economia do entretenimento)”. O ministro segue o texto com uma lista de países onde tal política foi adotada, encabeçada pelo Reino Unido e pela Coreia do Sul.

 

O ministro ainda ressalta a ideologia dos governos apresentados por ele como exemplos a serem seguidos. Todos são de direita ou centro-direita, segundo ele, assim similares às ideologias de Bolsonaro. A França é o único país da lista apontado como um governo de centro.

 

E Guiné Bissau para o Ministro da Cultura, que com certeza não deve conhecer, nem tampouco imaginar a história de um país jovem com cerca mais de 43 anos, que luta com dificuldades econômicas. O Ministro da cultura brasileiro trata com descortesia e como boa parte da elite brasileira usa de maneira preconceituosa a imagem de um país africano.

Confira a nota na íntegra: 

Olá! O modelo institucional mais avançado existente hoje no mundo para a gestão de uma política cultural contemporânea, que deve combinar a preservação do patrimônio material e imaterial, o desenvolvimento da economia criativa, a afirmação simbólica do país (“marca-país” e “soft power”), a proteção dos direitos autorais e da propriedade intelectual, a profissionalização setorial, o fomento às artes e a integração com áreas afins, é o que integra Cultura, Esporte e Turismo; e, não raro, Mídia. Também é o modelo adotado por países que melhor gerem o “legado olímpico”, valorizam o turismo como um segmento importante da economia e apresentam os melhores indicadores de desenvolvimento humano e competitividade.

Assim, se houver de fato a redução do número de ministérios, minha sugestão é a criação do Ministério de Cultura, Esporte e Turismo. Como na Coréia do Sul, que é um benchmark internacional nas três áreas. Há muitos argumentos a favor deste modelo:

– São três áreas de investimento com alto potencial de retorno (grande participação no PIB e geração de renda e emprego)

– São atualmente três ministérios com o mesmo peso, então não haveria a sensação de “extinção”

– São três áreas que lidam com a representação simbólica do país

– São três áreas que compõem o campo da economia criativa (ou economia do tempo livre, ou economia do entretenimento)

– São três áreas com muitas convergências e sinergias (as leis de incentivo do Esporte e da Cultura são iguais e podem ter a mesma estrutura de gestão, por exemplo)

– Um dos programas mais bem-sucedidos do MinC é a construção em parceria com municípios de centros culturais e esportivos (já são mais de 200)

– O turismo rentabiliza a cultura (patrimônio) e é potencializado pela cultura e pelo esporte (eventos, patrimônio)

Enfim… Me parece o melhor caminho. E há o case da Coréia do Sul como referência. Outro excelente paradigma é o Reino Unido, que acrescenta ao mix acima a área de Mídia.

Vale a pena ver alguns exemplos:

REINO UNIDO

Department for Digital, Culture, Media and Sport (desde 1997)

Ministério de Cultura, Mídia e Esporte (inclui Turismo)

https://www.gov.uk/government/organisations/department-for-digital-culture-media-sport

Governo: Centro-Direita (Partido Conservador)

CORÉIA DO SUL

Ministry of Culture, Sports and Tourism (desde 2008)

Ministério de Cultura, Esportes e Turismo (inclui Mídia e Direitos Autorais)

http://www.mcst.go.kr/english/ministry/organization/orgChart.jsp

Governo: Centro-Direita (Democratic Party)

ISRAEL

Ministry of Culture and Sport (desde 2009)

Ministério de Cultura e Esporte

https://www.gov.il/he/Departments/ministry_of_culture_and_sport

Governo: Direita (Likud)

ALEMANHA

Beauftragter der Bundesregierung für Kultur und Medien (desde 1998)

Comissariado Federal de Cultura e Mídia (status ministerial ligado ao Primeiro Ministro)

https://www.bundesregierung.de/breg-de/bundesregierung/staatsministerin-fuer-kultur-und-medien

https://www.bundesregierung.de/resource/blob/973862/777028/48f26ea4086470cb1b7e4c46f84940eb/2016-12-10-english-summary-data.pdf?download=1

Governo: Centro-Direita (Christian Democratic Union/Christian Social Union)

AUSTRÁLIA

Department of Communications and the Arts (desde 2015)

Departamento de Comunicações e Artes (status de ministério)

https://www.communications.gov.au

https://www.minister.communications.gov.au/

https://www.communications.gov.au/sites/g/files/net301/f/organisational_chart_original_15102018.pdf

https://www.communications.gov.au/who-we-are/department/corporate-plan

Governo: Centro-Direita (Liberal Party of Australia)

DINAMARCA

Kulturministeriet

Ministério da Cultura (inclui Cultura, Esporte, Mídia e Direitos Autorais)

https://english.kum.dk

https://kum.dk/om-ministeriet/organisation-og-institutioner/departementet/

Governo: Centro-direita (Danish People’s Party)

NORUEGA

Kulturdepartementet

Ministério da Cultura (inclui Cultura, Esporte, Mídia e Direitos Autorais)

https://www.regjeringen.no/en/dep/kud/id545/

https://www.regjeringen.no/en/dep/kud/organisation/id569/

Governo: Centro-Direita (Partido Conservador)

FRANÇA

Ministère de la Culture (2017; entre 1997 e 2017, “Ministère de la Culture et de la Communication”)

Ministério da Cultura (continua incluindo a área de Mídia)

http://www.culture.gouv.fr/

http://www.culture.gouv.fr/content/download/42837/341508/version/24/file/Organigrammeinstitutionnel_16_10_2018.pdf

http://www.culture.gouv.fr/Nous-connaitre/Organisation

Governo: Centro (La République En Marche!)

SINGAPURA

Kementerian Kebudayaan, Masyarakat dan Belia (文化、社区及青年部)

Ministry of Culture, Community and Youth

Ministério da Cultura, Comunidade e Juventude (inclui Esporte)

https://www.mccy.gov.sg

Governo: Centro-Direita (People’s Action Party)

A junção de Educação, Cultura e Esporte, por sua vez, tem um paradigma que não me parece adequado: Guiné-Bissau. Torço para que o novo presidente escolha o melhor modelo; e realize uma política cultural à altura da excelência criativa e da força econômica e social da cultura brasileira e do potencial de crescimento que o setor apresenta. É vital manter e aperfeiçoar a Lei Rouanet e os programas e ações feitos nos últimos dois anos. Isso é o mais importante!

Reforma Agrária na Africa do Sul será acelerada afirma presidente

raO presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, prometeu acelerar a controversa reforma agrária proposta pelo Congresso Nacional Africano (ANC) no começo deste ano e que acirrou a questão racial na nação africana.

“Estamos fazendo história e comemorando o retorno de sua terra hoje. Estamos corrigindo a injustiça histórica e devolvendo a terra a seus legítimos proprietários”, disse o presidente na entrega de 4.856 hectares de terra para a comunidade de KwaMkhwanazi, em Empangeni, no nordeste de KwaZulu-Natal.

Ramaphosa admitiu que seu governo tem sido muito lento no processo de restituição e redistribuição de terras agrícolas, enfatizando que a terra é um pilar fundamental para a emancipação econômica e a liberdade.

“Estamos iniciando um programa de distribuição massiva de terras em nosso país. Nós estaremos retornando a terra de maneira massiva. Essa terra de Mkhwanazi é a primeira”, afirmou o presidente. “Hoje estamos fazendo história, celebrando o retorno da terra ao nosso povo nessa área”.

África (imagem referencial)

A comunidade KwaMkhwanazi havia sido despejada das terras que possuía anteriormente em várias etapas: a primeira, logo após a Primeira Guerra Mundial, e depois na década de 1940, quando as operações comerciais de cana e madeira foram ampliadas.

A reforma agrária tornou-se uma questão quente tanto a nível nacional como internacional, uma vez que o governo sul-africano anunciou planos para alterar a Constituição, permitindo a expropriação de terras sem compensação. A nova lei permitiria que a terra fosse tirada dos fazendeiros brancos e redistribuída para a maioria negra sem-terra.

A política é supostamente destinada a eliminar uma desigualdade significativa na propriedade da terra na África do Sul. A reforma evocou um intenso debate internacional, juntamente com vários relatos da mídia de suposta violência contra agricultores brancos, incluindo assassinatos.

O passo também levantou profundas preocupações sobre o declínio na produção de alimentos e investimentos internacionais na economia. No entanto, o governo diz que a reforma agrária é absolutamente legal e não ameaçará a estabilidade da África do Sul.

 

Fonte:https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018101512444558-reforma-agraria-africa-sul/

Entrega de terras a fazendeiros negros: começou a Reforma Agrária na Africa do Sul

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, procedeu no passado fim de semana à primeira entrega simbólica, a fazendeiros negros, das terras que lhes haviam sido retiradas na época do apartheid e prometeu acelerar a transferência de mais no quadro da sua futura reforma agrária.

Fotografia: DR

Na ocasião, o chefe do Estado sul-africano disse que ao devolver as terras aos seus detentores legais, estava-se a escrever uma história, naquilo que considerou a primeira de uma série de pedidos de recuperação de terras que vai ser acelerada nos próximos meses.

Há alguns meses, Cyril Ramaphosa iniciou uma reforma visando reequilibrar a estrutura da propriedade fundiária na África do Sul, ainda maioritariamente nas mãos da minoria branca, 25 anos depois do fim do apartheid. A alguns meses das eleições gerais, vários fazendeiros negros aplaudiram o projecto, ao contrário dos brancos que começam a dar sinais de preocupação.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/cyril_ramalhosa_faz__devolucao_simbolica_de_terras_a_fazendeiros_negros

Brasileiros disputam o mercado de leite, queijos, iorgutes na Africa do Sul e Botswana

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Pela primeira vez, uma missão comercial de prospecção brasileira esteve nas cidades de Johannesburgo (África do Sul), Gaborone (Botsuana) e Windohoek (Namíbia) com objetivo de promover produtos do agronegócio com foco, principalmente, em lácteos (leite em pó, queijos, iogurtes, requeijão) para ampliar as exportações.

Reuniões – Delegação, formada por representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e de cooperativas agropecuárias do Mercosul, participou de reuniões com órgãos do governo e de rodada de negócios com associações e empresas importadoras. A missão se encerrou neste domingo (01/07).

Ampliação – De acordo com o secretário de Mobilidade Social, Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, José Doria, a missão visou ampliar exportações, aproveitando acordo de comércio entre os dois blocos, e traçar estratégias para ação conjunta na região. Acordo Mercosul – Sacu (União Aduaneira formada pela África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia) assegura preferências tarifárias a produtos brasileiros, possibilitando acesso a um mercado de cerca de 65 milhões de consumidores.

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Feira – A delegação brasileira participou na última segunda-feira (25/06) da Feira Africa’s Big 7/ Saitex, em Joanesburgo. Com participação de 36 países, a feira comercial de alimentos e bebidas, reuniu fornecedores e compradores de vários segmentos de atividades de todo o continente africano.

Africas Big 7Saitex

Principais produtos – Os principais produtos agrícolas exportados pelo Brasil para a região são soja, milho, sorgo, arroz, carnes de aves, fumo não faturado, açúcar, entre outros. (Mapa)

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África do Sul cria sistema de farmácias eletrônicas

O projeto foi pensando em 2010, idealizado pela empresa Right ePharmacy, da África do Sul, e apoiado pela ONG Right to Care, em parceria com órgãos da saúde pública

  • EFE/ Nerea GonzálezEFE/ Nerea González
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EFE/ Nerea González

Mais de 10 mil sul-africanos usuários de medicamentos, a maioria com portador do vírus HIV ou com diabetes, já usam uma invenção pioneira no mundo: uma farmácia que funciona como um caixa eletrônico e evita que a pessoa tenha que passar horas na fila.

A primeira vista são poucas as diferenças da farmácia com um terminal eletrônico de banco: uma tela, um leito de cartões, botões e a boca do caixa. São verde e se apresentam com a sigla PDU (Unidade de Dispensa Farmacêutica). A pessoa então insere um cartão e, com um registro prévio no sistema e aprovação do hospital que frequenta, tem as suas receitas carregadas.

Por trás disso, um braço robótico e um centro de assistência remota para que o usuário possa falar diretamente com um farmacêutico completam o sistema e transformam em um processo de 5 minutos as quase 5 horas que milhares de pacientes precisavam passar na fila, especialmente nas áreas mais pobres, todos os meses para buscar os remédios em hospitais públicos. Para aqueles que dependiam exclusivamente da saúde pública, ficar na longa fila de espera significava perder um dia inteiro de trabalho.

“Agora, não é difícil. É só colocar o cartão, a senha, você consegue a medicação e pode ir para casa”, explicou à Agência Efe Philda Dladla, que tem 59 anos e precisa controlar o vírus da Aids.

Ela mora em Alexandra, Johanesburgo, onde foi instalada a primeira PDU, em 2017, e pala qual passam cerca de 3 mil pacientes por mês. Para Philda, a farmácia eletrônica é um grande “mudança” na vida, já que agora ela não tem mais que perder uma manhã inteira todos os meses para conseguir os remédios.

De acordo com Taffy Chinamhora, coordenadora do posto de Alexandra, uma das principais vantagens é ter um farmacêutico de plantão.

“As clínicas não têm farmacêuticos e aqui sim, com o serviço de atendimento ao cliente. Essa é a primeira vantagem. A segunda é o tempo de espera: na clínica era preciso esperar umas 5 horas e aqui a pessoa fica menos de 5 minutos. Além disso, temos um horário de funcionamento maior, como o de uma loja”, detalhou Taffy.

Este ano, dois novos pontos foram adicionados, em Soweto e em Diepsloot – ambos na região de Johanesburgo -, e a expectativa é que em breve seja instalado um centro na província do Free State (centro).

“Nos antigos guetos a maior parte das pessoas não tem acesso a muitos recursos. Assim estamos mais perto de quem precisa”, considerou ela.

Cada centro conta com várias PDU e uma equipe permanente de segurança e de atendimento, especialmente para auxiliar novos usuários.

O projeto foi pensando em 2010, idealizado pela empresa sul-africana Right ePharmacy e apoiado pela ONG Right to Care, em parceria com órgãos da saúde pública.

“Toda tecnologia foi pensada para se parecer com um caixa de banco e isso facilita o uso. Para os pacientes é incrível. Recebemos todo tipo de comentário. Tivemos o relato de um paciente que, ao chegar um dia mais cedo em casa, os filhos pensaram que ele tivesse perdido o emprego”, contou à Efe Fanie Hendriks, diretor da Right ePharmacy.

A empresa sul-africana possui a patente da tecnologia, que é feita na Alemanha. Não há, segundo a companhia, outra farmácia eletrônica deste tipo no mundo – embora exista um projeto-piloto no Reino Unido -, e a ideia é exportar o modelo futuramente não só para outros países da África, mas também a outras partes do planeta.

“Atualmente, cobre principalmente HIV, diabetes e hipertensão. Mas a tecnologia pode ser ajustada às necessidades ou uma doença específica, conforme as caraterísticas de cada país”, acrescentou o diretor da empresa.

Hendriks reconheceu que a farmácia eletrônica pode gerar muitas perguntas sobre o seu possível impacto na indústria, mas afirmou que ela foi pensada para o contexto sul-africano, onde a saúde pública tem poucos recursos. Segundo ele, a ideia também pode ser uma resposta para as necessidades das áreas rurais, menos povoadas, onde é inviável construir uma farmácia ou um hospital perto de cada paciente.

“A África do Sul tem poucos farmacêutico e os hospitais públicos estão ultrapassados. Além disso, temos muitos desafios como a grande presença do HIV”, ressaltou o diretor de Right ePharmacy, que vê a sua invenção mais como um complemento à farmácia tradicional do que como a substituição.

https://brasil.efesalud.com/noticia/africa-do-sul-ganha-farmacia-eletronica-para-facilitar-vida-da-populacao/