Presidente da África do Sul adverte Bolsonaro

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, advertiu quinta-feira que, se Jair Bolsonaro, eleito seu homólogo, se afastar do BRICS – formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – e da defesa irrevogável do multilateralismo, acabará por prejudicar os interesses do país sul-americano.

Fotografia: DR

Durante um encontro com correspondentes estrangeiros em Joanesburgo, Ramaphosa felicitou Jair Bolsonaro pelo  triunfo nas eleições presidenciais, mas reconheceu que as suas políticas são “diferentes” e que a África do Sul “estava mais próxima” do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Se (Bolsonaro) actuar contra o que defendem os países do BRICS, isso será em detrimento do Brasil e dos brasileiros”, afirmou o Presidente da África do Sul, país que assume a presidência rotativa do bloco de potências emergentes. />O novo Presidente brasileiro, disse, “entrará para uma família BRICS que está quase irrevogavelmente comprometida com o multilateralismo, que procura fazer as coisas de uma maneira a fortalecer o benefício mútuo. Se começar a empurrar numa direcção diferente, acabará por prejudicar os interesses do Brasil”, alertou.
Embora durante a campanha eleitoral tenha dado a entender que se afastaria deste bloco,  Cyril Ramaphosa acredita que Bolsonaro não perderá as “oportunidades” oferecidas pelo BRICS.</br

 

fONTE: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/presidente_da_africa_do_sul_adverte_homologo_brasileiro

 

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Ministro da Cultura brasileiro cita Guiné Bissau como modelo inadequado

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A  referência  negativa a um país africano é um hábito  entre a elite brasileira e seus governantes que  tem muitas dificuldades em reconhecer o quanto são ignorantes  e preconceituosos  quando utilizam de forma estereotipada a imagem dos países africanos.

 

O caso exemplar é a última  manifestação do Ministro da Cultura do Brasil, que de forma  deselegante e  preconceituosa  argumenta contra a reforma administrativa do novo presidente da República, que pretende  transformar o Ministério da Cultura em uma Secretaria do Ministério da Educação e , cita Guiné Bissau como modelo inadequado. A citação fica mais grave quando ele compara com outros países.

Guiné Bissau , terra Amilcar Cabral de um dos maiores líderes africanos revolucionários que transformou o continente  africano no século XX. Uma nação que trabalha duro pelo seu desenvolvimento.

 

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, divulgou uma nota nesta quarta-feira (31), no qual iguala proposta do presidente eleito Jair Bolsonaro em relação ao Ministério da Cultura com modelo adotado na Guiné-Bissau.

 

No texto, Leitão defende que transformar o Ministério da Cultura em uma secretaria do Ministério da Educação, em conjunto com o Esporte, “tem um paradigma que não me parece adequado: Guiné-Bissau”, afirmou. Na versão original da nota, o ministro havia comparado a proposta a modelo adotado na Venezuela. Também na versão original, o ministro não defendia a manutenção da Lei Rouanet. A assessoria encaminhou o parágrafo alterado às 17:20h desta quarta.

 

A reportagem do Estado chegou a apurar, nos endereços eletrônicos oficiais do governo venezuelano, a existência de três pastas separadas: Ministério da Educação, Ministério da Educação Universitária, Ciência e Tecnologia e o Ministério da Cultura. Já no país africano, consta o Ministério da Educação, Ensino Superior, Juventude, Cultura e Esporte.

 

A proposta de Bolsonaro faz parte da intenção do novo governo em enxugar ministérios, sob a justificativa de corte de gastos. Na terça-feira, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, reforçou a unificação das pastas de Esporte e Cultura com Educação, além de afirmar que pastas tradicionais devem se manter isoladas. O governo pretende ter, no máximo, 16 ministérios.

 

Ainda na nota do ministro da Cultura, Leitão defende a proposta de unificar a pasta com Esporte e Turismo. Apresentando uma lista de argumentos, ele afirma que “são três ministérios do mesmo peso” e “são três áreas que compõem o campo da economia criativa (ou economia do tempo livre, ou economia do entretenimento)”. O ministro segue o texto com uma lista de países onde tal política foi adotada, encabeçada pelo Reino Unido e pela Coreia do Sul.

 

O ministro ainda ressalta a ideologia dos governos apresentados por ele como exemplos a serem seguidos. Todos são de direita ou centro-direita, segundo ele, assim similares às ideologias de Bolsonaro. A França é o único país da lista apontado como um governo de centro.

 

E Guiné Bissau para o Ministro da Cultura, que com certeza não deve conhecer, nem tampouco imaginar a história de um país jovem com cerca mais de 43 anos, que luta com dificuldades econômicas. O Ministro da cultura brasileiro trata com descortesia e como boa parte da elite brasileira usa de maneira preconceituosa a imagem de um país africano.

Confira a nota na íntegra: 

Olá! O modelo institucional mais avançado existente hoje no mundo para a gestão de uma política cultural contemporânea, que deve combinar a preservação do patrimônio material e imaterial, o desenvolvimento da economia criativa, a afirmação simbólica do país (“marca-país” e “soft power”), a proteção dos direitos autorais e da propriedade intelectual, a profissionalização setorial, o fomento às artes e a integração com áreas afins, é o que integra Cultura, Esporte e Turismo; e, não raro, Mídia. Também é o modelo adotado por países que melhor gerem o “legado olímpico”, valorizam o turismo como um segmento importante da economia e apresentam os melhores indicadores de desenvolvimento humano e competitividade.

Assim, se houver de fato a redução do número de ministérios, minha sugestão é a criação do Ministério de Cultura, Esporte e Turismo. Como na Coréia do Sul, que é um benchmark internacional nas três áreas. Há muitos argumentos a favor deste modelo:

– São três áreas de investimento com alto potencial de retorno (grande participação no PIB e geração de renda e emprego)

– São atualmente três ministérios com o mesmo peso, então não haveria a sensação de “extinção”

– São três áreas que lidam com a representação simbólica do país

– São três áreas que compõem o campo da economia criativa (ou economia do tempo livre, ou economia do entretenimento)

– São três áreas com muitas convergências e sinergias (as leis de incentivo do Esporte e da Cultura são iguais e podem ter a mesma estrutura de gestão, por exemplo)

– Um dos programas mais bem-sucedidos do MinC é a construção em parceria com municípios de centros culturais e esportivos (já são mais de 200)

– O turismo rentabiliza a cultura (patrimônio) e é potencializado pela cultura e pelo esporte (eventos, patrimônio)

Enfim… Me parece o melhor caminho. E há o case da Coréia do Sul como referência. Outro excelente paradigma é o Reino Unido, que acrescenta ao mix acima a área de Mídia.

Vale a pena ver alguns exemplos:

REINO UNIDO

Department for Digital, Culture, Media and Sport (desde 1997)

Ministério de Cultura, Mídia e Esporte (inclui Turismo)

https://www.gov.uk/government/organisations/department-for-digital-culture-media-sport

Governo: Centro-Direita (Partido Conservador)

CORÉIA DO SUL

Ministry of Culture, Sports and Tourism (desde 2008)

Ministério de Cultura, Esportes e Turismo (inclui Mídia e Direitos Autorais)

http://www.mcst.go.kr/english/ministry/organization/orgChart.jsp

Governo: Centro-Direita (Democratic Party)

ISRAEL

Ministry of Culture and Sport (desde 2009)

Ministério de Cultura e Esporte

https://www.gov.il/he/Departments/ministry_of_culture_and_sport

Governo: Direita (Likud)

ALEMANHA

Beauftragter der Bundesregierung für Kultur und Medien (desde 1998)

Comissariado Federal de Cultura e Mídia (status ministerial ligado ao Primeiro Ministro)

https://www.bundesregierung.de/breg-de/bundesregierung/staatsministerin-fuer-kultur-und-medien

https://www.bundesregierung.de/resource/blob/973862/777028/48f26ea4086470cb1b7e4c46f84940eb/2016-12-10-english-summary-data.pdf?download=1

Governo: Centro-Direita (Christian Democratic Union/Christian Social Union)

AUSTRÁLIA

Department of Communications and the Arts (desde 2015)

Departamento de Comunicações e Artes (status de ministério)

https://www.communications.gov.au

https://www.minister.communications.gov.au/

https://www.communications.gov.au/sites/g/files/net301/f/organisational_chart_original_15102018.pdf

https://www.communications.gov.au/who-we-are/department/corporate-plan

Governo: Centro-Direita (Liberal Party of Australia)

DINAMARCA

Kulturministeriet

Ministério da Cultura (inclui Cultura, Esporte, Mídia e Direitos Autorais)

https://english.kum.dk

https://kum.dk/om-ministeriet/organisation-og-institutioner/departementet/

Governo: Centro-direita (Danish People’s Party)

NORUEGA

Kulturdepartementet

Ministério da Cultura (inclui Cultura, Esporte, Mídia e Direitos Autorais)

https://www.regjeringen.no/en/dep/kud/id545/

https://www.regjeringen.no/en/dep/kud/organisation/id569/

Governo: Centro-Direita (Partido Conservador)

FRANÇA

Ministère de la Culture (2017; entre 1997 e 2017, “Ministère de la Culture et de la Communication”)

Ministério da Cultura (continua incluindo a área de Mídia)

http://www.culture.gouv.fr/

http://www.culture.gouv.fr/content/download/42837/341508/version/24/file/Organigrammeinstitutionnel_16_10_2018.pdf

http://www.culture.gouv.fr/Nous-connaitre/Organisation

Governo: Centro (La République En Marche!)

SINGAPURA

Kementerian Kebudayaan, Masyarakat dan Belia (文化、社区及青年部)

Ministry of Culture, Community and Youth

Ministério da Cultura, Comunidade e Juventude (inclui Esporte)

https://www.mccy.gov.sg

Governo: Centro-Direita (People’s Action Party)

A junção de Educação, Cultura e Esporte, por sua vez, tem um paradigma que não me parece adequado: Guiné-Bissau. Torço para que o novo presidente escolha o melhor modelo; e realize uma política cultural à altura da excelência criativa e da força econômica e social da cultura brasileira e do potencial de crescimento que o setor apresenta. É vital manter e aperfeiçoar a Lei Rouanet e os programas e ações feitos nos últimos dois anos. Isso é o mais importante!

Reforma Agrária na Africa do Sul será acelerada afirma presidente

raO presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, prometeu acelerar a controversa reforma agrária proposta pelo Congresso Nacional Africano (ANC) no começo deste ano e que acirrou a questão racial na nação africana.

“Estamos fazendo história e comemorando o retorno de sua terra hoje. Estamos corrigindo a injustiça histórica e devolvendo a terra a seus legítimos proprietários”, disse o presidente na entrega de 4.856 hectares de terra para a comunidade de KwaMkhwanazi, em Empangeni, no nordeste de KwaZulu-Natal.

Ramaphosa admitiu que seu governo tem sido muito lento no processo de restituição e redistribuição de terras agrícolas, enfatizando que a terra é um pilar fundamental para a emancipação econômica e a liberdade.

“Estamos iniciando um programa de distribuição massiva de terras em nosso país. Nós estaremos retornando a terra de maneira massiva. Essa terra de Mkhwanazi é a primeira”, afirmou o presidente. “Hoje estamos fazendo história, celebrando o retorno da terra ao nosso povo nessa área”.

África (imagem referencial)

A comunidade KwaMkhwanazi havia sido despejada das terras que possuía anteriormente em várias etapas: a primeira, logo após a Primeira Guerra Mundial, e depois na década de 1940, quando as operações comerciais de cana e madeira foram ampliadas.

A reforma agrária tornou-se uma questão quente tanto a nível nacional como internacional, uma vez que o governo sul-africano anunciou planos para alterar a Constituição, permitindo a expropriação de terras sem compensação. A nova lei permitiria que a terra fosse tirada dos fazendeiros brancos e redistribuída para a maioria negra sem-terra.

A política é supostamente destinada a eliminar uma desigualdade significativa na propriedade da terra na África do Sul. A reforma evocou um intenso debate internacional, juntamente com vários relatos da mídia de suposta violência contra agricultores brancos, incluindo assassinatos.

O passo também levantou profundas preocupações sobre o declínio na produção de alimentos e investimentos internacionais na economia. No entanto, o governo diz que a reforma agrária é absolutamente legal e não ameaçará a estabilidade da África do Sul.

 

Fonte:https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2018101512444558-reforma-agraria-africa-sul/

Entrega de terras a fazendeiros negros: começou a Reforma Agrária na Africa do Sul

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, procedeu no passado fim de semana à primeira entrega simbólica, a fazendeiros negros, das terras que lhes haviam sido retiradas na época do apartheid e prometeu acelerar a transferência de mais no quadro da sua futura reforma agrária.

Fotografia: DR

Na ocasião, o chefe do Estado sul-africano disse que ao devolver as terras aos seus detentores legais, estava-se a escrever uma história, naquilo que considerou a primeira de uma série de pedidos de recuperação de terras que vai ser acelerada nos próximos meses.

Há alguns meses, Cyril Ramaphosa iniciou uma reforma visando reequilibrar a estrutura da propriedade fundiária na África do Sul, ainda maioritariamente nas mãos da minoria branca, 25 anos depois do fim do apartheid. A alguns meses das eleições gerais, vários fazendeiros negros aplaudiram o projecto, ao contrário dos brancos que começam a dar sinais de preocupação.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/cyril_ramalhosa_faz__devolucao_simbolica_de_terras_a_fazendeiros_negros

Brasileiros disputam o mercado de leite, queijos, iorgutes na Africa do Sul e Botswana

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Pela primeira vez, uma missão comercial de prospecção brasileira esteve nas cidades de Johannesburgo (África do Sul), Gaborone (Botsuana) e Windohoek (Namíbia) com objetivo de promover produtos do agronegócio com foco, principalmente, em lácteos (leite em pó, queijos, iogurtes, requeijão) para ampliar as exportações.

Reuniões – Delegação, formada por representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e de cooperativas agropecuárias do Mercosul, participou de reuniões com órgãos do governo e de rodada de negócios com associações e empresas importadoras. A missão se encerrou neste domingo (01/07).

Ampliação – De acordo com o secretário de Mobilidade Social, Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, José Doria, a missão visou ampliar exportações, aproveitando acordo de comércio entre os dois blocos, e traçar estratégias para ação conjunta na região. Acordo Mercosul – Sacu (União Aduaneira formada pela África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia) assegura preferências tarifárias a produtos brasileiros, possibilitando acesso a um mercado de cerca de 65 milhões de consumidores.

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Feira – A delegação brasileira participou na última segunda-feira (25/06) da Feira Africa’s Big 7/ Saitex, em Joanesburgo. Com participação de 36 países, a feira comercial de alimentos e bebidas, reuniu fornecedores e compradores de vários segmentos de atividades de todo o continente africano.

Africas Big 7Saitex

Principais produtos – Os principais produtos agrícolas exportados pelo Brasil para a região são soja, milho, sorgo, arroz, carnes de aves, fumo não faturado, açúcar, entre outros. (Mapa)

http://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/index.php/sistema-ocepar/comunicacao/2011-12-07-11-06-29/ultimas-noticias/118318-mercado-brasil-busca-mercados-em-paises-da-africa-para-produtos-lacteos

 

África do Sul cria sistema de farmácias eletrônicas

O projeto foi pensando em 2010, idealizado pela empresa Right ePharmacy, da África do Sul, e apoiado pela ONG Right to Care, em parceria com órgãos da saúde pública

  • EFE/ Nerea GonzálezEFE/ Nerea González
  • EFE/ Nerea González
EFE/ Nerea González

Mais de 10 mil sul-africanos usuários de medicamentos, a maioria com portador do vírus HIV ou com diabetes, já usam uma invenção pioneira no mundo: uma farmácia que funciona como um caixa eletrônico e evita que a pessoa tenha que passar horas na fila.

A primeira vista são poucas as diferenças da farmácia com um terminal eletrônico de banco: uma tela, um leito de cartões, botões e a boca do caixa. São verde e se apresentam com a sigla PDU (Unidade de Dispensa Farmacêutica). A pessoa então insere um cartão e, com um registro prévio no sistema e aprovação do hospital que frequenta, tem as suas receitas carregadas.

Por trás disso, um braço robótico e um centro de assistência remota para que o usuário possa falar diretamente com um farmacêutico completam o sistema e transformam em um processo de 5 minutos as quase 5 horas que milhares de pacientes precisavam passar na fila, especialmente nas áreas mais pobres, todos os meses para buscar os remédios em hospitais públicos. Para aqueles que dependiam exclusivamente da saúde pública, ficar na longa fila de espera significava perder um dia inteiro de trabalho.

“Agora, não é difícil. É só colocar o cartão, a senha, você consegue a medicação e pode ir para casa”, explicou à Agência Efe Philda Dladla, que tem 59 anos e precisa controlar o vírus da Aids.

Ela mora em Alexandra, Johanesburgo, onde foi instalada a primeira PDU, em 2017, e pala qual passam cerca de 3 mil pacientes por mês. Para Philda, a farmácia eletrônica é um grande “mudança” na vida, já que agora ela não tem mais que perder uma manhã inteira todos os meses para conseguir os remédios.

De acordo com Taffy Chinamhora, coordenadora do posto de Alexandra, uma das principais vantagens é ter um farmacêutico de plantão.

“As clínicas não têm farmacêuticos e aqui sim, com o serviço de atendimento ao cliente. Essa é a primeira vantagem. A segunda é o tempo de espera: na clínica era preciso esperar umas 5 horas e aqui a pessoa fica menos de 5 minutos. Além disso, temos um horário de funcionamento maior, como o de uma loja”, detalhou Taffy.

Este ano, dois novos pontos foram adicionados, em Soweto e em Diepsloot – ambos na região de Johanesburgo -, e a expectativa é que em breve seja instalado um centro na província do Free State (centro).

“Nos antigos guetos a maior parte das pessoas não tem acesso a muitos recursos. Assim estamos mais perto de quem precisa”, considerou ela.

Cada centro conta com várias PDU e uma equipe permanente de segurança e de atendimento, especialmente para auxiliar novos usuários.

O projeto foi pensando em 2010, idealizado pela empresa sul-africana Right ePharmacy e apoiado pela ONG Right to Care, em parceria com órgãos da saúde pública.

“Toda tecnologia foi pensada para se parecer com um caixa de banco e isso facilita o uso. Para os pacientes é incrível. Recebemos todo tipo de comentário. Tivemos o relato de um paciente que, ao chegar um dia mais cedo em casa, os filhos pensaram que ele tivesse perdido o emprego”, contou à Efe Fanie Hendriks, diretor da Right ePharmacy.

A empresa sul-africana possui a patente da tecnologia, que é feita na Alemanha. Não há, segundo a companhia, outra farmácia eletrônica deste tipo no mundo – embora exista um projeto-piloto no Reino Unido -, e a ideia é exportar o modelo futuramente não só para outros países da África, mas também a outras partes do planeta.

“Atualmente, cobre principalmente HIV, diabetes e hipertensão. Mas a tecnologia pode ser ajustada às necessidades ou uma doença específica, conforme as caraterísticas de cada país”, acrescentou o diretor da empresa.

Hendriks reconheceu que a farmácia eletrônica pode gerar muitas perguntas sobre o seu possível impacto na indústria, mas afirmou que ela foi pensada para o contexto sul-africano, onde a saúde pública tem poucos recursos. Segundo ele, a ideia também pode ser uma resposta para as necessidades das áreas rurais, menos povoadas, onde é inviável construir uma farmácia ou um hospital perto de cada paciente.

“A África do Sul tem poucos farmacêutico e os hospitais públicos estão ultrapassados. Além disso, temos muitos desafios como a grande presença do HIV”, ressaltou o diretor de Right ePharmacy, que vê a sua invenção mais como um complemento à farmácia tradicional do que como a substituição.

https://brasil.efesalud.com/noticia/africa-do-sul-ganha-farmacia-eletronica-para-facilitar-vida-da-populacao/

África do Sul faz histórico acordo de indenização sobre a silicose em trabalhadores de minas de ouro

 

 

ouro

Um terço de todo o ouro já extraído veio de minas sul-africanas, que, durante décadas sob o colonialismo e o apartheid, dependiam da exploração do trabalho de milhões de trabalhadores negros em condições perigosas e quentes. Profundamente subterrâneos, os trabalhadores corriam o risco de inalar poeira de sílica, danificando os pulmões de forma irreparável com os sintomas aparentes anos ou décadas depois.

ouro min

Sete gigantes do setor de mineração na África do Sul assinaram nesta quinta-feira um acordo histórico de quase 5 bilhões de rands (395 milhões de dólares) para a indenização de dezenas de milhares de trabalhadores que contraíram silicose ,”compensação significativa” aos doentes de silicose e tuberculose pulmonar que trabalhavam nas minas de ouro da África do Sul, algumas das mais profundas do mundo, a partir dos anos 1960..

As  empresas envolvidas são Harmony Gold ( HARJ.J ), Gold Fields ( GFIJ.J ), a African Rainbow Minerals ( ARIJ.J ), Sibanye-Stillwater ( SGLJ.J ), a AngloGold Ashanti ( ANGJ.J ) e Anglo American ( AAL.L ).A Anglo American não tem mais ativos de ouro, mas historicamente era um produtor de ouro

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O processo foi lançado há quase seis anos em nome de mineiros que sofriam de silicose, uma doença pulmonar fatal contatada pela inalação de poeira de sílica em minas de ouro.

Quase todos os reclamantes são mineiros negros da África do Sul e países vizinhos como o Lesoto, a quem os críticos dizem que não receberam proteção adequada durante e mesmo após o fim do regime do apartheid em 1994.

O acordo, resultado de uma ação coletiva dos mineiros, foi assinado diante da imprensa em Johannesburgo após vários meses de negociações e entrará em vigor após a validação pela justiça sul-africana.

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silicose é uma doença pulmonar causada pela inalação de sílica. O pó de sílica é o elemento principal que constitui a areia, fazendo com que a doença acometa principalmente mineiros, cortadores de arenito e de granito, operários das fundições e oleiros. Também àqueles em que os trabalhos implicam na utilização de jatos de areia, na construção de túneis e na fabricação de sabões abrasivos, que requerem quantidades elevadas de pó de sílica.

Em fevereiro, Graham Briggs, presidente do grupo de trabalho, disse que o acordo foi visto dentro de “meses”. Além dos 5 bilhões de rand que as empresas fizeram em provisões, há 4 bilhões de rands disponíveis de um fundo de compensação ao qual a indústria vem contribuindo há anos.

O presidente do ANC pediu ao povo sul africano que os ame novamente

Cyril Ramaphosa3Africa do Sul passa por um momento de mudanças profundas na politica, nas celebrações do 106 aniversário do Congresso Nacional Africano- ANC(na sigla em inglês), o presidente, Cyril Ramaphosa, recém eleito falou em unidade e amor. A eleição do presidente do ANC, dividiu o partido, que precisa trabalhar por uma unidade para superar as diferenças e concorrer para a próxima eleição em condições de vencer.

África do Sul  terá eleições presidenciais em 2019 e pela primeira vez desde a queda do apartheid, o partido majoritário o ANC, pode perder a maioria. De eleição em eleição o ANC vem perdendo eleitores face aos insucessos nas politicas que atendam os anseios da população. O partido do Congresso Nacional Africano sofreu o seu mais duro golpe eleitoral desde o fim do regime do apartheid na África do Sul, ao ficou pela primeira vez abaixo da barreira psicológica dos 60% (e dos 50% nos grandes centros urbanos).

Há um clima de desencanto, decepção diante da corrupção de altos dirigentes do ANC, como é o caso do presidente da República da Africa do Sul, Jacob Zuma,  que está ameaçado por impeachment por mal utilização de recursos públicos.

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O presidente do ANC, Cyril Ramaphosa, admitiu por ocasião do aniversário do partido em 106, que o partido governante perdeu sua posição como líder da sociedade e disse à nova liderança que ganhar o “amor de volta” da África do Sul era fundamental para recuperar esse status e sair vitorioso nas eleições de 2019.

Cyril Ramaphosa5“Como líderes e membros, devemos defender os mais altos valores e princípios de nosso movimento para garantir que o nosso movimento recupere sua posição nos corações e mentes de nosso povo. As pessoas devem nos amar mais uma vez, digamos mayibuye, queremos o seu amor de volta ”

O recém-eleito presidente do ANC explicou que, assim como ele havia feito como jovem, o ANC deve retornar às pessoas e pedir seu amor.

“Quando eu era jovem, havia uma mulher que eu queria de volta, e eu queria o amor dela de volta. Eu disse: “Meu amor, eu estraguei, vou te tratar melhor, quero o seu amor de volta.” Precisamos recuperar o amor do ANC para que possamos recuperar nossa posição como líder da sociedade “, disse Ramaphosa.

Cyril-RamaphosaRamaphosa derrotou a ex-presidente da União Africana Nkosazana Dlamini-Zuma por uma minima maioria na conferência eletiva nacional do partido em Joanesburgo em dezembro do ano passado.

Participação feminina diminui internamente, o que se apresenta como mais um problema conforme Ramaphosa: “Nós emergimos com uma liderança unificada que está representada nos funcionários nacionais. Sim, sofremos um recuo porque não tínhamos tantas mulheres como queríamos na liderança, mas devemos aceitar a liderança que os delegados das filiais decidiram e essa é a sua liderança “, acrescentou.

Tribunal Constitucional da África do Sul critica o Parlamento

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Joanesburgo – A mais alta instância judicial da África do Sul criticou nesta sexta-feira o Parlamento de não ter pedido contas ao Presidente Jacob Zuma, sobre o escândalo provocado pela remodelação da sua residência privada com fundos públicos, um julgamento que poderia culminar com um processo de destituição.