Menu

Brasileiros disputam o mercado de leite, queijos, iorgutes na Africa do Sul e Botswana

Africa_s Big 7 Saitex

Pela primeira vez, uma missão comercial de prospecção brasileira esteve nas cidades de Johannesburgo (África do Sul), Gaborone (Botsuana) e Windohoek (Namíbia) com objetivo de promover produtos do agronegócio com foco, principalmente, em lácteos (leite em pó, queijos, iogurtes, requeijão) para ampliar as exportações.

Reuniões – Delegação, formada por representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e de cooperativas agropecuárias do Mercosul, participou de reuniões com órgãos do governo e de rodada de negócios com associações e empresas importadoras. A missão se encerrou neste domingo (01/07).

Ampliação – De acordo com o secretário de Mobilidade Social, Produtor Rural e Cooperativismo do Mapa, José Doria, a missão visou ampliar exportações, aproveitando acordo de comércio entre os dois blocos, e traçar estratégias para ação conjunta na região. Acordo Mercosul – Sacu (União Aduaneira formada pela África do Sul, Namíbia, Botsuana, Lesoto e Suazilândia) assegura preferências tarifárias a produtos brasileiros, possibilitando acesso a um mercado de cerca de 65 milhões de consumidores.

Saitex_Africa_Big_7_0003.jpg

Feira – A delegação brasileira participou na última segunda-feira (25/06) da Feira Africa’s Big 7/ Saitex, em Joanesburgo. Com participação de 36 países, a feira comercial de alimentos e bebidas, reuniu fornecedores e compradores de vários segmentos de atividades de todo o continente africano.

Africas Big 7Saitex

Principais produtos – Os principais produtos agrícolas exportados pelo Brasil para a região são soja, milho, sorgo, arroz, carnes de aves, fumo não faturado, açúcar, entre outros. (Mapa)

http://www.paranacooperativo.coop.br/ppc/index.php/sistema-ocepar/comunicacao/2011-12-07-11-06-29/ultimas-noticias/118318-mercado-brasil-busca-mercados-em-paises-da-africa-para-produtos-lacteos

 

Advertisements

África do Sul cria sistema de farmácias eletrônicas

O projeto foi pensando em 2010, idealizado pela empresa Right ePharmacy, da África do Sul, e apoiado pela ONG Right to Care, em parceria com órgãos da saúde pública

  • EFE/ Nerea GonzálezEFE/ Nerea González
  • EFE/ Nerea González
EFE/ Nerea González

Mais de 10 mil sul-africanos usuários de medicamentos, a maioria com portador do vírus HIV ou com diabetes, já usam uma invenção pioneira no mundo: uma farmácia que funciona como um caixa eletrônico e evita que a pessoa tenha que passar horas na fila.

A primeira vista são poucas as diferenças da farmácia com um terminal eletrônico de banco: uma tela, um leito de cartões, botões e a boca do caixa. São verde e se apresentam com a sigla PDU (Unidade de Dispensa Farmacêutica). A pessoa então insere um cartão e, com um registro prévio no sistema e aprovação do hospital que frequenta, tem as suas receitas carregadas.

Por trás disso, um braço robótico e um centro de assistência remota para que o usuário possa falar diretamente com um farmacêutico completam o sistema e transformam em um processo de 5 minutos as quase 5 horas que milhares de pacientes precisavam passar na fila, especialmente nas áreas mais pobres, todos os meses para buscar os remédios em hospitais públicos. Para aqueles que dependiam exclusivamente da saúde pública, ficar na longa fila de espera significava perder um dia inteiro de trabalho.

“Agora, não é difícil. É só colocar o cartão, a senha, você consegue a medicação e pode ir para casa”, explicou à Agência Efe Philda Dladla, que tem 59 anos e precisa controlar o vírus da Aids.

Ela mora em Alexandra, Johanesburgo, onde foi instalada a primeira PDU, em 2017, e pala qual passam cerca de 3 mil pacientes por mês. Para Philda, a farmácia eletrônica é um grande “mudança” na vida, já que agora ela não tem mais que perder uma manhã inteira todos os meses para conseguir os remédios.

De acordo com Taffy Chinamhora, coordenadora do posto de Alexandra, uma das principais vantagens é ter um farmacêutico de plantão.

“As clínicas não têm farmacêuticos e aqui sim, com o serviço de atendimento ao cliente. Essa é a primeira vantagem. A segunda é o tempo de espera: na clínica era preciso esperar umas 5 horas e aqui a pessoa fica menos de 5 minutos. Além disso, temos um horário de funcionamento maior, como o de uma loja”, detalhou Taffy.

Este ano, dois novos pontos foram adicionados, em Soweto e em Diepsloot – ambos na região de Johanesburgo -, e a expectativa é que em breve seja instalado um centro na província do Free State (centro).

“Nos antigos guetos a maior parte das pessoas não tem acesso a muitos recursos. Assim estamos mais perto de quem precisa”, considerou ela.

Cada centro conta com várias PDU e uma equipe permanente de segurança e de atendimento, especialmente para auxiliar novos usuários.

O projeto foi pensando em 2010, idealizado pela empresa sul-africana Right ePharmacy e apoiado pela ONG Right to Care, em parceria com órgãos da saúde pública.

“Toda tecnologia foi pensada para se parecer com um caixa de banco e isso facilita o uso. Para os pacientes é incrível. Recebemos todo tipo de comentário. Tivemos o relato de um paciente que, ao chegar um dia mais cedo em casa, os filhos pensaram que ele tivesse perdido o emprego”, contou à Efe Fanie Hendriks, diretor da Right ePharmacy.

A empresa sul-africana possui a patente da tecnologia, que é feita na Alemanha. Não há, segundo a companhia, outra farmácia eletrônica deste tipo no mundo – embora exista um projeto-piloto no Reino Unido -, e a ideia é exportar o modelo futuramente não só para outros países da África, mas também a outras partes do planeta.

“Atualmente, cobre principalmente HIV, diabetes e hipertensão. Mas a tecnologia pode ser ajustada às necessidades ou uma doença específica, conforme as caraterísticas de cada país”, acrescentou o diretor da empresa.

Hendriks reconheceu que a farmácia eletrônica pode gerar muitas perguntas sobre o seu possível impacto na indústria, mas afirmou que ela foi pensada para o contexto sul-africano, onde a saúde pública tem poucos recursos. Segundo ele, a ideia também pode ser uma resposta para as necessidades das áreas rurais, menos povoadas, onde é inviável construir uma farmácia ou um hospital perto de cada paciente.

“A África do Sul tem poucos farmacêutico e os hospitais públicos estão ultrapassados. Além disso, temos muitos desafios como a grande presença do HIV”, ressaltou o diretor de Right ePharmacy, que vê a sua invenção mais como um complemento à farmácia tradicional do que como a substituição.

https://brasil.efesalud.com/noticia/africa-do-sul-ganha-farmacia-eletronica-para-facilitar-vida-da-populacao/

África do Sul faz histórico acordo de indenização sobre a silicose em trabalhadores de minas de ouro

 

 

ouro

Um terço de todo o ouro já extraído veio de minas sul-africanas, que, durante décadas sob o colonialismo e o apartheid, dependiam da exploração do trabalho de milhões de trabalhadores negros em condições perigosas e quentes. Profundamente subterrâneos, os trabalhadores corriam o risco de inalar poeira de sílica, danificando os pulmões de forma irreparável com os sintomas aparentes anos ou décadas depois.

ouro min

Sete gigantes do setor de mineração na África do Sul assinaram nesta quinta-feira um acordo histórico de quase 5 bilhões de rands (395 milhões de dólares) para a indenização de dezenas de milhares de trabalhadores que contraíram silicose ,”compensação significativa” aos doentes de silicose e tuberculose pulmonar que trabalhavam nas minas de ouro da África do Sul, algumas das mais profundas do mundo, a partir dos anos 1960..

As  empresas envolvidas são Harmony Gold ( HARJ.J ), Gold Fields ( GFIJ.J ), a African Rainbow Minerals ( ARIJ.J ), Sibanye-Stillwater ( SGLJ.J ), a AngloGold Ashanti ( ANGJ.J ) e Anglo American ( AAL.L ).A Anglo American não tem mais ativos de ouro, mas historicamente era um produtor de ouro

min

O processo foi lançado há quase seis anos em nome de mineiros que sofriam de silicose, uma doença pulmonar fatal contatada pela inalação de poeira de sílica em minas de ouro.

Quase todos os reclamantes são mineiros negros da África do Sul e países vizinhos como o Lesoto, a quem os críticos dizem que não receberam proteção adequada durante e mesmo após o fim do regime do apartheid em 1994.

O acordo, resultado de uma ação coletiva dos mineiros, foi assinado diante da imprensa em Johannesburgo após vários meses de negociações e entrará em vigor após a validação pela justiça sul-africana.

minas

silicose é uma doença pulmonar causada pela inalação de sílica. O pó de sílica é o elemento principal que constitui a areia, fazendo com que a doença acometa principalmente mineiros, cortadores de arenito e de granito, operários das fundições e oleiros. Também àqueles em que os trabalhos implicam na utilização de jatos de areia, na construção de túneis e na fabricação de sabões abrasivos, que requerem quantidades elevadas de pó de sílica.

Em fevereiro, Graham Briggs, presidente do grupo de trabalho, disse que o acordo foi visto dentro de “meses”. Além dos 5 bilhões de rand que as empresas fizeram em provisões, há 4 bilhões de rands disponíveis de um fundo de compensação ao qual a indústria vem contribuindo há anos.

O presidente do ANC pediu ao povo sul africano que os ame novamente

Cyril Ramaphosa3Africa do Sul passa por um momento de mudanças profundas na politica, nas celebrações do 106 aniversário do Congresso Nacional Africano- ANC(na sigla em inglês), o presidente, Cyril Ramaphosa, recém eleito falou em unidade e amor. A eleição do presidente do ANC, dividiu o partido, que precisa trabalhar por uma unidade para superar as diferenças e concorrer para a próxima eleição em condições de vencer.

África do Sul  terá eleições presidenciais em 2019 e pela primeira vez desde a queda do apartheid, o partido majoritário o ANC, pode perder a maioria. De eleição em eleição o ANC vem perdendo eleitores face aos insucessos nas politicas que atendam os anseios da população. O partido do Congresso Nacional Africano sofreu o seu mais duro golpe eleitoral desde o fim do regime do apartheid na África do Sul, ao ficou pela primeira vez abaixo da barreira psicológica dos 60% (e dos 50% nos grandes centros urbanos).

Há um clima de desencanto, decepção diante da corrupção de altos dirigentes do ANC, como é o caso do presidente da República da Africa do Sul, Jacob Zuma,  que está ameaçado por impeachment por mal utilização de recursos públicos.

Cyril Ramaphosa4

O presidente do ANC, Cyril Ramaphosa, admitiu por ocasião do aniversário do partido em 106, que o partido governante perdeu sua posição como líder da sociedade e disse à nova liderança que ganhar o “amor de volta” da África do Sul era fundamental para recuperar esse status e sair vitorioso nas eleições de 2019.

Cyril Ramaphosa5“Como líderes e membros, devemos defender os mais altos valores e princípios de nosso movimento para garantir que o nosso movimento recupere sua posição nos corações e mentes de nosso povo. As pessoas devem nos amar mais uma vez, digamos mayibuye, queremos o seu amor de volta ”

O recém-eleito presidente do ANC explicou que, assim como ele havia feito como jovem, o ANC deve retornar às pessoas e pedir seu amor.

“Quando eu era jovem, havia uma mulher que eu queria de volta, e eu queria o amor dela de volta. Eu disse: “Meu amor, eu estraguei, vou te tratar melhor, quero o seu amor de volta.” Precisamos recuperar o amor do ANC para que possamos recuperar nossa posição como líder da sociedade “, disse Ramaphosa.

Cyril-RamaphosaRamaphosa derrotou a ex-presidente da União Africana Nkosazana Dlamini-Zuma por uma minima maioria na conferência eletiva nacional do partido em Joanesburgo em dezembro do ano passado.

Participação feminina diminui internamente, o que se apresenta como mais um problema conforme Ramaphosa: “Nós emergimos com uma liderança unificada que está representada nos funcionários nacionais. Sim, sofremos um recuo porque não tínhamos tantas mulheres como queríamos na liderança, mas devemos aceitar a liderança que os delegados das filiais decidiram e essa é a sua liderança “, acrescentou.

Tribunal Constitucional da África do Sul critica o Parlamento

zuma-devolucao

Joanesburgo – A mais alta instância judicial da África do Sul criticou nesta sexta-feira o Parlamento de não ter pedido contas ao Presidente Jacob Zuma, sobre o escândalo provocado pela remodelação da sua residência privada com fundos públicos, um julgamento que poderia culminar com um processo de destituição.

O tribunal ordenou aos deputados a criar mecanismo que poderá ser utilizado para a destituição do Presidente. Os deputados devem conformar-se com a Lei fundamental e criar medidas aplicáveis, sem prazo, disse o juiz Chris Jafta.

A oposição havia recorrido ao tribunal constitucional, criticando o presidente do Parlamento por não ter instaurado um processo e os mecanismos adaptados para pedir contas ao Presidente Zuma que, em 2014, não executou as recomendações do grupo anti-corrupção da Africa do Sul.

As recomendações eram relativas à remodelão da residência de campanha do chefe do Estado sul-africano, no Kwa Zulu Natal, que custou 15 milhões de dólares subtraídos dos fundos públicos.

O escândalo atingiu o seu apogeu no ano passado, quando o tribunal constitucional considerou Zuma culpado por ter violado o seu juramento presidencial, ao não aceitar reembolsar o valor.

Finalmente, perante as criticas da opinião pública e as decisões da justiça, o Presidente aceitou devolver 500 mil dólares, uma soma fixada pelo Tesouro.

Jacob Zuma dirige a África do Sul desde 2009, e na semana passada foi substituído na liderança do ANC por Cyril Ramaphosa, no termo do congresso daquele partido no poder, desde 1994.

Numa primeira reacção ao julgamento de sexta-feira, o secretário-geral adjunto do ANC, Jessie Duarte, declarou que o partido que foi derrotado nas autarquias, em 2016, toma nota e, em duas semanas, durante uma reunião da sua direcção, prevista para o dia 10 de Janeiro, discutirá todas as suas implicações.

O Congresso do Povo (COPE), um dos partidos da oposição que recorreu ao tribunal constitucional, considerou que o julgamento de sexta-feira enfraqueceu Zuma e colocou o ANC sob pressão para agir contra si.

Por seu lado, a Assembleia Nacional declarou, num comunicado, ter já lançado um processo, no quadro de uma reconstituição das suas regras, para iniciar um processo de destituição de um Presidente em função.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/11/52/Africa-Sul-Justica-evoca-processo-destituicao-Presidente-Zuma,79e67e79-0642-4ae9-902d-912f272215d4.html

Brasileiro é um dos povos que mais faz turismo na África do Sul

downloadBrasil se apresenta  como uma das potencias na emissão de turistas para a África do Sul. O aumento médio foi de 105% no número de viajantes ao destino, de janeiro a setembro de 2017, fez com que o País ultrapassasse o Canadá e assumisse a 9ª colocação no ranking mundial da South African Tourism (SAT). Ao todo, 48 mil brasileiros viajaram à África do Sul durante o período analisado.

Reino Unido (318,4 mil),  EUA (281,1 mil), ,Alemanha (224,8 mil), França (134,2 mil), Holanda  (110,9 mil), Austrália (87,1 mil), Índia (74,1 mil), China (73,8 mil), Brasil (48,2 mil) e Canadá (46,8 mil).pais_Africa-do-Sul-1478803800-1

Atualmente, a África do Sul conta com 12 voos semanais a partir de São Paulo, sendo sete da excelente South African Airways, e cinco da Latam (dois deles incluídos no último mês de novembro para suprir a alta demanda de final de ano).

Em período de crise, no qual muitos destinos registram queda no número de turistas brasileiros, é importante observar algumas das razões que levam a um crescimento tão sólido.vista-aerea-costa-cidade-do-cabo-africa-do-sul

“A África do Sul é um país que nasceu para o turismo, tendo tudo que um destino precisa para ser um dos preferidos entre os viajantes. Além disso, sempre teve um custo benefício excelente, de modo que o preço elevado das passagens aéreas era a única coisa que impedia o país de explodir como destino para os brasileiros”, diz Tati Isler, representante do South African Tourism no Brasil.

Com a entrada da Latam na rota, os voos ficaram em média 20% mais baratos, o que ajuda a explicar o crescimento

Os bitcoin na África do Sul

Negócio arriscado para o Banco Central da África do Sul desistir do Bitcoin

Falando na Conferência de Inovação Strate Fintech em Joanesburgo, François Groepe, do Banco da Reserva da África do Sul, disse que seria muito arriscado que eles começassem a emitir moeda digital para a população.

Há reconhecimento do governo do país e do banco central de que as moedas digitais, como o Bitcoin, estão ganhando um grande impulso e interesse no país africano.

Groepe disse que mesmo com esse boom em popularidade, o banco central ainda precisa garantir que esses métodos de pagamento não sejam abusados ou utilizados para financiar atividades ilegais, como lavagem de dinheiro.

Uma inovação disruptiva

A África do Sul e seu governo mostraram uma simpatia para com o Bitcoin e eles estão felizes com a inovação por inaugurar uma nova era dos bancos e da tecnologia.

“Estamos testemunhando a disrupção dos serviços financeiros. Ao longo da última década, a atenção e a publicidade continuaram a aumentar”, Groepe disse.

Capacidade de adoção em massa

Parece que, apesar do interesse e da pressão, o Banco da Reserva da África do Sul não está pronto para fazer movimentos arriscados com a moeda digital, apesar de ter uma visão otimista delas.

“As moedas virtuais têm o potencial de se tornar amplamente adotadas. No entanto, para que o banco central emita moeda virtual em um sistema aberto seria muito arriscado para nós. Isso é algo em que precisamos realmente pensar “, acrescentou Groepe.

Sandbox

O Banco da Reserva já iniciou sua pesquisa prática sobre moedas digitais e a tecnologia Blockchain, como em julho, um provedor de soluções baseado em Blockchain, Bankymoon, foi selecionado pelo banco central para ser o negócio de sandbox no de regulamentos de moeda digital.

Clipping da Agenda Africana de 24 de agosto de 2017

20170825081630mapahoje

Vitória do MPLA

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/vitoria_do_mpla

Nova contagem provisória dá vitória ao MPLA em Angola

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mpla-vence-com-6170-dos-votos

Sete dos convocados de Cabo Verde jogam em Portugal

http://www.ojogo.pt/internacional/noticias/interior/sete-dos-convocados-de-cabo-verde-jogam-em-portugal-8723971.html

cabo verdeCabo Verde: UNTC-CS assina protocolo de cooperação com SBS

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/cabo_verde_untc-cs_assina_protocolo_de_coopera%C3%A7%C3%A3o_com_sbs/1332629

Presidente da República diz que Cabo Verde acompanha com interesse as eleições gerais em Angola

http://www.rtc.cv/index.php?paginas=21&id_cod=14993

Sindicato português abre assistência médica a filiados da maior central sindical de Cabo Verde

http://saudeonline.pt/2017/08/23/sindicato-portugues-abre-assistencia-medica-a-filiados-da-maior-central-sindical-de-cabo-verde/

 

posse-696x348Cabo Verde foi destaque no caderno de Turismo da Folha de São Paulo

http://mindelinsite.cv/cabo-verde-destacado-na-rubrica-turismo-da-folha-de-sao-paulo/

 

CACHUPA.jpgCabo Verde espera que entrada da cachupa no Guinness promova gastronomia do país

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-espera-que-entrada-da-cachupa-no-guinness-promova-gastronomia-do-pais-8724120.html

 

cedeaofotoCabo Verde em negociações para assumir presidência rotativa da CEDEAO

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/54440-cabo-verde-em-negociacoes-para-assumir-presidencia-da-cedeao

 

Delegação do Parlamento da UE vai visitar Cabo Verde

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/delega%C3%A7%C3%A3o_do_parlamento_da_ue_vai_visitar_cabo_verde/1332622

 

atanasio_mg_9619

Guiné Bissau «Os que estão no poder devem dar oportunidades aos mais pobres»

http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=37680&sec=6

 

Tulinabo-Mushingi-347x433Políticos criticados por manter impasse

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/politicos_criticados_por_manter_impasse

África do Sul assume presidência da SADC

Industrialização e criação de infraestruturas serão prioridades durante presidência sul-africana da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Analistas criticam falta de progressos nos direitos humanos.

defaultEm 2015, o Presidente Jacob Zuma participou na cimeira da SADC em Harare

O Governo da África do Sul assume, esta semana, a presidência da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) por um ano, o que provoca algum receio junto dos mais pequenos entre os quinze Estados-membros da organização.

Talitha Bertelsmann-Scott, colaboradora do Instituto Sul-Africano de Relações Internacionais (SAIIA), afirma que o papel da África do Sul na região é problemático: “O país vacila entre comportar-se como o ‘grande irmão’ ou retirar-se completamente para não pisar os calos a ninguém.”

A SADC foi fundada há 25 anos e entre os objetivos mais ambiciosos da organização constam a estabilidade política e a boa governação, na base do progresso económico e do comércio. Em 2008, os países da SADC assinaram um acordo de comércio livre, mas alguns estados não aderiram. Até agora, segundo Talitha Bertelsmann-Scott, não houve progressos na integração económica desses países. E a especialista em política comercial considera que a situação não mudará sob a presidência da África do Sul.

“Pretória recusou sempre uma união aduaneira. Existe apenas uma mini união aduaneira entre a Suazilândia, Botswana, Lesotho e Namíbia”, explica.

Afrika SADC Gipfel in Mozambik, MaputoCimeira de 2012 reuniu os quinze Estados-membros da SADC em Moçambique

A integração possível

Os Estados-membros da SADC são unânimes em considerar que a prioridade deve ser dada à industrialização e à construção de infraestruturas, defende Bertelsmann-Scott. Esta é a intenção do Governo do Presidente sul-africano Jacob Zuma, que planeia angariar fundos para fomentar áreas transnacionais, como as indústrias mineira, de medicamentos e de serviços. Já existe um mercado energético comum, foram eliminadas as fronteiras entre as enormes reservas naturais e introduzido um visto único para turistas.

Há, no entanto, um problema que requer solução rápida: A maioria dos países da SADC tem relações comerciais mais importantes com a China, a Índia, o Brasil ou as antigas potências coloniais do que com os seus parceiros na comunidade.

Objetivos ambiciosos

Matthias Boddenberg, diretor da Câmara de Comércio alemã para a África Austral, afirma que os objetivos da SADC são “muito ambiciosos”. Apesar de já não existir o entusiasmo inicial, “os estados da SADC continuam a dar pequenos mas importantes passos para a unificação do seu espaço político e económico”.

Segundo Boddenberg, a integração económica é significativa. O especialista constata uma vontade política para um aprofundamento da integração e o reforço das relações comerciais com a União Europeia. “Mas ainda há muita resistência no que toca à renúncia da soberania política para avançar com a causa comum”, diz Boddenberg.

No Zimbabué, a SADC já tentou encorajar uma mudança no poder e obrigar o Presidente Robert Mugabe a permitir eleições livres. Mas as tentativas falharam redondamente. Segundo Talitha Bertelsmann-Scott, “o mundo todo está à espera que ele morra para que as coisas melhorem no Zimbabué”.

Na sua opinião, os países-membros não conseguem exercer uma influência decisiva sobre Harare “por causa da forte solidariedade entre as elites saídas das guerras de libertação”. Matthias Boddenberg concorda, apontando o papel importante do Zimbabué contra o regime do apartheid na África do Sul, “algo que ainda hoje determina o respeito dos outros em relação a este país”.

Boddenberg aponta outro défice da SADC: os direitos humanos. Uma alteração dos estatutos do Tribunal da SADC em 2014 determinou que só chefes de Estado e de Governo podiam apresentar queixa por violação de direitos humanos. Anteriormente também organizações não-governamentais e cidadãos tinham esse direito. A ONG Human Rights Watch afirma que esta alteração coloca em perigo a estabilidade e paz na região.

Memorial entre Angola e Namíbia homenageia as vítimas de massacre

ANGOLA E NAMIBIA

Um acordo entre os governos de Angola e da Namíbia vai permitir a instalação, em províncias angolanas do sul, de memoriais para recordar o massacre de centenas de militares namibianos, há 39 anos, por forças sul-africanas.

Um desses memoriais será de homenagem às vítimas do massacre de Cassinga-Tchamutete, no município da Jamba, de militares namibianos da Swapo – movimento de libertação da Namíbia da ocupação sul-africana, no poder desde a independência -, então refugiados em Angola, e envolve os dois países vizinhos, segundo um documento governamental a que a Lusa teve hoje acesso.

angola-and-namibiaNo decreto presidencial de 10 de agosto, aprovando o acordo bilateral entre os dois governos, o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, reconhece “a importância da criação dos sítios e memoriais como forma de simbolizar a luta comum travada contra as forças de defesa do Apartheid da África do Sul”.

O documento refere ainda a “vontade política expressa” pelo Governo da Namíbia, em “honrar e preservar as memórias dos seus falecidos heróis e heroínas massacrados pelas forças de defesa do Apartheid da África do Sul, em maio de 1978, nas localidades de Cassinga e Xetequela”, nas províncias da Huíla e do Cunene, respetivamente.

Só no massacre de Cassinga terão morrido cerca de 700 combatentes da Swapo.

Durante o período da guerra civil angolana que se seguiu à independência angolana, a 11 de novembro de 1975, militares da África do Sul, da então colónia da Namíbia, chegaram a entrar em Angola, em combate, contra as forças do MPLA, no poder.

Em Cassinga foi já colocada em maio a primeira pedra para a construção do memorial, após trabalhos preliminares entre os dois países. Envolve duas áreas, que totalizam mais de 65 hectares, envolvendo túmulos, escombros de alguns edifícios das primeiras construções, como os postos administrativo e médico, escola, cadeias e casa dos sipaios e do comandante, entre outros.

No memorial que será construído no local foi proposta a inscrição da frase do primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, que assumiu o poder a 11 de novembro de 1975, quinze anos antes da independência da Namíbia e cinco anos antes do Zimbabué: “Na Namíbia, no Zimbabué e na África do Sul está a continuação da nossa luta. Angola é e será por vontade própria trincheira firme da revolução em África”.

http://www.dn.pt/lusa/interior/angola-com-apoio-da-namibia-para-instalar-memoriais-sobre-massacres-no-sul-8699998.html