Clipping da Agenda Africana de 24 de agosto de 2017

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Vitória do MPLA

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/vitoria_do_mpla

Nova contagem provisória dá vitória ao MPLA em Angola

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mpla-vence-com-6170-dos-votos

Sete dos convocados de Cabo Verde jogam em Portugal

http://www.ojogo.pt/internacional/noticias/interior/sete-dos-convocados-de-cabo-verde-jogam-em-portugal-8723971.html

cabo verdeCabo Verde: UNTC-CS assina protocolo de cooperação com SBS

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/cabo_verde_untc-cs_assina_protocolo_de_coopera%C3%A7%C3%A3o_com_sbs/1332629

Presidente da República diz que Cabo Verde acompanha com interesse as eleições gerais em Angola

http://www.rtc.cv/index.php?paginas=21&id_cod=14993

Sindicato português abre assistência médica a filiados da maior central sindical de Cabo Verde

http://saudeonline.pt/2017/08/23/sindicato-portugues-abre-assistencia-medica-a-filiados-da-maior-central-sindical-de-cabo-verde/

 

posse-696x348Cabo Verde foi destaque no caderno de Turismo da Folha de São Paulo

http://mindelinsite.cv/cabo-verde-destacado-na-rubrica-turismo-da-folha-de-sao-paulo/

 

CACHUPA.jpgCabo Verde espera que entrada da cachupa no Guinness promova gastronomia do país

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-espera-que-entrada-da-cachupa-no-guinness-promova-gastronomia-do-pais-8724120.html

 

cedeaofotoCabo Verde em negociações para assumir presidência rotativa da CEDEAO

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/54440-cabo-verde-em-negociacoes-para-assumir-presidencia-da-cedeao

 

Delegação do Parlamento da UE vai visitar Cabo Verde

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/delega%C3%A7%C3%A3o_do_parlamento_da_ue_vai_visitar_cabo_verde/1332622

 

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Guiné Bissau «Os que estão no poder devem dar oportunidades aos mais pobres»

http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=37680&sec=6

 

Tulinabo-Mushingi-347x433Políticos criticados por manter impasse

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/politicos_criticados_por_manter_impasse

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Tanzânia vai exigir à Alemanha indenizações por crimes da era colonial

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O Governo da Tanzânia vai interpor uma ação judicial para obrigar a Alemanha, antiga potência colonial, a pagar indemnizações por alegadas atrocidades cometidas há mais de um século, anunciou hoje o ministro da Defesa.

O Executivo tanzaniano vai tentar obter compensações por dezenas de milhares de pessoas que passaram fome, foram torturadas e mortas pelas forças alemãs que tentavam dominar tribos rebeldes, disse o ministro, Hussein Mwinyi, no parlamento.

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“Vamos analisar os passos dados pelos Governos do Quénia e da Namíbia para obterem reparações dos Governos do Reino Unido e da Alemanha, respetivamente”, declarou.

A embaixada alemã em Dodoma não emitiu ainda qualquer reação a este anúncio.

A Alemanha governou a Tanzânia, então conhecida como Tanganica, de 1890 a 1919, e enfrenta pedidos de indemnização de outra antiga colónia africana, a Namíbia.

Em janeiro, a Alemanha disse que poderá fazer pagamentos à Namíbia pelo assassínio de 65.000 pessoas durante a sua ocupação colonial, um episódio que é considerado por alguns o primeiro genocídio do século XX.

Estão ainda em curso negociações com o Governo namibiano sobre esta questão.

Na Tanzânia, as forças alemãs foram acusadas de diversos crimes, entre os quais de fazer a população passar fome, após a revolta tribal conhecida como Maji Maji.

Ao exigir indemnizações, o país da África Oriental está a seguir o recente exemplo do vizinho Quénia, onde um grupo de cidadãos idosos foi indemnizado pelo Governo britânico por atos de tortura perpetrados pelas autoridades coloniais britânicas.

Em 2013, o Executivo do Reino Unido disse “lamentar sinceramente” os atos de tortura levados a cabo contra os quenianos que combatiam pela libertação do jugo colonial nas décadas de 1950 e 1960. Pagou também cerca de 21,5 milhões de dólares (20 milhões de euros) aos 5.200 quenianos que se provou terem sido torturados, ou cerca de 4.100 dólares por vítima queniana.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/738172/tanzania-vai-exigir-a-alemanha-indemnizacoes-por-crimes-da-era-colonial

 

A emergência de uma nova África

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A agricultura, a segurança alimentar e a energética são os pilares da integração africana no século XXI. Essas três áreas permitirão que a integração do continente se torne uma realidade tangível. Tal ambição goza de um consenso crescente entre os países africanos.angola-petroleo
Ela é efetivada por um setor privado africano empreendedor, juntamente com um sistema bancário continental cada vez mais eficiente e com multinacionais que apostam mais do que nunca na África. A parceria Marrocos-Etiópia, que envolve a produção de fertilizantes, com investimento total de US$ 2,5 bilhões, permitirá à Etiópia alcançar sua autossuficiência em fertilizantes agrícolas em 2025. O gasoduto Marrocos-Nigéria, com cinco mil quilômetros, transformará a paisagem energética da Costa Oeste da África.
As joint-ventures na área de telecomunicações ou de bancos, os projetos em infraestrutura e em habitação social… São todos levados por uma nova geração de managers africanos. Esses projetos estão moldando a África do século XXI. Uma África definitivamente emancipada dos espólios da Guerra Fria, das manipulações ideológicas, das guerras civis e da gangrena do separatismo.
Liberta destas desvantagens, a África de hoje toma confiança, seguindo o caminho da decolagem econômica, com a ambição de ter um posicionamento mais competitivo na globalização. Ademais, esta dinâmica é apoiada por uma nova elite política africana, que prioriza a eficiência nas políticas públicas e o pragmatismo nas relações interafricanas. O regresso do Marrocos à União Africana, celebrado semana passada, em Adis Abeba, constitui, sem dúvida, um grande marco para uma África mais homogênea e mais unida.

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Sua Majestade, o Rei Mohammed VI, sempre colocou a África na essência da projeção diplomática do país, através parcerias globais com vários países africanos. Parcerias que articulam, ao mesmo tempo, projetos econômicos, paz e seguridade, desenvolvimento humano, política de gênero, cooperação educacional e acadêmica, bem como a promoção de um Islã aberto e tolerante. Ao voltar a assumir o seu papel histórico dentro da família institucional africana, o Marrocos dará um impulso ainda mais ambicioso à sua política para o continente.

A iniciativa que o país tinha tomado com a organização de uma cúpula dedicada especificamente à África à margem da COP-22, realizada em Marrakesh, em novembro passado, reflete o compromisso claro que o Marrocos tem em relação às questões do desenvolvimento sustentável do continente africano.
Vista do Brasil, essa dinâmica na África criará um movimento ainda mais promissor, na costa atlântica da África. O espaço geopolítico que compartilha com o Brasil, além da história e da geografia, um potencial forte de cooperação e de ações conjuntas. Os países africanos estão entusiasmados para lançar com o Brasil uma parceria Sul-Sul inovadora, que envolva uma maior integração industrial e comercial na agricultura e na pesca, que aumente a conectividade logística entre os dois lados do Atlântico e que acrescente a integração de redes de investigação científica e inovação digital.
Há consenso de que a África é o continente que mais crescerá no século XXI. Cabe-nos, africanos e brasileiros, tornar o Atlântico Sul um espaço seguro, próspero e aberto. Nabil Adghoghi é embaixador do Marrocos no Brasil

Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/a-emergencia-de-uma-nova-africa-20884182

Gâmbia pode ser exemplo pela saída da crise política pela persuasão

_92810623_afp_barrowA crise pós-eleitoral na Gâmbia, que terminou da melhor forma possível, sem mortes e com o exílio, na Guiné Equatorial, do antigo Presidente Yahya Jammeh,  parece inaugurar uma nova era na forma de os africanos resolverem os problemas do continente.

Após reiteradas recusas, Yahya Jammeh finalmente aceitou ceder o poder ao Presidente Adama Barrow, evitando um banho de sangue e a entrada no pequeno país de quase dois milhões de habitantes encravado no Senegal de uma força regional para o “convencer” a abandonar a Presidência da Gâmbia.
Yahya Jammeh alega que saiu “de sã consciência e sem pressões”, mas foi a dissuasão da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com aval da União Africana e da ONU, que o levou a deixar o poder após 22 anos de uma governação iniciada com um golpe de Estado.
Para alguns autores, a dissuasão é definida como o receio de uma individualidade ou colectividade sofrer danos em consequência da ação que pretendia levar a efeito.
Para outros, significa persuadir um adversário a não iniciar uma ação específica em virtude dos benefícios percebidos não justificarem os custos e riscos estimados.
A CEDEAO convenceu Yahya Jammeh que continuar a governar sem o aval do povo gambiano resultava para si num dano muito maior do que largar o poder para Adama Barrow, eleito em eleições presidenciais consideradas livres, justas e transparentes pela União Africana e a comunidade internacional.
Para tal, o bloco regional da África Ocidental utilizou o argumento da dissuasão, cuja chave reside na capacidade de represálias e desta reduzir a represália do adversário.
CEDEAO, União Africana e ONU saem reforçadas da crise pós-eleitoral da Gâmbia, inauguram um precedente e adotam um paradigma que envia um recado a líderes africanos sedentos de poder, o de que não vão mais tolerar que líderes depostos pela vontade do povo manifestada nas urnas governem à revelia da soberania popular.
Ao apoiar prontamente a iniciativa da CEDEAO, a ONU e a União Africana privilegiaram uma diplomacia preventiva mais atuante, destinada a evitar o conflito.
Mas é necessário que a prontidão usada na Gâmbia – cujo Presidente foi dissuadido com 200 soldados nigerianos, aviões do Senegal, cargueiros, um helicóptero e um avião de vigilância e de reconhecimento – seja a mesma em situações idênticas em países mais fortes.
Dito de outro modo, é crucial que CEDEAO, ONU e União Africana não adoptem uma política de dois pesos e duas medidas, sendo forte com os Estados fracos e fracos com os Estados fortes.
A actuação da CEDEAO, das Nações Unidas e da União Africana na crise na Gâmbia foi positiva, mas é necessário que actuem da mesma maneira em casos semelhantes em Estados mais fortes, para não perderem a credibilidade que agora conseguiram granjear.

À espera de Adama Barrow

A Gâmbia esperava ontem a chegada do novo Chefe de Estado,  Adama Barrow, após a partida forçada ao exílio do seu antecessor, Yahya Jammeh.
Na capital gambiana, Banjul, as manifestações espontâneas de alegria para festejar a partida de Yahya Jammeh deram lugar a um sentimento de tranquilidade, segundo a agência de notícias France Press.
Num comunicado conjunto, divulgado pouco depois de Yahya Jammeh abandonar o país, a CEDEAO, a União Africana e as Nações Unidas prometeram defender os direitos do antigo presidente, incluindo a possibilidade de regressar a Gâmbia, e declararam o fim da intervenção.
As três organizações saudaram “a boa vontade” de Yahya Jammeh “para conquistar uma saída pacífica à crise”, e referem que as forças militares da CEDEAO “ficam no país pelo tempo necessário” para garantir a segurança do regresso à Gâmbia do Presidente Adama Barrow.
Na manhã de domingo, soldados senegaleses da CEDEAO entraram na Gâmbia e foram recebidos com alegria pela população e por militares, noticiou a France Press.

Apoio de António Guterres

O Secretário-Geral da ONU afirmou no sábado que “o Estado de direito prevaleceu na Gâmbia”.
Numa mensagem divulgada no Twitter, António Guterres saudou a liderança africana “pelo sucesso em restaurar a democracia na Gâmbia”, dois dias depois de ligar para o Presidente Adama Barrow e felicitá-lo pela tomada de posse.
Na conversa ao telefone, António Guterres elogiou a determinação de Adama Barrow e o que chamou de “histórica decisão da CEDEAO para honrar e respeitar a vontade do povo gambiano”.
O Secretário-Geral da ONU manifestou a disponibilidade das Nações Unidas apoiar o novo Presidente gambiano nos esforços de promover democracia e o desenvolvimento sustentável no país.
O chefe do Escritório da ONU na África Ocidental e no Sahel, Mohammed Ibn Chambas, está na Gâmbia, ao lado de outros líderes regionais, para encontrar uma solução para a questão da transição.
Dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) indicam que mais de 45.000 pessoas fugiram da Gâmbia desde o início de Janeiro, a maioria rumo ao Senegal, devido a crise pós-eleitoral, que durou seis semanas.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/dissuasao_evitou_banho_de_sangue_na_gambia

Guiné-Bissau recebe mil refugiados gambianos por dia

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Bissau – A Guiné-Bissau está a receber cerca de mil refugiados por dia, em fuga da Gâmbia, disse nesta quinta-feira à Lusa, Ayigan Kossi, coordenador humanitário do sistema das Nações Unidas em solo guineense.

CIDADE DA GUINÉ BISSAU

“Não há pontos de concentração, estão todos a distribuir-se por casas de familiares e amigos”, mas há uma sobrecarga destes agregados familiares que requer apoios,
nomeadamente ao nível da alimentação, referiu.

A crise na Gâmbia começou em Dezembro, depois de o Presidente Yahya Jammeh rejeitar os resultados eleitorais, e desde essa altura entraram na Guiné-Bissau quatro mil refugiados (a maioria mulheres e crianças), três mil dos quais esta semana, entre domingo e quarta-feira, de acordo com dados das Nações Unidas.

A Guiné-Bissau fica cerca de 100 quilómetros a sul da Gâmbia, com o Senegal pelo meio, havendo relações históricas entre a população dos dois países, parte da qual partilha raízes étnicas, caso dos flupes e djolas, cimentando redes familiares e de amizade.

O governo da Guiné-Bissau solicitou nesta quinta-feira oficialmente a colaboração dos parceiros internacionais e foi constituída uma comissão técnica que junta todas as organizações para avaliar as necessidades e mobilizar recursos.

Tibna Na Uana, secretário-executivo da Comissão Nacional de Refugiados, considera ser urgente “a entrega de alimentos” às famílias de acolhimento, para poderem suportar este fluxo nas próximas semanas, sem que haja necessidade de criar campos de refugiados.

“Um agregado familiar guineense tem cinco a seis pessoas, mas na quarta-feira visitamos um que agora está a tomar conta de 22 crianças da Gâmbia”, exemplificou Ayigan Kossi
para ilustrar a necessidade de apoios.

O sistema das Nações Unidas prevê que nas próximas quatro a cinco semanas a Guiné-Bissau possa receber mais cinco a 10 mil refugiados, “tudo depende de como evoluir a situação”, acrescenta – mas é esta estimativa que está em cima da mesa da comissão técnica que vai mobilizar recursos.

Kossi destaca também a necessidade de haver tradutores, uma vez que os refugiados falam sobretudo inglês, língua oficial da Gâmbia, mas praticamente desconhecida na Guiné-Bissau.

Adama Barrow, Presidente eleito da Gâmbia, venceu as presidenciais de Dezembro, mas o presidente Yahya Jammeh, no poder há mais de duas décadas, recusa abandonar o cargo e pediu ao Supremo Tribunal a anulação das eleições, alegando irregularidades.

O mandato de Jammeh expirou à meia-noite e tropas do Senegal e de outros países da África Ocidental estão posicionadas nas fronteiras da Gâmbia (um enclave no território do Senegal com acesso ao oceano Atlântico) com a intenção de forçar o presidente cessante a ceder o poder.

Na terça-feira à noite, o parlamento da Gâmbia aprovou o estado de emergência declarado no mesmo dia por Jammeh, autorizando-o a ficar mais três meses no poder.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/0/3/Guine-Bissau-Pais-recebe-mil-refugiados-gambianos-por-dia,48287bf6-9858-4b4f-a84b-c85f9ffb8f07.html

Gâmbia: Presidente Yahya Jammeh denuncia ingerência externa

Banjul- O Presidente gambiano, Yahya Jammeh, denunciou terça-feira, em Banjul, as “ingerências estrangeiras sem precedentes” no seu país, e apelou à uma solução pacífica do contencioso eleitoral que tem com a oposição.

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PRESIDENTE DA GÂMBIA, YAHYA JAMMEHFOTO:
A declaração do Presidente gambiano surge algumas horas depois de o Tribunal Supremo ter se declarado incompetente para decidir sobre o seu pedido para apreciar a questão da fraude eleitoral.

Jammeh é de opinião que os gambianos podem reunir-se para encontrar uma solução, sem ingerência estrangeira.

Saliente-se que o Tribunal Supremo considerou impossível, em pouco tempo, apreciar os recursos Presidente sobre a sua derrota eleitoral, antes de recrutar os juízes que faltam.

A alta instância judicial defendeu, ao mesmo tempo, uma solução negociada com o Presidente eleito, Adama Barrow.

A decisão do Tribunal Supremo intervêm pouco antes da ida sexta-feira, à Gâmbia, de uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para convencer Yahaya Jammeh a ceder o poder no dia 19 de Janeiro.

A Gâmbia atravessa uma crise política, desde que Yahya Jammet anunciou, no dia 9 de Dezembro de 2016, não reconhecer mais os resultados da eleição presidencial do dia 01 do mesmo mês, depois de reconhecer a sua derrota, e felicitar Adama Barrow, pela sua vitória.

Desde então, o mesmo tem sido alvo de pressões da CEDEAO e da União Africana (UA), instando-o a entregar o poder no dia 19 de Janeiro, dia do fim do seu mandato

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/0/2/Gambia-Presidente-Yahya-Jammeh-denuncia-ingerencia-externa,db780029-5e74-460a-8bf2-3fc5c75374bf.html

Guiné-Bissau: Chefes de Estado africanos debatem crise no país com líderes partidários guineenses

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Bissau – Líderes de quatro dos cinco partidos com representação no Parlamento da Guiné-Bissau deslocaram-se hoje, quinta-feira, para a Nigéria para debater com os chefes de Estado da África Ocidental a crise política no país, noticiou a Lusa.

Domingos Simões Pereira, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Vicente Fernandes, do Partido da Convergência Democrática (PCD), Agnelo Regalla, da União para Mudança e Iaia Djaló, do Partido da Nova Democracia (PND) vão apresentar aos líderes da África Ocidental os motivos da contestação ao novo governo guineense.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou o general na reserva Umaro Embaló, de 44 anos, primeiro-ministro e este formou o seu governo, só que o executivo é contestado pelos quatro partidos que não o integram.

Estes acusam o chefe do Estado de ter feito um governo fora do entendimento alcançado em Conakry, em Outubro deste ano, que visava formar uma equipa que incluísse todas as forças políticas guineenses representadas no Parlamento e que fosse liderado por um primeiro-ministro de consenso.

Partidos e elementos representativos da sociedade civil guineense reuniram-se na capital da Guiné-Conakry em Outubro, sob a mediação do líder daquele país, para a busca de um entendimento que pudesse viabilizar a governação do país.

Alpha Condé, que actuou sob o mandato de líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), promete anunciar os resultados da mediação que fez perante os seus homólogos na cimeira de Abuja, capital da Nigéria, no sábado.

Apenas o Partido da Renovação Social (PRS), segunda força política mais votada nas últimas eleições de 2014, integra, oficialmente, o novo governo guineense, que conta com figuras dissidentes do PAIGC, vencedor das eleições, mas que tem estado arredado do poder devido às divergências com o chefe do Estado.

A crise política que se mantém na Guiné-Bissau, mesmo com a formação do novo, é um dos assuntos a debater na cimeira de líderes da CEDEAO que terá lugar no sábado na cidade nigeriana de Abuja.

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O Presidente guineense, José Mário Vaz, deverá viajar na madrugada de sábado para tomar parte na cimeira onde também vai estar presente o novo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, que hoje se deslocou para Abuja na companhia de Soares Sambu, antigo chefe da diplomacia do país.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/11/50/Guine-Bissau-Chefes-Estado-africanos-debatem-crise-pais-com-lideres-partidarios-guineenses,f0410828-6cb5-4b3d-8e48-835920820a60.html

26 milhões de órfãos vivem na África Ocidental e Central

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Goma, RD Congo, 28 nov (Lusa) — Mais de quatro milhões de crianças perderam pelo menos um dos pais na República Democrática do Congo nas últimas duas décadas, vítimas de um ciclo continuado de violência, escreve hoje a agência Associated Press (AP).

Esta é uma das tragédias que marcará o futuro de uma geração na África Ocidental e África Central.

Mais de 26 milhões de órfãos vivem no África Ocidental e Central, onde a República Democrática do Congo está situada — o segundo maior número no mundo, a seguir ao Sul da Ásia, de acordo com as Nações Unidas.

Essas crianças cresceram no seio de confrontos alimentados por conflitos étnicos e pela luta por recursos minerais valiosos.

A destruição da família significa que alguns órfãos são forçados a cuidar de si próprios e dos seus irmãos mais novos. Alguns são vulneráveis ao recrutamento por grupos armados. E muitos também enfrentam a exploração sexual, num país onde a violação se tornou comum nas ruas.

“São os órfãos com uma história de violência desde 1994 – é uma geração de vítimas que continua”, disse Francisca Ichimpaye, monitor sénior do centro En Avant Les Enfants INUKA. E as crianças “perdem a sua história na violência”, acrescentou.

O nordeste da República Democrática do Congo está mergulhado há anos numa luta entre numerosos grupos rebeldes, que espalham diariamente o terror entre a população local, apesar dos esforços para controlar a situação por parte do exército e das forças da missão das Nações Unidas (MONUSCO).

 

http://portocanal.sapo.pt/noticia/108284