Aberto o primeiro Centro de Inteligência Artificial, em Gana, na África Ocidental

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Algoritmos podem ajudar pequenos agricultores e prevenir catástrofes

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Potencial. Moustapha Cissa (dir.) disse que a inteligência artificial é mais importante para a África que para outros locais
Foto: Cristina Aldehuela/AFP

Acra, Gana. O Google abriu um laboratório de pesquisa em Gana sobre inteligência artificial, o primeiro do tipo na África, com o objetivo de responder aos problemas socioeconômicos, políticos e ambientais do continente. Existem laboratórios tecnológicos em cidades como Tóquio, Zurique, Montreal e Paris, mas a inauguração de um nesta semana em Acra pode ser especialmente importante para a África.

Como utilizar a inteligência artificial para aliviar as penúrias dos médicos, ou melhorar o diagnóstico do câncer? Como ajudar os pequenos agricultores em suas colheitas aos trabalhadores na detecção de problemas nas máquinas? Como prevenir as catástrofes naturais? “A África enfrenta muitos desafios e aqui o uso da inteligência artificial pode ser mais importante do que em outros lugares”, explicou à AFP Moustapha Cissa, diretor do novo centro Google de Acra.

Graças aos algoritmos, ao reconhecimento vocal, ou de escritura, muitos documentos podem ser traduzidos para línguas vernáculas africanas. Os pequenos agricultores também poderão detectar problemas na produção, ou avaliar os preços do mercado na rede. Especialistas em machine learning e editores de programas de informática trabalharão em jornada integral neste novo laboratório. Isso será feito em colaboração com universidades e startups de Gana, Nigéria, Quênia e África do Sul.

“Formamos uma boa equipe de pesquisadores e de engenheiros internacionais”, acrescenta o diretor, Moustapha Cissa, originário do Senegal. “O objetivo também é abrir os olhos dos políticos sobre essa nova tecnologia para que se deem conta de sua importância. Espero que invistam mais na formação em inteligência artificial na África e em sua aplicação em diferentes âmbitos”, explicou.

Mercado

Os gigantes tecnológicos conhecidos como Gafa (acrônimo de Google, Apple, Facebook, Amazon) estão muito interessados no continente africano, um mercado imenso.

Atualmente, 60% do 1,2 bilhão de africanos tem menos de 24 anos e, até 2050, a população duplicará, chegando a 2,4 bilhões de pessoas. “Há claramente uma oportunidade para empresas como Facebook e Google de se instalar e impor sua marca no território” africano, explica Daniel Ives, da consultoria norte-americana GBH Insights.

“Se você observar Netflix, Amazon, Facebook, Apple, onde (essas empresas) podem crescer? Elas têm que mirar no nível internacional”, afirma o pesquisador em tecnologia.

A revolução silenciosa das mulheres do Niger: não querem mais sofrer no casamento

Dionne Searcey
MARADI (NÍGER)

Ele não batia nela. Não gritava. Não a traía —até onde ela soubesse. Mas, menos de dois anos depois do casamento, o marido de Zalika Amadou havia mudado. E sua negligência e indiferença pareciam inaceitáveis, para uma jovem que esperava mais.

A mãe dela, que se casou aos 14 anos com um desconhecido duas vezes mais velho, não conseguia entender as queixas. Ela ficou com o marido por cinco décadas, até a morte dele.

Mas para Amadou, que se casou aos 16 anos, simplesmente ter um marido não bastava. Por isso, certa manhã movimentada em Maradi, Níger, ela se apresentou diante de um juiz, em um tribunal islâmico de rua lotado, e pediu o que muitas mulheres jovens da região estão buscando com muito mais frequência hoje: um divórcio.

Nos bolsões conservadores da África Ocidental, durante séculos a expectativa era de que as mulheres suportassem os maus casamentos. Divórcios aconteciam, mas o mais comum era que os maridos deixassem suas mulheres.

“É o fim do mundo quando um marido e sua mulher não ficam juntos”, disse Halina Amadou, a mãe de Amadou.

Mulheres em aula ao ar livre em Bassaraua, Níger
Mulheres em aula ao ar livre em Bassaraua, Níger – Laura Boushnak/The New York Times

Mas no Níger, um lugar em que as mulheres têm escolaridade mais baixa, padrões de vida piores e menos igualdade com os homens do que em praticamente qualquer lugar do planeta, uma revolução silenciosa está em curso.

Muitas mulheres como Amadou vão ao tribunal que se reúne na calçada, a cada mês, para solicitar divórcios, não só frustradas pela incapacidade de seus maridos de ganhar a vida, em um período de dificuldades econômicas, mas também porque sua visão básica sobre relacionamentos mudou.

Elas querem escolher com quem e quando se casam, em lugar de serem forçadas ao matrimônio. Exigem respeito e, ainda mais, amor. E se os maridos ficam aquém do desejado, são as mulheres que movem a nova cultura da separação.

“As mulheres jovens agora se casam com certas expectativas”, disse Alou Hama Maiga, secretário-geral da Associação Islâmica do Níger. “Se essas expectativas não forem satisfeitas, em dado momento o divórcio se torna inevitável”.

O juiz islâmico que preside ao tribunal religioso de rua em Maradi, a terceira maior cidade do Níger, disse que os divórcios iniciados por mulheres dobraram de número nos últimos três anos, e que quase 50 mulheres ao mês o procuram para terminar seus casamentos.

Zalika Amadou, 17, segura seu filho Affan, de seis meses, em Maradi
Zalika Amadou, 17, segura seu filho Affan, de seis meses, em Maradi – Laura Boushnak/The New York Times

“Essas jovens mulheres não querem mais sofrer”, disse o juiz, Alkali Laouali Ismaël. “Existe uma solução para seus problemas e elas sabem que podem encontrá-la aqui”.

Advogados, associações de mulheres, funcionários do governo local e acadêmicos que estudam a região dizem que esse avanço do divórcio acontece em toda a África Ocidental —em regiões rurais e urbanas, e em áreas muçulmanas e cristãs—, em um momento no qual as mulheres buscam afirmar mais controle sobre seus relacionamentos,

O número total de divórcios continua relativamente estável ou até em queda, em algumas partes da África Ocidental, eles apontam, mas por sob essa estatística se escondem grandes mudanças nos padrões de divórcio, e na sociedade mais ampla.

As mulheres agora têm escolaridade maior, e em algumas áreas se casam mais tarde, fatores que segundo os acadêmicos resultam em casamentos mais estáveis. Ao mesmo tempo, mais mulheres estão se mudando para as cidades e entrando para a força de trabalho, o que permite que muitas delas descartem casamentos insatisfatórios.

A Associação de Advogadas de Dakar disse que hoje ajuda três vezes mais clientes mulheres a obter divórcios do que era o caso quatro anos atrás.

Hajara, que se divorciou do marido e voltou a morar com a família, lava louça perto da filha em Maradi
Hajara, que se divorciou do marido e voltou a morar com a família, lava louça perto da filha em Maradi – Laura Boushnak/The New York Times

“Muitas mulheres em Dakar são independentes e têm empregos e dinheiro”, disse Daouda Ka, advogada que trabalha em casos de divórcio. “No passado, elas simplesmente toleravam maus casamentos. Agora, se não funciona, elas saem”.

Em Gana, 73% dos casos de divórcio conduzidos com ajuda da Legal Aid Scheme of Greater Accra, uma organização de assistência judicial, foram apresentados por mulheres, em 2016-2017, uma grande mudança com relação ao passado. O divórcio, que os cristãos conservadores costumavam ver como tabu, vem sendo apresentado nos sermões das igrejas como uma alternativa melhor do que encerrar um relacionamento com violência doméstica ou adultério.

Amadou viveu sua infância em Maradi, uma cidade de pequenas lojas e feiras ao ar livre, cercada por grupos de aldeias agrícolas.

Ela não estava necessariamente em busca de um marido. Fazia aulas de costura, pelas quais havia convencido sua família a pagar.

“Eu queria ser capaz de me sustentar”, disse.

Mas quando uma amiga ligou para perguntar se Issa podia visitá-la, ela concordou.

O casal terminou se casando e foi morar na casa de Issa, perto do centro da cidade. Pouco depois da mudança, Issa disse à mulher que suas aulas de costura eram um desperdício de dinheiro. Ele não queria que ela saísse de casa.

Mas a alfaiataria dele estava enfrentando dificuldades; a crise econômica da Nigéria havia atravessado a fronteira e atingido Maradi, um grande centro de comércio entre os dois países.

Já empobrecido, o Níger sofreu muito com os problemas originados na Nigéria, entre os quais quase dez anos de guerra com o movimento islâmico radical Boko Haram, que dilaceraram a região.

Poucos anos atrás, Issa ganhava o equivalente a US$ 14 por dia, costurando roupas. Mas de repente ele não conseguia ganhar nem a metade disso.

“Os maridos já não conseguem sustentar suas mulheres da mesma maneira”, disse o juiz religioso Ismaël.

Os problemas econômicos são agravados no Níger porque a poligamia é muito comum. Os homens do país, majoritariamente muçulmano, podem ter até quatro mulheres. O Níger também tem o maior índice de natalidade do planeta: em média, sete filhos por mulher.

Saadia, grávida de seis meses, lista ao juiz Alkali Ismaël, suas razões para querer o divórcio
Saadia, grávida de seis meses, lista ao juiz Alkali Ismaël, suas razões para querer o divórcio – Laura Boushnak/The New York Times

Ismaël diz que a maioria das mulheres que procuram seu tribunal para solicitar divórcios justifica seu pedido mencionando problemas financeiros.

A despeito das mudanças nos costumes, o casamento envolvendo menores de idade tem uma das maiores incidências do planeta no Níger, e as adolescentes do país têm mais filhos do que em qualquer outro país do mundo, de acordo com as Nações Unidas.

Um fator que estimula os casamentos precoces é o medo de que as meninas envergonhem suas famílias e engravidem sem casar.

“Uma menina precisa se casar para evitar problemas”, disse Laouali Oubandawaki Iro, chefe da aldeia de Giratawa, que fica nas cercanias de Maradi, explicando as tradições da região. Ele tem pouco mais de 60 anos, e duas de suas mulheres são adolescentes.

Mas um esforço para limitar os casamentos de menores de idade ajudou a mudar as atitudes. Nos últimos anos, organizações de assistência começaram a atuar na região para aliviar a pobreza e conter o crescimento populacional, e seu foco são os casamentos forçados e os casamentos de menores.

Organizações locais e o governo do Níger aderiram.

Zalika Amadou segura o filho Affan enquanto espera do lado de fora da corte de divórcios
Zalika Amadou segura o filho Affan enquanto espera do lado de fora da corte de divórcios – Laura Boushnak/The New York Times

Amadou achava que seu caso seria simples, ao procurar o tribunal de rua. Mas o juiz disse ao casal que voltasse para casa e tentasse mais uma vez resolver seus problemas. Ele os instruiu a voltar em dois dias caso ainda desejassem um divórcio.

Depois da audiência, Issa, de cabeça baixa, admitiu que o dinheiro era curto e que ele não dava a Amadou todos os presentes que ela talvez desejasse.

“Mas presentes não constavam do contrato de casamento”, ele disse. “Estou cansado de vir aqui”, acrescentou, em um resmungo. “Já tomei minha decisão”.

Dois dias depois, o casal chegou ao tribunal vindo de lados opostos da rua.

“O senhor disse que voltássemos se não conseguíssemos consertar as coisas, e por isso voltamos”, disse Issa. “Agora o que fazemos?”

O casal começou o tedioso processo de dividir publicamente os seus pertences —sal, temperos, pratos, um cântaro usado para que eles se lavassem antes das orações. O juiz deu a Amadou custódia única do filho do casal até que ele fizesse sete anos, e determinou que Issa pague pela comida do menino pelos próximos dois anos.

“Sem problema”, disse Issa.

O casal assinou os papéis de divórcio.

“Está tudo bem para você?”, o juiz perguntou a Amadou. “Creio que isso seja um alívio para você”.

Ela concordou com um aceno de cabeça, e um sorriso largo surgiu em seu rosto. Amadou planeja se casar de novo, com alguém que a ame.

THE NEW YORK TIMES

Fluxos Financeiros Ilícitos: A economia do comércio ilícito na África Ocidental

846px-Mapa_político_da_África.svg.pngPelo menos 50 bilhões de dólares saem de África todos os anos em fluxos ilícitos de capitais, mais do dobro do que o continente recebe em ajuda para o desenvolvimento, revela um relatório da OCDE divulgado hoje.

O documento, intitulado “Fluxos Financeiros Ilícitos: A economia do comércio ilícito na África Ocidental”, lançado em Paris, aponta a Guiné-Bissau como uma rota desses fluxos e Cabo Verde como um bom exemplo, tendo sido apresentado por Jorge Moreira da Silva, diretor geral de desenvolvimento e cooperação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

“A conclusão a que chegámos é que existem cerca de 50 mil milhões de dólares (40,5 milhões de euros ao câmbio atula) – e esta é uma estimativa muito conservadora, muito prudente porque os números são seguramente muito superiores a este – de fluxos financeiros que saem de África de forma ilícita”, disse à Lusa Jorge Moreira da Silva.

Esses fluxos estão ligados a “13 economias criminosas” identificadas pelo relatório, como o tráfico de droga, raptos para reclamar resgates, tráfico e contrabando de pessoas, contrafação, cibercriminalidade, pirataria marítima, tabaco ilegal, contrabando de armas e de bens, mineração ilegal, abastecimento de petróleo e crimes ambientais.

Jorge Moreira da Silva destacou que 50 mil milhões de dólares em fluxos financeiros ilícitos “é um número impressionante” porque ultrapassa largamente o que África recebe em ajuda para o desenvolvimento.

“É um número impressionante na medida em que é mais do dobro da ajuda ao desenvolvimento bilateral para África. Isto é se somarmos toda a ajuda para ao desenvolvimento dos países doadores para África, isso totaliza 24 mil milhões de dólares. Claro que com a ajuda multilateral atinge 42 mil milhões. Em qualquer caso, estamos sempre a falar de muitos mais fluxos financeiros ilícitos que saem de África do que o dinheiro dos doadores para o combate à pobreza e a promoção do desenvolvimento em África”, sublinhou.

O responsável da OCDE acrescentou que o estudo foi feito na África ocidental porque esta região é “um caso de estudo na medida em que é porventura a região mais frágil do planeta, seja em termos de conflitos, seja em termos de pobreza extrema”.

Explicou que o relatório pretende mostrar “não apenas a gravidade da situação do ponto de vista dos fluxos financeiros”, mas também a sua relação com o desenvolvimento.

“Se é verdade que são os países mais pobres, são as situações de desenvolvimento mais frágil que proporcionam os fluxos financeiros ilícitos, é igualmente verdade que os fluxos financeiros ilícitos são também um acelerador do empobrecimento dos países”, afirmou.

Como exemplo, apontou a Guiné-Bissau que surge no estudo como “uma rota, seja de origem, seja de trânsito, de vários e não de apenas um fluxo financeiro ilícito”, nomeadamente os fluxos associados “ao tráfico de droga, ao tráfico de armas, mas também ao tráfico de seres humanos”.

“Os países que conhecem fragilidade, vulnerabilidade e subdesenvolvimento são países que são palco de vários fluxos financeiros ilícitos e não apenas de um tipo de fluxo financeiro ilícito”, precisou Jorge Moreira da Silva.

O diretor geral de desenvolvimento e cooperação da OCDE lembrou que a Guiné-Bissau “tem conhecido durante muitos anos situações de Estado de enorme fragilidade”, nomeadamente “um Estado de direito que não foi sendo construído na sua plenitude”, a fragilidade no sistema de justiça e no sistema de segurança e “uma estratégia de desenvolvimento económico que não gerou benefícios para as populações”.

Cabo Verde “não aparece como sendo um caso problemático de fluxos financeiros ilícitos”, o que demonstra que “quanto mais estável e mais assente no Estado de direito for um país, menos margem de manobra existe para os fluxos financeiros ilícitos se desenvolverem e prosperarem”.

“Cabo Verde surge neste estudo como um bom exemplo de um país que – seja pela sua estratégia de desenvolvimento económico, social e ambiental, seja pelo seu sistema político e pelo Estado de direito – aparece como não estando associado a fluxos financeiros ilícitos”, acrescentou.

Jorge Moreira da Silva explicou, ainda, que a conclusão do relatório “é que é necessário trabalhar em parceria para resolver este problema” porque é preciso atender tanto à origem dos fluxos financeiros ilícitos, ligada aos países com mais vulnerabilidades, quanto ao destino dessas rotas, associado a países ricos.

“Uma parte do destino destes recursos financeiros são países ricos, são países da União Europeia, são países da OCDE. Portanto, não vale a pena ter uma perspetiva moralista do norte para o sul, apontando o dedo. É necessário trabalharmos em conjunto”, indicou, defendendo a necessidade de trabalhar ao nível do comércio, sistemas financeiros, justiça, segurança e criação de condições de desenvolvimento local.

Na conferência de lançamento do relatório, também foi lançada uma parceria entre a OCDE e a Comissão Económica das Nações Unidas para África para combater os fluxos ilícitos de capitais, através da monitorização de fluxos financeiros e aumento da ajuda ao desenvolvimento.

Clipping da Agenda Africana de 24 de agosto de 2017

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Vitória do MPLA

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/vitoria_do_mpla

Nova contagem provisória dá vitória ao MPLA em Angola

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mpla-vence-com-6170-dos-votos

Sete dos convocados de Cabo Verde jogam em Portugal

http://www.ojogo.pt/internacional/noticias/interior/sete-dos-convocados-de-cabo-verde-jogam-em-portugal-8723971.html

cabo verdeCabo Verde: UNTC-CS assina protocolo de cooperação com SBS

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/cabo_verde_untc-cs_assina_protocolo_de_coopera%C3%A7%C3%A3o_com_sbs/1332629

Presidente da República diz que Cabo Verde acompanha com interesse as eleições gerais em Angola

http://www.rtc.cv/index.php?paginas=21&id_cod=14993

Sindicato português abre assistência médica a filiados da maior central sindical de Cabo Verde

http://saudeonline.pt/2017/08/23/sindicato-portugues-abre-assistencia-medica-a-filiados-da-maior-central-sindical-de-cabo-verde/

 

posse-696x348Cabo Verde foi destaque no caderno de Turismo da Folha de São Paulo

http://mindelinsite.cv/cabo-verde-destacado-na-rubrica-turismo-da-folha-de-sao-paulo/

 

CACHUPA.jpgCabo Verde espera que entrada da cachupa no Guinness promova gastronomia do país

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-espera-que-entrada-da-cachupa-no-guinness-promova-gastronomia-do-pais-8724120.html

 

cedeaofotoCabo Verde em negociações para assumir presidência rotativa da CEDEAO

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/54440-cabo-verde-em-negociacoes-para-assumir-presidencia-da-cedeao

 

Delegação do Parlamento da UE vai visitar Cabo Verde

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/delega%C3%A7%C3%A3o_do_parlamento_da_ue_vai_visitar_cabo_verde/1332622

 

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Guiné Bissau «Os que estão no poder devem dar oportunidades aos mais pobres»

http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=37680&sec=6

 

Tulinabo-Mushingi-347x433Políticos criticados por manter impasse

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/politicos_criticados_por_manter_impasse

Tanzânia vai exigir à Alemanha indenizações por crimes da era colonial

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O Governo da Tanzânia vai interpor uma ação judicial para obrigar a Alemanha, antiga potência colonial, a pagar indemnizações por alegadas atrocidades cometidas há mais de um século, anunciou hoje o ministro da Defesa.

O Executivo tanzaniano vai tentar obter compensações por dezenas de milhares de pessoas que passaram fome, foram torturadas e mortas pelas forças alemãs que tentavam dominar tribos rebeldes, disse o ministro, Hussein Mwinyi, no parlamento.

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“Vamos analisar os passos dados pelos Governos do Quénia e da Namíbia para obterem reparações dos Governos do Reino Unido e da Alemanha, respetivamente”, declarou.

A embaixada alemã em Dodoma não emitiu ainda qualquer reação a este anúncio.

A Alemanha governou a Tanzânia, então conhecida como Tanganica, de 1890 a 1919, e enfrenta pedidos de indemnização de outra antiga colónia africana, a Namíbia.

Em janeiro, a Alemanha disse que poderá fazer pagamentos à Namíbia pelo assassínio de 65.000 pessoas durante a sua ocupação colonial, um episódio que é considerado por alguns o primeiro genocídio do século XX.

Estão ainda em curso negociações com o Governo namibiano sobre esta questão.

Na Tanzânia, as forças alemãs foram acusadas de diversos crimes, entre os quais de fazer a população passar fome, após a revolta tribal conhecida como Maji Maji.

Ao exigir indemnizações, o país da África Oriental está a seguir o recente exemplo do vizinho Quénia, onde um grupo de cidadãos idosos foi indemnizado pelo Governo britânico por atos de tortura perpetrados pelas autoridades coloniais britânicas.

Em 2013, o Executivo do Reino Unido disse “lamentar sinceramente” os atos de tortura levados a cabo contra os quenianos que combatiam pela libertação do jugo colonial nas décadas de 1950 e 1960. Pagou também cerca de 21,5 milhões de dólares (20 milhões de euros) aos 5.200 quenianos que se provou terem sido torturados, ou cerca de 4.100 dólares por vítima queniana.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/738172/tanzania-vai-exigir-a-alemanha-indemnizacoes-por-crimes-da-era-colonial

 

A emergência de uma nova África

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A agricultura, a segurança alimentar e a energética são os pilares da integração africana no século XXI. Essas três áreas permitirão que a integração do continente se torne uma realidade tangível. Tal ambição goza de um consenso crescente entre os países africanos.angola-petroleo
Ela é efetivada por um setor privado africano empreendedor, juntamente com um sistema bancário continental cada vez mais eficiente e com multinacionais que apostam mais do que nunca na África. A parceria Marrocos-Etiópia, que envolve a produção de fertilizantes, com investimento total de US$ 2,5 bilhões, permitirá à Etiópia alcançar sua autossuficiência em fertilizantes agrícolas em 2025. O gasoduto Marrocos-Nigéria, com cinco mil quilômetros, transformará a paisagem energética da Costa Oeste da África.
As joint-ventures na área de telecomunicações ou de bancos, os projetos em infraestrutura e em habitação social… São todos levados por uma nova geração de managers africanos. Esses projetos estão moldando a África do século XXI. Uma África definitivamente emancipada dos espólios da Guerra Fria, das manipulações ideológicas, das guerras civis e da gangrena do separatismo.
Liberta destas desvantagens, a África de hoje toma confiança, seguindo o caminho da decolagem econômica, com a ambição de ter um posicionamento mais competitivo na globalização. Ademais, esta dinâmica é apoiada por uma nova elite política africana, que prioriza a eficiência nas políticas públicas e o pragmatismo nas relações interafricanas. O regresso do Marrocos à União Africana, celebrado semana passada, em Adis Abeba, constitui, sem dúvida, um grande marco para uma África mais homogênea e mais unida.

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Sua Majestade, o Rei Mohammed VI, sempre colocou a África na essência da projeção diplomática do país, através parcerias globais com vários países africanos. Parcerias que articulam, ao mesmo tempo, projetos econômicos, paz e seguridade, desenvolvimento humano, política de gênero, cooperação educacional e acadêmica, bem como a promoção de um Islã aberto e tolerante. Ao voltar a assumir o seu papel histórico dentro da família institucional africana, o Marrocos dará um impulso ainda mais ambicioso à sua política para o continente.

A iniciativa que o país tinha tomado com a organização de uma cúpula dedicada especificamente à África à margem da COP-22, realizada em Marrakesh, em novembro passado, reflete o compromisso claro que o Marrocos tem em relação às questões do desenvolvimento sustentável do continente africano.
Vista do Brasil, essa dinâmica na África criará um movimento ainda mais promissor, na costa atlântica da África. O espaço geopolítico que compartilha com o Brasil, além da história e da geografia, um potencial forte de cooperação e de ações conjuntas. Os países africanos estão entusiasmados para lançar com o Brasil uma parceria Sul-Sul inovadora, que envolva uma maior integração industrial e comercial na agricultura e na pesca, que aumente a conectividade logística entre os dois lados do Atlântico e que acrescente a integração de redes de investigação científica e inovação digital.
Há consenso de que a África é o continente que mais crescerá no século XXI. Cabe-nos, africanos e brasileiros, tornar o Atlântico Sul um espaço seguro, próspero e aberto. Nabil Adghoghi é embaixador do Marrocos no Brasil

Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/a-emergencia-de-uma-nova-africa-20884182

Gâmbia pode ser exemplo pela saída da crise política pela persuasão

_92810623_afp_barrowA crise pós-eleitoral na Gâmbia, que terminou da melhor forma possível, sem mortes e com o exílio, na Guiné Equatorial, do antigo Presidente Yahya Jammeh,  parece inaugurar uma nova era na forma de os africanos resolverem os problemas do continente.

Após reiteradas recusas, Yahya Jammeh finalmente aceitou ceder o poder ao Presidente Adama Barrow, evitando um banho de sangue e a entrada no pequeno país de quase dois milhões de habitantes encravado no Senegal de uma força regional para o “convencer” a abandonar a Presidência da Gâmbia.
Yahya Jammeh alega que saiu “de sã consciência e sem pressões”, mas foi a dissuasão da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com aval da União Africana e da ONU, que o levou a deixar o poder após 22 anos de uma governação iniciada com um golpe de Estado.
Para alguns autores, a dissuasão é definida como o receio de uma individualidade ou colectividade sofrer danos em consequência da ação que pretendia levar a efeito.
Para outros, significa persuadir um adversário a não iniciar uma ação específica em virtude dos benefícios percebidos não justificarem os custos e riscos estimados.
A CEDEAO convenceu Yahya Jammeh que continuar a governar sem o aval do povo gambiano resultava para si num dano muito maior do que largar o poder para Adama Barrow, eleito em eleições presidenciais consideradas livres, justas e transparentes pela União Africana e a comunidade internacional.
Para tal, o bloco regional da África Ocidental utilizou o argumento da dissuasão, cuja chave reside na capacidade de represálias e desta reduzir a represália do adversário.
CEDEAO, União Africana e ONU saem reforçadas da crise pós-eleitoral da Gâmbia, inauguram um precedente e adotam um paradigma que envia um recado a líderes africanos sedentos de poder, o de que não vão mais tolerar que líderes depostos pela vontade do povo manifestada nas urnas governem à revelia da soberania popular.
Ao apoiar prontamente a iniciativa da CEDEAO, a ONU e a União Africana privilegiaram uma diplomacia preventiva mais atuante, destinada a evitar o conflito.
Mas é necessário que a prontidão usada na Gâmbia – cujo Presidente foi dissuadido com 200 soldados nigerianos, aviões do Senegal, cargueiros, um helicóptero e um avião de vigilância e de reconhecimento – seja a mesma em situações idênticas em países mais fortes.
Dito de outro modo, é crucial que CEDEAO, ONU e União Africana não adoptem uma política de dois pesos e duas medidas, sendo forte com os Estados fracos e fracos com os Estados fortes.
A actuação da CEDEAO, das Nações Unidas e da União Africana na crise na Gâmbia foi positiva, mas é necessário que actuem da mesma maneira em casos semelhantes em Estados mais fortes, para não perderem a credibilidade que agora conseguiram granjear.

À espera de Adama Barrow

A Gâmbia esperava ontem a chegada do novo Chefe de Estado,  Adama Barrow, após a partida forçada ao exílio do seu antecessor, Yahya Jammeh.
Na capital gambiana, Banjul, as manifestações espontâneas de alegria para festejar a partida de Yahya Jammeh deram lugar a um sentimento de tranquilidade, segundo a agência de notícias France Press.
Num comunicado conjunto, divulgado pouco depois de Yahya Jammeh abandonar o país, a CEDEAO, a União Africana e as Nações Unidas prometeram defender os direitos do antigo presidente, incluindo a possibilidade de regressar a Gâmbia, e declararam o fim da intervenção.
As três organizações saudaram “a boa vontade” de Yahya Jammeh “para conquistar uma saída pacífica à crise”, e referem que as forças militares da CEDEAO “ficam no país pelo tempo necessário” para garantir a segurança do regresso à Gâmbia do Presidente Adama Barrow.
Na manhã de domingo, soldados senegaleses da CEDEAO entraram na Gâmbia e foram recebidos com alegria pela população e por militares, noticiou a France Press.

Apoio de António Guterres

O Secretário-Geral da ONU afirmou no sábado que “o Estado de direito prevaleceu na Gâmbia”.
Numa mensagem divulgada no Twitter, António Guterres saudou a liderança africana “pelo sucesso em restaurar a democracia na Gâmbia”, dois dias depois de ligar para o Presidente Adama Barrow e felicitá-lo pela tomada de posse.
Na conversa ao telefone, António Guterres elogiou a determinação de Adama Barrow e o que chamou de “histórica decisão da CEDEAO para honrar e respeitar a vontade do povo gambiano”.
O Secretário-Geral da ONU manifestou a disponibilidade das Nações Unidas apoiar o novo Presidente gambiano nos esforços de promover democracia e o desenvolvimento sustentável no país.
O chefe do Escritório da ONU na África Ocidental e no Sahel, Mohammed Ibn Chambas, está na Gâmbia, ao lado de outros líderes regionais, para encontrar uma solução para a questão da transição.
Dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) indicam que mais de 45.000 pessoas fugiram da Gâmbia desde o início de Janeiro, a maioria rumo ao Senegal, devido a crise pós-eleitoral, que durou seis semanas.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/dissuasao_evitou_banho_de_sangue_na_gambia

Guiné-Bissau recebe mil refugiados gambianos por dia

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Bissau – A Guiné-Bissau está a receber cerca de mil refugiados por dia, em fuga da Gâmbia, disse nesta quinta-feira à Lusa, Ayigan Kossi, coordenador humanitário do sistema das Nações Unidas em solo guineense.

CIDADE DA GUINÉ BISSAU

“Não há pontos de concentração, estão todos a distribuir-se por casas de familiares e amigos”, mas há uma sobrecarga destes agregados familiares que requer apoios,
nomeadamente ao nível da alimentação, referiu.

A crise na Gâmbia começou em Dezembro, depois de o Presidente Yahya Jammeh rejeitar os resultados eleitorais, e desde essa altura entraram na Guiné-Bissau quatro mil refugiados (a maioria mulheres e crianças), três mil dos quais esta semana, entre domingo e quarta-feira, de acordo com dados das Nações Unidas.

A Guiné-Bissau fica cerca de 100 quilómetros a sul da Gâmbia, com o Senegal pelo meio, havendo relações históricas entre a população dos dois países, parte da qual partilha raízes étnicas, caso dos flupes e djolas, cimentando redes familiares e de amizade.

O governo da Guiné-Bissau solicitou nesta quinta-feira oficialmente a colaboração dos parceiros internacionais e foi constituída uma comissão técnica que junta todas as organizações para avaliar as necessidades e mobilizar recursos.

Tibna Na Uana, secretário-executivo da Comissão Nacional de Refugiados, considera ser urgente “a entrega de alimentos” às famílias de acolhimento, para poderem suportar este fluxo nas próximas semanas, sem que haja necessidade de criar campos de refugiados.

“Um agregado familiar guineense tem cinco a seis pessoas, mas na quarta-feira visitamos um que agora está a tomar conta de 22 crianças da Gâmbia”, exemplificou Ayigan Kossi
para ilustrar a necessidade de apoios.

O sistema das Nações Unidas prevê que nas próximas quatro a cinco semanas a Guiné-Bissau possa receber mais cinco a 10 mil refugiados, “tudo depende de como evoluir a situação”, acrescenta – mas é esta estimativa que está em cima da mesa da comissão técnica que vai mobilizar recursos.

Kossi destaca também a necessidade de haver tradutores, uma vez que os refugiados falam sobretudo inglês, língua oficial da Gâmbia, mas praticamente desconhecida na Guiné-Bissau.

Adama Barrow, Presidente eleito da Gâmbia, venceu as presidenciais de Dezembro, mas o presidente Yahya Jammeh, no poder há mais de duas décadas, recusa abandonar o cargo e pediu ao Supremo Tribunal a anulação das eleições, alegando irregularidades.

O mandato de Jammeh expirou à meia-noite e tropas do Senegal e de outros países da África Ocidental estão posicionadas nas fronteiras da Gâmbia (um enclave no território do Senegal com acesso ao oceano Atlântico) com a intenção de forçar o presidente cessante a ceder o poder.

Na terça-feira à noite, o parlamento da Gâmbia aprovou o estado de emergência declarado no mesmo dia por Jammeh, autorizando-o a ficar mais três meses no poder.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/0/3/Guine-Bissau-Pais-recebe-mil-refugiados-gambianos-por-dia,48287bf6-9858-4b4f-a84b-c85f9ffb8f07.html

Gâmbia: Presidente Yahya Jammeh denuncia ingerência externa

Banjul- O Presidente gambiano, Yahya Jammeh, denunciou terça-feira, em Banjul, as “ingerências estrangeiras sem precedentes” no seu país, e apelou à uma solução pacífica do contencioso eleitoral que tem com a oposição.

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PRESIDENTE DA GÂMBIA, YAHYA JAMMEHFOTO:
A declaração do Presidente gambiano surge algumas horas depois de o Tribunal Supremo ter se declarado incompetente para decidir sobre o seu pedido para apreciar a questão da fraude eleitoral.

Jammeh é de opinião que os gambianos podem reunir-se para encontrar uma solução, sem ingerência estrangeira.

Saliente-se que o Tribunal Supremo considerou impossível, em pouco tempo, apreciar os recursos Presidente sobre a sua derrota eleitoral, antes de recrutar os juízes que faltam.

A alta instância judicial defendeu, ao mesmo tempo, uma solução negociada com o Presidente eleito, Adama Barrow.

A decisão do Tribunal Supremo intervêm pouco antes da ida sexta-feira, à Gâmbia, de uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para convencer Yahaya Jammeh a ceder o poder no dia 19 de Janeiro.

A Gâmbia atravessa uma crise política, desde que Yahya Jammet anunciou, no dia 9 de Dezembro de 2016, não reconhecer mais os resultados da eleição presidencial do dia 01 do mesmo mês, depois de reconhecer a sua derrota, e felicitar Adama Barrow, pela sua vitória.

Desde então, o mesmo tem sido alvo de pressões da CEDEAO e da União Africana (UA), instando-o a entregar o poder no dia 19 de Janeiro, dia do fim do seu mandato

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/0/2/Gambia-Presidente-Yahya-Jammeh-denuncia-ingerencia-externa,db780029-5e74-460a-8bf2-3fc5c75374bf.html

Guiné-Bissau: Chefes de Estado africanos debatem crise no país com líderes partidários guineenses

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Bissau – Líderes de quatro dos cinco partidos com representação no Parlamento da Guiné-Bissau deslocaram-se hoje, quinta-feira, para a Nigéria para debater com os chefes de Estado da África Ocidental a crise política no país, noticiou a Lusa.

Domingos Simões Pereira, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Vicente Fernandes, do Partido da Convergência Democrática (PCD), Agnelo Regalla, da União para Mudança e Iaia Djaló, do Partido da Nova Democracia (PND) vão apresentar aos líderes da África Ocidental os motivos da contestação ao novo governo guineense.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou o general na reserva Umaro Embaló, de 44 anos, primeiro-ministro e este formou o seu governo, só que o executivo é contestado pelos quatro partidos que não o integram.

Estes acusam o chefe do Estado de ter feito um governo fora do entendimento alcançado em Conakry, em Outubro deste ano, que visava formar uma equipa que incluísse todas as forças políticas guineenses representadas no Parlamento e que fosse liderado por um primeiro-ministro de consenso.

Partidos e elementos representativos da sociedade civil guineense reuniram-se na capital da Guiné-Conakry em Outubro, sob a mediação do líder daquele país, para a busca de um entendimento que pudesse viabilizar a governação do país.

Alpha Condé, que actuou sob o mandato de líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), promete anunciar os resultados da mediação que fez perante os seus homólogos na cimeira de Abuja, capital da Nigéria, no sábado.

Apenas o Partido da Renovação Social (PRS), segunda força política mais votada nas últimas eleições de 2014, integra, oficialmente, o novo governo guineense, que conta com figuras dissidentes do PAIGC, vencedor das eleições, mas que tem estado arredado do poder devido às divergências com o chefe do Estado.

A crise política que se mantém na Guiné-Bissau, mesmo com a formação do novo, é um dos assuntos a debater na cimeira de líderes da CEDEAO que terá lugar no sábado na cidade nigeriana de Abuja.

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O Presidente guineense, José Mário Vaz, deverá viajar na madrugada de sábado para tomar parte na cimeira onde também vai estar presente o novo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, que hoje se deslocou para Abuja na companhia de Soares Sambu, antigo chefe da diplomacia do país.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/11/50/Guine-Bissau-Chefes-Estado-africanos-debatem-crise-pais-com-lideres-partidarios-guineenses,f0410828-6cb5-4b3d-8e48-835920820a60.html