Brasil precisa ficar atento a Zona de Comércio Livre Continental Africana

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Bernardino Manje | Kigali

Hoje dia 21 de amrço , o continene africano trabalha para realizar uma importante mudança , que e a criação de uma zona de comércio livre. Com uma estimativa de milhões de pessoas jovens com enorme potencia de consumo. A nós brasileiros interessa muito poder comercializar  com o continente, e mesmo instalar unidades de produção. O brasil goza do status de ser um apais muito presentes em suas embaixadas.

 

África dá hoje um importante passo para a sua integração económica, com o lançamento, em Kigali (Ruanda), da Zona de Comércio Livre Continental Africana, uma iniciativa apoiada pela maior parte dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), entre os quais Angola.

Presidente João Lourenço, desde a tarde de ontem na capital ruandesa, participa hoje na décima sessão da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA
Fotografia: Joaquina Bento | Angop

O Presidente da Republica, João Lourenço, encontra-se desde a tarde de ontem na capital ruandesa, onde participa, hoje, na décima sessão extraordinária da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que foi convocada especificamente para a assinatura do acordo que marca o lançamento da Zona de Comércio Livre Continental (ZCLC) e do Protocolo do Tratado que estabelece a Comunidade Económica Africana relativo à livre circulação de pessoas e bens no continente.
Hoje, antes da sessão de abertura da cimeira, está previsto um encontro, à porta fechada, em que apenas devem estar presentes representantes de cinco Estados-membros, chefes dos órgãos da União Africana  e directores executivos. Na ocasião, Mahamadou Issoufou, Presidente do Níger, e líder do processo de criação da ZCLC, faz a apresentação do seu relatório.

 

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No encontro restrito, são, igualmente, analisados e adoptados os instrumentos jurídicos relativos à zona de comércio, e dos projectos de decisão e declaração da Conferência de Chefes de Estado sobre a ZCLC.
Na sessão de abertura devem discursar o presidente em exercício da União Africana (UA) e Chefe de Estado do Ruanda, Paul Kagame, o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, e o estadista nigerino, Mahamadou Issoufou, na qualidade de líder do processo de criação da ZCLC. Seguem as declarações dos directores executivos das comunidades económicas regionais e de Chefes de Estado e de Gover-no do continente.
Além do acordo que cria a Zona de Comércio Livre Continental e do  Protocolo do Tratado que estabelece a Comunidade Económica Africana relativo à livre circulação de pessoas, direito de residência e de estabelecimento, deve igualmente ser assinada hoje a Declaração de Kigali sobre o Lançamento da ZCLC. O discurso de encerramento é proferido pelo presidente em exercício da UA, Paul Kagame.

Fórum Económico
A anteceder a cimeira, decorreu ontem um fórum económico em que participaram mais de 200 empresários africanos, entre eles três angolanos, que receberam esclarecimentos sobre como deverá funcionar a ZCLC.
Agostinho Kapaia, presidente do conselho directivo da Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA), foi um dos presentes no fórum. Em declarações à imprensa angolana, o empresário angolano considerou ser um mo-mento histórico o lançamento da ZCLC, algo que era muito esperado e desejado por muitos países africanos.
Kapaia acredita que, a partir de agora, África já não será a mesma, salientando que o acordo a ser rubricado hoje na capital ruandesa vai permitir aos empresários africanos ter uma maior abrangência em termos de mercado. Os países que subscreverem o acordo, disse, terão um mercado aberto para fazerem as suas transacções comerciais, troca de experiência e do comércio no continente. O empresário salientou que, neste mo-mento, o comércio intra-africano é de apenas 16 por cento, mas, segundo um estudo das Nações Unidas, com a entrada em funcionamento da ZCLC, o comércio interno no continente será de 75 por cento.
“É, de facto, uma grande oportunidade para África, para os empresários e os países africanos, razão pela qual devemos abraçar e apoiar esta iniciativa”, defendeu.
Relativamente ao fórum decorrido ontem, Agostinho Kapaia reconheceu que nem todos os assuntos discutidos foram convergentes. “Houve a participação de líderes de países e empresários. Os empresários colocaram muitas questões ligadas à prática e acção, como a necessida-de de melhoria das infra-estruturas no continente, para que haja desenvolvimento a nível da indústria e do comércio”, disse o em-presário angolano, para quem, ainda assim, o futuro de Áfri-ca é promissor, com a entrada da ZCLC.
“Temos vários recursos e precisamos ter capacidade para exportar mais”, defen-deu o empresário Agostinho Kapaia, que disse ter aproveitado o encontro para manter contactos com empresários de alguns países africanos e responsáveis de bancos estrangeiros. O fórum económico, aberto pelo Presidente do Ruanda, Paul Kagame, de-correu sob o lema “Aproveitando o poder dos negócios para impulsionar a integração de África”.
Os debates foram repartidos em quatro painéis, a saber: “Alavancando o poder dos negócios para impulsionar a integração de África”, “Emprego, juventude e mu-lheres: o que significa a Zona de Comércio Livre Continental para os cidadãos de África”, “Tecnologia, inovação e comércio intra-africano” e “Financiamento do comércio intra-africano”.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/lideres_africanos_lancam_zona_de_comercio_livre

 

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Secretário de Estado americano é demitido na volta de sua viagem à África

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Tillerson retornou de uma viagem ao continente africano horas antes do anúncio de Trump. De acordo com a agência Associated Press, o presidente não deu nenhuma satisfação a Tillerson sobre sua demissão. Ainda segundo a mesma fonte, o ex-secretário de Estado desejava continuar no posto. Fontes ouvidas pela agência Associated Press sob anonimato afirmaram que Tillerson teria sido demitido na sexta-feira, quando estava na África, enquanto a rede americana NBC diz que ele foi informado sobre sua demissão pelo tuíte…

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu o secretário de Estado Rex Tillerson e anunciou, nesta terça-feira (13), Mike Pompeo para o cargo.

O secretário de Estado é escolhido pelo presidente e, nos EUA, é o responsável por orientar o chefe do Executivo a respeito da política externa. Também cabe ao secretário executar as políticas externas estabelecidas pelo presidente, com a ajuda de outros departamentos como o Serviço de Relações Exteriores e a Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA.

Inicialmente, o presidente não deu explicação para a mudança, mas, depois, falando na Casa Branca antes de viajar para a Califórnia, Trump garantiu que tomou a decisão sozinho e admitiu desacordos com Tillerson, principalmente sobre a postura dos EUA diante do Irã.

O cargo de diretor da CIA, que até agora pertencia a Pompeo, ficará com Gina Haspel, primeira mulher a assumir o posto.

O anúncio foi feito por Trump em seu Twitter e ainda cabe ao Senado americano – de maioria republicana – confirmar as indicações.

“Mike Pompeo, diretor da CIA, vai se tornar nosso novo Secretário de Estado. Ele fará um trabalho fantástico! Obrigado, Rex Tillerson, por seu serviço! Gina Haspel vai se tornar a nova diretora da CIA, e a primeira mulher escolhida para o cargo. Parabéns a todos!”

Fibra óptica liga Angola e Brasil

 

cabo 2O cabo de fibra óptica submarino de telecomunicações “South Atlantic Cables System” (SACS), da Angola Cables, que liga Angola ao continente americano, chegou ontem ao porto do Pecém, na cidade brasileira de Fortaleza, Salvador da Bahia, concluindo assim uma viagem de 6.300 quilómetros desde a localidade de Sangano, em Cabo Ledo (Luanda).

Tecnologia de telecomunicações vai propiciar a redução de custos e o aumento da velocidade de transmissão de dados
Fotografia: DR

O projecto do Governo angolano, em parceria com a empresa Angola Cables, o consórcio responsável pela obra, levou dois meses para ser instalado em alto-mar, envolvendo participação de engenheiros, profissionais de Tecnologias de Informação e mergulhadores profissionais para a fixação do sistema com segurança.
Agora, o processo será de aterramento do cabo, instalação na “landing station” e a realização de testes. Depois, será interligado o Centro de Dados (Data Center) na capital do Ceará, que a Angola Cables diz estar em “fase adiantada de construção”. A previsão é que o início das operações do SACS continue a ser o primeiro semestre deste ano.
Além da chegada do SACS à Fortaleza, a Angola Cables também celebrou a assinatura de um memorando de entendimentos para cooperação com o Governo do Ceará, para viabilizar a infra-estrutura que interligará o Data Center de Fortaleza ao complexo industrial do Pecém, permitindo o desenvolvimento regional no campo das telecomunicações.
O cabo é construído pela japonesa NEC e possui capacidade de pelo menos 40 Tbps. A Angola Cables afirma que é o primeiro a ser instalado no Atlântico Sul, ligando a África ao continente sul-americano.
“A partir de agora, o Brasil e Angola estarão a oferecer ao mundo uma rota alternativa de acesso aos Estados Unidos, um dos maiores produtores de todo o tipo de conteúdos globais, mas também à Ásia, uma das maiores regiões demográficas do planeta”, explicou em comunicado o responsável da Angola Cables, António Nunes.
Para o governador do Ceará, Camilo Santana, o cabo submarino promete inserir o Estado na área de atracção de novos investimentos. “Por conta da nossa vocação e localização geográfica, seremos um grande centro de oportunidades de negócios para o cearense, que através das ‘startups’ e dos ‘softwares’ poderão fazer negócios com um novo mercado, o africano, mas também se ligar ao mundo inteiro”, referiu Camilo Santana.
O vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan, também celebrou a conquista do Estado. “Hoje, o potencial tecnológico de Fortaleza e do Ceará se abre para toda a África. Nós temos uma capacidade de criação de ‘softwares’ impressionante no nosso parque universitário e com a abertura desse novo centro tecnológico para a África, Europa e Ásia, estaremos a fazer uma verdadeira vitrine mundial do produto cearense de softwares”, rematou.
O SACS foi desenvolvido para atender a crescente procura de dados que envolvem serviços de “streaming”, constante produção de conteúdos e o avanço da “Internet das Coisas”. Entre os benefícios do cabo submarino estão a redução de custos e o aumento da velocidade de transmissão de dados.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/fibra_optica_liga_angola_e_america

Transporte de manganês da República Democrática do Congo, via Angola, muda o comércio mundial

 

manganesManganês (Mn)é o nome dado a um metal branco cinzento distribuído em diversos ambientes geológicos, encontrando-se na forma de óxidoshidróxidossilicatos e carbonatos. É um elemento dotado de qualidades importantes à utilização na indústria siderúrgica, devido à sua composição físico-químicas, atuando como agente dessulurante (diminuidor da quantidade de enxofre) e desoxidante (propício a corrosão e ferrugem, por possuir maior afinidade com o oxigênio do que com o ferro). 

 

Os países industrializados da Europa Ocidental, Estados Unidos e Japão – com exceção da Rússia – possuem dependência extrema de reservas de manganês para suas indústrias siderúrgicas, sendo um mercado bastante vantajoso – como foi na prática – para países da economia periférica como o Brasil.

Em nosso país, a maioria das reservas concentram-se no estado do Mato Grosso, sendo porém, as maiores quantidades do minério extraídas nos estados do Pará (57,86% do total) e Minas Gerais (21,48%). Outras reservas dignas de menção são as dos estados do Amapá, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Goiás. Entre 1987 e 2000, porém, há uma significativa queda na produção, propagando logicamente um queda também na produção de ferroliga exatamente no mesmo período analisado. Antes dessa queda, o primeiro posto na produção nacional pertencia ao Amapá, com a ajuda de seu importante lavra na região da Serra do Navio.

região mineira de Kisenge, província de KatangaO comboio inaugural, carregado com 50 contentores de manganês da região mineira de Kisenge, província de Katanga, República Democrática do Congo (RDC), chega hoje ao município fronteiriço do Luau, província do Moxico, leste de Angola, soube a Angop, no Luena. Mexe com produção mundial desse mineralkatanga_small

Por isso se reveste de importância essa noticia veiculada pela impressa angolana
Para a recepção do minério, a direção do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) já enviou comboios carregados de contentores para acondicionar e transportar  amanhã o manganês até ao Porto do Lobito, para posterior comercialização.
Esse carregamento concretiza-se depois da conformação do ramal do CFB até a ponte ferroviária transfronteiriça sobre o rio Luau. O CFB e a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo (SNCC)  tiveram de trabalhar, para adequar os ramais ferroviários por estarem desajustados.

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O vice-governador provincial para o Sector Político, Social e Económico, Carlos Alberto Masseca, disse a propósito que com a reabertura das ligações ferroviárias entre o CFB e a SNCC estão criadas as condições para a se transformar a província do Moxico num grande entreposto logístico.  O entreposto logístico do Moxico, na visão do responsável, será apoiado quer para exportações da RDC e da Zâmbia, como para a exportação de produtos angolanos para a região central de África.

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A reactivação da via ferroviária internacional lança um desafio ao Moxico de dinamização agrícola e agro-industrial, no sentido de se produzir alimentos para o consumo na província e no país e o excedente ser exportado para a região central do continente. Com isso, prognostica Carlos Alberto Masseca, pode-se criar grandes centros de desenvolvimento logísticos no sector da indústria, agricultura, silvicultura e outros, para se aproveitar a posição geoestratégica em que se encontra o Moxico.
Quanto ao Luau, Carlos Alberto Masseca disse existir programas do Governo, que visam criar uma grande zona logística local, ajudar na transportação e dinamizando a diversificação económica. “Da parte de Angola como é sabido, o processo de reconstrução do CFB já terminou faz tempo e está à disposição dos países vizinhos para poderem utilizar”, rematou.
O Luau é o principal ponto de ligação entre o CFB e a SNCC, possuindo a primeira estação ferrovia do leste ao litoral do país (Lobito), numa extensão de 1.344 quilómetros. Através das linhas férreas da Zâmbia, é possível chegar à cidade de Beira (Moçambique) e a Dar-es-Salam (Tanzânia).

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O minério chegará ao oceano Atlântico criando uma nova rota de produção desse minério

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/rdc_envia__o_primeiro_comboio__com_minerio

A maioria dos africanos não emigra para onde você (possivelmente) pensa

Sai o primeiro atlas que analisa os complexos fluxos populacionais da África Subsaariana, com especial atenção ao âmbito rural

Amostras de mapas do atlas ‘África em Movimento’.
Amostras de mapas do atlas ‘África em Movimento’. FAO / CIRAD

Dizer que a África se movimenta seria pouco. O continente na verdade está em ebulição: 36 milhões de africanos migraram em 2017, ou seja, 14% dos 258 milhões de deslocamentos registrados no ano passado em todo mundo, segundo o relatório de migrações de 2017 das Nações Unidas. Mas não migram como costumamos acreditar. Geralmente se imagina que os fluxos entre a África e a Europa e a América do Norte são os únicos, ou os de maior volume, mas 75% dos indivíduos que mudaram de ares na África Subsaariana permaneceram dentro do continente, segundo o estudo África em Movimento: Dinâmica e Motores da Migração ao Sul do Saara, publicado em novembro pela FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura) e o Centro de Pesquisas Agrícolas para o Desenvolvimento (CIRAD). Trata-se do primeiro atlas a analisar a inter-relação dos fatores que levam os habitantes do continente africano a abandonar seus lares.

Através de vários mapas e do estudo aprofundado de quatro exemplos (Senegal, Madagascar, África do Sul e Zâmbia), a publicação visa a facilitar a compreensão das dinâmicas e tendências dos fluxos migratórios. Os migrantes deram forma ao mundo no qual vivemos hoje, impulsionaram o progresso, e os movimentos humanos não irão parar. Por isso, é preferível promover ações que aumentem seu potencial e diminuam os possíveis efeitos nocivos. Esse atlas tenta encontrar padrões que sirvam para desenvolver políticas mais eficientes. “Os migrantes podem ser agentes de desenvolvimento, então é de suma importância aproveitar isso”, afirma o estudo. A seguir, algumas das suas principais conclusões:

Mais população rural, e o emprego como grande desafio

Gráficos que descrevem a densidade da população rural em 2015 e a estimada para 2050. Abaixo, o número de pessoas que entraram para a população economicamente ativa desde 1950 e o estimado até 2050, as mudanças demográficas previstas para os países e regiões analisados e uma comparação da evolução da população rural em vários países.ampliar foto
Gráficos que descrevem a densidade da população rural em 2015 e a estimada para 2050. Abaixo, o número de pessoas que entraram para a população economicamente ativa desde 1950 e o estimado até 2050, as mudanças demográficas previstas para os países e regiões analisados e uma comparação da evolução da população rural em vários países. FAO/CIRAD

A população na África Subsaariana continua crescendo numa escala sem precedentes. Até 2050, aumentará em 208 milhões de pessoas, chegando a 2,2 bilhões. Essa expansão representa uma mudança maior que a experimentada pela China e a Índia no passado. A região continuará sendo principalmente rural, já que o crescimento das cidades é relativamente recente: em 2015, 62% dos africanos (602 milhões) ainda viviam no campo. Até 2050, a cifra chegará a 980 milhões, ou um terço dos camponeses do mundo. Como consequência, a mão de obra aumentará em 813 milhões até o ano 2050. Quase 35% serão de origem rural, com 220 milhões de trabalhadores.

Também aumenta a faixa etária economicamente ativa (de 15 a 64 anos), algo que representa uma grande vantagem para o crescimento econômico. Mas, sem um ambiente econômico e institucional favorável, esse possível benefício poderia se tornar um ônus demográfico (muitos desempregados), gerando tensões sociais e políticas. O maior desafio para a África Subsaariana é criar empregos suficientes para absorver sua força de trabalho em expansão. A evolução do setor agrário dependerá da pressão sobre os recursos e sua gestão.

Migra-se mais dentro da África

Gráfico que mostra o volume de migrações rurais e urbanas por destino e as migrações dentro e fora da África.ampliar foto
Gráfico que mostra o volume de migrações rurais e urbanas por destino e as migrações dentro e fora da África. FAO/CIRAD

Em 2015, cerca de 33 milhões de africanos viviam fora de seus países de origem, embora os que se deslocam dentro do próprio continente respondam por quase 75% desse total. A porosidade das fronteiras e as regras regionais destinadas a facilitar a livre circulação de pessoas favorecem esse movimento. Os padrões de migração rural e urbana apresentam características muito diferentes. Os migrantes rurais costumam se mudar para cidades quando permanecem no seu próprio país. Já os migrantes urbanos em geral partem para outros continentes e zonas urbanas. A migração entre zonas rurais surge quando é possível o acesso à terra e quando se desenvolvem novas atividades, como na mineração artesanal. Entretanto, na maioria das vezes decorre da falta de empregos nas cidades e da maior oferta em zonas de produção de cultivos comerciais como algodão, amendoim, cacau, café e arroz.

Tais dinâmicas demonstram que os vínculos entre o rural e o urbano são cada vez menos estáticos. A migração favorece a diversificação dos meios de subsistência das famílias e o acesso a oportunidades de emprego. Fortalece o papel das cidades pequenas e médias, bem como as dinâmicas locais e regionais. Essa nova realidade territorial, moldada pela migração, deveria facilitar uma melhor coincidência das ações políticas com as necessidades locais.

Perfil dos migrantes africanos

Infográfico que mostra os motivos principais para migrar no caso dos migrantes rurais de alguns países selecionados, as características dos migrantes internacionais por país em 2015 e as dos migrantes rurais e de seus lares.ampliar foto
Infográfico que mostra os motivos principais para migrar no caso dos migrantes rurais de alguns países selecionados, as características dos migrantes internacionais por país em 2015 e as dos migrantes rurais e de seus lares. FAO/CIRAD

Em 2015, a África apresentou a maior proporção de jovens migrantes internacionais (de 15 a 24 anos) com 34% do total. A média de idade foi de 29 anos. Observando mais de perto um grupo de países (Senegal, Burkina Faso, Uganda e Quênia), encontram-se semelhanças: os jovens se movem dentro de seu país e são o grosso dos migrantes rurais. Por volta de 60% tem entre 15 e 34 anos e as mulheres são geralmente mais jovens, mas eles são maioria: entre 60% e 80%. A região também se caracteriza por ter famílias muito numerosas (frequentemente sete ou mais membros) que geralmente são mais propensas a ter migrantes. Isso se reflete nas dificuldades dos jovens para ter acesso e herdar terras agrícolas, o que é um incentivo para ir embora.

Os camponeses têm desenvolvimento escolar mais baixo do que os seus homólogos urbanos, e os que decidem deixar o campo não são uma exceção. Os migrantes tendem, entretanto, a passar mais anos na escola, e a maioria dos rurais vêm de lares que têm membros melhor educados. Ao se observar o emprego, a maioria dos que tem educação formal limitada ou nula terminam em trabalhos por conta própria, enquanto aqueles que obtiveram o nível de educação básica têm mais probabilidades de conseguir um emprego assalariado.

Importância das remessas

Infográfico sobre o envio e recepção de remessas: principais países que as recebem, quantidade em bilhões de dólares recebidos em vários países africanos, e envios em espécie.
Infográfico sobre o envio e recepção de remessas: principais países que as recebem, quantidade em bilhões de dólares recebidos em vários países africanos, e envios em espécie. FAO/CIRAD

O motor de desenvolvimento mais tangível da migração é o dinheiro que os migrantes enviam à casa. A África Subsaariana recebeu aproximadamente 32 bilhões de dólares (103 bilhões de reais) dos 580 bilhões (1,86 trilhão de reais) enviados ao redor do mundo. Os números reais, entretanto, devem ser superiores porque muitos enviam informalmente e porque outros o fazem em forma de bens, em espécie, e isso não se reflete nas estatísticas.

O envio de remessas transforma a vida das famílias no país, aliviando a pobreza e melhorando o consumo dos lares, mas pode gerar problemas se chega a perturbar as instituições e sistemas tradicionais ou provoca a dependência da família que recebe da pessoa que envia. Ainda assim ajuda a melhorar os meios de vida para muitos. De acordo com os autores, a África deveria priorizar a redução dos custos de envio e promover a concorrência, a eficiência e a transparência. “Os Estados africanos também deveriam reformar seu sistema bancário e financeiro para facilitar a capacidade dos migrantes de enviar dinheiro através de instituições financeiras”, recomendam.

A importância da mudança climática

Infográfico em inglês sobre o impacto da mudança climática na África. Mostra as inter-relações entre as zonas de aridez e os níveis de degradação do solo, densidade populacional, níveis de vulnerabilidade, população trabalhadora dedicada à agricultura e níveis de pobreza.ampliar foto
Infográfico em inglês sobre o impacto da mudança climática na África. Mostra as inter-relações entre as zonas de aridez e os níveis de degradação do solo, densidade populacional, níveis de vulnerabilidade, população trabalhadora dedicada à agricultura e níveis de pobreza. FAO/CIRAD

mudança climática é um fenômeno global cada vez mais prejudicial aos humanos. As temperaturas e as mudanças nas chuvas podem ter graves repercussões nos meios de subsistência. A estimativa das perdas nas colheitas de grãos chega a 20% e a região subsaariana será uma das mais atingidas, com cenários que projetam um aumento de 20% da desnutrição em 2050 se medidas não forem tomadas.

Em países de alto risco e com mecanismos de mitigação, as pessoas podem sobreviver melhor a esse fenômeno. A capacidade dos Governos para responder às necessidades básicas após os desastres naturais pode, por exemplo, permitir às pessoas reconstruírem seus meios de vida sem a necessidade de migrar. Na maioria dos países da África Subsaariana, problemas como a instabilidade política, governança ruim, falta de capacidades e os recursos financeiros limitados impedem o uso efetivo e a boa implementação de mecanismos de prevenção e adaptação. Para consegui-los devem ser criadas estratégias de desenvolvimento fundamentadas em um olhar a longo prazo dos possíveis cenários para se conseguir um modelo adequado e eficiente das políticas públicas.

 

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/11/internacional/1515674435_555866.html

Michela Wrong, a jornalista que escreve sobre África

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Os ensaios da jornalista Michela Wrong ganham atualidade com as notícias das últimas semanas

Etiópia, Quênia e a República Democrática do Congo foram notícia internacional nos últimos meses. Em 3 de janeiro as autoridades etíopes anunciaram a libertação dos prisioneiros políticos e o fechamento do centro de detenção de Maekelawi, um dos mais infames do país. Em uma nação célebre pelo autoritarismo e a longevidade de seus governos, os protestos da população se multiplicaram desde o final de 2015, e com eles as prisões, as torturas e as mortes de opositores. Apesar de o compromisso do governo ser vago, a decisão deu esperanças a muitos oposicionistas.

Já o Quênia se esforça por encontrar a calma depois do terremoto político das eleições de agosto, as acusações de fraude, a repetição do pleito em outubro, o boicote do principal partido oposicionista e os violentos confrontos civis que se seguiram a tudo isso. Nada leva a pensar que o segundo governo de Uhuru Kenyatta vá ser muito melhor que o primeiro.

E na República Democrática do Congo se repete a mesma melodia, com uma letra diferente. O presidente Joseph Kabila — no poder desde 2001 e cujo mandato terminava formalmente em dezembro de 2016 — rompeu o compromisso de convocar eleições antes do final do ano passado e agora anuncia dezembro de 2018 como data provável. Somente nas últimas semanas sete oposicionistas morreram em confrontos com a polícia, em uma nação que tem conflitos de baixa intensidade em vários pontos de seu território.

Cada um desses países é um mundo em si mesmo, com particularidades históricas, geográficas e culturais que ajudam a explicar o ponto em que se encontram. Mas em todos eles existe um denominador comum no papel que desempenharam durante os anos da Guerra Fria e nas cicatrizes que o colonialismo direto ou indireto deixou em suas culturas políticas. Não é em absoluto uma desculpa para o comportamento de seus dirigentes, mas explica o contexto de realidades complexas.

shapeimage_2.pngPara ajudar a entendê-las, a obra de  Michela Wrong é importante. Nas palavras de John Le Carré, esta soberba escritora britânica consegue “entreter, informar e enfurecer”. Seus três ensaios jornalísticos sobre a África são lidos como verdadeiros thrillers, mas o conteúdo está cheio de dados e argumentos que oferecem ao leitor uma verdadeira lição de história:

  • In the Footsteps of Mr. Kurtz: Living on the Brink of Disaster in the Congo(Seguindo as pegadas do sr. Kutz: vivendo à beira do desastre no Congo) conta a história de Mobutu Sese-Seko, o arquétipo do ditador africano e o produto de um mundo bipolar. Seus trinta anos de ascensão, monarquia absoluta e queda não são apenas a história do Congo moderno e a explicação do que o país vive hoje, mas de um universo em que a diplomacia, a ajuda militar e a cooperação para o desenvolvimento foram ferramentas de intercâmbio normalmente à custa de milhões de vítimas.
  • I Didn’t Do It for You: How the World Betrayed a Small African Nation (Não fiz por você: como o mundo traiu uma pequena nação africana) é o relato sobre duas nações africana, Eritreia e Etiópia, congeladas em um ponto de sua história. O livro se desenrola em torno de seus dois homens fortes durante as guerras de libertação do último quarto do século XX e dos regimes que criaram e perpetuaram. Meles Zenawi (morreu em 2012, depois de quase duas décadas à frente da Etiópia) e Isaías Aferweki (autocrata ainda hoje da Coreia do Norte africana) constituem dois símbolos de uma época que continua sendo notícia, como demonstra o êxodo de eritreus para a Europa.
  • It’s Our Turn to Eat: The Story of a Kenyan Whistle-Blower (É nossa vez de comer: a história de um queniano que denunciava): o ensaio mais recente de Wrong foi escrito em 2010, mas poderia ter sido o relato das últimas eleições quenianas. A partir da figura de John Githongo — um dos mais célebres ativistas anticorrupção do continente — e de sua experiência particular, o livro descreve as misérias de uma democracia africana e a responsabilidade dos países doadores. Tudo o que ocorreu desde então pode ser compreendido melhor lendo este livro maravilhoso.

Os livros podem ser adquiridos, inclusive em espanho, no site da autora: http://michelawrong.com/books/

Há inda uma palestra no youtube que vale : https://www.youtube.com/watch?v=m2b7Jxw7e00&feature=youtu.be

 

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/07/cultura/1515321603_888044.html

África Subsaariana  teve forte crescimento econômico no ano passado

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As empresas do  Quênia, Nigéria, Zâmbia, Gana e Uganda mostraram crescimento que foi registrado pela Bloomberg, por meio do do Índice dos Gestores de Compras. A Bloomberg é uma plataforma que auxilia a tomada de decisões em negócios. a informação veiculada expõe as economias africanas de forma muito positiva.

O Índice dos Gestores de Compras (PMI, sigla inglesa) publicado na quinta-feira indica uma acentuada expansão da atividade das empresas na Nigéria, Quênia, Gana, Uganda e Zâmbia durante o mês de Dezembro, informou Bloomberg.

“O PMI indica que as economias da África subsaariana chegaram a 2018 com uma nota mais positiva que no início do ano passado”, notou o economista da Bloomberg Economics Mark Bohlund.
“A leitura do PMI sul-africano está alinhada à nossa expectativa de que um forte crescimento do consumo privado no segundo e terceiro trimestres, passasse a moderado  no quarto trimestre de 2017 e em 2018”, acrescentou.
Na África do Sul, a economia mais industrializada do continente, o índice caiu e manteve-se abaixo da marca neutra de 50 pontos pelo quinto mês consecutivo, já que as perspectivas fiscais continuam a ser desafiantes e persiste o risco de novos cortes do “rating” soberano.

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Apesar do crescimento econômico da África Subsaariana quase ter duplicado para 2,6 por cento no ano passado, de acordo com as estimativas do Fundo Monetário Internacional, as mudanças políticas representam um risco para a expansão.

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O Gana realizou eleições pacíficas no final de 2016 e conta com um novo Governo desde o início do ano passado, enquanto, no Quénia, o sufrágio de Agosto teve que ser repetido em Outubro, perpassado pela violência. A Nigéria e a África do Sul, as duas maiores economias do continente, têm eleições marcadas para o próximo ano.
Os níveis de produção nessas economias são frequentemente sensíveis às mudanças nos preços das matérias-primas e ao ambiente político.

Um dos gestores mais bem sucedidos de títulos de mercados emergentes está investindo  na África.

Jim Craige, da Stone Harbor Investment Partners, administra o fundo de dívida de emergentes de melhor desempenho do mundo neste ano. E ele está comprando bonds denominados em dólares emitidos por Angola, Gana, Gabão, Costa do Marfim e Zâmbia, enquanto reduz aplicações no Brasil e México. Ele afirma que países da África Subsaariana  apresentam o melhor valor entre as nações em desenvolvimento.

Os países da África Subsaariana na mira de Craige têm classificações de risco de crédito inferiores às do Brasil ou México e enfrentam desafios significativos. Em Angola, segundo maior exportador de petróleo do continente, falta dinheiro vivo e a dívida cresceu após a queda da cotação da commodity. Gana está sob um programa do Fundo Monetário Internacional e a Zâmbia está negociando um pacote com o FMI. Até a Costa do Marfim, considerada o país mais seguro da região, com nota de crédito apenas um nível abaixo da do Brasil, enfrentou uma série de motins nas Forças Armadas neste ano.

Craige afirmou que o rendimento maior compensa o risco mais alto.

Segundo analistas, os in­vestidores agora se concentram num continente que oferece altos rendimentos e que começa a se recuperar da situação precária de matéria-prima de três anos atrás. Ainda assim, os riscos abundam e entre eles pode-se perceber o reforço das políticas nas economias avançadas, a política local e global, o enfraquecimento das moedas e outra queda nos preços do petróleo.

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Os investidores esperam que Angola desvalorize a sua moeda, o kwanza, para ajudar a reduzir a escassez de dólares e revigorar o que foi, até o desastre do petróleo de 2014, uma das economias de crescimento mais rápidas do mundo.
O Estado angolano tem vindo a promover o investimento privado, realizado por investidores nacionais e estrangeiros, nos sectores que considera estratégicos para o desenvolvimento da economia do país. Esses sectores são agricultura e pecuária, construção civil e serviços conexos, energia e água, desenvolvimento e gestão de infra-estruturas, hotelaria e turismo, indústria transformadora, transportes, saúde e educação.
No quadro legal angolano, o Estado angolano deve ser sempre o parceiro maioritário em projectos relacionados com infra-estruturas de telecomunicações e serviços postais, que compreendem a reserva de controlo do Estado. A exploração de petróleo, ouro e diamantes por entidades privadas está sujeita a legislação específica.
O saneamento básico, a produção, transporte e distribuição de energia eléctrica para consumo público, o tratamento, captação e distribuição de água para consumo público, a exploração de serviços transporte portuários e aeroportuários, o transporte ferroviário e transporte regular de passageiros domésticos, os serviços complementares postais e de telecomunicações; construção e exploração de infra-estruturas que não integram a rede básica e os respectivos serviços de telecomunicações só podem ser exercidas mediante contrato de concessão.
Na África do Sul, os investidores devem acompanhar de perto Cyril Ramaphosa, o novo líder do Congresso Nacional Africano (ANC). O orçamento (OGE – Orçamento Geral do Estado) a aprovar no próximo mês será crucial, deve sinalizar se Cyril Ramaphosa, que dá prioridade ao estímulo da economia com a eliminação da corrupção, pode afirmar a sua autoridade sobre a administração do presidente Jacob Zuma e se a África do Sul faz o suficiente para evitar mais rebaixamentos de “rating” de crédito.
Moçambique e a República do Congo perderam os pagamentos dos Eurobonds em 2017, enquanto outros países, incluindo Camarões e Zâmbia, concordaram ou iniciaram conversações sobre resgates no Fundo Monetário Internacional (FMI). Desde que a Namíbia e a África do Sul foram rebaixadas para o lixo, o continente foi deixado sem emissores de moeda estrangeira de grau de investimento.
Por exemplo, a directora do FMI, Christine Lagarde, pensa que os problemas de dívida de África “podem muito bem” piorar em 2018, à medida que o dólar se valoriza e os Estados Unidos aumentam as taxas de juros, de acordo com uma entrevista à revista Quartz, em Dezembro. A directora do FMI disse que os investidores de títulos com fome de rendimento “estavam tão ansiosos para emprestar que eu não acho que eles eram muito sérios em avaliar os riscos”.
A dívida da África já é me­nos atractiva em termos relativos. Os rendimentos de 10 anos dos EUA aumentaram para os mais altos em nove meses, há duas semanas, o que reduziu a injecção de dólar para 352 pontos base africanos, em torno do menor em três anos, de acordo com a Standard Bank Group Ltd.

Os dez importantes mercados do continente africano para investir no presente ano

Os investidores
 esperam que Angola desvalorize a sua moeda, o kwanza, para ajudar a reduzir a escassez de dólares e revigorar o que foi, até o desastre do petróleo de 2014, uma das economias de crescimento mais rápidas do mundo. Para o Standard Bank, os investidores podem esperar até que os legisladores passem o primeiro orçamento do presidente João Lourenço.
Moçambique foi assolado por uma crise financeira causada pelo Governo, que assumiu demasiada dívida externa, em grande parte secreta. Moçambique falhou no pagamento de um Eurobond de 727 milhões de dólares em Janeiro de 2017 e, ainda assim, não iniciou negociações formais de reestruturação com os credores, incluindo o fundo de “Hedge Greylock Capital Management LLC”, com sede em Nova York.
Em meio de dúvidas sobre se o Governo moçambicano quer iniciar negociações, os detentores de títulos dizem que Moçambique tem dinheiro para devolvê-los.
A República do Congo, que mantém um mês de atraso em pagamento, em meados de 2017, está a considerar se suspende os pagamentos de algumas dívidas, como os 363 milhões de dólares acumulados no final de 2017, embora tenha um período de carência de 30 dias. Apesar dos comentários do primeiro-ministro congolês, os investidores apostam que o Governo está mais próximo de conseguir um acordo com o FMI por um empréstimo.
As perspectivas imediatas do produtor de cobre – a Zâmbia, dependem de se pode obter um resgate do FMI. Na Zâmbia o kwacha, a moeda local, caiu mais de 10 por cento em relação ao dólar desde Julho de 2017, com a preocupação dos investidores de que o Governo não deve controlar o problema em breve. Sem um acordo, a Zâmbia corre o risco de stress financeiro, de acordo com o Moody’s Investors Service.

Novo rumo para Zimbabwe

Zimbabwe ainda não é um mercado para investidores exigentes, mas o país pode tornar-se um excelente tentador para os comerciantes com integridade global, depois que Robert Mugabe foi expulso como presidente, em Novembro passado. Observadores dizem que isso pode abrir o país para um dos mercados de acções mais importantes da África para investimentos estrangeiros tão necessários.
A economia do Gana cresceu 9,3 por cento no terceiro trimestre de 2017, à medida que a produção de petróleo aumentou. Se sustentado, isso significaria uma reviravolta para o país da África Ocidental, que teve um programa do FMI desde 2015. A nação sofreu o seu crescimento económico mais lento em mais de um quarto de século, em 2016, ao promulgar medidas de austeridade.
Os quenianos e os investidores estrangeiros esperam que a maior economia da África Oriental finalmente termine uma crise política desencadeada pelas eleições do ano passado, cujos resultados não foram aceites pela aliança principal da oposição derrotada. Até o momento, o presidente Uhuru Kenyatta terá dificuldade em revitalizar a economia e atrair mais investimentos.
Os políticos nigerianos preparam-se para as eleições, no início de 2019. De qualquer forma, quaisquer sinais de que as autoridades estão a colocar reformas muito necessárias para se concentrar na votação podem desconcertar os investidores e criar transtornos para a economia que saiu recentemente da recessão.
As eleições no Egito, no primeiro semestre deste ano, devem sinalizar se o presidente Abdel-Fattah El-Sisi, ou seu sucessor continuarão com as profundas reformas econômicas, que já caíram bem aos investidores de portfólio, mas que deixaram os egípcios comuns a retirar-se de cortes de subsídios e alta da inflação.

Clipping da Agenda Africana de 24 de agosto de 2017

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Vitória do MPLA

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/vitoria_do_mpla

Nova contagem provisória dá vitória ao MPLA em Angola

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mpla-vence-com-6170-dos-votos

Sete dos convocados de Cabo Verde jogam em Portugal

http://www.ojogo.pt/internacional/noticias/interior/sete-dos-convocados-de-cabo-verde-jogam-em-portugal-8723971.html

cabo verdeCabo Verde: UNTC-CS assina protocolo de cooperação com SBS

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/cabo_verde_untc-cs_assina_protocolo_de_coopera%C3%A7%C3%A3o_com_sbs/1332629

Presidente da República diz que Cabo Verde acompanha com interesse as eleições gerais em Angola

http://www.rtc.cv/index.php?paginas=21&id_cod=14993

Sindicato português abre assistência médica a filiados da maior central sindical de Cabo Verde

http://saudeonline.pt/2017/08/23/sindicato-portugues-abre-assistencia-medica-a-filiados-da-maior-central-sindical-de-cabo-verde/

 

posse-696x348Cabo Verde foi destaque no caderno de Turismo da Folha de São Paulo

http://mindelinsite.cv/cabo-verde-destacado-na-rubrica-turismo-da-folha-de-sao-paulo/

 

CACHUPA.jpgCabo Verde espera que entrada da cachupa no Guinness promova gastronomia do país

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-espera-que-entrada-da-cachupa-no-guinness-promova-gastronomia-do-pais-8724120.html

 

cedeaofotoCabo Verde em negociações para assumir presidência rotativa da CEDEAO

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/54440-cabo-verde-em-negociacoes-para-assumir-presidencia-da-cedeao

 

Delegação do Parlamento da UE vai visitar Cabo Verde

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/delega%C3%A7%C3%A3o_do_parlamento_da_ue_vai_visitar_cabo_verde/1332622

 

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Guiné Bissau «Os que estão no poder devem dar oportunidades aos mais pobres»

http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=37680&sec=6

 

Tulinabo-Mushingi-347x433Políticos criticados por manter impasse

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/politicos_criticados_por_manter_impasse

África subsaariana é mais de 50% das implantações de dinheiro móvel em todo o mundo e é pioneira

dinheiro-movel 1África subsaariana representa mais da metade de todas as implantações de dinheiro móvel em todo o mundo e é pioneira em vários casos novos de uso, de acordo com dados recentes da GSMA. A última apresentação sobre o “Estado do dinheiro móvel na África subsaariana”, disponibilizada pela GSMA na Tanzânia nesta semana, revela que o número de programas de dinheiro móvel na região chegou a 140 em 39 países no final do ano passado, o que representa mais da metade das 277 implantações de dinheiro móvel no mundo todo.

O novo estudo aponta para uma década de crescimento nos serviços de dinheiro móvel na região após o lançamento do M-Pesa no Quênia em 2007. Ele observa que atualmente existem sete mercados na região com mais de 40% dos adultos sendo usuários ativos de dinheiro móvel: Gabão, Gana, Quênia, Namíbia, Tanzânia, Uganda e Zimbabwe.

“O dinheiro móvel agora está sendo adotado pelo mercado de massa em toda a África subsaariana, permitindo que milhões de pessoas acessem serviços financeiros pela primeira vez e contribuam para o crescimento econômico e para o desenvolvimento social”, disse Mats Granryd, diretor geral da GSMA. “As operadoras móveis atualmente na região usam dinheiro móvel para criar novos ecossistemas financeiros que podem oferecer uma série de novos serviços inovadores em vários setores da indústria, incluindo serviços públicos e agricultura”.

Os dados mais recentes destacam a maneira como o mercado do dinheiro móvel na região evoluiu do uso principalmente para recargas de celular e transferências de pessoa para pessoa (P2P) para se tornar uma plataforma que permite a realização de outros serviços financeiros, incluindo pagamentos de contas, pagamentos de mercadorias e remessas internacionais. O volume desses novos tipos de “pagamentos de ecossistema” quase quadruplicou entre 2014 e 2016 e agora representa cerca de 17 por cento de todas as transações de dinheiro móvel, impulsionado por um aumento significativo no número de pagamentos de contas em dispositivos móveis.

Havia 277 milhões de contas de dinheiro móvel registradas em toda a África subsaariana no final de 2016, além de 1,5 milhão de agentes registrados. Os usuários de dinheiro móvel historicamente concentravam-se no leste da África, onde há grandes mercados de dinheiro móvel, como Quênia, Tanzânia e Uganda. No entanto, dados mais recentes sugerem que o crescimento dos usuários agora está sendo conduzido por outros mercados da região, principalmente na África ocidental. Quase 29 por cento das contas ativas de dinheiro móvel na África subsaariana agora estão localizadas na África ocidental, em comparação com somente 8 por cento cinco anos atrás.

 

https://www.terra.com.br/noticias/dino/gsma-africa-subsaariana-conduzindo-o-mercado-global-para-o-dinheiro-movel,598077c9e2b60c97337dcd020206ceecrjas2s3t.html

Medicamento genérico avançado introduzido no combate ao HIV em África

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Trata-se do Dolutegravir (DTG), um medicamento disponível no mercado há alguns anos, e largamente utilizado nos países desenvolvidos. Matiru sublinhou que até muito recentemente, o seu preço continuava muito alto para ser vendido no quadro de programas de luta ao VIH, à grande escala nos países africanos.

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Um genérico barato e mais avançado contra o vírus do VIH foi introduzido pela primeira vez em África, principalmente no Quénia, país que tem 25 milhões de infectados, segundo um Robert Matiru, funcionário da Unitaid. Informou que uma caixa de 30 pílulas de DTG, para um mês de tratamento custa entre 25 e 50 dólares, enquanto a versão genérica para o mesmo período é comercializado a quatro dólares.

 

Para Matiru, o alto preço que custava o DTG inibiu as pessoas a comprá-lo em África. Disse que há alguns dias, o Quénia iniciou o enviou do DTG, em todo o território nacional, devendo, no primeiro momento, ser administrado a 27 mil pacientes que não suportam os efeitos secundários da Efavirenz, actual medicação contra a Aids, mais utilizada no país.

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Frisou que autoridades quenianas prevêem aumentar o emprego do DTG paulatinamente, porque o fármaco possui duas vantagens, por ser muito bom do ponto de vista puramente farmacêutico, e o seu preço vantajoso, que tem como objectivo diminuir os custos dos medicamentos que curam as doenças como a Aids e a tuberculose.

Até ao fim de 2017, programas similares serão lançados, na Nigéria e no Uganda. A Unitaid, que financiou a compra dos primeiros lotos do DTG, para o Quénia, diz tratar-se do melhor medicamento para o tratamento chamado anti-retroviral actualmente no mercado, que permite reduzir a carga viral presente no organismo. Robert Matiru disse, por outro lado, que o novo anti-retrovial é mais simples de utilizar, do que outros tratamentos, e provoca menos efeitos secundários, tendo ainda como vantagem a de impedir que o vírus desenvolva uma resistência.

Sublinha que o O DTG foi desenvolvido e comercializado pela companhia ViiV Healthcare, especializada no tratamento contra a Aids, e detida, maioritariamente, pelo grupo britânico GSK. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicados em 2015, indicam que pelo menos 37 milhões de pessoas vivem com a Aids, no Mundo, 70% das quais em África.

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Fonte:http://tpa.sapo.ao/noticias/internacional/introduzido-generico-mais-avancado-no-combate-ao-vih-em-africa