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Crescimento sem industrialização? Etiópia, Costa do Marfim, Tanzânia, Senegal, Burkina Faso e Ruanda

 

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Apesar dos baixos preços mundiais das commodities das quais tendem a

depender, muitas das economias mais pobres do mundo estão em boa

situação. O crescimento da África Subsaariana desacelerou

drasticamente desde 2015, mas isso reflete problemas específicos em

três de suas maiores economias (Nigéria, Angola e África do Sul).

 

As projeções para Etiópia, Costa do Marfim, Tanzânia, Senegal, Burkina

Faso e Ruanda apontam para a obtenção de um crescimento de 6% ou

mais neste ano. Na Ásia, o mesmo ocorre com Índia, Mianmar,

Bangladesh, Laos, Cambodja e Vietnã.

 

Essas são boas novas, mas são também surpreendentes. Economias em desenvolvimento que conseguem crescer aceleradamente de maneira sustentável, sem depender de surtos de crescimento dos recursos naturais -como a maioria desses países dependeu por uma década ou mais -, normalmente são impulsionadas pela industrialização voltada para as exportações. Só que poucos desses países estão vivenciando muita industrialização.

 

A participação da indústria de transformação nos países subsaarianos de baixa renda está, em grande medida, estagnada – e, em alguns casos, em queda. E, apesar de muito se falar do “Make in India”, uma das máximas do premiê Narendra Modi, o país dá poucos indícios de contar com uma industrialização acelerada.

 

A produção industrial se tornou uma poderosa força propulsora do desenvolvimento econômico para países de baixa renda por três motivos. Em primeiro lugar, era relativamente fácil absorver a tecnologia do exterior e gerar empregos de alta produtividade.

Em segundo lugar, os empregos industriais não exigiam muita qualificação: agricultores podiam ser transformados em trabalhadores da produção em fábricas, com pouco investimento em treinamento adicional.

E, em terceiro lugar, a demanda por produtos industrializados não era limitada pela baixa renda interna: a produção podia se expandir virtualmente de forma ilimitada, por meio das exportações.

 

Mas as coisas mudaram. Está atualmente bem documentado que a produção se tornou cada vez mais intensiva na utilização de qualificações nas últimas décadas.

 

Juntamente com a globalização, isso dificultou muito para os recém-chegados o ingresso com força nos mercados mundiais e a reedição da experiência dos superastros asiáticos da indústria de transformação. Com a exceção de um punhado de exportadores, as economias em desenvolvimento passaram por uma desindustrialização prematura. É omo se a força propulsora tivesse sido retirada dos países retardatários.

 

Como, então, entender o recente surto de crescimento de alguns dos países mais pobres do mundo? Será que esses países descobriram um novo modelo de crescimento?

 

Em pesquisa recente, Xinshen Diao, do Instituto Internacional de Pesquisa em Política Alimentar, Margaret McMillan, da Universidade Tufts, e eu examinamos os padrões de crescimento ostentados por essa nova safra de países de alto desempenho. Nosso foco está nos processos de mudança estrutural vivenciados por esses países.

Documentamos algumas descobertas paradoxais.

Em primeiro lugar, a mudança estrutural promotora de crescimento foi significativa na experiência recente de países de baixa renda como Etiópia, Malawi, Senegal e Tanzânia, apesar da ausência de industrialização.

 

A mão de obra tem migrado das atividades agrícolas de baixa produtividade para atividades de maior produtividade, mas estas são, principalmente, serviços, e não indústria de transformação.

 

A agricultura teve papel

fundamental na África por si

só e também ao impulsionar

mudanças estruturais que

ampliam o crescimento.

Diversificação e adoção de

novas técnicas de produção

podem transformá-la em

atividade virtualmente

moderna

 

Em segundo lugar, a rápida mudança estrutural ocorrida nesses países

sucedeu à custa de um crescimento da produtividade do trabalho

primordialmente negativo nos setores não agrícolas. Em outras

palavras, embora os serviços que absorviam os novos postos de trabalho

ostentassem uma produtividade relativamente alta de saída, sua

dianteira diminuiu à medida que se expandiam.

 

Esse comportamento contrasta acentuadamente com a experiência clássica de crescimento do Leste da Ásia (como as de Coreia do Sul e China), na qual a mudança estrutural e aumentos da produtividade da mão de obra não agrícola contribuíram significativamente para o crescimento total.

 

A diferença parece ser explicada pelo fato de que a expansão de setores urbanos, modernos, em recentes episódios de crescimento acelerado é impulsionada pela demanda interna, e não pela industrialização voltada para as exportações.

 

Em especial, o modelo africano parece ser sustentado por choques positivos de demanda agregada gerados ou por transferências procedentes do exterior ou pelo crescimento da produtividade na agricultura.

 

Na Etiópia, por exemplo, os investimentos públicos em irrigação, transportes e energia elétrica geraram um aumento significativo da produtividade e das rendas agrícolas. Isso resulta em mudança estrutural promotora do crescimento, uma vez que o aumento da demanda se propaga para os setores não agrícolas.

Mas, como efeito colateral, a produtividade da mão de obra não agrícola é deprimida com a diminuição dos retornos sobre o capital e a atração de empresas menos produtivas.

Não se pretende com isso minimizar a importância do crescimento acelerado da produtividade na agricultura, o setor arquetipicamente tradicional. Nossa pesquisa sugere que a agricultura desempenhou papel fundamental na África não apenas por si só como também como impulsionadora de mudança estrutural magnificadora do crescimento.

 

A diversificação para produtos não tradicionais e a adoção de novas técnicas de produção podem transformar a agricultura em uma atividade virtualmente moderna.

 

Mas há limites para o quanto esse processo consegue puxar a economia. Em parte devido à baixa elasticidaderenda da demanda por produtos agrícolas, o êxodo da mão de obra da agricultura é resultado inevitável durante o processo de desenvolvimento.

 

A mão de obra liberada tem de ser absorvida nas atividades modernas. E, se aprodutividade não se expandir nesses setores modernos, o crescimento de toda a economia vai, em última instância, estacionar. A contribuição que o componente da mudança estrutural pode dar é necessariamente autolimitadora, caso o setor moderno não experimente um crescimento acelerado da produtividade por si só.

 

Países africanos de baixa renda conseguirão sustentar taxas moderadas de crescimento da produtividade no futuro, calcadas em persistentes aprimoramentos do capital humano e da governança. A continuidade da convergência com níveis de renda de países ricos parece alcançável. Mas as evidências sugerem que as taxas de crescimento infundidas recentemente pela mudança estrutural acelerada são excepcionais e poderão não durar.

 

Jornal Valor 17 de outubro de 2017

(Tradução de Rachel Warszawski).

Dani Rodrik é professor de economia política internacional na Faculdade de Governo John F. Kennedy, de Harvard. Copyright: Project Syndicate, 2017.

www.project-syndicate.org

Fonte:http://www.valor.com.br/opiniao/5157940/crescimento-sem-industrializacao

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As eleições na Alemanha terá grande impacto nas relações com África

A chanceler Angela Merkel vai para um quarto mandato após a vitória da CDU/CSU nas eleições de domingo (24.09). Mas em África teme-se que um enfraquecimento do poder em Berlim ponha em causa iniciativas no continente.

defaultEncontro “G20 Parceria Africana” em Berlim (junho de 2017)

As eleições na Alemanha têm também repercussões fora da Alemanha, sobretudo na Europa, mas também para o continente africano. Como é sabido, a chanceler Angela Merkel permanecerá por mais quatro anos à frente do Governo, apesar do seu partido ter perdido muitos votos. Uma vitória amarga, dizem os observadores. Mesmo assim os conservadores da CDU/CSU conseguiram ser o partido mais votado com de 33%.

Em África muitos questionam agora se Berlim continuará com força suficiente para levar a cabo iniciativas de grande envergadura de cooperação.

Chade

O coordenador da Liga Chadiana dos Direitos Humanos, Baldal Oyanta, disse que acompanhou as eleições alemães “com bastante atenção”.

Bundestagswahl 2017 | AfD SymbolbildA AfD entrou pela primeira vez para o Parlamento alemão como a terceira força mais votada

“Penso que a reeleição de Angela Merkel é, para nós, um mal menor, tendo em conta a ascenção abrupta do partido de extrema-direita [Aternativa para a Alemanha, AfD]. Pessoalmente, teria preferido que Angela Merkel tivesse tido uma margem mais confortável para formar novo Governo, para poder olhar com mais energia para as questões africanas e, particularmente, referentes ao Chade”, afirmou Baldal Oyanta.

O coordenador da Liga Chadiana dos Direitos Humanos tem dúvidas sobre o futuro. “É sabido que está em discussão o reforço da aliança estratégica entre a Alemanha e a França, com as seguintes prioridades: segurança, desenvolvimento e mudanças climáticas. Gostaríamos que isso avançasse, mas questionamos: o que acontecerá agora? Haverá recuos devido ao fato do partido de Merkel ter obtido apenas 33% dos votos, enquanto um partido de extrema-direita conseguiu entrar no Parlamento?”, questiona Baldal Oyanta.

Togo

O professor universitário universitário togolês Hounake Kossivi lamenta o fato de Angela Merkel ter saído das eleições de 24 de setembro de certa forma debilitada.

Deutschland Zentrale Aufnahmestelle für Asylbewerber BerlinVaga de refugiados na Alemanha (junho de 2015)

O que acontece, acredita, na sequência, do aumento do risco de atentados terroristas, do aumento do número de imigrantes económicos e requerentes a asilo político na Alemanha.

O professor Hounake Kossivi recomenda Merkel a dar ouvidos às reivindicações dos alemães dececionados com as suas políticas. “Os atentados terroristas e a questão da imigração fragilizaram a sua política, infelizmente. Se esses dossiers tivessem sido melhor geridos Merkel hoje teria, provavelmente, uma maioria muito mais confortável. Agora vai ser mais difícil, porque ela ver-se-á obrigada a adaptar-se às reivindicações dos partidos com os quais vai formar coligação. Desse ponto de vista, Angela Merkel está agora, de fato, um pouco fragilizada”, avalia Hounake Kossivi.

Camarões

Já Issa Tchoroma Bakari, porta-vez do governo dos Camarões, espera nos próximos anos um reforço considerável da cooperação entre a Alemanha e o seu país.

Deutschland Bundestagswahl Nachlese MerkelAngela Merkel na noite da sua reeleição

“Claro que não nos podemos nem queremos imiscuir nos assuntos de política interna de outro país. Mas não deixamos de sublinhar que temos tido relações excelentes com os diversos executivos de Angela Merkel. Só podemos agradecer, desejar muita sorte e que as nossas relações se continuem a estreitar, intensificar e diversifar”, disse Issa Tchoroma Bakari

É certo que Angela Merkel saiu debilitada das eleições de demingo (24.09). É certo também que as negociações para a formação de um novo Governo de coligação vão ser complicadas e longas. O que poderá adiar alguns projetos e iniciativas da Alemanha direcionados a África, nomeadamente da iniciativa lançada no quadro do G20 Compact with Africa.

Mas também é certo que a cooperação vai continuar. Sobre isso existe unânimidade entre todos os possíveis parceiros da futura coligação governamental na Alemanha.

Nigéria

Avaliando o processo eleitoral alemão, Lawal Shuaibu, o vice-presidente do partido no poder na Nigéria, o Congresso Progressista, considera que o seu país “tem muito a aprender” com a Alemanha.

Bundestagswahl 2017 | Wahllokal in Düsseldorf, NRWPolítico nigeriano elogiou o processo eleitoral na Alemanha

“Todos os partidos reconheceram os resultados sem qualquer contestação”, elogiou o político. “Nós ainda agora começámos. Mas a Nigéria está no caminho certo”, acrescentou Lawal Shuaibu.

No entender de Umar Kari, que leciona na Universidade de Abuja, o resultado eleitoral “representa um retrocesso menor para a União Democrata Cristã e o seu anterior aliado, porque registaram uma queda na representação no Bundestag, o Parlamento alemão”.

Os resutados mostram sobretudo o “ressurgimento do partido ultra-nacionalista AfD, cuja posição face à imigração e aos muçulmanos poderá enviar sinais perturbadores não só à Alemanha ou à Europa, mas também ao resto do mundo”, prevê o académico nigeriano Umar Kari.

Libéria

Na Libéria, Prosper Narmayan, o antigo dirigente do Governo do ex-Presidente Charles Taylor, elogiou o percurso da chanceler alemã.

“Pessoalmente, acho que o que quer que nós, homens, consigamos fazer, as mulheres conseguem fazer melhor. É por isso que Angela [Merkel] foi eleita para o quarto mandato na Alemanha. Penso que é algo sem precedentes na política”, afirmou Prosper Narmayan.

Também o ativista liberiano Emmanuel Gibson vê a vitória de Angela Merkel com bons olhos. Comentando sobre o papel da mulher na Libéria, para o ativista a Presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf foi quase como uma rampa de lançamento “para outras mulheres chegarem ao poder”. Desde que Ellen Johnson Sirleaf assumiu a presidência do país, em 2006, “há muitas mulheres a conseguirem posições de liderança. Mas a questão é se podemos vir a ter outra mulher no poder na Libéria?”, questiona o ativista Emmanuel Gibson.

Os bitcoin na África do Sul

Negócio arriscado para o Banco Central da África do Sul desistir do Bitcoin

Falando na Conferência de Inovação Strate Fintech em Joanesburgo, François Groepe, do Banco da Reserva da África do Sul, disse que seria muito arriscado que eles começassem a emitir moeda digital para a população.

Há reconhecimento do governo do país e do banco central de que as moedas digitais, como o Bitcoin, estão ganhando um grande impulso e interesse no país africano.

Groepe disse que mesmo com esse boom em popularidade, o banco central ainda precisa garantir que esses métodos de pagamento não sejam abusados ou utilizados para financiar atividades ilegais, como lavagem de dinheiro.

Uma inovação disruptiva

A África do Sul e seu governo mostraram uma simpatia para com o Bitcoin e eles estão felizes com a inovação por inaugurar uma nova era dos bancos e da tecnologia.

“Estamos testemunhando a disrupção dos serviços financeiros. Ao longo da última década, a atenção e a publicidade continuaram a aumentar”, Groepe disse.

Capacidade de adoção em massa

Parece que, apesar do interesse e da pressão, o Banco da Reserva da África do Sul não está pronto para fazer movimentos arriscados com a moeda digital, apesar de ter uma visão otimista delas.

“As moedas virtuais têm o potencial de se tornar amplamente adotadas. No entanto, para que o banco central emita moeda virtual em um sistema aberto seria muito arriscado para nós. Isso é algo em que precisamos realmente pensar “, acrescentou Groepe.

Sandbox

O Banco da Reserva já iniciou sua pesquisa prática sobre moedas digitais e a tecnologia Blockchain, como em julho, um provedor de soluções baseado em Blockchain, Bankymoon, foi selecionado pelo banco central para ser o negócio de sandbox no de regulamentos de moeda digital.

Clipping da Agenda Africana de 24 de agosto de 2017

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Vitória do MPLA

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/vitoria_do_mpla

Nova contagem provisória dá vitória ao MPLA em Angola

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/mpla-vence-com-6170-dos-votos

Sete dos convocados de Cabo Verde jogam em Portugal

http://www.ojogo.pt/internacional/noticias/interior/sete-dos-convocados-de-cabo-verde-jogam-em-portugal-8723971.html

cabo verdeCabo Verde: UNTC-CS assina protocolo de cooperação com SBS

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/cabo_verde_untc-cs_assina_protocolo_de_coopera%C3%A7%C3%A3o_com_sbs/1332629

Presidente da República diz que Cabo Verde acompanha com interesse as eleições gerais em Angola

http://www.rtc.cv/index.php?paginas=21&id_cod=14993

Sindicato português abre assistência médica a filiados da maior central sindical de Cabo Verde

http://saudeonline.pt/2017/08/23/sindicato-portugues-abre-assistencia-medica-a-filiados-da-maior-central-sindical-de-cabo-verde/

 

posse-696x348Cabo Verde foi destaque no caderno de Turismo da Folha de São Paulo

http://mindelinsite.cv/cabo-verde-destacado-na-rubrica-turismo-da-folha-de-sao-paulo/

 

CACHUPA.jpgCabo Verde espera que entrada da cachupa no Guinness promova gastronomia do país

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-espera-que-entrada-da-cachupa-no-guinness-promova-gastronomia-do-pais-8724120.html

 

cedeaofotoCabo Verde em negociações para assumir presidência rotativa da CEDEAO

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/54440-cabo-verde-em-negociacoes-para-assumir-presidencia-da-cedeao

 

Delegação do Parlamento da UE vai visitar Cabo Verde

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/08/24/delega%C3%A7%C3%A3o_do_parlamento_da_ue_vai_visitar_cabo_verde/1332622

 

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Guiné Bissau «Os que estão no poder devem dar oportunidades aos mais pobres»

http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=37680&sec=6

 

Tulinabo-Mushingi-347x433Políticos criticados por manter impasse

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/politicos_criticados_por_manter_impasse

África do Sul assume presidência da SADC

Industrialização e criação de infraestruturas serão prioridades durante presidência sul-africana da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Analistas criticam falta de progressos nos direitos humanos.

defaultEm 2015, o Presidente Jacob Zuma participou na cimeira da SADC em Harare

O Governo da África do Sul assume, esta semana, a presidência da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) por um ano, o que provoca algum receio junto dos mais pequenos entre os quinze Estados-membros da organização.

Talitha Bertelsmann-Scott, colaboradora do Instituto Sul-Africano de Relações Internacionais (SAIIA), afirma que o papel da África do Sul na região é problemático: “O país vacila entre comportar-se como o ‘grande irmão’ ou retirar-se completamente para não pisar os calos a ninguém.”

A SADC foi fundada há 25 anos e entre os objetivos mais ambiciosos da organização constam a estabilidade política e a boa governação, na base do progresso económico e do comércio. Em 2008, os países da SADC assinaram um acordo de comércio livre, mas alguns estados não aderiram. Até agora, segundo Talitha Bertelsmann-Scott, não houve progressos na integração económica desses países. E a especialista em política comercial considera que a situação não mudará sob a presidência da África do Sul.

“Pretória recusou sempre uma união aduaneira. Existe apenas uma mini união aduaneira entre a Suazilândia, Botswana, Lesotho e Namíbia”, explica.

Afrika SADC Gipfel in Mozambik, MaputoCimeira de 2012 reuniu os quinze Estados-membros da SADC em Moçambique

A integração possível

Os Estados-membros da SADC são unânimes em considerar que a prioridade deve ser dada à industrialização e à construção de infraestruturas, defende Bertelsmann-Scott. Esta é a intenção do Governo do Presidente sul-africano Jacob Zuma, que planeia angariar fundos para fomentar áreas transnacionais, como as indústrias mineira, de medicamentos e de serviços. Já existe um mercado energético comum, foram eliminadas as fronteiras entre as enormes reservas naturais e introduzido um visto único para turistas.

Há, no entanto, um problema que requer solução rápida: A maioria dos países da SADC tem relações comerciais mais importantes com a China, a Índia, o Brasil ou as antigas potências coloniais do que com os seus parceiros na comunidade.

Objetivos ambiciosos

Matthias Boddenberg, diretor da Câmara de Comércio alemã para a África Austral, afirma que os objetivos da SADC são “muito ambiciosos”. Apesar de já não existir o entusiasmo inicial, “os estados da SADC continuam a dar pequenos mas importantes passos para a unificação do seu espaço político e económico”.

Segundo Boddenberg, a integração económica é significativa. O especialista constata uma vontade política para um aprofundamento da integração e o reforço das relações comerciais com a União Europeia. “Mas ainda há muita resistência no que toca à renúncia da soberania política para avançar com a causa comum”, diz Boddenberg.

No Zimbabué, a SADC já tentou encorajar uma mudança no poder e obrigar o Presidente Robert Mugabe a permitir eleições livres. Mas as tentativas falharam redondamente. Segundo Talitha Bertelsmann-Scott, “o mundo todo está à espera que ele morra para que as coisas melhorem no Zimbabué”.

Na sua opinião, os países-membros não conseguem exercer uma influência decisiva sobre Harare “por causa da forte solidariedade entre as elites saídas das guerras de libertação”. Matthias Boddenberg concorda, apontando o papel importante do Zimbabué contra o regime do apartheid na África do Sul, “algo que ainda hoje determina o respeito dos outros em relação a este país”.

Boddenberg aponta outro défice da SADC: os direitos humanos. Uma alteração dos estatutos do Tribunal da SADC em 2014 determinou que só chefes de Estado e de Governo podiam apresentar queixa por violação de direitos humanos. Anteriormente também organizações não-governamentais e cidadãos tinham esse direito. A ONG Human Rights Watch afirma que esta alteração coloca em perigo a estabilidade e paz na região.

Memorial entre Angola e Namíbia homenageia as vítimas de massacre

ANGOLA E NAMIBIA

Um acordo entre os governos de Angola e da Namíbia vai permitir a instalação, em províncias angolanas do sul, de memoriais para recordar o massacre de centenas de militares namibianos, há 39 anos, por forças sul-africanas.

Um desses memoriais será de homenagem às vítimas do massacre de Cassinga-Tchamutete, no município da Jamba, de militares namibianos da Swapo – movimento de libertação da Namíbia da ocupação sul-africana, no poder desde a independência -, então refugiados em Angola, e envolve os dois países vizinhos, segundo um documento governamental a que a Lusa teve hoje acesso.

angola-and-namibiaNo decreto presidencial de 10 de agosto, aprovando o acordo bilateral entre os dois governos, o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, reconhece “a importância da criação dos sítios e memoriais como forma de simbolizar a luta comum travada contra as forças de defesa do Apartheid da África do Sul”.

O documento refere ainda a “vontade política expressa” pelo Governo da Namíbia, em “honrar e preservar as memórias dos seus falecidos heróis e heroínas massacrados pelas forças de defesa do Apartheid da África do Sul, em maio de 1978, nas localidades de Cassinga e Xetequela”, nas províncias da Huíla e do Cunene, respetivamente.

Só no massacre de Cassinga terão morrido cerca de 700 combatentes da Swapo.

Durante o período da guerra civil angolana que se seguiu à independência angolana, a 11 de novembro de 1975, militares da África do Sul, da então colónia da Namíbia, chegaram a entrar em Angola, em combate, contra as forças do MPLA, no poder.

Em Cassinga foi já colocada em maio a primeira pedra para a construção do memorial, após trabalhos preliminares entre os dois países. Envolve duas áreas, que totalizam mais de 65 hectares, envolvendo túmulos, escombros de alguns edifícios das primeiras construções, como os postos administrativo e médico, escola, cadeias e casa dos sipaios e do comandante, entre outros.

No memorial que será construído no local foi proposta a inscrição da frase do primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, que assumiu o poder a 11 de novembro de 1975, quinze anos antes da independência da Namíbia e cinco anos antes do Zimbabué: “Na Namíbia, no Zimbabué e na África do Sul está a continuação da nossa luta. Angola é e será por vontade própria trincheira firme da revolução em África”.

http://www.dn.pt/lusa/interior/angola-com-apoio-da-namibia-para-instalar-memoriais-sobre-massacres-no-sul-8699998.html

Ser presidiário brasileiro em país africano é sinônimo de desamparo

brasil-africa-sul-.jpgRIO – Em consequência de novas rotas do narcotráfico, o número de brasileiros presos na África e na Oceania vem crescendo nos últimos anos. Nos dois continentes, mais de 90% dos brasileiros presos foram usados como “mulas” do tráfico internacional de drogas. Na América do Norte, principalmente nos Estados Unidos, também houve um crescimento das prisões, mas lá menos de 1% foi por esse motivo. Dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE) mostram que, em 2016, havia 2.999 brasileiros presos no exterior, 732 (ou 24,4%) deles por envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Entre 2015 e 2016, o número de brasileiros presos no exterior cresceu 9,8%.

– Os aumentos se devem às prisões por narcotráfico. De duas, uma: ou o aumento significa um uso mais intensivo da rota ou um maior rigor no controle das autoridades policiais e da cooperação policial entre o Brasil e a África do Sul e a Oceania – disse ao GLOBO a diretora do departamento consular e de brasileiros no exterior do MRE, Luiza Lopes da Silva.

No mês passado, o GLOBO publicou reportagem do Grupo de Diarios América (GDA) mostrando que a África se tornou a principal rota para o tráfico de drogas provenientes da América Latina com destino à Europa e que as organizações criminosas tinham relações diretas com o terrorismo e o tráfico de armas. A Comunidade de Polícias da América (Ameripol) revelou que pela rota africana passam 30% de toda a cocaína que tem a Europa como destino final.

Isso pode explicar o crescimento de 44,8% de brasileiros presos na África entre 2015 e 2016. Nos países da Oceania, esse aumento proporcional é ainda maior e chega a 51,8% no mesmo período.

– Nos preocupa muito a situação do presidiário que foi usado como “mula”, porque ele fica preso num país em que não pode contar com ninguém, na maior parte das vezes não fala a língua e não tem quem o visite, porque normalmente a família não tem recursos para isso. É diferente de ser preso nos Estados Unidos, onde costuma haver algum apoio mínimo ou da igreja ou da comunidade de brasileiros – explica Luiza.

Segundo ela, é muito mais difícil prestar ajuda consular quando o brasileiro ainda não foi condenado e está detido provisoriamente aguardando julgamento. O Itamaraty acompanha os julgamentos, mas não atua na defesa dos brasileiros, que precisam contratar um advogado ou pedir ajuda de defensores públicos no país em que foi preso. Entre os que estavam presos no ano passado, 1.378 ainda aguardavam julgamento.

Nem sempre a “mula” usada pelos traficantes é uma pessoa em dificuldades financeiras e que comete um ato de desespero. É o que mostra a história de Maria (nome fictício), que nasceu no interior da Bahia e foi presa em 2010. Depois de cumprir sete anos de prisão de uma pena de 14 anos em Joanesburgo, na África do Sul, retornará na quarta-feira ao Brasil. A mãe contou ao GLOBO que Maria disse à família que sairia de férias e iria para São Paulo encontrar com uns amigos. Dias depois, ela foi surpreendida com a notícia de que a filha tinha sido presa na África.

– Uma amiga dela de Ilhéus contou que ela estava presa por ter levado drogas para fora do país. Fomos até Ilhéus e encontramos uma outra mulher que já tinha feito a viagem como mula e tinha conseguido ir e voltar sem ser presa. Ela disse que avisou para a Maria não ir – contou Sandra (nome fictício), a mãe.

Maria ganharia R$ 8 mil pela entrega. Conseguiu passar pelas autoridades, mas o traficante não a encontrou no aeroporto e depois de umas horas os policiais a prenderam. Essa história foi contada pela baiana à mãe por uma carta que conseguiu enviar ao Brasil depois de algum tempo. Durante os sete anos em que esteve presa, ela também conseguiu se comunicar com a família, inclusive seu filho adolescente, por mensagens de telefone de dentro da cadeia africana. Lá, teve problemas de saúde, fez faxina para as detentas locais para pagar por produtos de necessidade básica e vendeu o cabelo para ganhar algum dinheiro.

– Ela queria abrir uma lojinha com os R$ 8 mil e sonhava em trabalhar como artista na TV, chegou a fazer inscrição para o Big Brother. Ela nunca se envolveu com droga, era uma filha boa e atenciosa. Agora, vai ser um recomeço, mas estamos aqui esperando por ela – contou a mãe.

Os motivos que levaram Maria à prisão são bem diferentes daqueles que levam os brasileiros para a cadeia nos Estados Unidos, país que mais prendeu brasileiros no ano passado. Em 2015, havia 532 atrás das grades. No ano passado, esse número subiu para 728. A maior parte deles foi preso por irregularidades imigratórias, homicídio ou tentativa de homicídio e roubo.

https://oglobo.globo.com/brasil/nova-rota-do-trafico-eleva-em-45-as-prisoes-de-brasileiros-na-africa-21674746

Macron o novo , com a antiga visão colonialista sobre a Africa

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O presidente recém-eleito da França, Emmanuel Macron, quando perguntado em uma conferência de imprensa na cúpula do G20 em Hamburgo, por que não havia um plano Marshall para a África, explicou que a África tinha problemas “civilizatórios”. Ele acrescentou que parte do desafio que o continente enfrenta são os países que “ainda têm sete a oito filhos por mulher”.

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As palavras de Macron levou os comentaristas a se perguntarem se a “lua de mel” já havia acabado depois da manifestação equivocada, mas talvez os sinais de sua ignorância sobre Africa estivessem lá o tempo todo. Enquanto ainda fazia campanha pela presidência, Macron chamou a história colonial da França na Argélia “um crime contra a humanidade”. Mas este político centrista rapidamente mudou de ideia quando sua analise do passado brutal da França recebeu críticas dos seus eleitores. Em um discurso na cidade sudeste de Toulon, Macron pediu desculpas por ter mexido nos sentimentos dos eleitores, e alterou o discurso para falar em vez sobre a necessidade da França enfrentar seu “passado complexo”. Mas e os sentimentos dos milhões de africanos? Macron ignorou.

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Parece que, apesar de sua juventude e vitalidade, o novo presidente está aderindo a uma linha muito antiga quando se trata da posição da França sobre a África. O ex presidente Nicolas Sarkozy, que em uma visita a Dakar, no Senegal, em 2007 disse que “a tragédia da África é que o africano não entrou completamente na história … Eles nunca se lançaram no futuro. O campesino africano só conhecia a eterna renovação do tempo, marcada pela repetição sem fim dos mesmos gestos e das mesmas palavras. ”
Enfim o mesmo olhar colonialista, racista, onde os africanos não entraram na história porque os europeus e o resto mundo continua a ignorar a História da África.

As declarações de Macron não mencionam as causas profundas dos desafios dos quais o presidente fala em relação ao continente africano, mas é a admissão do papel da França , que está indelevelmente ligada à das suas antigas colônias e que a relação entre os dois permanece em grande parte neocolonial: a África francófona ainda é estratégica e fundamental para as empresas francesas – particularmente nas indústrias extrativas -que têm uma forte presença no continente.

Macron passou no teste de sua política neocolonial  na África, pois  mostrou estar fazendo um bom trabalho ao provar que ele é cortado do mesmo pano que os  líderes anteriores, adotou um tom paternalista e moralista, enquanto lucra com os regimes autoritários nos países francofonos no continente africano.

Os recursos naturais de África poderiam melhorar dramaticamente as vidas de milhões de pessoas

kofi annan Mas embora os recursos naturais tenham fomentado uma década de rápido crescimento econômico, a maioria dos africanos ainda não testemunhou os benefícios, de acordo com o relatório
CIDADE DO CABO, África do Sul, 10 de Maio – África está à beira de uma oportunidade
extraordinária, é a conclusão do Relatório do Progresso em África deste ano, e os
responsáveis políticos africanos têm de tomar decisões críticas. Podem optar por investir as receitas dos seus recursos naturais nas pessoas para gerar empregos e oportunidades para milhões de pessoas no presente e para as futuras gerações. Ou podem desperdiçar esta oportunidade, permitindo a proliferação do crescimento do desemprego e da desigualdade.
Em muitos países africanos, as receitas dos recursos naturais estão a alargar o fosso entre os ricos e os pobres. Embora muito se tenha alcançado, uma década de crescimento a um ritmo impressionante não representou melhorias comparáveis no âmbito da saúde, educação e nutrição.
O Africa Progress Panel está convicto que África pode gerir melhor a sua vasta riqueza em recursos naturais para melhorar as vidas das pessoas da região estabelecendo programas de ação nacionais arrojados para fortalecer a transparência e a responsabilidade.
Contudo, a elisão e a evasão fiscal internacional, a corrupção e a governação fraca
representam desafios importantes.  Por conseguinte, o relatório valoriza o empenho por parte da atual presidência do G8, a cargo do Reino Unido, e de outros governos em colocar os impostos e a transparência no centro do diálogo deste ano. O relatório desafia todos os países da OCDE a reconhecerem os custos da inação nesta área fundamental. África perde em fluxos financeiros ilícitos o dobro do valor que recebe em ajuda internacional.

O Africa Progress Panel considera que é inaceitável que alguma empresas, geralmente apoiadas por representantes governamentais desonestos, recorram à elisão fiscal, a preços de transferência e à propriedade anónima de empresas para maximizar os seus lucros, enquanto milhões de africanos são privados de acesso a nutrição, saúde e educação adequadas.
O relatório destaca cinco contratos celebrados entre 2010 e 2012, que custaram à
República Democrática do Congo mais de 1,3 mil milhões de dólares em receitas através da subavaliação e venda de bens a investidores estrangeiros. Este soma representa o dobro do valor dos orçamentos anuais para a saúde e para a educação de um país com uma das piores taxas de mortalidade infantil e com sete milhões de crianças e jovens fora da escola.
Kofi Annan, antigo Secretário‐Geral das Nações Unidas e Presidente do Africa Progress
Panel, afirmou: “A elisão e a evasão fiscal são questões globais que nos afetam a todos. O impacto para os governos do G8 é uma perda de receitas. Mas em África, esta situação tem um impacto direto nas vidas das mães e das crianças. Em todo o mundo, milhões de cidadãos precisam que os seus líderes tomem uma posição e liderem. Felizmente, o impulso necessário para a mudança parece estar a ganhar força.”
Parceiros diferentes têm objetivos semelhantes e os seus interesses coincidem, conclui o relatório. É mais difícil estabelecer uma relação de confiança do que mudar políticas –contudo é uma condição indispensável para uma reforma de políticas bem‐sucedida. O relatório deste ano identifica um programa de ação compartilhado com vista à mudança:
 Os governos africanos têm de melhorar a sua governação e reforçar a capacidade
nacional de gerir as indústrias extractivas como parte de uma estratégia económica
e de crescimento mais ampla  Os governos africanos devem colocar a transparência e a responsabilidade no centro das políticas de recursos naturais, assegurar uma parte equitativa das receitas dos recursos naturais para os seus cidadãos, e distribuir os benefícios desta receita através de despesas públicas executadas com equidade;
 A comunidade internacional deve basear‐se na lei Dodd‐Frank dos EUA e em
legislação comparável da UE para desenvolver uma norma global para transparência
e divulgação de informações, desenvolver uma resposta multilateral credível e
efetiva à evasão e à elisão fiscal, e enfrentar o branqueamento de capitais e as
“empresas fantasma” anônimas;
 As transações comerciais internacionais devem seguir as melhores práticas no
âmbito da transparência, ajudar a construir a capacidade nacional, obter mais
produtos e serviços localmente, e elevar as normas em todas as áreas de
responsabilidade empresarial;
 A sociedade civil deve incrementar a sua capacidade e continuar a responsabilizar os governos e as empresas.
Graça Machel, Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, fundadora do Graça Machel Trust e membro do Africa Progress Panel, afirmou: “Este relatório faz um contributo crítico para os debates sobre a riqueza dos recursos naturais de África. Se as suas recomendações forem tomadas em consideração, África irá acelerar o seu progresso em direção aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Mais crianças irão à escola, menos mulheres vão morrer durante o parto, mais crianças vão sobreviver à sua infância.”
Strive Masiyiwa, fundador e director executivo da Econet Wireless e membro do Africa Progress Panel, afirmou: “Embora algumas empresas muito importantes demonstrem uma liderança excepcional no âmbito da transparência, outras demonstram indiferença em relação à ética e à vida humana. Ao defraudarem o sistema, tornam o trabalho mais difícil para as empresas honestas.”
Linah Mohohlo, Presidente do Banco Central do Botswana e membro do Africa Progress Panel, afirmou: “A principal lição do Botswana é que os recursos naturais de África pertencem ao povo. Deste modo, os nossos diamantes são um elemento central para o nosso sucesso.”
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Presidido por Kofi Annan, antigo Secretário‐Geral das Nações Unidas, o Africa Progress Panel composto por dez membros defende ao mais alto nível um desenvolvimento equitativo e sustentável para África. O Painel divulga a sua publicação emblemática, o Relatório do Progresso em África, todos os anos em Maio.
Para mais informações, contacte:
Matt Gould – matthew.gould@portland‐communications.com
(telemóvel) +44 (0) 795 890 9078 e (telefone) +44 (0) 207 822 1721
Peter Kelley – peter.kelley@portland‐communications.com
(telemóvel) +44 (0) 795.142 1247 e (telefone) +44 (0) 207 842 01247
Francisca Souto de Moura – francisca.sdm@portland‐communications.com
(telefone) +44 (0)207 8420148
http://www.africaprogresspanel.org e http://www.facebook.com/africaprogresspanel
@africaprogress e #APR2013

 

Fonte:www.kwigoo.com/agendaafricana/

África subsaariana é mais de 50% das implantações de dinheiro móvel em todo o mundo e é pioneira

dinheiro-movel 1África subsaariana representa mais da metade de todas as implantações de dinheiro móvel em todo o mundo e é pioneira em vários casos novos de uso, de acordo com dados recentes da GSMA. A última apresentação sobre o “Estado do dinheiro móvel na África subsaariana”, disponibilizada pela GSMA na Tanzânia nesta semana, revela que o número de programas de dinheiro móvel na região chegou a 140 em 39 países no final do ano passado, o que representa mais da metade das 277 implantações de dinheiro móvel no mundo todo.

O novo estudo aponta para uma década de crescimento nos serviços de dinheiro móvel na região após o lançamento do M-Pesa no Quênia em 2007. Ele observa que atualmente existem sete mercados na região com mais de 40% dos adultos sendo usuários ativos de dinheiro móvel: Gabão, Gana, Quênia, Namíbia, Tanzânia, Uganda e Zimbabwe.

“O dinheiro móvel agora está sendo adotado pelo mercado de massa em toda a África subsaariana, permitindo que milhões de pessoas acessem serviços financeiros pela primeira vez e contribuam para o crescimento econômico e para o desenvolvimento social”, disse Mats Granryd, diretor geral da GSMA. “As operadoras móveis atualmente na região usam dinheiro móvel para criar novos ecossistemas financeiros que podem oferecer uma série de novos serviços inovadores em vários setores da indústria, incluindo serviços públicos e agricultura”.

Os dados mais recentes destacam a maneira como o mercado do dinheiro móvel na região evoluiu do uso principalmente para recargas de celular e transferências de pessoa para pessoa (P2P) para se tornar uma plataforma que permite a realização de outros serviços financeiros, incluindo pagamentos de contas, pagamentos de mercadorias e remessas internacionais. O volume desses novos tipos de “pagamentos de ecossistema” quase quadruplicou entre 2014 e 2016 e agora representa cerca de 17 por cento de todas as transações de dinheiro móvel, impulsionado por um aumento significativo no número de pagamentos de contas em dispositivos móveis.

Havia 277 milhões de contas de dinheiro móvel registradas em toda a África subsaariana no final de 2016, além de 1,5 milhão de agentes registrados. Os usuários de dinheiro móvel historicamente concentravam-se no leste da África, onde há grandes mercados de dinheiro móvel, como Quênia, Tanzânia e Uganda. No entanto, dados mais recentes sugerem que o crescimento dos usuários agora está sendo conduzido por outros mercados da região, principalmente na África ocidental. Quase 29 por cento das contas ativas de dinheiro móvel na África subsaariana agora estão localizadas na África ocidental, em comparação com somente 8 por cento cinco anos atrás.

 

https://www.terra.com.br/noticias/dino/gsma-africa-subsaariana-conduzindo-o-mercado-global-para-o-dinheiro-movel,598077c9e2b60c97337dcd020206ceecrjas2s3t.html