Amnistia Internacional acusa a Shell de violações de direitos humanos na Nigéria

 Calling on Shell to own up, pay up and clean up the Niger Delta, April 2012.

A Amnistia Internacional instou hoje a Nigéria, o Reino Unido e a Holanda a investigarem o envolvimento da gigante petrolífera Shell em assassínios, violações e tortura cometidos pelo regime militar nigeriano na região de Ogoniland, na década de 1990.

 

Num relatório hoje divulgado, intitulado “Uma Iniciativa Criminosa – O envolvimento da Shell na violação de direitos humanos na Nigéria dos anos 1990” e assente em documentos internos da empresa anglo-holandesa, a Amnistia Internacional (AI) sustenta que essas e outras provas apontam para “a cumplicidade da Shell numa vaga de crimes atrozes cometidos pelo Governo militar nigeriano nos anos 1990”.

Amnesty International members and supporters take action on the International Day in Support of Victims of Torture

O relatório da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos inclui não só uma análise sem precedentes de milhares de páginas de documentos internos da companhia petrolífera e de depoimentos de testemunhas, como o próprio arquivo da AI correspondente a esse período.

Segundo a Amnistia, a campanha levada a cabo pelo regime militar da Nigéria para silenciar os protestos dos Ogonis contra a poluição causada pela Shell levou a “graves e generalizadas violações dos direitos humanos, constituindo muitas delas crimes”.

“As provas que vimos mostram que a Shell repetidamente encorajou o exército nigeriano a arranjar uma solução para os protestos da comunidade, mesmo sabendo o horror a que isso conduziria – massacres ilegais, violações, tortura, o incêndio de aldeias”, declarou a directora de Assuntos Globais da AI, Audrey Gaughran.anistia_orig

Segundo a responsável, “durante essa brutal ofensiva, a Shell até forneceu aos militares apoio material, incluindo transporte, e pelo menos num caso pagou a um comandante militar conhecido por violar os direitos humanos”.

“Que a empresa nunca tenha respondido por isso é escandaloso, [porque] é inquestionável que a Shell desempenhou um papel fundamental nos devastadores acontecimentos ocorridos em Ogoniland nos anos 1990 – mas agora acreditamos que há matéria para uma investigação criminal”, defendeu.

Coligir o enorme manancial de provas “foi o primeiro passo para levar a Shell a responder perante a justiça”, indicou Audrey Gaughran, acrescentando: “Agora, vamos preparar um processo criminal para apresentar junto das autoridades relevantes, com vista a uma acusação”.

A campanha do Governo nigeriano contra os Ogonis culminou na execução, há 22 anos, de nove homens, entre os quais Ken Saro-Wiwa, o escritor e activista que liderou os protestos.

As execuções seguiram-se a julgamentos ostensivamente injustos e desencadearam a condenação e o repúdio internacionais.
A Shell sempre negou qualquer envolvimento nas violações de direitos humanos, mas nunca houve uma investigação sobre essas acusações.

Assim, agora a Amnistia apela para que sejam lançadas investigações nas três jurisdições relevantes: a Nigéria, onde os crimes ocorreram, e o Reino Unido e a Holanda, onde a Shell está sediada.

“Nas suas últimas palavras ao tribunal que o condenou, Ken Saro-Wiwa disse que a Shell teria o seu dia em tribunal. Nós estamos determinados em fazer com que isso aconteça”, frisou Audrey Gaughran, insistindo em que “tem de ser feita justiça, por Ken Saro-Wiwa e pelos milhares de outros cujas vidas foram arruinadas pela destruição de Ogoniland pela Shell”.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/mundo/item/55534-amnistia-insta-a-investigacao-de-papel-da-shell-em-crimes-cometidos-na-nigeria

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Primeiro-ministro italiano fechou acordo de recuperação de refinaria em Angola

primeiro ministro italiano

Os governos de Angola e da Itália concordaram em acelerar os mecanismos necessários para o reforço da cooperação bilateral em vários domínios e recomendaram que equipas técnicas se reúnam o mais depressa possível para a inventariação dos acordos e a criação de condições para a sua implementação. De acordo com o comunicado conjunto emitido por ocasião da visita oficial de dois dias a Angola do primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, os dois governos encorajam o estabelecimento de contactos entre as entidades públicas e privadas dos dois países.

 

No documento, o Governo italiano reitera o interesse no reforço da cooperação e em participar “activamente” na diversificação da economia angolana. As duas partes acordaram continuar o diálogo político regular a todos os níveis para o desenvolvimento das relações bilaterais. Durante a visita, Paolo Gentiloni visitou o Museu das Forças Armadas e o Memorial  Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, onde depositou uma coroa de flores no sarcófago do Fundador da Nação angolana, Agostinho Neto.
No período da tarde visitou a sede da petrolífera ENI e  manteve um encontro com a comunidade italiana residente em Angola.

Acordo em petróleo

A assinatura de dois acordos entre a Sonangol e a petrolífera italiana ENI marcou ontem um dos momentos altos da visita de 24 horas do primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, a Angola.
O primeiro acordo prevê a recuperação da refinaria de Luanda para o aumento da produção de gasolina, melhoria da sua operacionalidade e a formação do pessoal angolano da equipa de refinação.
O presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, um dos subscritores dos acordos, testemunhados pelo Presidente João Lourenço e pelo primeiro-ministro Paolo Gentiloni, disse que  os instrumentos rubricados com a ENI vão permitir investimentos importantes, com ênfase na Refinaria de Luanda e para o gás natural.
Em declarações à imprensa no final da cerimónia, Carlos Saturnino explicou que a cooperação entre as duas empresas vai permitir a exploração e desenvolvimento de gás natural, abastecimento à Angola LNG (empresa de produção de gás natural liquefeito), no Soyo (província do Zaire), cooperação para a refinaria do Lobito, continuação da cooperação para a exploração de petróleo bruto e gás em áreas existentes e áreas novas.
“A refinaria de Luanda, por exemplo, vai ficar auto-suficiente em gasolina, provavelmente cobriremos todas as necessidades de gasolina de Luanda e não só”, garantiu o gestor, que está à frente da Sonangol desde 16 de Novembro último.
O segundo acordo, rubricado pela parte italiana pelo administrador da ENI, Claudio Descalzi, prevê a transferência das operações do bloco em terra, denominado “Cabinda Norte”, para a petrolífera ENI. O presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, explicou que o referido bloco foi operado por um grupo e ficou parado alguns anos, e decidiu-se relançar as actividades depois de  reapreciado o seu potencial.

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/mais_gasolina_da_refinaria

Construção de Refinarias de petróleo é a meta do novo governo angolano

O Presidente da República, João Lourenço, defendeu nesta quinta-feira, 16, em Luanda, a implementação de uma estratégia para refinar internamente os derivados do petróleo.

A estratégia visa evitar que Angola dependa consideravelmente da importação de produtos refinados derivados do petróleo.

“Não tem lógica que Angola, como produtor de petróleo, e com altos níveis de produção, continue a viver quase que exclusivamente da importação de produtos refinados”, afirmou João Lourenço.

O Chefe de Estado considerou fundamental que a par da Refinaria de Luanda, cuja capacidade de refinação diária ronda os 44 mil barris, o país deve apostar na construção de outra, independentemente do investimento ser público ou privado.

As duas possibilidades devem ficar em aberto. O que pretendemos é que o país tenha mais refinarias, sublinhou o Presidente durante a cerimónia de empossamento do secretário de Estado dos Petróleos e do Conselho de Administração da Sonangol.

Em relação à concessionária nacional de combustíveis, Sonangol, reconheceu que continua a ser a “galinha dos ovos de ouro” da economia do país, daí que a sua administração vai exigir maior responsabilidade dos novos gestores.

“Devem cuidar bem dela”, afirmou o Presidente aos membros do Conselho de Administração da petrolífera nacional empossados nesta quinta-feira, 15.

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Eis a lista dos empossados:

Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo – secretário de Estado dos Petróleos

Carlos Saturnino Guerra Sousa e Oliveira – Presidente do Conselho de Administração da Sonangol;

Sebastião Pai Querido Gaspar Martins – Administrador Executivo da Sonangol;
Luís Ferreira do Nascimento José Maria – Administrador Executivo da Sonangol;
Carlos Eduardo Ferraz de Carvalho Pinto – Administrador Executivo da Sonangol;
Rosário Fernando Isaac – Administrador Executivo da Sonangol;
Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel – Administrador Executivo da Sonangol;
Alice Marisa Leão Sopas Pinto da Cruz – Administradora Executiva da Sonangol;
José Gime – Administrador Não Executivo da Sonangol;
André Lelo – Administrador Não Executivo da Sonangol.

 

http://www.governo.gov.ao/VerNoticia.aspx?id=33897

Isabel dos Santos foi exonerada do cargo de presidente do Conselho da Sonangol

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Fonseca Bengui |

Isabel dos Santos foi exonerada ontem do cargo de presidente do Conselho de Administração da Sonangol (Sociedade Nacional de Combustíveis) pelo Presidente da República, João Lourenço.

Carlos Saturnino na liderança da Sonangol
Fotografia: Edições Novembro |

Os Serviços de Apoio ao Presidente da República, em comunicado, informaram que Carlos Saturnino Guerra Sousa e Oliveira é o novo presidente do conselho de administração da petrolífera.
O novo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, para ocupar o lugar de Isabel dos Santos, foi antes exonerado do cargo de secretário de Estado dos Petróleos, que ocupava desde a formação do Governo saído das últimas eleições.
O Presidente da República, em consequência, nomeou Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo novo secretário de Estado dos Petróleos. O ato  de exoneração de Isabel dos Santos é extensivo aos membros do conselho de de administração dirigido pela empresária. Assim, foram exonerados  Eunice Paula Figueiredo Carvalho, Edson de Brito Rodrigues dos Santos, Manuel Lino Carvalho Lemos, João Pedro de Freitas Saraiva dos Santos, todos administradores executivos. Foram ainda exonerados José Gime, André Lelo, e Sarju Raikundalia, todos  administradores não executivos.

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O novo conselho de administração da concessionária petrolífera nacional é agora integrado, além do presidente Carlos Saturnino, por Sebastião Pai Querido Gaspar Martins, Luís Ferreira do Nascimento José Maria, Carlos Eduardo Ferraz de Carvalho Pinto, Rosário Fernando Isaac, Baltazar Agostinho Gonçalves Miguel e Alice Marisa Leão Sopas Pinto da Cruz, todos   administradores executivos. José Gime e André Lelo são administradores não executivos.
O Executivo prevê, no Orçamento Geral do Estado para o próximo ano,  uma  produção de petróleo de 1.649.910 barris por dia a um preço de 45 dólares o barril.

Reacções 
O deputado e vice-presidente da CASA-CE diz não ver nada de extraordinário nas exonerações e nomeações na direcção da Sonangol, considerando tratar-se de “um mero exercício das competências políticas constitucionais” do Presidente da República. O Presidente da República, disse, continua a compor, a vários níveis, as equipas de trabalho da sua confiança para corresponder aos objectivos estratégicos da sua governação. “No quadro actual, o Presidente da República tem legitimidade política e legalidade constitucional de assim proceder”, frisou. “Não vejo algo extraordinário nas exonerações e nomeações, pois é um mero exercício das competências políticas constitucionais”, salientou.  Lindo Bernardo Tito disse no entanto que o actual PCA, Carlos Saturnino Guerra Sousa e Oliveira,  já esteve na Sonangol, pelo que, acrescentou, “ninguém garante ao país que estará isento dos antigos vícios.” “A prática é o critério da verdade”, sublinhou, salientando que o Presidente da República “ainda não tomou medidas profundas que visam alterar a situação económica e social precária imposta pelos sucessivos governos do MPLA.”
O político da CASA-CE lembra que o actual Presidente da República sempre esteve nos centros de decisões políticas tomadas pelo seu partido, considerando por isso ser ele parte do problema.
O jurista e docente universitário Albano Pedro entende que a exoneração de Isabel dos Santos “permite que João Lourenço, na qualidade de Presidente da República, tenha controle de fato da Sonangol, colocando gestores de confiança na sua direção.”
Em segundo lugar, acrescentou, “leva à libertação da ligação que havia entre os negócios privados de Isabel dos Santos e a Sonangol, por meio da qual os dinheiros públicos podiam vazar para negócios diversos em Angola e no estrangeiro, sem que servissem directamente os angolanos”.

          Burocracia leva petrolífera nacional ao derrame 
Uma quase paralisia da indústria petrolífera, em resultado de processos de gestão extremamente burocratizados e ineficientes, por parte da SONANGOL, é a principal constatação que resultou do diagnóstico mandado fazer ao sector pelo Presidente da República, João Lourenço.
Fontes bem colocadas deste diário garantiram que o grupo de trabalho já finalizou a sua missão, que estava fixada para um período de trinta dias, no despacho presidencial que determinou a sua constituição.   O Jornal de Angola soube, em primeira mão, que o relatório descreve um conjunto de constrangimentos e práticas que prejudicaram, de modo assinalável, as operações do sector petrolífero, o mais penoso de todos eles o facto de a extrema burocracia imputada à gestão da SONANGOL ter elevado à cifra de cinco mil milhões de dólares os processos que esperam aprovação na concessionária nacional.
O grupo referiu, entre as suas constatações, que se deparou com uma “concessionária nacional sem liderança e sem estratégia para desenvolver o papel de impulsionadora da indústria petrolífera” e que é facto também um “mau relacionamento entre a SONANGOL e as companhias petrolíferas, por um lado”, e, por outro, “entre a SONANGOL + subsidiárias e as empresas fornecedoras, por ausência de pagamento regulares”.
Depois de assinalar a ausência de actividades de exploração, designadamente a prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos, o relatório-diagnóstico faz alusão a uma “falta de sintonia entre a SONANGOL e o ministério de tutela”.
A missão que se encarregou de estudar a fundo os problemas da indústria petrolífera em Angola avançou um conjunto de propostas, que vão desde a reestruturação da concessionária nacional à redefinição de algumas das suas funções, passando por recomendações de natureza estratégica como a necessidade do aumento da capacidade de refinação do país. “Este é um aspecto crucial do desenvolvimento da nossa indústria no Downstream, enquanto país produtor de petróleo. Não podemos continuar a depender de importações de derivados de petróleo em cerca de 80%”, terão recomendado os especialistas que integraram o grupo no seu relatório final.
A seis de Outubro último, o Chefe de Estado, João Lourenço, recebeu, em audiência, representantes das empresas petrolíferas, a pedido destas. Na sequência do encontro, o Presidente da República, em despacho datado de 13 de Outubro, deu um prazo de 30 dias, para que o grupo liderado pelo ministro dos Recursos Minerais e dos Petróleos, Diamantino Azevedo, apresentasse um plano para o sector, em resposta à “necessidade de melhorar as actuais condições de investimento na indústria de petróleo e gás, como condição relevante para o desenvolvimento futuro do país”.
Além do ministro dos Petróleos, constituíram o grupo de trabalho o ministros das Finanças, Archer Mangueira, e representantes da Sonangol, BP Angola, Cabinda Gulf Oil Company (Chevron) Eni Angola, Esso Angola, Statoil Angola e Total E&P.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/sonangol_tem_nova_gestao

Compras de petróleo angolano pelos EUA ultrapassaram 10% do total da produção

As compras do petróleo angolano pelos Estados Unidos dispararam desde Junho, ultrapassando os dez por cento do total da produção nacional, indicam dados da unidade de estatística (EIA) do Departamento de Energia norte-americano.

Aceleração das exportações angolanas para os Estados Unidos para uma média de 110 mil barris por dia ainda está abaixo dos fluxos do ano passado
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições NovembroNo mês de Junho, os Estados Unidos compraram a Angola o equivalente a 178 mil barris de crude por dia, registo que subiu no mês seguinte para 189 mil barris e uma produção diária angolana que ronda os 1,6 milhões de barris diários.
Em Fevereiro, afirmam os dados da EIA, as compras norte-americanas do petróleo angolano foram de apenas 64 mil barris por dia, valor que caiu ainda mais no mês seguinte, para apenas 30 mil barris. Nos sete meses já contabilizados em 2017 pelo Departamento de Energia, as compras do petróleo angolano pelos Estados Unidos rondaram, em média, os 110 mil barris diários, ainda assim abaixo do mesmo período de 2016, então com um registo médio de 186 mil barris diários.
A Nigéria, que concorre com a Angola como principal fornecedor africano de petróleo aos Estados Unidos, garantiu neste mesmo período, entre Janeiro e Julho, vendas médias equivalentes a 298 mil barris por dia.
Cerca de 50 por cento do petróleo angolano é comprado pela China, logo seguida pela Índia, que tem vindo a reforçar as compras de crude a Angola.
As reservas de petróleo dos Estados Unidos registaram na primeira quinzena de Setembro uma nova quebra, de 1,8 milhões de barris, ficando em 471 milhões, informou o Departamento de Energia.
A descida foi superior ao esperado, com as previsões a apontarem para uma diminuição de 700 mil barris. As reservas de petróleo mantêm-se acima da média para esta época do ano, segundo o relatório do Governo norte-americano.

Total paga ao fisco
A multinacional francesa Total anunciou que pagou ao Estado angolano, durante o terceiro trimestre de 2017, cerca de 200 milhões de dólares (33.349 milhões de kwanzas) para “resolver” um diferendo fiscal, noticiou a imprensa portuguesa. A informação foi transmitida pelo director financeiro da Total, Patrick Chevroiere, na sequência da apresentação aos analistas, na sexta-feira, dos resultados do grupo francês, relativos ao período entre Julho e Setembro.
Não foi adiantada informação sobre este diferendo entre a Total, a principal petrolífera que opera em Angola, e o Estado angolano. Em Abril, o director-geral adjunto da Total EP Angola revelou que os contratos da empresa de capitais franceses no mercado nacional envolvem 350 empresas e mais de dois mil milhões de dólares (mais de 333,5 mil milhões de kwanzas).
Num seminário de fornecedores nacionais da indústria petrolífera naquela altura realizado em Luanda, Pedro Ribeiro declarou o compromisso da companhia expandir a participação de parceiros nacionais nos processos de exploração e produção de petróleo em Angola, desde que se afigurasse “seguro, eficiente e respeitasse os critérios industriais”.
Estas parcerias, apontou, já se revelaram cruciais para a edificação do projecto de exploração e produção de petróleo em águas ultra profundas Kaombo, no bloco 32, no qual a participação de contratadas angolanas da Total representa 14 milhões de horas de trabalho e 2,3 mil milhões de dólares (cerca de 384 mil milhões de kwanzas) em vários estaleiros do país.
O número de horas de trabalho observado na fase de exploração do projecto constitui um marco na indústria petrolífera angolana, que absorve entre 50 e 75 por cento dos nove mil milhões de dólares (1,4 triliões de kwanzas) que a companhia investe em custos operacionais ao longo dos próximos 20 anos, anunciou Pedro Ribeiro.
O director-geral adjunto da Total EP Angola considerou o projecto Kaombo constitui um bom exemplo em matéria de parcerias com o capital angolano, pois deu lugar ao surgimento de novas indústrias e equipamentos em número assinalável, alinhado com os projectos de angolanização do sector.

Conferência aborda questões do sector dos hidrocarbonetos

Uma conferência sobre a gestão eficiente de recursos não renováveis, com incidência para os hidrocarbonetos,   como veiculo para o fomento do empresariado nacional é realizada amanhã em Luanda pelo Centro de Apoio Empresarial (CAE).
O encontro tem como principal oradora a engenheira Albina Assis, ministra dos Petróleos entre 1992 e 1999, e é realizadas sob os auspícios do Centro de Apoio da Sonangol e da Câmara de Comércio e Indústria de Angola.
O Centro de Apoio Empresarial nota que, no livro “Gestão Sustentável do Petróleo Angolano”, Albina Assis afirma que os recursos não-renováveis, como o petróleo, podem ser transformados em renováveis caso os rendimentos desta indústria sirvam para desenvolver os outros sectores da economia.
De acordo com o documento, com base nesta afirmação, Albina Assis faz uma apresentação para a classe empresarial angolana e instituições ligadas ao petróleo, a industria e outros sectores, com o objectivo de consciencializar os participantes da forma como uma gestão eficiente e sustentável dos recursos não renováveis contribui para o aumento da participação dos fornecedores locais no sector.
A prelecção incide sobre o impacto ambiental da exploração  de hidrocarbonetos.
O Centro de Apoio Empresarial pretende que a conferência proporcione  partilha de informação, de conhecimentos  e interacção entre os participantes, prevendo-se a “participação activa” de representantes dos ministérios dos Recursos Naturais e Petróleo, Indústria, Economia e Comércio, Sonangol e outras petrolíferas.

Empresa de petróleo Total Angola está demitindo trabalhadores angolanos e gera clima de incerteza

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Madalena José |

A direcção da petrolífera Total Angola está em processo de reorganização e numa profunda análise e projecção da empresa para os próximos anos, informou ontem, em entrevista ao “Jornal de Angola”, o director-geral adjunto, Pedro Ribeiro.

O director-geral adjunto da Total Angola, Pedro Ribeiro, em entrevista ao Jornal de Angola
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

O director adiantou que o projecto de reorganização tem como base a situação do preço actual do petróleo e a redução significativa da actividade petrolífera, factores que leva a petrolífera a procurar a sua optimização.

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Contrariando uma circular estampada nas redes sociais, que dá conta de despedimentos de trabalhadores angolanos pela petrolífera Total Angola, à margem da lei, com a finalidade de se reduzir os custos operacionais, Pedro Ribeiro nega as informações e diz que não são verdadeiras.
A situação, segundo informou, é do conhecimento dos colaboradores da empresa. Em reunião realizada na semana passada com  mais de 700 trabalhadores, alguns em vídeo-conferência, a direcção prestou esclarecimentos sobre o estado do projecto de reorganização, a ser implementado no decorrer de 2018.

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Pedro Ribeiro acrescentou que o projecto está baseado num estudo iniciado em Abril do corrente ano e visa optimizar a estrutura organizacional da empresa, a fim de assegurar uma adaptação ao novo contexto da indústria petrolífera e torná-la numa organização mais ágil, eficiente e competitiva. Trata-se de uma reflexão da empresa, que olha para a sua estratégia de futuro a médio prazo, fazendo uma projecção anual, essencialmente olhando para os aspectos organizativos, enquanto procura perceber se está preparada para conseguir gerir os desafios que tem pela frente.
Pedro Ribeiro disse que a Total Angola fez, nos últimos 20 anos, avultados investimentos no Bloco 17, dado que elevou a criação de empregos e estaleiros para desenvolvimento do pessoal angolano. Hoje, avançou, o último projecto em carteira é o “Cahombo”, que deve iniciar a sua produção nos primeiros meses do próximo ano, acabando por fechar um ciclo de grandes desenvolvimentos. “Cahombo” foi o último projecto de investimento da Total, com mais de 16 mil milhões de dólares, que tem vindo a criar quadros angolanos competentes, com uma taxa de angolanização de mais de 75 por cento, dos 1.300 trabalhadores.
O director-geral adjunto revelou que a indústria petrolífera está a passar por uma crise profunda, que se traduz na redução brutal da actividade. A título de exemplo, disse que em 2014 a Total Angola tinha cerca de 30 sondas de perfuração e hoje apenas tem quatro, trazendo uma contracção industrial, económica e financeira tão elevada nas actividades da empresa.
Pedro Ribeiro disse que a partir do momento em que se deixa de fazer investimentos de maneira continuada, na indústria petrolífera, a produção entra em declínio inevitável e é o que está a acontecer com a Total Angola. Hoje, no Bloco 17, não há nenhuma sonda em funcionamento. “Há uma contracção industrial e a última está a ser desmobilizada agora”, revelou.
A direcção da empresa reconhece que este processo, principalmente nesta fase de transição, deve introduzir um nível de incerteza na organização. Contudo, Pedro Ribeiro garantiu aos trabalhadores que o mesmo será justo e baseado nos valores da empresa, como na segurança, respeito pelo próximo, solidariedade e foco no desempenho, realçando a necessidade de se manter a eficiência e a excelência operacional dentro das regras de segurança. “É um processo difícil, que tem de ser tratado com muita responsabilidade e seriedade, por se tratar de colaboradores e organizações que trabalham na empresa há mais de 20 ou 30 anos. Numa reflexão de eficiência não existem números, nem datas, nem se procura reduzir apenas colaboradores nacionais ou expatriados. Isso pode tocar tanto nacionais como estrangeiros e, no momento, estamos a definir qual deve ser a forma de organização que nos permitirá enfrentar o futuro”, acrescentou.
A partir do ano de 2018, a Total deve pronunciar-se-á sobre qualquer decisão. Contudo, realçou Pedro Ribeiro, “hoje não está definido, nem em números, nem em datas, nem em eixos, porque o processo está a decorrer e os trabalhadores estão de sobreaviso”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/direccao_da_total_nega_despedimentos

Brasil volta a ter superávit no comércio com a África

 

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Brasília –  Em 2016, o Brasil registrou um superávit de US$ 3,231 bilhões no intercâmbio comercial com os países africanos, interrompendo um ciclo de seis anos de deficits expressivos nas trocas com o continente. O saldo foi o resultado de exportações no total de US$ 7,832 bilhões e importações no montante de US$ 4,601 bilhões.

O superávit foi alcançado graças a uma fortíssima redução (-47,5%) nas importações de produtos africanos, num ano em que as vendas brasileiras para os países africanos também se reduziram, mas em um rítmo bem menos acelerado, de 4,51%, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Entre  2010 e 2016, o fluxo de comércio Brasil-África gerou para os africanos um saldo de US$ 21,580 bilhões, devido principalmente às importações de petróleo junto à Nigéria. Com a queda desses embarques e à contração dos preços internacionais da commodity, as receitas obtidas pelos países africanos decresceram de forma acelerada. Assim, o saldo que atingiu o ápice em 2014 ao somar US$ 7,359 bilhões caiu para US$ 562 milhões em 2015 e transformou-se em superávit brasileiro no ano passado.

Em 2016, a África foi o destino final de 4,5% de todo o volume exportado pelo Brasil enquanto os países do continente tiveram uma participação de 3,34% nas importações globais brasileiras.

No período, a pauta exportadora brasileira foi liderada pelos produtos manufaturados, com uma participação de  40,9% e um total de US$ 32 bilhões, com uma queda de 2,7% comparativamente com o ano anterior. Os produtos básicos geraram uma receita de US$ 2,27 bilhões, inferior em 24,5% ao volume embarcado em 2015 e participação de 28,9% nas exportações. Por outro lado, os bens semimanufaturados responderam por 29,9% do volume  embarcado e com uma alta de 24,3% totalizaram US$  2,35 bilhões.

As commodities agrícolas lideraram a pauta exportadora brasileira para os países africanos, com destaque para o açúcar de cana, com uma fatia de 26% das exportações e receita no total de US$ 2,02 bilhões (alta de 35% comparativamente com 2015). A seguir vieram açúcar de cana refinado (US$ 966 milhões e participação de 12% nas exportações), carne bovina (US$ 638 milhões, correspondentes a 8,2% do volume exportado) e carne de frango (embarques no montante de US$ 464 milhões e participação de 5,9%).

Do lado africano, mesmo em forte queda, o petróleo foi o principal item exportado para o Brasil, respondendo por 36% do volume total e gerando uma receita no valor de US$ 1,66 bilhão. Outros destaques da pauta foram as naftas (US$ 1,11 bilhão e fatia de 24% nas exportações), adubos fertilizantes (US$ 369 mihões e participação de 8,0%) e gás natural (receita no total de US$ 300 milhões e participação de 6,5%).

Direitos humanos em crise em Angola e Moçambique

A crise e a repressão governamental afetaram os direitos humanos em Angola em 2016, conclui a Human Rights Watch no seu relatório internacional anual. Em Moçambique, as violações aumentaram devido ao conflito militar.

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Os direitos humanos em Angola foram afetados em 2016 pela “contínua repressão governamental” e pela “pior crise económica” vivida desde o fim da guerra civil, lê-se no relatório da Human Rights Watch  (HRW) lançado esta quinta-feira (12.01) e relativo a 2016.

Segundo a organização, a crise provocada pela quebra da cotação internacional de petróleo pôs fim a uma década de forte crescimento do país, o segundo maior produtor de crude de África, expondo “problemas não resolvidos” provocados por “anos de corrupção, má gestão de fundos públicos e controlo político das instituições”.

Como exemplo, a HRW refere que o apelo à aceleração da diversificação da economia angolana, baseada no petróleo mas com forte potencial na agricultura, está a levar a “aquisições massivas de terrenos pelo Governo e investidores privados”. Por vezes com “despejos à força e outras violações, incluindo na capital”, é referido no documento.

defaultCrise económica afetou a saúde em Angola

A crise afetou igualmente o setor público da saúde e acesso a cuidados médicos, com quase 3.000 mortos devido à malária apenas no primeiro trimestre do ano. As mortes por malária afetaram sobretudo crianças, recordando que Angola continua a ter uma das mais altas taxas de mortalidade infantil do mundo, em que “uma em cada cinco crianças não sobrevive até aos cinco anos”.

Nesta análise ao ano passado, a organização refere igualmente que as forças de segurança continuaram a “reprimir os ativistas pró-democracia”, travando protestos pacíficos cuja realização está prevista na Constituição angolana. “O Governo constantemente bloqueia protestos antigovernamentais pacíficos com intimidação e detenções e, quando os protestos pacíficos acontecem, frequentemente enfrentam força excessiva e detenções arbitrárias”, lê-se no relatório da HRW.

É também recordado o caso dos 17 ativistas detidos em 2015, em Luanda, que acabaram condenados em março do ano passado por crimes de associação de malfeitores e rebelião a penas de prisão efetiva de até oito anos e meio. O grupo foi libertado em junho, quando já tinha cumprido cerca de três meses de pena, após recurso da defesa e beneficiou já em setembro de uma amnistia aprovada no Parlamento para todos os crimes com penas até 12 anos, exceto os de sangue.

Abusos em Moçambique

No caso de Moçambique, a HRW alerta que “as violações de direitos humanos aumentaram em Moçambique em 2016, devido a uma tensão crescente e confrontos armados entre o Governo e o antigo movimento rebelde, atual partido político, Resistência Nacional Moçambicana [RENAMO]”.

Segundo a organização, as forças de segurança do Governo “foram credivelmente implicadas em abusos nas operações contra a RENAMO”, incluindo execuções sumárias e violência sexual, que levaram milhares de pessoas a abandonar o país.

Refugiados moçambicanos no Malaui disseram que soldados de uniforme, alguns conduzindo veículos do exército, executaram sumariamente habitantes masculinos na província de Tete em fevereiro de 2016, ou amarraram-nos e levaram-nos para locais desconhecidos”, segundo testemunhos citados pela HRW, que apontaram também incêndios de casas, celeiros e campos de milho de residentes na região, acusados de alimentar os guerrilheiros da RENAMO.

defaultRefugiados moçambicanos em Kapise, no Malawi

A organização cita um relatório da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique, que em abril também denunciou execuções sumárias por parte das forças do Governo, mas igualmente abusos cometidos por combatentes da RENAMO contra pessoas que achavam que estavam a cooperar com a outra parte.

A HRW alerta para os “assassínios não resolvidos” de pelo menos 15 pessoas não identificadas que diz terem sido encontradas debaixo de uma ponte por residentes numa zona remota das províncias de Sofala e Manica, apesar de a descoberta ter sido realizada por um grupo de jornalistas e depois terem sido confirmados mais corpos ao abandono na mesma região.

Repressão na Guiné Equatorial

Corrupção, pobreza e repressão persistem na Guiné Equatorial, onde Teodoro Obiang Nguemaé o mais antigo Presidente do mundo, segundo um relatório da HRW, que alerta que faltam serviços básicos, apesar da enorme riqueza do país.

“Grandes receitas do petróleo proporcionam estilos de vida luxuosos a uma elite à volta do Presidente, enquanto a grande maioria da população continua na pobreza. Má gestão de fundos públicos, alegações credíveis de elevada corrupção e outros abusos sérios, incluindo tortura, detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados, repressão de grupos da sociedade civil e de políticos da oposição e julgamentos injustos persistem”, comenta, no relatório, a HRW.

defaultTeodoro Obiang está no poder desde 1979

A Guiné Equatorial, um dos cinco maiores produtores de petróleo da África subsaariana, tem, “de longe”, o maior intervalo entre a riqueza ‘per capita’ (o PIB per capita era de 21.056 dólares em 2014) e o índice de desenvolvimento humano (138.º lugar em 188 países), revela o relatório mundial da organização de defesa dos direitos humanos, relativo a 2016.

“Apesar da riqueza do país, dada a abundância do recurso natural, a Guiné Equatorial foi incapaz de garantir serviços básicos cruciais”, aponta o documento, revelando que metade da população (cerca de um milhão de habitantes) não tinha acesso a água potável e um quarto das crianças tinham má nutrição e nunca tinham sido vacinadas, em 2011. No ano passado, 42% das crianças não frequentavam a escola e apenas metade dos menores que iniciam a escola primária terminam este ciclo, acrescenta.

Quanto à liberdade de expressão, o relatório revela que os poucos órgãos de comunicação privados que existem na Guiné Equatorial estão ligados ao círculo de Obiang.  “A liberdade de associação e reunião é severamente restringida” e os “poucos ativistas locais enfrentam frequentemente intimidação, perseguição e represálias”, diz ainda.

Nigéria retoma posição de principal produtor de petróleo em África

petroleo

Angola foi ultrapassada pela Nigéria como o principal produtor de petróleo em África em Novembro de 2016, de acordo com os dados incluídos no mais recente relatório mensal do mercado petrolífero da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Angola, que durante sete meses consecutivos manteve a primeira posição, obteve uma produção de 1,688 milhões de barris em Novembro, número que representa um aumento mensal de 181 mil barris, inferior ao valor comunicado pela Nigéria de 1,782 milhões de barris, que deriva de um aumento mensal de 391,9 mil barris por dia.
Estes valores são anteriores aos recentemente anunciados pelos países membros da OPEP, depois do acordo alcançado no seio do cartel para reduzir a produção a fim de fazer aumentar o preço do barril, tendo Angola já anunciado que ia reduzir a produção em 78 mil barris por dia.
O relatório da OPEP inclui outra tabela de produção de petróleo baseada em fontes secundárias, sendo que nesta tanto Angola como a a Nigéria apresentam a mesma produção – 1,692 milhões de barris por dia – embora com aumentos mensais de 124,8 mil barris por dia de Angola e de 62,7 mil barris por dia da Nigéria.
A Nigéria perdeu a primeira posição na lista dos maiores produtores de África em favor de Angola no princípio do ano transacto, na sequência de ataques terroristas contra instalações petrolíferas na região do Delta do Níger.
A partir do primeiro dia do ano, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) ajustou a produção diária do petróleo do país a um milhão e 673 mil barris, o que corresponde à meta atribuída pela OPEP ao país.
A medida resulta do acordo entre os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de 30 de Novembro do ano passado, em reduzir a produção de petróleo bruto de 33.7 milhões para 32.5 milhões de barris por dia.
A redução estabelecida pela OPEP visa elevar o preço do barril de petróleo bruto no mercado internacional. O corte de produção diária para Angola é de 78 mil barris em relação ao valor de referência considerado pela OPEP de um milhão e 751 mil barris dia.
A Sonangol instruiu formalmente os diferentes operadores em Angola sobre os limites de produção mensais por concessão, baseado no potencial de produção actual de cada uma delas e a programação de intervenções nas mesmas, acrescenta a nota. A produção da OPEP caiu 310 mil barris por dia (bpd) em Dezembro influenciada, sobretudo, pelas interrupções na produção petrolífera na Nigéria. Com uma queda de 200 mil barris – para os 1,45 milhões de barris por dia em Dezembro -, a produção petrolífera da Nigéria perdeu três meses de ganhos no último mês de 2016,  quando teve dificuldades para repor a capacidade de produção afectada por ataques militares a infra-estruturas de produção um ano antes. A produção da Arábia Saudita caiu cerca de 50 mil bpd, enquanto a da Venezuela caiu 40 mil.
“A produção do crude na Nigéria, em Dezembro, teve um impacto significativo uma vez mais, em grande parte devido à manutenção de um campo de produção, bem como de uma greve dos trabalhadores portuários”, disse a agência de notícias económicas Bloomberg Amrita Sen, analista da consultora Energy Aspects, em Londres. A queda da produção em Dezembro acontece numa altura em que a OPEP, que controla 40 por cento da oferta mundial, leva avante o acordo estabelecido em Novembro para limitar a produção do petróleo e equilibrar o mercado.
O acordo, que inclui países não membros da OPEP como a Rússia, revela-se histórico, nota a Bloomberg, porque o corte estabelecido foi de 1,8 milhões de barris por dia a partir deste mês de Janeiro.
Apesar da queda verificada na produção do petróleo, no total, a OPEP produziu 33,1 milhões de barris por dia em Dezembro último, declararam analistas consultados pela Bloomberg.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/nigeria_retoma_posicao_de_lider_africano

Empresa de petroleo angolana ajusta produção à quota da OPEP

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Nunca é demais lembrar da dependência  do petróleo na economia angolana que é muito grande e qualquer alteração na produção afeta a profundamente a vida dos angolanos, o mesmo para os nigerianos e venezuelanos .

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) ajustou, a partir do dia 1 de Janeiro, a produção diária do petróleo a um milhão e 673 mil barris, o que corresponde à meta atribuída pela OPEP ao país, anunciou a companhia em comunicado.

 

A medida resulta do acordo entre os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de 30 de Novembro de 2016, em reduzir a produção de petróleo bruto de 33.7 milhões para 32.5 milhões de barris por dia.

 
A redução estabelecida pela OPEP visa elevar o preço do barril de petróleo bruto no mercado internacional. O corte de produção diária para Angola é de 78 mil barris em relação ao valor de referência considerado pela OPEP de um milhão e 751 mil barris dia.
A Sonangol instruiu formalmente os diferentes operadores em Angola sobre os limites de produção mensais por concessão, baseado no potencial de produção actual de cada uma delas e a programação de intervenções nas mesmas, acrescenta a nota. A produção da OPEP caiu 310 mil barris por dia (bpd) em Dezembro, influenciada, sobretudo, pelas interrupções na produção petrolífera na Nigéria.
Com uma queda de 200 mil barris – para os 1,45 milhões de barris por dia em Dezembro -, a produção petrolífera da Nigéria perdeu três meses de ganhos no último mês de 2016,  quando teve dificuldades para repor a capacidade de produção afectada por ataques militares a infra-estruturas de produção um ano antes. A produção da Arábia Saudita caiu cerca de 50 mil bpd, enquanto a da Venezuela caiu 40 mil. “A produção do crude na Nigéria, em Dezembro, teve um impacto significativo uma vez mais, em grande parte devido à manutenção de um campo de produção, bem como de uma greve dos trabalhadores portuários”, disse a agência de notícias económicas Bloomberg Amrita Sen, analista da consultora Energy Aspects, em Londres.
A queda da produção em Dezembro acontece numa altura em que a OPEP, que controla 40 por cento da oferta mundial, leva avante o acordo estabelecido em Novembro para limitar a produção do petróleo e equilibrar o mercado. O acordo, que inclui países não membros da OPEP como a Rússia, revela-se histórico, nota a Bloomberg, porque o corte estabelecido foi de 1,8 milhões de barris por dia a partir deste mês de Janeiro.
Apesar da queda verificada na produção, no total, a OPEP produziu 33,1 milhões de barris de petróleo por dia em Dezembro, declararam analistas consultados pela Bloomberg.

Medidas de contenção

Em Novembro, a produção da organização chegou aos 33,41 milhões de barris por dia, e aos 34,14 milhões de barris caso se tenha em conta a produção petrolífera na Indonésia. Em Janeiro, e com o acordo estabelecido, estima-se que a produção na Indonésia caia para os 32,5 milhões de barris por dia.
Por seu turno, a petrolífera estatal saudita Saudi Aramco começou a negociar com os seus clientes internacionais possíveis cortes de 3,00 a 7,00 por cento nos carregamentos de petróleo em Fevereiro, para cumprir o acordo de cortes acertado no âmbito da OPEP. Submetida ao acordo, a Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo, aceitou cortar a produção em 486 mil bpd, ou 4,61 por cento da produção de Outubro, de 10,544 milhões de bpd.
Em Novembro, a nova administração da Sonangol anunciou medidas de contenção que permitiram poupar 240 milhões de dólares nos primeiros cinco meses em funções.
A companhia garantiu na altura que as acções, enquadradas no processo de reestruturação, visam “tornar a Sonangol uma empresa mais eficiente e eficaz, diminuindo custos, racionalizando recursos e optimizando processos”.
As poupanças foram feitas, lê-se ainda, com medidas de contenção de custos e de reforço de eficiência para aumentar a rentabilidade no negócio de petróleo e gás, como o “cancelamento de contratos de ‘shipping’ não prioritários”, a optimização do número de navios rebocadores e de cabotagem ou o início da distribuição de produtos derivados do petróleo por transporte ferroviário, entre Lobito e Luena.
Também foram negociados ou cancelados contratos a nível central e nas subsidiárias do grupo Sonangol, bem como revistos modelos de operação e promovida a “racionalização de diversos gastos e consumos considerados supérfluos”.
Em termos de investimentos, “com foco na sustentabilidade e na criação de valor para a economia angolana”, foi feita a reavaliação dos investimentos na refinaria do Lobito e no terminal oceânico do Dande, “para assegurar a viabilidade a longo prazo dos investimentos”. A Sonangol afirma igualmente ter identificado áreas da empresa para reforço das competências e arrancou com o “recrutamento interno e externo para colmatar as lacunas identificadas”.
No plano interno, foram criados dez comités de gestão por área de acção, envolvendo administradores.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/sonangol_ajusta_producao_a_quota_da_opep