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Irene Neto , defende o patrimônio cultural angolano

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A necessidade da preservação e contínua divulgação do património material e imaterial do país foi advogada, segunda-feira, em Mbanza Kongo, pela presidente do Conselho de Administração da Fundação António Agostinho Neto (FAAN), Irene Neto.

Falando num encontro com jornalistas de diversos órgãos públicos e privados, Irene Neto sublinhou a necessidade de manter viva a memória colectiva da actual geração para que não caia no desconhecimento.

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Universidade Agostinho Neto em Angola pode vir a cobrar mensalidades.

A Universidade Agostinho Neto (UAN) vai apresentar à Assembleia Nacional uma proposta para regular a cobrança de propinas aos estudantes das unidades orgânicas como forma de garantir melhor qualidade ao ensino e à gestão, anunciou ontem, em Luanda, o vice-reitor da universidade pública para a Área de Gestão, Pepe de Gove.

Deputados da comissão de especialidade reuniram ontem com os responsáveis da UAN
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

O académico, que apresentou a proposta durante um encontro com os deputados da VI Comissão de trabalhos da Assembleia Nacional, garantiu que a UAN tem já elaborada a proposta para apresentar ao Parlamento.
“Não há nenhuma legislação que diz que o ensino superior é gratuito. Falta vontade política para inverter o quadro” , disse o académico, acrescentando que a UAN não pode continuar a depender do Orçamento Geral do Estado. Pepe de Gove lembrou que não há no mundo ensino superior gratuito. O docente universitário afirmou que em universidades modernas o orçamento é feito à base do custo do estudante.
O vice-reitor da UAN para Área  de Gestão falou das várias dificuldades vivida pela instituição e destacou que a conclusão das obras no Campus Universitário está atrasada devido a dívidas com empreiteiros.
Pepe de Gove pediu a intervenção dos deputados para ultrapassar os vários problemas sentidos na Universidade Agostinho Neto.
O reitor da UAN, Pedro Magalhães, reforçou, na ocasião, que a Lei de Base do Ensino Superior estabelece que a gratuidade de ensino vai até à nona classe, mas não regulamenta como se pode praticar a questão das propinas no Ensino Superior. “Seria bom que isso estivesse estabelecido para termos um suporte legal”, disse.

Novos docentes
A UAN quer urgência na admissão e promoção dos docentes. Segundo informações dada aos parlamentares, o processo para a admissão de docentes encontra-se, há mais de oito meses, no Tribunal de Contas sem resposta.
Os docentes pediram um concurso especial para Universidade Agostinho Neto que carece de docentes em todas unidades orgânicas.  A universidade remeteu ao Executivo a proposta de um total de 827/ano. O reitor falou de problemas relacionados com os cursos de licenciaturas, bacharelatos e pós-graduação, que contam com escassez de recursos humanos, que, na sua opinião, está a afectar a qualidade dos serviços prestados à população.
“Há faculdades que se encontram numa situação mais difícil em termos de recursos humanos, há aquelas que já funcionaram há dois ou três anos e, neste momento, estão com uma grande escassez de recursos humanos”, afirmou o reitor.
A UAN tem actualmente um total de sete faculdades e conta com 27.824 estudantes, divididos em estudantes de graduação, num total de 80 por cento, e 1.833 estudantes de pós-graduação. A universidade conta com um total de 53 cursos, dos quais 45 de licenciatura e oito de pós-graduação.
Pedro Magalhães disse que, dos projectos que a universidade, tem, num total de 155, grande parte deles definidos 2016, estão condicionados devido à falta de recursos financeiros.
A vice-reitora para Área de Investigação Científica e Pós-Graduação, Maria Antonieta Baptista, adiantou que a UAN, devido à falta de laboratórios, tem como estratégia estimular parcerias com instituições do Ensino Superior, públicas e privadas.

Posição dos deputados
O presidente da Comissão de Saúde, Educação, Ensino Superior, Ciência e Tecnologia da Assembleia Nacional, Manuel da Cruz Neto, reconheceu as dificuldades da universidade e, por isso, os trabalhos universitários ficam “altamente comprometidos”. Quanto ao pagamento de propinas, o parlamentar concorda que nenhuma legislação proíbe a cobrança de propinas. “É preciso começar por aí. Nada nos impede de assumir-mos um compromisso de melhoria do ensino”, disse.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/universidade_publica__pode_cobrar_propinas

PRÊMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA AGOSTINHO NETO

REGULAMENTO DO PRÊMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA AGOSTINHO NETO

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Artigo 1 (Objecto, patrocínio, âmbito)

A Fundação Dr. António Agostinho Neto (FAAN) e o Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior (IABES), representado pela Faculdade Zumbi dos Palmares (FZP), promovem um concurso internacional, de dois em dois anos, designado

PRÉMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA AGOSTINHO NETO, nos termos e condições deste regulamento.
O PRÉMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA  AGOSTINHO NETO é patrocinado pela FAAN e pelo IABES.

O PRÉMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA AGOSTINHO NETO destina-se a galardoar as obras de investigação escritas sobre Agostinho Neto, Angola, África, Brasil, a Diáspora e Afrodescendentes que contribuam para o melhor conhecimento da história de Angola, do Brasil e de África.

Artigo 2 (Periodicidade e Prémio)

1. Este concurso atribui, bianualmente, à melhor obra, o PRÉMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA AGOSTINHO
NETO.

2. Ao(s) autor(es) da obra distinguida com o PRÉMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA AGOSTINHO NETO será entregue um diploma, um troféu e a quantia equivalente a 50.000,00 USD (cinquenta mil Dólares dos EUA).

Artigo 3 (Autor)

1. Considera-se o autor, para efeitos do presente regulamento, uma ou mais pessoas que tenham produzido o trabalho de investigação.
2. Serão admitidas a concurso obras de autoria de angolanos, de brasileiros e de outras nacionalidades.
3. Recomenda-se, quando possível, o registo das obras no órgão competente de registo dos direitos de autor.
4. O original deve ser impresso em folhas de papel de cor branca e tamanho A4, O texto deve estar formatado em tamanho 12, tipo de letra Times News Roman. As páginas devem estar numeradas, ordenadas e conter o título da obra e o nome do autor.
5. Na primeira folha deve vir indicado o título da obra e o nome do autor.
6. Terá de ser apresentado um resumo com o máximo de três folhas que deverá exprimir correctamente o conteúdo do trabalho, de modo a permitir uma primeira análise quanto à admissibilidade a concurso.
7. Os trabalhos devem ser escritos em língua portuguesa e enviados em suporte digital (CD, pendrive ou por correio electrónico).

Artigo 4 (Secretariado do Prémio)

Os trabalhos para candidatura devem ser enviados até ao dia 31 de Março ao Secretariado do Prémio:
a) Em Angola: 2 Exemplares para a Fundação Dr. António Agostinho Neto, sita na Rua Major Kanhangulo, Nº 10, Luanda, Angola. E-mail: fundagostinhoneto@gmail.com. Telefone: (+244) 222335431. Fax: (+244) 222332474.
b) No Brasil: 2 Exemplares para o Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior – CNPJ 05.234.052/0001-46, Avenida Santos Dumont, 843, CEP 01101-000, Bairro Ponte Pequena, Município de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil
Ou

Para a Fundação Zumbi dos Palmares, sita na Rua Santos Dumont, Nº 843, Armênia, São Paulo, SP, Brasil. E-mails: jose.vicente@unipalmares.edu.br e ivairs@gmail.com (011)3325-1000.
Artigo 5 (Documentação)

A acompanhar a apresentação do original a que se refere o artigo 4º, deverá ser entregue a identificação completa mediante a documentação seguinte:

1. Fotocópia do Bilhete de Identidade
2. Residência dos autores da obra
3. Títulos académicos
4. Curriculum profissional
5. A declaração constante do artigo 6º, será assinada pelo autor ou autores da obra.

Artigo 6 (Declaração)

Os autores das obras candidatas devem subscrever, como condição para a sua admissibilidade, a seguinte declaração:

Nome (identificação completa do autor, incluindo a nacionalidade) do autor ou autores em colaboração da obra intelectual sobre o tema (identificação do tema) e com o título (identificação do título), candidata-se ao PRÉMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA AGOSTINHO NETO, ano respectivo, declara(m) ter tomado conhecimento, nesta data, do teor completo do regulamento, com o qual concorda(m) plenamente. Assim aceita(m) colaborar com a organização do PRÉMIO em tudo o que está estipulado no referido regulamento.
Expressamente autoriza(m) a utilização do original e cópias da sua honra, nos termos previstos no citado regulamento, designadamente para a reprodução integral fotocopiada a que se refere o seu artigo 7º.
Declara(m) ainda abster-se de quaisquer actos ou iniciativas que possam diminuir o interesse ou ineditismo da obra até à divulgação dos respectivos resultados, nos termos do artigo 16º do presente regulamento.

Artigo 7 (Cópias do trabalho)

As cópias do trabalho serão distribuídas pelos membros do Júri e não serão devolvidas ao autor. Elas destinam-se a ser entregues ao Presidente do Júri, nos termos e para os efeitos do artigo 8º, e as restantes reproduções serão reservadas para consulta dos Membros do Júri.
Artigo 8 (Das decisões do Júri. Prazos. Irrecorribilidade)
1. Compete ao Presidente do Júri apreciar se cada obra candidata ao Prémio se coaduna ou não com os termos deste regulamento.
2. Esta apreciação deve ser feita no prazo de trinta dias úteis após a data de entrega.
3. Das decisões do Presidente do Júri, nos termos deste artigo, não cabe qualquer espécie de recurso, pelo que são definitivas.
Artigo 9 (Conceito de obra em participação)
Obra em participação é toda aquela que tenha sido apresentada pelo candidato nos termos deste regulamento e tenha sido admitida a apreciação preliminar.

Artigo 10

(Designação do Júri)
1. O Júri do Prémio bianual, é composto por sete elementos, um dos quais é Professor de História para a função de Presidente do Júri.
2. O Presidente do Júri, os dois investigadores, dois vogais e um secretário serão designados pela FAAN e o IABES, tendo como base professores, escritores e representantes indicados pela FAAN e pelo IABES.
3. A Fundação Dr. António Agostinho Neto indica um membro para supervisionar os trabalhos.
4. Quando o Júri não se julgar competente para avaliar o mérito de uma ou várias obras concorrentes, poderá consultar peritos nacionais ou internacionais.
5. O contacto com o (s) perito (s) será feito pelo Presidente ou pelo membro do Júri em quem ele delegue.
6. Os membros do Júri guardarão sigilo quanto às obras candidatas ao Prémio.
7. Este processo será público e sob supervisão do patrocinador.

Artigo 11 (Deliberação do júri)

1. O Júri é autónomo e competente para deliberar por maioria simples sobre a classificação das obras.
2. Em caso de empate nas votações, o Presidente dispõe de voto de desempate.
3. O Secretário não dispõe de direito de voto.
4. Compete ao Júri a definição do seu modo de funcionamento, obrigando-se a cumprir os termos e as condições deste regulamento e a fundamentar as suas decisões.
5. As deliberações do Júri são definitivas, delas não cabendo qualquer recurso.
Artigo 12 (Classificação)
O Júri apreciará as obras em participação e escolherá de entre elas a de maior mérito para receber o título de obra premiada com o PRÉMIO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA AGOSTINHO NETO, no ano respectivo.

Artigo 13 (Divulgação das obras)

1. Os autores intelectuais das obras premiadas autorizam a FAAN e o IABES, a efectuar, segundo o seu livre critério, por si ou por terceiros a quem ceda gratuitamente esse direito, a publicação das obras em primeira edição, com exclusividade, até dez mil exemplares.
2. A autorização abrange reproduções ou menções de extractos, resumos ou condensações das respectivas obras por quaisquer meios durante um período de dois anos.
Artigo 14 (Publicações)
1. A publicação das obras será feita no Brasil, através da Editora Zumbi dos Palmares, sendo metade para a FAAN e a outra metade para o IABES, no sistema de co-edição.
2. A língua empregue na publicação será o português sem acordo ortográfico para Angola e com acordo ortográfico para o Brasil.

Artigo 15 (Local de entrega do prémio)

1. O prémio será entregue em cerimónia solene na sede da FAAN ou noutro local por si designado.
2. A obra será lançada tanto no FESTINETO, em Angola, como na FLINK SAMPA, no Brasil, seguida de debate com o autor, a FAAN, a FLINK SAMPA e o presidente do Júri.
Artigo 16 (Data da divulgação do Prémio)
Os resultados serão divulgados em cerimónia pública a realizar-se no dia 17 de Setembro, data do nascimento de António Agostinho Neto.

Artigo 17
(Obrigações e Actos do Júri)

1. A FAAN e o IABES não se obrigam em relação a obras ou a autores que não preencham a totalidade das condições expressas ou implícitas neste regulamento.
2. A FAAN e o IABES não poderão ser responsabilizados pelos actos do Júri.
Luanda, 10 de Setembro de 2014
São Paulo, 10 de Setembro de 2014

ADENDA

Atendendo à exiguidade de tempo para a entrega das obras candidatas ao Prémio 2017-2018 até ao dia 31 de Março de 2018 assim como a dificuldades de recepção de trabalhos volumosos pelo correio, foram alterados os Artigo 3º e o Artigo 4º.

Luanda, 20 de Fevereiro de 2018
São Paulo, 20 de Fevereiro de 2018.

 

http://www.agostinhoneto.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1366:regulamento-do-premio-internacional-de-investigacao-historica-agostinho-neto&catid=37:noticias&Itemid=206

Obras para prêmio Agostinho Neto entregues até Março

A recepção das obras candidatas ao Prémio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto termina no dia 31 de Março, devendo os interessados enviar os trabalhos ao secretariado da Fundação Dr.

Fotografia: EDIÇÕES NOVEMBRO

António Agostinho Neto em Angola e no Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior ou na Fundação Zumbi dos Palmares no Brasil. Ao prémio instituído pela Fundação Agostinho Neto e o Instituto Afro-Brasileiro
do Ensino Superior, representado pela Faculdade Zumbi dos Palmares, podem-se candidatar todos os interessados, desde que tenham trabalhos relacionados com Agostinho Neto, Angola, Brasil, a Diáspora ou os Afro-Descendentes, que possam contribuir para um maior conhecimento da História de Angola,
do Brasil ou da África.

A Faculdade de Engenharia em Angola tem oportunidades para brasileiros

O que é um problema , pode se apresenta r como uma oportunidade apra os brasileiros em Luanda , pois a a Universidade Agostinho Neto não dispõe de professores e corre riscos de paralisar suas atividades.

Segundo informou a decana da instituição acadêmica Aline de Almeida, ao jornal de Angola que o seu quadro apresenta apenas dois docentes efetivos e 95% são colaboradores que atendem um universo de 200 a 300 estudantes. 

 Universidade Agostinho Neto

“Não é com docentes colaboradores que o curso se vai desenvolver. Eles até podem manter o mesmo em funcionamento, mas não é disso que a Faculdade de Engenharia e o respectivo curso precisam para o seu desenvolvimento”, afirmou Aline em declarações ao JA.

Além do curso de Engenharia de Informática, estar ameaçado a encerrar, Aline de Almeida, informou ainda que o curso de Engenharia de Petróleo também corre os mesmos riscos, por dispor de apenas de um docente efectivo, que tem ajuda de colaboradores docentes efectivos de outros cursos.

“Temos docentes já em idade e tempo de serviço para reforma, mas infelizmente, continuamos com os mesmos, sem possibilidade de efetuarmos novas admissões”, disse a decana.

Com esse quadro, muitos professores brasileiros poderiam  enviar currículos e começar uma cooperação técnica. em áreas que temos bons profissionais, nesse universo de milhões de desempregados brasileiros .

 

 

Fonte:https://angorussia.com/educacao/faculdade-engenharia-da-universidade-agostinho-neto-corre-risco-encerrar-falta-professores/

Irene Neto condena “desvios monumentais, descarados e obscenos” de Angola

A deputada angolana Irene Neto, do MPLA –  filha do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto (1922-1979), e da escritora Maria Eugénia Neto -, considera que a atual Constituição “limita a democracia”.  Numa entrevista ao “Novo Jornal”, a parlamentar diz que  a atual Constituição da República de Angola (CRA) “não serve os interesses estratégicos da Nação”, critica a governação de José Eduardo dos Santos e o presidencialismo “quase imperial” e admite a possibilidade de no futuro se candidatar a Presidente da República. Afirma também que após a morte do pai foram cometidos “desvios monumentais”


África 21 Digital, com Panapress


“A CRA precisa de ser alterada porque limita a democracia, restringe as liberdades fundamentais e bloqueia o funcionamento de uma economia de mercado (…), porque concentra e centraliza o poder numa única pessoa”, afirma

A CRA instituiu um presidencialismo “quase imperial” que asfixia a democracia e desmantela os contrapoderes, constata a filha do dirigente da luta de libertação nacional contra o colonialismo português e primeiro presidente de Angola.

Irene Neto considera que a concentração pessoal do poder de decisão bloqueia a economia “que necessita de liberdade e de escolhas rápidas, diárias, racionais e informadas”.

“Angola é demasiado grande e complexa para depender de uma única pessoa. Atualmente é impossível decidir sobre tudo. O engarrafamento e os atrasos nas decisões prejudicam a economia. Angola é um país livre com cidadãos racionais. A democracia demanda divisão de trabalho e de poderes. Demanda contrapoderes, descentralização e equilíbrios”, avalia Irene Neto, numa alusão ao regime de José Eduardo dos Santos, no poder em Angola há quatro décadas.

Assembleia “esvaziada, passiva e subalternizada”

Irene Neto considera igualmente que a interpretação da CRA feita pelo Tribunal Constitucional restringiu a ação dos deputados cuja competência de controlo e fiscalização da ação governativa passou a ser exercida apenas através da análise e aprovação do Orçamento Geral do Estado, da Conta Geral do Estado e autorizações específicas ao poder Executivo.

Nesta situação, a Assembleia Nacional (AN, Parlamento) ficou “esvaziada, passiva e subalternizada” e perdeu iniciativa e autonomia, diz a deputada na entrevista ao Novo Jornal.

“A questão da separação dos poderes, executivo e legislativo, com base neste sistema de base presidencial, em que o Executivo é um órgão unipessoal, com independência política em relação à Assembleia Nacional, apesar de advir de um sistema de eleição parlamentar, frena a possibilidade de haver uma fiscalização mais direta”, enfatiza.

Para a deputada do partido maioritário, trata-se de uma subordinação política “inaceitável”, porque o âmbito da função política da Assembleia Nacional “fica subtraído de certa forma, pois limita-se a sua ação à função constitucional principal, que é a função legiferante”.

Na entrevista, Irene Neto defende a necessidade de os políticos serem coerentes, lembrando que o facto de o slogan do seu partido ser  “corrigir o que está mal” é revelador de que o MPLA “reconhece que há insuficiências, há erros e práticas nocivas”.

“Não sou a única pessoa no MPLA que o vê e diz. Se assim fosse, este slogan não teria surgido. Quando um candidato presidencial se baseia nesta linha de rumo, está tudo dito”, afirma, acrescentando que muitos colegas seus no Parlamento,  se não todos, “partilham a minha opinião”.

O MPLA tem de mudar para melhor e tem de praticar o que apregoa, não fazer letra morta dos seus princípios fundacionais e “não brincar com o povo”, diz.

“Desvios monumentais”

A parlamentar condena também o que chama de “desvios monumentais, descarados e obscenos” ocorridos no país, logo após a morte do seu pai, criando-se “um clima de impunidade que a guerra civil, prolongada desnecessariamente, permitiu e a mudança de regime político acelerou”.

Na entrevista, Irene Neto denuncia a criação de uma “burguesia nacional escolhida a dedo e não por mérito próprio, com a delapidação do erário público para a acumulação primitiva de capital de alguns eleitos em detrimento da maioria”.

Sobre a hipótese de um dia se candidatar a Presidente República, ela não descarta esta possibilidade, exprimindo a sua convicção de que se tal acontecer terá “certamente” o apoio dos militantes do MPLA.

https://africa21digital.com/2017/07/11/29626/

Prêmio Mandela atribuído a Agostinho Neto

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O primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foi agraciado, a título póstumo, com o Prémio Mandela de Audácia 2016, pela sua contribuição heróica na luta pelas independências de Angola, Namíbia e Zimbabwe e pelo fim do apartheid na África do Sul e a consequente libertação de Nelson Mandela.
De acordo com uma nota da Fundação Dr. António Agostinho Neto, de que o Fundador da Nação é patrono, com mais este reconhecimento póstumo, o Prémio Mandela 2016 destaca a audácia de Agostinho Neto, que continua a ser uma fonte de inspiração e de orientação para as novas gerações, em Angola e no Mundo.

“Na Namíbia, no Zimbabwe e na África da Sul está a continuação da nossa luta”. Com esta palavra de ordem, Agostinho Neto resumiu a sua estratégia de solidariedade para com os povos da África austral, hoje reconhecida internacionalmente.

Esta palavra de ordem, segundo a Fundação, foi materializada com atos políticos e militares que conduziram à libertação da Namíbia e do Zimbabwe e ao fim do apartheid na África do Sul.
A solidariedade de Angola teve um pesado custo em vidas humanas, em mutilações e na destruição de infra-estruturas. Sem a visão estratégica de Agostinho Neto, provavelmente a Namíbia, o Zimbabwe e a África do Sul hoje não seriam países libertos. A audácia ora premiada é um sinal de reconhecimento, ainda que tardio, de um líder e de um povo que ousou vencer o mito da superioridade de uma raça e da invencibilidade de um exército. O Prémio Mandela é uma distinção tutelada pelo Instituto Mandela, um “think tank” (grupo de reflexão) com sede na Universidade de Bordéus (França), subdividido em 15 categorias, cujo objectivo principal é prestar reconhecimento a pessoas individuais e colectivas que se tenham destacado na realização de acções em prol do continente africano e da paz, dentro do espírito de Nelson Mandela.

Para a edição de 2016, o Instituto Mandela (www.institutmandela.com), presidido pelo Dr. Paul Kananura, anunciou a recepção de 3.623 candidaturas, sendo 3.191 candidaturas populares, 25 individuais, 388 diplomáticas e 19 oficiais. Destas candidaturas, no decorrer da primeira fase de avaliação, o Comité Organizador do Prémio descartou 867 candidaturas, por considerá-las pouco motivadoras para concorrerem ao Prémio.

De um universo de 2.755 candidaturas, que foram submetidas a uma segunda fase de avaliação do júri, o número ficou reduzido a 75 dossiers, à razão de cinco dossiers por cada categoria concorrente, que resultou na selecção dos 15 laureados do certame.
O Rei Mohamed VI de Marrocos foi o grande vencedor do Prémio Mandela 2016, pela sua contribuição para a construção de uma sociedade justa e pacífica entre homens e nações e também pela sua participação na manutenção da paz em África e no mundo. Mohamed VI, além de pan-africanista, tem conduzido desde a sua entronização, em 1999, muitos projectos políticos de grande alcance social, tanto em Marrocos e África, como em países do Golfo, da União Europeia e das Américas.

http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/premio_mandela_atribuido_a_neto

 

 

 

Agostinho Neto ganha prêmio Mandela

 
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Dr. António Agostinho Neto, Presidente Fundador da República de Angola, laureado a título póstumo PRÉMIO MANDELA DE AUDÁCIA 2016.
 
 
“Na Namíbia, no Zimbabwe e na África da Sul, está a continuação da nossa luta”. Com esta palavra de ordem, Agostinho Neto resumiu a sua estratégia de solidariedade para com os povos da África austral, hoje reconhecida internacionalmente.
Esta palavra de ordem foi materializada com actos políticos e militares que conduziram à libertação da Namíbia e do Zimbabwe e ao fim do apartheid na África do Sul.
A solidariedade de Angola teve um pesado custo em vidas humanas, em mutilações e na destruição de infraestruturas. Sem a visão estratégica de Agostinho Neto, provavelmente a Namíbia, o Zimbabwe e a África do Sul hoje não seriam países libertos.
A audácia ora premiada é um sinal de reconhecimento, ainda que tardio, de um líder e de um povo que ousou vencer o mito da superioridade de uma raça e da invencibilidade de um exército.
A luta continua

Presidente da República de Angola manifesta consternação

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O Presidente José Eduardo dos Santos considera Fidel Castro uma figura ímpar de transcendente importância histórica que marcou a sua época pelo papel que desempenhou no seu país e nas grandes transformações da humanidade, em prol da liberdade, justiça social e desenvolvimento dos povos.
Numa mensagem, o Chefe de Estado manifestou-se “profundamente consternado ao tomar conhecimento do desaparecimento físico do Líder da Revolução Cubana e antigo Presidente de Cuba, comandante Fidel Castro, ocorrido sexta-feira em Havana”. O Presidente transmitiu também as suas profundas condolências ao homólogo Raúl Castro Ruz, ao Governo, ao povo cubano e à família enlutada, prestando a mais sentida homenagem à ilustre figura do falecido Comandante Fidel Castro.
Na mensagem, José Eduardo dos Santos recordou a solidariedade que Cuba brindou à luta dos povos colonizados, em especial ao povo angolano, sublinhando a inesquecível contribuição daquele país, sob a liderança de Fidel Castro, na defesa e manutenção da soberania e integridade territorial de Angola, na resistência à agressão do então regime racista sul-africano.
José Eduardo dos Santos encontrou-se com Fidel de Castro em Junho de 2014, na altura da sua visita oficial a Cuba, que entre outros objectivos, serviu para estudar todas as formas possíveis para fortalecer as relações entre os dois países. Na altura, o Presidente angolano depositou uma coroa de flores no monumento de outro herói nacional cubano, José Marti.
 
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Partido no poder lamenta
 
O Bureau Político do Comité Central do MPLA tomou conhecimento com a maior comoção do falecimento de Fidel Castro. Numa mensagem pode ler-se que “um profundo pesar abala o MPLA e o povo angolano, que sempre viram nele um amigo e companheiro de todas as horas, cujo papel foi determinante para a derrota dos exércitos invasores do então regime do apartheid da África do Sul e do ex-Zaíre, que pretendiam impedir a proclamação da Independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975, e a sua consequente consolidação, até aos dias de hoje”.
O MPLA considera que a evocação do seu nome e da sua memória, sempre vivos no coração do povo angolano, será uma fonte inesgotável de inspiração, para que o seu exemplo de determinação internacionalista e progressista tenha continuidade ao longo do processo de educação das gerações vindouras.
“Nesta hora de dor e de luto, o Bureau Político do Comité Central do MPLA verga-se perante a memória do Camarada Comandante Fidel Castro e, em nome dos militantes, simpatizantes e amigos do Partido, endereça à família enlutada, ao Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista de Cuba e ao Povo Cubano as suas mais sentidas condolências”, lê-se na mensagem.
O vice-presidente do MPLA, João Lourenço, também reagiu à morte de Fidel Castro e lembrou o humanismo do líder da revolução cubana. No Uíge, onde cumpre uma visita de trabalho, o político sublinhou que o mundo perdeu um grande homem.
“Estamos a realizar este encontro num dia de muita tristeza, pela morte do Presidente Cubano, Fidel Castro”, disse, pedindo aos participantes que fizessem um minuto de silêncio. João Lourenço apontou o papel que os combatentes cubanos desempenharam em Angola, referindo que Fidel Castro foi um grande defensor da humanidade, não apenas dos humildes e oprimidos do seu país, mas de todo o mundo.
 
Combatentes consternados
 
A Associação Clube dos Combatentes e Amigos da Batalha do Cuito Cuanavale manifestou-se consternada pela morte do antigo Presidente cubano. Numa nota de condolências assinada pelo seu presidente executivo, Justino Morais Damião, a Associação ressalta as qualidades humanas e intelectuais do líder da revolução cubana, onde se destaca a prontidão em prestar ajuda a outros países.
“Nós, heróis da Batalha do Cuito Cuanavale, inclinamo-nos perante a memória do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, e grande amigo do povo angolano, que através dos seus conselhos ganhámos forças para a defesa da integridade territorial de Angola”, lê-se na mensagem da associação que congrega combatentes participantes nas diversas batalhas travadas em Angola para a defesa da integridade territorial.
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Livro conta intervenção
 
O papel de Fidel de Castro e de Cuba para a libertação de Angola é bem contada pelo professor Piero Gleijeses, da Universidade John Hopkins, na obra “Conflicting Missions: Havana, Washington and Africa, 1959-1976” (Missões em conflito: Havana, Washington e África, 1959-1976), publicada pela editora da University of North Carolina Press.
Com 576 páginas, Piero Gleijeses contesta duas mentiras promovidas por Washington e os seus apologistas durante mais de um quarto de século. Uma das mentiras é a afirmação de que Washington interveio em Angola em 1975 só depois de Cuba ter enviado um grande número de tropas a esse país a fim de apoiar o MPLA quando o país estava em vésperas da independência em relação a Portugal. A outra é o mito de que não houve colaboração entre Washington e o regime do apartheid sul-africano, envolvido numa operação maciça para frustrar a vitória das forças do MPLA. A 11 de Novembro de 1975, o derrotado colonialismo português abandonou a sua antiga possessão africana em Angola. O MPLA controlava a capital, Luanda, e estava preparado para formar um novo Governo. A 18 de Julho desse ano o presidente americano Gerald Ford, partindo da suposição de que um Governo dominado pelo MPLA não seria suficientemente servil aos interesses imperialistas norte-americanos na região, autorizou um programa de operações encobertas para apoiar as forças que se haviam mostrado mais dispostas a agradar a Washington e seus aliados. A decisão de Cuba enviar uns 480 instrutores militares em resposta à solicitação de ajuda da direcção do MPLA foi tomada mais de um mês depois. Os primeiros voluntários chegaram a partir de Outubro. A FNLA, com base no Zaíre e dirigida por Holden Roberto, foi a principal beneficiária do programa ampliado de operações de Washington, mas também foram incluídas as forças mais débeis da UNITA com as quais a FNLA estava aliada na altura.
Os governantes norte-americanos aumentaram em simultâneo a sua colaboração encoberta com o regime do apartheid da África do Sul, o qual havia escolhido a UNITA como sócio preferencial. Desde carregamentos de armas até assessores, missões de treinamento e operações em pequena escala no sul de Angola, a intervenção sul-africana cresceu rapidamente a partir de 1975, emparelhada com as acções de Washington. A 14 de Outubro as Forças de Defesa sul-africanas, fazendo-se passar por mercenários, enviaram a coluna “Zulú” em direcção ao norte de Angola, rumo a Luanda, numa tentativa de tomar a capital antes da data limite de independência de 11 de Novembro. Ao mesmo tempo, as forças da FNLA, apoiadas por Washington, avançavam para o sul a partir do Zaíre com o mesmo objectivo.
As tropas da FNLA, apoiadas pelo imperialismo, foram derrotadas decisivamente pelas forças combinadas do braço militar do MPLA reforçado por centenas de voluntários cubanos que haviam começado a chegar a Luanda apenas 72 horas antes da batalha decisiva de Quifangondo. Ali travaram o avanço da FNLA no dia 10 de Novembro, a poucos quilómetros de Luanda, quando a bandeira portuguesa se levantava pela última vez no Palácio. À meia noite, o Presidente Agostinho Neto proclamou a independência de Angola.
 
Uma relação de longa data
 
Angola e Cuba completaram, em 15 de Novembro, 41 anos desde o estabelecimento das relações diplomáticas, em 1975. Haviam decorrido apenas quatro dias de independência e era o resultado da visão de Fidel e a firmeza de Neto naqueles momentos difíceis, quando o país era invadido pelo norte e sul.
Óscar Oramas, que assinou com o então chefe da diplomacia angolana, José Eduardo dos Santos, o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, afirmou que a decisão de ajudar militarmente o MPLA foi tomada no Palácio da Revolução em Havana e os cubanos não pediram opinião ou consultaram alguém.
 
“A tenacidade do Comandante-em-Chefe Fidel Castro e do Presidente Agostinho Neto não somente propiciou a declaração de Independência Nacional, mas também que quatro dias depois se pudessem instituir os nexos entre ambos os países”, declarou à Prensa Latina Óscar Oramas, que foi também o primeiro embaixador de Havana em Luanda. “Esses factos heróicos uniram-nos perante a história”, disse Oramas, numa reportagem publicada pela Prensa Latina.
Oramas explicou por que Cuba não foi o primeiro país a estabelecer relações com Angola. “Combinámos com Neto que, embora o embaixador cubano tivesse chegado a Luanda antes que os outros, o representante do Congo, Benjamín Bounkulou, entregasse primeiro as suas credenciais. Desta forma se apresentou o Brasil, seguiu-se o Congo e depois Cuba”, explicou.
Genuínos laços de amizade, feitos desde a escravidão, foram reorganizados e consolidados um ano depois quando ambas as nações assinaram o Acordo Geral de Colaboração e sobre essa base foi constituída a Comissão Bilateral Intergovernamental.
Desde essa etapa, Havana e Luanda ajustam, renovam e estabelecem novos compromissos e protocolos sectoriais. Hoje, Cuba tem mais de quatro mil cubanos em diversos sectores, especialmente na saúde, com mais de 1.800 médicos e 1.400 professores.
 

Angolanos em comoção pela morte de “El Comandante”- Fidel Castro

ag-neto

O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder em Angola desde 1975 e aliado histórico de Cuba, lamentou hoje a morte de Fidel Castro, garantindo que será uma “fonte inesgotável de inspiração” para os angolanos.

Em nota enviada à Lusa, o bureau político do Comité Central do MPLA refere ter recebido a notícia da morte do histórico líder cubano “com comoção”, a qual “abala” o povo angolano e o partido, recordando Fidel Castro como um “amigo e companheiro de todas as horas”.

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“O MPLA considera que a evocação do seu nome e da sua memória, sempre vivos no coração do Povo Angolano, será uma fonte inesgotável de inspiração, para que o seu exemplo de determinação internacionalista e progressista tenha continuidade ao longo do processo de educação das gerações vindouras”, escreve o partido, liderado por José Eduardo dos Santos.

O histórico líder cubano, comandante-chefe da revolução de 1959, que depôs Fulgencio Batista e viria a instituir um regime comunista naquela ilha caribenha, morreu na noite de sexta-feira, com 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Lisboa).

O anúncio da morte de “El Comandante”, Fidel Alejandro Castro Ruz, foi feito pelo seu irmão e sucessor desde 2008, Raul, na televisão estatal, terminando com o grito “Até à vitória, sempre!”.

Em Angola, a morte de Fidel Castro está em plano de destaque em toda a comunicação social pública desde as primeiras horas da manhã, com especiais de informação, na rádio e televisão, sobre o líder histórico e recordando as relações entre os dois países, nomeadamente as várias reuniões entre o primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, e o “El Comandante”.

Também tem sido recordado o apoio militar de Cuba, através das decisões de Fidel Castro, à luta pela independência de Angola, no período da guerra colonial, e na “derrota dos exércitos invasores do então regime do apartheid da África do Sul e do ex-Zaire”, afirma o MPLA.

Fonte:http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1491706.html