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Investimento chinês em Moçambique aproxima-se de 6 bilhões de dólares

O investimento da China em Moçambique tem vindo a crescer a ritmo muito acelerado e aproxima-se já, em termos acumulados, de 6 bilhões de dólares, de acordo com dados da Embaixada chinesa em Maputo.

Os dados foram citados quinta-feira em Lisboa pelo conselheiro da Embaixada da China em Lisboa, Nie Quan, no lançamento de um livro dos fiscalistas portugueses Bruno Santiago e Sara Teixeira, sobre o direito fiscal moçambicano, com foco no papel de Lisboa e Macau como plataformas.

Nie Quan disse que “o ritmo de crescimento do investimento chinês em Moçambique tem sido muito acelerado”, estando activas no país 100 empresas chinesas, em áreas diversificadas como a energia, agricultura, pesca, imobiliário, materiais de construção, turismo, autocarros, telecomunicações, infra-estruturas e comércio.

O investimento chinês em Moçambique visa ajudar os moçambicanos a serem auto-suficientes, tanto na indústria como na agricultura, sendo disso exemplo o facto de Moçambique ter já a primeira marca de automóveis em África, a Matchedje”, salientou o diplomata, que lembrou também os projectos de cooperação na área agrícola.

Nie Quan referiu ainda que as relações da China com Moçambique e com Portugal são de parceria estratégica global, superando o simples investimento económico, e que existe o potencial de “cooperação tripartida” sino-portuguesa em todo o espaço de língua portuguesa.

Juntos, sublinhou, China e os países de língua portuguesa representam 17% da economia global e 22% da população, pelo que existem “condições para que relações sejam mais sólidas e prósperas.”

Na cerimónia de lançamento do livro, na sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, a embaixadora de Moçambique, Fernanda Lichale, lembrou a “amizade longínqua” do seu país com a China, desde a independência nacional até aos dias de hoje, e também com Portugal, considerando ambos os países parceiros privilegiados no desenvolvimento.

“Apesar das vicissitudes de diversa índole, Moçambique continua a ser um destino privilegiado para os investimentos estrangeiros e Portugal sem dúvida ocupa um lugar muito especial, alicerçado nas suas ligações histórico-culturais forjadas em séculos de convivência”, adiantou a diplomata.

O economista António Rebelo de Sousa, da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituição Financeira de Crédito, defendeu que, apesar dos problemas políticos e económicos actuais, “Moçambique evoluiu no bom sentido nas últimas décadas, optando por um modelo de crescimento relativamente equilibrado.”

O livro “Direito Fiscal Internacional de Moçambique – As Convenções de Dupla Tributação” dedica especial foco a Macau e Portugal enquanto plataformas para o investimento. (Macauhub)

fonte:http://www.macauhub.com.mo/pt/2017/03/17/investimento-chines-em-mocambique-aproxima-se-de-6000-milhoes-de-dolares/China

Acordo de cooperação entre Brasil e Egito projetam missão empresarial em 2017

Câmaras de comércio do Brasil e do Egito firmam acordo e projetam missão empresarial em 2017

São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira e a Câmara de Comércio do Cairo firmaram um acordo de cooperação nesta quinta-feira (02), na capital do Egito. O documento foi assinado pelo presidente da entidade brasileira, Rubens Hannun, e pelo primeiro vice-presidente da instituição egípcia, Aly Shoukry, e prevê intercâmbio de informações, incentivo à realização de missões comerciais, entre outras ações.

Divulgação

Da esq. p/ dir., Shoukry, Mansour, Hannun e Alaby

Hannun, o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, e o gerente de Relações Governamentais da entidade, Tamer Mansour, foram recebidos pela diretoria da organização egípcia.

Segundo Hannun, a Câmara do Cairo tem intenção de organizar uma missão comercial ao Brasil ainda este ano e um dos diretores disse que pretende participar da Feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), que será realizada de 02 a 05 de maio, em São Paulo. O empresário é do ramo de especiarias e condimentos.

A Câmara do Cairo ainda disponibilizou um espaço em seus escritórios para uso da Câmara Árabe em viagens ao Egito e a utilização de seu moderno auditório para 450 pessoas em eventos da entidade brasileira.

Os executivos da Câmara Árabe se reuniram também com representantes do Ministério da Cooperação Internacional. Com a expectativa que a Argentina ratifique em breve o acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Egito, assinado em 2010, foi discutida a possibilidade de organizar no Egito e no Brasil seminários sobre o tratado, que só depende da ratificação dos argentinos para entrar em vigor.

“A ideia é fazer seminários sobre as oportunidades que passarão a existir para o Mercosul e o Egito com este acordo”, destacou Hannun. As oportunidades de investimentos entre o Brasil e o Egito também podem ser abordadas, pois o Itamaraty já encaminhou ao país árabe uma proposta de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI). A ministra egípcia Sahar Nasr acumula as pastas da Cooperação Internacional e dos Investimentos.

Mais tarde, os representantes da Câmara Árabe tiveram um encontro com o presidente do Conselho de Exportação Agrícola do Egito e parlamentar, Abdel Hamid Demerdash, que quer promover cooperação com o Brasil nas áreas de agricultura de pequeno porte e de pesquisa agropecuária.

Os executivos permanecem no Cairo até domingo e ainda terão uma série de reuniões com autoridades e lideranças empresariais egípcias.

https://www.comexdobrasil.com/camaras-de-comercio-do-brasil-e-do-egito-firmam-acordo-e-projetam-missao-empresarial-em-2017/

A emergência de uma nova África

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A agricultura, a segurança alimentar e a energética são os pilares da integração africana no século XXI. Essas três áreas permitirão que a integração do continente se torne uma realidade tangível. Tal ambição goza de um consenso crescente entre os países africanos.angola-petroleo
Ela é efetivada por um setor privado africano empreendedor, juntamente com um sistema bancário continental cada vez mais eficiente e com multinacionais que apostam mais do que nunca na África. A parceria Marrocos-Etiópia, que envolve a produção de fertilizantes, com investimento total de US$ 2,5 bilhões, permitirá à Etiópia alcançar sua autossuficiência em fertilizantes agrícolas em 2025. O gasoduto Marrocos-Nigéria, com cinco mil quilômetros, transformará a paisagem energética da Costa Oeste da África.
As joint-ventures na área de telecomunicações ou de bancos, os projetos em infraestrutura e em habitação social… São todos levados por uma nova geração de managers africanos. Esses projetos estão moldando a África do século XXI. Uma África definitivamente emancipada dos espólios da Guerra Fria, das manipulações ideológicas, das guerras civis e da gangrena do separatismo.
Liberta destas desvantagens, a África de hoje toma confiança, seguindo o caminho da decolagem econômica, com a ambição de ter um posicionamento mais competitivo na globalização. Ademais, esta dinâmica é apoiada por uma nova elite política africana, que prioriza a eficiência nas políticas públicas e o pragmatismo nas relações interafricanas. O regresso do Marrocos à União Africana, celebrado semana passada, em Adis Abeba, constitui, sem dúvida, um grande marco para uma África mais homogênea e mais unida.

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Sua Majestade, o Rei Mohammed VI, sempre colocou a África na essência da projeção diplomática do país, através parcerias globais com vários países africanos. Parcerias que articulam, ao mesmo tempo, projetos econômicos, paz e seguridade, desenvolvimento humano, política de gênero, cooperação educacional e acadêmica, bem como a promoção de um Islã aberto e tolerante. Ao voltar a assumir o seu papel histórico dentro da família institucional africana, o Marrocos dará um impulso ainda mais ambicioso à sua política para o continente.

A iniciativa que o país tinha tomado com a organização de uma cúpula dedicada especificamente à África à margem da COP-22, realizada em Marrakesh, em novembro passado, reflete o compromisso claro que o Marrocos tem em relação às questões do desenvolvimento sustentável do continente africano.
Vista do Brasil, essa dinâmica na África criará um movimento ainda mais promissor, na costa atlântica da África. O espaço geopolítico que compartilha com o Brasil, além da história e da geografia, um potencial forte de cooperação e de ações conjuntas. Os países africanos estão entusiasmados para lançar com o Brasil uma parceria Sul-Sul inovadora, que envolva uma maior integração industrial e comercial na agricultura e na pesca, que aumente a conectividade logística entre os dois lados do Atlântico e que acrescente a integração de redes de investigação científica e inovação digital.
Há consenso de que a África é o continente que mais crescerá no século XXI. Cabe-nos, africanos e brasileiros, tornar o Atlântico Sul um espaço seguro, próspero e aberto. Nabil Adghoghi é embaixador do Marrocos no Brasil

Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/a-emergencia-de-uma-nova-africa-20884182

Macadâmia, a noz de Moçambique

É saborosa, tem um alto valor nutricional e também é utilizada na cosmética. No Niassa, no norte do país, investidores estrangeiros estão a apostar nesta cultura. A província olha para a noz com grande expectativa.

Macadamia (DW/M. David)

O clima ameno da província do Niassa é ideal para cultivar a macadâmia. E um grupo de investidores holandeses e sul-africanos, da empresa Macadâmia Niassa Lda., investiu aqui 20 milhões de dólares norte-americanos. Ao todo, são mais de cinco mil hectares dedicados à cultura do fruto.

“A macadâmia é algo novo para Lichinga [a capital provincial]. Este projeto só vai começar a produzir daqui a 10-20 anos. É um investimento pesado, em que se tem de investir no início e esperar 10 anos até se poder ter retorno”, afirma Segundo Izar Holtzhausen, gestor da empresa.

defaultPlantações de macadâmia na província do Niassa, norte de Moçambique

110 moçambicanos trabalham na empresa. A meta é produzir 20 mil toneladas de macadâmia, nos próximos 15 anos, e transportar cerca de mil contentores da noz para o mercado internacional.

A noz da macadâmia é cada vez mais conhecida. “A macadâmia está a ser conhecido agora no mundo como “super food”, como aquelas comidas que são melhor para a saúde das pessoas. Usa-se em óleos, manteigas, nozes. Todo o produto de macadâmia é usado para o bem-estar. Os óleos são mais para os cosméticos”, explica o gestor zar Holtzhausen.

Niassa poderá vir a ser dos principais produtores mundiais

“Nos próximos 30-40 anos, a macadâmia vai ter muita procura no mundo. E nós queremos estabelecer aqui em Moçambique uma grande fonte de macadâmia”, acrescenta Izar Holtzhausen quer que a província do Niassa se torne num dos maiores produtores do mundo. A Austrália é atualmente o maior produtor de macadâmia, seguida da África do Sul e do Quénia.

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 O governador do Niassa está contente com o projecto. “Isto é muito significativo para a nossa província porque vai naturalmente ocupar o lugar que deve ocupar, no sentido de promover a produção da macadâmia, porque temos condições excelentes para a produção desta amêndoa”, defende Arlindo Chilundo.

Segundo o governador do Niassa, a província nortenha precisa de mais investimentos do género para “sair do anonimato”.
A macadâmia é produzida sobretudo no distrito de Chimbunila, mas também em Lichinga e Majune.

Agricultura africana precisa ser repensada radicalmente


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Os agricultores e agronegócios de África poderão criar um mercado de alimentos de um trilhão de dólares em 2030 se conseguirem aumentar o acesso a mais capital, eletricidade, melhor tecnologia e terras irrigadas para o cultivo de alimentos nutritivos e se os governos africanos conseguirem cooperar mais estreitamente com os agronegócios com vista a alimentar a população urbana da região em rápido crescimento, segundo um relatório do Banco Mundial divulgado hoje.

De acordo com o relatório Growing Africa: Unlocking the Potential of Agribusiness, os sistemas alimentares de África, que atualmente representam USD 313 bilhões ao ano provenientes da agricultura, podiam triplicar se os governos e líderes empresariais repensassem radicalmente as suas políticas e o apoio à agricultura, agricultores e agronegócios que, no seu conjunto, são responsáveis por cerca de 50 por cento da atividade econômica de África.

Chegou a hora de tornar a agricultura e os agronegócios de África num catalisador para pôr fim à pobreza”, afirma Makhtar Diop, Vice-presidente do Banco Mundial para a Região África. “Nunca é demais enfatizar a importância da agricultura para a determinação de África no sentido de manter e impulsionar as suas elevadas taxas de crescimento, criar mais empregos, reduzir significativamente a pobreza e produzir suficientes alimentos nutritivos de baixo custo para alimentar as famílias, exportar os excedentes agrícolas, salvaguardando, ao mesmo tempo, o meio-ambiente do continente.

Agronegócios: fortes oportunidades de crescimento

Devido a uma combinação do aumento da população com um incremento dos rendimentos e da urbanização, a intensa procura está a fazer subir os preços globais dos alimentos e dos produtos agrícolas. Questões relacionadas com a oferta – abrandamento do rendimento dos principais cultivos agrícolas, redução de despesas com a investigação, degradação da terra e questões de escassez de água e alterações climáticas – significam, todas elas, que os preços  permanecerão altos. Neste novo clima do mercado, África tem um enorme potencial para expandir as suas exportações agrícolas e de alimentos.

África possui perto de 50 por cento da terra não-cultivada do mundo, própria para o cultivo de alimentos, compreendendo 450 milhões de hectares que não estão arborizados, protegidos ou densamente povoados. África utiliza menos de 2% das suas fontes renováveis de água, comparativamente a uma média mundial de 5%. É corrente as colheitas terem um rendimento bastante inferior ao seu potencial e, no que toca a alimentos básicos, como por exemplo o milho, essa lacuna no rendimento é da ordem de 60 a 80%. As perdas pós-colheita situam-se entre 15% e 20% para os cereais e são ainda mais altas para os produtos perecíveis por causa das deficientes condições de armazenagem e de outras infraestruturas agrícolas.

Os países africanos podem penetrar nos mercados florescentes de arroz, milho, soja, açúcar, óleo de palma, biocombustíveis e matérias-primas e emergir como principais exportadores destes bens nos mercados mundiais, a exemplo dos êxitos alcançados pela América Latina e Sudeste Asiático. Na África Subsariana, os setores mais dinâmicos são provavelmente o arroz, cereais forrageiros, aves, laticínios, óleos vegetais, horticultura e produtos transformados para abastecimento dos mercados nacionais.

O relatório chama a atenção para o facto de vir a ser necessária terra para alguns investimentos em agronegócios, podendo essas aquisições ser uma ameaça à subsistência das pessoas e criar oposição local, a menos que as compras ou arrendamentos de terras sejam conduzidos segundo padrões éticos e de responsabilidade social, incluindo o reconhecimento dos direitos dos utilizadores locais, consultas extensivas com comunidades locais e compensação ao justo valor de mercado pela terra adquirida.

O desenvolvimento dos setores da agricultura e dos agronegócios significa rendimentos mais altos e mais empregos. Permite também a África competir globalmente. Hoje em dia, o Brasil, Indonésia e Tailândia exportam mais produtos alimentares do que toda a África Subsariana junta. Isto tem de mudar”, afirma Jamal Saghir, Diretor do Banco Mundial para o Desenvolvimento Sustentável na Região África.

As Cadeias de Valor são essenciais  

Arroz: África tornou-se um dos principais consumidores e importadores de arroz e os africanos importam metade do arroz que comem e pagam caro, em torno de USD 3 500 milhões, ou mais, ao ano. Gana e Senegal são grandes importadores. O Senegal é competitivo entre os países vizinhos mas a sua capacidade está limitado pela dificuldade dos agricultores em terem acesso à terra, a capital, ao financiamento para expansão da irrigação e variedades de cultivos adequadas. O Gana produz menos variedades de arroz do que o Senegal mas a um custo consideravelmente mais alto e aplica tarifas de 40% e outras taxas sobre as importações. A fraca qualidade do cereal, as más condições de limpeza e de embalagem são grandes dissuasores junto dos consumidores, travando o desempenho do setor.

Milho: Produto alimentar essencial para muitos africanos, o milho ocupa uma área de 25 milhões de hectares ou 14% da terra cultivada. Na Zâmbia, onde as pessoas consomem em média 133 quilos de cereais ao ano, o milho fornece metade das calorias ingeridas na sua alimentação. No que toca às importações de milho, a Zâmbia é competitiva, o que já não é o caso para as exportações. Os elevados custos de transporte, o aumento dos custos laborais e os rendimentos mais baixos contribuem para um preço que é superior em 1/3 ao da Tailândia, um dos grandes produtores internacionais de milho irrigado pela chuva. O relatório defende que a competitividade futura da Zâmbia irá depender do aumento de rendimentos, da redução dos custos e da eliminação dos desincentivos ao setor privado nos mercados e no comércio.

O estudo analisou ainda as cadeias de valor do cacau no Gana e dos laticínios e feijão-verde no Quénia.

“É preciso capacitar os agricultores e negócios africanos através de boas políticas, maiores investimentos públicos e privados e fortes parcerias público-privadas”, afirma Gaiv Tata, Diretor do Banco Mundial para o Desenvolvimento do Setor Financeiro e Privado em África. “Um setor de agronegócios forte é vital para o futuro económico de África.”

Soluções

A agricultura e os agronegócios deveriam estar no topo da agenda de negócios e desenvolvimento da África Subsariana. O relatório apela a uma sólida liderança e a um compromisso firme do setor público e do privado. A título de comparação, o relatório cita estudos de casos do Uruguai, Indonésia e Malásia. Para se ter êxito, é fundamental o envolvimento de investidores estratégicos “com boas práticas”, assim como o reforço das salvaguardas, sistemas de administração das terras e rastreio de investimentos para um crescimento sustentável.

O relatório refere que África pode igualmente inspirar-se nos muitos sucessos locais para orientar os governos e investidores no sentido de resultados positivos no domínio económico, social e ambiental.

http://www.worldbank.org/pt/news/press-release/2013/03/04/africas-food-markets-could-create-one-trillion-dollar-opportunity-2030

O consumidor angolano está mais exigente por qualidade

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O consumidor angolano está  mais exigente por qualidade ,associada à escassez de divisas para as importações de mercadorias, está a influenciar a atividade dos sectores de compras das superfícies comerciais.
No mercado formal como no informal, quando se trata de produtos do campo, as escolhas dos clientes recaem para os angolanos, mesmo quando os preços são praticamente iguais aos dos bens importados.
“Hoje, o consumidor angolano é cada vez mais exigente na qualidade dos produtos que consome”, nota o presidente da Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (Ecodima).

Custos altos a produção compensados pela qualidades
Sintético nas observações que faz, Raúl Martins reconhece que os custos de produção no país são ainda relativamente altos. “O mais importante é que as bases já foram lançadas e o futuro aponta para uma situação de autossuficiência alimentar.”
Os ainda altos custos de produção são compensados pela qualidade dos produtos resultantes da agricultura biológica que se pratica na maior parte do território nacional. Também conhecido por agricultura orgânica, esse processo de produção não recorre a produtos químicos nem a organismos geneticamente modificados.

Produção de cereais
Os avanços que se registam na agro-indústria resultam de investimentos estruturantes que Angola tem vindo a fazer na área da agricultura, desde que alcançou a paz, em 2002. Fruto desses investimentos, o país produz hoje perto de metade de um total de dois milhões e cem mil toneladas dos cereais de que necessita para o consumo, incluindo a produção de ração animal.

 

 

27 anos de guerra
Há pouco mais de uma década, os atuais níveis de produção eram uma miragem. É preciso recuar até 2002, ano em que Angola alcançou a paz, para perceber a dimensão dos esforços empreendidos. Nessa altura, o país vivia praticamente de importações.
Angola viu o seu potencial agrícola, muito produtivo, aniquilado por 27 anos de guerra. O relançamento da agricultura, que começa justamente em 2002, teve como primeira etapa a remoção de minas antipessoais e outros engenhos explosivos dispersos pelo país.

Áreas irrigadas

. Em relação a infra-estruturas, e no que à produção diz respeito, destaque para os vários perímetros irrigados distribuídos por diversas regiões, no âmbito do Plano Nacional Director de Irrigação (Planirriga). Foram conseguidas vastas áreas de cultivo em terrenos nunca antes explorados.
Em 2005, o Executivo aprovou em Conselho de Ministros o Modelo de Gestão dos Perímetros Irrigados, tendo criado na mesma altura a Sociedade de Desenvolvimento dos Perímetros Irrigados para gerir e supervisionar o património do Estado construído nos perímetros irrigados.
Dos sete milhões e quinhentos mil hectares com elevado potencial de irrigação previstos no Planirriga, já foram concluídos 30 mil hectares, onde estão inseridos, entre outros, o Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola da Quiminha (Luanda), os perímetros irrigados de   Caxito (Bengo), Matala (Huíla), Cavaco (Benguela), Mucoso (Cuanza Norte), e Sumbe (Cuanza Sul).

mapa de Angola
Os pólos agro-industriais estão a ser desenvolvidos sem prejuízo da agricultura familiar que ainda responde por 90 por cento da produção interna e para a qual é destinada parte substancial do orçamento do sector, assim como os empréstimos contraídos pelo Governo junto do Banco Mundial, do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, do Banco Africano de Desenvolvimento, destinados ao fomento da produção interna.

 

Agricultura familiar
Em execução está um programa de agricultura familiar orientado para o mercado, nas províncias de Malanje, Bié e do Huambo, envolvendo 50 mil famílias.
Os apoios do Estado à agricultura familiar incluem facilidades de créditos bancários, preparação dos solos, disponibilização de fertilizantes, vacinação de gado e assistência técnica, através de institutos públicos especializados.
Há cinco anos, o Executivo criou um mecanismo de apoio à agricultura familiar, designado Crédito Agrícola de Campanha, que já beneficiou 91 mil camponeses.
Apesar de não produzir ainda o suficiente para o consumo interno, o país já começa a exportar produtos agrícolas. Os empresários do sector são unânimes em afirmar que não é preciso  suprir o défice da produção interna para depois partir para as exportações.
Em Maio do ano passado, Angola exportou para Portugal, a partir do Porto do Lobito, 17 toneladas de banana, 42 anos depois da última remessa. A iniciativa da Fazenda Agro-Industrial Bacilin foi saudada pelo Governo angolano.

20160522115547-bananas.jpgProdução de bananas
O relançamento da produção de banana em Angola resulta de avultados investimentos efectuados pelo Governo angolano na reabilitação e melhoramento dos sistemas de irrigação nas áreas tradicionais de cultivo. Antes da Independência Nacional, Angola chegou a produzir 160 mil toneladas de banana por ano.
O Executivo estabeleceu a meta de atingir nos próximos anos uma produção anual de 2,5 milhões de toneladas de cereais, 20 milhões de toneladas de mandioca, cobrir 60 por cento do consumo de frango com a produção nacional e reduzir para 15 por cento a importação de leite.

Angola consome anualmente cerca de 180 milhões de litros de leite,

A produção de leite e derivados é outra grande aposta do Executivo.   O projecto  Aldeia Nova, no Waku Cungu, município da Cela, província do Cuanza Sul, lidera o mercado.
Orçado em cerca de 70,5 milhões de dólares, o projecto, financiado pelo Governo angolano, em parceria com o grupo israelita LR, comporta, entre outros equipamentos de apoio à produção, matadouros de aves e gado, moinhos de farinha e fábricas diversas.
Dados estatísticos indicam que Angola consome anualmente cerca de 180 milhões de litros de leite, quantidade muito acima da produção nacional. Certo de que o país  tem condições naturais para produzir o suficiente para o consumo interno, o Ministério das Finanças lançou, em 2012, um programa de dinamização do sector do leite,  denominado “Sector Bandeira do Leite”.
O programa, destinado a fortalecer as micro, pequenas e médias empresas angolanas que atuam na indústria leiteira, insere-se nos esforços de substituição das importações pela produção nacional.

Angola  gasta atualmente cerca de 600 milhões de dólares com a importação de carne

Angola quer aumentar os níveis de produção de carne. Em 2015, o país celebrou um acordo com empresários brasileiros para instalação de 40 fazendas agropecuárias numa área de 200.000 hectares na província do Cuando Cubango.
Calcula-se que Angola  gasta atualmente cerca de 600 milhões de dólares com a importação de carne. Para reverter a situação, o Governo prevê um  investimento de 571,9 milhões de dólares, para aumentar a produção e reduzir as importações, que asseguram cerca de 80  por cento das necessidades do país.
O Programa Dirigido à Produção de Carne Bovina, aprovado pelo Executivo, prevê a importação de 340.509 animais para reprodução e de 1.010.152 animais para recria e engorda, das raças Bonsmara, Simentaller e Brahma.

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O programa prevê ainda o melhoramento das condições de produção nas explorações pecuárias empresariais, através da sua especialização na reprodução, cria, recria e engorda animal. Angola tem atualmente uma capacidade de abate de 195.360 animais por ano, para um total de 39.072 toneladas de carne.

A meta dos angolanos é reduzir a importação de produtos da cesta básica

Um boletim informativo do Ministério da Agricultura largamente difundido pela imprensa dá conta de que Angola tem potencialidades naturais para atingir níveis de produção sustentáveis que podem contribuir muito rapidamente para o seu crescimento económico.
A existência de solos férteis para a agricultura, a biodiversidade, o clima, a genética e a abundância de recursos hídricos, associada a uma expressiva faixa da população cuja atividade ­está ­diretamente ­relacionada com a produção agrícola, constituem factores favoráveis ao desenvolvimento agropecuário do país, refere o boletim.
O documento lembra que o sector florestal angolano é o segundo na região Austral de África, depois da República Democrática do Congo, com um potencial rico e variado de recursos florestais e faunísticos.
O fim da guerra em 2002 permitiu ao Governo angolano retomar um conjunto de ações, entre as quais a disponibilização de recursos financeiros vinculados a programas de reabilitação e de construção de infra-estruturas, realça o documento.
Como resultado desse esforço, Angola tem vindo a reduzir progressivamente as importações de produtos da cesta básica.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/reportagem/produtos_nacionais_ganham_o_mercado

 

Francis Kéré projeta um edifício “transparente” para o Parlamento de Burkina Faso

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Em outubro de 2014, quando o Presidente de Burkina Faso, Blaise Compaoré, estava se preparando para fazer uma emenda à constituição do país que iria eliminar o tempo limite de mandado presidencial e o permitira estender seu mandato de 27 anos, dez mil cidadãos de Burkinabé na capital de Ouagadougouromperam os isolamento policial para atear fogo em vários edifícios governamentais que incluíam a prefeitura, a sede nacional do partido em mandato atual, e o edifício da Assembléia Nacional. Nos dias atuais, o presidente Compaoré recuou, inaugurando uma nova era de governo democrático resultando na primeira eleição presidencial pluralista e competitiva do país em 2015.

Mas a revolução deixou o antigo complexo governamental em ruínas e em extrema necessidade de uma direção clara para o futuro, tanto culturalmente como arquitetonicamente. Enquanto antiga colônia francesa, Burkina Faso é o lar de 19 milhões de pessoas, 50 etnias diferentes e mais de 60 línguas. O país precisava de um novo Parlamento que servisse de base comum para esses grupos diversos, enquanto proporcionaria tecnologia e educação necessária para criar oportunidades e melhor qualidade de vida para todos cidadãos.

Para encontrar esta solução, o novo chefe do Parlamento comissionou no ano passado o arquiteto e nativo burkinabês Francis Kéré para desenvolver um edifício e masterplan para o edifício da Assembléia. O novo edifício, nas palavras do arquiteto, deveria ser um edifício “que não apenas dirigisse os valores que são os valores democráticos fundamentais de transparência, abertura e igualdade, mas também se tornaria catalizador para o crescimento e desenvolvimento para a capital da cidade de Ouagadougou como um todo.”

Cortesia de Kéré ArchitectureCortesia de Kéré ArchitectureCortesia de Kéré ArchitectureImage of the capital city of Ouagadougou. Image © Francis Kéré+19

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Na edição de 2016 da Bienal de Veneza como parte da exposição “Na busca de uma nova Ouagadougou” na 15ª Exposição de Arquitetura Internacional, Francis Kéré e seu escritório Kéré Architecture, revelaram seus planos para o projeto pela primeira vez.

O projeto parte de uma forma de templo Zigurat que convida as pessoas a escalaram, entrarem e ocupar toda a superfície do edifício. Com seis pavimentos de altura, o edifício se destacaria do entorno de pouca altura e topografia plana de Ouagadougou, dado aos residentes uma nova perspectiva elevada da cidade como um todo. As decisões de projeto combinam para criar um novo senso de democracia que é liberal e simbólico.

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Em uma disposição similar a um vilarejo, o processo de tomada de decisão não é um assunto privado que ocorre entre quatro paredes; os membros da comunidade são livres para participarem das reuniões e observar os procedimentos. Neste verdadeiro espírito de transparência e abertura, a fachada externa da estrutura do parlamento é projetada para ser habitada pelo público,” explicaram os arquitetos.

O projeto também é inspirado na economia agricultora de Burkina Faso, onde quase 90% da força de trabalho é empregada em cultivos. Por esta razão, foram integrados uma série de terraços verdes ao longo da fachada ocupável para criar um laboratório comunal para técnicas pioneiras de agricultura urbana. A vegetação tem apoio de elementos de proteção solar, que também auxiliam no fornecimento da circulação de ar resfriado nos interiores do edifício.

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Dentro do edifício, o hall da Assembléia Parlamentar tem 127 poltronas e foi projetado para não replicar os modelos ocidentais de câmaras governamentais, mas respondem à necessidades, recursos e clima locais. Para alcançar isso, os arquitetos se voltaram para as configurações tradicionais dos governos de Burkina Faso.

“Em áreas rurais, os mais anciões dos vilarejos se reúnem para discutir assuntos importantes sob a sombra de uma grande árvore. Aqui foi reinterpretado como uma Árvore de Palavras, em um jardim privado diretamente adjacente ao hall da Assembléia formal onde os membros do parlamento podem se reunir mais diretamente.”

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O novo edifício do parlamento está inserido em um masterplan maior que também fará homenagem à história do terreno – no lugar da ruína do edifício antigo, será erguido um memorial na forma de uma depressão e um espelho d’água onde a água da chuva pode ser recolhida para irrigação in loco e também como um sistema de resfriamento passivo para os interiores. O espaço pretende criar uma atmosfera serene onde “visitantes podem relaxar na sombra e refletir naqueles que perderam a vida nas revoltas.”

No entorno do memorial, um bosque de árvores nativas irá proporcionar zonas sombreadas para sentar e se reunir. No entorno, novas lojas comerciais e espaços de exposições vão ativar o espaço.

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Em uma época transformadora para Burkina Faso, o projeto aborda a questão de “como avançamos?” ao criar um edifício e um masterplan que são de fato para seu povo.

“Queremos que todo o edifício seja uma plataforma para as pessoas se apropriarem.”

O projeto esteve em exibição na 15ª Exposição de Arquitetura Internacional  Reporting from the Front para a Bienal de Veneza

Arquitetura: Kéré Architecture
Localização: Ouagadougou, Burkina Faso
Equipe de Projeto: Francis Kéré, Adriana Arteaga, Jaime Herraiz, Andrea Maretto, Diego Sologuren Martin, Nina Tescari, Blake Villwoc

Israel está presente na agricultura e na pesca em Angola

Israel tem já uma presença marcante na agricultura em Angola, mas afirmou que a cooperação pode crescer, com o envolvimento do setor empresarial do seu país. Um dos exemplos de realce do envolvimento israelita é o projeto agrícola da Quiminha, localizado a cerca de 70 quilômetros de Luanda.

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O projeto foi iniciado em 2012, comportando uma área de cinco mil hectares entre as comunas de Cabiri e Bom Jesus, localizadas a cerca de 60 quilômetros a Norte de Luanda.

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A cada família de camponeses serão atribuídos 3 hectares de terra para cultivo, sendo que na primeira fase do projeto se deverá produzir cerca de 40 mil toneladas de produtos.

Para o fim da segunda fase prevê- se que se produzam cerca de 100 toneladas/ano.

Além da produção agrícola, preconiza-se a produção de 22 milhões de ovos.

Jose EduardoHá também uma Estação de Captação de Água, escolas, creche, e um reservatório de água, com capacidade de cerca de 300 mil metros cúbicos e esteve no centro logístico.
O projeto é desenvolvido pela israelita Tahal, que está entre as 100 maiores companhias de engenharia do mundo na área dos recursos hídricos e abastecimento de água, desenvolvimento agrícola e comercialização. A companhia trabalha ainda na engenharia ambiental, civil e infra-estrutura, industrial e energia, reabilitação de sistemas de água e esgotos, além de sistemas de informação geográfica.
O projeto Quiminha dispõe já de 300 casas e explorações agrícolas particulares, cada com uma área equivalente a um campo de futebol, além de um centro agrícola e de logística para o processamento e empacotamento dos produtos agrícolas, aviários para a produção de pelo menos 24 milhões de ovos por ano e instalações relacionadas.
Desenvolvido de acordo com o modelo de cooperativa agrícola estabelecido pelo Centro para a Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores de Israel  (MASHAV), o projeto Quiminha prevê, dentro de cinco anos, atingir uma produção anual de 60 mil toneladas de produtos agrícolas, que devem ser vendidos no mercado interno e proporcionar uma faturação anual de 52 milhões de dólares.

Brasil perde espaço para os chineses na área de agronegócios em Angola

A falta de uma política do governo brasileiro para expansão dos negócios em Angola, faz com que perca espaços no mercado internacional. Mais um exemplo  é o acordo assinado ontem entre os governo angolano e a empresa Huafeng – Construção e Engenharia que pretende investir no país bilhões de dólares nos setores da agricultura, pesca, agro-pecuária, construção civil e indústria.

A assinatura do acordo de intenções resulta das oportunidades de negócios apresentadas no Fórum de Investimento Angola-China, decorrido nos dias 7 e 8 deste mês, em Luanda.

A Huafeng quer implementar os seus projetos nas províncias de Luanda, Moxico, Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Huambo, Cuando Cubango e Benguela.

Mapa de AngolaMapa

Mapa de Angola

A Huafeng construirá um Centro de Formação especializado para produção de sementes, cultivo de cereais e dendê. No setor avícola, vão ser desenvolvidas técnicas de criação, recriação e engorda de gado bovino, suíno e aves. No setor das pescas e aquicultura serão desenvolvidos projetos de criação de peixes em aquários especializados de água doce. Já no setor da Indústria está prevista a montagem de fábricas de medicamentos, fertilizantes e exploração e transformação de madeira.

O presidente do conselho de administração da Huafeng – Construção e Engenharia, Zhan Yanghrou, disse que grupo já investe nas áreas da agricultura e pecuária, onde possui um efectivo de cerca de cinco mil suínos, produz cerca de 50 mil ovos e 10 mil litros de leite por dia.
Zhan Yanghrou garantiu que o grupo vai também investir no aumento de mais postos de trabalho e enviar para a China 300 jovens para se especializarem nas áreas de agricultura e indústria.

Ao examinar o propósito do grupo chinês de definir suas áreas de interesse, mostram que são setores em que o Brasil é competitivo no mercado mundial, .  Angola é o sexto parceiro comercial do Brasil na África. Em 2015, mais de 99% das importações brasileiras da Angola foram de combustíveis. Já entre os produtos exportados, destacam-se as carnes (26%) e açúcar (13%).

Os dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre financiamentos à exportação de bens e serviços para obras de empreiteiras brasileiras no exterior mostram forte concentração das operações em apenas cinco países e Angola é o país  em que houve mais contratos.

A impressão que fica é que a política do Brasil em Angola passa por um momento delicado, e com a delação da Odebrecht na Operação Lava Jato,   afetará em muito as relações comerciais com Angola.

Os brasileiros devem ficar preocupados  pois as relações entre os povos angolanos e brasileiros não serão interrompidos, pois o trânsito de pessoas entre as nações é muito intenso apesar dos atropelos na economia daqui e além mar.

 

Prosavana continua a gerar protestos em Moçambique

mediaembrapa.br

Um comunicado de mais de 80 organizações não governamentais de todo o mundo denuncia a “irregularidade” de um mecanismo de diálogo implementado pelos gestores do controverso programa ProSAVANA. Em causa continua a expropriação de camponeses moçambicanos no corredor de Nacala, norte de Moçambique para viabilizar este projeto implicando também o Brasil e o Japão.

Este é um projecto agroalimentar prevendo a entrega de 14 milhões de hectares de terras a interesses brasileiros no agro-negócio para produção de soja, milho e outros cereais.

Estes deveriam ser exportados, posteriormente, por multinacionais japonesas.

Um programa que tem merecido um coro de críticas em Moçambique, mas também no Japão e mesmo no Brasil.

A JICA, Agência de cooperação internacional do Japão, procurou estabelecer agora um interlocutor junto da sociedade civil neste programa.

Um programa de seleção denunciado porém por um vasto rol de organizações do ramo de vários países, incluindo as moçambicanas Justiça ambiental, Liga dos direitos humanos, União nacional dos camponeses, Livaningo, comissões diocesana e arquidiocesana da justiça e paz de Nampula ou a ADECRU, Associação académica para o desenvolvimento das comunidades rurais.

http://pt.rfi.fr/mocambique/20161108-prosavana-contestado-em-mocambique-e-nao-so