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Mecanização da agricultura africana

agriculture-riz_0A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Rede Africana de Conservação (ACT) assinaram na quinta-feira (7) um memorando de entendimento para incentivar maior acesso dos pequenos agricultores africanos à mecanização sustentável das propriedades, como tratores e outras máquinas que podem melhorar a vida do trabalhador rural.

A parceria também procura vincular o uso de máquinas agrícolas à agricultura de conservação, que é um sistema de cultivo que promove o mínimo de perturbação do solo e o plantio de espécies vegetais complementares para melhorar a biodiversidade e os processos biológicos naturais.

 

Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Rede Africana de Conservação (ACT) assinaram na quinta-feira (7) um memorando de entendimento para incentivar maior acesso dos pequenos agricultores africanos à mecanização sustentável das propriedades, como tratores e outras máquinas que podem melhorar a vida do trabalhador rural.

A parceria também procura vincular o uso de máquinas agrícolas à agricultura de conservação, que é um sistema de cultivo que promove o mínimo de perturbação do solo e o plantio de espécies vegetais complementares para melhorar a biodiversidade e os processos biológicos naturais.

Na África, pequenos agricultores usam sua própria força muscular, como enxadas manuais, em cerca de 65% da mão de obra total necessária para o preparo da terra. Já 25% da força vêm da tração animal e 10% de máquinas movidas a motor. No Sul da Ásia, em comparação, a força muscular humana é usada para 30% do trabalho de preparação da terra, enquanto a potência do motor representa 40%, e na América Latina e Caribe, 50%.

“Este acordo é uma parte importante do trabalho da ACT e da FAO para a adoção da mecanização agrícola sustentável em toda a África, que tem o potencial de transformar as vidas e os meios de subsistência de milhões de pequenos agricultores”, afirmou Saidi Mkomwa, secretário-executivo da Rede Africana de Conservação da Agricultura (ACT).

“Uma das maneiras pelas quais podemos alcançar a produção agrícola sustentável na África é através da adoção da agricultura de conservação e mecanização mais apropriada”, disse o diretor-geral adjunto da FAO, Bukar Tijani, que dirige o Departamento de Agricultura e Defesa do Consumidor da FAO.

“Esta parceria para a África será uma plataforma para reunir as partes interessadas do setor privado, grupos de agricultores, sociedade civil, ministérios da agricultura e além, para alcançar nossa visão de um mundo de fome zero”, acrescentou.

Vinculando mecanização à agricultura sustentável

A mecanização em toda a cadeia de valor dos alimentos — da produção e colheita ao manuseio, processamento e transporte – alivia o trabalho penoso, aumenta a produtividade agrícola, aumenta a renda e fornece novos empregos, como serviços de mecanização e reparos. A mecanização sustentável também pode conservar os recursos naturais e permitir que os sistemas agrícolas sejam mais resilientes às mudanças climáticas.

A União Africana comprometeu-se a banir o trabalho com enxada até 2025. No ano passado, a FAO e a UA produziram a “Mecanização Agrícola Sustentável: Um Quadro para a África (SAMA)”, e o acordo de hoje com a rede ACT contribuirá para implementar esse quadro.

A colaboração também visa promover a partilha de conhecimento e apoiar um maior diálogo político sobre a mecanização agrícola sustentável e a agricultura de conservação.

A rede ACT foi estabelecida em 2006 e é uma organização internacional pan-africana sem fins lucrativos dedicada a melhorar os meios de subsistência na África através de agricultura sustentável, agroecologia e gestão de ecossistemas.

Fonte:http://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1179610/

Presidente da África do Sul entrega 4586 hectares de terra para a comunidade KwaMkhwanazi

“Neste momento, o governo está totalmente capacitado para lidar com a questão da terra e agora estamos avançando com velocidade”, disse ele no campus KwaDlangezwa da Universidade de Zululand, onde entregou oficialmente 4 586 hectares de terras e títulos de propriedade à comunidade em Domingo.

“À medida que fazemos isso, admitimos que ao longo de vários anos temos sido bastante lentos e tardios e o processo foi retardado por uma série de razões. O que fizemos hoje [domingo] deveria ter sido feito há alguns anos, mas, como dizem, melhor tarde do que nunca ”, disse ele.

A comunidade KwaMkhwanazi foi removida à força de suas terras após a promulgação da Lei de Terras de 1913 para dar lugar ao retorno dos soldados da Primeira Guerra Mundial. Durante a década de 1940, a comunidade foi novamente movida para abrir caminho para fazendas comerciais de madeira e cana-de-açúcar.

A reivindicação de terras foi apresentada em 1997 e o Phalane Community Trust foi estabelecido pela comunidade de reclamantes em 2005 para administrar a terra. Algumas das terras já haviam pertencido ao departamento de agricultura, silvicultura e pesca, enquanto uma parte era usada para residências estudantis da universidade.

As florestas comerciais estão atualmente sendo arrendadas pela Siyaqhubeka Forests Limited, uma parceria entre a Mondi, seus parceiros negros, o governo e as comunidades locais. 

“Estamos fazendo história, celebrando hoje a terra do nosso povo nessa área. À medida que fazemos história, também estamos começando a distribuir massa em massa em nosso país – vamos devolver a terra de maneira massiva. A terra KwaMkhwanazi é a primeira ”, disse Ramaphosa.

“Houve muitos outros no passado, mas agora nesta fase, [a terra KwaMkhwanazi] é a número um. Existem 25 ou 27 outros para os quais vamos devolver a terra, este é o processo de restituição, uma das categorias do nosso programa de reforma agrária ”, disse ele.

Até dezembro de 2017, a confiança estava trancada em uma batalha legal de 13 anos no Tribunal de Reclamações de Terras sobre a legitimidade de certos membros da comunidade e seu direito a ser fiduciários e seu direito a desembolsos. 

“Como governo, estamos intensificando a implementação de programas de reforma agrária. Acreditamos firmemente que as comunidades devem ter grande interesse no processo de restituição da terra e em tudo o que acontece em suas terras ”, disse Ramaphosa.

Também era importante que as comunidades soubessem como seu dinheiro estava sendo gasto. “Quando devolvemos a terra ao nosso povo através de uma confiança, a confiança será usada para capacitar as famílias beneficiárias individuais, mas também deve levar ao desenvolvimento de toda a comunidade.

“Acreditamos que esta celebração hoje trará esperança às comunidades de todo o país [que sofreram o mesmo destino]. Para essas comunidades, dizemos que logo estaremos celebrando com você também. Hoje estamos dando vida à nossa constituição e nossa carta de liberdade ”, disse Ramaphosa.  

https://www.iol.co.za/news/politics/ramaphosa-hands-over-4-586-hectares-of-land-to-kwamkhwanazi-community-17472014

Entrega de terras a fazendeiros negros: começou a Reforma Agrária na Africa do Sul

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, procedeu no passado fim de semana à primeira entrega simbólica, a fazendeiros negros, das terras que lhes haviam sido retiradas na época do apartheid e prometeu acelerar a transferência de mais no quadro da sua futura reforma agrária.

Fotografia: DR

Na ocasião, o chefe do Estado sul-africano disse que ao devolver as terras aos seus detentores legais, estava-se a escrever uma história, naquilo que considerou a primeira de uma série de pedidos de recuperação de terras que vai ser acelerada nos próximos meses.

Há alguns meses, Cyril Ramaphosa iniciou uma reforma visando reequilibrar a estrutura da propriedade fundiária na África do Sul, ainda maioritariamente nas mãos da minoria branca, 25 anos depois do fim do apartheid. A alguns meses das eleições gerais, vários fazendeiros negros aplaudiram o projecto, ao contrário dos brancos que começam a dar sinais de preocupação.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/cyril_ramalhosa_faz__devolucao_simbolica_de_terras_a_fazendeiros_negros

Africanos estão no Brasil para aprender técnicas de produção de sementes de gramíneas forrageiras

Foto: Laura Souza Pereira

Laura Souza Pereira - Africanos participam de workshop sobre produção de sementes

Africanos participam de workshop sobre produção de sementes

Um grupo de africanos participa, nesta semana, de um workshop sobre produção de sementes de gramíneas forrageiras na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). São 16 representantes de países africanos que estão na delegação. O evento, que vai até sexta-feira (15), foi articulado pela Embrapa em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

O objetivo é identificar potenciais, restrições e limitações à produção de sementes de forrageiras utilizadas no Brasil com possibilidade de uso consorciado em lavouras de algodão em cinco países africanos – Benin, Burkina Faso, Chade, Mali e Togo. O workshop também vai apresentar e discutir alternativas técnicas à produção de sementes dessas gramíneas e elaborar um planejamento inicial para a multiplicação de sementes nesses países.

De acordo com o pesquisador Francisco Dübbern de Souza, que está trabalhando o tema com os visitantes, a intenção é apresentar a experiência brasileira nessa área. “A ideia é que a experiência do Brasil sirva de inspiração para eles solucionarem os problemas com pastagem em seus países”, destacou Souza.

Para Fagaye Sissoko, a expectativa com a formação é que o grupo aprenda e domine a técnica de multiplicação das sementes de gramíneas para não depender mais do Brasil. “As sementes de pastagens sempre partiram do Brasil para os países da África. Agora, é preciso que aprendamos a multiplicar essas sementes. Sabemos dos benefícios dessas plantas para o solo e para a cultura do algodão”, afirmou Sissoko, representante de Mali.

A programação do workshop inclui visitas a campo, laboratórios e experimentos da Embrapa. Os representantes de cada país vão caracterizar as condições locais de cultivo e de uso das sementes de gramíneas forrageiras tropicais em seus países. Na tarde de quinta-feira (14) começa o trabalho em grupo que prevê a definição do planejamento para produção de sementes. O workshop termina sexta-feira (15), às 11h30.

Histórico

O projeto de cooperação técnica internacional “Fortalecimento tecnológico e difusão de boas práticas agrícolas para o algodão nos países do Cotton-4 e Togo” começou em 2009. A iniciativa visa ajudar os cinco países africanos a desenvolver o setor de algodão, aumentando a produtividade, gerando diversidade genética e aprimorando a qualidade do produto cultivado.

Produtores de algodão da África Ocidental perceberam aumento da produtividade quando consorciaram braquiária à cultura original. A Embrapa chegou a enviar sementes da gramínea à África, mas os resultados não foram positivos por falta de conhecimento.

Acordo Brasil, Japão e Moçambique tem oposição do “Não ao Prosavana”

Campanha “Não ao Prosavana” reitera sua posição

Os governos de Moçambique, Brasil e Japão, estão a tomar acções com vista à implementação efectiva do programa Prosavana. Contudo, a campanha “Não ao Prosavana” reitera sua posição contra a implementação desse projecto.

A campanha “Não ao Prosavana”, diz que esses países estão a ignorar todas as contestações dos camponeses moçambicanos e das organizações da sociedade civil, afiliadas ou não ao Pro-savana.

De acordo com o calendário das acções de implementação do programa, as actividades do Pro-savana já iniciaram, sendo que a “Campanha Não ao Prosavana” não foi ouvida e tudo que já foi dito sobre o programa foi ignorado.

Os membros da campanha contra o Prosavana dizem que, esse programa não é e jamais será alternativa de desenvolvimento agrário que se ajuste as necessidades dos moçambicanos.

A campanha continua a defender a agricultura camponesa e familiar, como a única forma do país alcançar a soberania alimentar e evitar que os produtores familiares caiam na armadilha das corporações que pretendem controlar o sistema alimentar.

No entanto, a Campanha Não ao Prosavana mantém a expectativa de um diálogo aberto, democrático, inclusivo e construtivo com o governo para responder as necessidades dos moçambicanos

http://opais.sapo.mz/campanha-nao-ao-prosavana-reitera-sua-posicao

Jeuneafrique: ” A diplomacia da generosidade”

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The Economist em sua edição de 17 de julho, ele fez um balanço dos vários canais de ajuda pública brasileira aos países pobres e descobriu que alcançou US $ 1,2 bilhão (910 milhões de euros). E até mais de 4 bilhões, se somarmos os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Porque os 30 milhões de dólares que permitem à Agência Brasileira de Cooperação prestar assistência técnica aos países do Sul são complementados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Programa Mundial de Alimentos (PMA), programas para Gaza (US $ 300 milhões) ou Haiti (US $ 350 milhões). A ajuda estritamente humanitária do Brasil aumentou em 20% nos últimos três anos.

Ainda auxiliado pelo Banco Mundial, o Brasil está se tornando um dos maiores doadores do mundo e gasta tanto quanto, por exemplo, o Canadá. Essa política foi descrita pelos próprios brasileiros como “diplomacia de generosidade”.

Trata-se de países de língua portuguesa, que se beneficiam sobretudo no campo da saúde (luta contra a AIDS), mas também francófonos como o Mali (pesquisa do algodão) ou o Haiti (ajuda alimentar). Neste último país, o Brasil subsidia um programa que permite que mães carentes cujos filhos freqüentem a escola e sejam vacinados para receber alimentação gratuita, à maneira do Bolsa Família .

Ao contrário da China, que financia estradas e ferrovias, o Brasil prefere priorizar programas sociais e agricultura, onde se destaca.

Agricultura em Angola é prioridade do Governo, mas não recebe dotação orçamentária

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Em Angola a agricultura, pecuária, silvicultura e pesca no Produto Interno Bruto (PIB) entre 2001 e 2003 foi de cerca de 8,00 por cento, indicador que aumentou em 2017 para 12 por cento, devido os programas de investimento público. O governo angolano tem anunciado diversos investimentos na agricultura, pesca , nomeadamente na compra de equipamentos, valorização da mulher rural, estabelecendo parcerias com países como Itália, Espanha, Alemanha, Brasil e outros.

Agostinho Neto, após ter proclamado a independência de Angola, em 1975, declarou 1979 como o “Ano da Agricultura”. Participou em campanhas durante os seus quatro “meteoritos” anos de presidência, a ramagem de milho, café e algodão são símbolos que estão no  mais alto da insígnia da nação angolana.

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O indicador do setor agrícola tenha contribuído para uma redução da fome, o impacto foi menor na redução da pobreza”.
A maior parte do crescimento deveu-se a expansão das terras cultivadas e não a um aumento da produtividade. “Mesmo que o setor da agricultura tenha sido identificado como área prioritária na estratégia de redução da pobreza, as dotações orçamentais para o setor continuam baixas. Nos últimos anos, a fatia do Orçamento Geral do Estado (OGE) para a agricultura não chega a um por cento.

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Antes da Independência, Angola era autossuficiente em todos os principais gêneros alimentares, exceto na produção do trigo, e exportava vários produtos agrícolas, em particular o café e açúcar. “A guerra e a falta de investimento tiveram um forte impacto no sector agro-alimentar e, desde 1990, o país depende da importação de alimentos e da ajuda alimentar.
Hoje, apenas dez por cento das terras aráveis de Angola são cultivadas e a produtividade por área cultivada é uma das mais baixas da África Subsaariana.

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No contexto de crise, parece-me existir um desinteresse quase generalizado por parte dos angolanos na produção dos seus próprios alimentos, respeitando algumas excepções que permitem que chegue até à nossa mesa alguma produção local e que haja excedente de alguns tubérculos e banana que, regra geral, deixaram de ser importada, há tempo.

Burkina Faso, Etiópia, Guiné, Malawi, Mali, Níger, Senegal e Zimbabwe têm honrado o compromisso de dedicar 10% do orçamento para agricultura e são a prova de que este tipo de investimentos pode resultar em melhorias na vida dos seus cidadãos. Por exemplo, no Burkina Faso, o crescimento do sector agrícola tem estado acima de 6 por cento ao ano, há já algum tempo, e parece estar no bom caminho para a eliminação dos altos índices de fome e de extrema pobreza.

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De várias partes do Mundo chegam alguns exemplos e, em alguns casos, verifica-se até mesmo algum excesso de zelo. De qualquer forma, alguns exemplos ajudam a uma rápida e melhor reflexão. A Etiópia quer atingir até 2025 o estatuto de país com uma economia de rendimento médio. Para tal, foram feitas sérias apostas na agricultura e hoje o país é um dos maiores produtores do continente em gergelim (semente de sésamo) e criação de gado.bananas-angola-itália.jpg

Robert Mugabe, ex presidente  no Zimbabwe, outrora conhecido como celeiro de África, conduziu uma reforma agrária que resultou na redistribuição sem compensação aos fazendeiros brancos. Muitos estabelecem comparação do processo com o de uma mulher que dá luz a um filho, por via de uma “cesariana”.

Na África do Sul e também na vizinha Namíbia, esse tema continua a ser um assunto crítico. Em um jantar oferecido pelo presidente Mugabe, em Maio de 2017, em Harare, o Presidente Geingob, da Namíbia, referiu que o emotivo e complexo assunto sobre a reforma da terra requer conversação sincera e difícil. A terra deve ser um ativo produtivo, não apenas confinada à redistribuição.

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A agricultura se quer hoje e que agricultura se vai testar para as futuras gerações. Parece  sensato o investimento e apoio a agricultura  famíliar, para que possam apostar em atividades que garantam maior sustentabilidade.

Chineses investirão na agricultura de Angola

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Num artigo intitulado “Pode a agricultura de Angola aprender com a experiência de Moçambique?”, o CLBrief (www.clbrief.com) cita o Instituto Nacional de Estradas de Angola para referir a importância de recuperar mais de sete mil quilómetros de estradas que são fundamentais para a distribuição de produtos agrícolas e que neste momento são um estrangulamento ao desenvolvimento do sector.
Em Janeiro, a CITIC e a Companhia China Huashi Enperprises anunciaram planos para desenvolver o agronegócio e projectos de água na província da Huíla num dos primeiros investimentos chineses no sector. A Câmara de Comércio Angola-China anunciou em Fevereiro que o investimento Chinês  em Angola vai diversificar  nos próximos anos, colocando o foco na agricultura e no agronegócio. A câmara lembra que 230 dos seus membros são empresas e homens de negócios da China.
A empresa de Hubei Wanbao Grains and Oils anunciou que vai investir 250 milhões de dólares numa área de 20 mil hectares para cultivar cereais e arroz no Vale do Limpopo, perto do Xai Xai, no sul de Moçambique.
Segundo o portal China-Lusophone Brief, os Governos de Angola e Moçambique devem estruturar da melhor maneira os investimentos chineses, para que não se tornem em projectos gigantescos que, em vez de beneficiarem a economia dos países e das populações, passem a ser essencialmente empreendimentos virados para a exportação.
O Governo de Moçambique deve aprovar  um projecto de produção de feijão e milho das empresas chinesas Power e Xinjiang.

Por que precisamos importar cacau da Costa do Marfim e Gana ?

CACAU (1)O Brasil importa cacau para suprir o que as lavouras brasileiras não conseguem entregar para atender a crescente demanda da indústria. Nos últimos anos, o setor sofreu bastante os efeitos da crise econômica do país e da crise hídrica, que reduziu a safra e impôs maiores custos à indústria por causa da necessidade de importação do produto. Enquanto as lavouras de cacau brasileiras não retomam a produtividade suficiente para o abastecimento interno, o setor importa a amêndoa de Gana.costa dao arfim

A importação não é a escolha ideal, mas tem sido a única alternativa para que as fábricas mantenham as atividades e os postos de trabalho, segundo avaliação da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). “A importação nunca é a opção mais vantajosa, pois temos a elevação de custos e os processos mais burocráticos. Entretanto, essa tem sido a única maneira de cobrir a instabilidade da produção nacional nas últimas décadas”, explica o diretor executivo da AIPC, Eduardo Bastos.

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A expectativa é de que o governo brasileiro volte a permitir a importação do cacau também da Costa do Marfim. A entrada do produto no Brasil foi suspensa por causa de um carregamento com um tipo de praga típica do país africano e que não existe no território brasileiro. Para garantir a segurança sanitária e certificar o país como habilitado a exportar cacau para o Brasil novamente, o Mapa reavalia a análise do risco de praga da Costa do Marfim.

No Brasil, a produção movimenta cerca de R$ 14 bilhões anualmente. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indicam que o cacau, com uma taxa de 8%, é um dos oito produtos agrícolas que apresentam aumento do faturamento neste ano. São 745 mil hectares de área plantada no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).chocolate

Quando se fala em cacau, é o chocolate que vem à mente. É natural que isso aconteça, já que esse subproduto da amêndoa é apreciado por grande parte da população brasileira. Mas a indústria do cacau não se limita à fabricação de chocolate, também exporta insumos já processados, como a manteiga de cacau e o pó de cacau, entre outros itens. O Brasil tem o terceiro maior parque confeiteiro do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha, sendo que a cadeia do cacau participa com cerca de R$ 20 bilhões no PIB do país.

Brasil apoia o combate da lagarta-do-cartucho junto aos agricultores africanos

agricultura_milho_praga_lagarta_spodoptera_mato_grosso (Foto: Rafael Pitta / Divulgação)Spodoptera ataca planta de milho, em Mato Grosso. Orinigária da América, lagarta pode causar prejuízos estimados em bilhões de dólares por representantes da FAO (Foto: Rafael Pitta / Divulgação)

Uma das maiores ameaças à agricultura do continente africano tem nome e sobrenome: Spodoptera frugiperda. Também conhecida como lagarta-do-cartucho, a praga, originária de regiões subtropicais da América, foi encontrada na África pela primeira vez no ano passado, na Nigéria, e, segundo especialistas, espalhou-se pelo países da região.

Em reportagem da rede alemã Deustche Welle, um representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) afirmou que a lagarta deve causar grandes danos à colheita neste ano.

“O tamanho do dano é uma grande preocupação, especialmente nos países onde a maior parte dos agricultores é de pequenos e com pouco acesso a pesticidas”, diz Jean-Baptiste Bahama.

A cultura mais atacada pela lagarta, ressalta a publicação, é o milho. Segundo estimativas da própria FAO, a cada ano, as lagartas podem destruir entre oito e 21 milhões de toneladas do cereal. Bahama, representante da agência da ONU, fala à em perdas entre US$ 2,5 bilhões e US$ 6,5 bilhões para os agricultores africanos.

Agencia Brasileira de Cooperação – ABC  coopera no combate a praga no algodão

A lagarta Spodoptera frugiperda, ou “lagarta do cartucho”, tem prejudicado seriamente também a produção de algodão em diversos países africanos, já desde o ano passado. Como consequência, afetado a fonte de rendimento de centenas de pequenos produtores de algodão, que dele dependem para o seu sustento pessoal e familiar.

Após receber demanda específica de países parceiros com quem o Brasil desenvolve projetos de cooperação técnica nesta área, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) organizaram uma capacitação sobre o combate à lagarta Spodoptera frugiperda.

No âmbito da iniciativa “Fortalecimento tecnológico e difusão de boas práticas agrícolas para o algodão em países do C4 e no Togo”, foi assim realizada em Notsè, a 100 Km de Lomé, capital do Togo, entre os dias 14 e 17 de junho, uma formação para pesquisadores e extensionistas dos cinco países que participam do projeto (Benin, Burquina Faso, Mali, Chade e Togo), que foi ministrada pelos pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, Dr. Ivan Cruz e Dr. Ivênio Rubens de Oliveira, especialistas no assunto.

Por meio da atividade de formação, que contou com cerca de 30 pessoas, sendo um pesquisador, um extensionista e um técnico responsável por gerenciar as “unidades técnicas de aprendizagem” de cada um dos cinco países, os participantes aprenderam soluções eficazes de combate à lagarta Spodoptera frugiperda, utilizando meios que se encontram disponíveis nos seus países.

Durante a capacitação, diversas sessões de perguntas e respostas puderam esclarecer as dúvidas dos presentes, assim como foram realizadas visitas de campo para que fossem colocados em prática os aprendizados adquiridos, assim como para mais esclarecimentos.

 

Uma das atividades realizadas em conjunto foi a instalação de uma armadilha, nos campos de cultivo do algodão, para a coleta de mariposas da lagarta. Na ocasião, foi explicada a importância do acompanhamento periódico das plantações, que permite o uso reduzido ou nenhum de produtos químicos. Os pesquisadores da Embrapa esclareceram que o uso equivocado de inseticidas (químicos) pode desenvolver a resistência no inseto que, além de não resolver o problema da Spondoptera, acaba por matar os insetos benéficos que ajudariam o produtor no controle das pragas.

No caso da lagarta, três mariposas capturadas na armadilha já configurariam o limite máximo de prejuízo desejável, e já requerem início da intervenção com a utilização de controle e monitoramento biológico. No final da formação, além de fazerem um exercício de análise e proporem um plano de ação para tratamento e controle de pragas, os participantes levaram para casa um “kit de armadilha” para utilização local em seus países.

O proprietário de um dos campos visitados, M. Keke Kossi Simon é também pecuarista e possui uma pequena criação de peixes. Ao final, em entrevista à ABC, Simon disse ter entendido os benefícios do controle biológico e afirmou que procurará colocar as ações em prática.

A formação foi bastante elogiada pelos participantes, que saíram esperançosos ao aprenderem soluções práticas e técnicas possíveis de serem implementadas para o combate à lagarta. Os pontos fortes mencionados fazem referência ao fato da solução apresentada ser eficaz, além de não trazer prejuízo ao meio ambiente, nem a outras culturas de produção, não ser poluente, ter caráter sustentável e custo inferior ao do controle químico. Terão eles agora a responsabilidade de transmitir o conhecimento adquirido nos seus países.

O projeto de cooperação técnica “Fortalecimento tecnológico e difusão de boas práticas agrícolas para o algodão em países do C4 e no Togo”, desenvolvido pela ABC, por meio de uma parceria estabelecida com a Embrapa e com os governos do Benin, Burquina Faso, Mali, Chade e Togo, conta com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

 

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