Brasil apoia agricultura familiar em Moçambique

O ministério moçambicano da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) está interessado em incorporar a experiência do Brasil na construção de políticas públicas viradas para o fortalecimento da agricultura familiar (AF) no país.

África 21 Digital com AIM


O MASA, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a União dos Camponeses (UNAC) estão a discutir, em Maputo, um modelo a ser aplicado no registo dos agricultores do setor familiar no país.

O modelo, segundo a diretora nacional de Extensão Agrária, Sandra Silva, que falava hoje durante a cerimónia de abertura do seminário nacional sobre caracterização e cadastro da Agricultura Familiar em Moçambique, visa desenvolver instrumentos para dar valor à AF, bem como conceber um sistema de cadastro de pequenos agricultores e dos provedores de serviços de extensão.

Além de fornecer subsídios de como caracterizar a AF nos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Silva acrescentou que pretende-se formular estratégias de institucionalização de programas e políticas viradas ao apoio da agricultura familiar.

agricult moçambique

“Temos muita expectativa na implementação dos resultados deste projeto, pois vai contribuir significativamente no desenvolvimento do sector agrário na medida em que irá melhorar o apoio na disponibilização da informação sobre a assistência dos provedores de serviço de extensão”, disse.nyusicampanhaagricola1

Tal apoio deverá utilizar plataformas de diálogo com os governos, a comunidade académica, bem como com a sociedade civil da CPLP, sobretudo do Brasil.

A diretora reconheceu o papel da AF na implementação dos planos e projetos do sector da agricultura em Moçambique.

Por seu turno, a presidente da UNAC, Ana Paula, disse que a produção agrária deve estar centrada em culturas e insecticidas usadas em solos moçambicanos.

“Não queremos produzir com produtos que prejudicam a saúde humana. E nós queremos praticar a agricultura moçambicana. Esperamos que vamos partilhar essas informações com os outros”, defendeu.

Sobre o cadastro, Paula prevê que o projeto seja desenhado a favor dos camponeses moçambicanos, refutando a prática de uma agricultura multicultural.

“Queremos que o nosso governo apoie-nos, nós pequenos agricultores, oferecendo pequenas máquinas para podermos aumentar a produção. Não trazer os investidores para ocuparem as nossas terras”, vincou.

Para a assistente do representante da FAO em Moçambique, Cláudia Pereira, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável, a AF preserva as culturas alimentares tradicionais, o que catapulta uma dieta equilibrada.

“São esses alguns dos aspectos que reforçam o grande contributo da FAO em manter o nosso apoio ao país na realização de seus objetivos de desenvolvimento”, disse.

https://africa21digital.com/2017/09/13/mocambique-interessado-em-modelo-brasileiro-de-registo-de-pequenos-agricultores/

Advertisements

75% dos fertilizantes usados na agricultura brasileira é importado

fertilizantesA agricultura nacional posiciona o país na quarta posição entre os consumidores de fertilizantes, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos. Enquanto o consumo desses produtos aumenta, em média, 2% ao ano no mundo, o crescimento no Brasil é de 4%. De maneira inversa, a fabricação nacional tem caído nos últimos anos, abrindo espaço para a entrada de mais produtos importados.

Essa dependência de nutrientes estrangeiros influencia diretamente no custo da lavoura e obriga os fazendeiros a incluírem a cotação do dólar na conta da produção da safra.

potassioImporta-se mais de 90% do potássio que consumimos, e esse nutriente é muito exigido pela planta.Além dos altíssimos investimentos necessários para o processo de mineração, fabricação e logística dos insumos de origem mineral, a produção nacional também esbarra na questão ambiental, pois a mineração pode comprometer áreas de grande importância.

Brasil é referência como modelo de agronegócio, para o futuro presidente de Angola

01João Lourenço, futuro presidente de Angola,defendeu em Madrid a necessidade de Angola diversificar a sua economia para garantir o crescimento e citou o Brasil como referencia:

“Diversificar a economia é fundamental e indispensável para o crescimento. É imprescindível abrir a nossa economia e esquecermos um pouco o petróleo. O nosso país, Angola, pode sobreviver, tem mais recursos para além do petróleo. Vamos criar incentivos na agro-indústria. Angola tem uma grande extensão, muitas terras cultiváveis, muita água, um clima muito propício, porque não tem Inverno, e pode ser uma grande potência agrícola, tipo Brasil.

Portanto, queremos diversificar o nosso sector industrial, as indústrias de transformação e extracção. Angola tem uma grande quantidade de minerais, alguns importantes, como os diamantes, ouro, ferro. Até agora só se exportava petróleo e diamantes. Também está-se a apostar na pesca. Angola tem uma costa marítima extensa, foi noutros tempos um grande produtor de pescado e marisco, o mar pode gerar para nós recursos para alimentar a nossa população e para exportar. E quero destacar o turismo. Angola tem um grande litoral. Não só queremos trabalhar no turismo de praia, mas também no do interior. Queremos investimentos para criar infra-estruturas e isso vai permitir-nos criar postos de trabalho. Se diversificarmos estes quatro ramos da economia, poderemos resolver um dos principais problemas de Angola, o desemprego, especialmente dos jovens.”

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/entrevista/e_preciso__esquecer__um_pouco_o_petroleo#foto

Presidente da Guiné-Bissau promove cultivo do arroz

arroz_tipos

O presidente da Guiné-Bissau aposta na agricultura como alavanca para o desenvolvimento do país. Durante encontro com jornalistas, o presidente falou dos objetivos do projeto “Mon na Lama”, de cultivo de arroz, já em fase de execução em Calequisse, sua aldeia natal.


África 21 Digital, com ANG


José Mário Vaz, que falava aos jornalistas, disse que, num futuro próximo, pretende lavrar duas vezes por ano, e que os resultados obtidos este ano contaram com o apoio dos populares de Calequisse.

O presidente disse que o projeto “Mon na Lama” faz parte da sua ambição para o país  e que, em campanhas eleitorais, tinha prometido ao povo a auto-suficiência alimentar, sobretudo a nível do arroz.

Segundo José Mário Vaz, o objectivo de seu projecto é levar o país à auto-suficiência alimentar. “Amílcar Cabral [líder da luta de libertação nacional anti-colonial] tinha dito que a libertação do país do jugo colonialismo era programa mínimo. Mon na Lama significa exatamente a implementação do programa maior, que  é a fase em que nos encontramos, de utilização da agricultura como um dos grandes factores de produção para relançar a economia, criar emprego e manter a população nas suas aldeias”, afirmou.

O presidente enfatizou que a Guiné-Bissau gasta cerca de US$ 50 milhões de dólares por ano na compra de arroz e que o país pode perfeitamente  resolver esse problema, sem estar constantemente a importar. O arroz é o produto básico da alimentação do povo guineense.

“Quando importarmos arroz estamos a criar riqueza e emprego para os países exportadores”, disse.

Na ocasião, José Mário Vaz anunciou a presença no país de uma delegação do Fundo da Arábia Saudita, interessado em apoiar o  projeto Mon na Lama.

https://africa21digital.com/2017/08/22/presidente-da-guine-bissau-quer-promover-cultivo-de-arroz/

Chineses investem na agricultura angolana

chinesesUm grupo privado chinês vai investir 12 milhões de dólares (10,4 milhões de euros) para instalar na província do Huambo, no planalto central angolano, uma unidade agrícola e pecuária, gerando 200 postos de trabalho.

De acordo com o contrato de investimento entre o grupo de origem chinesa Jiangzhou Agriculture e o Estado angolano, através da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), o projeto vai levar 10 anos a implementar.

Será instalado no município de Tchicala Choloanga e segundo os promotores permitirá abastecer o mercado interno com produtos agrícolas e agropecuários e “reduzir as importações” angolanas.

Ao grupo privado chinês serão atribuídos benefícios fiscais por parte do Estado angolano, ao abrigo da Lei do Investimento Privado, nomeadamente a redução de 65% no pagamento de impostos Industrial, sobre Aplicação de Capitais e de Sisa, por um período de oito anos.

Praticamente 93 por cento das exportações angolanas de 2016 foram de petróleo bruto, que aumentaram mais de 3.500 milhões de euros face a 2015, mas o país ainda necessitou de importar produtos agrícolas, que representam 10% do total, segundo dados do anuário do comércio externo do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar das conhecidas potencialidades agrícolas, 10,44% do volume de importações angolanas foram de produtos agrícolas, no valor de 211.270 milhões de kwanzas (1.140 milhões de euros), uma quebra de 4,32% face a 2015.

África a última fronteira do capitalismo

gana

O continente africano é percebido hoje nos meios econômicos e diplomáticos mundiais como “a última fronteira do capitalismo”, e o Brasil precisa superar gargalos nas suas relações com os países africanos
para que participe de maneira mais efetiva deste processo. Este foi o ponto defendido pela diplomata Maria Elisa de Luna durante sabatina nesta quinta-feira (13) na Comissão de Relações Exteriores, quando foi aprovada para o cargo de embaixadora do Brasil em Gana.

gana1.jpgBndeUm dos pontos abordados foi a atuação das empresas brasileiras de engenharia na África, que têm sofrido para manter seus projetos. O senador Armando Monteiro (PTB-PE) disse que elas já estão tendo que recorrer a financiamentos com terceiros, devido à criminalização que no seu entender passou a ocorrer em torno das linhas de crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

– Já estamos perdendo espaço e podemos perder ainda mais espaço no comércio mundial, principalmente na área de serviços de engenharia. Justamente numa área em que temos uma enorme expertise, estão criminalizando o suporte que o BNDES dá a este processo – alertou.

Armando Monteiro acrescentou que ocorre no Brasil o exato oposto do que se verifica na China e na Turquia, cujos governos continuam apoiando suas empresas em projetos de infra-estrutura na África.

Elisa de Luna concordou com a visão expressada pelo senador, acrescentando que Accra, a capital de Gana, teve seu urbanismo transformado para melhor nos últimos anos por causa das inúmeras obras conduzidas pelas empresas brasileiras.

Produtos manufaturados

A diplomata destacou também que o Brasil precisa estabelecer uma política consistente e estruturada de internacionalização de companhias médias e pequenas, passando necessariamente por programas oficiais de apoio por meio de linhas de crédito. Este modelo permitiria ao Brasil otimizar a participação no processo de desenvolvimento da África.

Elisa de Luna reforçou a argumentação, lembrando que tanto com Gana como com outros países africanos, o Brasil consegue ter uma pauta de exportação com presença significativa de produtos industriais ou manufaturados, especialmente do setor agrícola.

No que se refere aos produtos alimentícios brasileiros por exemplo, a diplomata lamenta que muitos chegam a Gana por meio de empresas dos Emirados Árabes. Acrescenta que estes produtos tem muito mais identificação com o gosto dos ganeses e de outras nações africanas do que os produtos europeus, que são mais palatáveis nos climas frios.

Pro caso de ter sua indicação confirmada em Plenário pelo Senado, Elisa de Luna anuncia que outra prioridade será a reconstrução da Casa Brasil em Accra, que fica num bairro pobre da cidade. Esta casa também é conhecida como “Casa Tabom”, e serviu como a primeira casa de ex-escravos brasileiros que retornaram à África ainda no século 19.

Acordos

A CRE também aprovou, na reunião desta quinta-feira, a adesão do Brasil ao Acordo Internacional do Cacau (PDS 46/2017) e ao Acordo Constituinte do Centro de Informação para a Comercialização de Produtos Pesqueiros na América Latina (PDS 11/2017). Também foi aprovado um acordo de cooperação técnica ente Brasil e Etiópia (PDS 87/2016). Todos estes acordos seguem para análise do Plenário do Senado.

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/07/13/brasil-deve-aprofundar-lacos-economicos-com-a-africa-defende-diplomata

“Mercado não se conquista dando beijinho, mas na cotovelada e na botina”.

blairo-maggiO ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez nesta terça-feira (11/7) durante evento do lançamento do Plano Safra 2017/2018 do Banco do Brasil, uma defesa da conquista de mercados no exterior. Segundo ele, “mercado não se conquista dando beijinho, mas na cotovelada e na botina”.

Maggi elogiou também os diplomatas brasileiros que atuam no exterior e que, segundo ele, são “importantes para o nosso negócio”. De acordo com o ministro, com a diplomacia ciente de que o principal negócio do País é fazer negócio lá fora, o Brasil vai crescer. Durante sua fala, Maggi também disse que tem viajado porque sabe que “o futuro da agricultura depende disso”.

Ele também destacou a modernização do agronegócio nas últimas décadas e afirmou que a Embrapa “virou uma potência agrícola”. Perto do fim de sua fala, ele convocou uma salva de palmas ao presidente Michel Temer, presente ao evento do BB. De acordo com Maggi, Temer proporciona “liberdade na Agricultura”.

 

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Economia/noticia/2017/07/mercado-se-conquista-na-cotovelada-e-na-botina-diz-maggi.html

Produtividade agrícola no Senegal aumenta áreas cultivadas em quase 400%

19667536_886697148134911_118146321008851410_o-e1499712473871

No Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas.

O projeto também aumentou as áreas cultivadas — de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

o Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas. O projeto também aumentou as áreas cultivadas – de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

O PAA África conecta a oferta de alimentos vindos da agricultura familiar aos sistemas de compras públicas, como os que abastecem escolas que fornecem refeições aos seus alunos. O programa foi lançado em 2012 por meio de uma parceria entre o governo do Brasil, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).map senegal

O objetivo do projeto é combater a fome e estimular a geração de renda no meio rural. Atualmente, a iniciativa está presente em cinco países — Etiópia, Gâmbia, Níger, Moçambique e Senegal.

Em território senegalês, o PAA África foi implementado em duas fases: a primeira foi um programa-piloto que se estendeu de 2012 a 2013, enquanto a segunda marcou um momento de consolidação, de 2013 a 2016. A estratégia cobriu a região de Kégoudou e contribuiu para triplicar a renda anual de agricultores de arroz, além de aumentar a oferta do produto em 181 escolas.

O seminário realizado nos dias 29 e 30 de junho analisou as conquistas obtidas até o final do ano passado para assegurar o envolvimento das principais partes interessadas na formulação de uma nova fase do programa. O chamado PAA-extensão buscará melhorar o acesso de agricultores familiares a mercados institucionais. Outra meta é reduzir a pobreza no campo e continuar aumentando a produtividade agrícola.

O encontro de especialistas e gestores funcionou como uma consulta nacional — a última de uma série de consultas organizadas em cada um dos países onde o PAA África opera. Representantes do governo, do setor privado, de parceiros técnicos e financeiros e de associações de produtores discutiram o marco legal, o financiamento e a coordenação do programa.

Avaliações resultaram em uma série de recomendações para a fase de extensão. Indicações incluem medidas sobre assistência técnica e extensão rural, foco na diminuição das taxas de evasão escolar, soluções para o armazenamento de alimentos, aprimoramento da comunicação com os beneficiários e aumento da participação comunitária na alimentação escolar.

https://nacoesunidas.org/no-senegal-programa-da-onu-triplica-produtividade-agricola-e-aumenta-areas-cultivadas-quase-400/

Cabo Verde está no Conselho da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação

Cabo Verde foi eleito membro do Conselho da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no decorrer da 40ª sessão da conferência da instituição, que decorreu na última semana em Roma (Itália).


 



Conforme o ministro cabo-verdiano da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, que participou na conferência, o facto de Cabo Verde estar entre os quatro países africanos eleitos ”é um acontecimento muito importante para o país que vai participar num órgão muito importante da FAO, que se reúne de dois em dois anos”, informa a Panapress.

Gilberto Silva recordou que durante a conferência em Roma, foram discutidas questões de cariz “urgente”, incluindo a forma de transformar o compromisso em ação para se alcançar o Objetivo Global de Fome Zero, a escassez de água, a segurança alimentar e o clima em mudança no Oriente e no norte de África.

Estiveram igualmente na agenda a procura de soluções sustentáveis para prevenir a fome em países afetados por conflitos, a elaboração de um plano de ação sobre a segurança alimentar e nutrição para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, de que Cabo Verde faz parte,  e o papel do desenvolvimento rural na mitigação das pressões que impulsionam a migração para centros urbanos.

https://africa21digital.com/2017/07/09/cabo-verde-entra-para-conselho-da-fao/

Produção agrícola é prioridade em Angola para a politica monetária

 

O aumento da produção agrícola e da competitividade passam a ser  prioridade da política monetária cambial, declarou sexta-feira, em Luanda, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

BNA defende um novo ciclo em que a banca comercial esteja ao serviço da produção nacional
Fotografia: Francisco Bernardo|Edições Novembro|
Valter Filipe da Silva, que falava no encerramento do VII Fórum Banca-Regulação e supervisão bancária, promovido pelo Jornal Expansão, estão a ser criados instrumentos de garantia para que as divisas fiquem ao dispor do investimento voltado ao setor da agricultura.
O governador frisou que a política cambial deve continuar a disponibilizar divisas para o mercado, não de uma forma muito administrativa, mas dando maior disponibilidade para o sistema bancário, olhando para o plano de negócio e o plano de crédito dos bancos comerciais para que estas divisas sejam efectivamente para a produção agrícola.
Para o gestor, a prioridade deve ser dada à produção de milho e soja para reduzir a importação da farinha, bem como outros agregados como a ração animal e aumentar a produção de carne.
Na sua óptica,  deve estabelecer-se um diálogo com a Associação Angolana de Bancos (ABANC), sector bancário, fiscal, produtivo e a área comercial para encontro do novo ciclo angolano, cujo motor seja o sistema bancário e não o Estado.
O governador disse que, no contexto actual, é necessário ter um sistema financeiro de inclusão, mas também um instrumento para a justiça social, combate contra a corrupção e favoritismo.
“Se queremos uma prosperidade para todos temos que combater a injustiça social que se faz pela via do sistema bancário, concessão de crédito, regulação, supervisão, branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, boa gestão, ética e estar ao serviço do povo e da prosperidade”, disse.
O Fórum Expansão visa abordar, em conferências, seminários, palestras, debates, workshops, temas relevantes sobre economia angolana.
No evento, foram debatidos os modelos e tendências mundiais em matéria de regulação e supervisão bancárias com o objectivo de apontar caminhos, sugerir procedimentos, atitudes e comportamentos, contribuindo dessa forma para a afirmação em Angola de bancos sólidos e sustentáveis para o financiamento da economia, ajudando à criação de emprego e geração de riqueza.
Participaram no evento personalidades da finança nacional e internacional, entre governantes, reguladores, banqueiros, empresários, gestores, quadros médios e superiores, académicos e outros especialistas.

BIC antevê baixa nos lucros
O resultado líquido do Banco BIC para este ano pode baixar entre cinco e dez por cento em relação a 2016, ano em que atingiu 7,146 mil milhões de kwanzas. A revelação foi feita, no sábado, pelo presidente da instituição.
Fernando Teles, que falava à Angop à margem do VII Fórum Banca-Regulação e supervisão bancária, fez essa projecção em função do actual quadro da economia do país.
O banqueiro explicou que, embora falte ainda um semestre para o fim do ano, tem consciência que parte dos resultados da banca no país são o efeito cambial e esses não deviam ser contabilizados, mas deviam ir directamente ao aumento da situação líquida.
“ O que acontece é que os bancos têm resultados maiores em kwanzas, mas o seu balanço em dólares está a encolher. Isto é o banco tinha por exemplo 800 milhões de dólares de fundos próprios, mas quando vai ver no final do ano em kwanzas  é superior mas tem em dólares um valor de 600 milhões de dólares.
Neste caso, perdeu 200 milhões de dólares, e isso não foi contabilizado”, esclareceu o bancário.
Fernando Teles disse que fica a aparência de um resultado muito grande mas não é verdade. “Só será assim quando o lucro do efeito da posição cambial for elevado directamente à situação líquida e não for contabilizado como alguns bancos estão a fazer”, referiu.
Fernando Teles disse que o banco emprestou até agora 2,7 mil milhões de dólares às empresas e aos particulares e cerca de 3,2 mil milhões de dólares ao Estado.
O BIC pretende manter o valor do crédito concedido ao Estado e aumentar o crédito às empresas e aos particulares.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/agricultura_e_prioridade__nas_politicas_monetarias