Chineses investem na agricultura angolana

chinesesUm grupo privado chinês vai investir 12 milhões de dólares (10,4 milhões de euros) para instalar na província do Huambo, no planalto central angolano, uma unidade agrícola e pecuária, gerando 200 postos de trabalho.

De acordo com o contrato de investimento entre o grupo de origem chinesa Jiangzhou Agriculture e o Estado angolano, através da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), o projeto vai levar 10 anos a implementar.

Será instalado no município de Tchicala Choloanga e segundo os promotores permitirá abastecer o mercado interno com produtos agrícolas e agropecuários e “reduzir as importações” angolanas.

Ao grupo privado chinês serão atribuídos benefícios fiscais por parte do Estado angolano, ao abrigo da Lei do Investimento Privado, nomeadamente a redução de 65% no pagamento de impostos Industrial, sobre Aplicação de Capitais e de Sisa, por um período de oito anos.

Praticamente 93 por cento das exportações angolanas de 2016 foram de petróleo bruto, que aumentaram mais de 3.500 milhões de euros face a 2015, mas o país ainda necessitou de importar produtos agrícolas, que representam 10% do total, segundo dados do anuário do comércio externo do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar das conhecidas potencialidades agrícolas, 10,44% do volume de importações angolanas foram de produtos agrícolas, no valor de 211.270 milhões de kwanzas (1.140 milhões de euros), uma quebra de 4,32% face a 2015.

África a última fronteira do capitalismo

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O continente africano é percebido hoje nos meios econômicos e diplomáticos mundiais como “a última fronteira do capitalismo”, e o Brasil precisa superar gargalos nas suas relações com os países africanos
para que participe de maneira mais efetiva deste processo. Este foi o ponto defendido pela diplomata Maria Elisa de Luna durante sabatina nesta quinta-feira (13) na Comissão de Relações Exteriores, quando foi aprovada para o cargo de embaixadora do Brasil em Gana.

gana1.jpgBndeUm dos pontos abordados foi a atuação das empresas brasileiras de engenharia na África, que têm sofrido para manter seus projetos. O senador Armando Monteiro (PTB-PE) disse que elas já estão tendo que recorrer a financiamentos com terceiros, devido à criminalização que no seu entender passou a ocorrer em torno das linhas de crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

– Já estamos perdendo espaço e podemos perder ainda mais espaço no comércio mundial, principalmente na área de serviços de engenharia. Justamente numa área em que temos uma enorme expertise, estão criminalizando o suporte que o BNDES dá a este processo – alertou.

Armando Monteiro acrescentou que ocorre no Brasil o exato oposto do que se verifica na China e na Turquia, cujos governos continuam apoiando suas empresas em projetos de infra-estrutura na África.

Elisa de Luna concordou com a visão expressada pelo senador, acrescentando que Accra, a capital de Gana, teve seu urbanismo transformado para melhor nos últimos anos por causa das inúmeras obras conduzidas pelas empresas brasileiras.

Produtos manufaturados

A diplomata destacou também que o Brasil precisa estabelecer uma política consistente e estruturada de internacionalização de companhias médias e pequenas, passando necessariamente por programas oficiais de apoio por meio de linhas de crédito. Este modelo permitiria ao Brasil otimizar a participação no processo de desenvolvimento da África.

Elisa de Luna reforçou a argumentação, lembrando que tanto com Gana como com outros países africanos, o Brasil consegue ter uma pauta de exportação com presença significativa de produtos industriais ou manufaturados, especialmente do setor agrícola.

No que se refere aos produtos alimentícios brasileiros por exemplo, a diplomata lamenta que muitos chegam a Gana por meio de empresas dos Emirados Árabes. Acrescenta que estes produtos tem muito mais identificação com o gosto dos ganeses e de outras nações africanas do que os produtos europeus, que são mais palatáveis nos climas frios.

Pro caso de ter sua indicação confirmada em Plenário pelo Senado, Elisa de Luna anuncia que outra prioridade será a reconstrução da Casa Brasil em Accra, que fica num bairro pobre da cidade. Esta casa também é conhecida como “Casa Tabom”, e serviu como a primeira casa de ex-escravos brasileiros que retornaram à África ainda no século 19.

Acordos

A CRE também aprovou, na reunião desta quinta-feira, a adesão do Brasil ao Acordo Internacional do Cacau (PDS 46/2017) e ao Acordo Constituinte do Centro de Informação para a Comercialização de Produtos Pesqueiros na América Latina (PDS 11/2017). Também foi aprovado um acordo de cooperação técnica ente Brasil e Etiópia (PDS 87/2016). Todos estes acordos seguem para análise do Plenário do Senado.

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/07/13/brasil-deve-aprofundar-lacos-economicos-com-a-africa-defende-diplomata

“Mercado não se conquista dando beijinho, mas na cotovelada e na botina”.

blairo-maggiO ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez nesta terça-feira (11/7) durante evento do lançamento do Plano Safra 2017/2018 do Banco do Brasil, uma defesa da conquista de mercados no exterior. Segundo ele, “mercado não se conquista dando beijinho, mas na cotovelada e na botina”.

Maggi elogiou também os diplomatas brasileiros que atuam no exterior e que, segundo ele, são “importantes para o nosso negócio”. De acordo com o ministro, com a diplomacia ciente de que o principal negócio do País é fazer negócio lá fora, o Brasil vai crescer. Durante sua fala, Maggi também disse que tem viajado porque sabe que “o futuro da agricultura depende disso”.

Ele também destacou a modernização do agronegócio nas últimas décadas e afirmou que a Embrapa “virou uma potência agrícola”. Perto do fim de sua fala, ele convocou uma salva de palmas ao presidente Michel Temer, presente ao evento do BB. De acordo com Maggi, Temer proporciona “liberdade na Agricultura”.

 

http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Economia/noticia/2017/07/mercado-se-conquista-na-cotovelada-e-na-botina-diz-maggi.html

Produtividade agrícola no Senegal aumenta áreas cultivadas em quase 400%

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No Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas.

O projeto também aumentou as áreas cultivadas — de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

o Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas. O projeto também aumentou as áreas cultivadas – de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

O PAA África conecta a oferta de alimentos vindos da agricultura familiar aos sistemas de compras públicas, como os que abastecem escolas que fornecem refeições aos seus alunos. O programa foi lançado em 2012 por meio de uma parceria entre o governo do Brasil, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).map senegal

O objetivo do projeto é combater a fome e estimular a geração de renda no meio rural. Atualmente, a iniciativa está presente em cinco países — Etiópia, Gâmbia, Níger, Moçambique e Senegal.

Em território senegalês, o PAA África foi implementado em duas fases: a primeira foi um programa-piloto que se estendeu de 2012 a 2013, enquanto a segunda marcou um momento de consolidação, de 2013 a 2016. A estratégia cobriu a região de Kégoudou e contribuiu para triplicar a renda anual de agricultores de arroz, além de aumentar a oferta do produto em 181 escolas.

O seminário realizado nos dias 29 e 30 de junho analisou as conquistas obtidas até o final do ano passado para assegurar o envolvimento das principais partes interessadas na formulação de uma nova fase do programa. O chamado PAA-extensão buscará melhorar o acesso de agricultores familiares a mercados institucionais. Outra meta é reduzir a pobreza no campo e continuar aumentando a produtividade agrícola.

O encontro de especialistas e gestores funcionou como uma consulta nacional — a última de uma série de consultas organizadas em cada um dos países onde o PAA África opera. Representantes do governo, do setor privado, de parceiros técnicos e financeiros e de associações de produtores discutiram o marco legal, o financiamento e a coordenação do programa.

Avaliações resultaram em uma série de recomendações para a fase de extensão. Indicações incluem medidas sobre assistência técnica e extensão rural, foco na diminuição das taxas de evasão escolar, soluções para o armazenamento de alimentos, aprimoramento da comunicação com os beneficiários e aumento da participação comunitária na alimentação escolar.

https://nacoesunidas.org/no-senegal-programa-da-onu-triplica-produtividade-agricola-e-aumenta-areas-cultivadas-quase-400/

Cabo Verde está no Conselho da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação

Cabo Verde foi eleito membro do Conselho da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no decorrer da 40ª sessão da conferência da instituição, que decorreu na última semana em Roma (Itália).


 



Conforme o ministro cabo-verdiano da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, que participou na conferência, o facto de Cabo Verde estar entre os quatro países africanos eleitos ”é um acontecimento muito importante para o país que vai participar num órgão muito importante da FAO, que se reúne de dois em dois anos”, informa a Panapress.

Gilberto Silva recordou que durante a conferência em Roma, foram discutidas questões de cariz “urgente”, incluindo a forma de transformar o compromisso em ação para se alcançar o Objetivo Global de Fome Zero, a escassez de água, a segurança alimentar e o clima em mudança no Oriente e no norte de África.

Estiveram igualmente na agenda a procura de soluções sustentáveis para prevenir a fome em países afetados por conflitos, a elaboração de um plano de ação sobre a segurança alimentar e nutrição para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, de que Cabo Verde faz parte,  e o papel do desenvolvimento rural na mitigação das pressões que impulsionam a migração para centros urbanos.

https://africa21digital.com/2017/07/09/cabo-verde-entra-para-conselho-da-fao/

Produção agrícola é prioridade em Angola para a politica monetária

 

O aumento da produção agrícola e da competitividade passam a ser  prioridade da política monetária cambial, declarou sexta-feira, em Luanda, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

BNA defende um novo ciclo em que a banca comercial esteja ao serviço da produção nacional
Fotografia: Francisco Bernardo|Edições Novembro|
Valter Filipe da Silva, que falava no encerramento do VII Fórum Banca-Regulação e supervisão bancária, promovido pelo Jornal Expansão, estão a ser criados instrumentos de garantia para que as divisas fiquem ao dispor do investimento voltado ao setor da agricultura.
O governador frisou que a política cambial deve continuar a disponibilizar divisas para o mercado, não de uma forma muito administrativa, mas dando maior disponibilidade para o sistema bancário, olhando para o plano de negócio e o plano de crédito dos bancos comerciais para que estas divisas sejam efectivamente para a produção agrícola.
Para o gestor, a prioridade deve ser dada à produção de milho e soja para reduzir a importação da farinha, bem como outros agregados como a ração animal e aumentar a produção de carne.
Na sua óptica,  deve estabelecer-se um diálogo com a Associação Angolana de Bancos (ABANC), sector bancário, fiscal, produtivo e a área comercial para encontro do novo ciclo angolano, cujo motor seja o sistema bancário e não o Estado.
O governador disse que, no contexto actual, é necessário ter um sistema financeiro de inclusão, mas também um instrumento para a justiça social, combate contra a corrupção e favoritismo.
“Se queremos uma prosperidade para todos temos que combater a injustiça social que se faz pela via do sistema bancário, concessão de crédito, regulação, supervisão, branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, boa gestão, ética e estar ao serviço do povo e da prosperidade”, disse.
O Fórum Expansão visa abordar, em conferências, seminários, palestras, debates, workshops, temas relevantes sobre economia angolana.
No evento, foram debatidos os modelos e tendências mundiais em matéria de regulação e supervisão bancárias com o objectivo de apontar caminhos, sugerir procedimentos, atitudes e comportamentos, contribuindo dessa forma para a afirmação em Angola de bancos sólidos e sustentáveis para o financiamento da economia, ajudando à criação de emprego e geração de riqueza.
Participaram no evento personalidades da finança nacional e internacional, entre governantes, reguladores, banqueiros, empresários, gestores, quadros médios e superiores, académicos e outros especialistas.

BIC antevê baixa nos lucros
O resultado líquido do Banco BIC para este ano pode baixar entre cinco e dez por cento em relação a 2016, ano em que atingiu 7,146 mil milhões de kwanzas. A revelação foi feita, no sábado, pelo presidente da instituição.
Fernando Teles, que falava à Angop à margem do VII Fórum Banca-Regulação e supervisão bancária, fez essa projecção em função do actual quadro da economia do país.
O banqueiro explicou que, embora falte ainda um semestre para o fim do ano, tem consciência que parte dos resultados da banca no país são o efeito cambial e esses não deviam ser contabilizados, mas deviam ir directamente ao aumento da situação líquida.
“ O que acontece é que os bancos têm resultados maiores em kwanzas, mas o seu balanço em dólares está a encolher. Isto é o banco tinha por exemplo 800 milhões de dólares de fundos próprios, mas quando vai ver no final do ano em kwanzas  é superior mas tem em dólares um valor de 600 milhões de dólares.
Neste caso, perdeu 200 milhões de dólares, e isso não foi contabilizado”, esclareceu o bancário.
Fernando Teles disse que fica a aparência de um resultado muito grande mas não é verdade. “Só será assim quando o lucro do efeito da posição cambial for elevado directamente à situação líquida e não for contabilizado como alguns bancos estão a fazer”, referiu.
Fernando Teles disse que o banco emprestou até agora 2,7 mil milhões de dólares às empresas e aos particulares e cerca de 3,2 mil milhões de dólares ao Estado.
O BIC pretende manter o valor do crédito concedido ao Estado e aumentar o crédito às empresas e aos particulares.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/agricultura_e_prioridade__nas_politicas_monetarias

131,6 milhões de euros no apoio a pequenos agricultores e à aquicultura em Moçambique

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola vai investir cerca de 150 milhões de dólares (131,6 milhões de euros) no apoio a pequenos agricultores e à aquicultura.

Em 2011, o Governo moçambicano e o FIDA assinaram um Programa Estratégico de Oportunidades Internas, que estabeleceu um quadro para a parceria

JON HRUSA/EPA

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) vai investir cerca de 150 milhões de dólares (131,6 milhões de euros) no apoio a pequenos agricultores e à aquacultura, nos próximos cinco anos, anunciou esta quinta-feira a organização em Maputo.

“O valor destina-se a apoiar os pequenos agricultores, bem como a aquacultura”, afirmou o representante do FIDA em Moçambique, Robson Mutandi, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Robson Mutandi falava no final de uma reunião com o governo para revisão de desempenho da carteira de projetos financiados pela organização. O representante do FIDA disse que a ajuda que a instituição vai canalizar, a partir de 2018, visa dinamizar os mercados rurais e atender a questões como mudanças climáticas, de género e nutrição.

A nossa estratégia de investimento dependerá da reunião de hoje e de outras subsequentes, mas temos algumas ideias de investimento pelo que vamos desembolsar o valor nos próximos cinco anos”, sublinhou.

Por seu turno, o secretário-permanente do Ministério da Economia e Finanças, Domingos Lambo, declarou que o atraso no desembolso de fundos e a flexibilidade de procedimentos são os principais desafios no relacionamento entre o governo moçambicano e o FIDA.

“Este facto leva-nos a pedir a todos os intervenientes envolvidos na implementação dos nossos projetos a redobrarem os esforços para ultrapassar a situação”, salientou Domingos Lambo.

Em 2011, o Governo moçambicano e o FIDA assinaram um Programa Estratégico de Oportunidades Internas, que estabeleceu um quadro para a parceria, que expirou em 2015.

http://observador.pt/2017/07/06/fundo-para-o-desenvolvimento-agricola-investe-130-milhoes-em-mocambique/

Caiu os preços dos fertilizantes em Angola

fertilizantesRelativamente aos preços dos fertilizantes, das sementes e das charruas para a tracção animal, Marcos Nhunga assegurou que o Executivo tudo está a fazer para que venham a baixar ainda mais e chegar para todos os produtores agrícolas.
Os fertilizantes já registam uma considerável queda em todo o país, passando de 35 mil kwanzas o saco de 50 quilogramas para sete mil kwanzas. Marcos Nhunga garantiu que o Executivo pretende baixar muito mais os preços dos fertilizantes, para que os camponeses possam produzir em grandes quantidades para assegurarem a auto-suficiência alimentar nas comunidades.
O governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua, disse que a província dentro daquilo que são as políticas do Ministério da Agricultura prevê receber dentro de dias 20 mil toneladas de adubos, além das cinco mil toneladas que já se encontram em armazém.
Para a presente época agrícola, o Governo do Huambo prevê assistir 321.475 famílias e defende mais incentivos para o escoamento dos produtos para os grandes centros de consumo. Adiantou que 482.212 hectares de terras serão desbravados em toda a província para a produção de milho, feijão, mandioca, batata rena e  hortícolas.
Além de hectares mecanizados, várias parcelas de terra serão preparadas por pequenos agricultores individuais e  associações.
O director provincial da Agricultura, António Teixeira, apontou como principais dificuldades do sector, o baixo nível de organização das cooperativas, associações e empresas privadas do sector, assim como fracas opções de motomecanização, escassez de infra-estruturas para o fomento agrícola e falta de quadros qualificados.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/ministro_anuncia_mais_fertilizantes

Brasil e São Tomé e Príncipe cooperam na alimentação escolar e combate à tuberculose

encontro de aloysio , e o presidente trovoada de são tome e eprincipeNa última etapa de sua viagem à África, o ministro Aloysio Nunes esteve hoje em São Tomé e Príncipe.presidente de sao tome e príncipe e senador anastasia e aloysio

Durante encontro que manteve com o Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Émery Trovoada, o ministro teve a oportunidade de passar em revista os diversos projetos de cooperação técnica impulsionados pelos dois países e que servem de eixo central da relação bilateral. Em especial, foram discutidos programas nas áreas de formação e capacitação profissional, transferência de conhecimento, alimentação escolar e combate à tuberculose. Foram tratados também assuntos de defesa, comércio e investimentos.embaixda do brasil em são tome e principe.jpg

Mais cedo, o ministro Aloysio Nunes visitou o Centro Cultural Brasil-São Tomé e Príncipe na companhia do senador Antonio Anastasia, do embaixador do Brasil em São Tomé, Vilmar Coutinho, e da diretora do centro cultural, Leila Quaresma. A instituição atua como importante espaço de difusão das culturas brasileira e santomense e serve de propulsor do intercâmbio cultural entre os dois países.centro culrtural brasil são tome

Brasil vê investimento em Moçambique como uma via para sair da crise

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Maputo, 11 mai (Lusa) – O investimento em Moçambique pode ser uma via de saída da crise para as empresas brasileiras, disse hoje em Maputo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira.

“As perspetivas de investimento brasileiro no seu país são também uma via de saída, uma via importante de recuperação da capacidade das nossas empresas pelas oportunidades que o seu país oferece”, referiu o governante brasileiro, dirigindo-se ao vice-ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa.

Ambos discursaram na sessão de abertura de um seminário empresarial Brasil — Moçambique, que hoje junta empresários e entidades de ambos os países na capital moçambicana.

A comitiva empresarial brasileira acompanha Aloysio Nunes Ferreira na viagem que o membro do Governo brasileiro está a realizar por África e que hoje e na sexta-feira passa por Moçambique.

A visita acontece numa altura em que o Brasil procura retomar e consolidar uma tendência de crescimento económico.

“Os sinais que temos [mostram que] até final deste ano vamos começar a pôr a cabeça de fora para que no ano que vem nós possamos já ter um nível de crescimento bem melhor”, referiu.

“Não vamos chegar aos 4,5% ou 5% que vocês terão no ano que vem, mas seguramente algo melhor do que aquilo que tivemos nos últimos três anos”, acrescentou, dirigindo-se novamente ao representante do Governo moçambicano.

As perspetivas otimistas para Moçambique foram também sublinhadas por Ragendra de Sousa.

“A nossa moeda [metical] já se valorizou, a qualquer momento estamos à espera de uma redução das taxas de juro e estão criados os sinais para o equilíbrio macroeconómico ser atingido a muito curto prazo”, referiu.

Por outro lado, disse, há paz no país, depois dos conflitos entre forças governamentais e da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) no centro de Moçambique em 2016.

Com uma trégua ilimitada em vigor, o vice-ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, desafiou os visitantes a viajarem “de Maputo a Pemba, de carro”, ou seja, de uma ponta à outra do país, porque já o podem fazer em segurança.

Moçambique anda nas bocas do mundo por causa das perspetivas milionárias dos negócios do gás, carvão e outros recursos naturais, mas Ragendra de Sousa desafiou os empresários brasileiros a apostarem noutros setores.

O membro do Governo moçambicano defendeu uma aposta em indústrias que ajudem a preencher lacunas internas.

“Nós somos exportadores líquidos de açúcar para os meus compatriotas, mas somos importadores de álcool [um subproduto] para os hospitais”, da mesma forma que Moçambique produz e exporta algodão, mas tem que importar o algodão processado que é usado nos hospitais.

Da parte do Governo moçambicano, o vice-ministro da Indústria e Comércio prometeu todo o apoio.

“Temos leis que constituem um desafio para melhorar o ambiente de negócios”, disse, acrescentando que o Governo está a tentar “retirar tudo quanto é burocrático, tudo quanto impede o normal funcionamento da economia”.

Ragendra de Sousa realçou ainda o facto de a lei de Moçambique garantir aos investidores externos o “repatriamento de capital” e aceitar a entrada “de técnicos estrangeiros” para a implantação de investimentos.

No âmbito da visita a Moçambique, o ministro das Relações Exteriores do Brasil entrega hoje a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, instituída pelo Governo brasileiro, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Baloi.

Na sexta-feira, Aloysio Nunes Ferreira participa na inauguração do Corredor Logístico de Nacala juntamente com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

A empresa brasileira Vale faz parte do consórcio que investiu 4,1 mil milhões de euros na via férrea de 900 quilómetros que liga as minas de carvão de Moatize ao porto marítimo de Nacala.

http://noticias.sapo.mz/lusa/artigo/22359832.html

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