Índia retoma investimento em São Tomé e Príncipe

País é considerado um dos maiores investidores neste continente, com fluxo do comércio anual a atingir 65 bilhões de dólares.

Índia relança cooperação com São-Tomé e Príncipe

 

O governo República da Índia manifestou a vontade de relançar a cooperação com São-Tomé e Príncipe nos domínios da agricultura, infraestrutura, saúde, educação, e novas tecnologias – anunciou quinta-feira o embaixador indiano, Sushil Singhal.

Segundo a Agência STP-Press, o diplomata da Índia fez esta declaração no final de uma audiência com o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, tendo ambos abordados questões que se prendem com o relançamento da cooperação entre os dois Estados.

bandeirasNo âmbito política para África, a Índia é considerada um dos maiores investidores neste continente, com fluxo do comércio anual a atingir 65 bilhões de dólares, sobretudo, em setores que vão dos petróleos e gás, indústria petroquímica, tecnologias, infraestruturas, à agricultura e saúde.

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Diversificação da economia em Angola para além da agricultura

 O processo da diversificação econômica em Angola não deve centrar-se apenas na agricultura,  um sector que, de acordo com as práticas internacionais, se desenvolve com o envolvimento da indústria, afirmou na terça-feira o professor da Faculdade de Economia da Universidade Metodista de Angola José Gonçalves.

Docentes universitários declaram que a diversificação deve estar baseada na complementariedade entre os sectores da agricultura e da indústria
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Em  entrevista concedida à imprensa à margem das jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA) que decorrem de terça-feira até hoje, em Luanda, o professor afirmou que os dois sectores têm grande conexão, posto que se a produção não for vendida ainda fresca, pode sê-lo em forma conserva enlatada, completando o ciclo e acrescentando valor.
José Gonçalves realçou a importância de produzir para a exportação não tradicional, dando exemplo da recuperação do ferro e outros minérios na região sul do país, os quais passaram a incorporar valor e deixaram de ser vendidos em bruto.
“ Se aumentarmos as exportações das matérias-primas em bruto, vamos voltar à mesma situação de depender do mercado mundial para fixação dos preços, um domínio no qual não temos influencia suficiente”, sublinhou José Gonçalves.
José Gonçalves proferiu na terça-feira, durante as jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos, uma palestra consagrada à “Crise do Mercado Petrolífero: Consequências para o Sector Energético e Abertura de Novas Janelas Económicas”.
O decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, Redento Maia, considerou que o desafio da economia é o de determinar que sectores que estão em desigualdade e quais as áreas em que devem incidir os estímulos económicos para elevar a competitividade.

Desenvolvimento humano
Numa intervenção sobre o “Modelo de Desenvolvimento Económico”, afirmou que Angola deve criar um modelo de desenvolvimento sustentável, centrado no homem angolano e no seu bem-estar e assente em princípios da modernidade e de abertura ao exterior, com a iniciativa privada como força motriz.
Redento Maia afirmou que o modelo deve ser capaz de instalar a estabilidade política e social, o desenvolvimento humano, a equidade na distribuição do rendimento nacional, a eliminação da fome e pobreza e uma sociedade justa.
Para alcançar estes objectivos, apontou o decano, o Estado deve criar um ambiente apropriado para o exercício da actividade económica, por meio da promoção da estabilidade e complementaridade estratégica entre o investimento público e privado.
A curadora da Fundação Eduardo dos Santos Teresa Cohen acrescentou, como outra prática mundial generalizada, que não há desenvolvimento sem investimento na educação, adiantando que, nesta fase, o problema de Angola deve ser a aposta na qualidade.
Na abertura das jornadas, o presidente da FESA, Ismael Diogo, declarou que Angola necessita de renovar as políticas para obter um ambiente macroeconómico mais sustentável, tendo em conta o actual momento económico que está a viver.
Ismael Diogo disse que Angola se vê obrigada a vencer as barreiras do desenvolvimento impostas pelas diferentes contingências,um desafio que exige do Estado e do Governo esforços para identificar e dar solução aos eventos, tendo como fim proporcionar a harmonia e bem-estar.
Enquanto as relação entre Angola e os outros países estiverem aliados apenas à exportação de matérias-primas (petróleo ou  outros bens primários) e para a satisfação das necessidades internas continuar a recorrer-se à importação de produtos acabados do exterior, perpetua-se a dependência quase infinita.
Neste contexto, frisou, os desafios do país face à actual ordem económico -financeira mundial passam por criar condições internas em termos económicos e políticos para uma integração regional (económica) eficaz. Mas antes de avançar para a integração regional, Ismael Diogo defende a necessidade de se criar condições em termos de infra-estruturas, tecnologia, conhecimento e formação de quadros, aspectos tidos como de capital importância para propiciar e alavancar a produção interna.
O gestor da FESA chamou a atenção para uma a abertura ao mercado externo para a exportação do excedente de produção, que deve ser acompanhada de investimentos em infra-estruturas, tecnologia, conhecimento, formação de quadros e maior acesso ao crédito.

 Autoridades da Chibia promovem um fórum de investimento
Um fórum 
empresarial denominado Chibia Investe é realizado amanhã naquele município da província da Huíla, para atrair investimentos para aquela localidade, noticiou a Angop.
O encontro é promovido pela Administração Municipal da Chibia e está inserido nas comemorações do 90º aniversário daquela aldeia, que é assinalado na segunda-feira e prevê o  debate de assuntos ligados às oportunidades de negócio e potencialidades económicas do município.
Falando à Angop, ontem, o chefe do Sector Econômico da Administração Municipal da Chibia, João Faria, informou que o encontro vai juntar 35 investidores, entre os quais gestores de diferentes instituições bancárias representadas na província da Huíla e empresários, bem como estudantes e representantes das autoridades institucionais da Chibia.
João Faria referiu que este é o primeiro evento do género a ser realizado na região e visa atrair investidores, no quadro do processo de diversificação da economia da região.
“Temos muitos sectores que precisam de investimentos no nosso município, como os sectores da agricultura, pecuária, aquicultura, rochas ornamentais, turismo e banca. Queremos mostrar isso aos potencias investidores”, disse o responsável, augurando que o encontro vá decorrer com sucesso.
Situado 42 quilômetros a sul do Lubango, o município da Chibia conta com uma população de 190.670 habitantes, que tem na agro-pecuária a sua principal fonte de sustento.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/diversificacao_da_economia_implica_a_adicao_de_valor_1

ProSavana, projeto de agricultura Brasil-Japão, em Moçambique tem forte oposição da sociedade civil

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Organizações da sociedade civil de Moçambique, Brasil e Japão estão reunidas desde hoje em Maputo para reiterar a rejeição ao ProSavana, programa agrário dos governos dos três países, considerando que a iniciativa vai usurpar terras a milhões de camponeses.

Em declarações à comunicação social, à margem da III Conferência Triangular dos Povos de Moçambique, Brasil e Japão, Vanessa Cabanelas, coordenadora para a Terra, Ecossistemas e Meios de Subsistência da ONG moçambicana Justiça Ambiental, afirmou que os três governos têm ignorado apelos para repensarem o programa.

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“A sociedade civil tem vindo a protestar contra este programa, pela forma como foi introduzido, pelo que se pretende e pelo modelo de desenvolvimento”, declarou Vanessa Cabanelas.

O ProSavana, continuou, vai resultar na usurpação de terra dos camponeses e na fome, pois vai assentar no agronegócio e será um sistema de monoculturas em largas extensões de terra.

“Não é para produzir comida para Moçambique, não vai assegurar a soberania alimentar de Moçambique”, mas serve sim “para a exportação de produtos, como soja”, afirmou Vanessa Cabanelas.

A coordenadora para a Terra, Ecossistemas e Meios de Subsistência da Justiça Ambiental sublinhou que o ProSavana vai afetar a vida de cerca de 4,5 milhões de pessoas que vivem ao longo do Corredor de Nacala, que cobre províncias das regiões centro e norte de Moçambique.

Por seu turno, Sheila Rafique, coordenadora de projetos da ONG moçambicana Livaningo, considerou o ProSavana um programa importado do Brasil e do Japão, que vai degradar os solos do Corredor de Nacala e provocar a insegurança alimentar.

“Dizemos não, porque é um programa importado e não é construído com os camponeses, requer largas extensões de terra, poderá contaminar o meio ambiente, vai causar insegurança e vai retirar alimentos e produzir ‘commodities'”, frisou Sheila Rafique.

Comentando as preocupações das organizações da sociedade civil, o coordenador do ProSavana no Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique, António Limbau, afirmou ser um equívoco tirar conclusões sobre a iniciativa, porque o plano diretor do mesmo ainda não foi elaborado.

“A terceira fase do ProSavana é a elaboração do plano diretor, que não existe, consequentemente, não é possível dizer que haverá usurpação de terras, porque estamos na fase de elaboração do plano director”, disse António Limbau.

Limbau considerou normais os receios e as expetativas à volta do ProSavana, insistindo na ideia de que as dúvidas sobre a iniciativa serão esclarecidas no plano diretor.prosavana (1)

https://www.dn.pt/lusa/interior/organizacoes-da-sociedade-civil-de-mocambique-brasil-e-japao-reiteram-oposicao-ao-prosavana-8868291.html

Brasil apoia agricultura familiar em Moçambique

O ministério moçambicano da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) está interessado em incorporar a experiência do Brasil na construção de políticas públicas viradas para o fortalecimento da agricultura familiar (AF) no país.

África 21 Digital com AIM


O MASA, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a União dos Camponeses (UNAC) estão a discutir, em Maputo, um modelo a ser aplicado no registo dos agricultores do setor familiar no país.

O modelo, segundo a diretora nacional de Extensão Agrária, Sandra Silva, que falava hoje durante a cerimónia de abertura do seminário nacional sobre caracterização e cadastro da Agricultura Familiar em Moçambique, visa desenvolver instrumentos para dar valor à AF, bem como conceber um sistema de cadastro de pequenos agricultores e dos provedores de serviços de extensão.

Além de fornecer subsídios de como caracterizar a AF nos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Silva acrescentou que pretende-se formular estratégias de institucionalização de programas e políticas viradas ao apoio da agricultura familiar.

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“Temos muita expectativa na implementação dos resultados deste projeto, pois vai contribuir significativamente no desenvolvimento do sector agrário na medida em que irá melhorar o apoio na disponibilização da informação sobre a assistência dos provedores de serviço de extensão”, disse.nyusicampanhaagricola1

Tal apoio deverá utilizar plataformas de diálogo com os governos, a comunidade académica, bem como com a sociedade civil da CPLP, sobretudo do Brasil.

A diretora reconheceu o papel da AF na implementação dos planos e projetos do sector da agricultura em Moçambique.

Por seu turno, a presidente da UNAC, Ana Paula, disse que a produção agrária deve estar centrada em culturas e insecticidas usadas em solos moçambicanos.

“Não queremos produzir com produtos que prejudicam a saúde humana. E nós queremos praticar a agricultura moçambicana. Esperamos que vamos partilhar essas informações com os outros”, defendeu.

Sobre o cadastro, Paula prevê que o projeto seja desenhado a favor dos camponeses moçambicanos, refutando a prática de uma agricultura multicultural.

“Queremos que o nosso governo apoie-nos, nós pequenos agricultores, oferecendo pequenas máquinas para podermos aumentar a produção. Não trazer os investidores para ocuparem as nossas terras”, vincou.

Para a assistente do representante da FAO em Moçambique, Cláudia Pereira, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável, a AF preserva as culturas alimentares tradicionais, o que catapulta uma dieta equilibrada.

“São esses alguns dos aspectos que reforçam o grande contributo da FAO em manter o nosso apoio ao país na realização de seus objetivos de desenvolvimento”, disse.

https://africa21digital.com/2017/09/13/mocambique-interessado-em-modelo-brasileiro-de-registo-de-pequenos-agricultores/

75% dos fertilizantes usados na agricultura brasileira é importado

fertilizantesA agricultura nacional posiciona o país na quarta posição entre os consumidores de fertilizantes, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos. Enquanto o consumo desses produtos aumenta, em média, 2% ao ano no mundo, o crescimento no Brasil é de 4%. De maneira inversa, a fabricação nacional tem caído nos últimos anos, abrindo espaço para a entrada de mais produtos importados.

Essa dependência de nutrientes estrangeiros influencia diretamente no custo da lavoura e obriga os fazendeiros a incluírem a cotação do dólar na conta da produção da safra.

potassioImporta-se mais de 90% do potássio que consumimos, e esse nutriente é muito exigido pela planta.Além dos altíssimos investimentos necessários para o processo de mineração, fabricação e logística dos insumos de origem mineral, a produção nacional também esbarra na questão ambiental, pois a mineração pode comprometer áreas de grande importância.

Brasil é referência como modelo de agronegócio, para o futuro presidente de Angola

01João Lourenço, futuro presidente de Angola,defendeu em Madrid a necessidade de Angola diversificar a sua economia para garantir o crescimento e citou o Brasil como referencia:

“Diversificar a economia é fundamental e indispensável para o crescimento. É imprescindível abrir a nossa economia e esquecermos um pouco o petróleo. O nosso país, Angola, pode sobreviver, tem mais recursos para além do petróleo. Vamos criar incentivos na agro-indústria. Angola tem uma grande extensão, muitas terras cultiváveis, muita água, um clima muito propício, porque não tem Inverno, e pode ser uma grande potência agrícola, tipo Brasil.

Portanto, queremos diversificar o nosso sector industrial, as indústrias de transformação e extracção. Angola tem uma grande quantidade de minerais, alguns importantes, como os diamantes, ouro, ferro. Até agora só se exportava petróleo e diamantes. Também está-se a apostar na pesca. Angola tem uma costa marítima extensa, foi noutros tempos um grande produtor de pescado e marisco, o mar pode gerar para nós recursos para alimentar a nossa população e para exportar. E quero destacar o turismo. Angola tem um grande litoral. Não só queremos trabalhar no turismo de praia, mas também no do interior. Queremos investimentos para criar infra-estruturas e isso vai permitir-nos criar postos de trabalho. Se diversificarmos estes quatro ramos da economia, poderemos resolver um dos principais problemas de Angola, o desemprego, especialmente dos jovens.”

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/entrevista/e_preciso__esquecer__um_pouco_o_petroleo#foto

Presidente da Guiné-Bissau promove cultivo do arroz

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O presidente da Guiné-Bissau aposta na agricultura como alavanca para o desenvolvimento do país. Durante encontro com jornalistas, o presidente falou dos objetivos do projeto “Mon na Lama”, de cultivo de arroz, já em fase de execução em Calequisse, sua aldeia natal.


África 21 Digital, com ANG


José Mário Vaz, que falava aos jornalistas, disse que, num futuro próximo, pretende lavrar duas vezes por ano, e que os resultados obtidos este ano contaram com o apoio dos populares de Calequisse.

O presidente disse que o projeto “Mon na Lama” faz parte da sua ambição para o país  e que, em campanhas eleitorais, tinha prometido ao povo a auto-suficiência alimentar, sobretudo a nível do arroz.

Segundo José Mário Vaz, o objectivo de seu projecto é levar o país à auto-suficiência alimentar. “Amílcar Cabral [líder da luta de libertação nacional anti-colonial] tinha dito que a libertação do país do jugo colonialismo era programa mínimo. Mon na Lama significa exatamente a implementação do programa maior, que  é a fase em que nos encontramos, de utilização da agricultura como um dos grandes factores de produção para relançar a economia, criar emprego e manter a população nas suas aldeias”, afirmou.

O presidente enfatizou que a Guiné-Bissau gasta cerca de US$ 50 milhões de dólares por ano na compra de arroz e que o país pode perfeitamente  resolver esse problema, sem estar constantemente a importar. O arroz é o produto básico da alimentação do povo guineense.

“Quando importarmos arroz estamos a criar riqueza e emprego para os países exportadores”, disse.

Na ocasião, José Mário Vaz anunciou a presença no país de uma delegação do Fundo da Arábia Saudita, interessado em apoiar o  projeto Mon na Lama.

https://africa21digital.com/2017/08/22/presidente-da-guine-bissau-quer-promover-cultivo-de-arroz/

Produção de proteína animal em Angola tem ótimas perspectivas de crescimento

A produção interna de carnes está aquém das necessidades do mercado, uma situação que o Governo pretende inverter nos próximos anos com os investimentos em curso em todo o país, afirmou o secretário de Estado da Agricultura para o Sector Empresarial.

Feira do Lubango exibiu potencialidades agropecuárias durante quatro dias
Fotografia: Arimateia Baptista | LubangoCarlos Alberto, que falava no encerramento da 14.ª edição da Feira Agropecuária, enquadrada nas Festas da Nossa Senhora do Monte, referiu que no ano passado o país importou 420 mil toneladas de carne bovina, suína e aves.
No mesmo período, salientou, a produção interna foi de, aproximadamente, 50 mil toneladas.  “Temos de modificar essa situação, porque as potencialidades da região são enormes, carecendo apenas de esforço, tanto do sector empresarial, como do Executivo, que continuará a prestar o seu apoio institucional”, disse.
O secretário de Estado afirmou que, juntar criadores para trocar experiências, sensibilizar outros intervenientes na cadeia produtiva, na tentativa de obter consensos para que haja uma participação efectiva de todos, é uma iniciativa valiosa.
O governante considera que o reconhecimento, a entrega de troféus, a exposição de animais e a realização de leilões devem constituir um estímulo para os criadores de gado. “É preciso aproveitar todas as oportunidades que a feira oferece não só para a realização de negócios, como para muita diversão”, referiu.
O presidente da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA), Luís Nunes, defendeu um serviço técnico que reúna as condições para prestar uma assistência veterinária e zootécnica capazes de assegurar a profilaxia, a sanidade, o bem-estar e gestão dos animais. A assistência técnica eficaz na produção e conservação de pastagens e forragens, é outra acção defendida pelo presidente da CCGSA, que congrega mais de 82 fazendas. “É esta a nossa responsabilidade, enquanto cooperativa de criadores de gado, mas é necessário um maior investimento público de interesse para este sector, que deve ser garantido pelo Governo”, afirmou.
Luís Nunes disse que os associados depositam confiança e expectativa no futuro da região e do sector pecuário, alavanca do desenvolvimento económico e social.
“É fundamental uma atenção muito especial do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural nos apoios que devem ser prestados ao sector, para que os resultados de cada empresa e criador de gado sejam efectivos e contribuam, de facto, para o crescimento da economia angolana e não sejam apenas simples números estatísticos”, frisou.
O responsável defendeu a construção de um matadouro moderno e respectivas estruturas complementares, capazes de garantir o  abastecimento do mercado com gado produzido na região sul.
Luís Nunes defendeu a criação de uma estrutura de assistência técnica nos vários domínios da produção, abate e comercialização da carne. Neste momento, está em execução um programa de fomento e requalificação do gado do Sul de Angola, cujo protocolo já foi assinado com o Governo provincial da Huíla.
O programa visa o melhoramento genético do gado, principalmente ao nível dos pequenos criadores, com o objectivo de elevar o índice de crescimento e rentabilidade da produção, assim como melhorar a qualidade da carne. “São prioridades da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola a defesa dos superiores interesses dos nossos associados e dos criadores de gado na sua generalidade”, indicou.

Mais carne e maior rentabilidade

A direcção da CCGSA está ciente da necessidade de estruturar o sector, com vista a uma melhor rentabilidade das explorações agro-pecuárias, empresariais e individuais, e aumentar a produção de carne e leite com mais qualidade. Luís Nunes garantiu que a direcção da cooperativa tem consciência de que os objectivos não serão conseguidos apenas pelos associados, mas também com a participação dos criadores individuais e, fundamentalmente, com o apoio do Governo, com linhas de crédito acessíveis e subsídios à produção. “Estamos de acordo e disponíveis para dar o nosso contributo neste processo, mas é necessário que se faça uma distribuição mais equitativa das disponibilidades do Orçamento para esse fim”, defendeu.
O líder cooperativo solicitou mais atenção das autoridades, numa altura em que sector primário da economia constitui uma prioridade na diversificação económica, “porque ele garante mais emprego e mais riqueza”.
Luís Nunes garantiu que a CCGSA tem capacidade para satisfazer uma parte significativa das necessidades do país, desde que lhes sejam garantidos os apoios necessários.
“Estamos conscientes de que os novos tempos vão trazer-nos uma realidade diferente, que o futuro vai exigir mais trabalho, mais sacrifícios, controlo da actividade e uma nova filosofia de gestão, mas acima de tudo sabemos que o país vai ser diferente”, referiu
A feira do Lubango, que terminou ontem com a presença de criadores de gado das províncias do Cuanza Sul, Namibe, Benguela, Huambo, Huíla e Cunene, expôs 390 bovinos de diferentes espécies durante os quatro dias do certame. Mais de 200 cabeças de gado foram leiloadas.Angola possui cerca de 3.850.000 cabeças de gado, cuja maioria se encontra na região Sul. A CCGSA enquadra 82 associados, todos eles grandes produtores.
Na sexta-feira, o Governo procedeu à inauguração do matadouro da Camabatela, na província do Cuanza Norte, com a finalidade de aumentar a oferta de carne, melhorar a dieta da população e criar mais de 200 postos de trabalho directos e indirectos para a juventude.
O projecto foi financiado pelo Governo espanhol com custos avaliados em 13,4 milhões de dólares norte-americanos . Construído a cinco quilómetros da sede municipal de Ambaca, o matadouro tem uma capacidade de abate de 200 bovinos e 300 caprinos por dia, perfazendo 52.800 animais por ano, além de sete toneladas de gordura animal que se prevê produzir por dia.

Chineses investem na agricultura angolana

chinesesUm grupo privado chinês vai investir 12 milhões de dólares (10,4 milhões de euros) para instalar na província do Huambo, no planalto central angolano, uma unidade agrícola e pecuária, gerando 200 postos de trabalho.

De acordo com o contrato de investimento entre o grupo de origem chinesa Jiangzhou Agriculture e o Estado angolano, através da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP), o projeto vai levar 10 anos a implementar.

Será instalado no município de Tchicala Choloanga e segundo os promotores permitirá abastecer o mercado interno com produtos agrícolas e agropecuários e “reduzir as importações” angolanas.

Ao grupo privado chinês serão atribuídos benefícios fiscais por parte do Estado angolano, ao abrigo da Lei do Investimento Privado, nomeadamente a redução de 65% no pagamento de impostos Industrial, sobre Aplicação de Capitais e de Sisa, por um período de oito anos.

Praticamente 93 por cento das exportações angolanas de 2016 foram de petróleo bruto, que aumentaram mais de 3.500 milhões de euros face a 2015, mas o país ainda necessitou de importar produtos agrícolas, que representam 10% do total, segundo dados do anuário do comércio externo do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Apesar das conhecidas potencialidades agrícolas, 10,44% do volume de importações angolanas foram de produtos agrícolas, no valor de 211.270 milhões de kwanzas (1.140 milhões de euros), uma quebra de 4,32% face a 2015.

África a última fronteira do capitalismo

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O continente africano é percebido hoje nos meios econômicos e diplomáticos mundiais como “a última fronteira do capitalismo”, e o Brasil precisa superar gargalos nas suas relações com os países africanos
para que participe de maneira mais efetiva deste processo. Este foi o ponto defendido pela diplomata Maria Elisa de Luna durante sabatina nesta quinta-feira (13) na Comissão de Relações Exteriores, quando foi aprovada para o cargo de embaixadora do Brasil em Gana.

gana1.jpgBndeUm dos pontos abordados foi a atuação das empresas brasileiras de engenharia na África, que têm sofrido para manter seus projetos. O senador Armando Monteiro (PTB-PE) disse que elas já estão tendo que recorrer a financiamentos com terceiros, devido à criminalização que no seu entender passou a ocorrer em torno das linhas de crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

– Já estamos perdendo espaço e podemos perder ainda mais espaço no comércio mundial, principalmente na área de serviços de engenharia. Justamente numa área em que temos uma enorme expertise, estão criminalizando o suporte que o BNDES dá a este processo – alertou.

Armando Monteiro acrescentou que ocorre no Brasil o exato oposto do que se verifica na China e na Turquia, cujos governos continuam apoiando suas empresas em projetos de infra-estrutura na África.

Elisa de Luna concordou com a visão expressada pelo senador, acrescentando que Accra, a capital de Gana, teve seu urbanismo transformado para melhor nos últimos anos por causa das inúmeras obras conduzidas pelas empresas brasileiras.

Produtos manufaturados

A diplomata destacou também que o Brasil precisa estabelecer uma política consistente e estruturada de internacionalização de companhias médias e pequenas, passando necessariamente por programas oficiais de apoio por meio de linhas de crédito. Este modelo permitiria ao Brasil otimizar a participação no processo de desenvolvimento da África.

Elisa de Luna reforçou a argumentação, lembrando que tanto com Gana como com outros países africanos, o Brasil consegue ter uma pauta de exportação com presença significativa de produtos industriais ou manufaturados, especialmente do setor agrícola.

No que se refere aos produtos alimentícios brasileiros por exemplo, a diplomata lamenta que muitos chegam a Gana por meio de empresas dos Emirados Árabes. Acrescenta que estes produtos tem muito mais identificação com o gosto dos ganeses e de outras nações africanas do que os produtos europeus, que são mais palatáveis nos climas frios.

Pro caso de ter sua indicação confirmada em Plenário pelo Senado, Elisa de Luna anuncia que outra prioridade será a reconstrução da Casa Brasil em Accra, que fica num bairro pobre da cidade. Esta casa também é conhecida como “Casa Tabom”, e serviu como a primeira casa de ex-escravos brasileiros que retornaram à África ainda no século 19.

Acordos

A CRE também aprovou, na reunião desta quinta-feira, a adesão do Brasil ao Acordo Internacional do Cacau (PDS 46/2017) e ao Acordo Constituinte do Centro de Informação para a Comercialização de Produtos Pesqueiros na América Latina (PDS 11/2017). Também foi aprovado um acordo de cooperação técnica ente Brasil e Etiópia (PDS 87/2016). Todos estes acordos seguem para análise do Plenário do Senado.

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/07/13/brasil-deve-aprofundar-lacos-economicos-com-a-africa-defende-diplomata