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Empresas de Angola discutem crédito de dois milhões de dólares com Israel

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Israel tem disponíveis dois milhões de dólares (mais de 300 milhões de kwanzas) para ajudar empresas angolanas a elevarem as trocas bilaterais, anunciou ontem, em Luanda, o embaixador daquele país.

 

Israel acredita no potencial existente em Angola e promete financiar projectos nos vários sectores da vida económica para realizar negócios

 

Oren Rosemblat disse no I fórum empresarial Angola-Israel que, apesar da baixa do preço do petróleo – que afetou em grande medida a economia angolana -, Israel considera haver em Angola oportunidades de negócio, pelo que “Israel vai ajudar a financiar e os bancos vão dar créditos para que os negócios se efectivem.”

Quinze dos sectores de serviços: energia, agricultura, defesa, segurança militar e social, imigração e comércio participam no encontro que encerra amanhã, inspirado pela declaração do embaixador que afirmou que se “os dois países têm boas relações, temos a obrigação de levá-los a fazer bons negócios.”
O fórum, promovido pela Câmara de Comércio Angola-Israel (CCAI) visa uma troca de experiências para elevar os níveis de conhecimento mútuo entre empresas dos dois países e assinar contratos de parceria.
O presidente da CCIA, Haim Taib, disse que o órgão tem como objectivo “construir pontes” entre os empresários e instituições empresariais dos dois países e constitui uma plataforma de promoção e desenvolvimento de relações comerciais bilaterais, através de missões empresariais e de entidades oficiais.
“A CCAI tem como prioridade o estreitamento de laços empresariais entre os dois Estados, a promoção de cooperação bilateral, a promoção das relações empresariais entre os dois países e a apresentação de áreas de interesse”, disse. Os últimos dados disponíveis, de 2014, indicam que o volume de negócios israelitas em Angola se cifrou em 64 milhões de dólares (cerca de 11 mil milhões de kwanzas), absorvidos pelos sectores de maquinaria, metais, transportes, plásticos e borracha, instrumentos, têxteis, vegetais, produtos alimentares e químicos.
O embaixador de Angola em Israel, Francisco dos Santos, afirmou que Angola está aberta para cooperar com empresas estrangeiras de vários países e que o fórum é uma oportunidade para criar parcerias, principalmente para a transferência de conhecimento. “A presença do CCAI vai impulsionar as relações já existentes nas diversas áreas e aumentar o volume de comércio entre os dois países”, sublinhou.
José Alentejo, do secretariado geral da CCAI, disse à delegação israelita que Angola é um bom destino para investir e que o mercado oferece oportunidades às empresas sediadas no país, para expandirem os seus negócios na região da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), um mercado com mais de 200 milhões de consumidores.
São razões para investir em Angola, continuou José Alentejo, o facto de ser o sétimo maior território de África, o quinto maior produtor mundial de diamantes, o segundo maior produtor de petróleo e gás do continente e ter acesso a 12 por cento dos lençóis aquáticos africanos nos principais rios: Kwanza, Zaire, Cunene e Cubango.
Angola é rica em fauna e flora, tem a segunda maior floresta do mundo, o Maiombe, e tem os 25 principais minérios, tais como diamantes, ferro, ouro, fosfato, manganês, cobre, chumbo, zinco, volfrâmio, tungsténio, titânio, crómio, mármore, granito e urânio, microclimas diversos além da estabilidade política e económica desde 2002.

José Alentejo acrescentou que Angola tem, no âmbito da estratégia da diversificação da economia, o Plano Nacional de Desenvolvimento PND 2013/ 2017, no qual são inventariados 390 projectos estruturantes para o desenvolvimento industrial.
A delegação israelita é liderada pelo ex-vice-primeiro ministro de Israel, Silvano Shalom, e integra potenciais parceiros interessados em partilhar conhecimentos e recursos tecnológicos.

A Câmara de Comércio Angola-Israel foi criada há um ano e tem 44 membros registados. O fórum aborda temas ligados às “Oportunidades de negócio em Angola”, “Investir em Angola” e “Áreas privilegiadas para o investimento em Angola”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/governo_de_israel_anuncia_financiamento

Caiu os preços dos fertilizantes em Angola

fertilizantesRelativamente aos preços dos fertilizantes, das sementes e das charruas para a tracção animal, Marcos Nhunga assegurou que o Executivo tudo está a fazer para que venham a baixar ainda mais e chegar para todos os produtores agrícolas.
Os fertilizantes já registam uma considerável queda em todo o país, passando de 35 mil kwanzas o saco de 50 quilogramas para sete mil kwanzas. Marcos Nhunga garantiu que o Executivo pretende baixar muito mais os preços dos fertilizantes, para que os camponeses possam produzir em grandes quantidades para assegurarem a auto-suficiência alimentar nas comunidades.
O governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua, disse que a província dentro daquilo que são as políticas do Ministério da Agricultura prevê receber dentro de dias 20 mil toneladas de adubos, além das cinco mil toneladas que já se encontram em armazém.
Para a presente época agrícola, o Governo do Huambo prevê assistir 321.475 famílias e defende mais incentivos para o escoamento dos produtos para os grandes centros de consumo. Adiantou que 482.212 hectares de terras serão desbravados em toda a província para a produção de milho, feijão, mandioca, batata rena e  hortícolas.
Além de hectares mecanizados, várias parcelas de terra serão preparadas por pequenos agricultores individuais e  associações.
O director provincial da Agricultura, António Teixeira, apontou como principais dificuldades do sector, o baixo nível de organização das cooperativas, associações e empresas privadas do sector, assim como fracas opções de motomecanização, escassez de infra-estruturas para o fomento agrícola e falta de quadros qualificados.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/ministro_anuncia_mais_fertilizantes

Brasil e São Tomé e Príncipe cooperam na alimentação escolar e combate à tuberculose

encontro de aloysio , e o presidente trovoada de são tome e eprincipeNa última etapa de sua viagem à África, o ministro Aloysio Nunes esteve hoje em São Tomé e Príncipe.presidente de sao tome e príncipe e senador anastasia e aloysio

Durante encontro que manteve com o Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Émery Trovoada, o ministro teve a oportunidade de passar em revista os diversos projetos de cooperação técnica impulsionados pelos dois países e que servem de eixo central da relação bilateral. Em especial, foram discutidos programas nas áreas de formação e capacitação profissional, transferência de conhecimento, alimentação escolar e combate à tuberculose. Foram tratados também assuntos de defesa, comércio e investimentos.embaixda do brasil em são tome e principe.jpg

Mais cedo, o ministro Aloysio Nunes visitou o Centro Cultural Brasil-São Tomé e Príncipe na companhia do senador Antonio Anastasia, do embaixador do Brasil em São Tomé, Vilmar Coutinho, e da diretora do centro cultural, Leila Quaresma. A instituição atua como importante espaço de difusão das culturas brasileira e santomense e serve de propulsor do intercâmbio cultural entre os dois países.centro culrtural brasil são tome

Brasil vê investimento em Moçambique como uma via para sair da crise

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Maputo, 11 mai (Lusa) – O investimento em Moçambique pode ser uma via de saída da crise para as empresas brasileiras, disse hoje em Maputo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira.

“As perspetivas de investimento brasileiro no seu país são também uma via de saída, uma via importante de recuperação da capacidade das nossas empresas pelas oportunidades que o seu país oferece”, referiu o governante brasileiro, dirigindo-se ao vice-ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa.

Ambos discursaram na sessão de abertura de um seminário empresarial Brasil — Moçambique, que hoje junta empresários e entidades de ambos os países na capital moçambicana.

A comitiva empresarial brasileira acompanha Aloysio Nunes Ferreira na viagem que o membro do Governo brasileiro está a realizar por África e que hoje e na sexta-feira passa por Moçambique.

A visita acontece numa altura em que o Brasil procura retomar e consolidar uma tendência de crescimento económico.

“Os sinais que temos [mostram que] até final deste ano vamos começar a pôr a cabeça de fora para que no ano que vem nós possamos já ter um nível de crescimento bem melhor”, referiu.

“Não vamos chegar aos 4,5% ou 5% que vocês terão no ano que vem, mas seguramente algo melhor do que aquilo que tivemos nos últimos três anos”, acrescentou, dirigindo-se novamente ao representante do Governo moçambicano.

As perspetivas otimistas para Moçambique foram também sublinhadas por Ragendra de Sousa.

“A nossa moeda [metical] já se valorizou, a qualquer momento estamos à espera de uma redução das taxas de juro e estão criados os sinais para o equilíbrio macroeconómico ser atingido a muito curto prazo”, referiu.

Por outro lado, disse, há paz no país, depois dos conflitos entre forças governamentais e da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) no centro de Moçambique em 2016.

Com uma trégua ilimitada em vigor, o vice-ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, desafiou os visitantes a viajarem “de Maputo a Pemba, de carro”, ou seja, de uma ponta à outra do país, porque já o podem fazer em segurança.

Moçambique anda nas bocas do mundo por causa das perspetivas milionárias dos negócios do gás, carvão e outros recursos naturais, mas Ragendra de Sousa desafiou os empresários brasileiros a apostarem noutros setores.

O membro do Governo moçambicano defendeu uma aposta em indústrias que ajudem a preencher lacunas internas.

“Nós somos exportadores líquidos de açúcar para os meus compatriotas, mas somos importadores de álcool [um subproduto] para os hospitais”, da mesma forma que Moçambique produz e exporta algodão, mas tem que importar o algodão processado que é usado nos hospitais.

Da parte do Governo moçambicano, o vice-ministro da Indústria e Comércio prometeu todo o apoio.

“Temos leis que constituem um desafio para melhorar o ambiente de negócios”, disse, acrescentando que o Governo está a tentar “retirar tudo quanto é burocrático, tudo quanto impede o normal funcionamento da economia”.

Ragendra de Sousa realçou ainda o facto de a lei de Moçambique garantir aos investidores externos o “repatriamento de capital” e aceitar a entrada “de técnicos estrangeiros” para a implantação de investimentos.

No âmbito da visita a Moçambique, o ministro das Relações Exteriores do Brasil entrega hoje a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, instituída pelo Governo brasileiro, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Baloi.

Na sexta-feira, Aloysio Nunes Ferreira participa na inauguração do Corredor Logístico de Nacala juntamente com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.

A empresa brasileira Vale faz parte do consórcio que investiu 4,1 mil milhões de euros na via férrea de 900 quilómetros que liga as minas de carvão de Moatize ao porto marítimo de Nacala.

http://noticias.sapo.mz/lusa/artigo/22359832.html

LUSA.PT

Opção para Impulsionar indisponível
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Brasil faz sua primeira visita diplomática ao Malawi

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Na primeira visita de uma autoridade brasileira ao Malawi, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira foi recebido em Lilongwe por seu homólogo, Francis Kasaila, com quem assinou acordo para criação de mecanismo de consultas políticas. Terceira escala de sua viagem à África, a visita ao Malawi, país com quem o Brasil estabeleceu relações diplomáticas em 1964, é mais um passo na afirmação da importância do continente para a política externa brasileira.

Foram subscritos ainda acordos que colaborarão para aumentar os contatos entres os dois países, tanto no setor privado quanto no setor público, entre eles o de facilitação de vistos de negócios. Ele se junta ao Acordo de Facilitação de Investimentos, assinado em 2015. Somados, servem de atrativo para empresários do Malawi e do Brasil avançarem as relações econômicas e comerciais.

Grande exemplo desse potencial é o Corredor Logístico de Nacala, que será inaugurado no próximo dia 12. Linha férrea financiada pela empresa brasileira Vale, ligará o Malawi ao porto moçambicano de Nacala, abrindo nova via para as exportações desse país.

Em sua reunião de trabalho, os dois ministros discutiram campos para aumentar a cooperação, particularmente em agricultura. O ministro Aloysio confirmou a continuidade da participação do Brasil nos projetos de fortalecimento do setor algodoeiro nas bacias do baixo Shire e Zambeze, alinhados com os programas de cooperação brasileiros, que buscam promover fortalecimento institucional e mudanças estruturais por meio do compartilhamento de experiências e conhecimento. Para o ministro Aloysio, o Brasil tem muito a contribuir com o Malawi, em especial na segurança alimentar, em agricultura familiar e em alimentação escolar.

Visita do ministro Aloysio Nunes ao Malawi - 10/5/2017

Missão brasileira visita Botsuana

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Na segunda escala de sua viagem à África Meridional, o ministro Aloysio Nunes Ferreira foi recebido pela ministra das Relações Exteriores de Botsuana, Pelonomi Venson-Moitoi, com quem assinou acordo para a criação de mecanismo de consultas políticas, o qual reforça a moldura institucional para o aprofundamento do relacionamento entre os dois países.

Os dois ministros ressaltaram a importância da cooperação desenvolvida desde o estabelecimento de relações diplomáticas, em 1985, e concordaram que é chegado o momento de elevá-la a um novo patamar. O ministro Aloysio e sua homóloga de Botsuana trocaram informações sobre setores empresariais que poderiam se beneficiar desse aprofundamento, notadamente agroindústria, infraestrutura e indústria de defesa.

O ministro Aloysio reuniu-se ainda com os ministros da Agricultura, da Saúde e da Presidência com os quais analisou áreas específicas de cooperação, como erradicação da pobreza, alimentação escolar, agricultura familiar, indústria farmacêutica, cooperativismo e pesquisa agropecuária.34430912171_9f3735e031_b min agricultutura.jpg

Em todas as reuniões, ficou claro que é urgente a ampliação da vertente empresarial no relacionamento bilateral. Em vista disso, o Itamaraty analisará a organização de uma missão de empresários brasileiros a Botsuana. Reconhecida como um dos casos de sucesso na África, Botsuana oferece condições para receber investimentos de empresas brasileiras que buscam um ponto para iniciar ou aprofundar sua internacionalização na África. Trata-se de mais um passo no aumento do comércio e dos investimentos bilaterais, que trará benefícios para as duas sociedades.

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Nas primeiras percepções das viagens a países africanos, destaca-se a presença feminina na representação governamental, o caso de  de Botswana, que tem  mulheres negras como Ministra das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura e assessoria. Diferentemente da missão brasileira constituída quase que exclusivamente  por homens brancos.

Investimento chinês em Moçambique aproxima-se de 6 bilhões de dólares

O investimento da China em Moçambique tem vindo a crescer a ritmo muito acelerado e aproxima-se já, em termos acumulados, de 6 bilhões de dólares, de acordo com dados da Embaixada chinesa em Maputo.

Os dados foram citados quinta-feira em Lisboa pelo conselheiro da Embaixada da China em Lisboa, Nie Quan, no lançamento de um livro dos fiscalistas portugueses Bruno Santiago e Sara Teixeira, sobre o direito fiscal moçambicano, com foco no papel de Lisboa e Macau como plataformas.

Nie Quan disse que “o ritmo de crescimento do investimento chinês em Moçambique tem sido muito acelerado”, estando activas no país 100 empresas chinesas, em áreas diversificadas como a energia, agricultura, pesca, imobiliário, materiais de construção, turismo, autocarros, telecomunicações, infra-estruturas e comércio.

O investimento chinês em Moçambique visa ajudar os moçambicanos a serem auto-suficientes, tanto na indústria como na agricultura, sendo disso exemplo o facto de Moçambique ter já a primeira marca de automóveis em África, a Matchedje”, salientou o diplomata, que lembrou também os projectos de cooperação na área agrícola.

Nie Quan referiu ainda que as relações da China com Moçambique e com Portugal são de parceria estratégica global, superando o simples investimento económico, e que existe o potencial de “cooperação tripartida” sino-portuguesa em todo o espaço de língua portuguesa.

Juntos, sublinhou, China e os países de língua portuguesa representam 17% da economia global e 22% da população, pelo que existem “condições para que relações sejam mais sólidas e prósperas.”

Na cerimónia de lançamento do livro, na sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, a embaixadora de Moçambique, Fernanda Lichale, lembrou a “amizade longínqua” do seu país com a China, desde a independência nacional até aos dias de hoje, e também com Portugal, considerando ambos os países parceiros privilegiados no desenvolvimento.

“Apesar das vicissitudes de diversa índole, Moçambique continua a ser um destino privilegiado para os investimentos estrangeiros e Portugal sem dúvida ocupa um lugar muito especial, alicerçado nas suas ligações histórico-culturais forjadas em séculos de convivência”, adiantou a diplomata.

O economista António Rebelo de Sousa, da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituição Financeira de Crédito, defendeu que, apesar dos problemas políticos e económicos actuais, “Moçambique evoluiu no bom sentido nas últimas décadas, optando por um modelo de crescimento relativamente equilibrado.”

O livro “Direito Fiscal Internacional de Moçambique – As Convenções de Dupla Tributação” dedica especial foco a Macau e Portugal enquanto plataformas para o investimento. (Macauhub)

fonte:http://www.macauhub.com.mo/pt/2017/03/17/investimento-chines-em-mocambique-aproxima-se-de-6000-milhoes-de-dolares/China

Acordo de cooperação entre Brasil e Egito projetam missão empresarial em 2017

Câmaras de comércio do Brasil e do Egito firmam acordo e projetam missão empresarial em 2017

São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira e a Câmara de Comércio do Cairo firmaram um acordo de cooperação nesta quinta-feira (02), na capital do Egito. O documento foi assinado pelo presidente da entidade brasileira, Rubens Hannun, e pelo primeiro vice-presidente da instituição egípcia, Aly Shoukry, e prevê intercâmbio de informações, incentivo à realização de missões comerciais, entre outras ações.

Divulgação

Da esq. p/ dir., Shoukry, Mansour, Hannun e Alaby

Hannun, o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, e o gerente de Relações Governamentais da entidade, Tamer Mansour, foram recebidos pela diretoria da organização egípcia.

Segundo Hannun, a Câmara do Cairo tem intenção de organizar uma missão comercial ao Brasil ainda este ano e um dos diretores disse que pretende participar da Feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), que será realizada de 02 a 05 de maio, em São Paulo. O empresário é do ramo de especiarias e condimentos.

A Câmara do Cairo ainda disponibilizou um espaço em seus escritórios para uso da Câmara Árabe em viagens ao Egito e a utilização de seu moderno auditório para 450 pessoas em eventos da entidade brasileira.

Os executivos da Câmara Árabe se reuniram também com representantes do Ministério da Cooperação Internacional. Com a expectativa que a Argentina ratifique em breve o acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Egito, assinado em 2010, foi discutida a possibilidade de organizar no Egito e no Brasil seminários sobre o tratado, que só depende da ratificação dos argentinos para entrar em vigor.

“A ideia é fazer seminários sobre as oportunidades que passarão a existir para o Mercosul e o Egito com este acordo”, destacou Hannun. As oportunidades de investimentos entre o Brasil e o Egito também podem ser abordadas, pois o Itamaraty já encaminhou ao país árabe uma proposta de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI). A ministra egípcia Sahar Nasr acumula as pastas da Cooperação Internacional e dos Investimentos.

Mais tarde, os representantes da Câmara Árabe tiveram um encontro com o presidente do Conselho de Exportação Agrícola do Egito e parlamentar, Abdel Hamid Demerdash, que quer promover cooperação com o Brasil nas áreas de agricultura de pequeno porte e de pesquisa agropecuária.

Os executivos permanecem no Cairo até domingo e ainda terão uma série de reuniões com autoridades e lideranças empresariais egípcias.

https://www.comexdobrasil.com/camaras-de-comercio-do-brasil-e-do-egito-firmam-acordo-e-projetam-missao-empresarial-em-2017/

A emergência de uma nova África

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A agricultura, a segurança alimentar e a energética são os pilares da integração africana no século XXI. Essas três áreas permitirão que a integração do continente se torne uma realidade tangível. Tal ambição goza de um consenso crescente entre os países africanos.angola-petroleo
Ela é efetivada por um setor privado africano empreendedor, juntamente com um sistema bancário continental cada vez mais eficiente e com multinacionais que apostam mais do que nunca na África. A parceria Marrocos-Etiópia, que envolve a produção de fertilizantes, com investimento total de US$ 2,5 bilhões, permitirá à Etiópia alcançar sua autossuficiência em fertilizantes agrícolas em 2025. O gasoduto Marrocos-Nigéria, com cinco mil quilômetros, transformará a paisagem energética da Costa Oeste da África.
As joint-ventures na área de telecomunicações ou de bancos, os projetos em infraestrutura e em habitação social… São todos levados por uma nova geração de managers africanos. Esses projetos estão moldando a África do século XXI. Uma África definitivamente emancipada dos espólios da Guerra Fria, das manipulações ideológicas, das guerras civis e da gangrena do separatismo.
Liberta destas desvantagens, a África de hoje toma confiança, seguindo o caminho da decolagem econômica, com a ambição de ter um posicionamento mais competitivo na globalização. Ademais, esta dinâmica é apoiada por uma nova elite política africana, que prioriza a eficiência nas políticas públicas e o pragmatismo nas relações interafricanas. O regresso do Marrocos à União Africana, celebrado semana passada, em Adis Abeba, constitui, sem dúvida, um grande marco para uma África mais homogênea e mais unida.

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Sua Majestade, o Rei Mohammed VI, sempre colocou a África na essência da projeção diplomática do país, através parcerias globais com vários países africanos. Parcerias que articulam, ao mesmo tempo, projetos econômicos, paz e seguridade, desenvolvimento humano, política de gênero, cooperação educacional e acadêmica, bem como a promoção de um Islã aberto e tolerante. Ao voltar a assumir o seu papel histórico dentro da família institucional africana, o Marrocos dará um impulso ainda mais ambicioso à sua política para o continente.

A iniciativa que o país tinha tomado com a organização de uma cúpula dedicada especificamente à África à margem da COP-22, realizada em Marrakesh, em novembro passado, reflete o compromisso claro que o Marrocos tem em relação às questões do desenvolvimento sustentável do continente africano.
Vista do Brasil, essa dinâmica na África criará um movimento ainda mais promissor, na costa atlântica da África. O espaço geopolítico que compartilha com o Brasil, além da história e da geografia, um potencial forte de cooperação e de ações conjuntas. Os países africanos estão entusiasmados para lançar com o Brasil uma parceria Sul-Sul inovadora, que envolva uma maior integração industrial e comercial na agricultura e na pesca, que aumente a conectividade logística entre os dois lados do Atlântico e que acrescente a integração de redes de investigação científica e inovação digital.
Há consenso de que a África é o continente que mais crescerá no século XXI. Cabe-nos, africanos e brasileiros, tornar o Atlântico Sul um espaço seguro, próspero e aberto. Nabil Adghoghi é embaixador do Marrocos no Brasil

Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/a-emergencia-de-uma-nova-africa-20884182

Macadâmia, a noz de Moçambique

É saborosa, tem um alto valor nutricional e também é utilizada na cosmética. No Niassa, no norte do país, investidores estrangeiros estão a apostar nesta cultura. A província olha para a noz com grande expectativa.

Macadamia (DW/M. David)

O clima ameno da província do Niassa é ideal para cultivar a macadâmia. E um grupo de investidores holandeses e sul-africanos, da empresa Macadâmia Niassa Lda., investiu aqui 20 milhões de dólares norte-americanos. Ao todo, são mais de cinco mil hectares dedicados à cultura do fruto.

“A macadâmia é algo novo para Lichinga [a capital provincial]. Este projeto só vai começar a produzir daqui a 10-20 anos. É um investimento pesado, em que se tem de investir no início e esperar 10 anos até se poder ter retorno”, afirma Segundo Izar Holtzhausen, gestor da empresa.

defaultPlantações de macadâmia na província do Niassa, norte de Moçambique

110 moçambicanos trabalham na empresa. A meta é produzir 20 mil toneladas de macadâmia, nos próximos 15 anos, e transportar cerca de mil contentores da noz para o mercado internacional.

A noz da macadâmia é cada vez mais conhecida. “A macadâmia está a ser conhecido agora no mundo como “super food”, como aquelas comidas que são melhor para a saúde das pessoas. Usa-se em óleos, manteigas, nozes. Todo o produto de macadâmia é usado para o bem-estar. Os óleos são mais para os cosméticos”, explica o gestor zar Holtzhausen.

Niassa poderá vir a ser dos principais produtores mundiais

“Nos próximos 30-40 anos, a macadâmia vai ter muita procura no mundo. E nós queremos estabelecer aqui em Moçambique uma grande fonte de macadâmia”, acrescenta Izar Holtzhausen quer que a província do Niassa se torne num dos maiores produtores do mundo. A Austrália é atualmente o maior produtor de macadâmia, seguida da África do Sul e do Quénia.

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 O governador do Niassa está contente com o projecto. “Isto é muito significativo para a nossa província porque vai naturalmente ocupar o lugar que deve ocupar, no sentido de promover a produção da macadâmia, porque temos condições excelentes para a produção desta amêndoa”, defende Arlindo Chilundo.

Segundo o governador do Niassa, a província nortenha precisa de mais investimentos do género para “sair do anonimato”.
A macadâmia é produzida sobretudo no distrito de Chimbunila, mas também em Lichinga e Majune.